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  • Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    Ataque Isquêmico Transitório: o ‘mini-AVC’ que não pode ser ignorado 

    O ataque isquêmico transitório (AIT) é um evento neurológico causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro. Apesar de os sintomas desaparecerem rapidamente, muitas vezes em poucos minutos, ele não deve ser encarado como algo leve.

    Isso porque o AIT é um dos principais sinais de alerta para o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Identificar o problema e agir rapidamente pode ser decisivo para evitar complicações mais graves nos dias ou semanas seguintes.

    O que é o ataque isquêmico transitório

    O ataque isquêmico transitório ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é bloqueado temporariamente.

    Essa interrupção costuma ser causada por:

    • Pequenos coágulos sanguíneos;
    • Placas de gordura (aterosclerose) nas artérias.

    Com a redução do fluxo sanguíneo, o cérebro recebe menos oxigênio e nutrientes, o que provoca sintomas neurológicos.

    A principal característica do ataque isquêmico transitório é que a circulação se restabelece rapidamente, e os sintomas desaparecem completamente.

    Principais sintomas do AIT

    Os sintomas são semelhantes aos do AVC e aparecem de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
    • Dormência em face, braço ou perna;
    • Dificuldade para falar ou compreender a fala;
    • Perda súbita da visão ou visão turva;
    • Tontura ou dificuldade de equilíbrio.

    Mesmo que os sintomas desapareçam, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.

    Por que o ataque isquêmico transitório é um sinal de alerta

    Embora os sintomas sejam temporários, o ataque isquêmico transitório indica que existe um problema na circulação cerebral.

    Após um episódio, o risco de AVC aumenta significativamente.

    Entre os pontos mais importantes:

    • Parte dos pacientes pode ter um AVC nas primeiras 48 horas;
    • O risco permanece elevado nas semanas seguintes.

    Por isso, o AIT é considerado uma emergência médica.

    Quais são os fatores de risco

    Os fatores de risco são semelhantes aos do AVC e estão relacionados à saúde cardiovascular.

    Entre os principais estão:

    • Hipertensão arterial;
    • Diabetes;
    • Colesterol elevado;
    • Tabagismo;
    • Fibrilação atrial;
    • Obesidade e sedentarismo.

    Controlar esses fatores é fundamental para reduzir o risco de novos eventos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e na avaliação médica.

    Além disso, podem ser solicitados exames para investigar a causa.

    Entre eles:

    • Tomografia ou ressonância magnética do cérebro;
    • Ultrassom doppler das artérias do pescoço;
    • Eletrocardiograma;
    • Ecocardiograma;
    • Exames laboratoriais.

    Esses exames ajudam a identificar alterações nos vasos sanguíneos ou no coração.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como principal objetivo prevenir um AVC.

    As medidas variam conforme a causa identificada, podendo incluir:

    • Uso de medicamentos antiplaquetários, como aspirina;
    • Controle rigoroso da pressão arterial;
    • Tratamento do colesterol elevado;
    • Controle do diabetes;
    • Uso de anticoagulantes em casos específicos.

    Além disso, mudanças no estilo de vida são fundamentais.

    Entre elas:

    • Parar de fumar;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física regularmente.

    Em alguns casos, podem ser indicados procedimentos para tratar obstruções nas artérias.

    Leia também: Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Perguntas frequentes sobre ataque isquêmico transitório

    1. O ataque isquêmico transitório é um tipo de AVC?

    Não exatamente. Ele causa sintomas semelhantes, mas sem lesão permanente no cérebro.

    2. Os sintomas desaparecem completamente?

    Sim. No AIT, os sintomas costumam desaparecer em minutos ou poucas horas.

    3. Mesmo assim é necessário procurar atendimento médico?

    Sim. O ataque isquêmico transitório é um alerta importante e deve ser investigado rapidamente.

    4. Quem tem ataque isquêmico transitório sempre terá um AVC?

    Não, mas o risco aumenta sem tratamento adequado.

    5. Quais são os sintomas mais comuns?

    Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e alterações de equilíbrio.

    6. O tratamento é feito com medicamentos?

    Na maioria dos casos, sim. Medicamentos ajudam a reduzir o risco de novos eventos.

    7. É possível prevenir novos episódios?

    Sim. O controle dos fatores de risco reduz significativamente as chances de recorrência.

    Veja mais: Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

  • Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e, na maioria das vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, ao longo dos anos, sem provocar sintomas no início. Isso torna importante identificar cedo quem tem maior risco de sofrer eventos graves, como infarto ou AVC — e hoje, isso pode ser feito por meio do score de risco cardiovascular.

    A ferramenta é usada para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares em determinado período, normalmente nos próximos 10 anos, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    De forma geral, ela funciona como um “mapa de risco” que ajuda profissionais de saúde a decidir quando intensificar a prevenção, exames ou tratamento. Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o score de risco cardiovascular?

    O score de risco cardiovascular serve para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver um evento cardiovascular, como infarto do miocárdio ou AVC, em um determinado período. Na prática, ele ajuda o médico a classificar o paciente em baixo, moderado ou alto risco, permitindo definir com mais precisão quais cuidados devem ser adotados.

    Por exemplo, pessoas com risco mais baixo costumam receber orientações focadas em hábitos de vida saudáveis, enquanto aquelas com risco elevado podem precisar de acompanhamento mais frequente, uso de remédios e controle mais rigoroso de fatores como pressão arterial, colesterol e glicemia.

    Além disso, o score de risco cardiovascular permite personalizar o tratamento, evitar intervenções desnecessárias e agir de forma mais precoce em quem realmente tem maior chance de apresentar complicações, contribuindo para a redução das doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    Como o cálculo do score de risco cardiovascular é feito?

    O cálculo do score de risco cardiovascular é feito a partir da combinação de informações clínicas e dados de exames simples, que apontam os principais fatores ligados ao desenvolvimento de doenças do coração e da circulação.

    De forma geral, entram no cálculo os seguintes fatores:

    • Idade;
    • Sexo;
    • Pressão arterial;
    • Colesterol total e frações, como LDL e HDL;
    • Presença de diabetes;
    • Tabagismo;
    • Histórico prévio de doença cardiovascular, em alguns modelos;
    • Uso de algumas medicações, dependendo do score utilizado.

    O exame de sangue e o checkup ajudam a compor o score de risco cardiovascular e são fundamentais para esse cálculo, segundo Juliana. Isso porque vários dos dados utilizados nos scores vêm diretamente dos exames laboratoriais e das medições feitas durante a avaliação clínica.

    Nos exames de sangue, por exemplo, são analisados o colesterol total, o LDL, conhecido como colesterol ruim, e o HDL, o colesterol bom. Já no check-up, entram medidas como a pressão arterial. Todas as informações são variáveis importantes que alimentam as calculadoras de risco e permitem uma estimativa mais precisa do risco cardiovascular.

    Juliana explica que as informações são inseridas em calculadoras específicas, como o score de Framingham, o ASCVD ou o SCORE europeu, que utilizam fórmulas matemáticas para gerar um percentual de risco. A partir do resultado, o paciente é classificado em faixas de baixo, intermediário ou alto risco, o que ajuda o médico a definir a melhor estratégia de prevenção.

    Como interpretar o resultado?

    A interpretação do score de risco cardiovascular é feita com base no percentual apresentado pela calculadora, que mostra a chance de a pessoa ter um problema cardiovascular, como infarto ou AVC, nos próximos anos.

    Os resultados são classificados em faixas de risco:

    • Baixo risco: indica menor probabilidade de eventos cardiovasculares. Nesses casos, a orientação costuma ser manter hábitos de vida saudáveis e acompanhamento de rotina;
    • Risco intermediário: aponta uma chance moderada, e pode exigir acompanhamento mais próximo, ajustes no estilo de vida e, em algumas situações, uso de medicações;
    • Alto risco: mostra uma probabilidade elevada de infarto ou AVC. Nessa faixa, o tratamento tende a ser mais intensivo, com controle rigoroso da pressão arterial, do colesterol, da glicemia e, muitas vezes, uso de remédios específicos.

    Vale lembrar que o score não é um diagnóstico, mas apenas uma estimativa de risco. Por isso, o resultado precisa sempre ser avaliado pelo médico, considerando a história de saúde da pessoa e outros fatores que não entram diretamente no cálculo.

    Quando o cálculo pode ser solicitado?

    De acordo com Juliana, o cálculo do score de risco cardiovascular é indicado para todos os adultos, especialmente a partir dos 40 anos, mesmo quando não há sintomas. A avaliação ajuda a identificar riscos que ainda não se manifestaram clinicamente.

    Em pessoas mais jovens, o score pode ser solicitado principalmente quando há sintomas ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce, como pais ou irmãos que tiveram infarto em idade muito jovem.

    Também existem scores específicos para indivíduos com diagnóstico de hipercolesterolemia familiar, um distúrbio genético do colesterol associado a um risco elevado de infarto e AVC. Nessas situações, a avaliação do risco é feita mais cedo para permitir cuidados antecipados e reduzir complicações ao longo do tempo.

    É possível reduzir o risco?

    É possível reduzir o risco cardiovascular a partir da adoção de hábitos mais saudáveis, como:

    Entre as medidas importantes para essa redução estão;

    • Prática regular de atividade física, adaptada à idade e às condições de saúde;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com redução de sal, açúcar e gorduras saturadas;
    • Interrupção do tabagismo e evitação da exposição ao fumo passivo;
    • Controle adequado da pressão arterial, com acompanhamento médico regular;
    • Controle dos níveis de colesterol total e frações, especialmente o LDL;
    • Controle da glicemia, principalmente em pessoas com diabetes ou pré-diabetes;
    • Manutenção do peso corporal adequado;
    • Redução do sedentarismo no dia a dia;
    • Uso correto e contínuo das medicações prescritas;
    • Acompanhamento médico periódico para reavaliação do risco cardiovascular.

    Assim, Juliana explica que o paciente pode, eventualmente, sair de uma faixa de alto risco para um risco moderado. As medidas atuam diretamente sobre os fatores que compõem o score de risco cardiovascular e contribuem para a redução da chance de infarto, AVC e outras doenças do coração ao longo do tempo.

    Confira: Circunferência da cintura: quando ela indica obesidade e risco cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O que são doenças cardiovasculares?

    As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão e doença arterial periférica. Muitas delas se desenvolvem lentamente e podem permanecer sem sintomas por anos.

    2. O que significa ter baixo risco cardiovascular?

    Ter baixo risco cardiovascular significa que a chance de desenvolver infarto ou AVC nos próximos anos é menor. Mesmo assim, isso não exclui a necessidade de manter hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, já que o risco pode mudar ao longo do tempo.

    3. Pessoas jovens podem ter score de risco cardiovascular alto?

    Podem, especialmente se tiverem fatores de risco importantes, como diabetes, colesterol muito elevado, tabagismo ou histórico familiar forte de doença cardiovascular precoce. Por isso, idade não é o único critério de atenção.

    4. Com que frequência o score deve ser reavaliado?

    A reavaliação costuma ser feita periodicamente, conforme orientação médica. Em geral, o score é recalculado após mudanças importantes no estado de saúde, início de tratamentos ou alterações significativas nos hábitos de vida.

    5. O score de risco cardiovascular é igual para homens e mulheres?

    Não exatamente. Alguns scores utilizam cálculos diferentes para homens e mulheres, pois o risco cardiovascular e a forma de apresentação das doenças podem variar conforme o sexo.

    6. Diabetes aumenta o risco cardiovascular?

    O diabetes é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares. Pessoas com diabetes têm maior chance de desenvolver infarto, AVC e outras complicações, mesmo quando não apresentam sintomas no início.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração 

    Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração 

    Você provavelmente já ouviu falar de diabetes, mas talvez não saiba exatamente o que é ou por que os médicos batem tanto na tecla da importância de controlar a glicemia. O fato é que a doença pode afetar toda a saúde, inclusive o coração.

    Apesar de muita gente associar o diabetes apenas ao açúcar alto no sangue, ele é bem mais complexo. A condição mexe com todo o metabolismo, pode afetar órgãos importantes e, quando não controlada, abrir caminho para problemas sérios.

    O que é diabetes

    Quando comemos alimentos que contêm carboidratos, como pães, massas, arroz, frutas e doces, eles são digeridos e transformados em glicose, um tipo de açúcar que serve de combustível para as células do corpo.

    Em condições normais, a glicose passa do intestino para a corrente sanguínea e, com a ajuda da insulina (um hormônio produzido pelo pâncreas), entra nas células para ser usada como energia.

    Quando a pessoa tem diabetes, esse processo é prejudicado. Ou o corpo não produz insulina suficiente, ou a insulina não consegue fazer o seu papel direito. Como resultado, a glicose não consegue entrar nas células e se acumula no sangue. Esse excesso, com o tempo, pode danificar vasos sanguíneos, nervos e órgãos.

    Tipos de diabetes

    Existem diferentes tipos de diabetes, mas todos exigem cuidado e acompanhamento médico.

    • Diabetes tipo 1: de origem autoimune, costuma aparecer na infância ou adolescência, embora também possa surgir em adultos.
    • Diabetes tipo 2: mais comum em adultos, mas está cada vez mais frequente em jovens por conta de hábitos ruins de vida;
    • Diabetes gestacional: aparece durante a gravidez e exige atenção redobrada.

    Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    O diabetes não tratado, segundo a cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é um grande problema.

    “Ele aumenta consideravelmente o risco do desenvolvimento de outras condições de saúde, em especial as doenças cardiovasculares. A doença cardiovascular ainda é a principal causa de morte nos pacientes diabéticos”, conta a especialista.

    Quando o açúcar no sangue fica alto por muito tempo, ele favorece o acúmulo de gordura e placas nas artérias, processo conhecido como aterosclerose, que pode levar a infarto e AVC.

    “Além disso, o diabetes não tratado pode levar a alterações nos nervos e vasos sanguíneos com diminuição de sensibilidade, um processo chamado neuropatia, e que pode inclusive dificultar a percepção de infarto, pois o paciente com diabetes pode ter um infarto sem dor”, detalha a médica.

    Quem tem diabetes tipo 1 precisa ainda ficar mais atento. Além do endocrinologista, Juliana Soares recomenda acompanhamento com:

    • Nefrologista: para a saúde dos rins;
    • Oftalmologista: para prevenir retinopatia diabética que pode provocar perda de visão;
    • Cardiologista: para avaliar e proteger o coração;
    • Nutricionista: para ajustar a alimentação.

    A médica explica que portadores de diabetes tipo 1 têm mais risco de desenvolver doenças cardiovasculares, principalmente quando os controles dos níveis de glicose são inadequados.

    “Isso leva ao aumento do processo de formação das placas nas artérias e a lesão nos vasos sanguíneos e nervos. A doença cardiovascular é a principal causa de morte em adultos com diabetes tipo 1”, alerta.

    E o pré-diabetes?

    Se o diabetes é o sinal vermelho, o pré-diabetes é o sinal amarelo. Os níveis de açúcar já estão acima do normal, mas ainda não chegaram ao ponto de ser diabetes.

    A boa notícia, segundo Juliana Soares, é que mudanças no estilo de vida como melhora da alimentação, prática de atividade física e perda de peso são altamente eficazes.

    “Em algumas situações o uso de remédios, em especial a metformina, é muito benéfico e ajuda a conter a evolução para o diabetes”.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Hoje há novos remédios que podem tratar diabetes, sendo que o mais falado atualmente é a semaglutida (Ozempic). Esse remédio pertence ao grupo dos agonistas do GLP-1, um hormônio que, como explica Juliana Soares, estimula a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está alto, reduz o apetite e retarda o esvaziamento do estômago, evitando picos de glicose no sangue.

    Esses remédios também ajudam a reduzir risco de infarto e AVC, melhorando colesterol, pressão arterial e até a saúde dos vasos sanguíneos.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Nos últimos anos, uma classe de remédios ganhou destaque no tratamento do diabetes tipo 2: os agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Ozempic). O GLP-1 é um hormônio que o próprio corpo produz e que ajuda a regular a glicose no sangue de forma inteligente.

    A cardiologista explica que, quando os níveis de açúcar estão altos, os remédios agonistas do GLP-1 estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas e, ao mesmo tempo, inibem a liberação de um hormônio chamado glucagon, que atua na liberação de glicose pelo fígado. Ou seja, eles não só ajudam a colocar a glicose para dentro das células, mas também evitam que o fígado jogue mais açúcar na corrente sanguínea.

    Esse tipo de remédio também age no cérebro. Eles diminuem o apetite, aumentam a sensação de saciedade e ainda reduzem a velocidade com que o estômago esvazia após as refeições. Esse conjunto de ações faz com que a glicose seja absorvida mais devagar e evita picos de açúcar no sangue.

    “Os agonistas do GLP-1 podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC e até mesmo morte por causas cardiovasculares”, conta a médica. “A ação no controle dos níveis de açúcar e no peso são, por si, fatores protetores e que reduzem o risco cardiovascular através da melhora metabólica”.

    Como viver bem com diabetes tipo 2

    O diagnóstico de diabetes não precisa ser sinônimo de uma qualidade de vida ruim. “A vida do portador de diabetes pode ser saudável desde que um estilo de vida adequado e os cuidados necessários sejam seguidos. O foco no autocuidado, no tratamento adequado e na prevenção das complicações é fundamental”, reforça Juliana Soares.

    O tratamento conta com:

    • Alimentação equilibrada;
    • Atividade física regular;
    • Controle do colesterol e da pressão;
    • Monitoramento da glicemia;
    • Uso correto dos remédios;
    • Exames regulares.

    Perguntas frequentes sobre diabetes

    1. O diabetes pode ser curado?

    Não, mas pode ser controlado com tratamento e mudanças no estilo de vida.

    2. O que é hipoglicemia?

    É quando o açúcar no sangue fica muito baixo. Isso pode causar tontura, suor frio, desmaio e, se a queda de açúcar for muito intensa e não for revertida a tempo, pode levar até à morte.

    3. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    Mantendo um peso saudável, fazendo exercícios e comendo de forma equilibrada.

    5. O que é pré-diabetes?

    É quando a glicose está acima do normal, mas ainda não ao ponto de ser caracterizada diabetes.

    6. Diabetes afeta só o açúcar no sangue?

    Não, pode atingir coração, rins, olhos e nervos, por isso é importante tratar a doença.

    7. O que é resistência à insulina?

    É quando o corpo não consegue usar a insulina de forma eficiente, e isso faz com que o açúcar no sangue fique mais alto.

    8. Quem tem diabetes pode comer doce?

    Sim, mas com moderação e dentro de um plano alimentar equilibrado.

  • Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    O colesterol é muito importante para o corpo, mas em excesso pode ser perigoso. Quando está bem equilibrado, ajuda o organismo a funcionar direito, mas o colesterol alto aumenta o risco de doenças bem graves, como infarto e AVC.

    Neste texto, você vai entender o que é colesterol, os tipos e os principais fatores que contribuem para que ele fique alto, além de aprender o que fazer para resolver esse problema.

    O que é colesterol e por que ele é importante?

    O colesterol é um tipo de gordura produzido pelo próprio organismo e também obtido pela alimentação. Apesar da fama ruim, ele é fundamental: está presente nas membranas das células, participa da produção de hormônios e é necessário para a saúde do corpo. No entanto, é preciso evitar a todo custo o colesterol alto.

    Tipos de colesterol: LDL, HDL e VLDL explicado

    Colesterol LDL: por que é considerado ruim?

    Quando está em excesso, o LDL se acumula nas artérias e pode formar placas que dificultam a passagem do sangue. Quando essas placas bloqueiam a passagem total do sangue é que acontecem infartos e AVC.

    Colesterol HDL: o protetor do coração

    Nem todo colesterol é ruim. O colesterol HDL tem o papel de “limpar” o excesso de colesterol nas artérias e ajudar a proteger o coração.

    VLDL

    O colesterol VLDL transporta triglicerídeos, outra gordura que faz mal ao coração. Quando há VLDL em excesso, sobram triglicérides circulando, o que predispõe ao acúmulo de gordura nas artérias e aumenta o risco cardiovascular.

    Valores de referência para colesterol

    Exame Desejável para população geral Desejável para alto risco cardiovascular Desejável para risco muito alto
    Colesterol Total Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL Menor que 190 mg/dL
    LDL (colesterol “ruim”) Menor que 100 mg/dL Menor que 70 mg/dL Menor que 50 mg/dL
    HDL (colesterol “bom”) ≥ 40 mg/dL (homens) / ≥ 50 mg/dL (mulheres) Igual Igual
    Triglicerídeos Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL Menor que 150 mg/dL
    Não-HDL Menor que 130 mg/dL Menor que 100 mg/dL Menor que 80 mg/dL

    O que causa o colesterol alto?

    As causas do colesterol alto são várias. O problema pode acontecer tanto por maus hábitos de saúde ou por fatores genéticos. Entenda.

    Fatores genéticos

    Algumas pessoas nascem com maior tendência ao colesterol alto, mesmo estando dentro do peso ideal e fazendo uma alimentação saudável. Essa condição é uma herança genética chamada de hipercolesterolemia familiar e afeta cerca de 1 em cada 250 brasileiros.

    Dieta rica em gordura saturada e trans

    Alimentos como fast-food, frituras, carnes gordurosas e produtos industrializados são grandes problemas, pois uma alimentação ruim pode aumentar o LDL em até 25%. E os riscos do colesterol alto são muitos, por isso é importante manter uma boa alimentação.

    Sedentarismo

    A falta de atividade física reduz o HDL, que é o colesterol bom, e dificulta o controle do colesterol ruim. Apenas 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana já fazem diferença.

    Tabagismo e álcool em excesso

    Fumar danifica as artérias e reduz o colesterol bom. O excesso de bebida alcoólica também aumenta os triglicérides, que é péssimo para o coração.

    Envelhecimento e hormônios

    Com o passar dos anos, o corpo tende a produzir mais colesterol. Após a menopausa, muitas mulheres apresentam aumento do LDL.

    Veja também: Pressão alta: como controlar com a alimentação

    Doenças associadas

    Diabetes tipo 2, hipotireoidismo e doenças renais ou hepáticas alteram o metabolismo e aumentam a chance de ter colesterol alto.

    Estresse

    O estresse crônico aumenta o cortisol, um hormônio que interfere no metabolismo das gorduras e pode aumentar os níveis de colesterol.

    Uso de remédios

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, alguns remédios, como corticóides, anticoncepcionais, diuréticos e betabloqueadores, podem contribuir para alterações do colesterol. “É fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso ao investigar causas de colesterol alto”, alerta.

    Como prevenir o colesterol alto?

    O controle do colesterol começa com hábitos saudáveis. Veja os três pilares de prevenção do colesterol alto:

    • Alimentação balanceada: frutas, verduras, grãos integrais, azeite de oliva e peixes são ótimos para ajudar a manter o colesterol sob controle. Evite frituras, embutidos e alimentos industrializados.
    • Exercício físico: caminhar, pedalar, nadar ou dançar ajuda a melhorar os níveis de HDL e controlar o LDL. Lembre-se de ser constante na atividade física.
    • Acompanhamento médico: em alguns casos, pode ser necessário o uso de remédios (como as estatinas), sempre com orientação profissional. Se for o caso do colesterol por herança genética, outros remédios ainda mais específicos também podem ser usados.

    Manter o colesterol em ordem é um passo muito importante para uma vida longa e saudável. O colesterol e o estilo de vida estão muito relacionados.

    Perguntas frequentes sobre colesterol alto

    1. Colesterol alto tem sintomas?

    Na maioria dos casos, não. O colesterol alto é silencioso. Só exames de sangue podem identificar o problema.

    2. Colesterol alto sempre precisa de remédio?

    Nem sempre. Mudanças na alimentação e no estilo de vida muitas vezes são suficientes, mas em alguns casos o médico pode indicar medicamentos.

    3. Qual o nível ideal de colesterol?

    Depende do histórico de saúde da pessoa. Em geral, o LDL deve ficar abaixo de 100 mg/dL. Mas para pessoas com risco cardíaco mais alto, esse número pode ser bem menor. O médico saberá dizer o melhor para cada caso.

    4. Crianças e adolescentes também podem ter colesterol alto?

    Sim. Por isso, é importante criar bons hábitos desde cedo e, quando necessário, fazer exames de rotina.

    5. O que comer para baixar o colesterol?

    Alimentos ricos em fibras (aveia, frutas, leguminosas), ômega-3 (peixes, linhaça) e gorduras boas (abacate, azeite) ajudam no controle do colesterol.

    Leia mais: Como tratar o colesterol alto