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  • Laringite (crupe): como reconhecer e como tratar 

    Laringite (crupe): como reconhecer e como tratar 

    A laringite é uma inflamação da laringe, região da garganta localizada após as amígdalas e essencial para a passagem do ar e para a voz. Na maioria das vezes, ela ocorre por infecção, principalmente viral, e é uma das doenças respiratórias mais comuns na infância.

    Em crianças pequenas, a laringite pode causar sintomas bem característicos, como a tosse “ladrante” e o estridor (um som agudo ao puxar o ar). Já em adultos, costuma aparecer com mais frequência entre os 18 e 40 anos, geralmente associada a infecções respiratórias ou irritações locais.

    Apesar de ser frequentemente autolimitada, a laringite pode gerar desconforto respiratório em alguns casos e exigir avaliação médica.

    O que é laringite

    A laringite é a inflamação da laringe, estrutura que faz parte das vias aéreas superiores e fica na garganta, após a região das amígdalas.

    Quando a laringe inflama, ocorre um inchaço local que pode:

    • Alterar a voz;
    • Causar tosse característica;
    • Dificultar a passagem do ar, especialmente em crianças (que têm vias aéreas mais estreitas).

    Na maioria dos casos, a causa é infecciosa.

    Causas da laringite

    A laringite pode ser classificada em infecciosa e não infecciosa.

    Laringite infecciosa (mais comum)

    É a forma mais frequente e ocorre principalmente por vírus, como:

    • Vírus sincicial respiratório;
    • Rinovírus;
    • Influenza.

    A infecção bacteriana é menos comum e geralmente acontece após uma infecção viral, sendo causada principalmente por:

    • Streptococcus pneumoniae;
    • Haemophilus influenzae;
    • Moraxella catarrhalis.

    Como a infecção viral se instala

    Na maioria das vezes, o vírus entra inicialmente pela mucosa do nariz e da boca. Com a progressão do quadro, ele se espalha para a laringe, provocando inflamação local e estreitamento da passagem de ar.

    Laringite não infecciosa

    Pode acontecer mesmo sem infecção e está relacionada a fatores como:

    • Trauma local;
    • Abuso vocal;
    • Alergias;
    • Refluxo;
    • Asma;
    • Fatores ambientais (tabagismo passivo e poluição).

    Sintomas de laringite: como se manifesta

    Os sintomas geralmente começam como um quadro respiratório comum e evoluem conforme a inflamação atinge a laringe.

    Os sinais iniciais costumam ser:

    • Corrimento nasal;
    • Congestão nasal.

    Com o avanço, podem surgir:

    • Tosse;
    • Febre;
    • Estridor (som agudo ao inspirar).

    Tosse “ladrante” e estridor: sinais típicos do crupe

    A tosse da laringite pode ser descrita como ladrante, por lembrar o som de um latido. Isso ocorre devido à inflamação da laringe e ao estreitamento local.

    Quando surge o estridor, ele pode vir acompanhado de sinais de dificuldade de passagem de ar, como:

    • Aumento da frequência respiratória;
    • Desconforto respiratório;
    • Inspiração prolongada (o paciente “puxa o ar” por mais tempo).

    Quanto tempo dura a laringite?

    A maioria dos casos é autolimitada, com melhora em 1 a 3 dias após o início dos sintomas. Em alguns pacientes, pode durar até cerca de 1 semana.

    Porém, se houver sinais de piora respiratória, pode ser necessária intervenção e até internação, dependendo da gravidade.

    Diagnóstico

    Na maior parte das vezes, o diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas típicos (especialmente tosse ladrante e estridor).

    • A maioria dos casos não precisa de exames de imagem;
    • Testes virológicos podem confirmar o agente, mas geralmente não são necessários.

    Exames costumam ser reservados para situações em que há dúvida diagnóstica ou suspeita de complicações.

    Tratamento da laringite (crupe)

    O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro.

    Casos leves (tratamento em casa)

    Em casos leves, o tratamento pode ser feito em domicílio com foco no alívio dos sintomas, como:

    • Medicações para controle de sintomas;
    • Uso de corticóides, conforme orientação médica;

    Medidas para umidificar as vias aéreas incluem:

    • Inalação de vapor de água;
    • Uso de umidificadores;
    • Evitar exposição ao ar frio.

    Além disso, é fundamental orientar a família ou o paciente sobre sinais de alarme.

    Sinais de alerta: quando procurar atendimento urgente

    É importante buscar avaliação médica se houver:

    • Estresse ou agitação importante;
    • Dificuldade para respirar;
    • Cianose (lábios ou pele azulados);
    • Palidez;
    • Tosse intensa e muito frequente;
    • Febre alta persistente;
    • Ausência de melhora nas primeiras 72 horas.

    Casos moderados a graves

    Quadros moderados a graves podem exigir tratamento em ambiente hospitalar, com:

    • Corticoides;
    • Nebulização com epinefrina;
    • Observação após o tratamento inicial, para avaliar resposta e risco de piora.

    Confira: Conjuntivite: o que é, sintomas, tipos e tratamentos

    Perguntas frequentes sobre laringite

    1. Laringite é sempre causada por vírus?

    Não. A maioria é viral, mas pode haver causa bacteriana, geralmente após infecção viral, além de causas não infecciosas.

    2. O que é estridor?

    É um som agudo ao puxar o ar (inspiração), indicando que a passagem de ar está mais estreita por inflamação na laringe.

    3. Tosse “ladrante” significa crupe?

    É um sinal muito típico de laringite/crupe, especialmente em crianças, mas sempre deve ser avaliado junto com outros sintomas.

    4. Laringite melhora sozinha?

    Na maioria dos casos, sim. Costuma melhorar em 1 a 3 dias, podendo durar até 1 semana.

    5. Quando a laringite é perigosa?

    Quando há dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória, estridor importante, cianose, palidez ou piora progressiva.

    6. Precisa fazer raio-x ou tomografia?

    Geralmente não. A maioria dos casos é diagnosticada clinicamente e não precisa de exames de imagem.

    7. Qual o tratamento para casos graves?

    Casos moderados a graves podem precisar de corticoides, nebulização com epinefrina e observação hospitalar.

    Leia mais: Dor de garganta, febre e placas: pode ser amigdalite?