Categoria: Sinais & Sintomas

isParent

  • 7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    7 sintomas que mostram que a gripe evoluiu para pneumonia (e quando ir ao médico)

    Febre alta, dores no corpo e dor de garganta são alguns dos sintomas que podem surgir durante um quadro de gripe, doença causada pelo vírus Influenza, mas eles tendem a melhorar gradualmente após alguns dias, com repouso e hidratação adequada.

    Quando os sintomas não aliviam ou pioram subitamente após uma leve melhora, é necessário investigar se o quadro evoluiu para uma pneumonia. A gripe pode deixar o sistema imunológico fragilizado e as vias respiratórias inflamadas, o que favorece a entrada de bactérias nos pulmões e facilita o desenvolvimento de uma infecção mais grave.

    Se não for identificada e tratada precocemente, a condição pode se tornar grave, especialmente em crianças, idosos ou pessoas com doenças crônicas. A seguir, vamos entender como identificar os principais sinais de que uma gripe pode ter evoluído para pneumonia e como prevenir.

    Como saber se a gripe virou pneumonia?

    Para identificar se a gripe evoluiu para uma pneumonia, o primeiro passo é observar a duração e a piora dos sintomas. Em um quadro gripal comum, os sintomas tendem a diminuir gradualmente entre o terceiro e o sétimo dia, com redução da febre e alívio do mal-estar geral.

    Quando isso não acontece, ou quando há uma piora após uma aparente melhora, é sinal de que uma infecção secundária pode estar ocorrendo nos pulmões. A pneumonia pode surgir como uma complicação da própria gripe viral ou como uma infecção bacteriana secundária, que aparece após alguns dias de melhora aparente.

    Sintomas de que a gripe pode ter virado uma pneumonia

    Diferente da gripe, que causa sintomas como dor no corpo e coriza, a pneumonia afeta diretamente os pulmões e costuma provocar sinais mais intensos e persistentes, principalmente relacionados à respiração, como:

    1. Febre alta e persistente

    A febre é comum em um quadro de gripe, mas costuma diminuir com o passar dos dias e responder bem ao uso de antitérmicos. Quando a temperatura permanece alta por vários dias, não melhora com medicação ou volta a subir após um período sem febre, é um sinal de alerta para procurar um médico.

    2. Mudança no catarro

    No início da gripe, a tosse costuma ser seca ou com polca secreção. Quando o quadro evolui, a tosse pode ficar mais frequente e passar a produzir catarro mais espesso, com coloração amarelada ou esverdeada.

    Em alguns casos, podem surgir pequenos fios de sangue, o que indica inflamação mais intensa nas vias respiratórias e possível infecção pulmonar.

    3. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito, normalmente descrita como uma pontada, pode aparecer ao respirar fundo, tossir ou até durante movimentos simples. O sintoma acontece porque a inflamação atinge as regiões próximas aos pulmões, causando um desconforto mais localizado.

    4. Falta de ar e respiração acelerada

    A dificuldade para respirar pode surgir como sensação de falta de ar, respiração curta ou necessidade de fazer mais esforço para puxar o ar. Até mesmo em atividades leves, como andar pela casa ou subir escadas, a respiração pode ficar mais rápida do que o normal, mostrando que o corpo está com dificuldade para oxigenar adequadamente.

    5. Calafrios e tremores

    Diferente dos calafrios leves que podem surgir no início de uma gripe comum, os tremores na pneumonia costumam ser intensos e involuntários. Eles acontecem como uma resposta ao aumento da febre, pois o corpo realiza contrações musculares rápidas para tentar elevar a temperatura interna e combater a infecção bacteriana que se instalou nos pulmões.

    6. Prostração extrema

    No caso da pneumonia, a fraqueza é muito maior do que a sentida nos primeiros dias de gripe, deixando a pessoa sem forças para as atividades simples do dia a dia, como levantar da cama, tomar banho ou se alimentar.

    7. Confusão mental

    Mais comum em idosos, a confusão mental pode aparecer como desorientação, dificuldade para manter uma conversa, sonolência excessiva ou mudanças de comportamento. Mesmo sem febre alta, o sintoma é um sinal de alerta para uma infecção e precisa de avaliação médica o quanto antes.

    Quem tem mais risco de complicações?

    A pneumonia pode surgir em qualquer pessoa, mas alguns grupos têm mais chance de evoluir com quadros mais graves, como:

    • Idosos (acima de 65 anos), pois o sistema imunológico responde de forma mais lenta, o que dificulta o combate às infecções;
    • Crianças pequenas (menores de 2 anos), uma vez que as vias respiratórias ainda estão em desenvolvimento, o que facilita a progressão da infecção;
    • Pessoas com doenças crônicas, como asma, bronquite e diabetes, podem reduzir a capacidade do organismo de reagir bem a uma infecção;
    • Pessoas que fumam, pois o cigarro prejudica os mecanismos de defesa dos pulmões, facilitando a entrada e a multiplicação de micro-organismos;
    • Pessoas com imunidade baixa, como quem está em tratamento contra câncer ou tem doenças que afetam o sistema imunológico.

    Nesses grupos, a atenção deve ser redobrada desde os primeiros sintomas de gripe. Qualquer sinal de piora, persistência da febre ou dificuldade para respirar deve ser avaliado com mais cuidado, já que a evolução pode ser mais rápida.

    Como prevenir que a gripe piore?

    Durante um quadro de gripe, é importante adotar medidas para fortalecer a imunidade e garantir que o corpo tenha energia para combater o vírus rapidamente, como:

    • Beber bastante líquido ajuda a deixar o catarro mais fluido e fácil de eliminar, evitando acúmulo nos pulmões;
    • Descansar permite que o corpo concentre energia no sistema imunológico e combata melhor o vírus;
    • Lavar o nariz com soro fisiológico ajuda a remover secreções e microrganismos das vias respiratórias;
    • Manter uma alimentação leve e nutritiva fortalece as defesas do organismo e auxilia na recuperação;
    • Evitar cigarro e poluição protege os pulmões e reduz a inflamação durante o período da gripe.

    Importância da vacinação

    A vacinação anual contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenir a doença e suas complicações. Ela ajuda a diminuir internações, mortes e a circulação do vírus, além de proteger não só quem toma a vacina, mas também as pessoas ao redor, como os mais vulneráveis.

    Além da vacina da gripe, a vacina pneumocócica também é importante para proteger contra infecções bacterianas causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite, otite e sinusite.

    A vacina da gripe é gratuita e está disponível nas unidades de saúde do SUS em todo o país, para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Para se vacinar, basta levar um documento com foto e, se possível, o cartão de vacinação.

    As vacinas pneumocócicas também fazem parte do SUS para crianças, nas Unidades Básicas de Saúde. Para outras idades, podem ser encontradas em clínicas privadas, hospitais e laboratórios.

    Quando procurar ir ao médico com urgência?

    Se você apresenta sintomas de gripe que não melhoram após 3 a 5 dias, ou se notar qualquer um dos sinais de alerta já citados, procure atendimento em uma unidade de saúde ou consulte um clínico geral ou pneumologista.

    Importante: jamais se automedique, principalmente com remédios antibióticos, já que eles não tratam a gripe e podem mascarar sintomas importantes ou dificultar o diagnóstico correto.

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo demora para a gripe virar pneumonia?

    No geral, os sinais de complicação surgem entre o 3º e o 7º dia após o início da gripe. Se após uma leve melhora os sintomas voltarem com mais força, pode ser sinal de pneumonia.

    2. Qual a principal diferença entre os sintomas de gripe e pneumonia?

    A gripe causa dor no corpo e coriza. A pneumonia foca no pulmão, causando dor aguda ao respirar fundo, tosse com catarro amarelado/verde e falta de ar.

    3. A pneumonia é contagiosa?

    A pneumonia em si não é transmitida como a gripe, mas os micro-organismos que a causam (vírus e bactérias) podem ser passados de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva.

    4. A pneumonia precisa de internação hospitalar?

    Não, a maioria das pneumonias leves e moderadas pode ser tratada em casa com antibióticos via oral, repouso e muita hidratação. A internação é reservada para casos de baixa oxigenação ou grupos de risco.

    5. Pode fazer nebulização em casa para ajudar?

    A nebulização apenas com soro fisiológico pode ajudar a umidificar as vias aéreas e facilitar a saída do catarro. No entanto, o uso de medicamentos (como broncodilatadores) na nebulização só deve ser feito com prescrição médica.

    6. É normal sentir cansaço mesmo após terminar o tratamento?

    Sim, a recuperação total da capacidade pulmonar pode levar de 15 a 30 dias. Mesmo que a infecção tenha sido eliminada, o corpo ainda precisa de tempo para regenerar os tecidos inflamados.

  • Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

    Picada de escorpião: 12 sintomas e o que fazer imediatamente após a picada

    A picada de escorpião é um tipo de acidente relativamente comum no Brasil e, em 2025, o país registrou mais de 173 mil ocorrências envolvendo o animal. O risco tente a ser maior em áreas urbanas, onde o acúmulo de lixo, entulho e a presença de esgoto criam um ambiente favorável para a proliferação.

    Como eles se adaptam com facilidade ao ambiente doméstico, os escorpiões costumam invadir residências em busca de locais escuros, úmidos e pouco movimentados. Eles podem se esconder em sapatos, roupas, toalhas, ralos, frestas e até em móveis, fazendo com que acidentes ocorram durante atividades simples do dia a dia.

    A gravidade do acidente varia de acordo com a reação do organismo ao veneno, que age no sistema nervoso e pode causar desde quadros mais leves até situações que precisam de atendimento médico imediato. As crianças e os idosos são os mais suscetíveis a quadros graves.

    Como identificar a picada de escorpião?

    Diferente de uma picada de abelha, que normalmente deixa um ferrão, ou de uma aranha, que pode deixar dois pontos de entrada, a picada de escorpião costuma ser difícil de visualizar.

    O sinal físico pode ser apenas um pequeno ponto avermelhado na pele, muitas vezes sem inchaço evidente ou marcas profundas. Por isso, a identificação costuma ser feita pelo tipo de dor e pelos sintomas sistêmicos que surgem rapidamente.

    Quais os sintomas de picada de escorpião?

    Os sintomas variam conforme a espécie do escorpião, a quantidade de veneno injetada e a sensibilidade da vítima. Eles são divididos em:

    Locais

    Os sintomas locais da picada de escorpião aparecem imediatamente no local onde houve a ferroada:

    • Dor intensa, descrita como uma queimação ou choque na pele;
    • Sensação de formigamento ou dormência na região;
    • Leve vermelhidão e inchaço localizado.

    Em geral, o quadro mais intenso de dor ocorre nas primeiras horas após o acidente.

    Sistêmicos

    Após um intervalo de alguns minutos até poucas horas (duas ou três) podem surgir, principalmente em crianças, os seguintes sintomas:

    • Suor excessivo;
    • Agitação ou inquietação;
    • Tremores;
    • Náuseas e vômitos;
    • Salivação aumentada;
    • Alteração da pressão arterial (alta ou baixa);
    • Batimentos cardíacos irregulares;
    • Falta de ar por acúmulo de líquido nos pulmões;
    • Queda do estado geral (choque).

    O que fazer imediatamente após a picada?

    Em caso de picada por escorpião, a recomendação é procurar o hospital de referência mais próximo imediatamente ou ligar para o SAMU (192). Se for seguro, tire uma foto ou leve o escorpião para facilitar a identificação da espécie pelos médicos.

    Vale lembrar que o soro antiescorpiônico é gratuito e oferecido exclusivamente pelo SUS, mas não está disponível em todas as unidades de saúde. Por isso, é importante saber com antecedência quais hospitais da sua região são referências no tratamento de animais peçonhentos.

    Cuidados com o local da picada

    O primeiro cuidado após a picada é lavar bem o local com água e sabão, de forma suave, para reduzir o risco de infecção. Em seguida, é importante manter a calma e evitar ao máximo a movimentação, já que o esforço pode favorecer a circulação do veneno pelo organismo.

    Sempre que possível, o membro afetado deve permanecer em repouso e levemente elevado, o que ajuda a diminuir o desconforto.

    Diferente de outras picadas, no caso do escorpião, o uso de compressas mornas ajuda na vasodilatação local, o que pode aliviar a sensação de queimação.

    O que não fazer em caso de picada de escorpião?

    É necessário evitar medidas que possam agravar o quadro ou causar infecções, como:

    • Fazer torniquete, pois isso pode interromper a circulação sanguínea e pode causar necrose na região;
    • Cortar, furar ou espremer o local da picada;
    • Aplicar substâncias caseiras, como álcool, pó de café, ervas ou pomadas sem orientação;
    • Usar gelo diretamente sobre a picada;
    • Se automedicar sem orientação médica;
    • Ignorar a picada, mesmo quando a dor parecer leve.

    O que fazer se encontrar um escorpião (sem ser picado)?

    Se o encontro for apenas um susto, algumas medidas simples ajudam a evitar que a situação vire um acidente:

    • Não tente matar o escorpião com um chinelo, pois o corpo do animal é resistente e, ao errar o golpe, há risco de ataque;
    • Só tente capturar o animal se tiver experiência, usando uma pinça longa e um recipiente com tampa, sempre mantendo distância. Caso contrário, acione o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade;
    • Verifique e vede possíveis entradas, como os ralos, as frestas de portas e as janelas, já que o escorpião costuma entrar em busca de alimento, principalmente baratas;
    • Mantenha o ambiente limpo, evitando o acúmulo de madeira, tijolos, entulho ou lixo orgânico próximo à residência.

    Como prevenir os escorpiões?

    O Ministério da Saúde aponta as seguintes recomendações para evitar o surgimento de escorpiões em casa:

    • Manter o lixo bem fechado, em sacos ou recipientes adequados, para evitar insetos;
    • Combater a presença de baratas dentro de casa, com ajuda de profissionais quando necessário;
    • Manter o quintal e o jardim limpos, sem acúmulo de entulho, folhas secas ou lixo;
    • Evitar plantas muito densas encostadas em muros e paredes;
    • Manter a grama sempre aparada;
    • Garantir a limpeza de terrenos baldios próximos à residência;
    • Sacudir roupas, toalhas e sapatos antes de usar;
    • Evitar colocar as mãos em buracos, sob pedras ou em entulhos sem proteção;
    • Usar luvas e calçados fechados ao fazer limpeza em áreas externas;
    • Instalar telas em ralos, pias e tanques;
    • Colocar soleiras em portas e janelas;
    • Vedar frestas, buracos e espaços em paredes, pisos e forros;
    • Consertar rodapés soltos;
    • Afastar camas e berços das paredes;
    • Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão;
    • Não pendurar roupas nas paredes.

    A lista dos hospitais de referência para soroterapia de acidentes por animais peçonhentos pode ser encontrada no site do Ministério da Saúde.

    Confira: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

    Perguntas frequentes

    1. A picada de escorpião pode matar?

    Sim, especialmente em crianças e idosos, se não houver atendimento médico rápido. O veneno pode causar falência cardíaca e respiratória.

    2. Pode colocar gelo na picada?

    Não, pois o gelo pode acentuar a dor causada pelo veneno do escorpião. O calor (morno) é o recomendado para alívio.

    3. Quanto tempo tenho para tomar o soro?

    O ideal é que o atendimento ocorra nas primeiras 3 horas após o acidente, especialmente em casos graves com crianças.

    4. Como saber se o escorpião é venenoso?

    No Brasil, todos os escorpiões possuem veneno, mas o amarelo (Tityus serrulatus) é o mais perigoso e comum em áreas urbanas.

    5. O que acontece se eu não for ao hospital?

    Se for um caso leve, a dor passará em algumas horas. Porém, se o envenenamento for moderado ou grave, a falta de socorro pode levar a complicações fatais.

    6. Dedetização comum mata escorpião?

    Nem sempre. Os inseticidas comuns podem apenas desalojar o escorpião e deixá-lo mais irritado. O ideal é usar produtos específicos e eliminar as baratas (alimento deles).

    7. O veneno do escorpião fica quanto tempo no corpo?

    Os sintomas locais podem durar de 24 a 48 horas. Em casos graves, o veneno atinge a corrente sanguínea rapidamente, exigindo o soro o quanto antes.

    8. Como identificar um escorpião-amarelo?

    Ele possui as pernas e a cauda amareladas, mas o tronco é mais escuro. O detalhe principal é uma “serrilha” (pequenos dentes) no dorso do terceiro e quarto anéis da cauda.

    Leia mais: Foi picado por cobra, escorpião ou aranha? Saiba o que fazer agora

  • 10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    A embolia pulmonar é uma condição médica grave que acontece quando um coágulo de sangue, também conhecido como trombo, bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões. Na maioria dos casos, o coágulo se forma nas veias profundas das pernas (Trombose Venosa Profunda) e depois se desloca pela corrente sanguínea até os pulmões.

    Quando acontece o bloqueio, o sangue não consegue chegar a partes do pulmão, de modo que a troca de oxigênio fica prejudicada e o coração precisa fazer mais esforço para manter tudo funcionando. Vale destacar que a embolia pulmonar é uma emergência médica e precisa de atendimento rápido para evitar complicações.

    Os sintomas da embolia pulmonar podem variar dependendo da gravidade do bloqueio, mas os sinais mais comuns surgem de forma repentina. Para te ajudar a identificar o quadro, listamos os principais a seguir.

    1. Falta de ar repentina

    A falta de ar é um dos sinais mais comuns da embolia pulmonar e costuma aparecer de forma súbita, mesmo quando em repouso. Ele pode dar a sensação de respiração curta, dificuldade para encher os pulmões ou até uma leve sensação de sufoco. Em alguns casos, pode piorar ao fazer pequenos esforços, como andar ou subir poucos degraus.

    2. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito normalmente piora ao respirar fundo, tossir ou se movimentar. Ela costuma ser descrita como uma dor aguda, semelhante a uma pontada ou fisgada. O sintoma ocorre porque a região do pulmão afetada pelo coágulo sofre um processo inflamatório, irritando a membrana que o reveste.

    3. Tosse (com ou sem sangue)

    No quadro de embolia, a tosse pode ser seca ou com catarro. Em certos casos, pode haver presença de sangue, o que acontece quando há irritação ou lesão no tecido pulmonar.

    4. Coração acelerado (taquicardia)

    Os batimentos cardíacos ficam mais rápidos porque o coração precisa compensar a dificuldade de circulação e a menor oxigenação do sangue. É comum sentir o coração disparado ou palpitações persistentes, mesmo estando em repouso absoluto ou realizando atividades que não exigem esforço físico.

    5. Tontura, fraqueza ou desmaio

    A redução da oxigenação no corpo pode afetar o cérebro, causando tontura, sensação de fraqueza ou até desmaio em casos mais graves. Os sintomas indicam que o organismo está com dificuldade para manter o funcionamento adequado.

    6. Cansaço intenso

    Como o corpo não está recebendo oxigênio suficiente para manter a energia e o funcionamento normal, é comum sentir uma fraqueza muscular intensa e exaustão física mesmo em repouso, tornando simples tarefas do cotidiano, como falar ou mudar de posição, extremamente desgastantes.

    7. Suor frio e sensação de mal-estar

    O mal-estar geral costuma vir acompanhado de suor frio, palidez e até uma sensação de ansiedade ou inquietação. Eles acontecem porque o sistema nervoso entra em estado de alerta máximo devido à queda súbita de oxigênio e à sobrecarga do sistema circulatório.

    8. Inchaço, dor ou vermelhidão nas pernas

    Os sinais podem indicar a presença de uma trombose venosa profunda, que muitas vezes é a origem da embolia pulmonar. A perna pode ficar inchada, dolorida, quente e com a pele avermelhada, frequentemente em apenas um dos lados.

    9. Respiração rápida (taquipneia)

    A respiração pode ficar mais rápida e superficial como uma tentativa do corpo de compensar a falta de oxigênio. A pessoa pode perceber que está ofegante mesmo em repouso, com movimentos respiratórios curtos e frequentes, sem qualquer motivo aparente ou esforço prévio. Apesar de ser mais rápida, a respiração superficial é pouco eficiente, o que pode aumentar a sensação de cansaço e desconforto no peito.

    10. Lábios ou unhas arroxeados (cianose)

    Em situações mais graves, pode aparecer uma coloração azulada ou arroxeada, principalmente nos lábios, na ponta dos dedos e sob as unhas. Isso indica que os níveis de oxigênio no sangue estão muito baixos por causa da obstrução no pulmão. A cianose é um sinal de alerta que precisa de atendimento médico imediato.

    Como identificar a trombose venosa profunda?

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma das principais causas de embolia pulmonar, causada pela formação de um trombo no interior das veias profundas, frequentemente nas pernas.

    Ela costuma estar relacionada à imobilidade prolongada, como em viagens longas, períodos de repouso após doenças ou cirurgias, e também em pessoas que passam muito tempo sentadas na mesma posição.

    A TVP pode ser identificada principalmente pelos seguintes sintomas:

    • Inchaço que surge de repente em uma das pernas, tornozelo ou pé;
    • Dor parecida com cãibra ou sensação de músculo repuxando;
    • Pele avermelhada ou arroxeada, indicando alteração na circulação da região;
    • Área afetada costuma ficar mais quente ao toque em comparação com a outra perna;
    • Veias mais visíveis ou endurecidas.

    Vale destacar que a TVP pode não causar sintomas claros em algumas pessoas, então qualquer mudança em apenas uma perna deve ser avaliada por um médico o quanto antes.

    Perguntas frequentes

    1. A embolia pulmonar é perigosa?

    Sim, é uma condição gravíssima porque o bloqueio impede a oxigenação do sangue e sobrecarrega o coração. O tratamento imediato é importante para reduzir o risco de morte.

    2. Quais são os principais fatores de risco?

    Os fatores de risco incluem cirurgias recentes (especialmente ortopédicas), imobilidade prolongada (viagens longas ou repouso absoluto), uso de anticoncepcionais orais, tabagismo, câncer, obesidade e predisposição genética (trombofilia).

    3. Qual a diferença entre trombose e embolia?

    A trombose é a formação do coágulo dentro de uma veia. A embolia ocorre quando o coágulo se solta e viaja até os pulmões.

    4. Como o médico confirma o diagnóstico?

    Os exames mais comuns são a angiotomografia de tórax, o exame de sangue D-dímero, o ultrassom Doppler das pernas e, em alguns casos, a cintilografia pulmonar.

    5. Quem toma anticoncepcional tem mais risco?

    Sim, os hormônios presentes em alguns anticoncepcionais podem aumentar a coagulabilidade do sangue, especialmente em casos de tabagismo, obesidade, idade superior a 35 anos e histórico familiar de trombose.

    6. Qual é o tratamento para embolia pulmonar?

    O tratamento principal é feito com medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e a formação de novos. Em casos críticos, podem ser usados trombolíticos ou cirurgia.

    7. Posso praticar exercícios após uma embolia?

    Sim, mas apenas após a liberação médica. Atividades leves costumam ser recomendadas após a fase aguda para ajudar na circulação.

  • 7 sintomas de desidratação e quanto de água você deve beber todos os dias

    7 sintomas de desidratação e quanto de água você deve beber todos os dias

    Você sabia que o corpo humano é composto por cerca de 60% a 70% de água? Ela está presente em praticamente todas as funções vitais do organismo, desde o transporte de nutrientes até a regulação da temperatura corporal.

    Por isso, quando a ingestão de líquidos não acompanha as perdas diárias, o organismo entra em um estado de desequilíbrio conhecido como desidratação.

    O quadro pode surgir de forma leve e silenciosa, mas tende a evoluir quando não há reposição adequada de líquidos ao longo do dia, que são perdidos por meio do suor, da respiração e da urina.

    Com o tempo, a falta de água pode comprometer a energia, a concentração e trazer riscos para a saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com maior exposição ao calor.

    A seguir, listamos os principais sintomas de desidratação e como identificar cada um deles no dia a dia. Confira!

    1. Urina escura e redução na frequência urinária

    A mudança na cor da urina, que passa a apresentar uma coloração amarelo-escura, âmbar ou até marrom, acontece porque os rins tentam conservar água, concentrando os resíduos (ureia, sais e pigmentos como a urobilina, que dá a cor amarela).

    Também é comum você perceber que vai menos ao banheiro ao longo do dia, já que o corpo tenta segurar o máximo de líquido possível.

    2. Boca seca e sede excessiva

    A sensação de boca seca ou a falta de saliva, além da sede intensa ao longo do dia, é uma das principais maneiras do corpo indicar que precisa de água. Ela acontece porque o organismo prioriza a hidratação de órgãos vitais, como o coração e o cérebro, reduzindo a produção de secreções periféricas.

    3. Cansaço excessivo e tontura

    Quando o corpo está desidratado, ele não consegue transportar nutrientes e oxigênio de forma adequada e a pressão arterial pode cair, resultando em sensação de cansaço sem motivo aparente, fraqueza e tontura ao levantar rapidamente.

    4. Dores de cabeça e sensação de pressão na cabeça

    A falta de água faz com que o cérebro perca volume temporariamente e se afaste das meninges (membranas sensíveis), gerando tensão e dor. Além disso, a desidratação reduz o fluxo sanguíneo e oxigênio para o cérebro, enquanto o corpo tenta economizar energia.

    5. Pele seca e perda de elasticidade

    A falta de água no organismo diminui a hidratação da camada mais externa da pele, o que acaba enfraquecendo a proteção natural. Quando você não bebe água suficiente, a pele perde elasticidade e começa a ficar mais áspera, repuxada, sem brilho e até mais sensível, já que não consegue proteger o corpo como deveria.

    Dica: um teste simples é puxar levemente a pele e observar se ela demora para voltar ao normal. Quando isso acontece, pode ser um sinal de desidratação.

    6. Cãibras musculares

    Os minerais, sódio, potássio e magnésio, são importantes para o funcionamento dos nervos e para o movimento de contração e relaxamento dos músculos, principalmente em momentos de cansaço ou esforço físico. Com a perda de minerais através do suor e da urina, você pode apresentar cãibras musculares dolorosas.

    7. Dificuldade de concentração

    Quando o corpo está desidratado, a quantidade de sangue no corpo diminui, o que dificulta a chegada de oxigênio e glicose ao cérebro. O resultado é uma sensação de mente mais lenta, dificuldade para se concentrar e até confusão, fazendo com que tarefas simples pareçam mais difíceis do que o normal.

    Sintomas de desidratação em crianças e bebês

    A desidratação em crianças e bebês é mais perigosa do que em adultos, pois o corpo perde líquidos e eletrólitos de forma muito mais rápida. Como eles nem sempre conseguem expressar a sede, os pais precisam ficar atentos aos sinais físicos e comportamentais, como:

    • Fraldas secas por muitas horas e diminuição do xixi ao longo do dia;
    • Urina mais escura, com cheiro forte ou aspecto muito concentrado;
    • Presença de cristais alaranjados na fralda em casos mais intensos;
    • Moleira afundada no topo da cabeça do bebê;
    • Boca seca, pegajosa ou com pouca saliva;
    • Irritabilidade, choro intenso e dificuldade de acalmar;
    • Sonolência excessiva ou pouca reação aos estímulos;
    • Olhos fundos, com aparência cansada e sem brilho;
    • Pele seca que demora para voltar ao normal quando puxada;
    • Batimentos cardíacos acelerados.

    Vale apontar que bebês pequenos, especialmente até os 6 meses de idade, não precisam beber água, porque o leite materno já é suficiente para hidratar o organismo. O leite é composto em grande parte por água e ainda fornece nutrientes, anticorpos e tudo o que o bebê precisa para crescer de forma saudável.

    Após os seis meses de idade, com o início da introdução alimentar, a água começa a ser incluída na rotina. Nessa fase, o bebê passa a consumir outros alimentos além do leite, e a oferta de pequenas quantidades de água ajuda a complementar a hidratação.

    Quanto tomar de água por dia?

    A quantidade ideal de água a beber por dia é, em média, de 35 ml por quilo de peso corporal. Para um adulto de 70 kg, por exemplo, o recomendado é cerca de 2,1 a 2,5 litros diários.

    Ainda assim, a necessidade de água pode variar de acordo com o peso, o clima, o nível de atividade física e até a alimentação. Em dias muito quentes ou com prática de exercícios, a quantidade pode ser maior.

    Quando procurar atendimento médico?

    Normalmente, a desidratação pode ser resolvida com a ingestão de líquidos ao longo do dia, mas é importante procurar atendimento médico se surgirem sinais mais graves, como:

    • Confusão mental;
    • Tontura intensa;
    • Desmaio;
    • Falta de ar;
    • Batimentos cardíacos acelerados;
    • Incapacidade de reter líquidos (vômitos ou diarreia por mais de 24 horas).

    Sinais como boca muito seca, urina escura ou ausente, e moleira afundada em bebês também exigem atendimento rápido.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. O que causa a desidratação?

    Ela ocorre quando a perda de líquidos (por suor, urina, fezes ou respiração) supera a ingestão, o que pode ocorrer em situações como baixa ingestão de água, calor excessivo, exercícios intensos, febre, vômitos e diarreia.

    2. Beber café desidrata o corpo?

    O café tem um efeito diurético leve, mas, em quantidades moderadas, a água presente na bebida compensa a perda. O problema ocorre apenas com o consumo excessivo de cafeína sem a ingestão paralela de água pura.

    3. Qual é a cor ideal da urina para saber se estou hidratado?

    A cor ideal é o amarelo-palha ou quase transparente. Se estiver amarelo-ouro, você precisa de água. Se estiver cor marrom, você já está desidratado.

    4. Idosos correm mais risco de desidratar?

    Sim, pois a sensação de sede diminui com a idade e a reserva de água no corpo do idoso é naturalmente menor. É preciso oferecer água mesmo que eles não peçam.

    5. Como a desidratação afeta a pressão arterial?

    A falta de água reduz o volume de sangue circulante (volemia). Com menos sangue, a pressão tende a cair, o que pode causar tonturas e desmaios.

    6. Quanto tempo o corpo leva para se recuperar da desidratação?

    Em casos leves, a recuperação começa em poucos minutos após a ingestão de líquidos. Em casos moderados a graves, pode levar horas de hidratação controlada (às vezes venosa) para reequilibrar os eletrólitos.

    Veja mais: Pode trocar água comum por água com gás?

  • 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica da pele, que causa ressecamento intenso, coceira e lesões que podem surgir em diferentes partes do corpo. Apesar de comum na infância, principalmente nos primeiros anos de vida, ela pode persistir ou surgir na vida adulta, afetando frequentemente dobras dos braços e joelhos.

    Em pessoas com dermatite atópica, a pele costuma ser mais sensível e vulnerável, o que facilita a entrada de agentes irritantes e desencadeia inflamações frequentes. Os sintomas também podem variar ao longo do tempo, com períodos de melhora e fases de crise, e precisam de cuidados para manter a pele protegida e reduzir o desconforto.

    Para te ajudar, nós listamos, a seguir, os principais sintomas da dermatite atópica e o que pode desencadear as crises. Confira!

    1. Coceira intensa

    A coceira é o sintoma mais característico da dermatite atópica, podendo surgir de forma constante ou em crises. Em muitos casos, ela piora durante a noite, o que pode atrapalhar o sono e causar cansaço no dia seguinte.

    O hábito de coçar também acaba irritando ainda mais a pele, aumentando a inflamação e favorecendo o aparecimento de feridas.

    2. Pele muito seca

    Nos casos de dermatite atópica, a pele apresenta uma barreira cutânea fragilizada, o que facilita a perda de água e reduz a proteção contra agentes externos. Como resultado, ela fica mais ressecada, áspera ao toque e, muitas vezes, com descamação visível.

    O ressecamento também contribui para o surgimento das crises, já que a pele desprotegida se torna mais vulnerável a irritações.

    3. Lesões avermelhadas

    As lesões costumam aparecer como manchas vermelhas, que em alguns tons de pele podem ter aspecto acinzentado ou mais escuro. As áreas inflamadas surgem com mais frequência em regiões específicas do corpo, como dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço e rosto. Durante as crises, as lesões podem se tornar mais intensas, sensíveis e desconfortáveis.

    4. Pequenas bolhas e crostas

    Em fases mais ativas da dermatite atópica, podem surgir pequenas bolhas na pele, que liberam líquido ao se romperem. O processo, chamado de exsudação, pode evoluir para a formação de crostas, especialmente quando há coceira intensa.

    As lesões aumentam o risco de infecções secundárias, principalmente quando a pele está machucada.

    5. Descamação

    A pele pode se soltar em pequenas lascas ou em finas camadas, dando um aspecto ressecado e áspero ao toque, ainda mais após episódios de coceira intensa, quando a pele já está mais irritada e fragilizada. Em alguns casos, a descamação pode ser mais visível em áreas como braços, pernas e rosto, deixando a pele com aparência esbranquiçada e opaca.

    6. Espessamento da pele

    Com o tempo, o ato repetido de coçar pode levar ao espessamento da pele, conhecido como liquenificação. A pele fica mais grossa, endurecida e com marcas mais profundas, além de apresentar alteração na cor. Isso é comum especialmente em casos crônicos.

    7. Inchaço localizado

    O inchaço localizado pode surgir especialmente durante as fases agudas da doença, quando a inflamação está intensa. Ele costuma vir acompanhado de vermelhidão, coceira intensa, ressecamento e, às vezes, pequenas bolhas que podem soltar líquido.

    Quais as áreas mais afetadas pela dermatite atópica?

    A dermatite atópica pode aparecer em diferentes partes do corpo, e as áreas mais afetadas variam bastante conforme a idade:

    • Bebês: nos primeiros meses de vida, as lesões costumam aparecer principalmente no rosto (especialmente nas bochechas), couro cabeludo, testa e queixo. Também podem surgir no tronco e nas dobrinhas, mas o rosto é a região mais comum nos pequenos;
    • Crianças e adolescentes: com o crescimento, a dermatite tende a mudar de lugar e passa a afetar mais dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço, pulsos e tornozelos.
    • Adultos: nessa fase, a dermatite pode se tornar mais localizada ou persistente nas mãos, pálpebras, pescoço e áreas de dobra.

    O que pode piorar os sintomas de dermatite atópica?

    Os sintomas costumam aparecer em ciclos de crise e remissão, podendo ser desencadeados por:

    • Suor excessivo ou calor;
    • Uso de roupas de tecido sintético ou lã;
    • Banhos muito quentes e demorados;
    • Uso de sabonetes com muitos perfumes ou detergentes agressivos;
    • Estresse emocional.

    Como a dermatite atópica pode ser confundida com outros tipos de alergia ou irritações, o diagnóstico deve ser sempre confirmado por um dermatologista.

    Perguntas frequentes

    1. O que causa a dermatite atópica?

    A dermatite atópica é resultado de uma combinação de genética (histórico familiar de alergias) com falhas na barreira de proteção da pele, que perde água mais fácil e reage a estímulos externos.

    2. Dermatite atópica é contagiosa?

    Não, a dermatite atópica não é contagiosa. É uma doença inflamatória crônica da pele, de origem genética e imunológica, não sendo transmitida por toque, abraço ou compartilhamento de objetos.

    3. Qual a diferença entre dermatite atópica e psoríase?

    A dermatite causa coceira intensa e as lesões são mais “úmidas” ou descamativas em dobras; a psoríase forma placas avermelhadas com escamas brancas grossas, geralmente em cotovelos e joelhos.

    4. Existe cura definitiva para a dermatite atópica?

    Ainda não há uma cura definitiva, mas há controle. Com o tratamento adequado, a pessoa pode passar longos períodos sem nenhuma lesão ou sintoma (fase de remissão).

    5. Qual o melhor tipo de sabonete para usar?

    O ideal são os sabonetes sem detergentes agressivos, com pH fisiológico e sem fragrâncias fortes.

    6. Posso usar hidratante comum de farmácia?

    Para peles atópicas, o recomendado é usar hidratantes específicos para barreira cutânea, normalmente sem corantes, sem perfumes e com ativos como ceramidas.

    7. Quem tem dermatite atópica pode entrar na piscina ou mar?

    Sim, mas com cuidado, pois o cloro e o sal podem ressecar a pele. A dica é tomar uma ducha de água doce logo após sair e aplicar o hidratante imediatamente.

    8. Quando devo procurar um médico com urgência?

    Se houver sinais de infecção (pus, crostas amareladas, dor local), febre ou se a coceira estiver impedindo o sono e as atividades diárias.

    Veja mais: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger

  • Emagrecimento pode afetar o ciclo menstrual? Saiba quando é preocupante

    Emagrecimento pode afetar o ciclo menstrual? Saiba quando é preocupante

    Durante um processo de emagrecimento, o organismo precisa se adaptar a um estado de menor ingestão calórica e diminuição da massa corporal, o que pode causar algumas alterações no ciclo menstrual.

    O corpo feminino é muito sensível a mudanças de peso, podendo interferir diretamente na produção e no equilíbrio dos hormônios que regulam a menstruação. Vamos entender mais, a seguir.

    Como o emagrecimento interfere no ciclo menstrual?

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, em casos de obesidade, pode acontecer a desregulação do ciclo menstrual porque o excesso de gordura corporal aumenta a produção de hormônios, especialmente os androgênios.

    O desequilíbrio hormonal pode levar a ciclos irregulares, mais espaçados e, em alguns casos, até à ausência de ovulação, algo bastante comum em quadros como a síndrome dos ovários policísticos.

    Quando há uma redução de peso, seja pela diminuição da ingestão calórica ou pela perda de gordura corporal, a produção excessiva de hormônios tende a diminuir. Aos poucos, o organismo volta a funcionar de maneira mais equilibrada, o que favorece a regularização do ciclo menstrual e da ovulação ao longo do tempo.

    E quando o emagrecimento é excessivo?

    Em caso de emagrecimento rápido e intenso, o organismo pode entrar em um estado de economia de energia, no qual passa a priorizar funções essenciais para a sobrevivência, como a respiração, a circulação e o funcionamento dos órgãos vitais.

    Nesses casos, o corpo entende que não é um momento favorável para uma possível gestação. Como consequência, pode haver redução na produção de hormônios reprodutivos, diminuição ou ausência de ovulação e alterações no ciclo menstrual, como:

    • Atraso na menstruação;
    • Ciclos irregulares;
    • Fluxo menstrual mais fraco;
    • Ausência de menstruação (amenorreia).

    Apesar de ser uma resposta natural do corpo, isso também mostra que ele está sobrecarregado e com pouca energia disponível, o que precisa de um acompanhamento adequado.

    Segundo Andreia, o ideal é manter um peso equilibrado, com uma quantidade adequada de gordura corporal para garantir uma produção hormonal adequada.

    O uso de análogos de GLP-1 causa mudanças no ciclo menstrual?

    Segundo Andreia, no caso de pessoas que estão em tratamento com análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, as alterações no ciclo menstrual estão muito mais relacionadas ao peso do que diretamente ao medicamento.

    Eles atuam imitando a ação de um hormônio natural do intestino, o GLP-1, que participa do controle da fome e da saciedade. De acordo com estudos, os remédios podem promover um emagrecimento rápido e significativo, com perdas que podem ultrapassar 15% a 20% do peso corporal.

    Como a perda acelerada pode incluir não apenas gordura, mas também massa muscular, é necessário manter o acompanhamento médico, a prática de atividade física e uma alimentação adequada ao longo do tratamento.

    Alterações na absorção de anticoncepcionais orais

    Com o uso dos análogos de GLP-1, Andreia aponta que pode ocorrer interferência na absorção de diversos remédios, em especial nos contraceptivos hormonais, tanto os combinados (estrogênio + progesterona) quanto os que têm apenas progesterona.

    Isso pode acontecer por três mecanismos principais:

    • Esvaziamento gástrico mais lento, que pode alterar a absorção dos medicamentos;
    • Efeitos adversos, como náuseas, vômitos e diarreia, que também podem prejudicar a absorção;
    • Perda de peso, que pode melhorar a ovulação em mulheres que tinham infertilidade associada à obesidade.

    Por conta disso, Andreia explica que têm sido observados casos de gestações não planejadas em mulheres que utilizam essas medicações, fenômeno que ficou popularmente conhecido como “bebês de Ozempic”.

    Por isso, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e as fabricantes orientam que, ao iniciar o uso ou aumentar a dose dos medicamentos, seja utilizado um método contraceptivo adicional, como o preservativo, ou que se opte por um método que não seja via oral, como:

    • Injetáveis mensais;
    • Adesivo transdérmico;
    • Anel vaginal;
    • Implante subcutâneo, como o Implanon;
    • DIU.

    Todos os métodos utilizam vias de administração diferentes da via oral e, por isso, não são afetados da mesma forma pelos remédios.

    Quando as mudanças na menstruação são preocupantes? Todas as alterações na menstruação devem ser investigadas, segundo Andreia, especialmente mudanças no fluxo, no intervalo entre os ciclos ou na duração da menstruação.

    Nem sempre a causa está relacionada ao peso ou ao uso de medicamentos. As alterações podem ocorrer devido a condições como distúrbios da tireoide ou alterações nos níveis de prolactina, por exemplo.

    O ideal é sempre realizar uma avaliação com exames de sangue e uma investigação clínica adequada. Caso nenhuma outra causa seja identificada e a pessoa esteja em uso dessas medicações, a ginecologista explica que aí sim possível considerar uma relação com o tratamento.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    1. O Ozempic altera diretamente os hormônios femininos?

    Não diretamente. As mudanças ocorrem principalmente devido à perda de gordura corporal (que produz estrogênio) e à melhora da resistência à insulina, o que acaba recalculando o eixo hormonal da mulher.

    2. Perder peso ajuda a regularizar a menstruação em quem tem SOP?

    Sim, a perda de peso reduz a gordura abdominal e a resistência à insulina, fatores que costumam diminuir a ovulação em mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos.

    3. É normal sentir mais cólicas durante o tratamento para emagrecer?

    Pode acontecer devido às mudanças inflamatórias no corpo e à rápida mobilização hormonal. Se a dor for intensa ou incapacitante, é necessário procurar o médico.

    4. Quanto tempo o ciclo leva para normalizar após a perda de peso?

    Normalmente, o corpo leva de 3 a 6 meses para se adaptar ao novo peso e estabilizar a produção hormonal.

    5. Posso usar Ozempic ou Wegovy tentando engravidar?

    Não. A recomendação é interromper o uso pelo menos dois meses antes de tentar engravidar, devido à falta de estudos de segurança no feto.

    6. O que é a amenorreia hipotalâmica no emagrecimento?

    É a interrupção da menstruação porque o cérebro detecta um déficit calórico extremo, “desligando” o sistema reprodutor para poupar energia para funções vitais.

    7. Como diferenciar um atraso por emagrecimento de uma gravidez?

    Não há como diferenciar apenas pelos sintomas, pois o atraso menstrual é comum a ambos. O ideal é realizar um teste de gravidez de farmácia ou de sangue (Beta-hCG) ao notar qualquer atraso superior a uma semana.

    Confira: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • 7 sinais de burnout que você não deve ignorar 

    7 sinais de burnout que você não deve ignorar 

    Sentir cansaço após um dia de trabalho é normal. Porém, quando o esgotamento se torna constante, acompanhado de desmotivação e dificuldade de concentração, pode ser um sinal de algo mais sério: o burnout.

    Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, o burnout está relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado de forma adequada. Identificar os sinais logo no início é muito importante para buscar ajuda e evitar que o quadro se agrave. Entenda melhor a seguir.

    O que é burnout?

    O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é caracterizado por um estado de exaustão física e emocional associado ao trabalho.

    Ele envolve três dimensões principais:

    • Exaustão extrema;
    • Distanciamento mental do trabalho;
    • Redução da eficácia profissional.

    7 sintomas de burnout no trabalho

    Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são mais comuns.

    1. Cansaço extremo e constante

    A pessoa sente esgotamento mesmo após descanso.

    Pode apresentar sensação de energia sempre baixa, dificuldade para começar o dia e fadiga persistente.

    2. Falta de motivação

    Atividades que antes eram comuns passam a parecer difíceis ou sem sentido.

    Pode acontecer:

    • Desinteresse pelo trabalho;
    • Sensação de inutilidade;
    • Falta de propósito.

    3. Irritabilidade e alterações de humor

    O estresse acumulado pode afetar o comportamento.

    É comum observar:

    • Impaciência frequente;
    • Reações desproporcionais;
    • Maior sensibilidade emocional.

    4. Dificuldade de concentração

    O desempenho cognitivo pode ser afetado.

    Entre os sinais estão dificuldade para focar, esquecimentos frequentes e queda na produtividade.

    5. Sensação de distanciamento do trabalho

    A pessoa pode se sentir desconectada do que faz. Isso pode se manifestar como:

    • Indiferença em relação às tarefas;
    • Falta de envolvimento emocional;
    • Sensação de estar “no automático”.

    6. Sintomas físicos

    O burnout também pode se manifestar no corpo.

    Alguns sinais são dor de cabeça frequente, tensão muscular e alterações no sono.

    7. Queda no desempenho profissional

    O conjunto dos sintomas tem capacidade de impactar o trabalho e pode levar a:

    • Redução da produtividade;
    • Erros frequentes;
    • Dificuldade em cumprir prazos.

    Burnout é o mesmo que estresse?

    Não. O estresse pode ser temporário e relacionado a situações específicas. O burnout, por sua vez, é um estado crônico de esgotamento, geralmente ligado ao ambiente de trabalho.

    Quem tem mais risco de desenvolver burnout?

    Alguns fatores podem aumentar o risco:

    • Carga de trabalho excessiva;
    • Falta de reconhecimento;
    • Pressão constante;
    • Falta de controle sobre as tarefas;
    • Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.

    Quando procurar ajuda?

    É importante buscar apoio quando os sintomas persistem por semanas ou meses, afetam o desempenho no trabalho, impactam a qualidade de vida ou se associam a sintomas físicos ou emocionais intensos.

    Profissionais como psicólogos e psiquiatras podem ajudar no diagnóstico e tratamento.

    Como prevenir o burnout?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Estabelecer limites no trabalho;
    • Fazer pausas ao longo do dia;
    • Priorizar momentos de descanso;
    • Praticar atividade física;
    • Buscar apoio quando necessário.

    Confira: Como manter a calma em situações de pressão?

    Perguntas frequentes sobre burnout

    1. Burnout é considerado uma doença?

    É reconhecido como um fenômeno ocupacional pela OMS.

    2. Burnout pode causar sintomas físicos?

    Sim, como dores e alterações no sono.

    3. É possível se recuperar do burnout?

    Sim, com acompanhamento adequado.

    4. Burnout é o mesmo que depressão?

    Não, mas podem coexistir.

    5. Apenas quem trabalha muito pode ter burnout?

    Não. Outros fatores, como pressão e ambiente, também influenciam.

    6. O trabalho remoto reduz o risco?

    Nem sempre. Pode haver sobrecarga mesmo em casa.

    7. Preciso parar de trabalhar para tratar burnout?

    Depende do caso e da orientação profissional.

    Veja mais: Síndrome de Burnout: entenda quando o cansaço ultrapassa o limite

  • 8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele representa uma parcela significativa dos diagnósticos oncológicos, especialmente em países com alta exposição ao sol.

    A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o câncer de pele costuma ter altas taxas de cura. Por isso, prestar atenção em mudanças na pele e reconhecer sinais de alerta é fundamental para procurar avaliação médica no momento certo.

    O que é o câncer de pele?

    O câncer de pele acontece quando células da pele começam a crescer de forma descontrolada.

    Os tipos mais comuns são:

    • Carcinoma basocelular;
    • Carcinoma espinocelular;
    • Melanoma.

    Os dois primeiros são mais frequentes e geralmente têm crescimento mais lento. Já o melanoma é menos comum, mas pode ser mais agressivo.

    8 sintomas de câncer de pele para prestar atenção

    Nem toda pinta ou mancha indica câncer, mas algumas alterações precisam de avaliação médica.

    1. Mancha ou pinta que muda de tamanho

    Mudanças progressivas em uma pinta existente podem ser um sinal de alerta.

    Fique atento se houver:

    • Crescimento progressivo;
    • Alteração na forma;
    • Mudança no relevo.

    2. Bordas irregulares

    Pintas ou manchas com contornos irregulares merecem investigação.

    Os sinais de alerta são:

    • Bordas mal definidas;
    • Formato assimétrico;
    • Contornos irregulares.

    3. Mudança de cor

    Uma pinta que apresenta mais de uma tonalidade pode ser suspeita.

    Observe se aparecem:

    • Tons de marrom diferentes;
    • Áreas pretas ou azuladas;
    • Partes avermelhadas ou esbranquiçadas.

    4. Ferida que não cicatriza

    Lesões que não cicatrizam após algumas semanas devem ser avaliadas.

    Essas feridas podem:

    • Sangrar facilmente;
    • Formar crostas repetidamente;
    • Apresentar crescimento gradual.

    5. Coceira ou dor em uma pinta

    Embora muitas pintas sejam assintomáticas, algumas alterações podem causar:

    • Coceira persistente;
    • Sensibilidade;
    • Dor localizada.

    6. Sangramento espontâneo

    Uma pinta ou lesão que sangra sem trauma merece atenção. Esse sangramento pode ocorrer com:

    • Pequeno toque;
    • Atrito da roupa;
    • Espontaneamente.

    7. Aparecimento de uma nova mancha na pele

    O surgimento de uma nova pinta ou lesão que cresce rapidamente deve ser observado. Principalmente quando ocorre:

    • Após os 30 ou 40 anos;
    • Em áreas expostas ao sol;
    • Com mudança rápida de aparência.

    8. Mancha diferente das outras

    Dermatologistas chamam isso de sinal do patinho feio. Ou seja, uma pinta que parece diferente das demais do corpo.

    Pode apresentar:

    • Tamanho diferente;
    • Cor distinta;
    • Formato incomum.

    Regra do ABCDE do melanoma

    Médicos usam um método simples para avaliar pintas suspeitas.

    A regra do ABCDE inclui:

    • Assimetria;
    • Bordas irregulares;
    • Cor variável;
    • Diâmetro maior que cerca de 6 mm;
    • Evolução ou mudança ao longo do tempo.

    Essa avaliação ajuda a identificar lesões que merecem investigação.

    Quem tem maior risco de câncer de pele?

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de pele. A exposição intensa ao sol ao longo da vida, ter pele clara, histórico familiar da doença, muitas pintas no corpo e histórico de queimaduras solares.

    Quando procurar um dermatologista?

    Procure avaliação médica se notar:

    • Mudança em pintas existentes;
    • Lesões que não cicatrizam;
    • Sangramento sem causa aparente;
    • Surgimento de manchas diferentes das demais.

    O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento bem-sucedido.

    Como prevenir o câncer de pele?

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar protetor solar regularmente;
    • Evitar exposição solar intensa;
    • Utilizar chapéus e roupas de proteção;
    • Evitar câmaras de bronzeamento artificial.

    Essas práticas ajudam a proteger a pele contra danos causados pela radiação ultravioleta.

    Confira: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes sobre câncer de pele

    1. Toda pinta pode virar câncer?

    Não. A maioria das pintas é benigna, mas algumas mudanças devem ser avaliadas.

    2. Câncer de pele dói?

    Nem sempre. Muitas lesões não causam dor.

    3. Mancha que coça pode ser câncer?

    Pode ser um sinal de alerta, mas precisa de avaliação médica.

    4. Pessoas jovens podem ter câncer de pele?

    Sim, embora seja mais comum em adultos mais velhos.

    5. O melanoma é o tipo mais perigoso?

    Sim, porque pode se espalhar para outros órgãos.

    6. Protetor solar previne câncer de pele?

    Ele ajuda a reduzir o risco, especialmente quando usado regularmente.

    7. O câncer de pele tem cura?

    Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • Sangramento pós-menopausa: o que pode ser e quando ir ao médico

    Sangramento pós-menopausa: o que pode ser e quando ir ao médico

    A menopausa é uma fase natural do corpo da mulher, que acontece quando os ovários deixam de produzir hormônios e a menstruação para de forma definitiva, sendo confirmada após 12 meses seguidos sem menstruar. Por isso, não é esperado nenhum tipo de sangramento nesse período, e qualquer alteração deve ser avaliada por um médico.

    Na maioria das vezes, o sangramento pós-menopausa está ligado a mudanças comuns da fase, como o afinamento dos tecidos íntimos ou alterações hormonais. Mesmo assim, ele também pode ser um dos primeiros sinais de problemas no útero, incluindo alterações no endométrio que precisam ser investigadas.

    O que pode ser sangramento após a menopausa?

    O sangramento após a menopausa, independentemente da causa, precisa ser investigado por um médico. A ginecologista e obstetra Andreia Sapienza aponta algumas das possíveis causas:

    1. Atrofia genital

    A atrofia genital é causada principalmente pela queda dos níveis de estrogênio no corpo, em que os tecidos do útero e da vagina passam por um processo de afinamento. Consequentemente, Andreia explica que a região fica mais delicada, menos hidratada e com os vasos mais expostos, o que facilita pequenos sangramentos, principalmente após atrito ou até de forma espontânea.

    2. Hiperplasia endometrial

    A hiperplasia acontece quando o endométrio (revestimento interno do útero) cresce mais do que o esperado, normalmente por estímulo hormonal, principalmente do estrogênio sem o equilíbrio da progesterona. O excesso de tecido pode se desprender de forma irregular, causando sangramento.

    Apesar de não ser um quadro de câncer, a hiperplasia é considerada uma alteração que pode evoluir, por isso exige acompanhamento e tratamento adequado, segundo Andreia.

    3. Pólipo endometrial

    O pólipo é um crescimento benigno que se forma dentro do endométrio, como uma pequena verruga. Ele é uma alteração localizada, mas pode causar sangramentos, especialmente fora do padrão esperado. Na maioria dos casos, é benigno, mas costuma ser removido para confirmar o diagnóstico e resolver o sintoma.

    4. Terapia de reposição hormonal desregulada

    A terapia de reposição hormonal é utilizada para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor e ressecamento. No entanto, quando não está bem ajustada, também pode causar episódios de sangramento. Isso ocorre, principalmente, quando há uso de estrogênio sem a quantidade adequada de progesterona para equilibrar o efeito no endométrio.

    Com isso, o endométrio pode ficar mais espesso do que o normal e se desprender de forma irregular, provocando o sangramento, mesmo após a menopausa.

    5. Câncer de endométrio

    O câncer de endométrio é uma causa menos frequente, mas que sempre deve ser investigada, uma vez que cerca de 90% dos casos têm como primeiro sinal o sangramento após a menopausa. É o tipo mais comum de câncer uterino e, quando diagnosticado precocemente, possui taxas de cura que podem superar 90% em estágios iniciais.

    Vale destacar que, entre as mulheres que apresentam sangramento, apenas cerca de 5% terão câncer. O sangramento precisa ser investigado justamente por ser um possível sinal inicial, mas, na maioria dos casos, a causa não é maligna.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do sangramento após a menopausa começa sempre com uma avaliação médica, para entender quando o sangramento começou, a quantidade, se houve outros episódios e se a mulher faz uso de terapia hormonal. Depois, o primeiro exame solicitado é o ultrassom transvaginal, que permite avaliar a espessura e o aspecto do endométrio.

    • Em mulheres que não usam reposição hormonal, o esperado é um endométrio de até 4 mm;
    • Em quem usa reposição, o valor pode chegar até 8 mm.

    Caso tenha alterações nos valores ou um aspecto irregular, podem ser solicitados exames complementares, como a histeroscopia, em que é introduzida uma microcâmera dentro do útero, permitindo visualizar diretamente o endométrio.

    Durante a histeroscopia, também é possível retirar um pequeno fragmento do tecido (biópsia) para análise. O exame é necessário para confirmar o diagnóstico e descartar ou identificar alterações como hiperplasia ou câncer.

    Tratamento de sangramento pós-menopausa

    O tratamento do sangramento após a menopausa depende diretamente da causa, e apenas um médico pode indicar as melhores medidas, que costumam incluir:

    • Pólipo endometrial: o tratamento é a retirada do pólipo, geralmente por histeroscopia, um procedimento com microcâmera dentro do útero. O material é enviado para análise, e, na maioria dos casos, trata-se de uma alteração benigna;
    • Atrofia genital: pode ser tratada com o uso de estrogênio, principalmente na forma vaginal, ajudando a recuperar a espessura e a saúde do tecido, reduzindo o risco de novos sangramentos;
    • Hiperplasia endometrial: o tratamento envolve o uso de progesterona, que pode ser por via oral ou por meio de dispositivos como o DIU hormonal (Mirena), que atua diretamente no endométrio;
    • Terapia de reposição hormonal desregulada: é necessário ajustar o tratamento, corrigindo doses, tipos de hormônios ou a forma de uso, restabelecendo o equilíbrio entre estrogênio e progesterona;
    • Câncer de endométrio: o tratamento é oncológico e varia conforme o estágio da doença, podendo incluir cirurgia, radioterapia ou outros métodos específicos.

    Mesmo que o sangramento seja leve ou pare sozinho, a investigação ainda é obrigatória. Muitas vezes, o câncer de endométrio apresenta um pequeno sangramento que cessa por semanas antes de retornar.

    Quando ir ao médico?

    É importante ir ao médico imediatamente após notar qualquer tipo de sangramento, mesmo que seja apenas uma gota ou uma mancha rosada no papel higiênico.

    Na pós-menopausa, o corpo não deve mais apresentar descamação do endométrio (menstruação), então o sangramento é sempre considerada anormal e precisa de investigação.

    Se o sangramento vier acompanhado de tontura, fraqueza extrema, palidez ou dor abdominal aguda, procure atendimento de urgência. Caso seja apenas um escape leve, agende seu ginecologista o quanto antes (preferencialmente para a mesma semana).

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

    Perguntas frequentes

    1. Sangramento tipo “borra de café” é preocupante?

    Sim. Embora indique sangue antigo e geralmente esteja ligado à atrofia ou pólipos, ele ainda conta como sangramento pós-menopausa e exige diagnóstico.

    2. O sangramento pode ser causado por infecção?

    Sim, infecções vaginais ou uterinas (endometrite) podem causar inflamação e levar a pequenos sangramentos acompanhados de corrimento.

    3. Miomas podem causar sangramento na menopausa?

    É raro, pois os miomas costumam regredir após a menopausa. Se houver sangramento por miomas nesta fase, o caso exige atenção redobrada.

    4. Existe algum remédio caseiro para parar o sangramento?

    Não, nenhum chá ou remédio caseiro substitui a investigação médica. Tentar tratar em casa pode mascarar um sintoma grave e atrasar o diagnóstico.

    5. Qual a diferença entre climatério e menopausa?

    O climatério é o período de transição que antecede a menopausa (quando os hormônios começam a oscilar). A menopausa propriamente dita é apenas a data da última menstruação, confirmada após 12 meses seguidos sem sangramento.

    6. Por que a pele fica mais seca na menopausa?

    A queda do estrogênio reduz a produção de colágeno e de óleos naturais da pele. Isso a torna mais fina, menos elástica e mais propensa a coceiras e descamações.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento