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  • ‘Tinha 34 anos e descobri num exame de rotina’: uma jornada contra o câncer de mama

    ‘Tinha 34 anos e descobri num exame de rotina’: uma jornada contra o câncer de mama

    O diagnóstico de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos ainda é considerado raro, correspondendo a cerca de 10% dos casos registrados no Brasil. Por isso, muitas vezes o susto é ainda maior — afinal, é uma fase da vida em que a rotina, os planos e o corpo estão em plena atividade.

    Foi nesse cenário que Rebeca Torres, aos 34 anos, descobriu o câncer de mama durante um exame de rotina, algo que ela sempre manteve por precaução, já que sua avó também havia enfrentado a doença.

    Ela fazia acompanhamentos regulares com o ginecologista e, em uma consulta de rotina, a médica identificou uma alteração no ultrassom. O pedido de uma mamografia imediata revelou um tumor de apenas um centímetro, imperceptível ao toque.

    “Isso é algo que eu sempre falo para as mulheres que eu conheço, as minhas amigas, da importância do exame e de ir ao médico — e não só do autoexame. Porque, no meu caso, mesmo diagnosticada, não dava para saber. Então o exame foi essencial”, conta Rebeca.

    O autoexame das mamas é uma prática simples em que a mulher observa e toca os próprios seios para conhecer melhor o corpo e perceber possíveis alterações, como nódulos, retrações ou secreções. Apesar de ser importante para o autoconhecimento, ele não substitui os exames de rastreamento, como a mamografia, já que nem sempre um tumor é palpável, especialmente nos estágios iniciais.

    O tratamento de câncer de mama e o recomeço

    A partir do diagnóstico, Rebeca iniciou um plano de tratamento completo. Foi submetida a uma cirurgia conservadora, na qual retirou o quadrante da mama afetada, seguida por quatro sessões de quimioterapia e 25 sessões de radioterapia.

    A quimioterapia é um tratamento realizado com medicamentos que circulam pelo sangue e ajudam a eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes após a cirurgia. Já a radioterapia utiliza radiação em doses controladas para destruir células doentes que ainda possam estar presentes na região da mama, reduzindo o risco de recidiva.

    O processo foi desgastante, mas Rebeca encontrou formas de lidar com os efeitos colaterais, como a queda de cabelo.

    “Eu não perdi 100% do cabelo porque fiz a crioterapia, aquela touca geladinha. Dói muito, é um processo bem desgastante, mas foi tudo bem”, relata.

    A crioterapia consiste em resfriar o couro cabeludo durante a quimioterapia. O frio provoca contração dos vasos sanguíneos, reduzindo a quantidade de medicamento que chega aos folículos capilares e diminuindo a queda de cabelo.

    Entendendo o tipo de câncer

    Rebeca foi diagnosticada com o tipo Luminal A — um subtipo considerado menos agressivo, por ser hormonalmente dependente. Isso significa que o crescimento do tumor estava relacionado aos hormônios femininos, como estrogênio e progesterona.

    É um tipo que costuma responder bem aos tratamentos hormonais, especialmente quando descoberto precocemente.

    Ela iniciou o uso de medicamentos como o Zoladex já no primeiro dia da quimioterapia. O fármaco bloqueia a ação dos hormônios e impede que substâncias do próprio corpo estimulem o crescimento das células tumorais. Aos 34 anos, entrou em menopausa induzida.

    “Os médicos falam: se você entrar na menopausa por conta da quimioterapia, não retorna mais [o ciclo menstrual], mesmo depois que parar o tratamento. Se você ficar menopausada por conta da medicação, há uma chance de voltar depois”, conta.

    Antes de iniciar o tratamento, Rebeca congelou os óvulos como medida de preservação da fertilidade.

    “Eu não queria ter filhos antes, mas eles recomendaram, é importante. A gente não sabe o dia de amanhã”, diz.

    Um grande milagre (e vitória) na vida de Rebeca

    Depois de concluir o tratamento e seguir com medicação contínua, Rebeca se casou e, com orientação médica, fez uma pausa temporária para tentar engravidar.

    “Eu parei a medicação por um tempo de pelo menos 6 meses, sem o tamoxifeno, para poder tirar do corpo e começar o processo para engravidar. Acabou que eu não precisei fazer fertilização, e engravidei naturalmente. Foi uma super vitória para mim”, relata.

    A gestação foi saudável, acompanhada de perto pelos médicos. Rebeca deu à luz um menino, que hoje tem dois anos. Ela conseguiu amamentar por seis meses com a mama que não foi operada.

    Após esse período, retomou o tratamento com tamoxifeno e Zoladex, agora associado a um inibidor de aromatase.

    Os desafios da menopausa precoce (e do tratamento)

    No tratamento de câncer de mama, a combinação de medicamentos pode levar o corpo a um estado semelhante à menopausa. Sintomas como ondas de calor, insônia, irritabilidade e alterações de humor tornam-se frequentes.

    “A mulher que teve tumor ginecológico, que tem a menopausa precoce, passa por uma série de desafios. Nada é mais desafiador que o câncer, mas a qualidade de vida muda — o sono, a vida, o humor, a disposição, tudo”, explica Rebeca.

    Durante a quimioterapia, ela enfrentou dores ósseas e fraqueza. Com o tempo, retomou gradualmente suas atividades.

    “Ficar um ano em tratamento, para mim, foi bem desafiador. Tinha dias bons, tinha ruins, tinha dias sem sintomas, dias com sintoma. É muito comum você ouvir um paciente de câncer falar que a vida é outra”, conta.

    Por fim, a vontade de viver e aproveitar cada momento

    Rebeca afirma que o diagnóstico mudou sua forma de enxergar a vida. Passou a valorizar mais o tempo, a família e as experiências.

    “Cada paciente pode ver de uma forma, mas me trouxe muito mais alegria em viver e muito mais disposição para aproveitar tudo o que ainda tenho”, relata.

    Durante o tratamento, fez uma lista de sonhos e experiências que gostaria de viver. Muitos já foram realizados — e novos continuam sendo adicionados.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Quando o rastreamento de câncer de mama deve começar?

    A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos. Já o Ministério da Saúde orienta:

    • 40 a 49 anos: exame disponível mediante solicitação médica;
    • 50 a 74 anos: mamografia a cada dois anos, mesmo sem sintomas;
    • Acima de 74 anos: decisão individualizada.

    Quando há alterações suspeitas (como BI-RADS 3), pode ser indicada repetição do exame em seis meses para acompanhamento.

    Mulheres com histórico familiar de primeiro grau devem iniciar o rastreamento dez anos antes da idade em que o familiar recebeu o diagnóstico.

    Quanto tempo deve durar o acompanhamento?

    Após o tratamento, o tempo de acompanhamento depende do subtipo do tumor.

    Casos HER2 positivo ou triplo negativo costumam ser monitorados por cerca de cinco anos. Já tumores com receptores hormonais positivos podem exigir acompanhamento prolongado, pois o risco de recidiva pode existir mesmo após 10 ou 20 anos.

    Consultas regulares e exames periódicos são fundamentais para garantir controle e qualidade de vida.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    No Brasil, o câncer de mama é o tipo de tumor maligno mais comum em mulheres, depois do não-melanoma — e responde por aproximadamente 28% de todos os novos casos de câncer entre elas. Ele também pode ocorrer em homens, mas é bastante raro e representa menos de 1% dos casos totais da doença.

    Ele pode ser descoberto ainda no começo, na maioria dos casos, o que aumenta as chances de fazer um tratamento mais leve e com bons resultados. Logo, compreender como a doença se manifesta e os principais sintomas é importante para o diagnóstico precoce. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é câncer de mama?

    O câncer de mama é uma doença que resulta da multiplicação anormal e descontrolada das células da mama, que formam um tumor capaz de invadir tecidos vizinhos e, em casos mais graves, se espalhar para outros órgãos.

    De acordo com o oncologista Thiago Chadid, a glândula mamária pode ser comparada a uma árvore: os dutos lactíferos seriam os “troncos”, e os lóbulos, onde o leite é produzido, seriam as “copas”. As alterações genéticas podem surgir em qualquer parte desta estrutura, dando origem a diferentes tipos de tumores.

    Nesse sentido, nem todos os tumores mamários são iguais! Existem tumores que crescem de forma lenta e localizada, com bom prognóstico, e outros que evoluem rapidamente e exigem tratamento mais intenso. Por isso, cada paciente tem um tipo de câncer de mama com características próprias — o que justifica a importância de uma avaliação individualizada.

    Tipos de câncer de mama

    Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama, e cada um apresenta características próprias, como local de origem, velocidade de crescimento e resposta ao tratamento.

    A principal divisão é entre os tumores invasivos (ou infiltrantes), que se espalham para tecidos próximos, e os não invasivos (ou in situ), que permanecem restritos ao local de origem.

    A diferenciação é importante porque influencia diretamente a escolha do tratamento e o prognóstico.

    Carcinoma ductal

    O carcinoma ductal é o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos de câncer de mama. Ele se origina nos dutos mamários, canais que conduzem o leite até o mamilo.

    Quando está em fase inicial, ainda restrito ao ducto, recebe o nome de carcinoma ductal in situ (CDIS). Nessa fase, o tumor ainda não invadiu tecidos vizinhos e tem altas chances de cura.

    Já o carcinoma ductal invasivo ocorre quando as células anormais rompem as paredes do ducto e começam a infiltrar o tecido mamário. Ele costuma ser mais agressivo e requer tratamento combinado, com cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, hormonioterapia.

    Carcinoma lobular

    O carcinoma lobular representa cerca de 10% dos casos, e surge nos lóbulos, pequenas glândulas produtoras de leite.

    O carcinoma lobular in situ (CLIS), apesar do nome, não é considerado propriamente um câncer, e sim um marcador de risco aumentado. Ele indica que há maior probabilidade de desenvolver câncer em uma ou ambas as mamas no futuro.

    Já o carcinoma lobular invasivo tende a ser mais discreto nas imagens e, por isso, pode ser diagnosticado um pouco mais tarde. Em compensação, tem comportamento mais lento e costuma responder bem à hormonioterapia, quando há receptores hormonais positivos.

    Câncer de mama triplo negativo

    O câncer de mama triplo negativo é aquele que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona nem da proteína HER2. Ele corresponde a 10% a 15% dos casos e tende a ser mais agressivo e de crescimento rápido.

    Também afeta com maior frequência mulheres mais jovens e, em alguns casos, está associado a mutações hereditárias, como as do gene BRCA1.

    Câncer de mama inflamatório

    O câncer de mama inflamatório é um tipo raro e agressivo de câncer invasivo. Ele acontece quando as células cancerígenas bloqueiam os vasos linfáticos da pele, fazendo com que a mama fique vermelha, inchada e quente, como se estivesse inflamada. A pele pode ficar mais grossa e com aparência de casca de laranja.

    Esse tipo de câncer costuma crescer rápido e pode ser confundido com uma infecção na mama, o que atrasa o diagnóstico. Ele representa de 1% a 5% dos casos e precisa de tratamento rápido, normalmente com quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

    Tipos menos incidentes de câncer de mama

    • Doença de Paget: começa nos ductos mamários e se espalha para a pele do mamilo e da aréola. É rara, representando entre 1% e 3% dos casos;
    • Angiossarcoma: representa menos de 1% dos casos de câncer de mama, e surge nas células que revestem os vasos sanguíneos ou linfáticos. Em alguns casos, aparece após radioterapia nessa região;
    • Tumor filoide: muito raro, desenvolve-se no estroma (tecido conjuntivo) da mama. A maioria é benigna, mas alguns podem se tornar malignos.

    Sintomas do câncer de mama

    O sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo (caroço) na mama, geralmente duro, irregular e indolor. Mas nem sempre o tumor provoca dor — por isso, a ausência dela não significa que está tudo bem.

    Outros sinais para ficar atenta(o):

    • Alterações na pele da mama, que pode ficar vermelha, inchada ou com aspecto de casca de laranja;
    • Retração ou inversão do mamilo;
    • Secreção espontânea pelo mamilo (transparente, rosada ou com sangue);
    • Feridas, descamações ou úlceras no mamilo;
    • Dor local persistente;
    • Inchaço ou caroços nas axilas;
    • Diferença no tamanho ou formato das mamas.

    Os sinais nem sempre indicam câncer, pois existem doenças benignas que causam sintomas semelhantes. No entanto, qualquer alteração suspeita deve ser avaliada por um médico o quanto antes.

    Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

    O desenvolvimento do câncer de mama envolve uma combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Segundo o INCA, os principais fatores de risco são:

    Comportamentais e ambientais

    • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
    • Sedentarismo;
    • Consumo regular de bebidas alcoólicas;
    • Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X e tomografias).

    Reprodutivos e hormonais

    • Primeira menstruação antes dos 12 anos;
    • Não ter tido filhos;
    • Primeira gravidez após os 30 anos;
    • Menopausa após os 55 anos;
    • Uso prolongado de anticoncepcionais orais;
    • Terapia de reposição hormonal por mais de cinco anos.

    Genéticos e hereditários

    • Histórico de câncer de mama ou de ovário em familiares de primeiro grau (mãe, irmã, filha), principalmente antes dos 50 anos;
    • Alterações herdadas nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam o risco da doença.

    Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa terá câncer de mama, mas indica que ela deve redobrar o cuidado com os exames preventivos e manter hábitos saudáveis.

    Diagnóstico de câncer de mama

    O diagnóstico começa com avaliação clínica. Ao identificar um nódulo ou alteração suspeita, o médico solicita exames de imagem — como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

    A confirmação se faz por biópsia, com análise microscópica do tecido suspeito. O patologista identifica tipo tumoral e características como receptores hormonais e HER2. Quando necessário, exames como FISH e painéis genéticos ajudam a definir a melhor terapia.

    Diagnóstico precoce é determinante: quanto mais cedo o tumor é descoberto, maiores as chances de cura e menor a necessidade de tratamentos agressivos.

    Para quem a mamografia é indicada?

    A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda exame anual a partir de 40 anos. Já o SUS orienta:

    • 40 a 49 anos: disponível, fora do rastreamento populacional. Realiza-se por solicitação médica ou iniciativa da paciente;
    • 50 a 74 anos: rastreamento bienal (a cada dois anos), mesmo sem sintomas;
    • Acima de 74 anos: decisão individualizada conforme saúde e expectativa de vida.

    Quem tem familiar de primeiro grau com câncer de mama deve iniciar o rastreamento 10 anos antes da idade do diagnóstico desse familiar.

    Como é feito o tratamento de câncer de mama?

    O tratamento é individualizado, considerando tipo/estágio do tumor, receptores hormonais, risco de metástase e condições clínicas.

    • Tratamento local: cirurgia (parcial ou total) e, muitas vezes, radioterapia;
    • Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo e imunoterapia.

    Quando o tumor é grande, pode-se iniciar com terapia sistêmica (neoadjuvante) para reduzir o tamanho e permitir cirurgia mais conservadora. Em doença metastática, o tratamento sistêmico é essencial para controle e alívio de sintomas.

    Nem todas as pacientes precisam de quimioterapia. Testes genômicos (como Oncotype DX e MammaPrint) ajudam a selecionar quem realmente se beneficiará, evitando toxicidades desnecessárias.

    Leia também: Metástase: o que é, sintomas, como surge e se tem cura

    Cuidados e acompanhamento do câncer de mama

    Após o tratamento, o seguimento varia conforme o subtipo:

    • HER2 positivo ou triplo negativo: monitorados por ~5 anos; sem recidiva nesse período, considera-se cura;
    • Receptor hormonal positivo: bom prognóstico, porém risco de recidiva tardia — seguimento prolongado com consultas e exames periódicos.

    Fisioterapia e reabilitação

    A cirurgia pode afetar músculos, nervos e mobilidade do ombro/ braço (especialmente com retirada de linfonodos). A fisioterapia oncológica auxilia na recuperação, previne e trata linfedema, melhora circulação e postura e favorece a autonomia no dia a dia.

    Cuidado da autoestima

    Queda de cabelo, cicatrizes e mastectomia impactam a autoimagem. Busque estratégias que tragam conforto (lenços, turbantes, laces ou visual natural), atividades prazerosas e rede de apoio. Se houver tristeza persistente, insônia ou ansiedade, procure suporte psicológico/psiquiátrico.

    Sexualidade durante o tratamento

    Mudanças físicas e emocionais podem reduzir o desejo. Respeite seu tempo, reconecte-se ao corpo de forma gentil e converse com o(a) parceiro(a). A terapia pode ajudar a lidar com fatores emocionais e a redescobrir o prazer.

    Reconstrução mamária e alternativas

    A reconstrução restaura a forma e aparência da mama após mastectomia ou cirurgia conservadora, contribuindo para autoestima e equilíbrio corporal. Onde o acesso cirúrgico é limitado, próteses externas são alternativa segura e confortável até que a reconstrução seja possível.

    Câncer de mama tem cura?

    Sim, especialmente quando diagnosticado precocemente. Mesmo em casos avançados, as terapias atuais permitem controle da doença e anos de vida com qualidade.

    É possível prevenir o câncer de mama?

    Não há prevenção absoluta, mas é possível reduzir o risco. Segundo o INCA, até 28% dos casos poderiam ser evitados com:

    • Manter o peso corporal adequado;
    • Praticar atividades físicas regularmente;
    • Evitar bebidas alcoólicas;
    • Amamentar pelo maior tempo possível;
    • Não fumar e evitar o tabagismo passivo.

    Leia também: Autoexame: como detectar precocemente diferentes tipos de câncer

    Perguntas frequentes sobre câncer de mama

    1. O câncer de mama sempre causa dor?

    Na maioria das vezes, não. O nódulo inicial costuma ser indolor. A ausência de dor não exclui doença; alterações devem ser avaliadas por médico.

    2. O câncer de mama pode aparecer em mulheres jovens?

    Sim. Embora mais comum após os 50 anos, pode ocorrer em jovens, sobretudo com histórico familiar ou mutações genéticas (BRCA1/2). Nesses casos, o rastreamento pode começar antes dos 40.

    3. A reconstrução da mama é obrigatória após a mastectomia?

    Não. É uma decisão pessoal, conforme tipo de cirurgia, condições clínicas e desejo da paciente. Próteses externas são opção segura quando a reconstrução não é imediata.

    4. A reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama?

    Pode aumentar, sobretudo com terapia combinada (estrogênio + progesterona) por períodos prolongados (>5 anos). A decisão deve ser individualizada e acompanhada por ginecologista, com mamografias regulares.

    5. O que é radioterapia?

    Terapia local com radiação para eliminar células remanescentes e reduzir recidiva, frequentemente indicada após cirurgias conservadoras ou em tumores/agressividade maiores. Sessões diárias por algumas semanas, indolor.

    6. Posso fazer atividades físicas durante o tratamento?

    Sim, com orientação médica. Exercícios leves a moderados (caminhada, ioga, alongamento, pilates) melhoram disposição, controlam peso e reduzem efeitos colaterais. Respeite seus limites.

    7. Como lidar com a menopausa induzida pelo tratamento?

    Há estratégias seguras: lubrificantes vaginais, roupas leves, técnicas de relaxamento e acompanhamento médico. Converse com o oncologista sobre opções adequadas para o seu caso.

    8. O que é câncer de mama metastático?

    É quando células do tumor mamário se espalham para outros órgãos (ossos, pulmões, fígado, cérebro). Mesmo à distância, mantém as características do câncer de mama e é tratado como tal.

    Confira: 7 sintomas iniciais de câncer que não devem ser ignorados