Tag: câncer colorretal

  • 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, está entre os tipos mais comuns no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele figura entre os três mais incidentes tanto em homens quanto em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. A boa notícia é que, diferente de outros tumores, ele pode ser amplamente prevenido.

    Grande parte dos casos está relacionada a fatores modificáveis, como alimentação, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Além disso, o rastreamento permite identificar lesões precursoras antes que se transformem em câncer. Ou seja: informação e prevenção salvam vidas.

    O que é o câncer colorretal?

    O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto. Na maioria das vezes, começa como pequenos pólipos, que são lesões benignas que podem crescer lentamente ao longo dos anos e, se não removidas, evoluir para câncer.

    É justamente essa evolução lenta que permite a prevenção por meio de exames de rastreamento.

    10 formas de prevenir o câncer colorretal

    1. Realizar exames de rastreamento na idade recomendada

    O rastreamento é a principal estratégia preventiva. Diretrizes internacionais recomendam iniciar exames aos 45 ou 50 anos (dependendo do país), mesmo sem sintomas.

    Os principais exames são:

    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
    • Colonoscopia.

    Pessoas com histórico familiar devem iniciar antes, conforme orientação médica.

    2. Manter alimentação rica em fibras

    Fibras presentes em frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais ajudam no funcionamento intestinal e estão associadas a menor risco de câncer colorretal.

    3. Reduzir o consumo de carnes processadas

    Carnes processadas (como salsicha, bacon, presunto e embutidos) são classificadas pela Organização Mundial da Saúde como carcinogênicas para o intestino. O ideal é evitar.

    Carnes vermelhas também devem ser consumidas com moderação.

    4. Praticar atividade física regularmente

    O sedentarismo está associado a maior risco de câncer colorretal. A atividade física regular ajuda no controle do peso, da inflamação e do metabolismo.

    A recomendação geral é pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada.

    5. Manter peso saudável

    A obesidade aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal, especialmente em homens.

    6. Evitar o tabagismo

    Fumar não está relacionado apenas ao câncer de pulmão. O tabagismo também aumenta o risco de câncer colorretal e de pólipos intestinais.

    7. Reduzir o consumo de álcool

    O consumo frequente e excessivo de álcool está associado a maior risco de câncer de intestino.

    8. Controlar doenças inflamatórias intestinais

    Pessoas com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn devem manter acompanhamento rigoroso, pois o risco é maior.

    9. Conhecer o histórico familiar

    Ter parentes de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco. Nesses casos, o rastreamento deve começar mais cedo.

    10. Não ignorar sinais e sintomas

    Embora o objetivo seja prevenir, é fundamental procurar avaliação médica se houver:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração persistente do hábito intestinal;
    • Dor abdominal contínua;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia.

    Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura.

    O câncer colorretal pode ser totalmente evitado?

    Nem todos os casos são preveníveis, especialmente os relacionados à predisposição genética. No entanto, estudos mostram que grande parte poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e adesão ao rastreamento adequado.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes sobre prevenção do câncer colorretal

    1. Câncer colorretal dá sintomas no início?

    Geralmente não. Por isso o rastreamento é tão importante.

    2. Colonoscopia dói?

    O exame é feito com sedação, o que reduz significativamente o desconforto.

    3. Sangue nas fezes sempre é câncer?

    Não, mas deve sempre ser investigado por um profissional de saúde.

    4. Jovens podem ter câncer colorretal?

    Sim, embora seja mais comum após os 50 anos, casos em pessoas mais jovens têm aumentado.

    5. Comer carne causa câncer?

    O consumo excessivo, especialmente de carnes processadas, está associado a maior risco.

    6. Exercício realmente protege?

    Sim, a prática regular de atividade física está associada a menor incidência de câncer colorretal.

    7. Quem tem histórico familiar deve fazer exame antes dos 50?

    Sim. O início do rastreamento deve ser antecipado conforme orientação médica.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

    Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

    Sendo o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil, atrás apenas do câncer de mama e próstata, o câncer colorretal se forma no intestino grosso, a partir do crescimento anormal de células na parede interna do intestino, formando pólipos — pequenas lesões benignas que, com o tempo, podem sofrer mutações e se tornar malignas.

    Por ter um crescimento lento, o rastreamento permite detectar alterações no intestino ainda em fase inicial, aumentando as chances de tratamento e recuperação. Vamos entender, a seguir, como a doença se manifesta e quais exames são importantes para o diagnóstico.

    O que é câncer colorretal?

    O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é um tipo de tumor que se forma no intestino grosso, especialmente no cólon ou no reto. Ele costuma surgir a partir de pequenos pólipos — lesões benignas que se desenvolvem na parede interna do intestino.

    Com o tempo, o cardiologista Thiago Chadid explica que o pólipo pode evoluir. Primeiro, surge o pólipo hiperplásico, que é uma pequena elevação benigna e sem risco de virar câncer. Depois, ele pode se transformar em um adenoma, um tipo de pólipo que já tem potencial de se tornar maligno. O adenoma pode variar em gravidade — quanto mais alterações ele apresenta nas células, maior é o risco de evoluir para um câncer colorretal (adenocarcinoma).

    Quando o adenoma é pouco diferenciado (grau 3), o risco de progressão é alto, indicando que o tumor está prestes a se tornar invasivo. Também existem mutações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolvimento do câncer de intestino, podendo ser hereditárias ou adquiridas ao longo da vida.

    Por ter uma evolução mais lenta, é possível detectar e tratar ainda em estágios iniciais por meio de exames preventivos, como a colonoscopia, que permite visualizar o interior do intestino e remover pólipos antes que se tornem perigosos.

    Quais as causas do câncer colorretal?

    O câncer de intestino é causado por um conjunto de fatores que aumentam as chances de mutações no DNA das células do cólon e do reto, como:

    • Alimentação rica em carne vermelha e embutidos (como salsicha, bacon e presunto);
    • Baixo consumo de frutas, verduras, legumes e fibras;
    • Sedentarismo e falta de atividade física regular;
    • Excesso de peso e obesidade;
    • Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
    • Tabagismo;
    • Idade acima de 50 anos;
    • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como colite ulcerativa e doença de Crohn;
    • Alterações genéticas hereditárias (como síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar).

    Pessoas com diverticulite têm mais risco de câncer de intestino?

    A resposta é não! De acordo com Thiago, a presença de divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do intestino, não aumenta o risco de câncer. Eles podem inflamar e causar diverticulite, mas a inflamação não tem relação com o surgimento de pólipos ou tumores.

    Os divertículos são pequenas bolsas que se projetam para fora da parede intestinal, enquanto os pólipos são elevações que crescem para dentro do intestino. Por isso, são alterações distintas, com origens e comportamentos completamente diferentes.

    Sintomas do câncer colorretal

    O câncer colorretal normalmente não apresenta sintomas nos estágios iniciais, mas com o avanço do tumor, eles começam a surgir de forma mais evidente. De acordo com Thiago, os sintomas variam de acordo com a localização do tumor.

    No lado direito, os sinais costumam ser mais discretos:

    • Alterações no hábito intestinal, como prisão de ventre alternando com diarreia leve;
    • Cólicas;
    • Sensação de inchaço;
    • Sangramento oculto.

    Já no lado esquerdo, eles são mais evidentes:

    • Sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro);
    • Dor ou desconforto abdominal frequente;
    • Perda de peso sem motivo aparente;
    • Febre;
    • Infecções intestinais recorrentes;
    • Fezes mais finas e afiladas.

    Como é feito o diagnóstico de câncer colorretal?

    O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais que permitem observar o interior do intestino e identificar alterações.

    Os principais exames incluem:

    • Colonoscopia: exame principal para visualizar o intestino e remover pólipos.
    • Exame de sangue oculto nas fezes: identifica pequenas quantidades de sangue.
    • Biópsia: feita durante a colonoscopia para confirmar células cancerígenas.

    Exames complementares como tomografia e ressonância podem ser solicitados para avaliar a extensão do tumor.

    Rastreamento de câncer colorretal

    O rastreamento é fundamental, principalmente para pessoas entre 50 e 75 anos — ou a partir dos 45 anos, segundo sociedades médicas.

    A frequência depende do tipo de pólipo encontrado. Em casos de alto risco, o controle deve ser feito em um ano.

    Exame de sangue oculto nas fezes substitui a colonoscopia?

    Não. Ele é um exame de triagem. Um resultado positivo indica a necessidade de colonoscopia.

    Como é feito o tratamento de câncer colorretal?

    O tratamento depende do estágio e da localização do tumor. As principais abordagens incluem:

    • Cirurgia — tratamento principal;
    • Quimioterapia — antes ou depois da cirurgia;
    • Radioterapia — especialmente para tumores de reto;
    • Terapias-alvo e imunoterapia — indicadas em casos específicos.

    Câncer colorretal tem cura?

    Sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. A taxa de sobrevida em cinco anos pode chegar a 90%.

    Câncer de intestino costuma gerar metástases com frequência?

    Isso depende da localização do tumor. Tumores do cólon esquerdo e reto alto costumam metastatizar para o fígado; tumores do reto baixo, para o pulmão.

    Metástases isoladas podem, em alguns casos, ser tratadas com cirurgia ou ablação.

    É possível prevenir o câncer colorretal?

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Praticar atividade física;
    • Manter o peso adequado;
    • Basear a alimentação em alimentos naturais;
    • Evitar ultraprocessados;
    • Comer frutas, verduras e legumes diariamente;
    • Reduzir consumo de carnes vermelhas;
    • Não fumar;
    • Evitar álcool.

    Veja também: Câncer: quais os principais fatores de risco?

    Perguntas frequentes

    Como o câncer colorretal se forma?

    O processo começa com mutações nas células do intestino, que formam pólipos. Alguns tipos podem evoluir para câncer.

    Como é feito o exame de colonoscopia?

    É realizado com um tubo flexível com câmera. Pode remover pólipos durante o exame. É feito sob sedação.

    O que significa ter pólipos no intestino?

    Pólipos são lesões benignas, mas alguns podem se tornar câncer. Removê-los reduz drasticamente o risco.

    Pessoas com intestino preso têm mais risco?

    A constipação não causa câncer, mas hábitos associados a ela podem aumentar o risco.

    O câncer colorretal causa perda de apetite?

    Sim. Pode ocorrer pela ação do tumor, pelo tratamento ou pelo impacto emocional.

    Veja mais: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    A colonoscopia é um dos exames mais importantes para cuidar da saúde intestinal. Por meio de um tubo fino e flexível com uma microcâmera na ponta — o colonoscópio —, o médico consegue observar o interior do intestino grosso e, em alguns casos, a parte final do intestino delgado.

    Além de diagnosticar doenças, o exame também permite tratar pequenas lesões, como pólipos e sangramentos, no mesmo procedimento. Por isso, é considerado o método mais completo e eficaz para prevenir o câncer colorretal.

    O que é a colonoscopia

    A colonoscopia é um exame endoscópico que permite visualizar o cólon e o reto em tempo real. O médico introduz o colonoscópio pelo ânus e o conduz cuidadosamente pelo intestino grosso, registrando imagens detalhadas da mucosa intestinal.

    Durante o exame, é possível observar inflamações, úlceras, pólipos, tumores e outras alterações. Também podem ser feitas biópsias (pequenas amostras de tecido) e até procedimentos terapêuticos, como a retirada de pólipos.

    Preparação para o exame

    A preparação é fundamental para garantir que o exame seja preciso e seguro. Ela consiste principalmente em limpar completamente o intestino, para que o médico tenha boa visibilidade.

    Cuidados principais

    • Dieta: dois dias antes, prefira alimentos leves e de fácil digestão. Na véspera, adote líquidos claros como caldos, sucos coados, gelatina e água;
    • Laxantes: o médico pode indicar laxativos específicos para auxiliar na limpeza intestinal;
    • Medicações: pacientes que usam anticoagulantes, antidiabéticos ou remédios contínuos devem informar o médico, pois alguns precisam ser suspensos temporariamente;
    • Jejum: normalmente de 8 a 12 horas antes do exame;
    • Acompanhante: o exame é feito sob sedação, portanto é obrigatório ir acompanhado.

    Como o exame é feito

    O paciente é deitado de lado e recebe uma sedação leve ou moderada por via venosa, que o deixa relaxado e sem dor. O colonoscópio é introduzido com cuidado pelo ânus e percorre todo o intestino grosso, transmitindo imagens em alta definição.

    Durante o exame, o médico pode:

    • Visualizar o revestimento interno do intestino;
    • Fazer biópsias;
    • Remover pólipos;
    • Tratar pequenos sangramentos.

    O procedimento dura de 20 a 40 minutos e, em geral, causa apenas leve desconforto abdominal, que desaparece rapidamente.

    Quando a colonoscopia é indicada

    A colonoscopia é indicada tanto para investigação de sintomas quanto para rastreamento preventivo.

    Investigação de sintomas

    • Sangue nas fezes ou sangramento anal;
    • Dor ou cólica abdominal persistente;
    • Diarreia crônica ou constipação prolongada;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia sem causa aparente;
    • Diagnóstico e acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa e doença de Crohn).

    Rastreamento e prevenção

    • Prevenção do câncer colorretal, geralmente a partir dos 45 ou 50 anos;
    • Histórico familiar de câncer de cólon ou pólipos intestinais;
    • Seguimento de câncer colorretal após o tratamento.

    Colonoscopia terapêutica

    A colonoscopia não serve apenas para diagnosticar — ela também pode tratar durante o mesmo exame.

    Entre as intervenções mais comuns estão:

    • Retirada de pólipos (polipectomia);
    • Cauterização de pequenos sangramentos;
    • Dilatação de áreas estreitadas (estenoses);
    • Remoção de corpos estranhos.

    Esses procedimentos evitam cirurgias e ajudam a prevenir complicações futuras.

    Contraindicações

    Embora seja um exame seguro, a colonoscopia não deve ser feita em casos de:

    • Perfuração intestinal suspeita ou confirmada;
    • Diverticulite aguda;
    • Colite fulminante;
    • Ausência de consentimento do paciente.

    Possíveis complicações

    As complicações são raras, mas podem incluir:

    • Sangramento leve, após biópsia ou retirada de pólipo;
    • Reações à sedação, como queda de pressão ou sonolência prolongada;
    • Perfuração intestinal (rara);
    • Desconforto abdominal ou gases, que costumam passar em poucas horas.

    Recuperação após o exame

    Após a colonoscopia, o paciente permanece em observação até acordar completamente da sedação.

    As principais recomendações incluem:

    • Ir para casa acompanhado;
    • Evitar dirigir, trabalhar ou operar máquinas no mesmo dia;
    • Procurar atendimento médico se houver dor intensa, febre ou sangramento.

    Importância da colonoscopia

    A colonoscopia é o método mais eficaz para prevenir o câncer de intestino, pois permite detectar e remover lesões antes que se tornem malignas. Com preparo adequado e equipe especializada, o exame é seguro, rápido e salva vidas.

    Leia mais: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

    Perguntas frequentes sobre colonoscopia

    1. O que é colonoscopia?

    É um exame que permite visualizar o interior do intestino grosso por meio de uma câmera acoplada a um tubo fino e flexível.

    2. A colonoscopia dói?

    Não. O exame é feito sob sedação, e o paciente não sente dor.

    3. Quando devo fazer a colonoscopia?

    A partir dos 45 a 50 anos, como exame preventivo. Também é indicada para investigar sintomas intestinais.

    4. Preciso fazer dieta antes?

    Sim. É necessário seguir uma dieta leve nos dias anteriores e adotar líquidos claros na véspera.

    5. Quanto tempo dura o exame?

    De 20 a 40 minutos, em média.

    6. Quais são os riscos?

    As complicações são raras, mas podem incluir sangramento leve e, muito raramente, perfuração intestinal.

    7. A colonoscopia pode prevenir o câncer de intestino?

    Sim. O exame detecta e remove pólipos antes que evoluam para câncer, sendo o principal método de prevenção.

    Confira: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais