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  • 8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele representa uma parcela significativa dos diagnósticos oncológicos, especialmente em países com alta exposição ao sol.

    A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o câncer de pele costuma ter altas taxas de cura. Por isso, prestar atenção em mudanças na pele e reconhecer sinais de alerta é fundamental para procurar avaliação médica no momento certo.

    O que é o câncer de pele?

    O câncer de pele acontece quando células da pele começam a crescer de forma descontrolada.

    Os tipos mais comuns são:

    • Carcinoma basocelular;
    • Carcinoma espinocelular;
    • Melanoma.

    Os dois primeiros são mais frequentes e geralmente têm crescimento mais lento. Já o melanoma é menos comum, mas pode ser mais agressivo.

    8 sintomas de câncer de pele para prestar atenção

    Nem toda pinta ou mancha indica câncer, mas algumas alterações precisam de avaliação médica.

    1. Mancha ou pinta que muda de tamanho

    Mudanças progressivas em uma pinta existente podem ser um sinal de alerta.

    Fique atento se houver:

    • Crescimento progressivo;
    • Alteração na forma;
    • Mudança no relevo.

    2. Bordas irregulares

    Pintas ou manchas com contornos irregulares merecem investigação.

    Os sinais de alerta são:

    • Bordas mal definidas;
    • Formato assimétrico;
    • Contornos irregulares.

    3. Mudança de cor

    Uma pinta que apresenta mais de uma tonalidade pode ser suspeita.

    Observe se aparecem:

    • Tons de marrom diferentes;
    • Áreas pretas ou azuladas;
    • Partes avermelhadas ou esbranquiçadas.

    4. Ferida que não cicatriza

    Lesões que não cicatrizam após algumas semanas devem ser avaliadas.

    Essas feridas podem:

    • Sangrar facilmente;
    • Formar crostas repetidamente;
    • Apresentar crescimento gradual.

    5. Coceira ou dor em uma pinta

    Embora muitas pintas sejam assintomáticas, algumas alterações podem causar:

    • Coceira persistente;
    • Sensibilidade;
    • Dor localizada.

    6. Sangramento espontâneo

    Uma pinta ou lesão que sangra sem trauma merece atenção. Esse sangramento pode ocorrer com:

    • Pequeno toque;
    • Atrito da roupa;
    • Espontaneamente.

    7. Aparecimento de uma nova mancha na pele

    O surgimento de uma nova pinta ou lesão que cresce rapidamente deve ser observado. Principalmente quando ocorre:

    • Após os 30 ou 40 anos;
    • Em áreas expostas ao sol;
    • Com mudança rápida de aparência.

    8. Mancha diferente das outras

    Dermatologistas chamam isso de sinal do patinho feio. Ou seja, uma pinta que parece diferente das demais do corpo.

    Pode apresentar:

    • Tamanho diferente;
    • Cor distinta;
    • Formato incomum.

    Regra do ABCDE do melanoma

    Médicos usam um método simples para avaliar pintas suspeitas.

    A regra do ABCDE inclui:

    • Assimetria;
    • Bordas irregulares;
    • Cor variável;
    • Diâmetro maior que cerca de 6 mm;
    • Evolução ou mudança ao longo do tempo.

    Essa avaliação ajuda a identificar lesões que merecem investigação.

    Quem tem maior risco de câncer de pele?

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de pele. A exposição intensa ao sol ao longo da vida, ter pele clara, histórico familiar da doença, muitas pintas no corpo e histórico de queimaduras solares.

    Quando procurar um dermatologista?

    Procure avaliação médica se notar:

    • Mudança em pintas existentes;
    • Lesões que não cicatrizam;
    • Sangramento sem causa aparente;
    • Surgimento de manchas diferentes das demais.

    O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento bem-sucedido.

    Como prevenir o câncer de pele?

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar protetor solar regularmente;
    • Evitar exposição solar intensa;
    • Utilizar chapéus e roupas de proteção;
    • Evitar câmaras de bronzeamento artificial.

    Essas práticas ajudam a proteger a pele contra danos causados pela radiação ultravioleta.

    Confira: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes sobre câncer de pele

    1. Toda pinta pode virar câncer?

    Não. A maioria das pintas é benigna, mas algumas mudanças devem ser avaliadas.

    2. Câncer de pele dói?

    Nem sempre. Muitas lesões não causam dor.

    3. Mancha que coça pode ser câncer?

    Pode ser um sinal de alerta, mas precisa de avaliação médica.

    4. Pessoas jovens podem ter câncer de pele?

    Sim, embora seja mais comum em adultos mais velhos.

    5. O melanoma é o tipo mais perigoso?

    Sim, porque pode se espalhar para outros órgãos.

    6. Protetor solar previne câncer de pele?

    Ele ajuda a reduzir o risco, especialmente quando usado regularmente.

    7. O câncer de pele tem cura?

    Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. No entanto, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas da pele, embora seja considerado o tipo mais grave por causa da alta capacidade de se espalhar rapidamente para outros órgãos.

    O risco associado ao melanoma não está apenas na sua ocorrência, mas no comportamento agressivo das células tumorais. Mesmo lesões pequenas podem desenvolver metástases precoces, exigindo diagnóstico rápido e tratamento imediato. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é melanoma?

    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis por produzir melanina, o pigmento que dá cor à pele. Ele pode surgir em pintas já existentes ou aparecer como uma nova lesão na pele.

    A principal causa está ligada à exposição excessiva à radiação ultravioleta, principalmente sem proteção adequada.

    De acordo com o oncologista Thiago Chadid, a preocupação maior com esse tipo de tumor é o comportamento altamente agressivo: as células têm grande capacidade de se espalhar rapidamente pela pele e alcançar vasos sanguíneos e linfáticos, favorecendo metástases precoces.

    Em situações raras, uma pinta que deu origem ao melanoma pode regredir sozinha. Nesses casos, o paciente pode apresentar metástases mesmo sem que o tumor primário seja encontrado. A lesão inicial some, mas as células malignas já disseminadas continuam a se multiplicar. O oncologista explica que é um fenômeno pouco comum em outros cânceres de pele, mas que pode ocorrer no melanoma por causa da sua biologia particular.

    O que diferencia o melanoma de outros câncer de pele?

    A principal diferença entre o melanoma e outros cânceres de pele, como o carcinoma basocelular e o espinocelular, está na célula de origem.

    O carcinoma basocelular surge das células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme; o espinocelular aparece nas células escamosas, que produzem queratina. Já o melanoma se desenvolve nos melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele.

    Por causa dessa origem, a análise cuidadosa das pintas, usando critérios como o ABCDE, é especialmente importante para identificar o melanoma. Os carcinomas, por outro lado, tendem a se manifestar como feridas que não cicatrizam, manchas elevadas ou lesões com aspecto perolado.

    Muitas vezes, essas lesões são confundidas com “pintas casquinhas”, embora representem processos completamente diferentes.

    Quais os sintomas do melanoma?

    O melanoma nem sempre causa sintomas no início, e por isso a observação da pele é tão importante. Na maioria dos casos, o sinal mais comum é uma pinta que muda — no tamanho, na forma, na cor ou na textura. Porém, outros sinais podem surgir e merecem atenção.

    Os principais sintomas incluem:

    • Aparição de uma nova pinta com aspecto diferente das demais;
    • Mudança em uma pinta já existente, ficando maior, irregular ou mais escura;
    • Assimetria, quando metade da pinta não se parece com a outra;
    • Bordas irregulares, mal definidas ou serrilhadas;
    • Cores variadas na mesma pinta, como marrom, preto, cinza, vermelho ou branco;
    • Diâmetro maior que 6 mm, embora melanomas pequenos também existam;
    • Evolução rápida, quando a pinta cresce, muda de cor ou começa a se transformar em semanas ou meses;
    • Sangramento, coceira ou dor, sinais que podem indicar inflamação ou avanço da lesão;
    • Aspecto elevado, nodular ou brilhante, especialmente em melanomas mais agressivos.

    Segundo Thiago, o melanoma aparece com mais frequência nas áreas expostas ao sol, como couro cabeludo, face, tronco e costas, já que a radiação ultravioleta é o principal fator desencadeador.

    Ainda assim, o tumor pode surgir em regiões pouco expostas ou totalmente protegidas da luz, como palma das mãos, planta dos pés e unhas — situações em que fatores genéticos costumam ter papel mais relevante.

    Pintas congênitas, presentes desde o nascimento, também podem carregar risco aumentado e precisam de acompanhamento regular.

    Existem, inclusive, casos raros de melanoma em locais sem qualquer exposição solar, como a esclera (parte branca dos olhos) ou o trato gastrointestinal, normalmente ligados a predisposições genéticas ou síndromes hereditárias.

    O que aumenta o risco de melanoma?

    A exposição solar sem proteção é o principal fator de risco do melanoma, porque os raios ultravioleta provocam danos diretos no DNA dos melanócitos, estimulando mutações que podem levar à formação do tumor.

    Contudo, outros fatores também podem aumentar o risco do câncer de pele, como:

    • Queimaduras solares na infância, que aumentam o risco ao longo da vida;
    • Uso de câmaras de bronzeamento artificial, já proibidas no Brasil;
    • Pele clara, com menor produção de melanina;
    • Presença de muitas pintas ou pintas atípicas;
    • Histórico familiar de melanoma;
    • Síndromes genéticas que aumentam predisposição.

    Diagnóstico de melanoma

    O diagnóstico de melanoma é feito principalmente pela avaliação clínica da pele, complementada por exames específicos quando necessário. Quanto mais cedo o diagnóstico é estabelecido, maiores são as chances de cura, já que o tumor pode se espalhar rapidamente.

    O processo começa na consulta com o dermatologista, que examina toda a pele em busca de pintas suspeitas, observando forma, cor, tamanho, bordas e qualquer mudança recente na aparência da lesão.

    A investigação é aprofundada com a dermatoscopia, exame que utiliza um aparelho capaz de ampliar e iluminar a pinta, permitindo visualizar estruturas internas que não são perceptíveis a olho nu. Nesse momento, o médico também aplica os critérios clínicos ABCDE, usados para identificar sinais de alerta:

    • A: Assimetria;
    • B: Bordas irregulares;
    • C: Cores variadas;
    • D: Diâmetro maior que 6 mm (embora melanomas menores existam);
    • E: Evolução, quando a pinta muda rapidamente.

    Quando há suspeita de melanoma, a confirmação é feita por meio de biópsia, que consiste na retirada total ou parcial da lesão para análise no laboratório. O patologista examina o material para determinar se há células malignas e avalia informações importantes, como profundidade e grau de invasão.

    Se o diagnóstico for confirmado, exames adicionais podem ser solicitados para verificar se o tumor se espalhou, como ultrassom de linfonodos, tomografia, ressonância magnética ou PET-CT, dependendo do caso.

    Como é feito o tratamento do melanoma?

    O tratamento do melanoma é definido conforme o estágio da doença, ou seja, o quanto o tumor cresceu e se espalhou. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura e mais simples costuma ser o manejo.

    O primeiro passo é a cirurgia para remover a lesão, feita com margem de segurança ao redor da pinta suspeita. Isso é importante porque o melanoma pode formar extensões microscópicas que não são visíveis a olho nu. Com o diagnóstico de melanoma, muitas vezes é necessário retornar para ampliar a margem cirúrgica, garantindo a retirada completa do tumor.

    Quando a profundidade é maior ou há suspeita de disseminação, pode ser indicada a biópsia do linfonodo sentinela, que verifica se o tumor já começou a se espalhar para os gânglios linfáticos.

    Se existir risco de recidiva após a cirurgia, é utilizado o tratamento adjuvante, que hoje envolve principalmente a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e atacar células tumorais remanescentes.

    Nos casos em que o melanoma já se disseminou para outros órgãos, o tratamento costuma incluir a imunoterapia e terapias alvo, usadas quando o tumor apresenta mutações específicas, como a mutação BRAF, permitindo usar medicamentos direcionados para bloquear sinais de crescimento tumoral.

    É possível prevenir o melanoma?

    A prevenção do melanoma começa com a proteção solar diária e o acompanhamento regular com dermatologista. Quem teve muita exposição ao sol na infância ou adolescência, especialmente quem cresceu nos anos 80 e 90, quando o uso de protetor era menos comum, deve ter ainda mais cuidado, porque queimaduras repetidas aumentam o risco ao longo da vida.

    Também é importante lembrar que pintas de nascença nem sempre são totalmente seguras. Algumas podem ter risco maior e precisam ser observadas de perto ou até removidas preventivamente, de acordo com a avaliação médica.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

    Perguntas frequentes

    1. Por que o melanoma é considerado tão grave?

    A gravidade do melanoma está na facilidade com que ele se espalha pelo corpo. Diferente de outros cânceres de pele, o tumor pode atingir vasos sanguíneos e linfáticos mesmo quando ainda é pequeno.

    Por crescer e se disseminar rápido, se torna mais difícil de controlar em fases avançadas. Por outro lado, quando é descoberto no início, as chances de cura são altas.

    2. Crianças podem ter melanoma?

    Sim, mas é raro. Quando acontece, costuma estar ligado a fatores genéticos, histórico familiar ou pintas de nascença com características diferentes. Por isso, pintas grandes ou irregulares em crianças devem ser avaliadas e acompanhadas por especialistas.

    3. Melanoma tem cura?

    Sim, quando o melanoma é diagnosticado no início, as chances de cura são muito altas. A maior dificuldade está nos casos mais avançados, quando o câncer já se espalhou.

    4. Melanoma pode aparecer nas unhas?

    Sim, o melanoma subungueal pode aparecer como uma faixa escura na unha, que vai crescendo ao longo do tempo. Muitas vezes, é confundido com hematoma, fungo ou machucado, o que pode atrasar o diagnóstico.

    Se a faixa escura for irregular, aumentar de tamanho ou vier acompanhada de sangramento na cutícula, é importante buscar investigação médica.

    5. Melanoma pode voltar após o tratamento?

    Mesmo depois da remoção completa da lesão, ainda existe risco de o melanoma voltar, especialmente quando o tumor era mais profundo ou tinha maior chance de se espalhar. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento regular com o dermatologista e o oncologista.

    6. Quando devo procurar um dermatologista?

    Procure um dermatologista sempre que notar:

    • Uma nova pinta diferente das outras;
    • Mudança rápida em tamanho, cor ou formato;
    • Mancha que sangra ou não cicatriza;
    • Coceira persistente ou dor na região;
    • Também é importante realizar avaliação anual da pele, mesmo sem sintomas, especialmente para quem tem fatores de risco

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros 

    Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros 

    O diagnóstico de carcinoma basocelular é, infelizmente, algo comum no Brasil. Apesar de muitas vezes parecer inofensivo, é necessário ter atenção e diagnóstico precoce. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma, categoria que inclui o carcinoma basocelular (CBC) e o espinocelular, representa aproximadamente 30% de todos os tumores malignos no país, com centenas de milhares de casos por ano. 

    Dentro desse grupo, o carcinoma basocelular é o tipo mais comum e corresponde a cerca de 70% a 80% dos cânceres de pele não melanoma. Ele cresce lentamente e raramente se espalha para outros órgãos, mas pode causar destruição local importante se não tratado. Por isso, reconhecer os sinais e entender como prevenir é bem importante. 

    O que é o carcinoma basocelular? 

    O carcinoma basocelular é um câncer de pele que se origina nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme. É um câncer que tem origem na exposição cumulativa (e intermitente) ao sol (ou radiação UV) ao longo da vida, especialmente em pessoas de pele mais clara. 

    Embora seja considerado o tipo menos agressivo de câncer de pele, ele ainda é um tumor maligno e não deve ser ignorado, pois pode crescer e invadir tecidos próximos, como cartilagem, músculos e até ossos, dependendo da localização. 

    Fatores de risco 

    Algumas coisas aumentam o risco de desenvolver carcinoma basocelular: 

    • Exposição solar intensa ou cumulativa, principalmente ao longo da vida; 
    • Pele clara, olhos claros, cabelos claros; 
    • Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele; 
    • Uso frequente de câmaras de bronzeamento UV (que hoje são proibidas no Brasil); 
    • Ter muitas pintas, sinais ou sardas; 
    • Estar acima dos 40 anos; 
    • Cicatrizes antigas ou áreas da pele previamente lesionadas. 

    Sinais e sintomas: como identificar 

    O carcinoma basocelular costuma se manifestar como: 

    Lesões típicas 

    • Pérolas na pele: pequenas elevações brilhantes, translúcidas ou rosadas; 
    • Feridas que não cicatrizam, durando mais de 4 semanas; 
    • Lesões que sangram facilmente; 
    • Manchas rosadas ou avermelhadas que descamam; 
    • Pequenos nódulos com vasinhos visíveis (telangiectasias); 
    • Lesões enegrecidas que podem ser confundidas com pintas, mas que mudam com o tempo. 

    O carcinoma basocelular costuma aparecer principalmente em áreas expostas ao sol, como: 

    • Rosto; 
    • Nariz; 
    • Orelhas; 
    • Pescoço; 
    • Couro cabeludo careca; 
    • Ombros; 
    • Dorso das mãos. 

    É comum que a pessoa não sinta dor, por isso muitos adiam a busca por ajuda. 

    Diagnóstico 

    O diagnóstico é feito por avaliação dermatológica e confirmado por biópsia. 

    O dermatoscópio, aparelho usado pelo dermatologista, ajuda a identificar padrões característicos da lesão. Em alguns casos, exames de imagem podem ser usados para lesões maiores ou mais profundas. 

    Tratamento 

    O tratamento depende do tamanho, da localização e do tipo histológico do tumor. As opções são: 

    Cirurgia (a mais comum e eficaz) 

    • Excisão cirúrgica: remove o tumor com margem de segurança. 
    • Cirurgia de Mohs: técnica mais precisa, indicada para áreas nobres do rosto, recidivas ou tumores agressivos. 

    Tratamentos não cirúrgicos 

    • Curetagem e eletrocoagulação (casos pequenos); 
    • Crioterapia (congelamento); 
    • Terapia fotodinâmica; 
    • Cremes imunomoduladores (como imiquimode) em lesões muito superficiais; 
    • Radioterapia para casos específicos. 

    Com diagnóstico precoce, o índice de cura é superior a 95%. 

    Prevenção: o que realmente funciona 

    Proteção solar diária 

    • Use protetor com FPS 30 ou mais; 
    • Reaplique a cada 2 horas; 
    • Evite sol das 10h às 16h. 

    Hábitos que reduzem o risco 

    • Use chapéu, óculos escuros e roupas com proteção UV; 
    • Faça autoexame da pele; 
    • Consulte um dermatologista ao menos 1 vez ao ano. 

    Pessoas com risco elevado 

    Devem ter acompanhamento mais frequente, especialmente quem já teve câncer de pele. 

    Expectativa e qualidade de vida 

    A maior parte das pessoas com carcinoma basocelular tem excelente resultado quando trata precocemente. O risco aumenta apenas quando a lesão é ignorada por meses ou anos. 

    Com seguimento certo, exames regulares e proteção solar contínua, a chance de complicações é mínima. 

    Confira: Vacinas contra o câncer: o que está sendo testado (e o que esperar)

    Perguntas frequentes sobre carcinoma basocelular 

    1. Carcinoma basocelular é câncer? 

    Sim, é um tipo de câncer de pele. É o mais comum e o menos agressivo, mas precisa de tratamento. 

    2. Ele se espalha para outros órgãos? 

    É extremamente raro. O risco maior é destruição local se não for tratado. 

    3. Toda ferida que não cicatriza pode ser câncer? 

    Não sempre, mas é um sinal de alerta. Deve ser avaliada por um dermatologista. 

    4. Protetor solar realmente previne câncer de pele? 

    Sim. Reduz significativamente o risco de carcinoma basocelular e outras lesões causadas pelo sol. 

    5. Quem já teve carcinoma basocelular pode ter de novo? 

    Sim. O risco é maior após o primeiro diagnóstico. Por isso o acompanhamento anual é tão importante. 

    6. É preciso fazer quimioterapia? 

    Quase nunca. O tratamento costuma ser local, principalmente cirúrgico. 

    7. Lesões pequenas podem ser graves? 

    Podem crescer e invadir estruturas vizinhas com o tempo. Mesmo lesões pequenas devem ser tratadas. 

    Veja mais: Câncer agressivo: o que significa e quais fatores determinam