Tag: infecção urinária

  • O que acontece com o corpo ao segurar o xixi por muito tempo?

    O que acontece com o corpo ao segurar o xixi por muito tempo?

    Você costuma ir ao banheiro sempre que tem vontade? No dia a dia, é comum adiar o momento do xixi por causa de uma reunião, de uma aula, de uma viagem, do trânsito ou até mesmo porque o banheiro disponível não parece limpo.

    A bexiga é um órgão muscular e elástico, capaz de armazenar a urina até o momento adequado para o esvaziamento. À medida que ela se enche, os receptores presentes na parede do órgão enviam sinais ao cérebro informando que é hora de ir ao banheiro.

    Se você tende a ignorar a vontade de urinar com frequência, a bexiga continua se distendendo para acomodar um volume maior de urina, o que pode prejudicar o funcionamento do órgão e favorecer o desenvolvimento de alguns problemas de saúde, como uma infecção de urina.

    O que acontece no corpo quando você segura a urina?

    Quando os rins filtram o sangue, eles produzem a urina, que desce pelos ureteres até chegar à bexiga. A bexiga funciona como um reservatório elástico: ela vai se expandindo aos poucos conforme recebe mais líquido.

    Quando já há cerca de 150 a 200 mililitros de urina armazenados, terminações nervosas presentes na parede do órgão enviam um sinal ao cérebro avisando que está na hora de ir ao banheiro.

    Mesmo com o aviso, o organismo consegue adiar a micção por algum tempo, pois o esfíncter urinário, um músculo que fecha a saída da bexiga, permanece contraído, impedindo que a urina seja eliminada até que a pessoa decida urinar.

    Quando a vontade de fazer xixi é ignorada, a bexiga continua enchendo e fica cada vez mais esticada. Para manter a urina armazenada, os músculos da bexiga e do assoalho pélvico precisam fazer mais esforço. Se isso acontece com frequência, a bexiga pode perder parte da capacidade de se contrair corretamente, dificultando o esvaziamento completo.

    Ao mesmo tempo que ocorre o desgaste muscular, o acúmulo de urina por muito tempo favorece a multiplicação de bactérias que podem entrar no trato urinário. Normalmente, o ato de urinar ajuda a eliminar as toxinas, ureia e bactérias que foram filtradas antes que elas se instalem.

    Quando a micção é adiada com frequência, o mecanismo natural de proteção deixa de funcionar, aumentando o risco de infecções urinárias.

    Em situações mais extremas, quando a bexiga fica excessivamente cheia, a pressão interna pode aumentar a ponto de dificultar o funcionamento normal do sistema urinário. Em casos raros, a urina pode até refluir em direção aos ureteres e aos rins, um quadro conhecido como refluxo vesicoureteral.

    Se isso acontecer repetidamente, pode causar lesões nas estruturas renais e comprometer a saúde dos rins ao longo do tempo.

    Principais riscos de prender o xixi por muito tempo

    O hábito de segurar o xixi por muito tempo pode causar problemas como:

    1. Infecção urinária

    Quando você ignora a vontade de ir ao banheiro, a urina permanece parada na bexiga por mais tempo, favorecendo a multiplicação de bactérias, principalmente a Escherichia coli (E. coli), que costuma viver naturalmente no intestino.

    Além disso, ao urinar, o próprio fluxo da urina ajuda a eliminar microrganismos presentes na uretra. Ao adiar o xixi repetidamente, a limpeza natural acontece com menos frequência, facilitando a chegada das bactérias à bexiga.

    Em alguns casos, a infecção pode até atingir os rins, provocando uma condição mais grave chamada pielonefrite.

    2. Incontinência urinária

    A bexiga é um órgão muscular que precisa se expandir para armazenar a urina e se contrair para esvaziá-la completamente. Quando ela permanece cheia por longos períodos de forma repetida, pode perder parte da elasticidade e da força de contração.

    Com o tempo, pode contribuir para alterações no funcionamento da bexiga e favorecer episódios de incontinência urinária, caracterizados pela perda involuntária de urina durante esforços, como tossir, espirrar, rir ou praticar atividade física.

    3. Formação de pedras no trato urinário

    O hábito de prender o xixi não é a principal causa das pedras nos rins, mas manter a urina parada por muito tempo pode favorecer a formação de cálculos na bexiga, especialmente em pessoas que já apresentam outros fatores de risco.

    A urina contém minerais e outras substâncias que, quando ficam acumulados por longos períodos, podem se cristalizar e formar pequenas pedras. Além de causar dor, elas podem dificultar a passagem da urina e aumentar o risco de infecções.

    4. Retenção urinária

    A retenção urinária é uma condição em que a pessoa não consegue esvaziar completamente a bexiga durante a micção, de modo que uma parte da urina permanece acumulada no órgão, aumentando o risco de infecções, formação de cálculos e outros problemas urinários.

    A retenção urinária é mais comum em pessoas com doenças da próstata, alterações neurológicas ou outros problemas que afetam o funcionamento da bexiga, mas o hábito de adiar constantemente a ida ao banheiro também pode contribuir para o problema ao longo do tempo.

    Sintomas de que a prática já está causando problemas

    Se o hábito de adiar a ida ao banheiro for frequente, alguns sinais podem indicar que o trato urinário já está sendo prejudicado, como:

    • Ardência ou dor ao urinar;
    • Vontade urgente e frequente de fazer xixi, mesmo eliminando pouca urina;
    • Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente;
    • Dor ou pressão na parte inferior do abdômen;
    • Urina com cheiro forte, aspecto turvo ou presença de sangue;
    • Dificuldade para iniciar ou manter o fluxo da urina;
    • Perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço;
    • Febre, calafrios, dor na região lombar, náuseas ou vômitos, que podem indicar que a infecção atingiu os rins e exigem atendimento médico imediato.

    Quanto tempo é seguro ficar sem urinar?

    O ideal é não passar de 3 a 4 horas sem urinar, sendo recomendado ir ao banheiro cerca de cinco a seis vezes ao dia. A frequência pode variar de uma pessoa para outra, já que quem bebe bastante água, por exemplo, naturalmente vai sentir vontade de fazer xixi mais vezes.

    O mais importante é não ignorar repetidamente o sinal que o corpo envia e lembrar sempre de beber água ao longo do dia. Uma boa hidratação ajuda os rins a funcionarem corretamente, mantém a urina menos concentrada e facilita a eliminação de bactérias e outras substâncias que o organismo precisa eliminar.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes

    1. Prender a urina pode estourar a bexiga?

    É extremamente raro. Em situações normais, o esfíncter relaxa sozinho e a pessoa urina na roupa antes do órgão romper.

    2. Por que sentimos dor nas costas ao segurar o xixi?

    Porque o acúmulo excessivo gera uma pressão retrógrada, empurrando o líquido de volta para os ureteres e sobrecarregando os rins.

    3. É normal o xixi arder após segurar por muito tempo?

    Não é normal. A ardência indica que a uretra ficou irritada pela acidez da urina concentrada ou que já existe uma infecção bacteriana em curso.

    4. Por que conseguimos segurar o xixi a noite toda sem acordar?

    Durante o sono, o cérebro libera o hormônio antidiurético (ADH), que reduz o ritmo de funcionamento dos rins e diminui a produção de urina.

    5. Qual médico trata os problemas causados por segurar o xixi?

    O urologista é o especialista responsável pelo sistema urinário de homens e mulheres. Mulheres também podem consultar um ginecologista.

    6. Homens e mulheres sofrem os mesmos riscos ao prender a urina?

    Os riscos de danos à musculatura são os mesmos, mas as mulheres têm um risco muito maior de desenvolver infecção urinária, pois a uretra feminina é bem mais curta, facilitando a entrada de bactérias.

    7. Tomar banho de assento ajuda a aliviar o desconforto de ter segurado o xixi?

    Se houver apenas uma leve irritação na uretra por urina muito concentrada, um banho de assento com água morna pode relaxar a musculatura pélvica. Porém, o método não cura infecções ou inflamações instaladas.

    8. O que é a síndrome da bexiga tímida?

    É uma condição psicológica em que a pessoa sente uma ansiedade tão grande que não consegue relaxar o esfíncter para urinar na presença de outros ou em banheiros públicos, sendo forçada a prender o xixi por horas.

    Veja também: A cor do seu xixi pode revelar muito sobre sua saúde

  • Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    Infecção urinária: 7 sintomas mais comuns e como é feito o tratamento

    A infecção urinária é uma infecção que pode afetar qualquer parte do trato urinário, como a bexiga, a uretra, os ureteres e os rins. Na maioria das vezes, o quadro começa quando bactérias, principalmente a Escherichia coli, que vive naturalmente no intestino, entram na uretra e chegam até a bexiga.

    Os sintomas da infecção urinária podem variar de acordo com a parte do sistema urinário afetada e com a intensidade do quadro, mas costumam incluir dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto abdominal.

    Por ser mais comum em mulheres, devido à anatomia feminina, o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes para evitar que o quadro se agrave.

    Quais os tipos de infecção urinária?

    Para definir os sintomas, é importante entender que a infecção urinária é dividida em diferentes tipos, sendo eles:

    • Pielonefrite: é a infecção que atinge os rins e frequentemente começa a partir de uma infecção na bexiga ou na uretra que se espalha. É mais grave e pode causar febre, dor nas costas e mal-estar. Sem tratamento, pode comprometer os rins e até se espalhar pelo sangue;
    • Cistite: é a infecção da bexiga e a forma mais comum e, na maioria dos casos, é causada pela bactéria Escherichia coli. As mulheres têm mais risco por causa da uretra mais curta e próxima da região anal;
    • Uretrite: é a infecção ou inflamação da uretra, e pode ser causada por bactérias do intestino ou por infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e clamídia. Pode provocar dor ao urinar e, às vezes, secreção.

    Além do local, a infecção urinária também pode ser classificada como simples, quando ocorre em pessoas saudáveis, sem alterações no trato urinário, ou complicada, quando está associada a fatores como gravidez, presença de cálculos renais, uso de sonda urinária ou doenças que afetam a imunidade. Nesses casos, é preciso um acompanhamento mais cuidadoso.

    Quais os sintomas de infecção urinária?

    1. Ardência ou dor ao urinar

    A sensação de ardência, queimação ou dor ao urinar acontece porque a mucosa do trato urinário fica inflamada, tornando o ato de urinar desconfortável e, em alguns casos, doloroso do início ao fim.

    Em algumas pessoas, o incômodo pode ser mais intenso no começo ou no final da micção, podendo vir acompanhado de uma sensação de irritação persistente mesmo após urinar.

    2. Vontade frequente de urinar

    A necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao dia, em intervalos curtos, é conhecida como polaciúria. Mesmo com a frequência aumentada, a quantidade de urina eliminada costuma ser pequena, o que implica que a bexiga não foi esvaziada completamente antes ou que está mais sensível e irritada pela presença da infecção.

    A irritação faz com que a bexiga envie sinais constantes ao cérebro, criando a sensação urgente de urinar, mesmo quando há pouca urina armazenada. Como resultado, a pessoa pode ter dificuldade para manter a rotina, já que a vontade de ir ao banheiro surge de forma repentina e repetitiva ao longo do dia.

    3. Presença de sangue na urina

    A hematúria (sangue na urina) costuma ser um dos sintomas que mais assustam, mas, na maioria das vezes, não indica gravidade extrema. Ela acontece por causa da inflamação intensa dos tecidos da bexiga e da uretra, sendo frequente em casos de cistite.

    O sangue na urina pode ser macroscópico, quando é visível a olho nu, ou microscópica, quando é detectada apenas por meio de exames laboratoriais.

    4. Dor na região lombar

    A dor lombar, normalmente concentrada em apenas um dos lados, é um sinal comum de pielonefrite. Ela indica que a infecção subiu pelos ureteres e atingiu os rins. Embora possa ocorrer um desconforto leve na cistite, a dor intensa ou cólica renal forte é característica de quadros que afetam o trato superior.

    5. Alteração no odor da urina

    O mau cheiro pode ser provocado pela presença de bactérias na cistite ou uretrite. Contudo, nem sempre é sinal de infecção e, muitas vezes, indica apenas que a urina está concentrada (pouca ingestão de água), deixando a ureia mais evidente. Se o odor persistir mesmo com hidratação, vale procurar um profissional de saúde.

    6. Incontinência urinária

    A perda involuntária de urina ou a dificuldade em segurá-la até chegar ao banheiro é mais comum em crianças e idosos, e costuma estar ligada a infecções localizadas na bexiga. A inflamação deixa a bexiga mais sensível e aumenta a urgência urinária, reduzindo o controle sobre o momento de urinar.

    Em alguns casos, a vontade surge de forma tão repentina e intensa que não dá tempo de chegar ao banheiro, o que pode causar episódios de escape urinário.

    7. Náuseas e vômitos

    Em casos mais intensos, especialmente quando há comprometimento dos rins, podem surgir náuseas, vômitos e perda de apetite. Os sintomas costumam vir acompanhados de febre e dor lombar, reforçando a necessidade de atendimento médico o quanto antes.

    8. Febre

    Quando as bactérias atingem os rins, o organismo pode reagir com aumento da temperatura corporal (geralmente acima de 38 °C), além de calafrios, náuseas e mal-estar. Os sinais indicam um quadro mais grave, que requer uma avaliação médica imediata.

    9. Corrimento uretral

    A presença de secreção pela uretra, muitas vezes com aspecto purulento (pus), pode ocorrer em casos de uretrite, normalmente associado a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a gonorreia e a clamídia.

    Em mulheres, o sintoma pode aparecer junto ao corrimento vaginal, o que pode dificultar a identificação da origem da secreção.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da infecção urinária é feito com uma avaliação clínica, em que o médico analisa sintomas como dor ao urinar e febre para identificar a possível localização da infecção.

    Para confirmar o quadro e identificar o agente causador, costuma ser pedido o exame de urina tipo 1 (EAS), que avalia a presença de leucócitos, bactérias e, em alguns casos, sangue. Já a urocultura permite identificar qual bactéria está presente e quais antibióticos ela é sensível.

    Em situações de infecções recorrentes ou quando há suspeita de complicações, como a pielonefrite, o especialista pode solicitar exames de imagem para uma avaliação mais detalhada do trato urinário, como a ultrassonografia e a tomografia.

    Como tratar a infecção urinária?

    O tratamento de infecção urinária depende do tipo e da gravidade do quadro, mas costuma ser feito a partir do uso de antibióticos prescritos por um médico. A escolha do medicamento leva em conta o agente causador e, quando disponível, o resultado da urocultura, que indica quais antibióticos são mais eficazes.

    Ao mesmo tempo, também é importante adotar alguns hábitos de vida para ajudar na recuperação, como aumentar a ingestão de água ao longo do dia, evitar segurar a urina, manter uma boa higiene íntima e, quando indicado, usar analgésicos para aliviar o desconforto.

    Em situações de infecção urinária recorrente, o médico pode investigar possíveis causas associadas, como alterações anatômicas, cálculos renais ou fatores hormonais, e indicar medidas específicas para prevenir a condição.

    Confira: Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Perguntas frequentes

    1. Qual a principal causa da infecção urinária?

    A grande maioria dos casos ocorre quando a bactéria Escherichia coli, presente no trato intestinal, migra para a uretra e sobe até a bexiga.

    2. Por que as mulheres são mais afetadas?

    Devido à anatomia: a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus, facilitando a entrada de bactérias no sistema urinário.

    3. Posso parar o antibiótico assim que a dor passar?

    Não, pois interromper o tratamento antes do prazo pode causar resistência bacteriana, fazendo com que a infecção retorne mais forte e difícil de tratar.

    4. A relação sexual pode causar infecção urinária?

    O ato em si não causa a infecção, mas o atrito e o movimento podem facilitar a entrada de bactérias na uretra. Urinar após a relação ajuda a eliminar esses invasores.

    5. O que é infecção urinária de repetição?

    É definida quando ocorrem dois ou mais episódios em seis meses, ou três ou mais episódios em um ano.

    6. Segurar o xixi faz mal?

    Sim, manter a urina na bexiga por muito tempo favorece a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecções.

    7. O consumo de cranberry ajuda no tratamento?

    O cranberry é mais indicado para a prevenção, pois contém substâncias que dificultam a adesão das bactérias às paredes da bexiga. No entanto, ele não substitui o antibiótico quando a infecção já está instalada.

    8. Qual a relação entre menopausa e infecção urinária?

    Na menopausa, a queda do estrogênio causa o ressecamento vaginal e altera o pH da região, reduzindo a proteção natural da flora e tornando a mulher mais suscetível a infecções.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

  • Infecção urinária: sintomas, causas e tratamento 

    Infecção urinária: sintomas, causas e tratamento 

    Uma ardência toda vez que vai ao banheiro, uma vontade constante de urinar mesmo com a bexiga quase vazia e aquela sensação incômoda de que algo não vai bem é um sinal de alerta. Esses são alguns dos sintomas mais comuns da infecção urinária, uma condição que afeta milhões de pessoas todos os anos e que, embora seja tratável, pode se tornar grave se não for identificada a tempo.

    Mais frequente em mulheres, mas também presente em homens, idosos e crianças, a infecção do trato urinário (ITU) ocorre quando bactérias indesejadas invadem o sistema urinário.

    O problema pode atingir diferentes partes do corpo — da bexiga aos rins — e exige atenção médica para evitar complicações. Com diagnóstico correto e alguns cuidados, dá para tratar e até prevenir novos episódios.

    O que é infecção urinária

    A infecção do trato urinário acontece quando microrganismos — principalmente bactérias — invadem o sistema urinário, que inclui uretra, bexiga, rins e próstata.

    É uma das infecções mais comuns na prática médica e pode variar de quadros leves a infecções graves, dependendo da região afetada.

    Tipos de infecção urinária

    As infecções urinárias são divididas em dois grandes grupos:

    • Trato urinário baixo: inclui cistites (bexiga), uretrites (uretra) e prostatites (próstata);
    • Trato urinário alto: envolve pielonefrites (infecções nos rins) e abscessos ao redor dos rins.

    Quem tem mais risco de infecção urinária

    A infecção urinária pode afetar qualquer pessoa, mas é mais frequente em alguns grupos:

    • Mulheres jovens: quase 50% terão ao menos um episódio de ITU ao longo da vida. Isso ocorre por causa da uretra curta e da proximidade com a região genital;
    • Idosos: têm risco aumentado, especialmente se usam sondas urinárias ou apresentam alterações anatômicas;
    • Gestantes: as mudanças hormonais e anatômicas durante a gravidez favorecem o surgimento da infecção;
    • Crianças: até 1 ano de idade, é mais comum em meninos por malformações congênitas. Depois, passa a ser mais frequente em meninas;
    • Pessoas com cateteres urinários: o uso prolongado de sondas vesicais facilita a entrada de microrganismos.

    Como a infecção acontece

    Na maioria dos casos, a bactéria Escherichia coli — que vive naturalmente no intestino — é a principal responsável. Ela pode migrar da região anal para a uretra, subir até a bexiga e, em casos mais graves, alcançar os rins.

    Outros microrganismos também podem causar infecção urinária, principalmente em quem usa cateteres ou tem obstruções no trato urinário.

    Sintomas da infecção urinária

    Os sinais variam conforme a região afetada:

    Infecção do Trato Urinário baixa (cistite)

    • Ardência ou dor ao urinar;
    • Vontade de urinar várias vezes;
    • Urgência para urinar;
    • Dor na parte baixa do abdômen;
    • Urina com sangue em alguns casos.

    Infecção do Trato Urinário alta (pielonefrite)

    • Febre alta;
    • Calafrios;
    • Dor nas costas ou na lombar;
    • Náuseas e vômitos;
    • Pode ocorrer junto com sintomas de cistite.

    Em crianças

    A dor abdominal pode ser o principal sintoma.

    Em pessoas com cateteres

    A infecção pode ser assintomática ou apresentar sinais discretos, como febre sem causa aparente, urina turva ou queda no estado geral.

    Diagnóstico da infecção urinária

    O diagnóstico é feito pelo médico com base em sinais, sintomas e exames de urina:

    • Urina tipo I e fita reagente (dipstick): mostram aumento de leucócitos, nitrito positivo e presença de bactérias;
    • Urocultura: confirma a infecção e identifica qual bactéria está causando o problema;
    • Antibiograma: mostra a quais antibióticos a bactéria é sensível, garantindo melhor resposta ao tratamento.

    Em casos complicados ou de repetição, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassom ou tomografia.

    Tratamento da infecção urinária

    A base do tratamento é o uso de antibióticos, escolhidos de acordo com cada caso e com o resultado dos exames.

    • Em infecções leves ou não complicadas, o tratamento pode ser feito em casa, com melhora dos sintomas em até 48 horas;
    • Se não houver melhora, ou se os sintomas forem graves, pode ser necessária internação hospitalar, especialmente em pielonefrites complicadas;
    • Em pacientes com cateteres, é essencial retirar ou trocar o dispositivo, além de tratar com antibióticos.

    Quando não tratar

    Existe uma condição chamada bacteriúria assintomática, em que há bactérias na urina, mas sem sintomas. Nesses casos, o tratamento geralmente não é necessário, exceto em situações especiais, como:

    • Gestantes;
    • Antes de cirurgias urológicas;
    • Pacientes com imunidade muito baixa;
    • Transplantados recentes.

    Como prevenir a infecção urinária

    Alguns hábitos ajudam a reduzir o risco de infecção urinária, principalmente em mulheres com episódios recorrentes:

    • Beber bastante líquido;
    • Urinar com frequência e não segurar a urina;
    • Urinar logo após a relação sexual;
    • Evitar espermicidas como método contraceptivo;
    • Manter boa higiene íntima, lavando sempre de frente para trás;
    • Evitar o uso desnecessário de sondas urinárias.

    Em casos de infecções repetidas, o médico pode indicar antibióticos em doses preventivas ou estratégias comportamentais específicas.

    Leia mais: Delivery saudável: nutricionista dá dicas para escolher bem

    Perguntas frequentes sobre infecção urinária

    1. Infecção urinária passa de uma pessoa para outra?

    Não. A infecção urinária não é contagiosa, mas pode surgir após relações sexuais devido à contaminação local.

    2. Beber muita água ajuda a curar a infecção?

    A hidratação ajuda a eliminar bactérias pela urina e aliviar sintomas, mas não substitui o uso de antibióticos.

    3. Posso tratar infecção urinária com remédio natural?

    Não é recomendado. Somente antibióticos indicados pelo médico tratam efetivamente a infecção.

    4. Toda dor ao urinar é infecção urinária?

    Nem sempre. Outras condições, como cálculos renais ou irritações vaginais, podem causar sintomas parecidos.

    5. Infecção urinária pode causar febre?

    Sim, especialmente nas pielonefrites (infecção nos rins), que costumam provocar febre alta e dor nas costas.

    6. É normal a infecção urinária voltar com frequência?

    Reinfecções são comuns, principalmente em mulheres. O médico pode investigar fatores anatômicos ou comportamentais e indicar tratamento preventivo.

    7. Como saber se a infecção urinária chegou aos rins?

    Quando há febre alta, calafrios e dor lombar intensa, é sinal de que a infecção pode ter atingido os rins. Nesse caso, procure atendimento médico imediato.

    Veja também: Pedra nos rins (cálculo renal): quando os sintomas preocupam e como se prevenir