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  • Você desmaia ao ver ou tirar sangue? Entenda o motivo 

    Você desmaia ao ver ou tirar sangue? Entenda o motivo 

    Para algumas pessoas, basta ver uma agulha ou algumas gotas de sangue para começar a sentir tontura, suor frio e escurecimento da visão. Em poucos segundos, pode acontecer o desmaio. Apesar de parecer algo puramente emocional, existe uma explicação fisiológica bem definida para esse fenômeno.

    Na maioria dos casos, esse tipo de desmaio é causado pela chamada síncope vasovagal, uma resposta exagerada e geralmente benigna do sistema nervoso. Entender como isso acontece ajuda a reduzir o medo e a prevenir novos episódios.

    O que é síncope vasovagal?

    Síncope é o termo médico para desmaio, ou seja, perda breve e transitória da consciência.

    A síncope vasovagal é o tipo mais comum.

    Ela acontece quando há:

    • Queda temporária da pressão arterial;
    • Redução da frequência cardíaca (batimentos mais lentos);
    • Diminuição momentânea do fluxo de sangue para o cérebro.

    Essa redução do fluxo cerebral leva à perda rápida e passageira da consciência.

    Por que ver sangue pode causar desmaio?

    Ao ver sangue ou antecipar um procedimento, o corpo pode reagir de forma automática através do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções involuntárias como batimentos cardíacos e pressão arterial.

    O que costuma acontecer:

    Primeiro, ocorre ativação do estresse:

    • Ansiedade;
    • Aceleração do coração;

    Em seguida, vem uma resposta oposta exagerada:

    • Queda da frequência cardíaca;
    • Dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Queda da pressão arterial.

    Essa combinação reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, levando ao desmaio.

    Quem tem mais risco?

    Alguns fatores aumentam a chance de desmaiar ao ver ou tirar sangue:

    • Histórico prévio de síncope vasovagal;
    • Ansiedade ou medo intenso de procedimentos médicos;
    • Desidratação;
    • Jejum prolongado;
    • Permanecer em pé por muito tempo;
    • Ambiente quente;
    • Dor.

    Adolescentes e adultos jovens apresentam esse fenômeno com maior frequência.

    Quais são os sinais de que o desmaio pode acontecer?

    Muitas pessoas apresentam sintomas antes de perder a consciência. Esses sinais iniciais são chamados de pródromos.

    Podem incluir:

    • Tontura;
    • Sensação de calor;
    • Suor frio;
    • Visão escurecendo ou embaçada;
    • Náusea;
    • Palidez;
    • Zumbido no ouvido;
    • Sensação de fraqueza.

    Reconhecer esses sinais é fundamental para evitar quedas e traumas.

    O que fazer quando sentir que vai desmaiar?

    Algumas medidas simples podem interromper o episódio:

    • Sentar ou deitar imediatamente;
    • Elevar as pernas, se possível;
    • Contrair os músculos das pernas e braços (manobras de contração muscular);
    • Respirar lentamente;
    • Avisar o profissional de saúde.

    Deitar é a medida mais eficaz, pois melhora rapidamente o fluxo de sangue para o cérebro.

    Como prevenir desmaio durante coleta de sangue?

    Se você já teve episódios, algumas estratégias ajudam bastante:

    • Avisar a equipe antes do procedimento;
    • Fazer a coleta deitado;
    • Não permanecer em jejum prolongado (quando permitido);
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar olhar para o procedimento;
    • Fazer contração muscular durante a coleta;
    • Controlar a respiração.

    Para quem tem medo intenso de sangue (fobia), técnicas de exposição gradual com acompanhamento profissional podem ajudar.

    Isso é perigoso?

    Na maioria dos casos, a síncope vasovagal é benigna.

    O maior risco está relacionado a:

    • Quedas;
    • Traumas durante o desmaio.

    Episódios isolados e com gatilho claro, como ver sangue, geralmente não indicam doença grave.

    Quando procurar avaliação médica?

    É importante investigar quando:

    • Os desmaios são frequentes;
    • Ocorrem sem gatilho claro;
    • Acontecem durante exercício físico;
    • Há histórico de doença cardíaca;
    • Há palpitações importantes antes do desmaio;
    • O desmaio ocorre com trauma significativo;
    • Existe recuperação lenta ou confusão prolongada.

    Nesses casos, pode haver outra causa além da síncope vasovagal.

    Tratamento

    Na maioria das situações, o tratamento envolve:

    • Educação sobre o fenômeno;
    • Reconhecimento precoce dos sinais;
    • Estratégias preventivas;
    • Controle da ansiedade.

    Em casos selecionados, podem ser indicadas:

    • Terapia comportamental;
    • Treinamento de manobras físicas específicas;
    • Avaliação especializada.

    Medicação raramente é necessária.

    Confira: Desmaio não é sempre grave: entenda a síncope vasovagal

    Perguntas frequentes

    1. Desmaiar ao ver sangue é psicológico?

    Não apenas. Existe um mecanismo fisiológico real envolvendo queda de pressão e redução dos batimentos.

    2. Isso significa problema no coração?

    Na maioria das vezes, não. Especialmente quando há gatilho claro.

    3. Olhar para outro lado ajuda?

    Sim. Evitar o estímulo visual ajuda muitas pessoas.

    4. Comer antes do exame ajuda?

    Frequentemente ajuda, desde que o exame não exija jejum.

    5. Crianças também podem ter?

    Sim. É bastante comum em adolescentes.

    6. Posso prevenir com treino?

    Sim. Técnicas de contração muscular e controle da respiração ajudam bastante.

    7. Sempre preciso investigar?

    Não. Episódio isolado com gatilho claro geralmente não exige investigação extensa.

    Leia mais: Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece?

  • Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    É comum ver pessoas que desmaiam ao receberem uma notícia chocante, levarem um susto repentino ou passarem por uma emoção muito forte. Apesar de assustador, esse tipo de episódio, na maioria das vezes, tem uma explicação fisiológica clara e está relacionado à chamada síncope vasovagal.

    A síncope vasovagal é a causa mais frequente de desmaio em pessoas saudáveis. Ela acontece quando o sistema nervoso reage de forma exagerada a um estímulo emocional ou físico, provocando uma queda súbita da pressão arterial e, às vezes, da frequência cardíaca. Com menos sangue chegando ao cérebro por alguns segundos, ocorre a perda temporária da consciência.

    O que é a síncope vasovagal

    A síncope vasovagal é um tipo de desmaio provocado por um reflexo do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções automáticas como batimentos cardíacos, pressão arterial e respiração.

    Nesse tipo de desmaio, dois mecanismos principais acontecem ao mesmo tempo:

    • Vasodilatação (vasodepressão): os vasos sanguíneos se dilatam de forma abrupta, fazendo a pressão arterial cair;
    • Bradicardia (cardioinibição): o coração pode bater mais devagar do que o esperado naquele momento.

    Essa combinação reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, levando ao desmaio.

    Por que o susto ou a emoção desencadeiam o desmaio?

    Situações de medo, ansiedade, susto ou emoção intensa ativam fortemente o sistema nervoso. Em pessoas predispostas, essa ativação pode, paradoxalmente, desencadear o reflexo vasovagal.

    Entre os gatilhos mais comuns estão:

    • Receber uma notícia chocante ou traumática;
    • Ver sangue ou passar por procedimentos médicos;
    • Ter medo intenso ou pânico repentino;
    • Ficar muito ansioso ou estressado;
    • Permanecer muito tempo em pé em ambiente quente.

    Nessas circunstâncias, o corpo reage de forma exagerada, causando queda súbita da pressão arterial e possível desmaio.

    O que a pessoa sente antes de desmaiar?

    Na maioria dos casos, o desmaio não acontece de forma totalmente inesperada. Antes de perder a consciência, muitas pessoas apresentam sinais de alerta, chamados pródromos.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Tontura ou sensação de cabeça leve;
    • Suor frio;
    • Palidez;
    • Náuseas;
    • Visão embaçada ou escurecimento visual;
    • Zumbido no ouvido;
    • Sensação de fraqueza nas pernas.

    Esses sinais indicam que o desmaio pode estar prestes a acontecer. Ao percebê-los, a pessoa deve tentar sentar ou deitar imediatamente para evitar quedas e traumas.

    O que acontece durante e depois do desmaio?

    A síncope vasovagal geralmente dura poucos segundos e raramente ultrapassa 1 a 2 minutos. Quando a pessoa cai ou se deita, o fluxo sanguíneo para o cérebro melhora rapidamente, permitindo a recuperação espontânea da consciência.

    Após o episódio, é comum sentir:

    • Cansaço ou sonolência;
    • Confusão leve e passageira;
    • Mal-estar geral.

    Esses sintomas costumam melhorar gradualmente em pouco tempo.

    Quando devo me preocupar?

    Na maior parte das vezes, a síncope vasovagal é benigna. Ainda assim, é importante procurar avaliação médica se:

    • Os desmaios forem frequentes;
    • Ocorrerem sem sintomas prévios;
    • Acontecerem durante exercício físico;
    • Houver histórico de doença cardíaca;
    • A pessoa se machucar durante a queda.

    Nessas situações, é fundamental investigar outras possíveis causas de desmaio, como alterações cardíacas ou neurológicas.

    Como prevenir novos episódios

    Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de novos episódios de síncope vasovagal:

    • Evitar ficar muito tempo em pé sem se movimentar;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar ambientes muito quentes;
    • Ao perceber os primeiros sintomas, sentar ou deitar imediatamente;
    • Seguir orientações médicas específicas em casos recorrentes.

    Em pessoas com episódios frequentes, o médico pode indicar estratégias adicionais para controle.

    Confira: Pressão arterial oscilante: o que pode causar e quando é perigoso

    Perguntas frequentes sobre síncope vasovagal

    1. Síncope vasovagal é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. Ela é considerada benigna, mas deve ser avaliada se ocorrer repetidamente ou em situações atípicas.

    2. Desmaio por susto é sempre síncope vasovagal?

    Nem sempre, mas é a causa mais comum quando ocorre após emoção intensa.

    3. É possível evitar o desmaio?

    Sim. Ao perceber os sintomas iniciais, deitar-se ou sentar-se pode evitar a perda de consciência.

    4. Quem tem síncope vasovagal tem problema no coração?

    Geralmente não. A síncope vasovagal ocorre por reflexo do sistema nervoso, não por doença cardíaca estrutural.

    5. Pode acontecer mais de uma vez?

    Sim. Algumas pessoas são mais predispostas e podem ter episódios recorrentes.

    6. Crianças e adolescentes podem ter?

    Sim. A síncope vasovagal é comum em jovens e adultos jovens.

    7. Precisa fazer exames?

    Depende do contexto. Quando há fatores de risco ou sinais de alerta, exames podem ser solicitados para descartar outras causas.

    Veja mais: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

  • Desmaio não é sempre grave: entenda a síncope vasovagal

    Desmaio não é sempre grave: entenda a síncope vasovagal

    Desmaiar pode ser uma experiência assustadora, tanto para quem passa pelo episódio quanto para quem presencia a cena. Em muitos casos, a perda súbita de consciência acontece sem aviso aparente, gera medo de algo grave e costuma levar a pessoa a procurar atendimento médico com urgência.

    Entre as várias causas possíveis, a síncope vasovagal é, de longe, a mais comum em todas as faixas etárias. Apesar de geralmente ser benigna, ela merece atenção, principalmente pelo risco de quedas e traumas associados ao episódio.

    O que é a síncope vasovagal?

    A síncope é definida como uma perda de consciência passageira, causada por uma redução temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro.

    A síncope vasovagal é a causa mais frequente desse tipo de evento. Ela acontece quando há uma resposta exagerada do chamado sistema nervoso autônomo, levando à queda da pressão arterial e/ou da frequência cardíaca, o que reduz momentaneamente a irrigação cerebral.

    Embora seja considerada uma condição benigna na maioria dos casos, o diagnóstico é importante para excluir causas cardíacas mais graves e para prevenir acidentes decorrentes da perda de consciência.

    Principais sintomas da síncope vasovagal

    A síncope vasovagal costuma ser precedida por sintomas chamados de prodrômicos, que funcionam como sinais de alerta.

    Sintomas mais comuns antes do desmaio

    • Palidez;
    • Escurecimento visual;
    • Sensação de calor;
    • Suor frio;
    • Tontura ou fraqueza.

    A perda de consciência, quando ocorre, é geralmente rápida e transitória, com recuperação espontânea em poucos minutos, sem confusão mental prolongada após o episódio.

    Quais são as causas da síncope vasovagal?

    A síncope vasovagal resulta de uma combinação de dois mecanismos principais:

    • Cardioinibitório: redução da frequência cardíaca;
    • Vasodepressor: queda abrupta da pressão arterial.

    Esses efeitos acontecem devido a uma desregulação entre os sistemas simpático e parassimpático, responsáveis pelo controle dos vasos sanguíneos e dos batimentos cardíacos.

    Principais gatilhos

    • Estresse emocional;
    • Dor intensa;
    • Permanecer em pé por longos períodos;
    • Mudanças bruscas de posição.

    Em muitos casos, no entanto, não é possível identificar um gatilho específico. Após o estímulo desencadeante, ocorre ativação excessiva da via parassimpática, levando à diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial, culminando na síncope.

    Como é feito o diagnóstico da síncope vasovagal?

    O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história relatada pelo paciente e na avaliação dos sintomas.

    Durante o exame físico, pode-se observar uma queda significativa da pressão arterial ao mudar de posição, como ao se levantar ou sentar.

    Exames que podem ser solicitados

    • Tilt test (teste de inclinação): simula os gatilhos da síncope e pode reproduzir o episódio durante o exame;
    • Eletrocardiograma (ECG): para avaliação do ritmo cardíaco;
    • Holter: indicado quando há suspeita de arritmias.

    Esses exames ajudam a excluir causas cardíacas mais graves de perda de consciência.

    Tratamento da síncope vasovagal

    Medidas imediatas após o episódio

    • Deitar a pessoa;
    • Elevar as pernas;
    • Garantir ambiente arejado.

    Essas manobras ajudam a aumentar rapidamente o fluxo sanguíneo no cérebro.

    Tratamento no dia a dia

    A maioria dos pacientes não necessita de tratamento medicamentoso. O principal pilar do cuidado é a educação do paciente, com foco em:

    • Evitar longos períodos em pé;
    • Reconhecer os sintomas prodrômicos;
    • Sentar ou deitar ao perceber os sinais iniciais;
    • Manter hidratação adequada;
    • Cessar tabagismo e consumo excessivo de álcool;
    • Manter dieta balanceada e prática regular de exercícios.

    Quando medicamentos são indicados?

    Em casos mais graves, com quedas importantes da pressão arterial, pode ser indicada a fludrocortisona, que ajuda na retenção de líquidos e reduz a suscetibilidade à síncope.

    Pacientes com bradicardia sintomática ou arritmias significativas podem necessitar de implante de marca-passo, conforme avaliação médica.

    Confira: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes sobre síncope vasovagal

    1. Síncope vasovagal é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. O principal risco está nas quedas e traumas.

    2. Síncope vasovagal pode acontecer mais de uma vez?

    Sim. Algumas pessoas apresentam episódios recorrentes.

    3. Existe prevenção?

    Sim. Reconhecer os sintomas iniciais e evitar gatilhos reduz bastante os episódios.

    4. Quem desmaia sempre tem problema no coração?

    Não. A síncope vasovagal é benigna e não indica, necessariamente, doença cardíaca.

    5. Preciso tomar remédio para sempre?

    Na maioria dos casos, não. Medicação é reservada para situações específicas.

    6. Crianças e jovens podem ter síncope vasovagal?

    Sim. É comum em todas as idades.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre após o primeiro episódio ou se os desmaios forem recorrentes.

    Leia mais: Desmaiar de calor é perigoso? Saiba por que acontece e o que fazer

  • Desmaiar de calor é perigoso? Saiba por que acontece e o que fazer

    Desmaiar de calor é perigoso? Saiba por que acontece e o que fazer

    A sensação de mal-estar, o suor excessivo e o cansaço são alguns dos efeitos mais comuns dos dias quentes, mas você já se perguntou por que algumas pessoas chegam a desmaiar de calor? O desmaio funciona como uma espécie de defesa do organismo que, diante de uma sobrecarga, interrompe tudo de forma abrupta. É uma reação rápida do corpo quando o cérebro recebe menos oxigênio do que precisa para manter a consciência.

    Isso pode ser especialmente perigoso para pessoas com pressão baixa ou problemas cardiovasculares, podendo causar taquicardia, arritmias e piorar condições já existentes, como insuficiência cardíaca.

    Para entender o que acontece com o corpo no calor e o que fazer para prevenir os desmaios, conversamos com a cardiologista Juliana Soares e esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir.

    Por que algumas pessoas desmaiam em dias muito quentes?

    A perda de consciência em dias muito quentes ocorre principalmente por uma redução do fluxo sanguíneo que chega ao cérebro, de acordo com Juliana. Isso acontece devido a uma série de ajustes que o organismo faz para lidar com o calor intenso.

    Para manter a temperatura estável, os vasos sanguíneos mais superficiais se dilatam, aumentando a circulação próxima à pele para facilitar a liberação de calor. Com isso, parte do sangue que deveria alimentar o cérebro é desviada para a periferia do corpo. Paralelamente, o aumento da transpiração provoca perda acelerada de água e eletrólitos.

    Todas essas alterações reduzem o volume circulante e favorecem uma queda da pressão arterial, conhecida como hipotensão. Quando a pressão cai além do que o organismo consegue compensar, menos oxigênio chega ao cérebro e ocorre o desmaio.

    Por que o calor afeta tanto o corpo?

    Para manter a temperatura interna estável, o organismo precisa trabalhar em ritmo mais intenso durante períodos de calor forte. A dilatação dos vasos e a perda de líquidos diminuem a pressão arterial, fazendo com que o coração acelere os batimentos, um quadro conhecido como taquicardia.

    A redução do volume sanguíneo também prejudica o retorno de sangue ao coração, exigindo ainda mais esforço para garantir oxigenação adequada aos órgãos, segundo Juliana.

    Esse conjunto de mudanças explica por que o calor provoca tanto desgaste físico e deixa algumas pessoas mais vulneráveis, especialmente quando o corpo já está perto do limite de compensação.

    Quem tem pressão baixa ou doenças cardíacas corre mais risco?

    Pessoas com pressão naturalmente mais baixa são mais sensíveis aos efeitos do calor, pois a dilatação dos vasos e a perda de líquidos reduzem ainda mais os níveis de pressão arterial. Nessas situações, a cardiologista Juliana Soares explica que aumenta a chance de sintomas como tontura, mal-estar e desmaios.

    Quem tem doenças cardíacas também fica mais vulnerável, já que o coração precisa trabalhar mais para compensar a queda de pressão. Esse esforço extra pode desencadear taquicardia, arritmias e piora de sintomas pré-existentes. Em casos mais graves, a demanda extrema pode até provocar um infarto.

    Existem sinais antes do desmaio?

    Na maior parte das vezes, surgem sinais prévios, conhecidos como pré-síncope. Eles indicam que o fluxo de sangue para o cérebro está diminuindo e podem durar segundos ou minutos.

    • Tontura
    • Visão turva ou escurecida
    • Palidez súbita
    • Zumbido no ouvido
    • Náusea
    • Sensação de fraqueza nas pernas

    Também pode ocorrer sudorese fria e dificuldade para manter o foco. Ao perceber qualquer um desses sinais, o ideal é sentar ou deitar imediatamente para evitar a perda de consciência.

    O que fazer quando alguém desmaia no calor?

    Quando alguém desmaia no calor, a prioridade é garantir a segurança e restabelecer a circulação cerebral. Algumas medidas importantes incluem:

    • Deitar a pessoa de barriga para cima, em local seguro e arejado
    • Elevar as pernas cerca de 30 a 40 centímetros
    • Afrouxar roupas apertadas
    • Melhorar a ventilação do ambiente
    • Verificar se a respiração está adequada
    • Não oferecer líquidos enquanto a pessoa estiver inconsciente

    Após a recuperação da consciência, iniciar hidratação com água. Se a pessoa não despertar em até um minuto ou houver suspeita de lesão grave, acione o SAMU (192) imediatamente.

    Como prevenir episódios de desmaio em dias quentes?

    A desidratação é um dos principais motivos de desmaiar no calor. Para prevenção, recomenda-se:

    • Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede
    • Alternar água com água de coco para repor minerais
    • Usar isotônicos com moderação após exposição prolongada ao calor
    • Evitar sol forte entre 10h e 16h
    • Usar roupas leves, claras e ventiladas
    • Evitar ambientes abafados
    • Reduzir esforço físico em horários quentes
    • Evitar álcool e excesso de cafeína
    • Fazer pausas regulares para descanso

    Se os episódios forem recorrentes ou vierem acompanhados de dor no peito, falta de ar intensa, confusão mental ou dificuldade para recuperar a consciência, é fundamental procurar atendimento médico imediato.

    Leia também: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes sobre desmaiar de calor

    Por que algumas pessoas são mais sensíveis ao calor do que outras?

    A sensibilidade ao calor depende de fatores como pressão naturalmente baixa, menor ingestão de líquidos, uso de certos medicamentos e presença de doenças cardíacas. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com histórico de tontura ao levantar também costumam ser mais vulneráveis.

    Como diferenciar um desmaio simples de algo mais grave?

    O desmaio relacionado ao calor costuma ser breve, com recuperação rápida após deitar e elevar as pernas. Se durar mais de um minuto ou vier acompanhado de dor no peito, confusão mental ou convulsão, pode haver outra causa envolvida.

    Tomar banho frio pode evitar o desmaio?

    O banho frio ajuda a reduzir a temperatura corporal, mas não corrige a desidratação nem aumenta o volume sanguíneo. Por isso, não substitui a hidratação adequada.

    Posso fazer exercício físico no calor?

    Pode, mas com cautela. O ideal é praticar atividades no início da manhã ou no fim da tarde, reduzir a intensidade e manter hidratação constante.

    Posso tomar café no calor?

    Sim, com moderação. A cafeína pode aumentar a perda de líquidos e acelerar os batimentos cardíacos. Uma xícara isolada costuma ser bem tolerada se a hidratação estiver adequada.

    Veja mais: Isotônico ajuda na pressão baixa? Saiba quando funciona

  • Por que desmaiamos? O que pode estar por trás da perda repentina de consciência 

    Por que desmaiamos? O que pode estar por trás da perda repentina de consciência 

    Você já deve ter visto em filmes alguém ficando pálido, cambaleando e caindo de repente. Na vida real, o desmaio, chamado de síncope pelos médicos, é um evento comum, que pode assustar quem está em volta e também quem passa por ele. Em muitos casos, dura apenas alguns segundos e a pessoa logo desperta sozinha.

    Mas nem sempre é algo inofensivo. O desmaio pode ser provocado por situações simples, como calor intenso ou levantar-se rápido demais, mas também pode estar ligado a doenças cardíacas ou neurológicas.

    Entender as causas, reconhecer os sinais de alerta e saber quando procurar ajuda médica é importante para garantir segurança e saúde.

    O que é desmaio?

    O desmaio, conhecido na medicina como síncope, acontece quando o cérebro deixa de receber oxigênio suficiente por alguns segundos. Isso leva à perda temporária de consciência: a pessoa fica mole, pode cair e, na maioria dos casos, acorda sozinha pouco depois.

    Embora muitas vezes seja um episódio passageiro e sem maiores consequências, em alguns casos pode indicar uma condição mais séria que merece atenção médica.

    O que pode causar um desmaio?

    As causas de desmaio são variadas, mas as mais comuns são as abaixo.

    Síncope reflexa (vasovagal)

    É o tipo mais frequente. Acontece quando algo específico desencadeia o desmaio, como dor intensa, calor excessivo, ficar em pé por muito tempo, ir ao banheiro ou até ver sangue.

    Pressão baixa ao levantar (hipotensão ortostática)

    Acontece quando a pressão arterial cai de forma repentina, geralmente ao se levantar rápido. Também pode ocorrer em casos de desidratação, uso de certos medicamentos ou perda de sangue.

    Problemas no coração (síncope cardíaca)

    Mais grave, acontece quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o cérebro. Pode estar ligada a arritmias ou alterações estruturais do coração.

    Quais sinais podem aparecer antes do desmaio?

    Algumas pessoas sentem sintomas de alerta segundos antes de desmaiar, como:

    • Tontura;
    • Visão turva;
    • Suor frio;
    • Náusea;
    • Fraqueza.

    Mas em outros casos, o desmaio pode ocorrer de forma súbita, sem aviso.

    Confira: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Como o médico descobre a causa do desmaio?

    O diagnóstico do desmaio começa com a avaliação clínica: uma conversa detalhada sobre o episódio e o exame físico. Dependendo da situação, o médico pode solicitar exames complementares, como:

    • Eletrocardiograma (ECG): avalia os batimentos do coração;
    • Exames de sangue: investigam alterações metabólicas;
    • Ecocardiograma: mostra a estrutura e o funcionamento cardíaco;
    • Monitoramento cardíaco por alguns dias: útil para flagrar arritmias intermitentes.

    Como tratar desmaio?

    O tratamento depende da causa identificada:

    • Síncope reflexa: evitar os gatilhos que provocam o desmaio, como calor excessivo ou jejum prolongado;
    • Hipotensão ortostática: levantar-se devagar, manter boa hidratação e, se preciso, ajustar medicamentos;
    • Síncope cardíaca: pode exigir uso de remédios, procedimentos específicos ou até implante de aparelhos que corrigem o ritmo cardíaco.

    Quando o desmaio é sinal de alerta?

    Na maioria dos casos, o desmaio é benigno. Mas procurar atendimento médico é fundamental se os episódios forem recorrentes ou se vierem acompanhados de:

    • Dor no peito;
    • Palpitações;
    • Falta de ar;
    • Histórico de doenças cardíacas;
    • Perda de consciência prolongada.

    Perguntas frequentes sobre desmaio

    1. O desmaio sempre significa um problema grave?

    Não. Muitas vezes ele é passageiro e sem consequências, mas pode sinalizar condições sérias, especialmente cardíacas.

    2. Quais são as causas mais comuns de desmaio?

    As mais comuns são a síncope vasovagal, a queda brusca da pressão ao se levantar (hipotensão ortostática) e problemas cardíacos.

    3. O que fazer quando alguém desmaia?

    Deite a pessoa de costas, levante as pernas, afrouxe as roupas apertadas e verifique se ela está respirando. Se não acordar em alguns minutos ou tiver sintomas graves, chame o SAMU (192).

    4. O que pode ser feito para prevenir desmaios?

    Evitar jejum prolongado, manter boa hidratação, levantar-se devagar e controlar doenças crônicas como pressão alta ou diabetes ajudam a reduzir os episódios.

    5. Qual exame é mais importante para investigar desmaio?

    O eletrocardiograma (ECG) é um dos primeiros exames solicitados, mas o médico pode indicar outros, como ecocardiograma ou monitoramento cardíaco.

    Leia também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    O desmaio costuma assustar tanto quem passa pela situação quanto quem presencia. Ele pode acontecer em consequência de algo simples, como um susto, mas também ser sinal de problemas sérios de saúde. Por isso, saber identificar as possíveis causas e agir diante delas faz toda a diferença.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, explica que o desmaio é a perda súbita e transitória da consciência e da sustentação do corpo, o que provoca a queda. “Pode afetar tanto o homem como a mulher, e a incidência de desmaios aumenta com a idade”.

    O que é desmaio (síncope)?

    O desmaio não é uma doença, mas um sintoma. Na maior parte das vezes, ele acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro cai, mesmo que por alguns segundos. Geralmente, é rápido e a recuperação é completa, sem sequelas.

    Alguns sinais podem aparecer antes do episódio, como:

    • Palidez;
    • Tontura;
    • Náusea;
    • Visão turva.

    Principais causas de desmaio

    Segundo a cardiologista, o desmaio pode estar associado a uma variedade grande de causas. Veja abaixo as mais comuns.

    Causas benignas (mais frequentes)

    • Síndrome vasovagal: quando o nervo vago é ativado por dor intensa, calor, tosse, evacuação, emoção súbita;
    • Hipotensão ortostática: queda rápida da pressão arterial ao se levantar de repente;
    • Desidratação: quando a pessoa não se hidrata corretamente;
    • Hipoglicemia: queda de açúcar no sangue;
    • Anemia intensa: quando há poucos glóbulos vermelhos no sangue, o transporte de oxigênio para o cérebro diminui e pode causar desmaios;
    • Hemorragias: perda abrupta de sangue.

    Causas cardiovasculares

    • Arritmias: batimento irregular do coração;
    • Cardiomiopatias: doenças estruturais do coração;
    • Isquemia: obstrução das artérias coronárias.

    Causas neurológicas

    • Epilepsia;
    • Acidente vascular cerebral (AVC).

    Primeiros socorros: o que fazer em um desmaio

    1. Se você sentir que vai desmaiar

    “Primeiramente, caso você apresente sintomas como palidez, sudorese, sensação de fraqueza, o importante é rapidamente avisar quem estiver por perto do seu mal-estar, apoiar-se em algum lugar e, se possível, deitar e elevar as pernas.”, orienta a cardiologista.

    2. Se presenciar alguém desmaiando

    • Proteja a cabeça da pessoa;
    • Afrouxe roupas apertadas e retire acessórios no pescoço;
    • Eleve as pernas;
    • Se a consciência não voltar rapidamente, acione o atendimento médico.

    Quando procurar ajuda médica urgente

    É fundamental investigar a causa do desmaio, especialmente se:

    • Os episódios forem recorrentes;
    • Houver dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • O desmaio causar quedas ou traumas;
    • Acontecer com portadores de doenças cardíacas ou neurológicas.

    “Os desmaios podem ter riscos relacionados ao próprio evento, como quedas e traumas, ou à atividade que a pessoa estava realizando no momento, como dirigir ou operar máquinas”, alerta a cardiologista Juliana Soares.

    Como prevenir desmaios

    • Mantenha-se hidratado;
    • Evite ficar longos períodos sem comer;
    • Levante-se devagar após estar deitado ou sentado;
    • Vá ao médico para identificar e tratar condições de saúde associadas;
    • Converse com seu médico se os episódios forem frequentes.

    Perguntas frequentes sobre desmaio

    1. Desmaio é sempre perigoso?

    Não. Muitas vezes é causado por situações benignas, mas é importante investigar.

    2. Quanto tempo dura um desmaio?

    Normalmente, segundos ou poucos minutos, com recuperação completa.

    3. Posso morrer de desmaio?

    O desmaio em si não mata, mas pode ser sinal de doenças graves ou causar acidentes.

    4. Quando o desmaio indica problema no coração?

    Quando vem acompanhado de dor no peito, palpitações ou falta de ar.

    5. Desmaio e epilepsia são a mesma coisa?

    Não. A epilepsia é uma condição neurológica específica que pode causar perda de consciência, mas desmaio não é a mesma coisa que epilepsia.