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  • Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Os medicamentos para reduzir o colesterol estão entre os tratamentos mais estudados e prescritos para cuidar da saúde cardiovascular. Ainda assim, muitas dúvidas e mitos cercam esse tipo de remédio, principalmente quando o assunto são possíveis efeitos colaterais ou a necessidade de tomar o medicamento por períodos mais longos.

    A verdade é que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas, mas pode aumentar o risco de problemas graves, como infarto e AVC. Por isso, entender quando o tratamento é necessário e como esses medicamentos funcionam é muito importante para proteger a saúde do coração.

    Antes de continuar a leitura, veja neste vídeo uma explicação clara sobre alguns dos mitos mais comuns relacionados às medicações usadas para controlar o colesterol.

    Para que servem os medicamentos para colesterol

    Os medicamentos para colesterol têm como principal objetivo reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

    Eles ajudam a diminuir principalmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, que pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas de gordura.

    Com o tempo, essas placas podem estreitar ou bloquear os vasos sanguíneos, aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial coronariana;
    • Outras complicações cardiovasculares.

    Entre os medicamentos mais utilizados estão as estatinas, consideradas atualmente um dos tratamentos mais eficazes na prevenção de eventos cardiovasculares.

    Mito: todo mundo que toma remédio para colesterol terá efeitos colaterais

    Esse é um dos mitos mais comuns.

    Embora algumas pessoas possam apresentar efeitos colaterais, a grande maioria utiliza essas medicações sem problemas.

    Os efeitos adversos mais relatados são:

    • Dor muscular;
    • Cansaço;
    • Sensação de fraqueza.

    Mesmo assim, esses sintomas ocorrem em uma pequena parcela dos pacientes — cerca de 3% a 5%, de acordo com estudos clínicos.

    Na maioria das situações, os benefícios da medicação em reduzir o risco de infarto e AVC são muito maiores do que os possíveis efeitos colaterais.

    Mito: se o colesterol melhorou, posso parar o remédio

    Outro equívoco bastante comum é acreditar que, após a melhora dos níveis de colesterol, o medicamento pode ser interrompido.

    Na maior parte dos casos, isso não é recomendado.

    Isso acontece porque essas medicações controlam o colesterol, mas não curam a tendência do organismo de produzi-lo em excesso.

    Quando o tratamento é interrompido sem orientação médica, os níveis de colesterol tendem a subir novamente.

    Por esse motivo, qualquer mudança na medicação deve sempre ser discutida com o médico.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes sobre remédios para colesterol

    1. Todo remédio para colesterol causa dor muscular?

    Não. Embora a dor muscular seja um efeito colateral possível, ela ocorre em apenas uma pequena parcela dos pacientes.

    2. Posso parar o remédio se o colesterol normalizar?

    Na maioria dos casos, não. O medicamento controla o colesterol, mas não elimina a tendência do corpo de produzi-lo em níveis elevados.

    3. Estatinas são seguras?

    Sim. As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados da medicina e demonstraram grande segurança e eficácia na prevenção de infarto e AVC.

    4. Alimentação saudável pode substituir o medicamento?

    Em alguns casos de baixo risco cardiovascular, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Porém, muitas pessoas precisam da medicação associada a essas mudanças.

    5. Quem tem colesterol alto sempre precisa tomar remédio?

    Não necessariamente. A decisão depende do nível de colesterol, da idade e do risco cardiovascular de cada pessoa. O médico deve acompanhar cada caso e orientar da melhor maneira.

    6. O colesterol alto dá sintomas?

    Na maioria das vezes, não. Por isso, exames de sangue são essenciais para o diagnóstico.

    7. O tratamento do colesterol é para sempre?

    Em muitos casos, sim, especialmente quando a pessoa possui alto risco cardiovascular.

    Veja também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Canetas emagrecedoras e colesterol: o que muda nos níveis de gordura no sangue?

    Canetas emagrecedoras e colesterol: o que muda nos níveis de gordura no sangue?

    Os benefícios dos agonistas do GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, podem ir muito além da perda de peso e do controle do açúcar no sangue.

    De acordo com estudos recentes, as canetas emagrecedoras apresentam impacto no perfil lipídico, reduzindo principalmente os níveis de triglicerídeos e do colesterol ruim (LDL), além de ajudarem na manutenção ou até em um leve aumento do colesterol bom (HDL).

    Mas afinal, como isso acontece? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para explicar como essas medicações influenciam o metabolismo das gorduras e qual é o papel da perda de peso nesse processo. Confira!

    Canetas emagrecedoras e colesterol: como elas melhoram o perfil lipídico?

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, os agonistas do GLP-1 atuam em diferentes frentes do metabolismo, envolvendo tanto o fígado quanto o intestino.

    No fígado, a medicação reduz a produção de VLDL, uma lipoproteína de muito baixa densidade responsável pelo transporte de triglicerídeos, o que diminui a quantidade de gordura liberada na circulação.

    No intestino, o retardo do esvaziamento gástrico e da absorção de gorduras após as refeições ajuda a evitar picos de gordura no sangue.

    Juliana explica que a melhora do perfil lipídico acontece, principalmente, como consequência da perda de peso. Com o emagrecimento, ocorre melhora da resistência à insulina, tornando o metabolismo das gorduras mais eficiente.

    Contudo, também existem evidências de que os agonistas do GLP-1 exercem um efeito direto na redução do processo inflamatório do organismo e da inflamação do endotélio, a camada interna dos vasos sanguíneos, o que contribui de forma adicional para a melhora dos níveis de colesterol.

    As canetas emagrecedoras substituem os remédios para colesterol?

    Os agonistas do GLP-1 podem ajudar a melhorar os exames de colesterol, mas não substituem os medicamentos usados no tratamento.

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, as estatinas, que são os remédios específicos para controlar o colesterol, têm um efeito muito mais efetivo. Em alguns casos, conseguem reduzir até 50% dos níveis de colesterol ruim, enquanto os agonistas do GLP-1 promovem uma redução em torno de 10%.

    No caso dos triglicerídeos, as canetas emagrecedoras costumam ter um efeito mais significativo. Mesmo assim, as estatinas continuam sendo a principal opção para o tratamento do colesterol.

    Por isso, é necessário manter o uso das estatinas sempre que houver indicação médica, mesmo durante o tratamento com agonistas do GLP-1.

    Quem tem colesterol normal também se beneficia?

    Mesmo em pacientes com colesterol normal e em uso de estatinas, a adição dos agonistas do GLP-1 demonstrou impacto na redução do risco de infarto e AVC.

    Segundo Juliana, isso acontece principalmente devido à ação anti-inflamatória, à melhora da função do endotélio, que corresponde à parede interna dos vasos sanguíneos, e à melhora da pressão arterial.

    Tudo isso contribui para um benefício cardiovascular positivo, mesmo quando os níveis de colesterol já estão controlados.

    Confira: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

    Perguntas frequentes

    Por que emagrecer melhora o colesterol?

    A perda de peso melhora a resistência à insulina e torna o metabolismo das gorduras mais eficiente.

    É seguro usar GLP-1 junto com estatina?

    Sim, quando indicado pelo médico. As medicações atuam por mecanismos diferentes e podem se complementar.

    Quanto tempo leva para notar melhora nos exames?

    As mudanças costumam aparecer de forma gradual, acompanhando a perda de peso ao longo dos meses.

    Qual a diferença entre colesterol LDL e HDL?

    O LDL é conhecido como colesterol ruim, pois pode se acumular nas artérias. O HDL é chamado de colesterol bom, pois ajuda a remover o excesso de gordura da circulação.

    A alimentação influencia muito nos níveis de colesterol?

    Sim, o consumo excessivo de gorduras saturadas, ultraprocessados e açúcar pode elevar os níveis de colesterol e triglicerídeos.

    Com que frequência o colesterol deve ser avaliado?

    A periodicidade depende do perfil de risco, mas geralmente a avaliação ocorre pelo menos uma vez por ano ou conforme orientação médica.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

  • Colesterol HDL: o que é, valores e como aumentar

    Colesterol HDL: o que é, valores e como aumentar

    Presente na proteção das artérias e no equilíbrio do metabolismo das gorduras, o colesterol HDL é uma lipoproteína que participa ativamente da remoção do colesterol em excesso da circulação — processo fundamental para manter os vasos saudáveis ao longo dos anos.

    Não é à toa que ele é conhecido como colesterol bom, já que contribui diretamente para reduzir o acúmulo de gordura nas paredes arteriais e ajuda a preservar a fluidez do sangue.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender como o HDL protege o coração e a importância para a saúde cardiovascular. Confira!

    O que é colesterol HDL?

    O colesterol HDL, sigla para High Density Lipoprotein, é uma lipoproteína de alta densidade responsável por transportar colesterol pelo sangue de uma maneira que favorece a proteção cardiovascular.

    É uma partícula pequena, densa e altamente funcional, que atua recolhendo o colesterol acumulado nas paredes vasculares e levando-o de volta ao fígado para metabolização — evitando o acúmulo que daria origem a placas de gordura.

    Segundo Juliana, o HDL é chamado de colesterol bom justamente porque cumpre um papel de limpeza arterial: ele remove o colesterol em excesso presente nos tecidos e vasos, evitando a formação de placas, e leva esse material de volta ao fígado, onde será processado e eliminado pelo organismo.

    Como o colesterol bom atua no corpo?

    O mecanismo de proteção é conhecido como transporte reverso do colesterol, como explica Juliana.

    O fígado produz colesterol e o distribui pelo organismo — e quando há aumento de colesterol LDL (ou colesterol ruim), ocorre a deposição de gordura nos vasos, favorecendo a formação de placas que levam ao processo chamado aterosclerose, condição que aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

    O HDL realiza o transporte reverso ao recolher o colesterol acumulado nas células, nas placas e nas paredes arteriais, conduzindo tudo de volta ao fígado. No fígado, o material é metabolizado e posteriormente eliminado pelo organismo.

    Dessa maneira, o HDL impede o acúmulo de colesterol que desencadeia aterosclerose e reduz o risco de complicações cardiovasculares. Além disso, Juliana aponta que ele possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam na proteção das paredes arteriais.

    Quais os sintomas de HDL baixo?

    Os valores baixos de colesterol HDL não causam sintomas diretos, pois é uma alteração silenciosa que só aparece em exames de sangue.

    No entanto, níveis reduzidos podem sinalizar maior tendência a doenças cardiovasculares no futuro, especialmente quando combinados com LDL elevado, triglicerídeos altos, obesidade, sedentarismo ou resistência à insulina.

    Por não causar sintomas imediatos, o diagnóstico depende exclusivamente de check-ups regulares, pois as pessoas costumam descobrir HDL baixo durante consultas de rotina. Em situações de risco acentuado, o HDL reduzido pode fazer parte de um quadro maior chamado dislipidemia aterogênica, comum em pessoas com síndrome metabólica.

    Como é feito o diagnóstico de colesterol HDL baixo?

    O diagnóstico de colesterol HDL baixo é realizado por meio do perfil lipídico, exame de sangue que mede HDL, LDL, triglicerídeos e colesterol total. A coleta é simples e, na maioria dos casos, pode ser feita sem jejum, embora alguns laboratórios ainda solicitem jejum curto para maior precisão dos triglicerídeos.

    Os valores de referência, segundo as diretrizes e consenso médico, geralmente diferem entre homens e mulheres adultos, e são expressos em miligramas por decilitro (mg/dL)

    Categoria Homens (em mg/dL) Mulheres (em mg/dL)
    Desejável/protetor Maior que 40 Maior que 50
    Excelente/ótimo Maior que 60 Maior que 60
    Baixo risco Menor que 40 Menor que 50

    Níveis que ajudam a reduzir o risco cardiovascular.

    Excelente/ótimo: níveis que conferem proteção significativa contra doenças cardíacas.

    Baixo risco: considerado um fator de risco cardiovascular. Requer atenção.

    Vale lembrar que a interpretação do perfil lipídico sempre deve ser feita por um profissional de saúde, que avaliará o conjunto de fatores de risco da pessoa.

    O que causa colesterol HDL baixo?

    Diversos fatores podem reduzir o HDL, e muitos deles estão ligados ao estilo de vida. Alguns dos principais incluem:

    • Dietas ricas em carboidratos refinados, como pães brancos, bolos e bebidas açucaradas;
    • Sedentarismo;
    • Tabagismo;
    • Obesidade, principalmente quando há acúmulo de gordura abdominal;
    • Resistência à insulina e diabetes tipo 2;
    • Hipotireoidismo;
    • Doenças hepáticas;
    • Uso de determinados medicamentos;
    • Predisposição genética.

    Leia também: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Como aumentar o colesterol HDL?

    De acordo com Juliana, o colesterol HDL pode aumentar principalmente por meio de mudanças no estilo de vida, já que responde pouco a remédios e muito a hábitos saudáveis. Segundo estudos, o aumento do HDL decorrente de medicamentos não oferece a mesma proteção cardiovascular que o aumento obtido por hábitos saudáveis.

    Entre os hábitos que ajudam a aumentar o colesterol HDL naturalmente, é possível destacar:

    • Prática regular de atividade física: os exercícios elevam o HDL de forma consistente, especialmente os aeróbicos, como corrida, natação e ciclismo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada;
    • Alimentação equilibrada: reduzir gordura trans e excesso de açúcares, além de priorizar gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. A perda de peso, principalmente quando há gordura abdominal, contribui para elevar o HDL;
    • Consumo de gorduras saudáveis: incluir azeite de oliva, abacate, amendoim, nozes, castanhas e peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum;
    • Aumento no consumo de fibras: optar por aveia, feijão, frutas com casca ou bagaço e vegetais variados para favorecer o equilíbrio do metabolismo lipídico;
    • Parar de fumar: o cigarro reduz o HDL, principalmente em mulheres. Abandonar o tabagismo ajuda a melhorar os níveis do colesterol bom;
    • Regularidade do exercício físico: além de elevar o HDL, atividades aeróbicas frequentes também reduzem o LDL e fortalecem o sistema cardiovascular. O recomendado é manter uma rotina semanal constante para consolidar ganhos.

    Colesterol HDL alto demais faz mal?

    Apesar do efeito protetor no sistema cardiovascular, níveis extremamente altos de colesterol HDL podem sinalizar alterações genéticas que tornam o HDL disfuncional.

    Quando isso acontece, a partícula até circula em grande quantidade, mas não cumpre adequadamente o transporte reverso do colesterol, deixando de remover o colesterol LDL acumulado nas artérias. Em vez de exercer proteção, ele se torna uma lipoproteína com funcionamento inadequado, incapaz de cumprir o papel esperado na prevenção da aterosclerose.

    Por isso, Juliana finaliza apontando que níveis extremamente altos também precisam de avaliação médica com cardiologista.

    Confira: Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento

    Perguntas frequentes

    O HDL protege contra infarto?

    A proteção acontece por meio do transporte reverso de colesterol, pois o HDL recolhe gordura acumulada nos vasos e leva ao fígado para metabolização. Com isso, reduz a formação de placas de gordura que provocam obstruções. Quando a remoção funciona corretamente, há menor chance de desenvolver aterosclerose, processo que aumenta o risco de infarto e AVC.

    O HDL pode piorar com dietas muito restritivas?

    Sim, dietas muito pobres em gorduras boas prejudicam a formação de partículas de HDL e podem reduzir a eficiência do transporte reverso de colesterol. O organismo precisa de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas para manter equilíbrio metabólico — e reduções drásticas podem impactar negativamente o HDL.

    Quem tem HDL baixo precisa tomar remédio?

    A indicação de remédios raramente tem como objetivo aumentar o HDL, porque estudos mostram que fármacos voltados para isso não geram o mesmo efeito protetor que mudanças no estilo de vida. Quando o HDL está baixo, o tratamento costuma focar nos fatores que causaram o desequilíbrio, como triglicerídeos altos, resistência à insulina, obesidade abdominal, hipertensão ou aumento do LDL.

    Em muitos casos, o cardiologista orienta o uso de estatinas ou outros medicamentos para controlar o LDL, já que o colesterol ruim é o principal fator ligado ao risco cardiovascular. O aumento do HDL costuma aparecer como resultado de uma melhora geral do metabolismo e não como efeito direto de remédios.

    Por que o HDL costuma ser mais baixo em quem fuma?

    O tabagismo aumenta a inflamação sistêmica, reduz atividade de enzimas protetoras e provoca dano direto ao endotélio. Além disso, as substâncias presentes no cigarro interferem na capacidade do organismo de produzir partículas funcionais de HDL. Segundo estudos, fumantes apresentam queda significativa no HDL, e mulheres sofrem impacto ainda maior.

    Quando há abandono definitivo do cigarro, ocorre recuperação progressiva do metabolismo lipídico, e o HDL tende a subir ao longo dos meses.

    Quais alimentos ajudam a elevar o HDL?

    A combinação de fibras com gorduras saudáveis favorece a remoção de gordura dos vasos e potencializa a ação do HDL:

    • Azeite de oliva;
    • Abacate;
    • Amêndoas;
    • Nozes;
    • Castanha-do-pará;
    • Sardinha;
    • Salmão;
    • Atum;
    • Sementes;
    • Feijão;
    • Aveia;
    • Frutas com casca ou bagaço;
    • Vegetais variados.

    Leia mais: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração 

    Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração 

    As metas de níveis de colesterol no Brasil ficaram mais exigentes. Em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e outras entidades atualizaram as diretrizes de dislipidemia para refletir estudos recentes e evidências de que menos colesterol “ruim” significa menor risco de infarto, AVC e outras complicações cardíacas.

    Com isso, os valores de LDL-c (colesterol “ruim”), colesterol não-HDL e lipoproteína(a) foram revisados e ajustados conforme o risco cardiovascular de cada pessoa.

    A ideia é tornar as metas mais individualizadas, ou seja, quem tem risco baixo terá metas diferentes de quem tem risco muito alto ou risco extremo. O novo documento reforça também o uso de exames adicionais como medição de Lipoproteína(a) para refinar a avaliação de risco.

    O que mudou nas metas de colesterol no Brasil em 2025

    As mudanças principais foram:

    • Introdução da categoria risco extremo, além de risco muito alto;
    • Metas de LDL-c mais baixas para todos os grupos de risco;
    • Meta para colesterol não-HDL-c também definida (ou seja, o “colesterol mal total”, que inclui outras frações além do LDL);
    • ApoB passou a ter valores de corte específicos, dependendo do risco;
    • Lp(a) recomendado para dosagem ao menos uma vez na vida, para pessoas com risco elevado ou histórico familiar.

    Tabela comparativa: metas antigas versus metas novas

    Aqui está uma tabela para facilitar a comparação entre os valores antigos e os novos valores de LDL-c / não-HDL-c / apoB conforme a diretriz de 2025 da Sociedade Brasileira de Cardiologia:

    Categoria de risco Meta antiga de LDL-c* Nova meta de LDL-c (2025) Meta de não-HDL-c (2025) Meta de apoB (2025)
    Baixo risco ~ < 130 mg/dL < 115 mg/dL < 145 mg/dL ~ 100 mg/dL
    Risco intermediário ~ < 115–120 mg/dL < 100 mg/dL < 130 mg/dL ~ 90 mg/dL
    Risco alto < 100 mg/dL < 70 mg/dL < 100 mg/dL ~ 70 mg/dL
    Risco muito alto < 70 or < 50 mg/dL (dependia da diretriz) < 50 mg/dL < 80 mg/dL ~ 55 mg/dL
    Risco extremo Não havia categoria oficial < 40 mg/dL < 70 mg/dL ~ 45 mg/dL

    Por que essas metas de colesterol ficaram mais rígidas?

    Há várias razões para toda essa mudança:

    • Há evidência científica crescente de que níveis mais baixos de LDL-c reduzem consideravelmente o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC;
    • Muitos pacientes com risco elevado ou histórico cardíaco não estavam atingindo as metas antigas; com metas mais rígidas, espera-se melhor prevenção;
    • Introdução de novos marcadores ou medidas como Lp(a) e apoB, que ajudam a identificar risco que não aparecia apenas olhando o LDL-c.

    O que isso significa para você

    • Se você for de baixo risco cardiovascular, será solicitado manter o LDL-c abaixo de ~ 115 mg/dL, enquanto antes o valor aceitável era mais alto;
    • Se estiver em risco intermediário, alto ou muito alto, pode ter metas ainda mais rigorosas, como < 70 mg/dL ou < 50 mg/dL;
    • Para quem já teve infarto, AVC ou tem doença multivascular, a categoria de risco extremo implica meta de LDL-c < 40 mg/dL;
    • Além de tomar remédios. quando indicados, aderir ao estilo de vida saudável tornou-se ainda mais importante. Ou seja, cessar tabagismo, ter dieta saudável e fazer atividade física são fundamentais para o tratamento.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Perguntas frequentes sobre as novas metas de colesterol

    1. Todos precisam alcançar essas metas baixas de LDL-c?

    Não. As metas de colesterol dependem do seu risco cardiovascular: idade, histórico de infarto/AVC, doenças associadas, genética. Pessoas com risco baixo têm metas menos rígidas; risco extremo demanda valores muito baixas.

    2. O que é o risco extremo?

    É a nova categoria da diretriz que inclui pessoas que, mesmo usando tratamento potente (como estatinas ou combinação de medicamentos), continuam com aterosclerose ativa, ou já têm doença em várias artérias, ou um evento recente como infarto ou AVC.

    3. Como saber meu LDL, não-HDL ou apoB?

    Você precisa de exames de sangue solicitados pelo médico. Com ele e com o seu histórico de saúde, o especialista vai avaliar qual categoria você se enquadra e indicar o melhor tratamento.

    4. Existe risco em deixar o LDL muito baixo?

    Até hoje, estudos mostram que metas mais baixas de LDL-c são seguras e trazem benefícios, especialmente em risco elevado. Mas como todo tratamento, deve ter acompanhamento médico.

    5. Quanto tempo leva para ver diferença das metas de colesterol mais rígidas?

    Depende de cada pessoa, tratamento e adesão. Mudanças no estilo de vida (dieta, exercício) podem mostrar efeito em semanas a meses. Medicamentos ajudam em meses, mas avaliação contínua é importante.

    6. E se eu já tomo estatina ou medicamento para colesterol, mas não atinjo a nova meta de colesterol?

    O médico pode ajustar tratamento: dose maior, mudar medicamento, combinar com ezetimiba ou outras terapias, sempre considerando segurança, possíveis efeitos colaterais e seu perfil de risco.

    7. Preciso mudar meus hábitos se quero seguir essas metas de colesterol?

    Sim. Alimentação saudável, exercício regular, evitar fumar, controlar peso, glicose e pressão são partes importantíssimas para o controle do colesterol.

    Leia também: Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento

  • Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento 

    Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento 

    O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças do coração, como infarto e AVC. Quando está em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, dificultar a passagem do sangue e aumentar o risco de entupimentos. Por isso, seguir o tratamento para colesterol corretamente é fundamental para prevenir complicações graves e proteger o coração.

    Se os níveis estiverem elevados, portanto, é preciso agir logo. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, se necessário, o uso de medicamentos. A boa notícia? Com acompanhamento e disciplina, é possível reverter o quadro e prevenir complicações.

    Como tratar colesterol alto: 3 métodos comprovados

    Em primeiro lugar, é necessário saber se o colesterol está alto. Isso é feito por meio de exames de sangue simples que medem os níveis de colesterol total, LDL (também conhecido por colesterol “ruim”), HDL (colesterol “bom”) e triglicerídeos, um tipo de gordura também prejudicial ao coração.

    Se identificado o problema, é hora de saber o que fazer para tratar. Conheça os três pilares do tratamento para colesterol alto.

    1. Alimentação saudável: o combustível do coração

    A base de como baixar o colesterol começa no prato. Uma alimentação equilibrada pode reduzir o LDL entre 10% e 30%.

    “Uma alimentação cardioprotetora prioriza o consumo de fibras solúveis, que estão, por exemplo, presentes na aveia, na cevada, nas frutas cítricas e nas leguminosas e formam um gel no intestino que se liga ao colesterol, reduzindo sua absorção. O consumo diário de 5 a 10 g de fibras solúveis pode reduzir o LDL em 5% a 10%”, explica a cardiologista Juliana Aparecida Soares.

    Além das fibras, outros alimentos também são bons para o controle do colesterol:

    • Gorduras boas: azeite extravirgem, abacate, castanhas e peixes como salmão e sardinha.
    • Esteróis vegetais: substâncias presentes em vegetais, oleaginosas, sementes e alimentos funcionais e que ajudam a bloquear a absorção do colesterol no intestino. Dois gramas por dia podem reduzir o LDL em até 10%.

    Evitar alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, macarrão instantâneo, fast-food, embutidos, frituras e excesso de carnes gordurosas também é muito importante para cuidar do coração. Comer em horários certos, com porções equilibradas, ajuda o corpo a funcionar melhor.

    2. Atividade física: o exercício que vale ouro

    Mexer o corpo é tão importante quanto cuidar da alimentação. A atividade física ajuda a:

    • Aumentar colesterol bom
    • Reduzir o colesterol ruim e os triglicerídeos
    • Melhorar a circulação e o funcionamento das artérias

    A recomendação é praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividades aeróbicas, como caminhada rápida, ciclismo ou natação. Também é importante fazer exercícios com pesos de duas a três vezes por semana, como a musculação, por exemplo.

    E se você está começando agora, não se preocupe com a intensidade. É mais importante fazer sempre. “A constância supera a intensidade”, lembra a médica.

    Leia mais: Pressão alta: como controlar com a alimentação

    3. Remédios para colesterol: quando são necessários?

    Nem sempre o estilo de vida é suficiente para controlar o colesterol, especialmente em casos em que o colesterol alto tem base genética ou quando a pessoa já tem histórico de doença cardiovascular. Nesses casos, os remédios entram em cena, sempre indicados por um médico. Conheça quais são os melhores tratamentos para colesterol alto.

    Principais classes de remédios:

    • Estatinas (as mais utilizadas)
    • Fibratos
    • Ezetimibe
    • Terapias mais recentes, como anticorpos monoclonais

    “As estatinas são as mais comuns. Estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas usem essa classe de medicamento para reduzir o colesterol ruim (LDL) em até 50%”, afirma Juliana.

    Estatinas para colesterol: como funcionam e efeitos colaterais

    Elas atuam no fígado, bloqueando uma enzima chamada HMG-CoA redutase, que é essencial na produção de colesterol. Também têm efeito anti-inflamatório e ajudam a estabilizar as placas de gordura nas artérias, o que reduz o risco de infarto e AVC.

    E os efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas tolera bem as estatinas. Os efeitos colaterais mais comuns são:

    • Dores musculares leves (em até 5% dos casos);
    • Alterações nos exames de fígado (raras);
    • Pequeno aumento no açúcar do sangue.

    Alguns fatores aumentam o risco de efeitos adversos: idade avançada, uso de vários remédios, consumo de bebida alcoólica e doenças no fígado ou rins. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável.

    Vale a pena seguir o tratamento para colesterol?

    “Os benefícios são muito maiores do que os riscos”, garante Juliana. As estatinas, por exemplo, não apenas reduzem o colesterol como também prolongam a vida em pessoas que já tiveram infarto ou AVC. E mais: não se deve interromper o tratamento por conta própria sem a orientação do médico.

    Com alimentação balanceada, exercício regular e, se necessário, remédio na dose certa, é possível manter o colesterol sob controle e proteger o coração.

    Perguntas frequentes sobre tratamento para colesterol alto

    1. Todo mundo com colesterol alto precisa tomar estatina?

    Não. Em casos leves, mudanças na alimentação e atividade física podem ser suficientes. O uso de remédios é decidido pelo médico com base no risco cardiovascular.

    2. As estatinas fazem mal para o fígado?

    Elas podem alterar exames do fígado, mas efeitos graves são raros. O médico sempre monitora os resultados.

    3. Quanto tempo leva para baixar o colesterol com remédio?

    Os efeitos das estatinas geralmente começam a ser percebidos em 4 a 6 semanas. O acompanhamento médico com exames é essencial.

    4. Posso parar o remédio se o colesterol baixar?

    Não. O controle depende da continuidade do tratamento. Só o médico pode avaliar se é possível ajustar ou suspender o remédio.

    5. Qual o melhor exercício para baixar o colesterol?

    Caminhada, corrida, natação, bicicleta e dança são ótimas opções. Exercícios com peso também ajudam, principalmente quando combinados com atividades aeróbicas. Antes de começar, porém, é sempre bom consultar um médico para uma avaliação de saúde.

    Leia mais: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

  • Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    O colesterol é muito importante para o corpo, mas em excesso pode ser perigoso. Quando está bem equilibrado, ajuda o organismo a funcionar direito, mas o colesterol alto aumenta o risco de doenças bem graves, como infarto e AVC.

    Neste texto, você vai entender o que é colesterol, os tipos e os principais fatores que contribuem para que ele fique alto, além de aprender o que fazer para resolver esse problema.

    O que é colesterol e por que ele é importante?

    O colesterol é um tipo de gordura produzido pelo próprio organismo e também obtido pela alimentação. Apesar da fama ruim, ele é fundamental: está presente nas membranas das células, participa da produção de hormônios e é necessário para a saúde do corpo. No entanto, é preciso evitar a todo custo o colesterol alto.

    Tipos de colesterol: LDL, HDL e VLDL explicado

    Colesterol LDL: por que é considerado ruim?

    Quando está em excesso, o LDL se acumula nas artérias e pode formar placas que dificultam a passagem do sangue. Quando essas placas bloqueiam a passagem total do sangue é que acontecem infartos e AVC.

    Colesterol HDL: o protetor do coração

    Nem todo colesterol é ruim. O colesterol HDL tem o papel de “limpar” o excesso de colesterol nas artérias e ajudar a proteger o coração.

    VLDL

    O colesterol VLDL transporta triglicerídeos, outra gordura que faz mal ao coração. Quando há VLDL em excesso, sobram triglicérides circulando, o que predispõe ao acúmulo de gordura nas artérias e aumenta o risco cardiovascular.

    Valores de referência para colesterol

    Exame Desejável para população geral Desejável para alto risco cardiovascular Desejável para risco muito alto
    Colesterol Total Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL
    LDL (colesterol “ruim”) Menor que 100 mg/dL Menor que 70 mg/dL Menor que 50 mg/dL
    HDL (colesterol “bom”) ≥ 40 mg/dL (homens) / ≥ 50 mg/dL (mulheres) Igual Igual
    Triglicerídeos Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL
    Não-HDL Menor que 130 mg/dL Menor que 100 mg/dL Menor que 80 mg/dL

    O que causa o colesterol alto?

    As causas do colesterol alto são várias. O problema pode acontecer tanto por maus hábitos de saúde ou por fatores genéticos. Entenda.

    Fatores genéticos

    Algumas pessoas nascem com maior tendência ao colesterol alto, mesmo estando dentro do peso ideal e fazendo uma alimentação saudável. Essa condição é uma herança genética chamada de hipercolesterolemia familiar e afeta cerca de 1 em cada 250 brasileiros.

    Dieta rica em gordura saturada e trans

    Alimentos como fast-food, frituras, carnes gordurosas e produtos industrializados são grandes problemas, pois uma alimentação ruim pode aumentar o LDL em até 25%. E os riscos do colesterol alto são muitos, por isso é importante manter uma boa alimentação.

    Sedentarismo

    A falta de atividade física reduz o HDL, que é o colesterol bom, e dificulta o controle do colesterol ruim. Apenas 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana já fazem diferença.

    Tabagismo e álcool em excesso

    Fumar danifica as artérias e reduz o colesterol bom. O excesso de bebida alcoólica também aumenta os triglicérides, que é péssimo para o coração.

    Envelhecimento e hormônios

    Com o passar dos anos, o corpo tende a produzir mais colesterol. Após a menopausa, muitas mulheres apresentam aumento do LDL.

    Veja também: Pressão alta: como controlar com a alimentação

    Doenças associadas

    Diabetes tipo 2, hipotireoidismo e doenças renais ou hepáticas alteram o metabolismo e aumentam a chance de ter colesterol alto.

    Estresse

    O estresse crônico aumenta o cortisol, um hormônio que interfere no metabolismo das gorduras e pode aumentar os níveis de colesterol.

    Uso de remédios

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, alguns remédios, como corticóides, anticoncepcionais, diuréticos e betabloqueadores, podem contribuir para alterações do colesterol. “É fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso ao investigar causas de colesterol alto”, alerta.

    Como prevenir o colesterol alto?

    O controle do colesterol começa com hábitos saudáveis. Veja os três pilares de prevenção do colesterol alto:

    • Alimentação balanceada: frutas, verduras, grãos integrais, azeite de oliva e peixes são ótimos para ajudar a manter o colesterol sob controle. Evite frituras, embutidos e alimentos industrializados.
    • Exercício físico: caminhar, pedalar, nadar ou dançar ajuda a melhorar os níveis de HDL e controlar o LDL. Lembre-se de ser constante na atividade física.
    • Acompanhamento médico: em alguns casos, pode ser necessário o uso de remédios (como as estatinas), sempre com orientação profissional. Se for o caso do colesterol por herança genética, outros remédios ainda mais específicos também podem ser usados.

    Manter o colesterol em ordem é um passo muito importante para uma vida longa e saudável. O colesterol e o estilo de vida estão muito relacionados.

    Perguntas frequentes sobre colesterol alto

    1. Colesterol alto tem sintomas?

    Na maioria dos casos, não. O colesterol alto é silencioso. Só exames de sangue podem identificar o problema.

    2. Colesterol alto sempre precisa de remédio?

    Nem sempre. Mudanças na alimentação e no estilo de vida muitas vezes são suficientes, mas em alguns casos o médico pode indicar medicamentos.

    3. Qual o nível ideal de colesterol?

    Depende do histórico de saúde da pessoa. Em geral, o LDL deve ficar abaixo de 100 mg/dL. Mas para pessoas com risco cardíaco mais alto, esse número pode ser bem menor. O médico saberá dizer o melhor para cada caso.

    4. Crianças e adolescentes também podem ter colesterol alto?

    Sim. Por isso, é importante criar bons hábitos desde cedo e, quando necessário, fazer exames de rotina.

    5. O que comer para baixar o colesterol?

    Alimentos ricos em fibras (aveia, frutas, leguminosas), ômega-3 (peixes, linhaça) e gorduras boas (abacate, azeite) ajudam no controle do colesterol.

    Leia mais: Como tratar o colesterol alto