Tag: diarreia

  • Diarreia por E. coli: quando é leve e quando pode ser grave

    Diarreia por E. coli: quando é leve e quando pode ser grave

    A diarreia por E. coli é uma das causas mais comuns de diarreia infecciosa no mundo. A bactéria Escherichia coli faz parte da flora intestinal normal, mas algumas de suas variantes podem causar doença quando ingeridas por meio de água ou alimentos contaminados.

    Na maioria dos casos, a infecção é leve e autolimitada. No entanto, determinados tipos de E. coli podem causar quadros mais graves, com complicações importantes, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

    Por isso, entender como ocorre a infecção e reconhecer sinais de alerta é fundamental.

    O que é a diarreia por E. coli

    A Escherichia coli é uma bactéria normalmente presente no intestino humano, onde desempenha funções importantes.

    No entanto, existem cepas (tipos) específicas que podem causar infecção intestinal, levando a sintomas como diarreia, dor abdominal e mal-estar.

    Essas cepas são classificadas de acordo com seus mecanismos de ação, como:

    • E. coli enterotoxigênica (ETEC);
    • E. coli enteropatogênica (EPEC);
    • E. coli entero-hemorrágica (EHEC);
    • E. coli enteroinvasiva (EIEC).

    Cada uma delas pode causar quadros com diferentes graus de gravidade.

    Como acontece a infecção

    A transmissão da E. coli ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

    As principais formas de contágio incluem:

    • Consumo de água não tratada;
    • Ingestão de alimentos mal cozidos, especialmente carnes;
    • Consumo de leite não pasteurizado;
    • Contato com alimentos contaminados durante o preparo;
    • Higiene inadequada das mãos.

    Essa infecção também pode ocorrer durante viagens, sendo uma causa comum da chamada “diarreia do viajante”.

    Principais sintomas

    Os sintomas da diarreia por E. coli podem variar de acordo com o tipo da bactéria e a resposta do organismo.

    Entre os mais comuns estão:

    • Diarreia (aquosa ou com sangue, em alguns casos);
    • Dor abdominal;
    • Náuseas e vômitos;
    • Febre (em alguns casos);
    • Sensação de mal-estar.

    Em quadros mais graves, pode haver desidratação e necessidade de atendimento médico.

    A diarreia por E. coli é mais grave que outras?

    Depende do tipo de E. coli envolvido.

    Na maioria das vezes, a diarreia é semelhante a outras infecções intestinais e evolui de forma leve.

    No entanto, algumas cepas, especialmente a E. coli entero-hemorrágica (EHEC), podem causar quadros mais graves, como:

    • Diarreia com sangue;
    • Dor abdominal intensa;
    • Complicações como a síndrome hemolítico-urêmica (SHU).

    A SHU é uma condição rara, mas grave, que pode afetar os rins, principalmente em crianças.

    Quem tem maior risco de complicações

    Alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver formas mais graves da infecção.

    Entre eles:

    • Crianças pequenas;
    • Idosos;
    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pacientes com doenças crônicas.

    Nesses casos, a avaliação médica é ainda mais importante.

    Como é feito o tratamento

    Na maioria dos casos, o tratamento da diarreia por E. coli é de suporte.

    As principais medidas incluem:

    • Hidratação adequada, com água e soluções de reidratação oral;
    • Alimentação leve;
    • Repouso.

    O uso de antibióticos não é indicado em todos os casos e deve ser avaliado pelo médico, pois pode não trazer benefício e, em algumas situações, até piorar o quadro.

    Quando procurar atendimento médico

    É importante buscar avaliação médica em algumas situações:

    • Presença de sangue nas fezes;
    • Diarreia intensa ou persistente;
    • Sinais de desidratação (fraqueza, boca seca, redução da urina);
    • Febre alta;
    • Sintomas em crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas.

    Esses sinais podem indicar um quadro mais grave ou necessidade de tratamento específico.

    Como prevenir a infecção por E. coli

    Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecção:

    • Lavar bem as mãos antes de comer e após usar o banheiro;
    • Consumir água tratada ou filtrada;
    • Cozinhar bem carnes, especialmente carne moída;
    • Evitar leite e derivados não pasteurizados;
    • Higienizar frutas e verduras adequadamente.

    Essas medidas são fundamentais, especialmente em viagens.

    Veja mais:
    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre diarreia por E. coli

    1. Toda E. coli causa doença?

    Não. Muitas cepas fazem parte da flora intestinal normal e não causam problemas.

    2. A diarreia por E. coli é sempre grave?

    Não. A maioria dos casos é leve, mas algumas cepas podem causar quadros mais graves.

    3. Pode ter sangue nas fezes?

    Sim. Algumas formas, como a EHEC, podem causar diarreia com sangue.

    4. Precisa usar antibiótico?

    Nem sempre. O uso deve ser avaliado pelo médico.

    5. Como evitar a infecção?

    Com medidas de higiene, consumo de água tratada e preparo adequado dos alimentos.

    6. Crianças têm mais risco?

    Sim. Crianças pequenas têm maior risco de complicações, como desidratação e síndrome hemolítico-urêmica.

    7. Quando a diarreia é um sinal de alerta?

    Quando há sangue nas fezes, febre alta, sinais de desidratação ou persistência dos sintomas.

    Veja também:
    Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

  • Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Aumento da frequência das evacuações, fezes mais líquidas e dor ou desconforto abdominal são alguns dos principais sintomas da diarreia, que pode surgir de forma repentina ou se desenvolver ao longo de alguns dias, dependendo do que está causando o problema.

    Normalmente, o quadro é passageiro e melhora espontaneamente em poucos dias, mas quando dura 14 dias ou mais, ele é considerado persistente.

    “Quando [a diarreia] se prolonga por semanas, aumenta a chance de desidratação, perda de peso e de haver uma causa que precisa de investigação”, explica o cardiologista e clínico geral Giovanni Henrique Pinto.

    O que pode ser a diarreia constante?

    Quando a diarreia persiste por vários dias, ela pode estar relacionada a diferentes fatores, como aponta Giovanni:

    • Gastroenterites virais ou bacterianas, especialmente quando não tratadas adequadamente;
    • Parasitoses intestinais, mais comuns em locais com saneamento inadequado;
    • Uso de medicamentos, como antibióticos, metformina, suplementos de magnésio e laxantes;
    • Infecção por Clostridioides difficile, geralmente após uso recente de antibióticos ou período de internação hospitalar;
    • Intolerâncias alimentares, como lactose ou frutose;
    • Síndrome do intestino irritável, principalmente nas formas com predomínio de diarreia;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

    Quais os riscos da diarreia constante?

    A desidratação é o principal risco da diarreia constante e acontece porque o corpo perde muita água e sais minerais pelas fezes. Quando o organismo não consegue repor rapidamente essas perdas, Giovanni explica que podem surgir queda da pressão arterial, tontura, fraqueza e até lesão renal aguda.

    Em pessoas idosas, o perigo é maior porque o organismo tem menos capacidade de se adaptar à perda de líquidos. Além disso, a sensação de sede costuma ser menor, o que facilita a desidratação, mesmo quando a diarreia parece leve.

    No caso de pessoas com problemas no coração, como insuficiência cardíaca, doença coronariana ou arritmias, a perda de líquidos reduz a quantidade de sangue circulando no corpo.

    Nesses casos, a diarreia persistente pode agravar sintomas, alterar o funcionamento do coração e aumentar o risco de complicações, tornando o acompanhamento médico ainda mais importante.

    Sinais de alerta para procurar atendimento médico

    Se você apresentar os seguintes sinais, procure atendimento médico imediatamente, pois a diarreia pode estar associada a um quadro mais grave e precisa de avaliação.

    • Presença de sangue nas fezes;
    • Fezes muito escuras ou com aspecto de borra de café;
    • Febre alta ou persistente;
    • Dor abdominal intensa ou que piora com o tempo;
    • Sinais de desidratação, como boca seca, diminuição da quantidade de urina, fraqueza intensa e tontura ou confusão mental;
    • Episódios de desmaio;
    • Piora do estado geral.

    A atenção deve ser redobrada quando os sintomas surgem em idosos, gestantes, pessoas com doenças cardíacas ou com o sistema imunológico comprometido, pois o risco de complicações é maior.

    O que tomar para diarreia constante?

    Em adultos saudáveis, sem febre e sem presença de sangue nas fezes, alguns medicamentos antidiarreicos podem ser usados por curto período. Mesmo assim, o uso deve ser cauteloso, pois nem toda diarreia deve ser interrompida com remédios.

    Quando há suspeita de infecção mais grave, o uso dos medicamentos deve ser evitado, já que podem mascarar sintomas importantes e aumentar o risco de complicações. Em casos persistentes ou com sinais de alerta, a avaliação médica é indispensável.

    Como é feita a investigação da causa?

    Para investigar a causa da diarreia constante, o médico realiza uma avaliação clínica detalhada, para entender a duração da diarreia, a frequência das evacuações, a presença de sintomas associados — além de hábitos alimentares, uso de medicamentos, viagens recentes e histórico de doenças intestinais.

    Também podem ser solicitados alguns exames específicos, como:

    • Exames de fezes: pesquisa de parasitas, bactérias, vírus, presença de muco, sangue ou sinais de inflamação;
    • Exames de sangue: avaliação de infecção, inflamação, anemia, desidratação e alterações de sais minerais;
    • Testes para intolerâncias alimentares: como lactose ou frutose, ou dieta de exclusão orientada;
    • Colonoscopia: indicada quando a diarreia é persistente ou há sinais de alerta, permitindo avaliar inflamações, lesões e doenças intestinais;
    • Outros exames de imagem ou endoscópicos: solicitados em situações específicas, conforme a suspeita clínica.

    Diarreia constante tem tratamento?

    O tratamento da diarreia constante depende da causa do problema e da gravidade dos sintomas. Em todos os casos, a reposição de líquidos e sais minerais é sempre necessária para prevenir a desidratação.

    Em casos de infecções, o tratamento varia de acordo com o agente causador. Infecções bacterianas ou parasitárias podem exigir o uso de medicamentos específicos, enquanto infecções virais costumam melhorar com medidas de suporte, como hidratação e alimentação adequada.

    Quando a diarreia está relacionada a intolerâncias alimentares, o principal cuidado é ajustar a dieta, com retirada temporária ou definitiva do alimento responsável.

    Já em doenças inflamatórias intestinais, o tratamento envolve acompanhamento médico contínuo e uso de remédios próprios para controle da inflamação.

    O uso de medicamentos para reduzir a diarreia pode ser indicado em situações selecionadas e por curto período, sempre com orientação profissional.

    Cuidados com a diarreia constante para evitar complicações

    Enquanto o quadro de diarreia constante não melhora, alguns cuidados simples no dia a dia ajudam a proteger o organismo, reduzir complicações e favorecer a recuperação, especialmente em pessoas mais vulneráveis. Alguns deles incluem:

    • Hidratação com sais minerais: dar preferência ao soro de reidratação oral, que repõe água e sais minerais de forma correta e funciona melhor do que beber apenas água;
    • Alimentação leve: escolher alimentos simples, como arroz, batata, banana e sopas, evitando álcool, comidas gordurosas e produtos industrializados;
    • Atenção aos sinais do corpo: observar se a urina diminuiu e se surgem tontura ou fraqueza;
    • Mais cuidado com grupos de risco: idosos e pessoas com problemas no coração precisam de acompanhamento mais próximo.

    Quem faz uso de diuréticos ou medicamentos para pressão arterial não deve ajustar doses por conta própria em caso de desidratação. Nesses casos, a orientação médica é importante para evitar queda de pressão ou sobrecarga nos rins.

    O que evitar se estiver com diarreia?

    Durante a diarreia, o intestino fica mais sensível e qualquer alimento inadequado pode piorar os sintomas, como:

    • Alimentos gordurosos ou frituras;
    • Leite e derivados;
    • Doces, açúcar e adoçantes artificiais;
    • Bebidas com cafeína, como café, chá preto e energéticos;
    • Álcool;
    • Alimentos muito condimentados ou apimentados;
    • Carnes processadas, como embutidos e fritos;
    • Vegetais crus e alimentos ricos em fibras insolúveis;
    • Refrigerantes e sucos industrializados;
    • Suplementos e laxantes.

    Assim que os sintomas melhorarem, a alimentação pode ser retomada de forma gradual, começando por alimentos leves e de fácil digestão.

    Veja também: Dor abdominal do lado esquerdo? Veja se pode ser diverticulite

    Perguntas frequentes

    1. Quando a diarreia passa a ser considerada “constante”?

    A diarreia é classificada como constante quando a alteração do hábito intestinal (fezes amolecidas ou líquidas) persiste por mais de 4 semanas.

    2. Por que sinto cólicas fortes junto com a diarreia?

    As cólicas são contrações musculares do intestino tentando expelir o conteúdo rapidamente. Se forem constantes, podem indicar inflamação ou sensibilidade exacerbada do órgão.

    3. É normal ter gases excessivos com a diarreia?

    Muitas vezes sim, especialmente se a causa for má absorção de carboidratos ou fermentação bacteriana excessiva no intestino (como no SIBO).

    4. Posso tomar remédios para “trancar” o intestino por conta própria?

    Não é recomendado. Se a diarreia for causada por uma infecção ou bactéria, segurar o fluxo pode piorar o quadro. O uso de medicamentos deve ser orientado por um médico.

    5. Qual especialista devo procurar?

    O gastroenterologista é o médico especialista indicado para investigar e tratar qualquer alteração intestinal que dure mais de um mês.

    6. O que é a esteatorreia (fezes gordurosas)?

    É um tipo de diarreia onde as fezes são volumosas, pálidas, têm odor muito forte e flutuam no vaso. Ela pode indicar má absorção de gordura, muitas vezes ligada a problemas no pâncreas ou no fígado.

    Confira: Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

  • Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum 

    Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum 

    Todo mundo já passou por isso: um mal-estar intestinal que parece inofensivo, mas causa desconforto, correria ao banheiro e preocupação. A diarreia, embora comum, pode ter diversas origens, que vão desde uma simples infecção alimentar a doenças crônicas que exigem acompanhamento médico.

    Por trás desse sintoma aparentemente simples, há uma série de mecanismos do corpo tentando lidar com algo que não vai bem. Entender o tipo, as causas e os sinais de alerta é importante para fazer o tratamento certo e evitar complicações.

    O que é diarreia

    A diarreia não é uma doença em si, mas um sintoma. Ela acontece quando há:

    • Evacuações mais de 3 vezes por dia;
    • Fezes mais moles ou aquosas;
    • Em alguns casos, aumento do volume fecal (difícil de medir na prática).

    Tipos de diarreia

    As diarreias podem ser classificadas de acordo com a duração, a causa ou o funcionamento do intestino.

    Por tempo de duração

    • Aguda: dura até 15 dias, geralmente melhora sozinha e é causada por vírus ou alimentos contaminados;
    • Persistente: dura entre 15 e 30 dias;
    • Crônica: dura mais de 30 dias e pode indicar doenças como intolerâncias alimentares, inflamações ou condições autoimunes.

    Por causa

    • Infecciosa: causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos;
    • Não infecciosa: relacionada a doenças intestinais, condições metabólicas ou uso de medicamentos.

    Por mecanismo de funcionamento

    • Osmótica: causada por alimentos ou substâncias que puxam água para o intestino;
    • Secretora: o intestino libera excesso de água e sais;
    • Exsudativa (inflamatória): há presença de sangue ou muco nas fezes;
    • Motora: o intestino funciona rápido demais, sem tempo de absorver líquidos.

    Principais causas da diarreia

    1. Infecciosas

    • Vírus: rotavírus e norovírus, transmitidos por água ou alimentos contaminados;
    • Bactérias: E. coli, Salmonella, Shigella, Campylobacter, Clostridium perfringens e Clostridium difficile (após uso de antibióticos);
    • Parasitas: Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, Cryptosporidium;
    • Fungos: Candida albicans, geralmente em pessoas com imunidade baixa;
    • Vermes: como Strongyloides stercoralis.

    2. Não infecciosas (do intestino)

    • Síndrome do intestino irritável;
    • Doença celíaca (intolerância ao glúten);
    • Doença inflamatória intestinal (Crohn e retocolite ulcerativa);
    • Colite isquêmica (falta de circulação no intestino);
    • Uso de medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, laxantes, hormônios da tireoide).

    3. Não infecciosas (fora do intestino)

    • Diabetes: pode alterar o funcionamento intestinal ou causar diarreia por adoçantes (sorbitol, manitol);
    • Doenças do pâncreas: falta de enzimas digestivas;
    • Hipertireoidismo: acelera o trânsito intestinal;
    • Tumores raros: como vipoma, gastrinoma e somatostatinoma.

    Como o médico identifica a causa

    Para descobrir o motivo da diarreia, o médico analisa:

    • Tempo de duração (aguda ou crônica);
    • Características das fezes: presença de sangue, muco, gordura ou volume aumentado;
    • Sintomas associados: febre, dor abdominal, náuseas ou vômitos;
    • Histórico do paciente: viagens, contato com pessoas doentes, uso de medicamentos ou doenças prévias.

    Quando necessário, podem ser pedidos exames de fezes, coprocultura, pesquisa de parasitas, exames de sangue ou exames mais específicos.

    Sinais de alerta

    Procure atendimento médico imediato se houver:

    • Diarreia com sangue ou muco;
    • Febre alta;
    • Sinais de desidratação (boca seca, tontura, pouca urina);
    • Mais de 6 evacuações por dia;
    • Casos em crianças pequenas, idosos ou pessoas imunossuprimidas.

    Tratamento básico

    O tratamento depende da causa, mas algumas medidas gerais ajudam na maioria dos casos:

    • Hidratação: beba bastante água, soro caseiro ou soluções de reidratação oral;
    • Alimentação leve: evite frituras, leite, café, álcool e alimentos gordurosos. Prefira arroz, batata, frango, banana e maçã;
    • Probióticos: auxiliam na recuperação da flora intestinal;
    • Antidiarreicos: só devem ser usados com orientação médica;
    • Antibióticos: indicados apenas quando houver infecção bacteriana confirmada.

    Como prevenir a diarreia

    A maior parte das diarreias infecciosas está ligada à contaminação por água ou alimentos e falta de higiene.

    • Mantenha saneamento básico e higiene adequados;
    • Lave bem as mãos com água e sabão, principalmente após usar o banheiro e antes de comer;
    • Trate a água antes de beber ou preparar alimentos;
    • Higienize frutas e verduras corretamente.

    Confira: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

    Perguntas frequentes sobre diarreia

    1. Toda diarreia precisa de antibiótico?

    Não. A maioria dos casos é causada por vírus e melhora sozinha com hidratação e alimentação leve. Antibióticos só são usados em caso de diarreia causada por bactérias e sempre sob orientação médica.

    2. É normal ter febre junto com diarreia?

    Sim. Em infecções, a febre pode aparecer, mas febre alta e persistente é sinal de alerta.

    3. O que comer quando estou com diarreia?

    Prefira alimentos leves e cozidos: arroz, batata, frango grelhado, banana e maçã. Evite frituras, leite e café.

    4. Posso tomar remédio para parar a diarreia?

    Somente com orientação médica. Em alguns casos, “prender o intestino” pode piorar a infecção.

    5. Como saber se estou desidratado?

    Boca seca, tontura, fraqueza, urina escura ou diminuição do volume urinário são sinais de alerta.

    6. Criança com diarreia precisa ir ao hospital?

    Sim, especialmente se houver febre, desidratação, sangue nas fezes ou se o quadro durar mais de dois dias.

    7. A diarreia pode ser sintoma de doença crônica?

    Sim. Quando dura mais de 30 dias, pode estar ligada a doenças intestinais, intolerâncias ou alterações metabólicas.

    Veja mais: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger