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  • 7 sintomas de meningite (em adultos e crianças pequenas) e quando ir ao médico 

    7 sintomas de meningite (em adultos e crianças pequenas) e quando ir ao médico 

    Em 2025, o Brasil registrou um aumento preocupante nos casos de meningite, principalmente da forma bacteriana, com quase 2 mil casos notificados até o mês de abril. O crescimento de cerca de 250% em comparação com períodos anteriores acendeu um alerta, afetando principalmente as crianças, os adolescentes e os idosos.

    A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Quando ocorre uma inflamação nas estruturas, o funcionamento do sistema nervoso pode ser afetado e surgem sintomas que precisam de atenção médica.

    Na maioria das vezes, a meningite é causada por infecções provocadas por vírus, bactérias ou, mais raramente, fungos e parasitas. Cada tipo pode ter níveis diferentes de gravidade e, diante de qualquer suspeita, é importante procurar atendimento médico rapidamente para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

    Vamos entender, a seguir, como identificar a meningite, como ela é transmitida e quando procurar atendimento médico.

    Quais os sintomas de meningite?

    Os sintomas da meningite podem variar de acordo com a causa da infecção (bacteriana, viral, fúngica, parasitária) e da idade da pessoa afetada. Mesmo assim, existem alguns sintomas que aparecem com mais frequência e costumam estar associados à doença, como:

    1. Febre alta

    A febre normalmente surge de forma repentina e pode aumentar rapidamente ao longo das primeiras horas. A pessoa costuma sentir o corpo quente, calafrios, cansaço e um mal-estar intenso, como se estivesse com uma infecção forte. Em muitas situações, a febre aparece junto com dor de cabeça e sensação de fraqueza no corpo.

    2. Rigidez no pescoço

    Um dos sintomas mais clássicos de meningite, a rigidez no pescoço ocorre porque a inflamação nas meninges afeta os movimentos da região cervical. A pessoa passa a sentir dificuldade para abaixar a cabeça em direção ao peito ou movimentar o pescoço normalmente.

    Além da rigidez, também pode surgir dor ou desconforto ao tentar virar a cabeça para os lados.

    3. Dor de cabeça intensa

    A dor de cabeça costuma ser forte e persistente, podendo aumentar gradualmente conforme a inflamação avança. Muitas pessoas relatam uma sensação de pressão na cabeça ou dor profunda que não melhora com repouso ou com analgésicos comuns.

    A dor pode piorar quando a pessoa se movimenta, se levanta ou tenta se concentrar em alguma atividade.

    4. Náuseas e vômitos

    As náuseas e os vômitos são sintomas que costumam aparecer junto com a dor de cabeça e a febre. A pessoa pode sentir enjoo constante, perda de apetite e dificuldade para se alimentar. Em alguns casos, os vômitos se repetem várias vezes ao longo do dia, o que aumenta o risco de desidratação.

    5. Sensibilidade à luz

    A sensibilidade à luz pode surgir porque a inflamação no sistema nervoso deixa os olhos mais sensíveis. A claridade de ambientes iluminados, telas de celular ou luz do sol pode causar desconforto intenso, fazendo com que a pessoa prefira permanecer em locais mais escuros e silenciosos.

    6. Confusão mental e sonolência

    Em alguns casos, a meningite também pode provocar alterações no estado mental, de modo que a pessoa apresenta dificuldade para se concentrar, responde lentamente a perguntas, sente muita sonolência ou parece desorientada.

    Conforme o quadro evolui, também podem surgir irritabilidade, dificuldade para manter atenção e sensação de confusão.

    7. Convulsões ou manchas na pele

    Em situações mais graves, podem ocorrer convulsões ou o surgimento de manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele. As manchas podem aparecer principalmente quando a meningite tem origem bacteriana e indicam que a infecção pode estar se espalhando pelo organismo. Nessas situações, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    Sintomas de meningite em crianças pequenas e bebês

    Em crianças pequenas e bebês, os sintomas da meningite podem ser diferentes dos apresentados pelos adultos. Como os bebês ainda não conseguem explicar o que estão sentindo, os sinais costumam aparecer por meio de mudanças no comportamento, no choro e na alimentação, como:

    • Choro constante e irritabilidade, com dificuldade para acalmar mesmo quando o bebê é alimentado, trocado ou colocado no colo;
    • Dificuldade para se alimentar, com recusa para mamar, perda de apetite ou vômitos após as mamadas;
    • Sonolência excessiva, com o bebê dormindo mais do que o normal ou apresentando dificuldade para acordar e reagir aos estímulos;
    • Pouca reação a sons, toques ou movimentos, deixando a criança mais quieta ou aparentemente desinteressada no ambiente ao redor;
    • Moleira inchada ou mais elevada, que pode indicar aumento da pressão dentro da cabeça;
    • Febre ou alteração da temperatura corporal, que pode estar alta ou, em alguns casos, mais baixa do que o normal;
    • Rigidez no corpo ou dificuldade para movimentar o pescoço e a cabeça, causando desconforto quando a criança é movimentada;
    • Vômitos frequentes, que podem aparecer junto com irritação, sonolência ou dificuldade para se alimentar.

    Diante de qualquer suspeita, a avaliação médica deve ser procurada o mais rápido possível, já que a meningite pode evoluir rapidamente em crianças pequenas e bebês.

    Como a meningite é transmitida?

    A transmissão depende do tipo de meningite. Nos casos infecciosos, principalmente bacterianos ou virais, o contágio pode ocorrer por:

    • Contato com gotículas de saliva liberadas ao tossir ou espirrar;
    • Compartilhamento de utensílios, copos, talheres ou garrafas;
    • Contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, especialmente em ambientes fechados.

    Por isso, locais com muitas pessoas próximas, como escolas, creches, dormitórios, quartéis ou alojamentos, podem facilitar a circulação dos agentes infecciosos e aumentar o risco de transmissão da doença.

    Quando procurar ajuda médica?

    A meningite pode evoluir rapidamente, por isso é muito importante procurar atendimento médico assim que surgirem sinais que levantem suspeita da doença.

    Se você teve contato próximo (morar na mesma casa, compartilhar utensílios ou dormir no mesmo ambiente) com alguém que recebeu o diagnóstico de meningite bacteriana, procure um médico. Em muitos casos, é necessário tomar um antibiótico preventivo (quimioprofilaxia).

    Importante: não tente diagnosticar em casa. Como os sintomas iniciais podem parecer um resfriado ou gripe forte, a avaliação médica e o exame de líquor são fundamentais para descartar a forma bacteriana.

    Leia mais: Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre meningite viral e bacteriana?

    A viral é mais comum, geralmente menos grave e o corpo costuma combater sozinho. A bacteriana é uma emergência médica, extremamente grave, pode causar a morte em 24h ou deixar sequelas permanentes se não tratada rápido.

    2. A meningite é contagiosa?

    Sim, as formas virais e bacterianas são contagiosas. Elas são transmitidas de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva, tosse, espirro ou compartilhamento de itens como copos e talheres.

    3. Como é feito o diagnóstico?

    O principal exame é a punção lombar, onde o médico retira uma pequena amostra do líquido cefalorraquidiano (líquor) para análise em laboratório. Os exames de sangue também são realizados.

    4. Existe vacina para todos os tipos?

    Não. Existem vacinas eficazes para as principais causas de meningite bacteriana (como a meningocócica A, C, W, Y e B, e a pneumocócica), mas não há vacinas para todos os vírus que podem causar a doença.

    5. Quais são as sequelas mais comuns?

    As principais são perda auditiva (surdez), danos cerebrais, dificuldades de aprendizagem, convulsões e, em casos de infecção generalizada, necessidade de amputação de membros.

    6. A meningite tem cura?

    Sim, se diagnosticada e tratada a tempo. A meningite bacteriana exige internação e antibióticos na veia, enquanto a viral foca no alívio dos sintomas.

    7. Quanto tempo dura o período de incubação?

    Depende do agente, mas normalmente os sintomas aparecem entre 2 a 10 dias após o contato com a pessoa infectada.

    8. O que fazer se eu tive contato com alguém doente?

    Você deve procurar um médico imediatamente. Em casos de meningite bacteriana, o médico pode prescrever um antibiótico preventivo para quem teve contato próximo.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir 

    Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir 

    A meningite bacteriana é uma das infecções mais temidas na medicina, e com toda a razão. Ela afeta as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode agravar de forma muito rápida, levando a sequelas neurológicas ou até à morte em poucas horas se não for tratada a tempo.

    Apesar da gravidade, a boa notícia é que grande parte dos casos pode ser prevenida por meio da vacinação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas gratuitas contra os principais tipos de bactérias que causam a doença, incluindo a meningite meningocócica e a meningite pneumocócica, duas das formas mais agressivas.

    O que é meningite bacteriana

    A meningite bacteriana é uma infecção causada por bactérias que invadem o líquido que circula entre as meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Essa invasão desencadeia uma inflamação intensa, que pode comprometer o funcionamento do sistema nervoso central.

    Ela é considerada uma emergência médica, já que pode progredir rapidamente e causar complicações como convulsões, surdez, sequelas neurológicas e até óbito.

    As principais bactérias responsáveis são:

    • Neisseria meningitidis (meningococo);
    • Streptococcus pneumoniae (pneumococo);
    • Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

    Entre elas, a meningite meningocócica é a mais comum e a que preocupa mais os especialistas devido ao potencial de surtos e à evolução rápida.

    O Haemophilus influenzae tipo b (Hib) era uma causa importante, mas os casos foram drasticamente reduzidos após a vacinação em massa no país

    Meningite meningocócica causada por Neisseria meningitidis

    A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode se espalhar por gotículas de saliva e secreções respiratórias, como, por exemplo, ao tossir, espirrar ou compartilhar copos e talheres.

    Existem diferentes tipos da bactéria, sendo os principais os identificados pelas letras A, B, C, W e Y. Cada um deles pode circular de forma diferente em cada região do mundo, e a vacinação é direcionada para os mais frequentes:

    • Meningococo C: foi o tipo mais comum no Brasil nas últimas décadas;
    • Meningococo B: vem crescendo em alguns estados, especialmente em crianças pequenas;
    • Meningococos W e Y: têm aumentado entre adolescentes e adultos jovens;
    • Meningococo A: mais frequente na África e em surtos internacionais.

    A forma meningocócica é extremamente grave e pode causar, além da meningite, uma infecção generalizada chamada meningococcemia, que compromete a circulação sanguínea e pode levar à falência múltipla de órgãos.

    Meningite pneumocócica causada por Streptococcus pneumoniae

    Outro tipo importante é a meningite pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também chamada de pneumococo. Ela pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade baixa, como aquelas portadoras de doenças crônicas ou imunossuprimidas.

    O pneumococo é uma bactéria versátil, pois além da meningite também pode causar pneumonia, sinusite e otite média, e em alguns casos leva a quadros graves de infecção generalizada, também conhecida como sepse.

    Os sintomas são semelhantes aos da meningite meningocócica, ou seja, febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e sonolência, mas a evolução pode ser ainda mais rápida e deixar sequelas como perda auditiva, convulsões e déficits neurológicos.

    Sintomas da meningite bacteriana

    Os sintomas costumam aparecer de forma súbita, nas primeiras 24 a 48 horas da infecção. Os mais comuns são:

    • Febre alta;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Rigidez no pescoço (dificuldade de encostar o queixo no peito);
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensibilidade à luz;
    • Sonolência ou confusão mental;
    • Manchas roxas pelo corpo (em casos de meningococcemia).

    Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser diferentes, como choro inconsolável, irritabilidade, recusa alimentar, moleira abaulada e sonolência excessiva.

    Qualquer suspeita de meningite deve ser tratada como urgência. O diagnóstico é feito por punção lombar (coleta do líquor) e exames laboratoriais, e o tratamento deve começar o mais rápido possível com antibióticos.

    Transmissão da meningite bacteriana

    A meningite bacteriana se transmite de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias, especialmente em locais fechados ou com aglomeração, como escolas, creches, universidades e alojamentos.

    O período de incubação varia de 2 a 10 dias, e a pessoa pode transmitir a bactéria mesmo antes de apresentar sintomas. Por isso, familiares e pessoas que tiveram contato próximo com o doente podem precisar receber antibióticos preventivos.

    Tipos de vacinas que protegem contra meningite

    O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece vacinas específicas contra as principais bactérias causadoras da meningite:

    • Meningocócica C (conjugada): protege contra o meningococo tipo C. Disponível no SUS;
    • Meningocócica ACWY (conjugada): protege contra os tipos A, C, W e Y. Disponível no SUS;
    • Meningocócica B: disponível na rede privada, indicada a partir dos 2 meses de idade;
    • Pneumocócicas 10, 13 e 20-valentes: protegem contra o Streptococcus pneumoniae. A vacina pneumocócica 10-valente está disponível no SUS. As vacinas 13 e 20-valentes, que protegem contra mais sorotipos, estão disponíveis na rede privada e em Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), em casos específicos;
    • Haemophilus influenzae tipo b (Hib): incluída na pentavalente infantil. Disponível no SUS.

    Essas vacinas são seguras e reduzem drasticamente os casos e as complicações da meningite bacteriana.

    Complicações e sequelas

    Mesmo com tratamento, cerca de 10% dos casos de meningite bacteriana podem evoluir para óbito, e até 20% dos sobreviventes podem ter sequelas, como:

    • Perda auditiva;
    • Dificuldades de aprendizagem;
    • Convulsões;
    • Problemas motores;
    • Déficits cognitivos.

    Por isso, o diagnóstico e o início precoce do tratamento são extremamente importantes para aumentar as chances de recuperação completa.

    Veja também: Coqueluche: a ‘tosse comprida’ que pode ser perigosa para bebês

    Perguntas frequentes sobre meningite bacteriana

    1. Meningite bacteriana é contagiosa?

    Sim. Ela pode ser transmitida por gotículas de saliva e secreções respiratórias.

    2. Qual é o tipo mais grave de meningite?

    A meningite meningocócica, causada pela Neisseria meningitidis, é uma das mais graves e pode evoluir rapidamente.

    3. Quais vacinas protegem contra meningite?

    As principais são as vacinas meningocócicas C e ACWY, além das que protegem contra Haemophilus influenzae tipo b e pneumococos, como as vacinas pneumocócicas 10, 13 e 20-valentes.

    4. Qual a diferença entre meningite bacteriana e viral?

    A bacteriana é mais grave e requer antibióticos. A viral costuma ser mais leve e se resolve sozinha, mas com suporte e acompanhamento médico.

    5. Crianças e adolescentes precisam de reforço da vacina?

    Sim. O reforço da vacina meningocócica ACWY é essencial na adolescência, quando o risco de transmissão aumenta.

    6. Como saber se é meningite?

    Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e manchas roxas na pele são sinais de alerta. Procure atendimento imediato.

    Leia também: Calendário de vacinas para adultos: quais doses você não pode esquecer