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  • Hemoglobina glicada: por que é tão importante no controle do diabetes?

    Hemoglobina glicada: por que é tão importante no controle do diabetes?

    Você sabia que mais de 10% da população adulta do Brasil convive com diabetes? A condição ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue usar o hormônio de forma adequada, levando ao aumento do açúcar no sangue.

    Com o tempo, o excesso pode causar danos ao organismo, o que torna fundamental manter um acompanhamento regular para avaliar se a glicose está dentro dos valores ideais.

    Além do tratamento, exames como a hemoglobina glicada ajudam a avaliar como a glicose se comportou nos últimos meses. Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o exame de hemoglobina glicada?

    A hemoglobina glicada, também chamada de HbA1c, é um exame de sangue que serve para avaliar como a glicose no sangue tem se comportado ao longo do tempo, principalmente nos últimos dois a três meses.

    De forma geral, o resultado revela uma média, mostrando se a pessoa costuma ficar com a glicose alta, normal ou baixa na maior parte do tempo.

    Isso acontece porque a glicose se liga à hemoglobina, que é a proteína do sangue responsável por transportar oxigênio, e essa ligação permanece durante toda a vida da célula do sangue, que dura cerca de 120 dias.

    “Ele é usado para diagnosticar o diabetes e também para acompanhar o controle da doença ao longo do tempo. O exame é feito a partir de uma amostra de sangue colhida como em qualquer exame de rotina”, explica a endocrinologista Denise Orlando.

    Qual a diferença entre a hemoglobina glicada e a glicemia de jejum?

    A principal diferença entre a hemoglobina glicada e a glicemia de jejum é o tipo de informação que cada exame oferece sobre o açúcar no sangue.

    A glicemia de jejum mostra quanto de glicose está circulando no sangue naquele momento específico em que o exame é feito, após um período sem comer, geralmente de oito a doze horas. Por isso, o resultado pode variar bastante de um dia para o outro, dependendo do que a pessoa comeu, do estresse, do sono, de infecções ou do uso de medicamentos.

    Já a hemoglobina glicada, por outro lado, avalia a média dos níveis de glicose nos últimos dois a três meses, mostrando como o açúcar no sangue se manteve ao longo do tempo, e não apenas em um único dia.

    “A hemoglobina glicada não sofre influência direta da alimentação nos dias anteriores, porque ela mostra a média da glicose ao longo de várias semanas. Por isso, é um exame que não exige jejum e é mais estável do que a glicemia em jejum”, explica Denise.

    Por que a hemoglobina glicada é tão importante no diabetes?

    A hemoglobina glicada é capaz de mostrar como o açúcar no sangue tem se comportado no dia a dia, e não só em um único momento, como acontece na glicemia de jejum.

    Como o exame mostra a média dos níveis de açúcar nos últimos dois a três meses, é possível saber se a pessoa tem ficado com a glicose elevada com frequência, mesmo quando as medições do dia a dia podem parecer normais.

    Isso faz toda a diferença porque os problemas do diabetes aparecem quando o açúcar fica alto por muito tempo. Quanto mais alta a hemoglobina glicada, maior o risco de complicações nos olhos, nos rins, nos nervos, no coração e nos vasos.

    “Um resultado dentro da meta significa que a glicose tem estado estável, o que reduz o risco de complicações. Ela ajuda médicos e pacientes a ajustarem o tratamento de forma mais eficaz, com base em um panorama mais completo”, aponta Denise.

    Quais os sintomas da hemoglobina glicada alta?

    A hemoglobina glicada alta, por si só, não causa sintomas diretos, mas indica que a glicose no sangue tem permanecido elevada por um período prolongado. Isso significa que o diabetes está mal controlado, mesmo que a pessoa não esteja sentindo nada de diferente no dia a dia.

    Quando a glicose fica alta por muito tempo, podem surgir sinais como:

    • Sede excessiva;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Fome constante;
    • Perda de peso sem explicação.

    No entanto, muitas pessoas podem passar meses ou até anos com a hemoglobina glicada elevada sem apresentar sintomas evidentes, o que torna o exame ainda mais importante.

    Valores de referência da hemoglobina glicada

    Segundo Denise, os valores de hemoglobina glicada são interpretados da seguinte forma:

    • Abaixo de 5,7% — considerado normal;
    • Entre 5,7% e 6,4% — pré-diabetes;
    • Igual ou acima de 6,5% — diagnóstico de diabetes (confirmado com mais de um exame ou associado a outros critérios);

    Com que frequência fazer o exame de hemoglobina glicada?

    O recomendado é realizar o exame a cada três meses, principalmente quando houve mudança no tratamento, ajuste de medicamentos ou quando o diabetes não está bem controlado

    Quando o diabetes está estável e bem controlado, o exame pode ser solicitado a cada seis meses, de acordo com a orientação médica.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    1. Quem deve fazer a hemoglobina glicada?

    Pessoas com diabetes, pré-diabetes, histórico familiar de diabetes, sobrepeso, hipertensão ou outras condições que aumentam o risco da doença.

    2. É preciso estar em jejum para fazer o exame?

    Não, a hemoglobina glicada pode ser feita em qualquer horário do dia, independentemente de ter se alimentado.

    3. A hemoglobina glicada pode variar de um dia para o outro?

    Não. Como ela mostra uma média de meses, pequenas variações diárias não alteram o resultado de forma significativa.

    4. A hemoglobina glicada substitui a glicemia de jejum?

    Não, os dois exames se complementam. A glicemia mostra o valor do momento, e a hemoglobina glicada mostra o histórico dos últimos meses.

    5. O que fazer se a hemoglobina glicada estiver alta?

    É preciso rever alimentação, atividade física e medicamentos com orientação médica para melhorar o controle da glicose.

    6. O exame pode indicar riscos de complicações do diabetes a longo prazo?

    Sim, quanto mais alta a hemoglobina glicada, maior o risco de complicações do diabetes, como problemas nos olhos, rins, nervos e coração. Manter a HbA1c dentro da meta ajuda a reduzir esse risco ao longo do tempo.

    7. A perda de peso pode reduzir a hemoglobina glicada?

    Sim, em muitas pessoas, emagrecer melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a diminuir os níveis de glicose, refletindo na redução da hemoglobina glicada.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • Hemoglobina glicada: o exame que revela a ‘memória’ da glicose 

    Hemoglobina glicada: o exame que revela a ‘memória’ da glicose 

    No mundo do diabetes, poucos exames são tão importantes quanto a hemoglobina glicada. Simples, rápido e realizado com uma coleta de sangue, ele é essencial para diagnosticar a doença e acompanhar se o tratamento está funcionando.

    Ao contrário da glicemia em jejum, que mostra apenas um retrato momentâneo, a hemoglobina glicada reflete a média da glicose no sangue nos últimos três meses.

    O que é a hemoglobina glicada?

    A hemoglobina é a proteína dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio. Quando a glicose circula no sangue, parte dela se liga a essa proteína, formando a chamada hemoglobina glicada.

    O exame mede justamente essa ligação: quanto maior a glicose no sangue, maior será o valor encontrado.

    Para que serve o exame de hemoglobina glicada?

    O teste é utilizado para:

    • Diagnosticar diabetes;
    • Avaliar o controle da glicemia em pessoas com diabetes;
    • Monitorar se o tratamento está funcionando, seja com mudanças no estilo de vida ou medicamentos.

    Na prática, funciona como uma avaliação trimestral da glicemia no organismo.

    Como é feito o exame?

    Trata-se de um exame de sangue simples, feito em laboratório. Não é necessário jejum, e o resultado costuma sair em poucos dias.

    Valores de referência da hemoglobina glicada

    Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes e a American Diabetes Association (ADA):

    • Normal: abaixo de 5,7%;
    • Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%;
    • Diabetes: 6,5% ou mais;
    • Meta de controle: em pessoas com diabetes, geralmente abaixo de 7% (podendo variar conforme orientação médica).

    Confira: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

    Perguntas frequentes sobre hemoglobina glicada

    1. Qual a diferença entre hemoglobina glicada e glicemia em jejum?

    A glicemia em jejum mostra a glicose apenas no momento da coleta. Já a hemoglobina glicada reflete a média dos últimos três meses.

    2. Quem deve fazer o exame?

    Pessoas com fatores de risco (obesidade, histórico familiar, pressão alta) e todos os já diagnosticados com diabetes.

    3. Precisa estar em jejum para fazer?

    Não. Esse é um dos diferenciais: pode ser feito em qualquer horário do dia.

    4. A hemoglobina glicada pode variar mesmo sem diabetes?

    Sim, pequenas variações são possíveis, mas valores acima de 6,5% costumam indicar diabetes.

    5. Qual é o valor ideal para quem já tem diabetes?

    Na maioria dos casos, manter abaixo de 7%. Contudo, a meta pode ser ajustada pelo médico, de acordo com idade e condições de saúde.

    6. O exame pode ser feito pelo SUS?

    Sim. O exame de hemoglobina glicada está disponível na rede pública de saúde.

    Leia também: Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos