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  • A depilação íntima total pode favorecer infecções? Conheça os métodos mais seguros 

    A depilação íntima total pode favorecer infecções? Conheça os métodos mais seguros 

    A depilação íntima é uma escolha estritamente pessoal e não existe uma regra sobre manter ou remover os pelos. Mas, se você costuma fazer a remoção total, é comum surgir a dúvida se o hábito pode aumentar o risco de infecções ou causar outros problemas na região íntima.

    Do ponto de vista médico, a ausência de pelos na vulva não é considerada um fator de risco direto para o surgimento de problemas de saúde. Na verdade, o que realmente aumenta o risco de irritações, pelos encravados e infecções é o método utilizado e a forma como a depilação é feita.

    Depilação íntima total aumenta o risco de infecções?

    O hábito de remover os pelos pubianos, por si só, não aumenta o risco de desenvolver doenças, de acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    Os pelos pubianos têm uma função natural de proteção, pois ajudam a reduzir o atrito da pele com as roupas e durante as relações sexuais, funcionando como uma espécie de amortecedor que protege a vulva contra pequenos traumas do dia a dia.

    Mesmo assim, a ausência dos pelos não é considerada prejudicial para a saúde, já que muitas mulheres fazem depilação total regularmente e não apresentam mais infecções ou alterações ginecológicas do que aquelas que preferem manter os pelos.

    Na prática, o maior risco não está na retirada dos pelos, mas na forma como a depilação é feita e na sensibilidade da pele de cada pessoa.

    Riscos da depilação íntima: quando ela pode causar infecções?

    A depilação pode favorecer o surgimento de problemas quando o método usado provoca pequenas lesões na pele, já que qualquer machucado, mesmo invisível, facilita a entrada de bactérias e outros microrganismos.

    As complicações mais comuns incluem:

    • Foliculite, que acontece quando o folículo do pelo fica inflamado, normalmente porque bactérias entram na região após o corte ou a remoção do pelo, provocando pequenas bolinhas vermelhas ou com pus, principalmente quando o pelo começa a crescer novamente;
    • Hidradenite, é uma inflamação mais profunda das glândulas da pele que pode piorar quando há traumas repetidos causados pela depilação, principalmente em pessoas que já têm predisposição para a doença.

    A depilação aumenta o risco de ISTs?

    Segundo Andreia, a depilação íntima não aumenta o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A transmissão das ISTs está relacionada principalmente às relações sexuais desprotegidas e ao contato com o vírus, a bactéria ou outro agente infeccioso, e não à presença ou à ausência dos pelos pubianos.

    A situação merece mais atenção quando a pele está machucada por causa de uma depilação recente, pois pequenas lesões deixam a barreira natural da pele mais fragilizada e podem facilitar a entrada de alguns microrganismos.

    As pessoas que convivem com herpes genital também devem redobrar os cuidados, porque o trauma provocado por uma depilação agressiva pode desencadear uma nova crise da doença.

    Quais os métodos mais seguros de depilação?

    A escolha ideal depende do tipo de pele, mas alguns métodos causam menos agressão à pele, como:

    • Aparador elétrico: é uma das opções mais seguras, pois corta o pelo bem curto sem atingir a superfície da pele, evitando microlesões. Inclusive, é o método utilizado em hospitais antes de cirurgias, durante a tricotomia;
    • Laser: quando realizado corretamente, reduz a quantidade e a espessura dos pelos ao longo das sessões, diminuindo o risco de pelos encravados, foliculites e pequenas inflamações;
    • Cera: remove o pelo pela raiz e pode causar foliculite em pessoas com pele mais sensível, mas não provoca o desgaste superficial da pele causado pela lâmina;
    • Creme depilatório: enfraquece a estrutura do pelo, que se rompe na superfície da pele sem provocar atrito ou microcortes, funcionando de forma semelhante ao aparador elétrico..

    A lâmina de barbear continua sendo o método que mais agride a pele da região íntima, pois, além de cortar os pelos, também provoca pequenas lesões na superfície da pele, favorecendo irritações e infecções.

    Qual o intervalo ideal para depilar a região íntima, sem aumentar o risco de irritações?

    Não existe um intervalo ideal que sirva para todas as pessoas. De acordo com Andreia, a frequência da depilação depende principalmente do método escolhido, da sensibilidade da pele e da velocidade de crescimento dos pelos.

    Algumas mulheres têm pelos mais grossos e de crescimento rápido, enquanto outras apresentam menos pelos e um crescimento mais lento. O mais importante é respeitar o tempo de recuperação da pele entre uma depilação e outra, evitando realizar o procedimento quando a região ainda estiver irritada, com microlesões, pelos encravados ou sinais de inflamação.

    Como cuidar da pele antes e depois da depilação?

    No dia a dia, alguns cuidados ajudam a proteger a pele da região íntima e reduzem o risco de irritações, pelos encravados e infecções:

    • Mantenha a região limpa antes da depilação e utilize apenas materiais limpos e higienizados;
    • Use lâminas novas e bem afiadas, caso opte pela gilete, pois as lâminas gastas exigem mais pressão e aumentam o risco de cortes;
    • Mantenha a pele seca após a depilação e, se houver sensibilidade, utilize um hidratante adequado para a região, conforme orientação médica;
    • Evite tomar sol logo após a depilação, já que a pele fica mais sensível e pode desenvolver manchas ou irritações;
    • Prefira roupas leves e de algodão nas primeiras horas, pois elas reduzem o atrito e permitem que a pele respire melhor;
    • Evite relações sexuais, piscina, mar e banheira nas primeiras 24 horas, principalmente quando houver irritação, para reduzir o risco de infecções e desconforto;
    • Não coce nem esprema pelos encravados ou bolinhas, pois isso aumenta a inflamação e favorece infecções. Se os sintomas persistirem, procure um ginecologista ou dermatologista.

    Quem deve evitar a depilação íntima?

    A depilação deve ser evitada quando houver qualquer alteração ativa na pele da vulva, como:

    • Crises de dermatite ou psoríase;
    • Lesões de líquen escleroso;
    • Foliculites intensas;
    • Feridas abertas;
    • Fissuras, úlceras ou bolhas, como acontece durante uma crise de herpes genital.

    Antes de voltar a se depilar, o ideal é tratar qualquer problema de pele e esperar a região cicatrizar completamente, sempre com a orientação do ginecologista ou do dermatologista. Por outro lado, deixar os pelos muito longos também pode dificultar a higiene da região íntima, já que eles favorecem o acúmulo de suor, umidade e resíduos.

    No fim das contas, o mais importante é encontrar um equilíbrio e escolher o método de depilação que seja confortável, respeite a sensibilidade da pele e permita manter a região sempre limpa e saudável.

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    Perguntas frequentes

    1. Quem tem psoríase ou líquen pode se depilar?

    Durante as crises ativas dessas doenças na vulva, a depilação deve ser totalmente evitada para não piorar as lesões.

    2. Pode tomar sol logo após a depilação íntima?

    Não, a pele fica sensibilizada e o contato com o sol pode gerar manchas escuras difíceis de clarear e irritação severa.

    3. Usar hidratante após a depilação ajuda?

    Sim, desde que seja um product leve, calmante e sem fragrâncias fortes, específico para não irritar a região genital.

    4. Adolescentes podem fazer depilação a laser na virilha?

    Sim, mas o ideal é esperar a puberdade se estabilizar. Como o laser dói um pouco, alternativas como o creme depilatório ou o aparador elétrico costumam ser mais confortáveis no início.

    5. Qual o risco de usar receitas caseiras para depilar a área íntima?

    O risco de queimaduras químicas e alergias graves é altíssimo. A pele da vulva é extremamente sensível e absorve substâncias com facilidade, por isso só use produtos dermatologicamente testados.

    6. Como diferenciar a foliculite comum de uma infecção mais grave?

    A foliculite gera pontinhos vermelhos ou de pus na base do pelo que somem em poucos dias. Se houver nódulos grandes, muito dolorosos, quentes ou que vazam muito pus, pode ser um abscesso e exige avaliação médica.

    7. É normal a virilha coçar quando os pelos estão crescendo?

    Sim. Quando o pelo é cortado (especialmente pela lâmina), a ponta cresce mais grossa e pontiaguda, gerando atrito e coceira ao esbarrar na pele e na calcinha.

    8. O que fazer imediatamente após notar que um pelo encravou?

    Não tente espremer ou cutucar com a unha, pois isso introduz bactérias. Mantenha a região limpa, faça compressas mornas para ajudar o pelo a sair e espere que o corpo o expulse naturalmente.

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