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  • Força muscular: por que ela é importante para um envelhecimento saudável?

    Força muscular: por que ela é importante para um envelhecimento saudável?

    Os músculos participam ativamente do funcionamento do organismo e permitem atividades simples do dia a dia, como levantar da cadeira, subir escadas, caminhar e carregar sacolas.

    Quando eles estão fortes, os músculos ajudam a proteger os ossos e articulações, reduzem o risco de quedas e fraturas e contribuem para manter a autonomia ao longo dos anos. Eles também consomem energia, auxiliam no controle do açúcar no sangue e colaboram para uma circulação mais eficiente.

    Com o envelhecimento, é natural a perda de força muscular, uma vez que o organismo passa por mudanças no metabolismo, nos hormônios e na capacidade de regeneração dos tecidos.

    No entanto, a perda não acontece de forma igual para todas as pessoas e pode ser desacelerada com hábitos adequados ao longo da vida. Vamos entender mais esse processo, a seguir.

    Por que a massa muscular é tão importante para envelhecer com saúde?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, a massa muscular atua como um importante fator de proteção contra a fragilidade física, um processo muito comum que acompanha o envelhecimento. A partir dos 30 anos, é natural perder a massa muscular, condição conhecida como sarcopenia, que tende a se intensificar após os 60 anos.

    Quando não existem cuidados para diminuir essa perda, a força e a vitalidade diminuem, deixando a pessoa mais frágil e diminuindo a autonomia. Além disso, os músculos ajudam a proteger os ossos e melhoram o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas e fraturas.

    Juliana ainda aponta que o músculo funciona como uma reserva do corpo e, em situações de saúde mais delicadas, como infecções ou recuperação de cirurgias, o organismo usa essa reserva para manter o sistema de defesa funcionando.

    Por isso, quem tem mais massa muscular costuma lidar melhor com problemas de saúde e manter uma melhor qualidade de vida com o passar dos anos.

    Perda de massa magra aumenta o risco de doenças cardiovasculares?

    Existe uma correlação importante entre baixo índice de massa muscular e aumento do risco de doenças cardiovasculares. De acordo com estudos, a sarcopenia está associada a um aumento da rigidez e do endurecimento das artérias, o que contribui para o aumento da pressão arterial.

    Além disso, a perda de músculo, em geral, vem acompanhada do aumento do tecido adiposo, conhecido como substituição lipogordurosa.

    Segundo Juliana, isso cria um ambiente inflamatório crônico: as células de gordura têm ação inflamatória e acabam promovendo agressão aos vasos sanguíneos, favorecendo a formação de placas de gordura que podem obstruir as artérias e levar a situações como infarto e AVC.

    Quais os melhores exercícios para preservar os músculos?

    Toda atividade física é importante para manter a saúde, mas quando o assunto é preservar e ganhar massa muscular, Juliana aponta que o tipo de exercício mais eficaz é o treinamento de resistência e força, como a musculação.

    Para que o músculo permaneça forte e possa crescer, ele precisa ser estimulado contra uma resistência. Isso pode ser feito por meio de diferentes tipos de exercícios, como:

    • Pesos livres;
    • Máquinas de musculação;
    • Elásticos de resistência;
    • Exercícios com o peso do próprio corpo;

    Além disso, exercícios funcionais que reproduzem movimentos do dia a dia são bastante eficazes, pois trabalham vários músculos ao mesmo tempo, como:

    • Agachamento;
    • Sentar e levantar;
    • Movimentos de flexão.

    Como equilibrar força, flexibilidade e resistência na rotina do idoso?

    O ideal é seguir uma rotina simples e variada, respeitando os limites do corpo. Algumas dicas podem ajudar:

    • Praticar exercícios de força, como musculação ou exercícios funcionais com carga, de duas a três vezes por semana;
    • Realizar atividades aeróbicas, como caminhada, bicicleta ou natação, totalizando cerca de 150 minutos por semana;
    • Incluir exercícios de flexibilidade e equilíbrio, que podem ser feitos até diariamente;
    • Utilizar o alongamento como parte do aquecimento ou do final do treino para manter os músculos mais soltos;
    • Fazer exercícios de equilíbrio para ajudar a prevenir quedas;
    • Considerar atividades como ioga e pilates, que trabalham vários aspectos ao mesmo tempo.

    O mais importante é não fazer tudo no mesmo dia nem exagerar na intensidade. Alternar os tipos de exercício e manter regularidade torna a rotina mais segura para o idoso.

    É possível começar a treinar com segurança mesmo após os 60?

    Nunca é tarde para começar a treinar, independentemente da idade.

    Na verdade, mesmo com o avanço da idade, é possível ganhar força e massa muscular, desde que o treino seja adequado. Juliana explica que o corpo humano possui capacidade de adaptação ao longo da vida, que pode diminuir com o tempo, mas nunca deixa de existir — processo é conhecido como neuroplasticidade muscular.

    No entanto, é necessário que a pessoa passe por uma avaliação médica para descartar possíveis contraindicações à prática de atividades físicas. O treino também deve ser supervisionado por um profissional para evitar movimentos errados.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes

    Por que a força muscular diminui com a idade?

    Com o passar dos anos, o corpo perde massa muscular de forma natural, devido a mudanças hormonais, redução do metabolismo e menor estímulo físico.

    Existe relação entre força muscular e diabetes?

    Sim, uma menor massa muscular pode dificultar o controle da glicose e aumentar o risco de diabetes tipo 2.

    Idosos podem fazer musculação?

    Sim, desde que haja orientação profissional e respeito aos limites individuais.

    Caminhar ajuda a manter a força muscular?

    Caminhar é excelente para a saúde cardiovascular, mas, sozinho, não é suficiente para preservar a força muscular. O ideal é associar a caminhada a exercícios de força.

    Quantas vezes por semana o idoso deve treinar força?

    Em geral, duas a três vezes por semana são suficientes para estimular os músculos, desde que o treino seja bem orientado.

    Dor muscular após o treino é normal em idosos?

    Pode acontecer, especialmente no início. Um leve desconforto é esperado, mas dor intensa ou persistente deve ser avaliada por um profissional.

    Pessoas com artrose podem fazer exercícios de força?

    Sim, desde que com orientação adequada. O fortalecimento muscular ajuda a aliviar a sobrecarga sobre as articulações.

    Confira: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

  • 10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    Viver mais é muito bom. Mas viver mais com saúde é ainda melhor. Hoje, a ciência já sabe que várias coisas simples na rotina podem ajudar a ganhar anos de vida no calendário e, de quebra, deixar o dia a dia muito mais leve.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, resume bem. “Os 5 hábitos mais comprovados para viver mais são alimentação balanceada, atividade física regular, sono de qualidade, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica”, conta.

    “A isso, somam-se manter peso saudável, controlar pressão, colesterol e glicemia e cultivar relações sociais, reduzindo o estresse”.

    O que fazer para viver mais – e bem

    Venha saber em mais detalhes e como você pode aplicar essas recomendações no seu dia a dia e ter mais longevidade.

    1. Coma bem, mas com prazer

    Nada de radicalismos. O que funciona mesmo é alimentação balanceada: muitos vegetais, frutas, grãos integrais, azeite, oleaginosas, peixes e carnes magras. “Padrões alimentares como o mediterrâneo ou DASH são cardioprotetores”, explica o cardiologista.

    E o que evitar? Afaste-se de alimentos ultraprocessados, ricos em sal, açúcar e gorduras ruins, como saturada e trans. Essas simples alterações já fazem parte de hábitos para viver mais.

    2. Mantenha-se em movimento

    Você não precisa correr maratonas para ter longevidade, a não ser que este seja um objetivo de vida. A atividade física regular, porém, é essencial para viver mais e melhor. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem muito. “A recomendação é de ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada”, reforça o médico.

    3. Durma bem

    Sono ruim não traz só uma aparência cansada. Ele realmente envelhece por dentro. “O sono inadequado e não reparador, com menos de 6h ou mais de 9h por noite, aumenta o risco de pressão alta, arritmias e diabetes”, alerta o cardiologista. A meta, então, é dormir de 7 e 9 horas de sono reparador por noite, para adultos, para ganhar mais anos de vida.

    4. Diga não ao cigarro

    O cigarro encurta a vida, e isso não é brincadeira. Parar de fumar aos 40 anos, por exemplo, elimina cerca de 90% do risco extra de mortalidade causado pelo tabagismo. “Mesmo entre 45 e 54 anos, parar de fumar pode fazer a pessoa recuperar cerca de 6 anos de vida”, afirma o médico.

    5. Consuma álcool com moderação

    Se você tem costume de ingerir bebidas alcoólicas, faça isso de forma moderada. O excesso está ligado a doenças do coração, do fígado e a vários tipos de câncer.

    6. Controle peso, pressão e exames

    Manter um peso saudável e fazer check-ups regulares é bem importante e fazem parte dos hábitos para viver mais. “Medir pressão, colesterol, glicemia e função dos rins, além de eletrocardiograma e, se necessário, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos ajudam a detectar doenças silenciosas”, orienta o especialista.

    7. Movimente os músculos também

    Aqui vai mais uma dica para viver mais. Não é só o exercício aeróbico que conta, o treino de força faz diferença e é recomendado também. O ideal é reservar dois dias por semana de musculação ou exercícios resistidos que ajudam a preservar ou aumentar os músculos.

    8. Cuide da sua mente

    O estresse crônico é um ladrão de anos de vida. “Ele eleva hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o cardiologista.

    “Isso aumenta o risco de pressão alta, arritmias, infarto e até um problema no coração induzido pelo estresse, a síndrome de Takotsubo ou ‘síndrome do coração partido’”, detalha o especialista.

    Quem quer viver mais se programa para fazer pausas, ter hobbies e momentos de relaxamento na rotina.

    9. Cultive bons relacionamentos

    Amigos e família fazem bem para o coração além do sentido figurado. Estudos mostram que conexões sociais reduzem estresse e podem até prolongar a vida em comparação com quem vive na solidão. Cultivar essas amizades são hábitos saudáveis para viver mais.

    10. Nunca é tarde para começar

    Talvez você pense que já passou da idade para mudar e ter bons hábitos para viver mais, mas o cardiologista garante que não.

    “Mesmo começando aos 40 ou 50 anos, mudanças de estilo de vida reduzem rapidamente o risco cardiovascular e aumentam a expectativa e a qualidade de vida”, diz o médico.

    “Estudos mostram que mudanças saudáveis mesmo após os 50 anos reduzem risco de infarto, AVC e morte prematura. Nunca é tarde para parar de fumar, começar a se exercitar e adotar hábitos saudáveis”, aconselha.

    7 práticas que mais encurtam a vida

    • Fumar;
    • Excesso de peso, especialmente aquele na região da barriga;
    • Sedentarismo;
    • Alimentação ultraprocessada;
    • Pressão alta não tratada;
    • Colesterol alto;
    • Diabetes mal controlado.

    “Esses fatores, juntos, são responsáveis por mais de 70% das mortes cardiovasculares evitáveis”, alerta o médico.

    Perguntas frequentes sobre como viver mais

    1. Existe uma dieta ideal para viver mais?

    Sim. Padrões como a dieta mediterrânea e DASH, ricas em vegetais, frutas, grãos integrais, azeite e peixes, são protetores do coração.

    2. Quantos minutos de exercício devo fazer por semana?

    Pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de intensa, mais dois dias de treino de força, como musculação, por exemplo.

    3. Dormir demais faz mal?

    Sim. Mais de 9 horas por noite de forma habitual pode estar associado a maior risco de doenças. Dormir menos que 7 horas por dia, no entanto, também faz mal.

    4. Parar de fumar depois dos 50 anos ainda vale a pena?

    Sim. O risco de infarto e morte precoce cai significativamente, mesmo em idades mais avançadas. É sempre melhor mudar hábitos do que esperar ainda mais tempo.

    5. O estresse realmente pode matar?

    Sim. O estresse crônico eleva hormônios que sobrecarregam o coração e aumentam as chances de doenças graves.

    6. Quais exames médicos ajudam na prevenção?

    Pressão arterial, colesterol, glicemia, função dos rins, eletrocardiograma e, quando indicado, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos.

    7. Posso viver mais mesmo se tiver histórico familiar de doenças cardíacas?

    Sim. Hábitos saudáveis podem reduzir o impacto da genética.

    8. Preciso cortar totalmente o álcool para viver mais?

    Não necessariamente, mas é preciso moderação. Quanto menos, melhor para a saúde a longo prazo.