Tag: hipertensão

  • 7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    7 alimentos que carregam sódio escondido (e você nem desconfia)

    O sódio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo, atuando para manter o equilíbrio de líquidos e participando da condução de impulsos nervosos. Ainda assim, como acontece com qualquer nutriente, a quantidade consumida no dia a dia precisa de atenção.

    Quando há sódio demais no organismo, o corpo tende a reter mais líquidos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar órgãos como o coração e os rins.

    O sódio é encontrado naturalmente nos alimentos, mas a maior parte do consumo provém dos produtos industrializados, onde ele atua como conservante e realçador de sabor.

    Por que o excesso de sódio é prejudicial para a saúde?

    Quando o consumo de sódio é excessivo, o corpo tende a reter mais líquidos do que o necessário, pois o organismo tenta equilibrar a quantidade de sal no sangue, puxando água para dentro dos vasos.

    Consequentemente, o volume de sangue aumenta e a pressão nas artérias sobe, o que pode levar à hipertensão ao longo do tempo.

    Com a pressão mais alta, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que aumenta o risco de problemas como infarto e AVC. Ao mesmo tempo, os rins precisam filtrar todo o excesso de sal, e o esforço constante pode prejudicar o funcionamento renal com o passar do tempo.

    Como o sódio estimula a eliminação de cálcio pela urina, o corpo também pode acabar retirando cálcio dos ossos para compensar perdas no sangue, o aumenta o risco de osteoporose a longo prazo, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

    Quais alimentos podem conter sódio oculto?

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis. Veja alguns exemplos:

    1. Sopas instantâneas e caldos prontos

    Mesmo nas versões com menos gordura, as sopas instantâneas e os caldos prontos costumam ter muito sal e vários aditivos à base de sódio, como o glutamato monossódico, para realçar o sabor e aumentar a durabilidade.

    Em muitos casos, uma única porção de sopa de copo ou um cubinho de caldo pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio de um adulto.

    2. Queijos magros e cottage

    Apesar de terem menos gordura saturada, queijos como o cottage e o ricota industrializada recebem doses extras de sal para compensar a perda de sabor da gordura e ajudar na conservação, já que são alimentos com muita umidade.

    Uma dica é comparar as marcas e priorizar aquelas com menor teor de miligramas de sódio por porção.

    3. Peito de peru, presunto magro e embutidos “light”

    Para manter a cor rosada e evitar a proliferação de bactérias, os alimentos recebem nitritos e nitratos de sódio. Mesmo as versões light ou com redução de gordura mantêm um nível elevado de sódio, o que contribui para a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial se o consumo for diário.

    4. Cereais matinais e pães de forma

    O sódio é necessário na panificação industrial para controlar a fermentação, fortalecer a rede de glúten e garantir que o pão de forma dure mais tempo sem embolorar.

    Já nos cereais matinais, o sal serve para equilibrar o dulçor excessivo, fazendo com que você consuma sódio logo na primeira refeição do dia sem perceber.

    5. Lanches “assados” ou integrais

    Para compensar a falta da gordura e manter a crocância e o sabor, é comum adicionar grandes quantidades de sal e aditivos (como o bicarbonato de sódio) em lanches como biscoitos salgados, chips de legumes e crackers integrais. Inclusive, algumas marcas podem ter tanto sódio quanto salgadinhos tradicionais, mesmo com aparência mais saudável.

    6. Refrigerantes, especialmente as versões zero

    Nos refrigerantes, o sal é usado em larga escala na forma de ciclamato de sódio e sacarina sódica (adoçantes) e também como conservante (benzoato de sódio). Nas versões zero, a quantidade de sódio costuma ser ainda maior do que na versão normal para ajudar a equilibrar o sabor residual dos adoçantes.

    7. Molhos prontos

    Os molhos para salada, shoyu, molho inglês e temperos em cubo ou em pó, ainda que usados em pequenas quantidades, costumam ter uma grande quantidade de sódio. Frequentemente, eles também contêm açúcar, corantes e outros aditivos que podem prejudicar a saúde.

    8. Macarrão instantâneo

    A maior parte do sódio presente no macarrão instantâneo está concentrada no sachê de tempero, que é rico em sal e glutamato monossódico.

    No entanto, a própria massa do macarrão também contribui para o excesso, pois o processo de fabricação envolve o uso de sal na massa e uma etapa de fritura prévia, que ajuda na conservação e na rapidez do preparo.

    9. Bebidas esportivas (isotônicos)

    As bebidas esportivas contêm quantidades significativas de sódio e outros eletrólitos, como o potássio, sendo formuladas especificamente para a reposição rápida de nutrientes perdidos através do suor durante atividades físicas intensas e prolongadas.

    Mas, quando são consumidos por pessoas que não estão fazendo atividade física intensa, os isotônicos contribuem para o consumo de sódio sem necessidade, o que pode sobrecarregar os rins e favorecer o aumento da pressão arterial.

    Como ler o rótulo para identificar o sódio?

    A melhor maneira de identificar o sódio no rótulo do alimento é observar a tabela nutricional. De acordo com as normas da Anvisa, os alimentos com alto teor de sódio agora devem exibir uma lupa de alerta na parte frontal da embalagem.

    Ao ler a lista de ingredientes, também é importante ficar atento a termos como:

    • Glutamato monossódico;
    • Bicarbonato de sódio;
    • Nitrato ou nitrito de sódio;
    • Benzoato de sódio.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2.000 mg de sódio por dia (o equivalente a 5g de sal ou uma colher de chá rasa). No Brasil, a média de consumo é quase o dobro disso.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por 40% de sódio e 60% de cloro. Portanto, o sódio é uma parte do sal. Quando os rótulos indicam “sódio”, eles se referem ao mineral puro, que é o componente que afeta a pressão arterial.

    2. Alimentos doces podem ter muito sódio?

    Sim, o sódio é usado em doces industrializados para realçar o sabor, controlar a fermentação (bicarbonato de sódio) e conservar o produto. Bolos de caixinha e cereais matinais são exemplos clássicos.

    3. Por que o refrigerante zero tem mais sódio que o normal?

    Para compensar a falta do açúcar e manter o paladar agradável, a indústria utiliza adoçantes à base de sódio (como ciclamato e sacarina) e conservantes que elevam o teor do mineral na versão diet/zero.

    4. O sal rosa do Himalaia é melhor que o sal comum?

    Embora contenha mais minerais (como cálcio e magnésio), o sal rosa tem praticamente a mesma quantidade de sódio que o sal refinado. Portanto, deve ser consumido com a mesma moderação.

    5. Crianças podem consumir a mesma quantidade de sódio que adultos?

    Não. Os rins das crianças ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis. A recomendação é muito menor e, para bebês até 1 ano, o ideal é não adicionar sal aos alimentos.

    6. O sódio causa pedras nos rins?

    Sim, o alto consumo de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Quando acumulado nos rins, o cálcio pode se cristalizar, formando os cálculos renais.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    Pressão 14×9 é perigosa? Conheça os valores de referência e como baixar a pressão arterial

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue pelo corpo. Quando os níveis estão elevados, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação, o que pode sobrecarregar o organismo com o passar do tempo.

    Por isso, ao medir a pressão e encontrar o valor de 14 por 9, é comum surgir a dúvida sobre o quanto isso pode ser preocupante.

    De forma geral, uma medição isolada não é suficiente para confirmar um diagnóstico de hipertensão, já que a pressão pode oscilar ao longo do dia por situações como estresse, ansiedade, ingestão de café e prática recente de atividade física.

    Ainda assim, segundo as diretrizes brasileiras de cardiologia, valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg já são classificados como hipertensão em estágio inicial. É um sinal de alerta para buscar acompanhamento médico, pois a hipertensão é uma doença silenciosa que aumenta o risco de AVC e infarto.

    Pressão 14 por 9 é perigosa?

    A pressão arterial 14 por 9 é considerada perigosa se aparecer com frequência, pois indica que o coração já está fazendo mais esforço do que o ideal para bombear o sangue.

    Com o tempo, o aumento contínuo da pressão pode comprometer estruturas importantes do organismo, como o coração, o cérebro, os rins e os próprios vasos sanguíneos. Isso eleva o risco de complicações como infarto, AVC, insuficiência renal e doenças cardiovasculares.

    Quando é considerado hipertensão?

    O valor 14 por 9 já indica um quadro de hipertensão em estágio inicial, mas é necessário confirmar os valores elevados em diferentes momentos, normalmente em duas ou mais consultas.

    No dia a dia, a pressão pode subir pontualmente por fatores como estresse, ansiedade, dor, consumo de cafeína ou esforço físico recente. O mais importante é observar se o valor se repete ou aumenta em várias medições, ainda mais quando existem fatores de risco para hipertensão, como diabetes, colesterol alto ou tabagismo.

    Quando isso acontece, o recomendado é procurar orientação médica para uma avaliação mais completa. O profissional poderá analisar o histórico de saúde, solicitar exames e indicar as melhores abordagens para o controle da pressão.

    Importante: durante a gravidez, a pressão 14 por 9 ou superior é sempre perigosa. Ela pode ser o primeiro sinal de pré-eclâmpsia, uma condição que exige monitoramento médico imediato para garantir a segurança da mãe e do bebê.

    Valores de referência para pressão arterial

    De acordo com as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da pressão arterial é feita da seguinte forma:

    • Normal: abaixo de 120/80 mmHg (menor que 12 por 8);
    • Pressão elevada (ou pré-hipertensão): entre 120 e 139 mmHg na sistólica e/ou entre 80 e 89 mmHg na diastólica;
    • Hipertensão (estágio 1): igual ou acima de 140/90 mmHg, confirmada em duas ou mais medições.

    Uma mudança importante envolve o valor de 12 por 8, que antes era considerado dentro da normalidade, hoje já é visto como um sinal de alerta, sendo classificado como pressão elevada.

    Principais sintomas de pressão alta

    A pressão alta costuma ser um quadro silencioso, então você pode estar com a pressão em 14 por 9 sem apresentar nenhum sintoma.

    Ainda assim, em alguns casos, quando a pressão sobe de forma rápida ou permanece alta por muito tempo, podem surgir alguns sinais de alerta, como:

    • Dor na nuca, com dor de cabeça persistente que começa na parte de trás e pode se espalhar;
    • Tontura e falta de equilíbrio, com sensação de que tudo está girando ou instabilidade ao se levantar;
    • Visão embaçada, com presença de pontinhos brilhantes ou vista nublada de forma repentina;
    • Zumbido no ouvido, com som constante ou pulsante que pode acompanhar os batimentos cardíacos;
    • Cansaço excessivo, com sensação de fadiga sem causa aparente, como se o corpo estivesse fazendo mais esforço que o normal.

    Vale destacar que se a pressão estiver alta e você apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, vômitos e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato, pois eles podem indicar uma sobrecarga crítica no coração ou no cérebro.

    O que fazer quando a pressão está 14 por 9?

    Se a pressão marcou 14 por 9, o primeiro passo é manter a calma. Apesar de ser um valor alto, ele nem sempre indica um problema imediato.

    O ideal é repetir a medição após alguns minutos de descanso, em um ambiente tranquilo, evitando falar, cruzar as pernas ou medir logo após esforço físico, consumo de café ou situações de estresse. Também é importante observar se foi um episódio isolado, já que a pressão pode subir momentaneamente por fatores do dia a dia.

    Uma dica é acompanhar os valores em outros dias, sempre nas mesmas condições, e anotar os resultados em um caderninho. Isso ajuda a identificar se existe um padrão de elevação ou se foi apenas uma alteração pontual.

    Se a pressão continuar em torno de 14 por 9 ou mais em várias medições, procure orientação médica. O profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

    Como baixar a pressão de forma natural?

    O controle da pressão arterial envolve mudanças simples no dia a dia, que ajudam o corpo a funcionar melhor e reduzem o esforço do coração:

    • Reduzir o consumo de sal no dia a dia;
    • Evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sódio;
    • Priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, bicicleta ou dança;
    • Manter um peso adequado;
    • Controlar o estresse com momentos de relaxamento e pausas ao longo do dia;
    • Dormir bem e ter uma rotina de sono de qualidade;
    • Evitar o consumo excessivo de álcool;
    • Não fumar.

    As medidas ajudam no controle da pressão, mas não substituem o acompanhamento médico quando os valores estão elevados com frequência.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar café se minha pressão estiver 14×9?

    O ideal é evitar, pois a cafeína é um estimulante que pode elevar temporariamente a pressão arterial. Se você já está com 14×9, o café pode fazer esse valor subir ainda mais.

    2. O que fazer para baixar a pressão rápido no momento?

    O melhor é repousar. Sente-se ou deite-se em um lugar calmo, respire profundamente e relaxe por 20 minutos. Não tome remédios por conta própria sem orientação médica.

    3. Quem tem pressão alta pode fazer exercícios?

    Sim, a atividade física regular fortalece o coração, tornando-o mais eficiente para bombear o sangue com menos esforço. Porém, se a pressão estiver descontrolada no momento (acima de 16×10), o exercício deve ser evitado até a estabilização.

    4. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (em jejum e após urinar) e à noite, antes de jantar. Evite medir logo após comer, fumar ou praticar exercícios.

    5. O que é a “hipertensão do avental branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo ou ansiedade do paciente, mas permanece normal quando medida em casa.

    6. Pode parar de tomar o remédio se a pressão normalizar?

    Nunca. Se a pressão está normal, é sinal de que o remédio está funcionando. Interromper o tratamento sem ordem médica pode causar um efeito rebote perigoso.

    7. O que é crise hipertensiva?

    É quando a pressão sobe bruscamente para valores iguais ou superiores a 18×12 (180/120 mmHg). Se houver dor no peito ou confusão mental, é uma emergência médica.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Hipertensão: qual a frequência ideal para medir a pressão?

    Hipertensão: qual a frequência ideal para medir a pressão?

    Conhecida como pressão alta, a hipertensão é uma condição que afeta aproximadamente 30% da população adulta brasileira, o que representa cerca de 30 a 35 milhões de pessoas no Brasil. Ela ocorre quando os níveis de pressão do sangue permanecem elevados de forma persistente e, na maioria dos casos, não manifesta sintomas evidentes.

    Por isso, tanto para o diagnóstico quanto para o controle da pressão, vale manter o hábito de medir regularmente em casa, usando aparelhos digitais validados — de preferência os de braço, que costumam ser mais precisos.

    Além de ser simples e prático, acompanhar a pressão no dia a dia ajuda a perceber variações ao longo do tempo e contribui para decisões mais seguras no tratamento, sempre com orientação médica.

    Quem tem pressão alta deve medir a pressão com frequência?

    A frequência das medições da pressão arterial em pessoas com hipertensão depende da fase do tratamento, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    Para pessoas que acabaram de receber o diagnóstico ou estão em fase de ajuste da medicação, o recomendado é monitorar a pressão arterial em casa:

    • Três vezes pela manhã, após esvaziar a bexiga, antes do café da manhã e antes da tomada dos medicamentos;
    • Três vezes à noite, antes do jantar ou antes de dormir, durante cinco dias consecutivos;
    • Outra opção é medir duas vezes pela manhã e duas vezes à noite durante sete dias.

    O objetivo da medição noturna é avaliar a pressão em um estado mais basal, longe da influência imediata da alimentação e da medicação.

    Quando o paciente já está em fase estável, com a pressão controlada, a recomendação costuma ser medir uma ou duas vezes por semana, ou conforme orientação médica. Juliana recomenda evitar medir várias vezes ao dia sem indicação, pois isso pode causar ansiedade e até elevar a pressão, sem trazer nenhum benefício.

    Como medir a pressão arterial em casa?

    A técnica correta faz toda a diferença, já que pequenos erros podem alterar os números e levar a interpretações equivocadas. Juliana orienta que a medição deve ser feita em um ambiente silencioso, com temperatura confortável e sem interrupções.

    Também é necessário evitar café, cigarro, bebidas alcoólicas e exercícios físicos nos 30 minutos anteriores, pois eles estimulam o sistema cardiovascular e podem elevar temporariamente a pressão.

    A posição corporal precisa seguir alguns cuidados simples:

    • A pessoa deve permanecer sentada, com as costas apoiadas;
    • Os pés devem ficar totalmente apoiados no chão;
    • As pernas não devem permanecer cruzadas;
    • O braço precisa estar apoiado na altura do coração, com a palma voltada para cima;
    • Um período de repouso de cerca de cinco minutos antes da medição ajuda a estabilizar a circulação.

    O uso preferencial do braço não dominante também costuma ser recomendado, pois tende a apresentar menor variação durante movimentos cotidianos.

    Qual o melhor aparelho para medir a pressão arterial em casa?

    O melhor aparelho para medir a pressão arterial em casa costuma ser o monitor digital de braço, pois ele tende a oferecer medições mais precisas e confiáveis quando comparado aos aparelhos de pulso ou de dedo. Segundo Juliana, eles costumam ser mais precisos do que os de pulso, que normalmente não são recomendados, salvo algumas situações específicas.

    Mesmo assim, é importante que o aparelho seja validado e que, pelo menos uma vez por ano, seja comparado com um equipamento calibrado, como no consultório médico, para garantir que as medições estejam corretas.

    O que fazer quando a pressão aparece alta?

    Primeiro de tudo, é importante manter a calma. Se a pressão estiver mais alta, mas sem sintomas como dor no peito, alteração visual, dor de cabeça intensa ou tontura, Juliana recomenda aguardar entre 15 e 30 minutos em repouso e repetir a medição. Muitas vezes, a elevação ocorre por estresse momentâneo e tende a normalizar.

    Se a pressão permanecer elevada, o ideal é entrar em contato com o médico. Você não deve tomar doses extras de medicamento por conta própria!

    Se os valores estiverem muito elevados (acima de 180 por 110 mmHg) ou se houver sintomas como dor no peito, confusão mental ou falta de ar, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    É normal haver pequenas variações entre as medições?

    Pequenas variações são normais, e a pressão arterial oscila conforme o ciclo cardíaco, a respiração, os movimentos e até o estado emocional.

    Por isso, o recomendado é fazer duas ou três medições com intervalo de cerca de um minuto, descartar a primeira e considerar a média das duas últimas como o valor mais representativo.

    Lembre-se de registrar as medições

    As medições feitas em casa ajudam o médico a ver se a medicação está funcionando bem, perceber variações durante o dia e ajustar o tratamento para diminuir os riscos da hipertensão. Uma dica é manter um caderninho com o registro da data, do horário e dos valores da pressão.

    O acompanhamento facilita a identificação de mudanças ao longo dos dias e torna a consulta médica mais completa, já que o profissional consegue avaliar melhor como a pressão se comporta fora do consultório.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado pressão alta (hipertensão)?

    De forma geral, valores a partir de 140/90 mmHg (o famoso 14 por 9) são considerados hipertensão. No entanto, para médicos, valores entre 120/80 e 139/89 já são sinais de alerta (pré-hipertensão).

    2. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (antes do café e da medicação) e à noite (antes de jantar ou dormir). Tente medir sempre nos mesmos horários para ter um comparativo real.

    3. Por que minha pressão dá diferente em cada braço?

    Uma pequena diferença (até 10 mmHg) é normal. O médico costuma considerar o braço que apresenta o valor mais alto como referência. Diferenças muito grandes devem ser relatadas ao profissional.

    4. A braçadeira pode ficar em cima da roupa?

    Não. Para uma leitura precisa, a braçadeira deve ser colocada diretamente sobre a pele nua. Roupas, mesmo as finas, podem interferir nos sensores do aparelho e comprimir o braço de forma desigual.

    5. O que é a “hipertensão do jaleco branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo. Por isso, a medição em casa é tão importante: ela mostra como sua pressão se comporta na “vida real”, em ambiente relaxado.

    6. Água com açúcar ou sal ajuda a baixar ou subir a pressão em emergências?

    Não, isso é um mito. A água com açúcar não baixa a pressão, e a água com sal pode elevar ainda mais uma pressão que já está alta. Em caso de crise, o melhor é o repouso e a medicação prescrita.

    7. Quando a pressão alta é considerada uma emergência médica?

    Quando os valores ultrapassam 180/120 mmHg (crise hipertensiva) ou quando valores altos vêm acompanhados de dor no peito, dor de cabeça súbita e muito forte, fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade para falar.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?