Categoria: Sinais & Sintomas

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  • Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Você já sentiu dor no estômago antes de uma prova importante? Ou precisou correr para o banheiro momentos antes de uma apresentação? Isso acontece com muita gente, e não é coincidência.

    Existe uma ligação direta entre o cérebro e o sistema digestivo, chamada eixo cérebro-intestino. Quando estamos sob forte emoção, o corpo ativa mecanismos de alerta, conhecidos como resposta de luta ou fuga. Essa reação envolve o sistema nervoso e hormônios do estresse e pode alterar o funcionamento do estômago e do intestino, provocando dor, queimação, enjoo ou até diarreia.

    Como o estresse afeta o estômago e o intestino

    O sistema digestivo é extremamente sensível ao estado emocional. Em situações de nervoso, medo ou ansiedade intensa, ocorrem alterações importantes:

    • Aumento do ácido gástrico: pode causar queimação, dor na boca do estômago e piora de gastrite ou refluxo;
    • Alteração dos movimentos intestinais: algumas pessoas têm aceleração do trânsito intestinal, levando à diarreia, enquanto outras podem apresentar prisão de ventre;
    • Maior sensibilidade visceral: o intestino passa a sentir mais os estímulos normais, tornando desconfortos leves mais intensos;
    • Redução do fluxo sanguíneo digestivo: o corpo prioriza músculos e coração, podendo gerar sensação de desconforto abdominal.

    Esse conjunto de mudanças explica por que o estresse pode provocar tanto dor no estômago quanto dor de barriga.

    Quais sintomas podem aparecer?

    Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns são:

    • Dor ou queimação no estômago;
    • Enjoo ou sensação de “bolo na garganta”;
    • Sensação de estufamento ou gases;
    • Diarreia ou vontade urgente de ir ao banheiro;
    • Cólicas abdominais;
    • Perda de apetite em alguns casos.

    Esses sintomas tendem a surgir em momentos de maior tensão emocional e podem melhorar quando a situação estressante passa.

    Por que algumas pessoas sentem mais do que outras?

    A intensidade dos sintomas depende de vários fatores, como:

    • Nível de ansiedade da pessoa;
    • Histórico de gastrite, refluxo ou síndrome do intestino irritável;
    • Qualidade do sono;
    • Alimentação;
    • Estresse crônico.

    Pessoas que já têm maior sensibilidade gastrointestinal costumam perceber os efeitos emocionais de forma mais intensa.

    O que pode ser feito para reduzir os sintomas?

    Embora não seja possível eliminar totalmente o impacto das emoções no corpo, é possível diminuir bastante o desconforto com algumas estratégias.

    1. Controle do estresse e da ansiedade

    • Técnicas de respiração profunda;
    • Meditação ou mindfulness;
    • Atividade física regular;
    • Psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental.

    2. Hábitos alimentares adequados

    • Evitar refeições muito pesadas em momentos de estresse;
    • Reduzir café, álcool e alimentos muito gordurosos ou picantes;
    • Comer devagar e em ambiente tranquilo;
    • Manter hidratação adequada.

    3. Rotina e sono

    • Dormir bem ajuda a regular o eixo cérebro-intestino;
    • Evitar excesso de trabalho e sobrecarga emocional contínua.

    4. Tratamento médico quando necessário

    Se os sintomas forem frequentes ou intensos, um médico pode avaliar e, se indicado, prescrever:

    • Protetores gástricos ou antiácidos;
    • Medicamentos para ansiedade;
    • Probióticos ou medicamentos para regular o intestino;
    • Investigação para gastrite, refluxo ou síndrome do intestino irritável.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante buscar avaliação médica quando:

    • A dor é intensa ou persistente;
    • Há perda de peso sem explicação;
    • Surgem vômitos frequentes;
    • Há sangue nas fezes ou no vômito;
    • Os sintomas não melhoram mesmo após controle do estresse.

    Nesses casos, é necessário descartar doenças gastrointestinais que podem não estar relacionadas apenas ao fator emocional.

    Confira: Maracujá acalma? Veja mais dicas para controlar a ansiedade

    Perguntas frequentes sobre estresse e dor de estômago

    1. Estresse pode causar gastrite?

    Pode piorar ou desencadear sintomas de gastrite, principalmente em pessoas predispostas.

    2. Ansiedade pode dar diarreia?

    Sim. A aceleração do trânsito intestinal é uma resposta comum ao nervosismo.

    3. Dor de estômago por nervoso é perigosa?

    Na maioria das vezes, não. Mas sintomas persistentes devem ser avaliados.

    4. O intestino realmente sente emoções?

    Sim. O eixo cérebro-intestino explica essa comunicação constante entre emoções e sistema digestivo.

    5. Medicamentos são sempre necessários?

    Não. Muitas vezes, controle do estresse e mudanças no estilo de vida já ajudam bastante.

    6. Crianças também podem ter dor de barriga por ansiedade?

    Sim. É comum antes de provas, apresentações ou mudanças importantes.

    7. Respiração profunda realmente ajuda?

    Sim. Técnicas de respiração ativam o sistema nervoso parassimpático, que ajuda a acalmar o corpo.

    Veja mais: Por que a ansiedade faz o coração ficar acelerado? Cardiologista explica

  • Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    A perda de apetite, também chamada de inapetência, é um sintoma muito comum e, na maioria das vezes, não representa algo grave. É frequente que a fome diminua em períodos de estresse, cansaço, ansiedade ou durante infecções leves, como uma virose intestinal. Nessas situações, o apetite costuma voltar ao normal em poucos dias.

    O problema começa quando essa falta de fome se prolonga, piora progressivamente ou vem acompanhada de outros sintomas. Nesses casos, a perda de apetite pode deixar de ser algo passageiro e se tornar um sinal de alerta para doenças que precisam de investigação.

    Quando a perda de apetite é considerada preocupante?

    A inapetência merece atenção quando apresenta uma ou mais das seguintes características:

    • Duração maior que semanas a meses;
    • Perda de peso não intencional de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal;
    • Associação com sintomas como:
    • Náuseas ou vômitos persistentes;
    • Dor abdominal importante;
    • Alterações do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
    • Sensação de saciedade precoce (sentir-se cheio com pouca comida);
    • Mal-estar geral, cansaço intenso ou febre.

    Quando esses sinais estão presentes, a perda de apetite deixa de ser considerada normal e deve ser investigada.

    Sinais de alarme que exigem atendimento urgente

    • Sangue nas fezes ou no vômito;
    • Palidez acentuada ou fraqueza importante;
    • Tonturas frequentes ou desmaios;
    • Dor abdominal intensa e persistente;
    • Vômitos que impedem a ingestão de líquidos.

    Esses sinais podem indicar sangramentos, infecções graves ou outras condições que exigem avaliação imediata.

    Quais doenças podem causar perda de apetite prolongada?

    Diversas condições médicas podem estar associadas à inapetência persistente.

    1. Doenças do trato gastrointestinal

    • Gastrite;
    • Úlceras gástricas ou duodenais;
    • Infecções intestinais mais graves;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.

    Essas doenças podem causar dor, náuseas e desconforto ao comer, levando à redução do apetite.

    2. Alterações hormonais e metabólicas

    • Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo);
    • Doença renal crônica;
    • Doença hepática, como cirrose.

    Essas condições alteram o metabolismo e podem modificar a sensação de fome.

    3. Câncer

    Alguns tipos de câncer podem causar perda de apetite e emagrecimento. Isso pode ocorrer devido ao próprio tumor, à inflamação associada ou aos efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia.

    4. Transtornos psiquiátricos

    • Ansiedade;
    • Depressão;
    • Anorexia nervosa e outros transtornos alimentares.

    Nesses casos, a perda de apetite pode estar relacionada a alterações emocionais, medo de comer ou distorção da imagem corporal.

    Como é feita a avaliação médica?

    Ao investigar a perda de apetite, o médico costuma avaliar:

    • Tempo de duração do sintoma;
    • Presença de perda de peso;
    • Sintomas associados;
    • Histórico médico e uso de medicamentos;
    • Exame físico completo;
    • Necessidade de exames laboratoriais ou de imagem.

    O objetivo é identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.

    Quando não é necessário se preocupar?

    A perda de apetite costuma ser considerada benigna quando:

    • Dura poucos dias;
    • Está associada a estresse, cansaço ou infecção leve;
    • Não há perda significativa de peso;
    • Não há sintomas graves associados.

    Nessas situações, o apetite geralmente retorna espontaneamente.

    Leia mais: Dormir pouco aumenta o apetite? Saiba como o sono afeta os hormônios do apetite

    Perguntas frequentes sobre perda de apetite

    1. Perder a fome por alguns dias é normal?

    Sim. Situações de estresse, infecções leves ou cansaço podem reduzir temporariamente o apetite.

    2. Quando a perda de apetite indica algo grave?

    Quando é persistente, causa perda de peso importante ou vem acompanhada de sintomas como dor intensa, vômitos persistentes ou sangramento.

    3. Perda de apetite sempre leva à perda de peso?

    Nem sempre. Mas quando há emagrecimento sem explicação, a investigação médica é recomendada.

    4. Ansiedade pode tirar a fome?

    Sim. Alterações emocionais podem interferir na percepção de fome e saciedade.

    5. Depressão pode causar inapetência?

    Sim. A perda de apetite é um sintoma comum da depressão.

    6. Perda de apetite em idosos merece mais atenção?

    Sim. Em idosos, a inapetência pode levar rapidamente à perda de peso e fragilidade.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Se a perda de apetite durar semanas, causar emagrecimento ou vier acompanhada de outros sintomas importantes.

    Confira: Emagrecer rápido demais faz mal ao coração? Entenda o papel das canetas emagrecedoras

  • Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    É comum ver pessoas que desmaiam ao receberem uma notícia chocante, levarem um susto repentino ou passarem por uma emoção muito forte. Apesar de assustador, esse tipo de episódio, na maioria das vezes, tem uma explicação fisiológica clara e está relacionado à chamada síncope vasovagal.

    A síncope vasovagal é a causa mais frequente de desmaio em pessoas saudáveis. Ela acontece quando o sistema nervoso reage de forma exagerada a um estímulo emocional ou físico, provocando uma queda súbita da pressão arterial e, às vezes, da frequência cardíaca. Com menos sangue chegando ao cérebro por alguns segundos, ocorre a perda temporária da consciência.

    O que é a síncope vasovagal

    A síncope vasovagal é um tipo de desmaio provocado por um reflexo do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções automáticas como batimentos cardíacos, pressão arterial e respiração.

    Nesse tipo de desmaio, dois mecanismos principais acontecem ao mesmo tempo:

    • Vasodilatação (vasodepressão): os vasos sanguíneos se dilatam de forma abrupta, fazendo a pressão arterial cair;
    • Bradicardia (cardioinibição): o coração pode bater mais devagar do que o esperado naquele momento.

    Essa combinação reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, levando ao desmaio.

    Por que o susto ou a emoção desencadeiam o desmaio?

    Situações de medo, ansiedade, susto ou emoção intensa ativam fortemente o sistema nervoso. Em pessoas predispostas, essa ativação pode, paradoxalmente, desencadear o reflexo vasovagal.

    Entre os gatilhos mais comuns estão:

    • Receber uma notícia chocante ou traumática;
    • Ver sangue ou passar por procedimentos médicos;
    • Ter medo intenso ou pânico repentino;
    • Ficar muito ansioso ou estressado;
    • Permanecer muito tempo em pé em ambiente quente.

    Nessas circunstâncias, o corpo reage de forma exagerada, causando queda súbita da pressão arterial e possível desmaio.

    O que a pessoa sente antes de desmaiar?

    Na maioria dos casos, o desmaio não acontece de forma totalmente inesperada. Antes de perder a consciência, muitas pessoas apresentam sinais de alerta, chamados pródromos.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Tontura ou sensação de cabeça leve;
    • Suor frio;
    • Palidez;
    • Náuseas;
    • Visão embaçada ou escurecimento visual;
    • Zumbido no ouvido;
    • Sensação de fraqueza nas pernas.

    Esses sinais indicam que o desmaio pode estar prestes a acontecer. Ao percebê-los, a pessoa deve tentar sentar ou deitar imediatamente para evitar quedas e traumas.

    O que acontece durante e depois do desmaio?

    A síncope vasovagal geralmente dura poucos segundos e raramente ultrapassa 1 a 2 minutos. Quando a pessoa cai ou se deita, o fluxo sanguíneo para o cérebro melhora rapidamente, permitindo a recuperação espontânea da consciência.

    Após o episódio, é comum sentir:

    • Cansaço ou sonolência;
    • Confusão leve e passageira;
    • Mal-estar geral.

    Esses sintomas costumam melhorar gradualmente em pouco tempo.

    Quando devo me preocupar?

    Na maior parte das vezes, a síncope vasovagal é benigna. Ainda assim, é importante procurar avaliação médica se:

    • Os desmaios forem frequentes;
    • Ocorrerem sem sintomas prévios;
    • Acontecerem durante exercício físico;
    • Houver histórico de doença cardíaca;
    • A pessoa se machucar durante a queda.

    Nessas situações, é fundamental investigar outras possíveis causas de desmaio, como alterações cardíacas ou neurológicas.

    Como prevenir novos episódios

    Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de novos episódios de síncope vasovagal:

    • Evitar ficar muito tempo em pé sem se movimentar;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar ambientes muito quentes;
    • Ao perceber os primeiros sintomas, sentar ou deitar imediatamente;
    • Seguir orientações médicas específicas em casos recorrentes.

    Em pessoas com episódios frequentes, o médico pode indicar estratégias adicionais para controle.

    Confira: Pressão arterial oscilante: o que pode causar e quando é perigoso

    Perguntas frequentes sobre síncope vasovagal

    1. Síncope vasovagal é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. Ela é considerada benigna, mas deve ser avaliada se ocorrer repetidamente ou em situações atípicas.

    2. Desmaio por susto é sempre síncope vasovagal?

    Nem sempre, mas é a causa mais comum quando ocorre após emoção intensa.

    3. É possível evitar o desmaio?

    Sim. Ao perceber os sintomas iniciais, deitar-se ou sentar-se pode evitar a perda de consciência.

    4. Quem tem síncope vasovagal tem problema no coração?

    Geralmente não. A síncope vasovagal ocorre por reflexo do sistema nervoso, não por doença cardíaca estrutural.

    5. Pode acontecer mais de uma vez?

    Sim. Algumas pessoas são mais predispostas e podem ter episódios recorrentes.

    6. Crianças e adolescentes podem ter?

    Sim. A síncope vasovagal é comum em jovens e adultos jovens.

    7. Precisa fazer exames?

    Depende do contexto. Quando há fatores de risco ou sinais de alerta, exames podem ser solicitados para descartar outras causas.

    Veja mais: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

  • Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Sabia que quase 40% da população mundial convive com algum tipo de dor de cabeça? O sintoma costuma surgir em diferentes momentos da rotina, principalmente em fases de estresse ou cansaço físico e mental. Nesses casos, o corpo reage mudando o fluxo de sangue no cérebro, aumentando a tensão muscular e liberando substâncias que intensificam a dor.

    Normalmente, o incômodo não indica nenhum problema de saúde, mas quando ele dura mais de três dias durante o mês e muda de padrão, pode ser necessário investigar alguma condição mais séria. Conversamos com a médica de família e comunidade Gabriela Barreto para entender quando é necessário procurar ajuda médica. Confira!

    O que pode causar dor de cabeça constante?

    A dor de cabeça constante pode ser causada por diferentes fatores, desde alterações benignas até condições de saúde que merecem atenção médica. Em geral, o quadro pode ser causado por:

    Cefaleia primária

    A dor de cabeça primária é aquela que não é causada por outra doença, e não há nenhuma alteração estrutural metabólica, estrutural ou outro fator que a explique. Em episódios frequentes, existem dois tipos principais, sendo eles:

    • Enxaqueca: surge por alterações no funcionamento das vias nervosas e dos vasos sanguíneos do cérebro. Segundo Gabriela, ela causa uma dor pulsátil, moderada a forte, geralmente em um lado da cabeça — e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz e ao som, e piorar com esforço físico. Em algumas pessoas, há sinais prévios chamados “aura”, como visão embaçada ou pontos luminosos;
    • Cefaleia de tensão (dor de cabeça tensional): é o tipo mais comum de dor e costuma ser leve a moderada, com sensação de aperto ou pressão ao redor do crânio, como se algo comprimisse a cabeça de maneira contínua. O quadro costuma estar associado a tensão muscular, estresse, noites mal dormidas e má postura, fatores que aumentam a rigidez na musculatura do pescoço.

    “Fatores como estresse emocional, noites mal dormidas, jejum prolongado, excesso de cafeína ou certos alimentos (como chocolates, queijos curados e bebidas alcoólicas) podem desencadear ou piorar crises de dor de cabeça, especialmente em indivíduos predispostos”, complementa Gabriela.

    Cefaleias secundárias

    As dores de cabeça secundárias são aquelas que aparecem por causa de algum fator identificável, isto é, uma condição clínica que provocou o sintoma. Diferentemente das cefaleias primárias, que surgem sem ligação com alguma doença, as secundárias aparecem como consequência de um problema específico do organismo.

    Entre as causas secundárias que podem causar dor de cabeça mais frequente na rotina, é possível destacar:

    • Problemas de visão, como astigmatismo e miopia, ainda mais quando a pessoa realiza atividades que exigem esforço visual prolongado, como leitura, uso de telas ou direção;
    • Sinusites e outras infecções respiratórias, que geram sensação de pressão na testa, nas maçãs do rosto e atrás dos olhos, piorando ao abaixar a cabeça ou ao acordar;
    • Crises de pressão alta, principalmente quando os níveis sobem de maneira abrupta, causando dor intensa na região da nuca ou sensação de peso na cabeça;
    • Desidratação, jejum prolongado e noites de sono ruins, que reduzem o aporte de energia para o cérebro e aumentam a sensibilidade à dor;
    • Traumas na cabeça, mesmo leves, que podem desencadear dor persistente por dias ou semanas e requerem avaliação médica;
    • Doenças neurológicas ou infecções mais graves, como meningite, hemorragias e tumores, que são menos comuns mas precisam ser identificadas rapidamente quando há outros sintomas associados.

    A dor costuma melhorar quando a causa de origem é tratada, fato o que torna o diagnóstico correto importante para a escolha do melhor tratamento.

    Excesso de analgésicos pode piorar a dor de cabeça?

    O uso excessivo de analgésicos comuns, como dipirona, paracetamol ou ibuprofeno, pode levar ao quadro conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação, de acordo com Gabriela, no qual a dor se torna cada vez mais frequente, intensa e difícil de controlar.

    Quando o organismo passa a depender do alívio rápido proporcionado pelo remédio, instala-se um ciclo de melhora momentânea seguida de retorno rápido do incômodo, o que estimula novas doses e aumenta ainda mais a sensibilidade à dor. O ideal, em qualquer situação, é que o analgésico seja usado com moderação.

    Quando procurar ajuda médica?

    Segundo Gabriela Barreto, alguns sinais podem indicar que a dor está ligada a causas secundárias mais graves, exigindo avaliação rápida. Quando um desses sinais aparece, a orientação é buscar um pronto-atendimento sem demora:

    • Dor de cabeça que surge de forma súbita e muito intensa geralmente descrita como “a pior dor da vida”;
    • Dor que acorda a pessoa durante a noite ou piora progressivamente;
    • Dor após traumatismo craniano;
    • Dor associada a alterações na visão, fala, força ou sensibilidade;
    • Dor acompanhada de vômitos persistentes, febre alta, rigidez no pescoço ou confusão mental;
    • Início após os 50 anos de idade

    “Quando a dor muda de padrão, surge de forma súbita e intensa, ou vem acompanhada de outros sintomas neurológicos, é importante buscar avaliação médica para exclusão de alguma condição mais séria”, aponta Gabriela.

    Como é feita a investigação de dor de cabeça constante?

    A investigação de dor de cabeça constante começa com uma conversa detalhada entre o paciente e o médico. O profissional pergunta quando a dor surgiu, com que frequência aparece, quanto dura, onde dói e se há sintomas associados, como náuseas, tontura ou sensibilidade à luz e ao som. Ele também pode perguntar sobre o uso frequente de analgésicos, que pode agravar o quadro.

    Depois disso, o exame físico ajuda a identificar sinais de tensão muscular, problemas na coluna cervical, alterações neurológicas ou indícios de sinusite. Em muitos casos, a avaliação inicial já é suficiente para definir o tipo de dor e orientar o tratamento.

    De acordo com Gabriela, o uso de exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, é indicado apenas quando há sinais de alerta, mudança no padrão habitual da dor, ou quando há suspeita de causas secundárias.

    Como aliviar a dor de cabeça?

    A melhor forma de aliviar a dor de cabeça depende da causa, mas algumas medidas simples costumam ajudar a reduzir o desconforto no dia a dia, como:

    • Aplicar compressas frias na testa ou na nuca para reduzir a inflamação e aliviar a tensão;
    • Descansar em um ambiente silencioso, arejado e com pouca luz, o que diminui a sensibilidade a estímulos;
    • Beber água ao longo do dia para manter a hidratação e evitar crises relacionadas à desidratação;
    • Fazer refeições regulares, sem longos períodos de jejum, para estabilizar os níveis de energia;
    • Alongar pescoço, ombros e parte superior das costas após muitas horas sentado ou diante de telas;
    • Ajustar a iluminação do ambiente e diminuir o brilho de celulares, computadores e televisões;
    • Realizar pausas frequentes durante atividades que exigem foco visual ou postura fixa;
    • Manter uma rotina de sono regular, com horários definidos para dormir e acordar;
    • Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou meditação, para reduzir o estresse.

    Em alguns momentos, o uso de analgésicos simples pode ajudar, mas ele deve ser pontual e sempre orientado por um médico, evitando que o quadro piore. Não se automedique!

    Veja mais: Dor de cabeça é sintoma de aneurisma cerebral? Saiba como identificar

    Perguntas frequentes

    O que diferencia a enxaqueca da dor de cabeça comum?

    A enxaqueca é uma condição neurológica, normalmente mais forte e incapacitante, com dor pulsátil que pode durar horas ou dias. Ela costuma vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade intensa à luz, aos sons e a cheiros.

    Já a dor de cabeça comum, como a cefaleia de tensão, tende a ser mais leve ou moderada, com sensação de pressão ao redor da cabeça. Enquanto a enxaqueca tem gatilhos específicos e crises recorrentes, a dor de tensão costuma surgir por estresse, postura inadequada e tensão muscular.

    O uso de telas pode causar dor de cabeça?

    O uso prolongado de computadores, celulares e tablets exige esforço visual contínuo e aumenta a tensão nos músculos ao redor dos olhos. Quando a pessoa passa horas sem pausas, com brilho excessivo ou má iluminação, a fadiga ocular aparece, causando dor na testa e nas têmporas.

    Algumas dicas podem ajudar nesses casos, como ajustar a iluminação, reduzir o brilho e fazer pausas a cada 30 a 40 minutos.

    Dor de cabeça pode ter relação com o período menstrual?

    Sim, pois a queda de estrogênio que acontece antes da menstruação pode sensibilizar os vasos sanguíneos e aumentar as chances de enxaqueca. Inclusive, muitas mulheres relatam crises mensais mais fortes e duradouras. Em alguns casos, ajustes hormonais ou estratégias preventivas podem ajudar.

    Dor de cabeça ao acordar é comum?

    Sim, muitas pessoas sentem dor logo ao acordar, e isso pode ocorrer por diferentes motivos, como noites mal dormidas, bruxismo, apneia do sono, postura inadequada ao dormir, desidratação e estresse.

    Quando a dor aparece quase todos os dias ao acordar, é importante investigar problemas respiratórios noturnos ou distúrbios do sono, que têm impacto direto no padrão da dor.

    Beber café pode provocar dor de cabeça?

    A cafeína presente no café é estimulante e, quando consumida em excesso, pode levar à vasoconstrição seguida de vasodilatação, mecanismo que desencadeia a dor de cabeça. Em pessoas que já têm sensibilidade, várias xícaras de café, energéticos ou chás escuros podem piorar o quadro.

    O que pode desencadear uma crise de enxaqueca?

    A enxaqueca pode ser engatilhada por diversos fatores, que variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns incluem:

    • Estresse emocional;
    • Noites mal dormidas;
    • Jejum prolongado;
    • Álcool;
    • Certos alimentos;
    • Variações hormonais;
    • Cheiros fortes;
    • Luz intensa;
    • Mudanças climáticas;
    • Uso excessivo de analgésicos.

    Quanto tempo dura uma crise de enxaqueca?

    Uma crise de enxaqueca pode durar horas ou até três dias, dependendo da intensidade, dos gatilhos e do tratamento. Algumas pessoas conseguem interromper a crise no início com medidas simples no dia a dia, mas outras necessitam de medicação específica, indicada por um médico.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Por que a ansiedade faz o coração ficar acelerado? Cardiologista explica

    Por que a ansiedade faz o coração ficar acelerado? Cardiologista explica

    Além da taquicardia, uma crise de ansiedade pode vir acompanhada de falta de ar, tremores, tontura e dor no peito.

    O coração acelerado é um dos sintomas mais comuns durante uma crise de ansiedade, normalmente acompanhado de falta de ar, tremores e uma sensação intensa de perigo — mesmo que não exista nenhuma ameaça. Já se perguntou por que isso acontece? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender o que ocorre com o corpo e como controlar os batimentos cardíacos nesses momentos.

    O que acontece no corpo durante uma crise de ansiedade?

    Durante uma crise de ansiedade ou pânico, Juliana explica que ocorre uma reação natural e instintiva do organismo chamada resposta de luta ou fuga. Nesse processo, o sistema nervoso simpático é ativado para preparar o corpo a reagir diante de uma possível ameaça, mesmo quando não há perigo real.

    Ele estimula as glândulas suprarrenais a liberar adrenalina e noradrenalina, hormônios que aumentam a frequência cardíaca, elevam a pressão arterial e colocam o corpo em estado máximo de alerta.

    Como resultado, o coração passa a bater mais forte e rápido, os músculos se contraem, a respiração acelera e o fluxo de sangue é direcionado para os músculos, como se o corpo precisasse fugir ou se defender. É uma reação involuntária, controlada pelo sistema nervoso autônomo, sem participação consciente.

    Para pessoas com ansiedade, entretanto, as respostas fisiológicas podem ser intensas e assustadoras, já que surgem de forma repentina e sem causa aparente. As crises costumam durar de alguns minutos a meia hora, mas a sensação é de que o tempo se arrasta.

    Após o episódio, é comum o corpo permanecer cansado, trêmulo e com dificuldade para relaxar, resultado do esforço físico e emocional desencadeado pela descarga de adrenalina.

    Coração acelerado na ansiedade é perigoso?

    Em pessoas com o coração saudável, a taquicardia causada por um episódio de ansiedade não costuma ser perigosa ou causar danos ao coração, pois é uma resposta fisiológica ao estímulo, de acordo com Juliana.

    Contudo, em casos de ansiedade crônica, a cardiologista explica que a liberação repetida de adrenalina e outros hormônios do estresse, com picos frequentes de aceleração cardíaca e aumento da força de contração do coração, pode elevar o risco cardiovascular a longo prazo.

    Isso ocorre porque há maior sobrecarga sobre o sistema circulatório, elevação persistente da pressão arterial e maior propensão ao desenvolvimento de aterosclerose (formação de placas nas artérias).

    Já em pessoas com doença cardíaca pré-existente, episódios de taquicardia podem ser mais perigosos, pois aumentam o esforço do coração e podem favorecer complicações graves, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

    Quais outros sintomas aparecem numa crise de ansiedade?

    Durante uma crise de ansiedade, além da taquicardia, podem surgir diversos sintomas físicos, que variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são:

    • Respiração curta ou ofegante;
    • Tremores nas mãos e pernas;
    • Suor excessivo;
    • Sensação de desmaio ou tontura;
    • Aperto no peito;
    • Náusea ou desconforto abdominal;
    • Sensação de formigamento nas extremidades;
    • Calafrios ou ondas de calor.

    Os sinais não indicam necessariamente um problema no corpo, mas mostram que o organismo está reagindo à estimulação excessiva do sistema nervoso.

    Como diferenciar taquicardia por ansiedade de problema cardíaco?

    O primeiro passo é avaliar o contexto em que a dor surgiu e os sintomas associados. Entenda a comparação a seguir:

    Aspecto avaliado Ansiedade Origem cardíaca
    Como e quando surge Aparece após gatilhos emocionais, como estresse ou preocupação intensa Surge de forma súbita, mesmo em repouso
    Duração Minutos, melhora com repouso e respiração controlada Mais prolongada, piora com esforço
    Tipo de dor Difusa, pontadas ou desconforto superficial Opressiva, profunda, no centro do peito
    Sintomas associados Tremores, falta de ar, sensação de perigo Suor frio, palidez, náusea intensa, irradiação da dor

    O que fazer quando o coração dispara por ansiedade?

    Quando a ansiedade faz o coração disparar, é preciso ativar o sistema nervoso parassimpático, que atua como um freio natural do organismo. Algumas medidas ajudam:

    • Respiração profunda e lenta;
    • Manobras vagais, como a manobra de Valsalva;
    • Compressas frias no rosto ou nuca;
    • Sentar ou deitar em local calmo;
    • Uso de ansiolíticos apenas com orientação médica.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure um profissional de saúde quando:

    • For a primeira crise com dor no peito ou falta de ar;
    • A dor surgir de forma intensa ou sem motivo;
    • Houver histórico familiar de doença cardíaca;
    • Ocorrerem desmaios, suor frio ou palpitações irregulares;
    • Os sintomas persistirem mesmo em repouso.

    Mesmo quando a causa é emocional, o acompanhamento médico e psicológico é fundamental para reduzir crises futuras e melhorar a qualidade de vida.

    Veja também: Crise de ansiedade: o que fazer e como controlar os sintomas

    Perguntas frequentes

    O coração acelerado pode causar algum dano físico?

    Em pessoas saudáveis, não costuma causar danos permanentes. Porém, quem tem doença cardíaca deve ser avaliado.

    Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?

    Geralmente de 10 a 30 minutos, com sensação de cansaço após o episódio.

    O que é a manobra de Valsalva?

    É uma técnica de respiração que estimula o nervo vago e ajuda a desacelerar os batimentos.

    Existe diferença entre ansiedade e ataque de pânico?

    Sim. A ansiedade é contínua; o pânico é súbito, intenso e pode ocorrer sem gatilho aparente.

    O sedentarismo pode aumentar as crises?

    Sim. A atividade física ajuda a regular hormônios e reduzir a frequência das crises.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

  • Dor de cabeça é sintoma de aneurisma cerebral? Saiba como identificar

    Dor de cabeça é sintoma de aneurisma cerebral? Saiba como identificar

    Um aneurisma cerebral, também conhecido como aneurisma intracraniano, é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro, causada pelo enfraquecimento da parede de uma artéria. Na maioria dos casos, o aneurisma não apresenta sintomas até crescer ou romper, o que pode levar até anos para ocorrer. Mas, quando acontece, os sintomas aparecem de forma súbita e intensa — em especial, a dor de cabeça.

    Como o sintoma pode acometer até 95% da população em algum momento da vida, identificar como a dor de cabeça do aneurisma se manifesta contribui para diferenciar quadros comuns de situações de risco.

    O rompimento de um aneurisma é uma emergência médica e pode causar uma hemorragia cerebral em questão de segundos, colocando a vida do paciente em risco imediato. Vamos entender mais, a seguir.

    Como é a dor de cabeça do aneurisma cerebral?

    A dor de cabeça provocada pelo rompimento de um aneurisma cerebral é muito diferente das dores comuns, normalmente descrita como a pior dor já sentida na vida. De acordo com a neurocirurgiã Ana Gandolfi, ela surge de forma súbita, sem aviso e com intensidade forte, quase como uma explosão dentro da cabeça — levando a pessoa a interromper qualquer atividade de imediato.

    Na literatura médica, a especialista explica que o termo utilizado é thunderclap headache, que significa “dor em trovão”, ilustrando a rapidez e a brutalidade com que ela surge. A dor pode irradiar por toda a cabeça e, frequentemente, é acompanhada de sintomas como mal-estar intenso e sensação iminente de desmaio.

    Ana ainda esclarece que não existe uma região específica da cabeça onde a dor se concentra. Na maioria dos casos, o paciente não consegue identificar um ponto exato e descreve a sensação como uma dor que acomete toda a cabeça.

    Quais outros sintomas podem surgir no aneurisma cerebral?

    Quando ocorre o rompimento do aneurisma, o sangue extravasado no interior do crânio provoca irritação das meninges e, por vezes, aumento da pressão intracraniana. Isso desencadeia uma série de manifestações neurológicas, como:

    • Alteração do nível de consciência, que pode variar de sonolência e confusão até perda completa de consciência e coma;
    • Náuseas e vômitos intensos, que surgem por aumento da pressão dentro do crânio;
    • Rigidez na nuca, resultado da irritação das meninges;
    • Alterações visuais, como visão dupla, visão turva ou sensibilidade à luz;
    • Déficits neurológicos, como perda de força, formigamento, dificuldade para falar ou compreender palavras, semelhantes a um acidente vascular cerebral (AVC);
    • Convulsões, em alguns casos.

    Vale destacar que aneurismas não rompidos, na maioria das vezes, não apresentam sintomas. Eles são silenciosos e só costumam ser detectados por exames de imagem.

    Como diferenciar a dor de cabeça comum daquela causada pelo aneurisma?

    A dor de cabeça comum, como a tensional ou da enxaqueca, se manifesta de forma completamente diferente da dor causada pelo aneurisma cerebral. Ela costuma ter início gradual e permite que a pessoa continue suas atividades, mesmo com o desconforto, e tende a melhorar com repouso ou analgésicos.

    Já a dor causada pelo rompimento do aneurisma aparece de repente, com uma intensidade tão forte que a pessoa não consegue continuar o que estava fazendo antes. Entenda melhor os sinais de alerta:

    Característica Dor de cabeça comum Dor por aneurisma cerebral
    Início Progressivo Súbito e imediato
    Intensidade Leve, moderada ou forte Violenta, insuportável
    Localização Pode ter um ponto específico (testa, nuca, etc.) Difusa, acomete toda a cabeça
    Evolução Melhora com descanso e analgésicos Piora rapidamente e não melhora com analgésicos
    Impacto na rotina Permite continuar as atividades do dia a dia Obriga a interromper qualquer atividade
    Sintomas associados Raros; podem ocorrer náusea e sensibilidade à luz Alterações neurológicas e mal-estar intenso

    Quando procurar atendimento médico?

    Todo episódio de dor de cabeça que surge de maneira repentina, com intensidade muito alta e sensação de gravidade deve ser considerado uma emergência médica e, segundo Ana, precisa ser avaliada com urgência no pronto-socorro por suspeita de aneurisma cerebral.

    O tempo entre o início da dor e a avaliação médica é determinante para o desfecho clínico, pois o sangramento dentro do cérebro pode se expandir em questão de minutos, aumentando a pressão intracraniana e, em muitos casos, levando à perda de consciência, sequelas neurológicas irreversíveis ou até morte súbita.

    Além da dor de cabeça súbita e intensa, qualquer sinal neurológico associado, como visão embaçada ou dupla, dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo ou alteração do nível de consciência, indica agravamento do quadro e aumenta a urgência do atendimento.

    Veja mais: Dor de cabeça: quando é normal e quando é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    O que é um aneurisma cerebral?

    O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro, causada pelo enfraquecimento da parede vascular. Com o tempo, essa região pode se esticar e formar uma espécie de “bolha”, que corre risco de romper.

    Quando o aneurisma se rompe, ocorre um sangramento dentro do crânio, conhecido como hemorragia subaracnóidea, que é uma emergência médica grave. A maioria dos aneurismas permanece silenciosa por anos e só é descoberta por meio de exames de imagem.

    Quais os sintomas de rompimento de aneurisma cerebral?

    • Dor de cabeça súbita, intensa e incapacitante;
    • Náuseas e vômitos imediatos;
    • Rigidez na nuca;
    • Visão turva ou visão dupla;
    • Confusão mental ou dificuldade para falar;
    • Perda de força em um lado do corpo;
    • Desmaio ou perda súbita de consciência;
    • Convulsões;
    • Sensação de mal-estar extremo.

    O aneurisma cerebral é hereditário?

    Não é puramente hereditário, mas ter parentes de primeiro grau com histórico de aneurisma cerebral aumenta significativamente o risco.

    O que causa o aneurisma cerebral?

    • Genética;
    • Hipertensão arterial não controlada;
    • Tabagismo;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Uso de drogas como cocaína;
    • Colesterol alto;
    • Doenças do tecido conjuntivo;
    • Envelhecimento.

    O aneurisma também é mais frequente em mulheres a partir dos 40 anos.

    Quais são os sintomas de um aneurisma não rompido?

    Na maioria das vezes, não há sintomas. Quando o aneurisma é maior, pode causar dor atrás dos olhos, visão dupla, queda da pálpebra ou dormência facial.

    Como saber se eu tenho um aneurisma?

    O diagnóstico é feito por exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética e angiografia.

    Leia mais: Aneurisma cerebral: o que é e como reconhecer os sinais

  • Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

    Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

    Os acidentes causados por animais peçonhentos seguem sendo um importante problema de saúde pública no Brasil. A combinação entre grande biodiversidade, clima favorável e expansão urbana para áreas naturais aumenta o risco de contato entre humanos e espécies capazes de inocular veneno. Todos os anos, milhares de pessoas procuram atendimento médico após picadas, especialmente por cobras, escorpiões e aranhas.

    Esses acidentes podem provocar desde reações locais leves até quadros graves e potencialmente fatais, exigindo atendimento rápido e conduta adequada. Saber identificar os principais tipos de acidentes, reconhecer sinais de gravidade e entender o que fazer — e o que não fazer — pode reduzir complicações e salvar vidas.

    Quais animais peçonhentos causam mais acidentes no Brasil?

    No Brasil, os acidentes mais relevantes do ponto de vista clínico e epidemiológico envolvem:

    • Cobras;
    • Escorpiões;
    • Aranhas.

    Outros animais também podem causar acidentes, como abelhas, lagartas, vespas, marimbondos, lacraias, arraias, bagres, águas-vivas e caravelas, mas os quadros mais graves estão associados principalmente aos três primeiros grupos.

    Acidentes ofídicos (picadas por cobras)

    Os acidentes ofídicos ocorrem após a mordedura de serpentes peçonhentas e são classificados conforme o gênero da cobra envolvida.

    Acidente botrópico

    É o tipo mais comum no Brasil, causado por serpentes do gênero Bothrops, como as jararacas.

    O veneno tem ação inflamatória e anticoagulante, provocando:

    • Dor e inchaço local;
    • Manchas arroxeadas na pele;
    • Sangramentos em gengivas, feridas e urina;
    • Risco de necrose no local da picada.

    Acidente crotálico

    Causado por serpentes do gênero Crotalus, como a cascavel. Geralmente há pouca dor no local. Os sintomas são:

    • Sonolência;
    • Visão turva;
    • Dificuldade para manter os olhos abertos;
    • Dor de cabeça;
    • Dores musculares;
    • Enjoo.

    Nos casos graves, pode ocorrer insuficiência respiratória.

    Acidente laquético

    Provocado por serpentes do gênero Lachesis, como a surucucu-pico-de-jaca. Apresenta manifestações semelhantes ao acidente botrópico e pode cursar com:

    • Dor abdominal intensa;
    • Vômitos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Diminuição da frequência cardíaca.

    Acidente elapídico

    Relacionado às corais-verdadeiras (Micrurus). Pode causar:

    • Dor local;
    • Sonolência;
    • Visão borrada;
    • Pálpebras caídas.

    Nos casos graves, ocorre paralisia dos músculos respiratórios, com risco de morte se não houver tratamento rápido.

    Acidentes por aranhas

    Os acidentes por aranhas acontecem pela inoculação do veneno através das presas.

    Acidente loxoscélico

    Causado pela aranha-marrom, que não é agressiva e costuma picar de forma acidental. Os sintomas incluem:

    • Dor local;
    • Lesão de pele arroxeada com áreas pálidas;
    • Formação de bolhas com conteúdo sanguinolento.

    Em casos mais graves, podem surgir febre, mal-estar, dores no corpo, pele amarelada, anemia e presença de sangue na urina.

    Acidente fonêurico

    Provocado pela aranha-armadeira. Caracteriza-se por:

    • Dor intensa imediata;
    • Inchaço;
    • Vermelhidão;
    • Formigamento no local da picada.

    Acidente latrodéctico

    Causado pela viúva-negra, que também não costuma ser agressiva. Pode provocar:

    • Dor local;
    • Sudorese intensa;
    • Alterações da pressão arterial e da frequência cardíaca;
    • Tremores;
    • Espasmos e contraturas musculares.

    Acidentes escorpiônicos

    Os acidentes escorpiônicos ocorrem pela inoculação do veneno através do ferrão do escorpião. As principais espécies envolvidas no Brasil são:

    • Escorpião-amarelo;
    • Escorpião-marrom;
    • Escorpião-preto-da-amazônia.

    Inicialmente, há dor intensa no local, que pode irradiar pelo membro acometido, associada a formigamento, vermelhidão e sudorese.

    Com a progressão do quadro, podem surgir sintomas sistêmicos, como:

    • Sudorese intensa;
    • Agitação;
    • Tremores;
    • Náuseas e vômitos;
    • Salivação excessiva.

    Em casos mais graves, pode haver comprometimento cardíaco, com variações da pressão arterial e arritmias.

    Primeiros socorros após picada por animal peçonhento

    Após um acidente, a principal medida é procurar atendimento médico imediatamente. Enquanto isso, algumas orientações iniciais incluem:

    • Lavar o local da picada com água e sabão, se possível;
    • Manter o paciente em repouso;
    • Elevar o membro acometido;
    • Retirar anéis, pulseiras, relógios, calçados ou roupas apertadas;
    • Em acidentes com cobras, incentivar hidratação oral se o paciente estiver consciente;
    • Em acidentes com escorpiões e aranhas, compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor.

    No serviço de saúde, o paciente será avaliado e, se indicado, receberá o soro específico (antiofídico, antiescorpiônico ou antiaracnídico).

    O que não fazer em caso de picada

    Algumas práticas populares devem ser evitadas, pois podem agravar o quadro:

    • Não fazer torniquete;
    • Não cortar, queimar ou espremer o local;
    • Não aplicar substâncias caseiras;
    • Não realizar curativos antes da avaliação médica;
    • Não “chupar o veneno”, pois isso não remove a toxina e aumenta o risco de infecção.

    Veja mais: Como a doença de Chagas é transmitida e por que ainda preocupa

    Perguntas frequentes sobre picadas por animais peçonhentos

    1. O que fazer primeiro após uma picada por animal peçonhento?

    A principal medida é procurar atendimento médico imediatamente. Como orientação inicial, pode-se lavar o local com água e sabão, manter o paciente em repouso e elevar o membro acometido, além de retirar anéis, pulseiras, relógios, calçados ou roupas apertadas da região afetada.

    2. Posso fazer torniquete para impedir o veneno de “subir”?

    Não. O torniquete não deve ser feito, pois pode interromper o fluxo sanguíneo e causar necrose do membro.

    3. É recomendado cortar, queimar, espremer ou “chupar” o local da picada?

    Não. Essas práticas não removem a toxina, podem piorar a lesão e ainda aumentam o risco de infecção. Também não se deve aplicar substâncias no local.

    4. Compressa fria ou quente: qual é indicada?

    No texto, a orientação é que, em acidentes com escorpiões e aranhas, compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor.

    5. Quando o soro é necessário?

    No serviço de saúde, o paciente será avaliado e, se indicado, receberá o soro específico conforme o tipo de acidente, como soro antiofídico, antiescorpiônico ou antiaracnídico.

    6. Quais animais peçonhentos são citados como mais relevantes no Brasil?

    O texto cita como principais animais envolvidos em acidentes no país: cobras, escorpiões, aranhas, abelhas, lagartas, vespas, marimbondos, lacraias, arraias, bagres, águas-vivas e caravelas.

    7. O que devo evitar fazer antes de ser avaliado no serviço de saúde?

    O texto orienta evitar torniquete; não cortar, queimar, espremer ou aplicar substâncias no local; não realizar curativos antes da avaliação médica; e não “chupar o veneno”.

    Veja mais: Nariz sangrando: o que fazer na hora e quando procurar ajuda

  • Sentir tontura ao levantar é normal? Saiba o que pode causar e quando ir ao médico

    Sentir tontura ao levantar é normal? Saiba o que pode causar e quando ir ao médico

    Se você é uma daquelas pessoas que sente o mundo girar ao levantar da cama, do sofá ou da cadeira, saiba que é uma situação comum no dia a dia de muitas pessoas e, na maioria dos casos, não indica um problema grave de saúde.

    A tontura pode acontecer por diversos fatores, desde desidratação até o uso de remédios específicos — e normalmente ocorre quando o corpo não consegue ajustar a pressão e a circulação de forma rápida o suficiente ao mudar de posição.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender o que pode causar o incômodo, quando procurar um médico e como prevenir o quadro.

    O que pode causar tontura ao levantar?

    A tontura ao levantar pode ter várias causas, principalmente ligadas à queda temporária do fluxo de sangue para o cérebro, como:

    • Hipotensão ortostática: é a causa mais frequente e acontece quando a pressão arterial cai ao passar da posição deitada ou sentada para em pé, porque o corpo demora a se adaptar à mudança de posição;
    • Desidratação: quando o organismo tem pouco líquido, o volume de sangue circulando diminui, facilitando a queda de pressão e a tontura;
    • Jejum prolongado ou alimentação irregular: pode provocar queda do açúcar no sangue, conhecida como hipoglicemia, que causa fraqueza, tremor e tontura;
    • Anemia: com menos hemoglobina no sangue, o transporte de oxigênio para o cérebro fica prejudicado, favorecendo a sensação de tontura ao se levantar;
    • Uso de medicamentos: remédios para pressão alta, diuréticos, antidepressivos, calmantes e medicamentos para o coração podem dificultar o ajuste da pressão ao mudar de posição;
    • Problemas cardíacos: arritmias, insuficiência cardíaca ou doenças nas válvulas reduzem a capacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente;
    • Distúrbios hormonais: alterações da tireoide ou das glândulas suprarrenais interferem no controle da pressão arterial;
    • Problemas no ouvido interno: labirintite e vertigem posicional podem causar sensação de tontura ou desequilíbrio ao se levantar ou virar a cabeça.
    • Consumo de álcool: o álcool dilata os vasos sanguíneos e pode intensificar a queda da pressão;
    • Repouso prolongado: ficar muito tempo deitado ou parado enfraquece os mecanismos do corpo que regulam a pressão ao ficar em pé.

    De acordo com Juliana, o organismo compensa a redução da oxigenação e do fluxo sanguíneo cerebral quase instantaneamente. Os vasos sanguíneos se contraem e a frequência dos batimentos do coração aumenta, neutralizando a situação.

    Porém, quando o mecanismo compensatório é mais lento ou apresenta alguma falha, o cérebro recebe menos oxigênio, o que causa tontura e sensação de desmaio.

    Quando procurar um médico?

    Na maioria dos casos, Juliana explica que a tontura é benigna e não representa um problema grave. No entanto, quando ela ocorre com muita frequência ou de forma intensa, pode ser um sinal de alerta, já que aumenta o risco de quedas, fraturas e até batidas na cabeça.

    Por isso, a cardiologista orienta que é fundamental procurar avaliação médica nas seguintes situações:

    • Desmaio ou perda de consciência, mesmo que seja rápido;
    • Episódios muito frequentes;
    • Tontura intensa ou que piora com o tempo;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Palpitações;
    • Tontura que demora a passar depois de se levantar;
    • Início dos sintomas após começar algum medicamento.

    Exames para investigar a tontura ao levantar

    Para entender o que está causando a tontura ao levantar, o médico faz uma conversa detalhada sobre o quadro, avalia os sintomas e realiza um exame físico. Segundo Juliana, um dos passos mais importantes é medir a pressão arterial quando a pessoa está deitada e, depois, novamente em pé.

    A pessoa deve ficar deitada por cerca de cinco minutos e, ao se levantar, a pressão é medida logo em seguida. Quando ocorre uma queda da pressão sistólica maior que 20 mmHg ou da pressão diastólica maior que 10 mmHg, é confirmado o diagnóstico de hipotensão ortostática.

    Também podem ser solicitados alguns exames, como:

    • Exames de sangue, para verificar anemia, níveis de glicose e outras alterações;
    • Eletrocardiograma, que analisa o ritmo e a atividade elétrica do coração;
    • Holter, que monitora os batimentos cardíacos ao longo de 24 horas para identificar arritmias;
    • Tilt test (teste de inclinação), que avalia a pressão e a frequência cardíaca em diferentes posições para confirmar a hipotensão ortostática.

    É possível tratar a tontura ao levantar?

    O tratamento da tontura depende do que está causando o problema. Mas, em todos os casos, apenas um médico pode avaliar corretamente a origem do sintoma e indicar o tratamento mais adequado.

    Em algumas situações, pode ser preciso ajustar medicamentos, tratar doenças do coração, corrigir alterações hormonais ou orientar mudanças simples no dia a dia, como melhorar a hidratação e a forma de se levantar.

    Como prevenir a tontura ao levantar?

    Algumas medidas no dia a dia ajudam bastante a reduzir a tontura ao levantar, como:

    • Beber mais água ao longo do dia;
    • Evitar ficar muitas horas sem comer;
    • Levantar devagar, sem movimentos bruscos;
    • Sentar na beira da cama antes de ficar em pé;
    • Esperar alguns segundos antes de caminhar;
    • Movimentar os pés e as pernas antes de se levantar;
    • Contrair as panturrilhas para ativar a circulação;
    • Evitar levantar logo após ficar muito tempo deitado;
    • Evitar álcool em excesso;
    • Usar meias de compressão, quando indicado.

    Veja mais: Tontura: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo a tontura deve durar?

    Na maioria dos casos, apenas alguns segundos. Quando dura mais de um minuto ou ocorre com frequência, precisa ser investigada.

    2. O calor piora a tontura ao levantar?

    Sim, o calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos, o que facilita a queda da pressão. Por isso, em dias quentes ou após banhos muito quentes, a tontura ao levantar tende a ser mais comum.

    3. Tontura ao levantar pode acontecer durante a gravidez?

    Sim, as alterações hormonais, queda da pressão e aumento da circulação sanguínea tornam o sintoma comum em gestantes.

    4. Tontura pode ser sinal de problema no cérebro?

    Em alguns casos, sim. Problemas como AVC, tumores, inflamações ou doenças neurológicas podem causar tontura, especialmente quando aparecem junto com fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, visão dupla ou confusão mental.

    Porém, a maioria dos casos de tontura está ligada a causas mais simples, como queda de pressão ou problemas no ouvido.

    5. Por que o corpo fica fraco durante a tontura?

    A redução temporária do fluxo de sangue para o cérebro afeta o controle dos músculos e do equilíbrio. O resultado é uma sensação de pernas moles, falta de firmeza para ficar em pé e dificuldade para manter o corpo ereto.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    O joelho é uma das articulações mais complexas do corpo humano e, justamente por participar de movimentos como subir escadas e agachar, ele está constantemente exposto a sobrecargas, impactos e desgastes ao longo do tempo.

    Tudo isso pode causar sintomas como dor, rigidez e limitação dos movimentos, interferindo diretamente nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida.

    Afinal, o que pode ser a dor no joelho?

    O desconforto no joelho pode surgir por diferentes motivos, desde impactos e traumas até alterações progressivas que se desenvolvem com o tempo. Entre as principais causas, é possível destacar:

    • Excesso de esforço ou sobrecarga no joelho;
    • Fraqueza dos músculos das pernas;
    • Postura inadequada ao caminhar, sentar ou praticar atividades;
    • Desgaste da articulação, como na artrose;
    • Inflamações, como tendinite ou bursite;
    • Lesões, como problemas no menisco ou nos ligamentos;
    • Movimentos repetitivos ou impacto frequente.

    O excesso de peso também pode contribuir para o surgimento da dor no joelho, de acordo com a fisioterapeuta Rosana Lima, uma vez que articulações, cartilagens e ossos não estão preparados para sustentar esse peso extra, o que acaba gerando inflamações e desgaste na região.

    “Além disso, o sobrepeso altera a biomecânica do nosso corpo, ou seja, mudamos a forma realizar tarefas da vida diária, como sentar, levantar, andar, fazendo com que nosso corpo se adapte, e gerando sobrecargas desnecessárias, aumentando o risco de dores e lesões”, complementa a especialista.

    Quando é importante ir ao médico?

    A avaliação profissional se torna necessária sempre que a dor no joelho surge após um trauma, como quedas, torções ou acidentes, especialmente quando há inchaço importante, dificuldade para apoiar o peso do corpo ou limitação dos movimentos.

    Também é indicado buscar atendimento quando a dor persiste por vários dias, piora com o tempo ou apresenta intensidade elevada, interferindo nas atividades diárias.

    Vale ressaltar que a avaliação pode ser realizada tanto por um médico quanto por um fisioterapeuta, já que o fisioterapeuta é um profissional de primeiro contato, segundo Rosana, capacitado para avaliar o quadro, iniciar o tratamento e, quando necessário, encaminhar para avaliação médica.

    Como é feito o diagnóstico de dor no joelho?

    O diagnóstico da dor no joelho começa com uma avaliação clínica, na qual o profissional investiga quando a dor surgiu, a intensidade, localização e fatores que pioram ou aliviam o desconforto.

    Também são considerados hábitos do dia a dia, prática de atividades físicas e histórico de lesões. Em seguida, é feito o exame físico, avaliando inchaço, mobilidade, força muscular e estabilidade do joelho.

    Em alguns casos, a realização de exames de imagem, como radiografia, tomografia ou ressonância magnética, pode ser solicitada para confirmar a causa da dor e orientar o tratamento mais adequado. Eles ajudam na identificação de lesões, processos inflamatórios, desgaste articular ou alterações estruturais.

    Como aliviar a dor no joelho?

    O alívio da dor no joelho depende da causa e da intensidade do problema. Em casos leves, medidas como repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional, ajudam a reduzir a inflamação e o desconforto.

    A fisioterapia também pode contribuir, com o uso de recursos não farmacológicos, como terapia manual, eletroterapia e fortalecimento muscular, de acordo com Rosana. Por meio de exercícios específicos, o fortalecimento muscular e a melhora da mobilidade contribuem para reduzir a sobrecarga no joelho e prevenir novas crises.

    Em casos mais graves, quando o tratamento conservador não é suficiente, a cirurgia pode ser indicada para corrigir lesões estruturais e restaurar a função da articulação.

    Quando a cirurgia é necessária?

    De acordo com Rosana, a cirurgia é indicada apenas quando há lesões irreversíveis. Nesses casos, o procedimento cirúrgico tem como objetivo aliviar a dor, restaurar a função da articulação e melhorar a qualidade de vida do paciente, sempre após uma avaliação criteriosa e individualizada.

    Em muitos casos, as medidas como fisioterapia e fortalecimento muscular já são suficientes para controlar a dor, recuperar a função do joelho e evitar procedimentos mais invasivos.

    Como prevenir a dor no joelho?

    A prevenção da dor no joelho envolve cuidados simples no dia a dia, voltados principalmente para reduzir a sobrecarga sobre a articulação e manter a musculatura fortalecida, como:

    • Prática regular de atividade física: ajuda a manter a articulação ativa, melhora a circulação local e reduz a rigidez, além de contribuir para a saúde geral do corpo;
    • Fortalecimento dos músculos das pernas e do quadril: músculos mais fortes oferecem maior estabilidade ao joelho, diminuindo a sobrecarga sobre a articulação durante os movimentos;
    • Atenção à postura ao caminhar, sentar e se exercitar: uma postura adequada distribui melhor o peso do corpo e evita compensações que podem gerar dor no joelho;
    • Evitar movimentos repetitivos e impactos excessivos: esforços repetidos ou impactos constantes aumentam o risco de inflamações, lesões e desgaste articular ao longo do tempo;
    • Controle do peso corporal: manter o peso adequado reduz a pressão exercida sobre o joelho a cada passo, prevenindo desgaste e dor;
    • Realização de alongamentos com regularidade: alongar a musculatura ajuda a manter a flexibilidade, reduz tensões e melhora a amplitude de movimento da articulação;
    • Respeito aos limites do corpo: evitar forçar o joelho diante de dor ou desconforto é essencial para prevenir lesões mais graves;
    • Orientação profissional ao iniciar ou intensificar exercícios: acompanhamento especializado garante que os exercícios sejam feitos de forma segura, adequada às necessidades individuais.

    “A atividade física sempre influência o corpo de uma maneira geral positiva. Ela auxilia no ganho de mobilidade e força, aumenta a vascularização e lubrificação das articulações gerando a prevenção ou alívio das dores”, finaliza Rosana.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes

    Caminhar é bom para o joelho?

    Sim, desde que não haja dor intensa ou lesão aguda. A caminhada ajuda a manter a articulação em movimento, melhora a circulação e fortalece a musculatura de forma leve. O ideal é respeitar os limites do corpo, usar calçados adequados e evitar terrenos irregulares quando há dor.

    Como saber se a dor no joelho é grave?

    A dor no joelho pode ser considerada mais grave quando surge após trauma, vem acompanhada de inchaço intenso, dificuldade para apoiar o peso do corpo, travamento da articulação ou não melhora com o passar dos dias. Nesses casos, a avaliação profissional é indicada.

    O que é tendinite patelar e como tratá-la?

    A tendinite patelar é uma inflamação do tendão que liga a patela ao osso da perna, comum em pessoas que realizam movimentos repetitivos ou impacto frequente. O tratamento inclui repouso relativo, controle da inflamação e fisioterapia para fortalecimento e correção de sobrecargas.

    Quais exercícios ajudam a aliviar a dor no joelho?

    Os exercícios de fortalecimento dos músculos da coxa e do quadril costumam ajudar a aliviar a dor, pois reduzem a sobrecarga sobre a articulação. Alongamentos também contribuem para diminuir a rigidez e melhorar a mobilidade, sempre com orientação profissional.

    Com que idade os joelhos começam a doer?

    Não existe uma idade exata. A dor no joelho pode surgir em jovens, adultos ou idosos, dependendo de fatores como nível de atividade física, histórico de lesões, postura, peso corporal e presença de desgaste articular.

    Dor no joelho pode ser sinal de artrose?

    Sim, a artrose é uma causa comum de dor no joelho, especialmente em pessoas acima de 50 anos, mas também pode afetar adultos mais jovens. Ela costuma provocar dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos simples.

    A aplicação de gelo ou calor pode aliviar a dor no joelho?

    Sim! O gelo é indicado em casos de trauma, dor aguda, inchaço e sinais de inflamação, especialmente nas primeiras 48 horas. Já o calor é mais indicado para promover o relaxamento muscular e aliviar dores crônicas.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

  • 7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo 

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo 

    Sentir o coração acelerar de repente não é incomum. Um susto, uma notícia inesperada, uma noite mal dormida, estresse acumulado ou até café demais podem provocar aquela sensação de batimentos fortes no peito, as famosas palpitações. Em grande parte das vezes, isso é benigno e passageiro.

    Mas nem sempre. Quando a palpitação aparece fora de contexto, vem acompanhada de outros sintomas ou surge sem motivo aparente, pode ser um sinal de arritmia cardíaca. Nesse caso, o coração não está apenas respondendo a um estímulo emocional, mas batendo de forma anormal, seja muito rápido, muito lento ou de forma irregular.

    O que é palpitação — e por que nem sempre indica doença

    Palpitação não é um diagnóstico: é uma sensação. A pessoa percebe o coração bater mais rápido, mais forte ou de forma irregular. Normalmente isso acontece por conta de estímulos externos, como estresse, ansiedade, atividade física, álcool, desidratação ou consumo de cafeína.

    Mas, se a palpitação vier acompanhada de falta de ar, tontura, desmaio ou dor no peito, pode ser por causa de uma arritmia, e é importante avaliar com um médico rapidamente.

    A seguir, veja os sinais que ajudam a diferenciar.

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia

    1. Palpitações acompanhadas de falta de ar

    Quando o coração acelera apenas por ansiedade ou esforço, o fôlego se mantém estável. Mas se a palpitação vem junto com dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito ou respiração curta, o coração pode estar batendo de forma desordenada.

    Esse é um dos sintomas clássicos das arritmias.

    2. Dor ou pressão no peito durante a palpitação

    Sentir o coração acelerar por emoção é normal — sentir dor no peito ao mesmo tempo, não. A associação entre palpitação e dor torácica pode indicar:

    • Arritmias sustentadas
    • Angina
    • Isquemia
    • Doença arterial coronariana

    Todas essas condições exigem avaliação imediata.

    3. Palpitações com tontura, visão escurecida ou pré-desmaio

    Quando o coração perde o ritmo e bombeia sangue de forma insuficiente, o cérebro é o primeiro a sentir. Tontura, sensação de apagamento e instabilidade são sinais de que o fluxo sanguíneo está comprometido.

    Se ocorrer desmaio, trata-se de uma emergência.

    4. Frequência cardíaca muito alta ou muito baixa em repouso

    Batimentos acima de 120 bpm em repouso ou abaixo de 45 bpm podem indicar arritmias importantes, como taquicardia supraventricular, fibrilação atrial ou bradicardias.

    Relógios inteligentes podem ajudar a perceber padrões, mas não substituem exames médicos.

    5. Episódios que surgem sem gatilho conhecido

    Palpitações ligadas a café, estresse, exercícios ou ansiedade costumam ter causa clara.

    Já episódios que surgem do nada, em repouso, durante o sono ou em momentos de tranquilidade merecem investigação, pois podem ser arritmias paroxísticas.

    6. Palpitação com suor frio, náusea ou mal-estar intenso

    Esses sintomas aparecem quando o corpo entra em resposta de estresse exagerado ou quando o coração está realmente funcionando fora do padrão esperado.

    Esse conjunto pode sugerir arritmia significativa ou, em alguns casos, até infarto.

    7. Palpitações associadas a condições clínicas ou uso de remédios

    Algumas condições aumentam o risco de arritmia:

    • Distúrbios da tireoide
    • Anemia
    • Desequilíbrio de potássio ou magnésio
    • Insuficiência cardíaca
    • Cardiopatias estruturais

    Medicamentos como broncodilatadores, antidepressivos e remédios para tireoide também podem desencadear palpitações irregulares.

    Se os sintomas começaram após iniciar um novo tratamento, isso deve ser informado ao médico.

    Como o médico investiga palpitações

    Para entender se o quadro é benigno ou se há arritmia, o cardiologista pode solicitar:

    • Eletrocardiograma (ECG)
    • Holter de 24 horas
    • Ecocardiograma
    • Teste ergométrico
    • Exames de sangue (potássio, magnésio, função da tireoide, hemograma)

    A combinação dos exames com a descrição detalhada dos sintomas é essencial para o diagnóstico correto.

    Como reduzir as palpitações no dia a dia

    Alguns hábitos ajudam a prevenir crises:

    • Reduzir cafeína e álcool
    • Evitar refeições pesadas, especialmente à noite
    • Manter boa hidratação
    • Dormir adequadamente
    • Controlar estresse e ansiedade
    • Praticar atividade física regular

    Técnicas de respiração e relaxamento também ajudam a diminuir a percepção das palpitações.

    Saiba mais: Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    Perguntas frequentes sobre palpitação ou arritmia

    1. Palpitação é o mesmo que arritmia?

    Não. Palpitação é a sensação percebida; arritmia é o diagnóstico médico.

    2. Ansiedade pode causar palpitações?

    Sim. É uma das causas mais comuns de palpitações benignas.

    3. Posso ter arritmia mesmo sendo jovem?

    Sim. Algumas arritmias não dependem da idade.

    4. Palpitações durante o sono são perigosas?

    Podem ser. Se forem frequentes ou vierem acompanhadas de falta de ar noturna, devem ser investigadas.

    5. Devo parar de fazer exercícios se tenho palpitação?

    Não necessariamente. Exercícios são benéficos, desde que haja avaliação e liberação médica.

    6. Quando devo procurar atendimento imediato?

    Se houver dor no peito, desmaio, falta de ar intensa, suor frio ou alteração importante da frequência cardíaca.

    7. Relógios inteligentes substituem exames?

    Não. Eles ajudam a registrar episódios, mas não fazem diagnóstico.

    Leia também: Eletrocardiograma: entenda para que serve e quem deve fazer o exame