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  • Copa do Mundo: fortes emoções podem causar infarto ou AVC?

    Copa do Mundo: fortes emoções podem causar infarto ou AVC?

    A Copa do Mundo é um dos eventos esportivos mais emocionantes do planeta e costuma mobilizar milhões de torcedores. Durante os jogos, principalmente nas partidas decisivas, é normal sentir o coração acelerar, ficar ansioso, nervoso, tenso ou extremamente eufórico a cada lance.

    Com tantos sentimentos intensos acontecendo ao mesmo tempo, é natural se perguntar se eles podem aumentar o risco de algum problema de saúde, como infarto ou AVC. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, as emoções, independente da origem, podem causar uma série de respostas ao organismo.

    “Em quem já tem alguma predisposição a ter alguma doença cardiovascular ou quem já tem doença cardíaca previamente, as emoções podem aumentar, no momento do pico da emoção, o risco de eventos cardíacos”, explica a especialista.

    Fortes emoções podem mesmo afetar o coração?

    As emoções intensas, independentemente de serem positivas ou negativas, podem funcionar como um gatilho para eventos cardiovasculares, principalmente em pessoas que já possuem fatores de risco ou doenças cardíacas pré-existentes.

    O corpo humano não consegue diferenciar o estresse provocado por um jogo de futebol de uma situação de perigo real. Por isso, quando vivemos uma emoção muito forte, o cérebro envia um sinal de alerta que afeta diretamente o funcionamento do coração.

    Em pessoas saudáveis, as alterações costumam ser temporárias, mas em pessoas vulneráveis elas podem representar um risco adicional.

    O que acontece no corpo durante um momento de grande tensão ou euforia?

    Durante um momento de grande tensão, ansiedade ou euforia, Juliana explica que o cérebro avisa o sistema nervoso simpático, que é a parte do organismo responsável por reagir a situações de estresse. O sistema prepara o corpo para uma reação de luta ou fuga, como se precisássemos fugir de uma ameaça física.

    Para preparar o corpo, ocorre uma liberação massiva de hormônios do estresse na corrente sanguínea, principalmente a adrenalina e a noradrenalina, que desencadeiam:

    • Frequência cardíaca mais acelerada, fazendo o coração bater mais rápido e provocando palpitações;
    • Pressão arterial mais elevada, devido à contração dos vasos sanguíneos para acelerar a circulação do sangue;
    • Aumento da força de contração do coração, que passa a trabalhar com mais intensidade;
    • Aumento da necessidade de oxigênio, já que o coração precisa de mais energia para sustentar o esforço extra.

    Em uma pessoa saudável, o corpo costuma lidar bem com esse pico de adrenalina e retorna ao normal pouco tempo após o fim do jogo.

    Mas, em pessoas que já têm placas de gordura nas artérias ou alguma doença cardíaca, Juliana destaca que o aumento súbito da pressão arterial e dos batimentos cardíacos pode provocar o rompimento de uma dessas placas, causando um infarto, além de desregular o ritmo do coração e desencadear arritmias.

    Infarto ou AVC: qual é o maior risco durante o jogo?

    Segundo Juliana, o infarto é o maior risco e o evento cardiovascular mais comum durante um jogo de futebol.

    O aumento dos níveis de adrenalina provocado pela emoção altera diretamente a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de poder causar o rompimento de uma placa de gordura presente nas artérias. Quando isso ocorre, pode haver a obstrução do fluxo sanguíneo, levando ao infarto.

    O AVC também pode acontecer em situações de grande tensão emocional, mas é consideravelmente menos frequente. A associação entre emoções intensas e AVC costuma ocorrer principalmente em pessoas com pressão arterial descontrolada ou que apresentam alguma arritmia grave.

    Quem precisa ter cuidado redobrado em jogos emocionantes?

    Os grupos de pessoas que precisam de ter cuidados redobrados são:

    • Pessoas que já sofreram um infarto anteriormente;
    • Doentes com histórico de AVC;
    • Indivíduos diagnosticados com insuficiência cardíaca;
    • Pessoas que sofrem de arritmias cardíacas;
    • Pacientes com angina ou outras doenças coronárias conhecidas;
    • Hipertensos com a pressão arterial descontrolada;
    • Diabéticos;
    • Pessoas com níveis de colesterol alto e descontrolado;
    • Fumadores crónicos;
    • Pessoas com obesidade.

    Nesses casos, o estresse e a emoção do jogo podem representar uma sobrecarga maior para o coração. É importante ter atenção redobrada e seguir corretamente todas as orientações médicas para aproveitar as partidas com mais segurança.

    Sinais de alerta: quando a emoção vira uma emergência médica?

    É normal sentir o coração acelerar, ficar nervoso ou até suar mais durante um jogo decisivo, mas alguns sintomas podem indicar um problema de saúde mais sério, como:

    • Dor ou pressão no peito que não melhora com o passar dos minutos;
    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
    • Suor excessivo acompanhado de desconforto no peito;
    • Náuseas ou enjoos associados à dor no peito;
    • Palpitações intensas ou sensação de que o coração está batendo de forma irregular;
    • Tontura, desmaio ou perda de consciência;
    • Dificuldade para falar ou para compreender o que as outras pessoas dizem;
    • Dor de cabeça muito forte e de início repentino.

    Caso qualquer um dos sintomas apareça durante ou após o jogo, o ideal é procurar atendimento médico imediatamente. Em situações como infarto ou AVC, agir rapidamente pode fazer toda a diferença no tratamento e na recuperação.

    Como torcer e curtir a Copa do Mundo em segurança?

    A emoção faz parte do esporte e da vida, mas alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos, especialmente para quem já tem alguma doença cardiovascular ou fatores de risco. Entre as principais, Juliana orienta:

    • Manter o tratamento médico em dia e seguir corretamente as orientações do profissional de saúde;
    • Não interromper nem suspender os medicamentos por conta própria;
    • Manter uma boa hidratação ao longo do dia, principalmente durante os jogos;
    • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
    • Controlar fatores de risco como pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
    • Realizar consultas médicas regularmente para acompanhar a saúde cardiovascular.

    “A emoção faz parte da nossa vida, nós não temos como nos privar totalmente, mas cuidar da saúde de base, estar com todos os fatores controlados”, finaliza Juliana.

    Leia mais: Muito estressado? Veja o que o estresse prolongado faz com o corpo?

    Perguntas frequentes

    1. De que forma a adrenalina afeta o sistema cardiovascular?

    A adrenalina faz o coração bater mais rápido (taquicardia), aumenta a força de contração do músculo cardíaco e estreita os vasos sanguíneos, o que provoca uma subida rápida da pressão arterial.

    2. O uso de calmantes naturais (como passiflora ou camomila) antes do jogo funciona?

    Sim, fitoterápicos à base de passiflora, valeriana ou camomila ajudam a modular o sistema nervoso central, reduzindo a ansiedade de forma leve. Eles podem ser úteis para pessoas muito ansiosos, pois ajudam a evitar que a frequência cardíaca suba de forma tão abrupta.

    3. Energéticos misturados com álcool aumentam o risco cardíaco na hora do jogo?

    Muito, os energéticos contêm altas doses de cafeína e outros estimulantes que aceleram o coração. Quando misturados ao álcool, mascaram os efeitos de sonolência da bebida, fazendo com que a pessoa beba mais e exponha o coração a um duplo estresse: a arritmia induzida pela cafeína e a toxicidade do álcool.

    4. Por que ficar muito tempo sentado a ver o jogo também é perigoso?

    Ficar sentado imóvel por várias horas, especialmente se associado à desidratação e ao álcool, lentifica a circulação nas pernas, aumentando o risco de trombose venosa profunda (TVP). Se o coágulo se desprender, pode viajar até aos pulmões, causando uma embolia pulmonar. O ideal é levantar e caminhar um pouco no intervalo.

    5. Tomar uma aspirina (AAS) antes do jogo previne o infarto em quem é do grupo de risco?

    Não se deve fazer isso sem orientação médica. Embora a aspirina afine o sangue e previna coágulos, o uso preventivo por conta própria pode mascarar sintomas ou aumentar o risco de hemorragias (inclusive AVC hemorrágico), especialmente se a pressão arterial subir muito durante a partida.

    6. O que é a síndrome do coração partido e como ela se relaciona com o futebol?

    Também conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, é uma condição desencadeada por um forte estresse emocional. Ela causa sintomas semelhantes aos de um infarto, mas ocorre por uma alteração temporária no funcionamento do músculo cardíaco provocada pelo excesso de hormônios do estresse.

    Leia mais: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

  • Tempo frio pode aumentar o risco cardíaco? Veja como proteger o coração no inverno

    Tempo frio pode aumentar o risco cardíaco? Veja como proteger o coração no inverno

    Sabia que não são apenas as vias respiratórias e as articulações que sofrem com a chegada dos dias frios? A queda de temperatura provoca uma série de respostas fisiológicas que sobrecarregam o coração, especialmente em pessoas que já têm alguma vulnerabilidade cardiovascular, de acordo com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de infarto e de outras complicações cardíacas pode aumentar em até 30% durante o inverno. “Não é comentário ou coincidência que hospitais registrem aumento de atendimentos por infarto e descompensação cardíaca nos meses mais frios do ano”, comenta o cardiologista.

    Como é comum haver mudanças na rotina no inverno, como a redução da prática de atividades físicas, o aumento do consumo de alimentos calóricos e a menor ingestão de água, alguns fatores de risco cardiovasculares podem se tornar ainda mais difíceis de controlar.

    Por que o coração sofre mais no inverno?

    Com a queda nas temperaturas, o organismo ativa mecanismos de defesa para preservar o calor corporal e manter a temperatura interna estável. Um dos principais é a vasoconstrição, processo em que os vasos sanguíneos se contraem para diminuir a perda de calor pela pele.

    Como consequência, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue através dos vasos mais estreitos, o que pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar o sistema cardiovascular.

    “Em hipertensos, isso é especialmente preocupante porque a pressão já está elevada e o frio pode levá-la a níveis perigosos. É por isso que o inverno é associado a maior incidência de sangramentos cerebrais (AVC hemorrágico) e infartos”, explica Giovanni.

    Ao mesmo tempo, o cardiologista explica que ocorre a ativação do sistema nervoso simpático, liberando hormônios que aceleram a frequência cardíaca e elevam a pressão arterial, como a adrenalina e noradrenalina.

    O sangue também tende a ficar mais espesso (maior viscosidade) e com maior tendência a coagular no frio, o que aumenta o risco de entupimento de artérias. Para completar, o frio pode provocar espasmos nas artérias coronárias, que são responsáveis por irrigar o coração, diminuindo o fluxo de sangue para o músculo cardíaco.

    O frio realmente aumenta o risco de infarto?

    O risco de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC) pode aumentar em até 30% nos dias frios e no inverno, segundo dados do Instituto Nacional de Cardiologia e do Ministério da Saúde.

    “No Brasil, mesmo com invernos mais amenos que os europeus, também se observa essa sazonalidade. Cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre registram aumento de internações por infarto e AVC no período de junho a agosto”, aponta Giovanni.

    O risco costuma ser maior não exatamente nos dias mais frios, mas nas primeiras quedas de temperatura após períodos mais quentes, quando o organismo ainda não conseguiu se adaptar ao frio.

    O cardiologista destaca que os dias com grande variação de temperatura entre a manhã e à tarde também exigem mais do corpo e podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

    Quem faz parte do grupo de risco?

    O inverno pode afetar qualquer pessoa, mas alguns grupos têm maior risco de sofrer complicações cardiovasculares durante o inverno, como:

    • Pessoas com hipertensão arterial;
    • Pessoas com histórico de infarto ou insuficiência cardíaca;
    • Pacientes com colesterol alto ou diabetes;
    • Idosos;
    • Fumantes;
    • Pessoas sedentárias;
    • Indivíduos com obesidade;
    • Quem possui histórico familiar de doenças cardiovasculares.

    “Quando o frio aumenta a demanda, exigindo mais trabalho para manter a temperatura e bombear o sangue pelos vasos contraídos, o coração comprometido pode não conseguir suprir essa demanda extra, desencadeando um infarto, uma descompensação da insuficiência cardíaca ou uma arritmia grave”, pontua o cardiologista.

    Como proteger o coração nos dias frios?

    Segundo Giovanni, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a sobrecarga do coração durante o inverno, como:

    • Agasalhar-se adequadamente, com atenção especial para a cabeça, o pescoço, as mãos e os pés, regiões onde a perda de calor costuma ser maior;
    • Evitar mudanças bruscas de temperatura, como sair rapidamente de ambientes aquecidos para o frio intenso;
    • Manter a casa aquecida, principalmente o quarto e o banheiro;
    • Não interromper os medicamentos cardiovasculares sem orientação médica, especialmente no caso de pessoas com hipertensão;
    • Seguir corretamente o tratamento prescrito, já que alguns pacientes podem precisar de ajuste nas doses dos medicamentos durante o inverno;
    • Evitar o consumo de álcool, pois a bebida provoca dilatação dos vasos e aumenta a perda de calor;
    • Manter uma boa hidratação ao longo do dia, mesmo com a menor sensação de sede provocada pelo frio;
    • Continuar praticando atividades físicas de forma regular e segura, respeitando as orientações médicas quando houver doenças cardíacas pré-existentes.

    Exercícios ao ar livre no frio são seguros?

    Para pessoas saudáveis, a prática de exercícios físicos no frio costuma ser segura, desde que alguns cuidados sejam adotados no dia a dia. Giovanni orienta o aquecimento prévio, por cerca de 10 a 15 minutos, pois ajuda o organismo a se adaptar gradualmente ao esforço físico. Também é recomendado:

    • Cobrir o nariz e a boca com um lenço ou uma máscara para ajudar a aquecer o ar antes que ele chegue aos pulmões;
    • Respirar pelo nariz, já que isso contribui para o aquecimento do ar inspirado;
    • Evitar os horários mais frios do dia, como a madrugada e o início da manhã.

    Para pessoas com doenças cardiovasculares, a recomendação é evitar exercícios intensos ao ar livre quando a temperatura estiver abaixo de 10 °C, dando preferência a ambientes fechados e climatizados durante o inverno. Também é importante não iniciar atividades físicas intensas sem avaliação médica.

    “Uma caminhada em ritmo moderado é muito diferente de correr ou fazer esforço intenso — o tipo de exercício importa tanto quanto a temperatura”, destaca Giovanni.

    Quando ir ao médico imediatamente?

    Qualquer sinal de alerta cardiovascular no frio deve ser levado a sério e avaliado rapidamente. Giovanni comenta os principais:

    • Dor, pressão ou aperto no peito, mesmo que leve ou passageiro;
    • Dor irradiando para o braço esquerdo, a mandíbula, as costas ou o pescoço;
    • Falta de ar desproporcional ao esforço ou até mesmo em repouso;
    • Palpitações, com o coração acelerado ou irregular de forma persistente;
    • Tontura, desmaio ou sensação de desmaio iminente;
    • Suor frio sem motivo aparente;
    • Inchaço súbito nas pernas;
    • Para pessoas com hipertensão, pressão arterial muito acima do habitual.

    “Um sinal que muitas pessoas ignoram: dor em uma mandíbula ou dente sem causa dentária aparente, especialmente associada ao esforço no frio — pode ser angina atípica”, explica Giovanni.

    No caso de dor no peito intensa e súbita, o correto é ligar imediatamente para o SAMU (192) ou acionar o serviço de emergência mais próximo.

    Confira: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes

    1. A partir de qual temperatura o coração começa a correr risco?

    Não existe um número exato na tabela, mas estudos mostram que quando a temperatura média diária fica abaixo de 14°C, o corpo já começa a fazer um esforço cardiovascular significativamente maior para manter o calor interno.

    2. Sinto palpitações ou o coração acelerado no frio. Isso é normal?

    Até certo ponto, sim. O coração bate mais rápido no frio para acelerar a circulação e ajudar a produzir calor. No entanto, se as palpitações vierem acompanhadas de tontura, falta de ar ou dor no peito, você deve procurar um médico.

    3. Tomar banho muito quente logo após sair do frio faz mal para o coração?

    Pode ser perigoso para quem tem problemas cardíacos. A mudança brusca do ambiente gelado para a água muito quente causa uma dilatação rápida dos vasos (vasodilatação), o que pode fazer a pressão despencar repentinamente, provocando tonturas, desmaios ou arritmias.

    4. Quem toma remédio para pressão alta precisa mudar a dose no inverno?

    Apenas se houver orientação médica. Como a pressão tende a subir no frio, o médico pode ajustar a medicação após uma consulta. Nunca altere a dose ou interrompa o tratamento por conta própria, pois isso pode causar crises hipertensivas graves.

    5. O uso de aquecedores elétricos em casa ajuda a proteger o coração?

    Ajuda, pois mantém o ambiente em uma temperatura confortável, evitando que o corpo precisa fazer vasoconstrição constante. No entanto, lembre-se de manter uma bacia de água no quarto para o ar não ficar muito seco, o que prejudica as vias respiratórias.

    6. Por que as extremidades (mãos e pés) ficam tão frias?

    É um mecanismo de defesa. O corpo prioriza mandar o sangue quente para os órgãos vitais localizados no tórax e no abdômen (incluindo o coração). Por isso, ele “fecha” a circulação das pontas dos dedos, orelhas e nariz.

    7. Tomar a vacina da gripe ajuda a proteger o coração no frio?

    Sim, com certeza. Como as infecções respiratórias graves (como a gripe) causam uma inflamação intensa no corpo capaz de romper placas de gordura nas artérias, estar vacinado reduz drasticamente esse gatilho inflamatório, protegendo indiretamente o coração.

    8. Café ou chá preto bem quentes ajudam a proteger o coração nos dias frios?

    Bebidas quentes são ótimas para ajudar a aquecer o corpo, mas é preciso moderação com a cafeína. O café e o chá preto em excesso são estimulantes que podem aumentar os batimentos cardíacos e a pressão arterial, que já tendem a estar mais altos por causa do frio. Prefira chás de ervas sem cafeína, como camomila ou erva-doce.

    9. Por que urinamos mais no frio e como isso afeta o coração?

    Quando o corpo contrai os vasos sanguíneos periféricos para reter calor, mais sangue se concentra na região central do corpo.

    O organismo interpreta esse aumento de volume central como um sinal de que há excesso de líquido e estimula os rins a produzirem mais urina. Se você urina mais e não se hidrata adequadamente, o sangue fica mais denso, prejudicando a circulação.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

  • 7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    7 sintomas de AVC que não podem ser ignorados

    O AVC, também chamado de acidente vascular cerebral ou, popularmente, derrame, é uma emergência médica. Ele acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando ocorre sangramento cerebral. Nos dois casos, o tempo faz toda a diferença: quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência e menores as chances de sequelas. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    O problema é que os sintomas nem sempre são reconhecidos de imediato. Algumas pessoas esperam melhorar sozinhos, atribuem os sinais a mal-estar, labirintite, cansaço ou pressão alta, e acabam perdendo um tempo precioso. Por isso, saber identificar os principais sinais de alerta é a maneira mais eficaz de proteger a própria saúde e a de quem está por perto. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é um AVC?

    O AVC acontece quando o cérebro deixa de receber sangue adequadamente. Isso pode ocorrer por obstrução de um vaso, no caso do AVC isquêmico, ou por rompimento de um vaso, no caso do AVC hemorrágico. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade, e o diagnóstico rápido é essencial para que o tratamento seja feito dentro da chamada janela terapêutica. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Como o cérebro depende de oxigênio e nutrientes circulando o tempo todo, qualquer interrupção pode afetar funções importantes como fala, visão, força, equilíbrio e consciência. É por isso que os sintomas costumam surgir de forma súbita e exigem atendimento imediato. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Por que agir rápido é tão importante?

    No AVC, cada minuto importa. Em alguns tipos de AVC isquêmico, existe tratamento específico que pode ajudar a desobstruir o vaso e reduzir danos, mas ele precisa ser iniciado dentro de um tempo limitado. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Diante dos sintomas, a recomendação é acionar o SAMU pelo número 192 ou levar a pessoa imediatamente a um serviço de emergência. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Isso significa que reconhecer o quadro em casa, no trabalho ou na rua pode realmente mudar o desfecho. Esperar para ver se melhora pode custar funções cerebrais importantes e aumentar o risco de sequelas permanentes. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    7 sintomas de AVC que você não deve ignorar

    Os sinais de AVC costumam aparecer de repente. Em geral, o que chama atenção é justamente a instalação súbita de um déficit neurológico. Veja abaixo 7 deles. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    1. Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo

    Esse é um dos sinais mais clássicos. A pessoa pode sentir ou demonstrar fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente de um lado só. Às vezes, começa como um braço mole, dificuldade de segurar objetos ou sensação estranha em uma metade do corpo. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Também pode haver assimetria facial, com um lado do rosto mais caído. Esse é um dos elementos centrais das escalas rápidas de reconhecimento de AVC usadas no atendimento pré-hospitalar. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    2. Dificuldade para falar ou fala enrolada

    A pessoa pode começar a falar de forma arrastada, trocar palavras, ter dificuldade para organizar frases ou simplesmente não conseguir falar. Em outros casos, ela até fala, mas o conteúdo fica confuso ou sem sentido. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Esse sintoma costuma assustar quem presencia, e com razão, pois alterações súbitas da fala devem sempre ser tratadas como urgência. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    3. Dificuldade para compreender o que está sendo dito

    Além de falar com dificuldade, a pessoa também pode não conseguir entender frases simples ou parecer completamente desorientada diante de uma conversa comum. Isso às vezes é confundido com confusão mental ou desatenção, mas pode ser manifestação direta do AVC. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Quando a compreensão muda de forma súbita, especialmente junto com outros sinais neurológicos, as alterações precisam ser levadas a sério imediatamente. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    4. Alteração visual súbita

    A perda de visão em um ou nos dois olhos, a visão embaçada repentina ou a sensação de cortina cobrindo parte do campo visual podem ser sinais de AVC. Nem toda alteração visual significa problema oftalmológico; quando surge de repente, também pode ter origem neurológica. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Muita gente tende a minimizar esse sintoma, principalmente se ele melhora rápido. Ainda assim, é um sinal de alerta importante e não deve ser ignorado. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    5. Tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para andar

    Alguns AVCs podem se manifestar principalmente com alteração do equilíbrio, da coordenação e da marcha. A pessoa pode cambalear, não conseguir se manter em pé direito ou sentir uma tontura súbita associada a instabilidade marcante. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    Como tontura também é um sintoma comum em outras situações, aqui o detalhe importante é o contexto: o início súbito e a presença de outros sinais neurológicos aumentam muito a suspeita de AVC. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    6. Dor de cabeça súbita e muito intensa

    A dor de cabeça do AVC não é a mais comum em todos os casos, mas quando aparece de forma abrupta, intensa e sem causa aparente, ela precisa ser valorizada. Esse sinal é especialmente lembrado nos quadros hemorrágicos. :contentReference[oaicite:19]{index=19}

    Quando essa dor vem acompanhada de náusea, vômito, sonolência, confusão ou perda de força, a urgência fica ainda maior. :contentReference[oaicite:20]{index=20}

    7. Confusão mental, sonolência ou rebaixamento do nível de consciência

    Em alguns casos, o AVC pode não começar apenas com um sintoma motor ou de fala. A pessoa pode parecer muito confusa, ficar excessivamente sonolenta, perder o contato com o ambiente ou até desmaiar. Nos AVCs hemorrágicos, esse tipo de apresentação pode ser mais evidente. :contentReference[oaicite:21]{index=21}

    Esse é um sinal de gravidade e nunca deve ser visto como algo para observar em casa. Se houver alteração neurológica súbita, o correto é buscar atendimento imediato. :contentReference[oaicite:22]{index=22}

    Existe uma forma simples de lembrar dos sinais?

    Sim. Uma forma prática é observar três pontos muito conhecidos no reconhecimento rápido do AVC:

    • Rosto torto ou assimétrico;
    • Fraqueza em um braço ou perna;
    • Fala alterada ou dificuldade para se comunicar.

    Se qualquer um desses sinais surgir de repente, a orientação é considerar AVC até prova em contrário e agir rápido. :contentReference[oaicite:23]{index=23}

    O que fazer diante de uma suspeita de AVC?

    A primeira atitude é não esperar melhorar sozinho. O correto é ligar para o SAMU por meio do número 192 ou levar a pessoa imediatamente para atendimento de urgência. :contentReference[oaicite:24]{index=24}

    Também é importante tentar identificar o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista bem, porque isso ajuda a equipe médica a definir a estratégia de tratamento. :contentReference[oaicite:25]{index=25}

    Algumas atitudes que ajudam:

    • Acionar atendimento de urgência imediatamente;
    • Manter a pessoa em segurança, sentada ou deitada;
    • Não oferecer comida, bebida ou remédios por conta própria;
    • Informar à equipe o horário do início dos sintomas ou o último momento em que ela estava sem sintomas.

    Nem todo sintoma dura muito: e se melhorar?

    Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, isso não elimina a gravidade. Alguns quadros podem representar um ataque isquêmico transitório, que é um grande sinal de alerta para AVC. :contentReference[oaicite:26]{index=26}

    Ou seja, mesmo que tenha passado sozinho, não é motivo para ignorar o episódio. A avaliação médica continua sendo necessária. :contentReference[oaicite:27]{index=27}

    Confira: Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Perguntas frequentes sobre sintomas de AVC

    1. AVC sempre causa desmaio?

    Não. Muitos AVCs acontecem sem desmaio, com sinais como fala alterada, fraqueza em um lado do corpo ou perda de visão.

    2. Dor de cabeça forte pode ser AVC?

    Sim, especialmente quando é súbita, intensa e sem causa aparente.

    3. Tontura pode ser sinal de AVC?

    Pode, principalmente quando surge de repente e vem junto com perda de equilíbrio, dificuldade para andar ou outros sintomas neurológicos.

    4. Se o sintoma passar rápido, ainda preciso procurar ajuda?

    Sim. Mesmo sintomas transitórios precisam ser avaliados.

    5. O que fazer primeiro diante da suspeita?

    Acionar o SAMU por meio do número 192 ou levar imediatamente a um serviço de emergência.

    6. AVC e derrame são a mesma coisa?

    Sim. Derrame é um termo popular para acidente vascular cerebral.

    7. Quanto mais rápido o atendimento, melhor?

    Sim. O tempo influencia diretamente as chances de recuperação e o risco de sequelas.

    Veja mais: Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado

  • Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    O ataque isquêmico transitório (AIT) é um evento neurológico causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro. Apesar de os sintomas desaparecerem rapidamente, muitas vezes em poucos minutos, ele não deve ser encarado como algo leve.

    Isso porque o AIT é um dos principais sinais de alerta para o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Identificar o problema e agir rapidamente pode ser decisivo para evitar complicações mais graves nos dias ou semanas seguintes.

    O que é o ataque isquêmico transitório

    O ataque isquêmico transitório ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é bloqueado temporariamente.

    Essa interrupção costuma ser causada por:

    • Pequenos coágulos sanguíneos;
    • Placas de gordura (aterosclerose) nas artérias.

    Com a redução do fluxo sanguíneo, o cérebro recebe menos oxigênio e nutrientes, o que provoca sintomas neurológicos.

    A principal característica do ataque isquêmico transitório é que a circulação se restabelece rapidamente, e os sintomas desaparecem completamente.

    Principais sintomas do AIT

    Os sintomas são semelhantes aos do AVC e aparecem de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
    • Dormência em face, braço ou perna;
    • Dificuldade para falar ou compreender a fala;
    • Perda súbita da visão ou visão turva;
    • Tontura ou dificuldade de equilíbrio.

    Mesmo que os sintomas desapareçam, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.

    Por que o ataque isquêmico transitório é um sinal de alerta

    Embora os sintomas sejam temporários, o ataque isquêmico transitório indica que existe um problema na circulação cerebral.

    Após um episódio, o risco de AVC aumenta significativamente.

    Entre os pontos mais importantes:

    • Parte dos pacientes pode ter um AVC nas primeiras 48 horas;
    • O risco permanece elevado nas semanas seguintes.

    Por isso, o AIT é considerado uma emergência médica.

    Quais são os fatores de risco

    Os fatores de risco são semelhantes aos do AVC e estão relacionados à saúde cardiovascular.

    Entre os principais estão:

    • Hipertensão arterial;
    • Diabetes;
    • Colesterol elevado;
    • Tabagismo;
    • Fibrilação atrial;
    • Obesidade e sedentarismo.

    Controlar esses fatores é fundamental para reduzir o risco de novos eventos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e na avaliação médica.

    Além disso, podem ser solicitados exames para investigar a causa.

    Entre eles:

    • Tomografia ou ressonância magnética do cérebro;
    • Ultrassom doppler das artérias do pescoço;
    • Eletrocardiograma;
    • Ecocardiograma;
    • Exames laboratoriais.

    Esses exames ajudam a identificar alterações nos vasos sanguíneos ou no coração.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como principal objetivo prevenir um AVC.

    As medidas variam conforme a causa identificada, podendo incluir:

    • Uso de medicamentos antiplaquetários, como aspirina;
    • Controle rigoroso da pressão arterial;
    • Tratamento do colesterol elevado;
    • Controle do diabetes;
    • Uso de anticoagulantes em casos específicos.

    Além disso, mudanças no estilo de vida são fundamentais.

    Entre elas:

    • Parar de fumar;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física regularmente.

    Em alguns casos, podem ser indicados procedimentos para tratar obstruções nas artérias.

    Leia também: Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Perguntas frequentes sobre ataque isquêmico transitório

    1. O ataque isquêmico transitório é um tipo de AVC?

    Não exatamente. Ele causa sintomas semelhantes, mas sem lesão permanente no cérebro.

    2. Os sintomas desaparecem completamente?

    Sim. No AIT, os sintomas costumam desaparecer em minutos ou poucas horas.

    3. Mesmo assim é necessário procurar atendimento médico?

    Sim. O ataque isquêmico transitório é um alerta importante e deve ser investigado rapidamente.

    4. Quem tem ataque isquêmico transitório sempre terá um AVC?

    Não, mas o risco aumenta sem tratamento adequado.

    5. Quais são os sintomas mais comuns?

    Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e alterações de equilíbrio.

    6. O tratamento é feito com medicamentos?

    Na maioria dos casos, sim. Medicamentos ajudam a reduzir o risco de novos eventos.

    7. É possível prevenir novos episódios?

    Sim. O controle dos fatores de risco reduz significativamente as chances de recorrência.

    Veja mais: Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

  • Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e, na maioria das vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, ao longo dos anos, sem provocar sintomas no início. Isso torna importante identificar cedo quem tem maior risco de sofrer eventos graves, como infarto ou AVC — e hoje, isso pode ser feito por meio do score de risco cardiovascular.

    A ferramenta é usada para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares em determinado período, normalmente nos próximos 10 anos, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    De forma geral, ela funciona como um “mapa de risco” que ajuda profissionais de saúde a decidir quando intensificar a prevenção, exames ou tratamento. Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o score de risco cardiovascular?

    O score de risco cardiovascular serve para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver um evento cardiovascular, como infarto do miocárdio ou AVC, em um determinado período. Na prática, ele ajuda o médico a classificar o paciente em baixo, moderado ou alto risco, permitindo definir com mais precisão quais cuidados devem ser adotados.

    Por exemplo, pessoas com risco mais baixo costumam receber orientações focadas em hábitos de vida saudáveis, enquanto aquelas com risco elevado podem precisar de acompanhamento mais frequente, uso de remédios e controle mais rigoroso de fatores como pressão arterial, colesterol e glicemia.

    Além disso, o score de risco cardiovascular permite personalizar o tratamento, evitar intervenções desnecessárias e agir de forma mais precoce em quem realmente tem maior chance de apresentar complicações, contribuindo para a redução das doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    Como o cálculo do score de risco cardiovascular é feito?

    O cálculo do score de risco cardiovascular é feito a partir da combinação de informações clínicas e dados de exames simples, que apontam os principais fatores ligados ao desenvolvimento de doenças do coração e da circulação.

    De forma geral, entram no cálculo os seguintes fatores:

    • Idade;
    • Sexo;
    • Pressão arterial;
    • Colesterol total e frações, como LDL e HDL;
    • Presença de diabetes;
    • Tabagismo;
    • Histórico prévio de doença cardiovascular, em alguns modelos;
    • Uso de algumas medicações, dependendo do score utilizado.

    O exame de sangue e o checkup ajudam a compor o score de risco cardiovascular e são fundamentais para esse cálculo, segundo Juliana. Isso porque vários dos dados utilizados nos scores vêm diretamente dos exames laboratoriais e das medições feitas durante a avaliação clínica.

    Nos exames de sangue, por exemplo, são analisados o colesterol total, o LDL, conhecido como colesterol ruim, e o HDL, o colesterol bom. Já no check-up, entram medidas como a pressão arterial. Todas as informações são variáveis importantes que alimentam as calculadoras de risco e permitem uma estimativa mais precisa do risco cardiovascular.

    Juliana explica que as informações são inseridas em calculadoras específicas, como o score de Framingham, o ASCVD ou o SCORE europeu, que utilizam fórmulas matemáticas para gerar um percentual de risco. A partir do resultado, o paciente é classificado em faixas de baixo, intermediário ou alto risco, o que ajuda o médico a definir a melhor estratégia de prevenção.

    Como interpretar o resultado?

    A interpretação do score de risco cardiovascular é feita com base no percentual apresentado pela calculadora, que mostra a chance de a pessoa ter um problema cardiovascular, como infarto ou AVC, nos próximos anos.

    Os resultados são classificados em faixas de risco:

    • Baixo risco: indica menor probabilidade de eventos cardiovasculares. Nesses casos, a orientação costuma ser manter hábitos de vida saudáveis e acompanhamento de rotina;
    • Risco intermediário: aponta uma chance moderada, e pode exigir acompanhamento mais próximo, ajustes no estilo de vida e, em algumas situações, uso de medicações;
    • Alto risco: mostra uma probabilidade elevada de infarto ou AVC. Nessa faixa, o tratamento tende a ser mais intensivo, com controle rigoroso da pressão arterial, do colesterol, da glicemia e, muitas vezes, uso de remédios específicos.

    Vale lembrar que o score não é um diagnóstico, mas apenas uma estimativa de risco. Por isso, o resultado precisa sempre ser avaliado pelo médico, considerando a história de saúde da pessoa e outros fatores que não entram diretamente no cálculo.

    Quando o cálculo pode ser solicitado?

    De acordo com Juliana, o cálculo do score de risco cardiovascular é indicado para todos os adultos, especialmente a partir dos 40 anos, mesmo quando não há sintomas. A avaliação ajuda a identificar riscos que ainda não se manifestaram clinicamente.

    Em pessoas mais jovens, o score pode ser solicitado principalmente quando há sintomas ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce, como pais ou irmãos que tiveram infarto em idade muito jovem.

    Também existem scores específicos para indivíduos com diagnóstico de hipercolesterolemia familiar, um distúrbio genético do colesterol associado a um risco elevado de infarto e AVC. Nessas situações, a avaliação do risco é feita mais cedo para permitir cuidados antecipados e reduzir complicações ao longo do tempo.

    É possível reduzir o risco?

    É possível reduzir o risco cardiovascular a partir da adoção de hábitos mais saudáveis, como:

    Entre as medidas importantes para essa redução estão;

    • Prática regular de atividade física, adaptada à idade e às condições de saúde;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com redução de sal, açúcar e gorduras saturadas;
    • Interrupção do tabagismo e evitação da exposição ao fumo passivo;
    • Controle adequado da pressão arterial, com acompanhamento médico regular;
    • Controle dos níveis de colesterol total e frações, especialmente o LDL;
    • Controle da glicemia, principalmente em pessoas com diabetes ou pré-diabetes;
    • Manutenção do peso corporal adequado;
    • Redução do sedentarismo no dia a dia;
    • Uso correto e contínuo das medicações prescritas;
    • Acompanhamento médico periódico para reavaliação do risco cardiovascular.

    Assim, Juliana explica que o paciente pode, eventualmente, sair de uma faixa de alto risco para um risco moderado. As medidas atuam diretamente sobre os fatores que compõem o score de risco cardiovascular e contribuem para a redução da chance de infarto, AVC e outras doenças do coração ao longo do tempo.

    Confira: Circunferência da cintura: quando ela indica obesidade e risco cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O que são doenças cardiovasculares?

    As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão e doença arterial periférica. Muitas delas se desenvolvem lentamente e podem permanecer sem sintomas por anos.

    2. O que significa ter baixo risco cardiovascular?

    Ter baixo risco cardiovascular significa que a chance de desenvolver infarto ou AVC nos próximos anos é menor. Mesmo assim, isso não exclui a necessidade de manter hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, já que o risco pode mudar ao longo do tempo.

    3. Pessoas jovens podem ter score de risco cardiovascular alto?

    Podem, especialmente se tiverem fatores de risco importantes, como diabetes, colesterol muito elevado, tabagismo ou histórico familiar forte de doença cardiovascular precoce. Por isso, idade não é o único critério de atenção.

    4. Com que frequência o score deve ser reavaliado?

    A reavaliação costuma ser feita periodicamente, conforme orientação médica. Em geral, o score é recalculado após mudanças importantes no estado de saúde, início de tratamentos ou alterações significativas nos hábitos de vida.

    5. O score de risco cardiovascular é igual para homens e mulheres?

    Não exatamente. Alguns scores utilizam cálculos diferentes para homens e mulheres, pois o risco cardiovascular e a forma de apresentação das doenças podem variar conforme o sexo.

    6. Diabetes aumenta o risco cardiovascular?

    O diabetes é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares. Pessoas com diabetes têm maior chance de desenvolver infarto, AVC e outras complicações, mesmo quando não apresentam sintomas no início.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração 

    Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração 

    Você provavelmente já ouviu falar de diabetes, mas talvez não saiba exatamente o que é ou por que os médicos batem tanto na tecla da importância de controlar a glicemia. O fato é que a doença pode afetar toda a saúde, inclusive o coração.

    Apesar de muita gente associar o diabetes apenas ao açúcar alto no sangue, ele é bem mais complexo. A condição mexe com todo o metabolismo, pode afetar órgãos importantes e, quando não controlada, abrir caminho para problemas sérios.

    O que é diabetes

    Quando comemos alimentos que contêm carboidratos, como pães, massas, arroz, frutas e doces, eles são digeridos e transformados em glicose, um tipo de açúcar que serve de combustível para as células do corpo.

    Em condições normais, a glicose passa do intestino para a corrente sanguínea e, com a ajuda da insulina (um hormônio produzido pelo pâncreas), entra nas células para ser usada como energia.

    Quando a pessoa tem diabetes, esse processo é prejudicado. Ou o corpo não produz insulina suficiente, ou a insulina não consegue fazer o seu papel direito. Como resultado, a glicose não consegue entrar nas células e se acumula no sangue. Esse excesso, com o tempo, pode danificar vasos sanguíneos, nervos e órgãos.

    Tipos de diabetes

    Existem diferentes tipos de diabetes, mas todos exigem cuidado e acompanhamento médico.

    • Diabetes tipo 1: de origem autoimune, costuma aparecer na infância ou adolescência, embora também possa surgir em adultos.
    • Diabetes tipo 2: mais comum em adultos, mas está cada vez mais frequente em jovens por conta de hábitos ruins de vida;
    • Diabetes gestacional: aparece durante a gravidez e exige atenção redobrada.

    Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    O diabetes não tratado, segundo a cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é um grande problema.

    “Ele aumenta consideravelmente o risco do desenvolvimento de outras condições de saúde, em especial as doenças cardiovasculares. A doença cardiovascular ainda é a principal causa de morte nos pacientes diabéticos”, conta a especialista.

    Quando o açúcar no sangue fica alto por muito tempo, ele favorece o acúmulo de gordura e placas nas artérias, processo conhecido como aterosclerose, que pode levar a infarto e AVC.

    “Além disso, o diabetes não tratado pode levar a alterações nos nervos e vasos sanguíneos com diminuição de sensibilidade, um processo chamado neuropatia, e que pode inclusive dificultar a percepção de infarto, pois o paciente com diabetes pode ter um infarto sem dor”, detalha a médica.

    Quem tem diabetes tipo 1 precisa ainda ficar mais atento. Além do endocrinologista, Juliana Soares recomenda acompanhamento com:

    • Nefrologista: para a saúde dos rins;
    • Oftalmologista: para prevenir retinopatia diabética que pode provocar perda de visão;
    • Cardiologista: para avaliar e proteger o coração;
    • Nutricionista: para ajustar a alimentação.

    A médica explica que portadores de diabetes tipo 1 têm mais risco de desenvolver doenças cardiovasculares, principalmente quando os controles dos níveis de glicose são inadequados.

    “Isso leva ao aumento do processo de formação das placas nas artérias e a lesão nos vasos sanguíneos e nervos. A doença cardiovascular é a principal causa de morte em adultos com diabetes tipo 1”, alerta.

    E o pré-diabetes?

    Se o diabetes é o sinal vermelho, o pré-diabetes é o sinal amarelo. Os níveis de açúcar já estão acima do normal, mas ainda não chegaram ao ponto de ser diabetes.

    A boa notícia, segundo Juliana Soares, é que mudanças no estilo de vida como melhora da alimentação, prática de atividade física e perda de peso são altamente eficazes.

    “Em algumas situações o uso de remédios, em especial a metformina, é muito benéfico e ajuda a conter a evolução para o diabetes”.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Hoje há novos remédios que podem tratar diabetes, sendo que o mais falado atualmente é a semaglutida (Ozempic). Esse remédio pertence ao grupo dos agonistas do GLP-1, um hormônio que, como explica Juliana Soares, estimula a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está alto, reduz o apetite e retarda o esvaziamento do estômago, evitando picos de glicose no sangue.

    Esses remédios também ajudam a reduzir risco de infarto e AVC, melhorando colesterol, pressão arterial e até a saúde dos vasos sanguíneos.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Nos últimos anos, uma classe de remédios ganhou destaque no tratamento do diabetes tipo 2: os agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Ozempic). O GLP-1 é um hormônio que o próprio corpo produz e que ajuda a regular a glicose no sangue de forma inteligente.

    A cardiologista explica que, quando os níveis de açúcar estão altos, os remédios agonistas do GLP-1 estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas e, ao mesmo tempo, inibem a liberação de um hormônio chamado glucagon, que atua na liberação de glicose pelo fígado. Ou seja, eles não só ajudam a colocar a glicose para dentro das células, mas também evitam que o fígado jogue mais açúcar na corrente sanguínea.

    Esse tipo de remédio também age no cérebro. Eles diminuem o apetite, aumentam a sensação de saciedade e ainda reduzem a velocidade com que o estômago esvazia após as refeições. Esse conjunto de ações faz com que a glicose seja absorvida mais devagar e evita picos de açúcar no sangue.

    “Os agonistas do GLP-1 podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC e até mesmo morte por causas cardiovasculares”, conta a médica. “A ação no controle dos níveis de açúcar e no peso são, por si, fatores protetores e que reduzem o risco cardiovascular através da melhora metabólica”.

    Como viver bem com diabetes tipo 2

    O diagnóstico de diabetes não precisa ser sinônimo de uma qualidade de vida ruim. “A vida do portador de diabetes pode ser saudável desde que um estilo de vida adequado e os cuidados necessários sejam seguidos. O foco no autocuidado, no tratamento adequado e na prevenção das complicações é fundamental”, reforça Juliana Soares.

    O tratamento conta com:

    • Alimentação equilibrada;
    • Atividade física regular;
    • Controle do colesterol e da pressão;
    • Monitoramento da glicemia;
    • Uso correto dos remédios;
    • Exames regulares.

    Perguntas frequentes sobre diabetes

    1. O diabetes pode ser curado?

    Não, mas pode ser controlado com tratamento e mudanças no estilo de vida.

    2. O que é hipoglicemia?

    É quando o açúcar no sangue fica muito baixo. Isso pode causar tontura, suor frio, desmaio e, se a queda de açúcar for muito intensa e não for revertida a tempo, pode levar até à morte.

    3. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    Mantendo um peso saudável, fazendo exercícios e comendo de forma equilibrada.

    5. O que é pré-diabetes?

    É quando a glicose está acima do normal, mas ainda não ao ponto de ser caracterizada diabetes.

    6. Diabetes afeta só o açúcar no sangue?

    Não, pode atingir coração, rins, olhos e nervos, por isso é importante tratar a doença.

    7. O que é resistência à insulina?

    É quando o corpo não consegue usar a insulina de forma eficiente, e isso faz com que o açúcar no sangue fique mais alto.

    8. Quem tem diabetes pode comer doce?

    Sim, mas com moderação e dentro de um plano alimentar equilibrado.

  • Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    O colesterol é muito importante para o corpo, mas em excesso pode ser perigoso. Quando está bem equilibrado, ajuda o organismo a funcionar direito, mas o colesterol alto aumenta o risco de doenças bem graves, como infarto e AVC.

    Neste texto, você vai entender o que é colesterol, os tipos e os principais fatores que contribuem para que ele fique alto, além de aprender o que fazer para resolver esse problema.

    O que é colesterol e por que ele é importante?

    O colesterol é um tipo de gordura produzido pelo próprio organismo e também obtido pela alimentação. Apesar da fama ruim, ele é fundamental: está presente nas membranas das células, participa da produção de hormônios e é necessário para a saúde do corpo. No entanto, é preciso evitar a todo custo o colesterol alto.

    Tipos de colesterol: LDL, HDL e VLDL explicado

    Colesterol LDL: por que é considerado ruim?

    Quando está em excesso, o LDL se acumula nas artérias e pode formar placas que dificultam a passagem do sangue. Quando essas placas bloqueiam a passagem total do sangue é que acontecem infartos e AVC.

    Colesterol HDL: o protetor do coração

    Nem todo colesterol é ruim. O colesterol HDL tem o papel de “limpar” o excesso de colesterol nas artérias e ajudar a proteger o coração.

    VLDL

    O colesterol VLDL transporta triglicerídeos, outra gordura que faz mal ao coração. Quando há VLDL em excesso, sobram triglicérides circulando, o que predispõe ao acúmulo de gordura nas artérias e aumenta o risco cardiovascular.

    Valores de referência para colesterol

    Exame Desejável para população geral Desejável para alto risco cardiovascular Desejável para risco muito alto
    Colesterol Total Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL
    LDL (colesterol “ruim”) Menor que 100 mg/dL Menor que 70 mg/dL Menor que 50 mg/dL
    HDL (colesterol “bom”) ≥ 40 mg/dL (homens) / ≥ 50 mg/dL (mulheres) Igual Igual
    Triglicerídeos Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL
    Não-HDL Menor que 130 mg/dL Menor que 100 mg/dL Menor que 80 mg/dL

    O que causa o colesterol alto?

    As causas do colesterol alto são várias. O problema pode acontecer tanto por maus hábitos de saúde ou por fatores genéticos. Entenda.

    Fatores genéticos

    Algumas pessoas nascem com maior tendência ao colesterol alto, mesmo estando dentro do peso ideal e fazendo uma alimentação saudável. Essa condição é uma herança genética chamada de hipercolesterolemia familiar e afeta cerca de 1 em cada 250 brasileiros.

    Dieta rica em gordura saturada e trans

    Alimentos como fast-food, frituras, carnes gordurosas e produtos industrializados são grandes problemas, pois uma alimentação ruim pode aumentar o LDL em até 25%. E os riscos do colesterol alto são muitos, por isso é importante manter uma boa alimentação.

    Sedentarismo

    A falta de atividade física reduz o HDL, que é o colesterol bom, e dificulta o controle do colesterol ruim. Apenas 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana já fazem diferença.

    Tabagismo e álcool em excesso

    Fumar danifica as artérias e reduz o colesterol bom. O excesso de bebida alcoólica também aumenta os triglicérides, que é péssimo para o coração.

    Envelhecimento e hormônios

    Com o passar dos anos, o corpo tende a produzir mais colesterol. Após a menopausa, muitas mulheres apresentam aumento do LDL.

    Veja também: Pressão alta: como controlar com a alimentação

    Doenças associadas

    Diabetes tipo 2, hipotireoidismo e doenças renais ou hepáticas alteram o metabolismo e aumentam a chance de ter colesterol alto.

    Estresse

    O estresse crônico aumenta o cortisol, um hormônio que interfere no metabolismo das gorduras e pode aumentar os níveis de colesterol.

    Uso de remédios

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, alguns remédios, como corticóides, anticoncepcionais, diuréticos e betabloqueadores, podem contribuir para alterações do colesterol. “É fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso ao investigar causas de colesterol alto”, alerta.

    Como prevenir o colesterol alto?

    O controle do colesterol começa com hábitos saudáveis. Veja os três pilares de prevenção do colesterol alto:

    • Alimentação balanceada: frutas, verduras, grãos integrais, azeite de oliva e peixes são ótimos para ajudar a manter o colesterol sob controle. Evite frituras, embutidos e alimentos industrializados.
    • Exercício físico: caminhar, pedalar, nadar ou dançar ajuda a melhorar os níveis de HDL e controlar o LDL. Lembre-se de ser constante na atividade física.
    • Acompanhamento médico: em alguns casos, pode ser necessário o uso de remédios (como as estatinas), sempre com orientação profissional. Se for o caso do colesterol por herança genética, outros remédios ainda mais específicos também podem ser usados.

    Manter o colesterol em ordem é um passo muito importante para uma vida longa e saudável. O colesterol e o estilo de vida estão muito relacionados.

    Perguntas frequentes sobre colesterol alto

    1. Colesterol alto tem sintomas?

    Na maioria dos casos, não. O colesterol alto é silencioso. Só exames de sangue podem identificar o problema.

    2. Colesterol alto sempre precisa de remédio?

    Nem sempre. Mudanças na alimentação e no estilo de vida muitas vezes são suficientes, mas em alguns casos o médico pode indicar medicamentos.

    3. Qual o nível ideal de colesterol?

    Depende do histórico de saúde da pessoa. Em geral, o LDL deve ficar abaixo de 100 mg/dL. Mas para pessoas com risco cardíaco mais alto, esse número pode ser bem menor. O médico saberá dizer o melhor para cada caso.

    4. Crianças e adolescentes também podem ter colesterol alto?

    Sim. Por isso, é importante criar bons hábitos desde cedo e, quando necessário, fazer exames de rotina.

    5. O que comer para baixar o colesterol?

    Alimentos ricos em fibras (aveia, frutas, leguminosas), ômega-3 (peixes, linhaça) e gorduras boas (abacate, azeite) ajudam no controle do colesterol.

    Leia mais: Como tratar o colesterol alto