Categoria: Prevenção & Longevidade

isParent

  • Primeiros socorros em caso de afogamento: saiba como agir 

    Primeiros socorros em caso de afogamento: saiba como agir 

    O afogamento é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma deterioração respiratória decorrente da submersão ou imersão em líquido. Estima-se que ocorram mais de 300 mil mortes por afogamento por ano no mundo, sendo mais de 90% em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Mais da metade dessas mortes acontece em indivíduos com menos de 30 anos de idade.

    Os principais fatores de risco incluem supervisão inadequada por adultos, especialmente em crianças, permanecer sozinho próximo a corpos d’água naturais ou artificiais, não saber nadar, comportamentos de risco, consumo de álcool, traumas, crises convulsivas e arritmias cardíacas.

    Como acontece o afogamento

    O processo geralmente começa com pânico, perda do padrão respiratório normal, sensação intensa de falta de ar e dificuldade de manter a cabeça acima da água.

    Depois, ocorrem reflexos inspiratórios involuntários, levando à aspiração de água e tosse. Com a progressão, há queda da oxigenação do sangue, perda de consciência e, nos casos mais graves, evolução para apneia (ausência de respiração).

    Nos pulmões, a água aspirada altera a permeabilidade dos alvéolos, causando edema pulmonar e podendo evoluir para síndrome do desconforto respiratório agudo, resultando em baixa oxigenação do sangue. Essas alterações costumam surgir rapidamente, geralmente nas primeiras 8 horas após o evento.

    No sistema nervoso central, a baixa oxigenação do sangue pode levar a sequelas neurológicas permanentes. Já no sistema cardiovascular, a associação entre hipotermia e hipoxemia favorece o surgimento de arritmias, infarto do miocárdio e até parada cardiorrespiratória.

    Primeiros socorros em caso de afogamento

    Ao presenciar uma situação de afogamento, não se deve tentar resgatar a vítima imediatamente, a menos que haja treinamento adequado. Muitas pessoas que tentam realizar o resgate acabam se tornando novas vítimas.

    A primeira conduta é chamar ajuda imediatamente, acionando um salva-vidas ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Caso opte por tentar o resgate, é fundamental:

    • Utilizar objetos flutuantes para oferecer apoio à vítima;
    • Comunicar outra pessoa sobre a ação que será realizada.

    Após retirar a vítima da água

    Não se deve tentar retirar a água dos pulmões com manobras improvisadas.

    A manobra de Heimlich só está indicada se houver suspeita de obstrução das vias aéreas por corpo estranho, e não rotineiramente nos casos de afogamento.

    A prioridade é avaliar a responsividade da vítima.

    Se a vítima estiver consciente

    • Se estiver responsiva e apresentar apenas tosse, deve-se mantê-la aquecida e em observação;
    • Se houver espuma na boca, isso indica comprometimento respiratório, sendo necessário suporte com oxigênio e encaminhamento para atendimento médico.

    Se a vítima estiver inconsciente

    Deve-se avaliar:

    • Vias aéreas;
    • Respiração;
    • Pulso.

    Se houver pulso presente, mas a respiração estiver inadequada:

    • Iniciar ventilações de resgate;
    • Administrar oxigênio, se disponível;
    • Encaminhar imediatamente para um serviço de saúde.

    Se não houver pulso:

    • Iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) com compressões torácicas;
    • Solicitar ajuda adicional;
    • Utilizar um desfibrilador externo automático (DEA) assim que disponível.

    Prevenção do afogamento

    A maioria dos casos de afogamento é prevenível. As medidas mais importantes incluem:

    • Instalação de cercas e portões de proteção em piscinas, especialmente em residências com crianças;
    • Supervisão constante de adultos durante atividades aquáticas;
    • Evitar nadar sozinho;
    • Uso de coletes ou objetos de flutuação;
    • Evitar o consumo de álcool ou outras substâncias antes ou durante atividades aquáticas.

    A prevenção é a estratégia mais eficaz para reduzir a mortalidade e as sequelas associadas ao afogamento.

    Confira: Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias

    Perguntas frequentes sobre afogamento

    1. Toda pessoa que se afoga perde a consciência?

    Não. Em alguns casos, a vítima pode estar consciente, tossindo e com dificuldade respiratória.

    2. É correto virar a pessoa de cabeça para baixo para tirar a água?

    Não. Essa prática não é recomendada e pode atrasar medidas mais importantes, como avaliar respiração e iniciar RCP.

    3. A manobra de Heimlich deve ser feita em todo afogamento?

    Não. Só está indicada se houver suspeita de obstrução por corpo estranho.

    4. Quando iniciar RCP?

    Se a vítima estiver inconsciente e sem pulso, a RCP deve ser iniciada imediatamente.

    5. A vítima precisa ir ao hospital mesmo se melhorar?

    Sim, principalmente se houver sintomas respiratórios, pois complicações pulmonares podem surgir nas primeiras horas.

    6. Crianças têm maior risco de afogamento?

    Sim. A falta de supervisão é um dos principais fatores de risco.

    7. Álcool aumenta o risco?

    Sim. O consumo de álcool é um importante fator de risco para afogamento.

    Veja mais: Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

  • Por que o envelhecimento acelera o endurecimento das artérias? Cardiologista explica

    Por que o envelhecimento acelera o endurecimento das artérias? Cardiologista explica

    O sistema cardiovascular é naturalmente afetado pelas mudanças que acompanham o envelhecimento — inclusive as artérias. Com o passar dos anos, elas tendem a perder elasticidade e se tornar mais rígidas, processo que pode dificultar a circulação do sangue e aumentar o risco de problemas cardíacos.

    A rigidez, apesar de esperada com o avanço da idade, não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O ritmo do processo depende de diversos fatores, como hábitos de vida, presença de doenças crônicas e cuidados com a saúde ao longo dos anos.

    O que acontece com as artérias durante o envelhecimento?

    Com o avanço da idade, as artérias passam por mudanças naturais na estrutura e no funcionamento. Segundo a cardiologista Juliana Soares, uma das principais alterações envolve a perda gradual da elasticidade, característica importante para que os vasos consigam se expandir e se contrair conforme o sangue circula pelo corpo.

    Parte do processo acontece porque a elastina, proteína responsável pela flexibilidade das artérias, diminui ao longo dos anos e acaba sendo substituída por colágeno, que apresenta maior rigidez.

    Além disso, Juliana aponta que pode haver depósito de cálcio nas paredes arteriais, fenômeno conhecido como arteriosclerose, que contribui para o endurecimento dos vasos.

    Com isso, as artérias ficam menos capazes de absorver a pressão do sangue que sai do coração. Isso pode aumentar a pressão arterial e elevar o risco de problemas cardiovasculares, principalmente quando existem fatores como colesterol alto, diabetes, tabagismo e sedentarismo.

    É possível evitar o endurecimento das artérias?

    Um certo grau de enrijecimento das artérias acontece naturalmente com o avanço da idade. Contudo, o processo pode ser mais lento quando existe cuidado com a saúde desde cedo, segundo Juliana. O controle dos fatores de risco faz diferença importante para preservar a flexibilidade dos vasos ao longo do tempo.

    Afinal, quais fatores aceleram o envelhecimento vascular?

    A maioria dos fatores que podem acelerar o envelhecimento das artérias e favorecer o endurecimento dos vasos sanguíneos está associada ao estilo de vida e a condições de saúde que, quando não controladas, aumentam o desgaste do sistema cardiovascular ao longo do tempo.

    Entre eles, Juliana aponta:

    Inflamação crônica

    A inflamação agride a parede dos vasos sanguíneos, facilita o acúmulo de cálcio e a formação de placas, contribuindo para o endurecimento arterial. Normalmente, ela está associada ao sedentarismo e à obesidade, que favorecem processos inflamatórios persistentes no organismo.

    Colesterol elevado (especialmente LDL)

    O colesterol ruim, o LDL, pode se depositar na parede das artérias ao longo do tempo. O acúmulo favorece a formação de placas de gordura, que reduzem a elasticidade dos vasos e dificultam a passagem do sangue.

    Com a progressão desse processo, aumenta o risco de endurecimento arterial e de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC.

    Pressão arterial alta

    A hipertensão provoca desgaste constante nas paredes das artérias, já que os vasos precisam suportar a passagem do sangue sob pressão mais elevada. Com o tempo, elas tendem a se tornar mais espessas e rígidas como forma de adaptação, o que reduz a capacidade de dilatação e compromete a circulação.

    Ciclo de aumento da pressão arterial

    Quando as artérias ficam mais rígidas, a circulação do sangue se torna mais difícil, o que faz com que o coração precise bombear com mais força para manter o fluxo adequado, elevando ainda mais a pressão arterial. Logo, se forma um ciclo em que a rigidez aumenta a pressão, e a pressão elevada acelera o envelhecimento das artérias.

    Diabetes

    Os níveis elevados de glicose no sangue podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos e favorecer processos inflamatórios. Ao longo do tempo, isso contribui para o endurecimento arterial, reduz a elasticidade dos vasos e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

    Como o cardiologista avalia o envelhecimento das artérias?

    A avaliação do envelhecimento vascular começa com a análise clínica, que inclui histórico de saúde, hábitos de vida, presença de doenças crônicas, exame físico, medida da pressão arterial e exames de sangue para verificar colesterol, glicemia e outros indicadores importantes.

    Segundo Juliana, alguns exames específicos ajudam a avaliar a saúde das artérias com mais precisão:

    • Ultrassom das artérias carótidas: identifica espessamento das paredes dos vasos, sinal de envelhecimento vascular;
    • Velocidade da onda de pulso: exame que mede o grau de rigidez das artérias;
    • Escore de cálcio coronariano (tomografia): detecta calcificação nas artérias do coração, indicador de risco cardiovascular.

    Em geral, quanto maior a rigidez ou o nível de calcificação, maior tende a ser o comprometimento da saúde vascular.

    O que pode ajudar a proteger as artérias?

    Pequenas mudanças no estilo de vida ajudam a preservar a saúde das artérias e a reduzir o risco de endurecimento precoce dos vasos sanguíneos, como:

    • Alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e gorduras boas ajuda a controlar colesterol e inflamação;
    • Atividade física regular: exercícios melhoram a circulação, ajudam no controle da pressão e mantêm as artérias mais flexíveis;
    • Controle da pressão, colesterol e glicemia: acompanhamento médico regular reduz o risco de danos vasculares;
    • Evitar o tabagismo: o cigarro agride diretamente os vasos sanguíneos e acelera o envelhecimento vascular;
    • Peso corporal adequado: excesso de peso favorece inflamação e sobrecarga do sistema cardiovascular;
    • Sono de qualidade e menos estresse: descanso adequado ajuda na regulação hormonal e na saúde dos vasos.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre arteriosclerose e aterosclerose?

    A arteriosclerose é o endurecimento genérico das artérias pelo envelhecimento. A aterosclerose é um tipo específico onde há o acúmulo de placas de gordura e inflamação dentro dos vasos.

    2. Como o sedentarismo acelera esse processo?

    A falta de exercício reduz a produção de óxido nítrico, uma molécula que ajuda as artérias a relaxarem. Sem esse “estímulo de elasticidade”, o endurecimento progride mais rápido.

    3. Quais são os riscos de ter artérias endurecidas?

    O principal risco é a sobrecarga do coração, que precisa fazer mais força para bombear o sangue, podendo levar à insuficiência cardíaca, além de aumentar as chances de AVC e demência vascular.

    4. Qual a relação entre o endurecimento das artérias e os rins?

    Os rins são órgãos altamente vascularizados e sensíveis à pressão. Quando as grandes artérias endurecem, elas não conseguem amortecer a pressão do pulso cardíaco, que atinge os pequenos vasos renais com força excessiva, podendo causar insuficiência renal.

    5. A genética determina quão rápido as artérias vão endurecer?

    Segundo estudos, a genética contribui com cerca de 20% a 40% da variação na rigidez arterial. No entanto, a epigenética (como seus hábitos ativam ou desativam esses genes) desempenha um papel muito mais importante no envelhecimento vascular.

    6. Bebidas alcoólicas prejudicam as artérias?

    O consumo excessivo de álcool pode elevar a pressão arterial, alterar o metabolismo das gorduras e favorecer a inflamação. Isso aumenta o risco de envelhecimento precoce dos vasos sanguíneos.

    7. Mudanças no estilo de vida ainda ajudam depois dos 40 ou 50 anos?

    Sim, nunca é tarde para cuidar da saúde cardiovascular. Um alimentação equilibrada, atividade física, controle de doenças e abandono do tabagismo continuam trazendo benefícios para as artérias em qualquer fase da vida.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • 13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    Você já deve saber que a prática de atividades físicas é necessária em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. Mas, quando é feita de forma estruturada, como por meio de exercícios físicos, ela vai além do simples movimento do dia a dia.

    Por serem atividades planejadas e repetidas com frequência, elas promovem adaptações positivas no corpo, como aumento da força muscular, melhora do condicionamento físico e maior resistência.

    A seguir, listamos 13 benefícios do exercício físico para a saúde e dicas para você começar a treinar com segurança.

    1. Controle do peso corporal

    O exercício físico aumenta o gasto energético e ajuda a acelerar o metabolismo. Quando combinada a uma alimentação equilibrada, ela facilita a queima de gordura e a manutenção da massa magra, prevenindo a obesidade e as diversas complicações metabólicas associadas ao excesso de tecido adiposo.

    2. Melhora da saúde mental e humor

    Durante o esforço físico, o cérebro libera endorfina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e relaxamento. Ele também ajuda a diminuir o cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que se acumula em situações de tensão.

    3. Fortalecimento do sistema imunológico

    O exercício moderado auxilia na renovação das células de defesa e melhora a circulação dos glóbulos brancos. Isso permite que o sistema imune detecte e combata patógenos mais rapidamente, tornando o organismo mais resiliente contra infecções comuns, como gripes e resfriados.

    4. Prevenção de doenças cardiovasculares

    Assim como os outros músculos do corpo, o coração se fortalece com a prática de exercício físico. A atividade regular melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol, além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    5. Controle da glicemia

    A prática regular aumenta a sensibilidade à insulina, permitindo que as células utilizem melhor a glicose disponível no sangue. Para quem tem diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, isso ajuda a manter os níveis de açúcar estáveis, reduzindo a dependência de medicamentos e prevenindo danos aos órgãos.

    6. Melhora da qualidade do sono

    Pessoas que treinam regularmente tendem a pegar no sono mais rápido e a atingir estágios mais profundos de descanso. O gasto de energia e a regulação do ritmo circadiano promovidos pela atividade ajudam a combater a insônia e garantem que o corpo realize os processos de reparação necessários durante a noite.

    7. Prevenção da osteoporose

    O exercício, especialmente os de impacto e resistência (como musculação ou caminhada), estimula a regeneração óssea.

    O estresse mecânico aplicado aos ossos durante a atividade sinaliza ao corpo para depositar mais cálcio e minerais, aumentando a densidade mineral óssea e reduzindo drasticamente o risco de fraturas e o desenvolvimento da osteoporose.

    8. Alívio de dores crônicas

    O movimento regular pode ajudar a reduzir dores crônicas, como na lombar ou articulações. Ao fortalecer a musculatura de suporte e aumentar a flexibilidade, o exercício retira a sobrecarga das articulações e melhora a lubrificação (líquido sinovial) nas juntas.

    9. Melhora da saúde digestiva

    A atividade física ajuda a estimular o peristaltismo, que são os movimentos naturais do intestino. Isso facilita a passagem dos alimentos pelo trato digestivo, combatendo a constipação (prisão de ventre) e auxiliando na manutenção de um bioma intestinal mais saudável.

    10. Aumento da capacidade cognitiva e memória

    O fluxo sanguíneo aumentado para o cérebro estimula a neuroplasticidade e a produção de proteínas que protegem os neurônios.

    De acordo com estudos, pessoas fisicamente ativas têm menor risco de declínio cognitivo e doenças degenerativas, como o Alzheimer, além de apresentarem melhor foco e clareza mental.

    11. Melhora da capacidade pulmonar

    Durante o esforço, os pulmões trabalham mais para oxigenar o sangue, o que fortalece os músculos envolvidos na respiração (como o diafragma). Com o tempo, o sistema respiratório se torna mais eficiente, permitindo que você respire com menos esforço durante atividades intensas e até em repouso.

    12. Melhora da autonomia e independência

    O exercício fortalece os músculos e melhora a coordenação motora, o que permite que indivíduos realizem tarefas do cotidiano — como subir escadas, carregar compras ou levantar-se de uma cadeira, sem ajuda externa, preservando a dignidade e a liberdade por muito mais tempo.

    13. Aumento da longevidade

    Ser uma pessoa ativa reduz o risco de mortalidade por todas as causas, garantindo não apenas que você viva por mais tempo, mas que esses anos sejam vividos com qualidade, energia e vitalidade.

    Como começar a treinar?

    Se você é iniciante e está pensando em começar uma rotina de treinos, o ideal é dar os primeiros passos com calma. Veja algumas dicas:

    • Comece devagar, respeitando os limites do corpo e aumentando a intensidade aos poucos;
    • Defina dias e horários fixos para criar uma rotina mais fácil de manter;
    • Use roupas e calçados adequados para evitar desconfortos e lesões;
    • Mantenha o corpo hidratado antes, durante e após o treino;
    • Respeite os intervalos de descanso entre os exercícios;
    • Faça alongamentos leves, principalmente após a atividade;
    • Mantenha atenção à postura para evitar sobrecarga e lesões;
    • Se possível, busque orientação de um profissional de educação física;
    • Em caso de problemas de saúde, converse com um médico antes de iniciar os exercícios.

    O mais importante no início é executar os movimentos corretamente e manter regularidade, sem ter pressa para ver resultados.

    Veja também: Micro-hábitos diários: por que eles têm tanto impacto na saúde a longo prazo?

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo de atividade física devo fazer por semana?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, para adultos, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada (como caminhada rápida) ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana. Também é importante incluir dois dias de fortalecimento muscular.

    2. Qual o melhor horário para treinar: manhã, tarde ou noite?

    O melhor horário é aquele em que você consegue ser consistente. Treinar de manhã pode acelerar o metabolismo e garantir que a tarefa seja cumprida logo cedo; treinar à noite pode ajudar a desestressar, mas para algumas pessoas, pode interferir no sono se for muito intenso e próximo à hora de dormir.

    3. Posso treinar todos os dias?

    Sim, desde que você alterne a intensidade e os grupos musculares. O corpo precisa de descanso para recuperar as fibras musculares e evitar o overtraining. Se treinou as pernas intensamente hoje, amanhã foque em braços ou faça uma caminhada leve (descanso ativo).

    4. É necessário tomar suplementos para ter resultado?

    Não, a maioria das pessoas consegue todos os nutrientes necessários através de uma alimentação equilibrada. Suplementos como Whey Protein ou Creatina são apenas para facilitar e devem ser usados preferencialmente sob orientação de um nutricionista.

    5. Posso treinar em jejum?

    Isso depende da sua adaptação e da intensidade do treino. Os treinos leves podem ser feitos em jejum por algumas pessoas, mas atividades intensas podem causar tontura e queda de rendimento. O ideal é testar como o corpo reage ou consultar um especialista.

    6. Estou acima do peso, posso começar correndo?

    O ideal para quem está muito acima do peso é começar com atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou bicicleta, para proteger as articulações (joelhos e tornozelos) até que o corpo esteja mais fortalecido.

    7. Alongar antes ou depois do treino?

    O alongamento estático (parado) é mais indicado após o treino para relaxar a musculatura. Antes do treino, prefira o aquecimento dinâmico (movimentos circulares, polichinelos leves), que prepara as articulações e aumenta a temperatura corporal.

    Leia mais: Atividade física e produtividade: como mexer o corpo melhora o cérebro

  • Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

    Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

    Um dos métodos mais utilizados (e mais antigos) no tratamento do câncer, a radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir células tumorais ou impedir que elas continuem se multiplicando.

    Ela pode ser aplicada em diferentes fases do tratamento, antes ou depois da cirurgia — e também pode ser usada com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa. Entenda os principais detalhes sobre a terapia, a seguir.

    O que é radioterapia e como funciona?

    A radioterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que utiliza radiação em doses controladas para destruir ou impedir o crescimento das células tumorais, atuando diretamente no DNA delas. Ela pode ser indicada sozinha ou em combinação com outras terapias, como cirurgia e quimioterapia, dependendo do tipo e do estágio do tumor.

    A aplicação da radioterapia é feita de forma direcionada, para atingir o tumor com máxima precisão e preservar ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

    De acordo com o oncologista Thiago Chadid, são aplicados vários feixes mais fracos, de diversos ângulos, apontando para o tumor. Esse é o princípio da radioterapia: criar um alvo 3D, onde os feixes se cruzam e concentram a radiação exatamente no tumor. Com o tempo, o próprio organismo elimina as células alteradas e o tumor reduz ou deixa de crescer.

    As sessões são programadas conforme a necessidade de cada caso e podem acontecer diariamente, ao longo de algumas semanas, seguindo a orientação do médico.

    Para que serve a radioterapia?

    A radioterapia pode ter objetivos diferentes no tratamento, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e o plano definido pelo médico. Ela pode ser usada de várias formas:

    • Curativa: quando a intenção é eliminar completamente as células cancerígenas e buscar a cura;
    • Adjuvante: aplicada depois da cirurgia, para destruir possíveis células que tenham ficado no local e diminuir a chance de recidiva;
    • Neoadjuvante: utilizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a remoção cirúrgica;
    • Paliativa: indicada quando o foco é aliviar sintomas causados pelo tumor, como dor, sangramento ou compressão de órgãos, melhorando a qualidade de vida da pessoa.

    Benefícios da radioterapia

    • Destrói as células tumorais diretamente na região afetada;
    • Ajuda a controlar o crescimento do tumor ao longo do tratamento;
    • Pode eliminar completamente o tumor em alguns casos específicos;
    • Reduz o risco de o câncer voltar após a cirurgia;
    • Pode diminuir o tamanho do tumor antes da cirurgia, facilitando a remoção;
    • Pode ser aplicada junto com outros tratamentos, como quimioterapia;
    • Alivia sintomas como dor, sangramento e compressão de órgãos em casos avançados.

    Como é feita a radiação?

    De acordo com a localização do tumor, a radioterapia pode ser feita de duas formas:

    Radioterapia externa

    A radioterapia externa é feita com um aparelho que fica fora do corpo, direcionando o feixe de radiação ao local do tumor. O paciente fica deitado na maca enquanto o equipamento é posicionado exatamente na área a ser tratada.

    Quando a radioterapia é na cabeça e no pescoço, uma máscara rígida é usada para manter a cabeça na mesma posição todos os dias. Em outras regiões, são feitas pequenas marcações na pele com tinta especial para garantir o posicionamento correto ao longo do tratamento.

    As etapas costumam incluir:

    • Consulta médica para definição do plano terapêutico;
    • Simulação e planejamento com exames de imagem;
    • Cálculos de física médica para ajuste da dose;
    • Aplicações diárias conforme o planejamento.

    Durante a aplicação, o paciente permanece sozinho na sala, mas é monitorado pela equipe por meio de câmeras e sistemas de comunicação.

    Braquiterapia

    A braquiterapia é uma forma de radioterapia em que a fonte de radiação é colocada dentro do corpo, próxima ao tumor, por meio de cateteres ou aplicadores. Em alguns casos, é necessária sedação.

    A radiação é aplicada por alguns minutos e, ao final, a fonte retorna ao aparelho. O paciente não permanece radioativo após a sessão e não há risco para outras pessoas.

    As etapas incluem avaliação médica, orientação de enfermagem, possível consulta com anestesista e planejamento no dia do procedimento.

    Quantas sessões de radioterapia são feitas?

    A quantidade de sessões varia conforme o tipo de câncer e a região tratada. O tratamento é fracionado em várias aplicações para reduzir a toxicidade e proteger os tecidos saudáveis.

    Radioterapia pode ser usada junto com quimioterapia?

    Sim. Em muitos casos, a combinação aumenta a eficácia do tratamento, pois a quimioterapia age de forma sistêmica e a radioterapia atua diretamente no tumor.

    Todos os pacientes com câncer fazem radioterapia?

    Não. A indicação depende do tipo de tumor, da localização e da estratégia terapêutica. Alguns tecidos respondem melhor à radiação do que outros, e há regiões do corpo em que a aplicação não é viável.

    Quais os efeitos colaterais da radioterapia?

    • Cansaço;
    • Vermelhidão e irritação da pele;
    • Ressecamento e descamação;
    • Alterações no paladar;
    • Boca seca e dor ao engolir;
    • Náuseas;
    • Alterações intestinais;
    • Desconforto urinário.

    Radioterapia causa queda de cabelo?

    A queda de cabelo depende da área irradiada. Ela ocorre apenas quando o couro cabeludo recebe radiação.

    Como cuidar da pele durante a radioterapia?

    • Aparar pelos com tesoura ou barbeador elétrico;
    • Chegar às sessões com a pele limpa e seca;
    • Usar hidratantes indicados pela equipe;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar fitas adesivas na pele tratada;
    • Tomar banho com água morna e sabonete neutro;
    • Evitar sol, mar e piscina durante o tratamento;
    • Usar roupas confortáveis e folgadas.

    O que acontece depois que o tratamento termina?

    Após o término, o corpo passa por um período de recuperação. Alguns efeitos colaterais podem persistir por semanas, e o acompanhamento médico é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis efeitos tardios.

    Leia mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

    Perguntas frequentes

    A radioterapia substitui a cirurgia?

    Em alguns casos, sim, mas o planejamento depende do tipo, localização e estágio do tumor.

    A radioterapia enfraquece o corpo?

    Pode causar cansaço, mas a intensidade varia entre os pacientes.

    A radioterapia deixa a pele queimada?

    A pele pode ficar avermelhada e sensível, mas isso costuma melhorar após o tratamento.

    A radioterapia começa a fazer efeito depois de quantos dias?

    Os efeitos começam nas primeiras sessões, mas o resultado completo é progressivo.

    A radioterapia funciona em metástase?

    Sim. Pode ser usada para controle do tumor, alívio de sintomas e melhora da qualidade de vida.

    Confira: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Vitaminas: por que você não deve suplementar sem acompanhamento médico?

    Vitaminas: por que você não deve suplementar sem acompanhamento médico?

    Mesmo sendo vendidos como naturais, os suplementos vitamínicos são produtos concentrados, formulados para interferir diretamente no funcionamento do organismo — e não estão livres de efeitos colaterais!

    Diferente dos nutrientes obtidos por meio de uma alimentação equilibrada, em que o corpo absorve vitaminas de forma gradual e controlada, os suplementos entregam doses isoladas e, muitas vezes, em quantidades muito acima da ingestão diária recomendada.

    Isso pode causar desequilíbrios no organismo, sobrecarregar fígado e rins e provocar sintomas que nem sempre são associados à suplementação, como náuseas, desconforto intestinal e cansaço frequente.

    Por que vitaminas não são inofensivas?

    As vitaminas são essenciais para o funcionamento do corpo, mas quando usadas em forma de suplemento, elas deixam de agir apenas como nutrientes da alimentação e passam a atuar como substâncias concentradas, capazes de alterar o equilíbrio do organismo.

    Para se ter uma ideia, o corpo foi feito para receber vitaminas aos poucos, por meio dos alimentos. Na suplementação, a dose chega de uma vez e, muitas vezes, em quantidade maior do que o necessário.

    Quando não há deficiência, o excesso pode causar efeitos indesejados, sobrecarregar fígado e rins e causar sintomas como enjoo, dor de cabeça, alterações intestinais, cansaço e até problemas mais sérios, dependendo da vitamina e do tempo de uso.

    Quais vitaminas podem causar problemas quando usadas em excesso?

    De acordo com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, as vitaminas que mais oferecem risco são as lipossolúveis, pois ficam armazenadas no organismo e não são eliminadas com facilidade. Nesse grupo entram vitaminas A, D, E e K. O uso contínuo, principalmente em doses altas, aumenta o risco de toxicidade.

    Algumas vitaminas hidrossolúveis, apesar de serem eliminadas pela urina, também causam danos quando consumidas em excesso por longos períodos. Um exemplo comum é a vitamina B6, que pode levar a formigamento, dormência e alterações neurológicas.

    O problema costuma surgir quando a suplementação acontece sem exames, sem indicação clara ou associada a vários produtos ao mesmo tempo, o que facilita o consumo acima do necessário.

    Quais os riscos da hipervitaminose?

    A hipervitaminose consiste no excesso de vitaminas no organismo, normalmente causado pelo uso indiscriminado de suplementos. Os riscos variam conforme a vitamina envolvida, a quantidade ingerida e o tempo de uso, mas podem afetar diferentes sistemas do corpo:

    Intoxicação silenciosa e progressiva

    Em muitos casos, a hipervitaminose se desenvolve aos poucos. Os sintomas iniciais costumam ser leves e inespecíficos, como dor de cabeça, enjoo, fadiga, tontura e alterações intestinais.

    Com o tempo, o excesso se acumula e o quadro se agrava, dificultando a identificação da causa.

    Sobrecarrega dos rins e fígado

    O uso inadequado de suplementos vitamínicos pode sobrecarregar órgãos responsáveis pela metabolização e eliminação dessas substâncias, como fígado e rins.

    Segundo Giovanni, o excesso de vitamina D pode elevar o nível de cálcio no sangue, condição conhecida como hipercalcemia. O desequilíbrio favorece a formação de cálculos renais e pode prejudicar a função dos rins, especialmente em pessoas que já convivem com doenças renais.

    Já a vitamina A, quando consumida em doses altas, está associada à toxicidade sistêmica, com impacto direto no fígado, além de alterações na pele e no sistema nervoso. Durante a gestação, o uso excessivo representa risco elevado para o desenvolvimento do bebê.

    Afeta o coração e a circulação

    A vitamina E, em doses altas, pode aumentar o risco de sangramentos, o que exige atenção em pessoas que utilizam anticoagulantes, antiagregantes plaquetários ou que apresentam doenças cardíacas.

    As interações muitas vezes passam despercebidas, pois o suplemento não é visto como algo que possa interferir em tratamentos em andamento.

    Impacto no sistema nervoso

    Determinadas vitaminas, quando usadas em altas doses por longos períodos, afetam o sistema nervoso. O consumo exagerado de vitamina B6 pode causar formigamento, dormência e perda de sensibilidade, sintomas que podem se tornar persistentes.

    Alterações hormonais e metabólicas

    O excesso de vitamina D, por exemplo, pode aumentar o cálcio no sangue, favorecendo cálculos renais, fraqueza muscular e alterações cardíacas. Já o excesso de vitamina A pode provocar alterações na pele, queda de cabelo e problemas no fígado

    Risco aumentado em gestantes e idosos

    Gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas apresentam maior sensibilidade ao excesso de vitaminas. Durante a gravidez, a hipervitaminose A está associada a risco de malformações fetais, tornando a suplementação sem orientação ainda mais perigosa.

    Minerais em polivitamínicos também merecem cuidado

    Além das vitaminas, muitos suplementos combinam minerais, como ferro, zinco e magnésio. O uso sem critério pode causar efeitos importantes, como desconforto gastrointestinal, sobrecarga renal e desequilíbrios metabólicos.

    O consumo de ferro sem indicação, por exemplo, pode ser prejudicial para pessoas que não apresentam deficiência comprovada.

    A suplementação só deve fazer parte da rotina quando existe necessidade real, avaliada por exames e acompanhamento profissional.

    Quem realmente precisa de suplementação?

    Na maioria das vezes, a suplementação só é indicada quando existe falta comprovada ou alguma condição que dificulte a absorção dos nutrientes, como aponta Giovanni:

    • Pessoas com deficiência comprovada em exames;
    • Quem segue dietas restritivas, como veganos;
    • Gestantes, que normalmente necessitam de ácido fólico e, em alguns casos, ferro;
    • Idosos, devido à menor ingestão alimentar ou dificuldade de absorção de nutrientes;
    • Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica;
    • Quem apresenta doenças intestinais que prejudicam a absorção de vitaminas;
    • Pessoas com osteoporose ou baixa vitamina D já documentada.

    Exames de sangue são necessários antes de indicar vitaminas?

    Os exames ajudam a confirmar se existe deficiência de verdade e evitam o uso desnecessário ou em excesso. Eles são ainda mais importantes quando se pensa em doses altas ou quando a pessoa tem outros problemas de saúde, como doenças nos rins ou no fígado ou histórico de pedra nos rins.

    Sinais de que você está tomando vitaminas de forma inadequada

    Se você está fazendo suplementação de vitaminas, é importante ficar atento aos seguintes sinais:

    • Náuseas, vômitos, dor abdominal e perda de apetite, que indicam que o corpo está tendo dificuldade para lidar com o excesso;
    • Fraqueza, confusão mental e sede intensa, sinais que podem estar ligados ao aumento do cálcio no sangue, situação associada ao excesso de vitamina D;
    • Sangramentos ou hematomas fáceis, que podem acontecer com doses altas de vitamina E ou pela interação com medicamentos;
    • Formigamento, dormência e outros sintomas neurológicos, possíveis sinais de excesso de vitamina B6.

    Ao perceber qualquer um dos sintomas, é importante interromper o uso do suplemento e procurar orientação médica.

    Leia mais: Cálcio: saiba o que esse mineral faz no seu corpo

    Perguntas frequentes

    1. Vitaminas “naturais” podem causar efeitos colaterais?

    Sim, o termo “natural” refere-se à origem, mas no suplemento a substância está em alta concentração. Isso pode causar desde desconforto gástrico e alergias até sobrecarga hepática.

    2. Suplementos de academia (como pré-treinos com vitaminas) são seguros?

    Muitos contêm doses cavalares de vitaminas do complexo B e estimulantes que podem causar taquicardia, ansiedade e sobrecarga metabólica se não forem indicados para seu nível de treino.

    3. Vitaminas podem interagir com anticoncepcionais?

    Algumas substâncias e ervas presentes em suplementos complexos podem reduzir a eficácia de hormônios, incluindo anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

    4. Qual a diferença entre suplemento e remédio?

    Legalmente, a regulação é diferente. Muitos suplementos não passam pelos testes rigorosos de segurança que os remédios passam, o que torna o acompanhamento profissional ainda mais vital.

    5. Qual a diferença entre suplemento manipulado e industrializado?

    O manipulado permite doses exatas para sua necessidade (personalização), enquanto o industrializado tem doses fixas. Ambos exigem prescrição, mas o médico decidirá qual o melhor veículo de absorção para o seu caso.

    6. Suplementos de colágeno contam como vitaminas?

    O colágeno é uma proteína, não uma vitamina. Ele não substitui vitaminas nem corrige carências nutricionais.

    Confira: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

  • Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    A raiva é uma das emoções mais comuns do dia a dia, presente em momentos de conflito, frustração e acúmulo de estresse. Na maioria das vezes, ela costuma ser pontual e não causa problemas maiores — mas quando é frequente e intenso, as crises podem desencadear reações físicas importantes no corpo.

    O cérebro e o sistema cardiovascular estão diretamente conectados pelo sistema nervoso autônomo.

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, emoções intensas ativam um eixo neuro-hormonal chamado eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação de diversos hormônios na corrente sanguínea, como a adrenalina e a noradrenalina.

    Como resultado, elas provocam alterações que podem predispor ao surgimento de uma série de problemas, como arritmias, espasmos das artérias, ruptura de placas de gordura e formação de coágulos.

    Como a raiva afeta o coração?

    As crises de raiva provocam reações no organismo que aumentam a demanda de oxigênio pelo coração e alteram o funcionamento do sistema cardiovascular.

    Para o corpo, a raiva funciona como uma situação de luta ou fuga, na qual o sistema nervoso libera hormônios do estresse, como adrenalina e noradrenalina, preparando o corpo para reagir rapidamente a uma ameaça percebida.

    Por consequência, os batimentos cardíacos se aceleram, aumenta a pressão arterial e os vasos sanguíneos se contraem. Segundo Juliana, o processo dificulta a passagem do sangue, prejudica a capacidade de relaxamento das artérias e pode causar disfunção da parede dos vasos sanguíneos.

    A adrenalina, em especial, é um hormônio que altera a condução dos impulsos elétricos cardíacos, favorecendo o surgimento de arritmias e podendo provocar espasmo das artérias coronárias.

    Em alguns casos, o excesso de adrenalina pode desencadear a síndrome de Takotsubo, também conhecida como cardiomiopatia induzida pelo estresse.

    Raiva pode causar um infarto?

    A resposta é sim. Quando os episódios de raiva são frequentes e intensos, o organismo é submetido repetidamente a picos de estresse, que sobrecarregam o sistema cardiovascular e aumentam o risco de infarto e AVC.

    Em pessoas que já têm placas de gordura nas artérias ou outros fatores de risco cardiovascular, o aumento da pressão arterial e dos batimentos do coração pode favorecer o rompimento de placas, a formação de coágulos e a interrupção do fluxo de sangue para o coração.

    Quem corre mais risco?

    O impacto da raiva sobre o coração é maior em pessoas que apresentam:

    • Hipertensão;
    • Placas de gordura nas artérias;
    • Tabagismo;
    • Sedentarismo;
    • Histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Transtornos de ansiedade ou estresse crônico.

    Segundo Juliana, o aumento da demanda de oxigênio, a elevação da pressão arterial e a maior propensão ao espasmo das artérias durante episódios de raiva podem ter consequências mais graves nessas pessoas.

    Estresse emocional frequente aumenta o risco a longo prazo?

    O estresse emocional crônico funciona como um estado inflamatório persistente no organismo, segundo Juliana. Esse processo inflamatório de baixo grau favorece a formação de placas de gordura nas artérias, conhecida como aterosclerose.

    Além disso, o estresse crônico eleva os níveis basais de cortisol, o que provoca alterações metabólicas importantes, como:

    • Resistência à insulina;
    • Manutenção da pressão arterial em níveis elevados;
    • Aumento do acúmulo de gordura visceral.

    Os fatores, em conjunto, aumentam o risco cardiovascular e promovem um desgaste contínuo do sistema cardiovascular.

    Como proteger o coração?

    A proteção do coração envolve tanto o controle dos fatores de risco quanto o cuidado com a saúde emocional. Juliana aponta algumas estratégias ajudam a reduzir o impacto do estresse e da raiva sobre o coração:

    • Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia bem controlados;
    • Praticar atividade física regularmente, o que torna o coração mais preparado para lidar com picos de adrenalina;
    • Adotar técnicas de manejo do estresse, como meditação, exercícios de respiração e relaxamento;
    • Buscar acompanhamento psicológico quando há dificuldade em lidar com emoções intensas.

    Em situações específicas, o uso de medicamentos, como betabloqueadores, pode ser indicado para reduzir os efeitos do excesso de adrenalina sobre o coração, sempre com orientação médica.

    Veja também: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o período de maior risco após um acesso de fúria?

    De acordo com estudos, o risco de um ataque cardíaco é quase oito vezes maior nas horas seguintes a um episódio de raiva severa.

    2. Por que algumas pessoas sentem dor no peito quando se irritam?

    Isso geralmente ocorre porque a raiva aumenta a demanda de oxigênio do coração. Se as artérias não conseguem suprir essa demanda rapidamente, surge a angina (dor no peito por falta de oxigenação).

    3. Quais são os sinais de que a raiva está afetando meu coração agora?

    Numa crise de raiva, você pode sentir:

    • Palpitações ou batimentos irregulares.
    • Suor frio excessivo.
    • Falta de ar.
    • Pressão ou aperto no peito que irradia para o braço ou mandíbula.

    4. Quando devo procurar um médico?

    Se toda vez que você se irrita, sente tontura, dor de cabeça forte ou desconforto no peito, é hora de fazer um check-up. O cardiologista pode avaliar se sua resposta emocional está sobrecarregando seu sistema.

    5. Como diferenciar uma crise de ansiedade de um infarto causado por raiva?

    A dor do infarto costuma ser uma pressão opressiva (como um peso) que não muda com a respiração, enquanto na ansiedade a dor costuma ser em pontadas e acompanhada de formigamento nas mãos e rosto. Na dúvida, procure atendimento médico.

    6. Qual é o exame que detecta se o estresse está prejudicando o coração?

    O MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) por 24 horas e o Holter são exames normalmente indicados nesses casos. Eles registram como o coração e pressão reagem aos eventos reais do seu dia, incluindo momentos de irritação.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Por que é importante seguir um preparo para alguns exames de sangue? Médica explica

    Por que é importante seguir um preparo para alguns exames de sangue? Médica explica

    Você já passou pela situação de ter um exame desmarcado ou precisar repetir a coleta porque esqueceu de ficar em jejum? Pode até ser frustrante, mas o preparo para exames de sangue é necessário para que o resultado seja preciso e confiável e realmente represente como o organismo está naquele momento.

    Mesmo hábitos simples do dia a dia, como tomar um café fora do horário recomendado ou fazer um treino intenso na véspera, podem modificar componentes do sangue temporariamente e, consequentemente, alterar os resultados do exame.

    Conversamos com a patologista clínica Fábia Lima de Macedo Aidar para entender por que o preparo é tão importante antes dos exames laboratoriais e quais cuidados fazem realmente diferença. Confira!

    Por que é importante um preparo antes de alguns exames de sangue?

    De acordo com Fábia, o preparo antes dos exames é uma forma de reduzir interferências externas e garantir que o resultado realmente reflita o estado de saúde do paciente, e não o que ele comeu, tomou ou fez nas horas anteriores.

    No geral, o preparo ajuda a:

    Evitar interferências alimentares e de bebidas alcoólicas

    A alimentação e o consumo de bebidas alcoólicas podem alterar temporariamente diversos parâmetros do sangue, como glicose, triglicerídeos, LDL, insulina e proteínas circulantes. Por isso, muitos exames exigem jejum, normalmente entre 8 e 12 horas, para reduzir as interferências e tornar o resultado mais confiável.

    Reduzir o efeito de medicamentos e suplementos

    Remédios como corticoides, diuréticos e hormônios, assim como suplementos, incluindo biotina, vitaminas e fitoterápicos, podem interferir diretamente nas dosagens laboratoriais.

    A biotina, por exemplo, pode alterar exames hormonais e cardíacos realizados por imunoensaio. Por isso, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) orienta a suspensão de alguns produtos de 48 a 72 horas antes da coleta, sempre que possível com orientação médica.

    Evitar variações fisiológicas

    O organismo reage a fatores como exercício físico intenso, estresse, noites mal dormidas e consumo de álcool. De acordo com Fábia, tudo isso pode modificar temporariamente resultados como enzimas musculares (CK), cortisol e glicemia, o que pode levar a interpretações equivocadas e diagnósticos incorretos.

    Atenção aos exames hormonais

    Muitos exames hormonais sofrem influência do horário da coleta. A não observação do ritmo circadiano, especialmente fora do período entre 7 e 9 horas da manhã, quando ocorre o pico do cortisol e do ACTH, pode gerar resultados imprecisos.

    Além disso, exames como TSH, T3, T4, prolactina e estradiol podem ser influenciados por medicamentos como corticoides, biotina e anticoncepcionais. Ferro e ferritina também variam conforme a alimentação e o horário da coleta, segundo Fábia.

    Assegurar a comparabilidade dos resultados

    Quando um exame precisa ser repetido, seguir o mesmo preparo em todas as coletas permite comparar os resultados com mais segurança ao longo do tempo, evitando conclusões erradas sobre a evolução ou não de um quadro clínico.

    O que acontece se não seguir as orientações do exame?

    Não seguir as orientações de preparo ou deixar de informar algo importante no momento da coleta pode comprometer o resultado do exame. Isso pode levar a interpretações erradas e até a decisões médicas que não seriam necessárias.

    “O médico pode interpretar a alteração devido ao preparo inadequado como patológica, levando à realização de outros exames desnecessários, diagnósticos equivocados e até uso indevido de medicamentos”, explica Fábia.

    Um resultado incorreto também pode mascarar uma doença verdadeira, fazendo com que o diagnóstico seja atrasado ou até perdido. Além disso, exames com valores incoerentes costumam levar à necessidade de repetir a coleta, o que gera mais custos, perda de tempo e desconforto para o paciente.

    “Por isso, a colaboração entre paciente e laboratório é essencial para a segurança e qualidade do cuidado em saúde”, complementa a especialista.

    Quais os exames mais sensíveis a erros de preparo?

    Existem grupos de exames que são particularmente sensíveis a erros de preparo, alterando significativamente o resultado, segundo Fábia. Os principais incluem:

    Exames metabólicos

    • Glicose e insulina: apresentam variação importante após as refeições, sendo diretamente influenciadas pela ingestão de alimentos;
    • Triglicerídeos: são extremamente sensíveis à alimentação, especialmente ao consumo de gordura e álcool;
    • Colesterol total e frações: podem apresentar elevação do LDL calculado quando os triglicerídeos estão altos devido à falta de jejum.

    Exames hormonais

    Os exames hormonais são altamente influenciados por medicamentos, suplementos e pelo horário da coleta.

    • Cortisol e ACTH: sofrem variações ao longo do dia, de acordo com o ritmo circadiano, além de influência do estresse, sono e atividade física. O ideal é padronizar a coleta entre 7 e 9 horas da manhã;
    • TSH, T3, T4, prolactina, testosterona e estradiol: podem sofrer interferência de medicamentos como corticoides, anticoncepcionais e biotina.

    Vitaminas e minerais

    As vitaminas e minerais são sensíveis ao uso de suplementos, à alimentação e ao jejum.

    • Vitamina B12, vitamina D e ácido fólico: podem apresentar valores artificialmente elevados em pessoas que fazem suplementação.
    • Ferro e ferritina: variam conforme o uso de suplementos, alimentação, jejum e horário da coleta, sendo preferível a coleta pela manhã.
    • CPK, AST, ALT e LDH: podem aumentar após exercício físico, esforço muscular intenso ou aplicação de injeções intramusculares.
    • Cafeína: estimula a liberação de adrenalina e cortisol, além de influenciar a glicemia e o metabolismo lipídico.

    Por que o jejum é necessário em alguns exames e em outros não?

    O jejum ajuda a padronizar as condições do organismo no momento da coleta. Quando a pessoa se alimenta, vários componentes do sangue sofrem alterações temporárias, como glicose, insulina, colesterol e triglicerídeos.

    Em exames que avaliam esses parâmetros, o jejum evita que o resultado reflita apenas o que foi consumido recentemente.

    Por outro lado, Fábia explica que existem exames que não sofrem alterações significativas com a alimentação e podem ser realizados em condições habituais, para refletirem melhor o cotidiano do paciente, como hemograma, ureia e creatinina.

    “Hoje, já existem laboratórios trabalhando com valores de referência para pacientes que não estão em jejum, mas isso precisa ser comunicado ao laboratório e ao médico para uma avaliação adequada”, complementa a especialista.

    O que é permitido antes do exame de sangue?

    O que é permitido depende inteiramente do tipo de exame que você vai fazer. Normalmente, o que é liberado inclui:

    • Água: mesmo em jejum, a água pura não altera os índices de glicose ou colesterol. Pelo contrário: se manter hidratado facilita a visualização das veias e torna a coleta muito menos desconfortável;
    • Medicamentos de uso contínuo: na maioria dos casos, você não deve interromper seus remédios habituais (como para pressão ou tireoide), a menos que o seu médico tenha dado uma instrução específica. Uma dica é avisar a recepcionista do laboratório sobre todos os remédios que tomou nas últimas 24 horas;
    • Escovação de dentes e higiene: você pode escovar os dentes e usar enxaguante bucal normalmente. Apenas evite engolir o produto para não ingerir resíduos de açúcar ou álcool que alguns enxaguantes possuem.

    O laboratório consegue identificar uma alteração por erro de preparo?

    Na maioria das vezes, o laboratório não consegue identificar se o resultado foi alterado por erro de preparo, pois essas interferências costumam imitar alterações reais. Sem as informações fornecidas pelo paciente, não é possível saber se a alteração observada é fisiológica, medicamentosa, alimentar ou patológica.

    Em alguns casos, Fábia explica que o profissional do laboratório pode suspeitar de interferência ao identificar padrões incomuns ou resultados incompatíveis com o histórico do paciente, como CPK e AST muito elevados após atividade física, por exemplo.

    O que fazer em caso de dúvidas?

    O melhor caminho é conversar tanto com o laboratório quanto com o médico, já que cada um ajuda de um jeito diferente.

    Antes ou logo depois da coleta, vale procurar o laboratório para tirar dúvidas sobre jejum, preparo, uso de medicamentos, suplementos e possíveis interferências no exame. A equipe do laboratório pode orientar sobre como se preparar e explicar observações técnicas que aparecem no laudo.

    Depois que o resultado fica pronto, o ideal é conversar com o médico que solicitou o exame. Ele vai analisar o resultado junto com os sintomas, o histórico de saúde e o uso de medicamentos, e decidir se está tudo normal ou se é preciso acompanhar ou ajustar o tratamento.

    “Essa boa comunicação é o que garante um exame realmente útil e seguro”, finaliza Flávia.

    Leia mais: O que o cardiologista observa no seu exame de sangue

    Perguntas frequentes

    1. Pode mascar chiclete ou bala sem açúcar durante o preparo?

    Não é recomendado, pois mesmo as versões “zero açúcar” podem enganar o organismo. O ato de mastigar estimula a produção de saliva e sucos gástricos, o que prepara o corpo para uma digestão que não vai ocorrer.

    Isso pode alterar os níveis de alguns hormônios gastrintestinais e até a velocidade do metabolismo, interferindo em exames mais sensíveis. Além disso, muitos chicletes contêm adoçantes (como o sorbitol) que podem ser absorvidos e afetar a glicemia.

    2. O consumo de álcool 48 horas antes interfere em quais tipos de exame?

    O álcool altera o metabolismo do fígado e os níveis de gordura no sangue, afetando exames como triglicerídeos, glicose, ácido úrico e gama-GT e outras enzimas hepáticas.

    3. Pode ter relações sexuais antes de exames de sangue ou urina?

    Na maioria dos exames, ter relação sexual antes não costuma ser um problema. Ainda assim, existem algumas exceções importantes.

    Para exames de urina, o ideal é evitar relações nas 24 horas anteriores, pois isso pode alterar leucócitos e hemácias. Já nos exames de sangue, o principal cuidado é com o PSA, exame da próstata, que exige abstinência de 48 a 72 horas. Alguns exames específicos, como prolactina e culturas, também podem pedir essa restrição.

    4. A vitamina C ou suplementos multivitamínicos alteram os resultados?

    Sim, e muito. A vitamina C (ácido ascórbico) em doses altas pode interferir em testes de oxidação. Ela pode causar falso-negativo em testes de sangue oculto nas fezes ou glicose na urina e alterações na creatinina e bilirrubina.

    O ideal é suspender suplementos de 24 a 48 horas antes, sempre com o conhecimento do médico.

    5. Mulheres no período menstrual podem fazer qualquer exame de sangue?

    Sim, a maioria dos exames de sangue pode ser feita. No entanto, o ciclo menstrual altera drasticamente as dosagens hormonais (como LH, FSH, progesterona e estradiol).

    Por isso, os exames costumam ser solicitados em dias específicos do ciclo. Além disso, o ferro sérico e a ferritina podem baixar ligeiramente devido à perda de sangue.

    6. Crianças e bebês precisam de jejum?

    As regras são mais flexíveis para evitar a hipoglicemia infantil. No caso dos bebês que ainda mamam no peito, o jejum geralmente não é necessário, e a coleta pode ser feita pouco antes da próxima mamada. Já as crianças pequenas podem ter um jejum reduzido, de 3 a 4 horas, dependendo do exame.

    Em todo o caso, consulte o laboratório, pois o jejum prolongado em crianças pode ser prejudicial e alterar os resultados.

    7. Se eu quebrar o preparo, quanto tempo devo esperar para agendar uma nova coleta?

    Na maioria dos casos (como comer algo antes de um exame de glicose), 24 horas de espera são suficientes para que o metabolismo volte ao normal. Porém, se o erro envolveu bebida alcoólica, o ideal é aguardar 72 horas.

    Se você tomou algum medicamento que deveria ter sido suspenso, consulte seu médico sobre o tempo necessário para que a substância saia do organismo.

    Confira: Por que exames de rotina salvam vidas?

  • Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer lidera o ranking de notícias falsas. Em tempos de redes sociais e informações instantâneas, notícias sobre curas milagrosas costumam se espalhar rapidamente — como promessas de pílulas revolucionárias, dietas restritivas ou chás “milagrosos”, que circulam com facilidade e podem despertar esperança em pessoas que estão vulneráveis.

    No entanto, a maioria das informações não possui qualquer comprovação científica e, em alguns casos, seguir orientações erradas pode atrasar o tratamento e comprometer a saúde. Entenda mais, a seguir!

    Por que surgem tantas notícias falsas sobre curas milagrosas?

    As fake news, de modo geral, são notícias falsas criadas para enganar ou manipular a opinião pública. No caso do câncer, elas costumam prometer curas rápidas, simples e naturais, como pílulas, chás ou dietas específicas.

    No entanto, a promessa de “cura natural” leva muitas pessoas a abandonarem tratamentos comprovadamente eficazes, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgias — o que pode ser muito perigoso.

    Mas afinal, por que surgem tantas notícias falsas sobre a cura do câncer? O oncologista Thiago Chadid explica que, por ser uma doença que causa um impacto emocional forte, ela cria um ambiente fértil para o surgimento de promessas milagrosas. Diante do medo, da angústia e da incerteza, é natural que muitos se sintam atraídos por soluções aparentemente simples ou alternativas que prometem cura rápida.

    Ele complementa que muitas dessas fake news se apoiam em uma compreensão errada do que é o câncer. “Existe um entendimento muito errado da doença, de achar que ela é causada por uma causa única. Ou que todos os cânceres são iguais. Só que câncer é um nome dado a um conjunto de doenças. Cada câncer tem natureza, comportamento e motivos diferentes para surgir”, explica o oncologista.

    Além disso, o desejo de encontrar uma explicação lógica faz com que as pessoas busquem respostas simples para algo extremamente complexo. “Quando alguém chega com um discurso convincente sobre algum procedimento, alguma droga ou alguma formulação, isso pode convencer. Alimenta um desejo interno de curar e fugir do medo de ter câncer”, complementa Chadid.

    O perigo dos tratamentos milagrosos para câncer

    Normalmente, as promessas de cura milagrosa quase sempre vêm acompanhadas de frases como “a indústria não quer que você saiba disso” ou “médicos escondem a verdade”. Essa narrativa de conspiração cria uma falsa sensação de descoberta.

    Contudo, muitos desses “tratamentos” não apenas são ineficazes, como também podem representar sérios riscos à saúde. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta que dietas restritivas, produtos sem registro e terapias alternativas sem respaldo científico podem comprometer o processo de recuperação, especialmente em pacientes fragilizados pelos efeitos da quimioterapia, radioterapia ou cirurgias.

    Um exemplo conhecido é o da fosfoetanolamina, popularmente chamada de “pílula do câncer”. Divulgada como uma possível cura para diferentes tipos de tumores, a substância nunca teve eficácia comprovada em estudos clínicos com seres humanos e não é reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento para o tratamento do câncer.

    Quais são as fake news mais comuns sobre câncer?

    “Carboidratos alimentam o tumor”

    Os carboidratos fornecem energia, na forma de glicose, para todas as células do corpo — inclusive as saudáveis. Cortá-los totalmente leva o organismo a quebrar proteínas dos músculos para gerar energia, causando perda de massa magra e piora da saúde geral.

    Apesar de as células tumorais também utilizarem glicose, isso não significa que retirar carboidratos impeça o crescimento do câncer. Pelo contrário, a restrição pode prejudicar a recuperação, reduzir a imunidade e agravar a desnutrição.

    O ideal é priorizar carboidratos saudáveis, presentes em frutas, legumes, cereais integrais e grãos, e evitar ultraprocessados.

    “Proteínas de origem animal alimentam o tumor”

    As proteínas são essenciais para manutenção muscular, produção de hormônios e regeneração dos tecidos. Durante o tratamento do câncer, manter ingestão adequada de proteínas ajuda o organismo a tolerar melhor os efeitos da quimioterapia.

    Elas podem vir tanto de fontes vegetais quanto animais. Carnes vermelhas podem ser consumidas com moderação, evitando as versões processadas.

    “Cogumelo do sol, graviola ou chá verde curam o câncer”

    Nenhum alimento cura o câncer. Uma alimentação equilibrada ajuda a fortalecer o sistema imunológico e melhora a tolerância ao tratamento, mas não substitui terapias médicas.

    “Bicarbonato de sódio cura o câncer”

    A ideia se baseia na falsa crença de que o câncer se desenvolve em ambientes ácidos. O pH do sangue é rigidamente controlado pelo organismo, e tentar alterá-lo artificialmente pode causar desequilíbrios graves e intoxicação.

    Como identificar uma fake news sobre câncer?

    • Promete cura rápida e sem esforço;
    • Afirma que médicos ou a indústria escondem a verdade;
    • Cita especialistas sem nomes ou instituições;
    • Usa apenas relatos pessoais como prova;
    • Tenta vender produtos ou serviços;
    • Não apresenta estudos científicos confiáveis.

    O INCA e o Ministério da Saúde reforçam que tratamentos eficazes passam por testes rigorosos antes de serem aprovados.

    O que o paciente pode fazer para se fortalecer?

    A recuperação no câncer depende de hábitos sustentados por evidências científicas:

    • Manter alimentação equilibrada e variada;
    • Praticar atividade física com orientação médica;
    • Evitar álcool, cigarro e ultraprocessados;
    • Garantir sono adequado;
    • Cuidar da saúde mental e buscar apoio emocional.

    Antes de usar suplementos, chás ou terapias complementares, converse sempre com o oncologista ou nutricionista, pois produtos naturais também podem interferir no tratamento.

    Leia também: Leucemia: saiba mais sobre a doença

    Perguntas frequentes

    Posso parar a quimioterapia se fizer um tratamento natural?

    Não. Abandonar o tratamento convencional aumenta significativamente o risco de progressão da doença. Métodos naturais podem ser apenas complementares, nunca substitutos.

    É possível usar terapias alternativas junto com o tratamento?

    Sim, desde que com supervisão médica. Práticas como meditação ou acupuntura podem ajudar no bem-estar, mas não substituem o tratamento.

    O jejum intermitente ajuda a combater o câncer?

    Não há evidências suficientes. Em pacientes oncológicos, pode causar desnutrição e comprometer o tratamento.

    Por que a desinformação é tão perigosa?

    Porque leva pessoas a abandonarem terapias eficazes, atrasarem diagnósticos e se exporem a riscos graves à saúde.

    O que fazer ao receber mensagens prometendo cura?

    Não compartilhe. Verifique a informação em fontes oficiais, como Ministério da Saúde, INCA ou OMS, e denuncie conteúdos enganosos.

    Veja mais: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença

  • Por que a automedicação pode ser perigosa? Veja 7 riscos e o que deve ser evitado

    Por que a automedicação pode ser perigosa? Veja 7 riscos e o que deve ser evitado

    Seja para tratar infecções ou doenças crônicas, os medicamentos fazem parte do dia a dia e ajudam a melhorar a saúde e o bem-estar, desde que usados da forma certa e com orientação de um profissional.

    O problema é que diversas pessoas utilizam os remédios como uma solução rápida para qualquer dor, febre ou mal-estar. Com isso, os riscos do uso errado acabam sendo ignorados, o que favorece a automedicação, um hábito cada vez mais comum no Brasil.

    De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 77% dos brasileiros costuma tomar remédios sem orientação médica, sendo que quase metade faz isso pelo menos uma vez por mês.

    Para completar, cerca de um quarto dos brasileiros se automedica com frequência ainda maior, chegando a usar medicamentos todos os dias ou ao menos uma vez por semana.

    Afinal, o que é automedicação?

    A automedicação é o hábito de usar remédios por conta própria, sem orientação de um médico ou outro profissional de saúde. Isso inclui:

    • Tomar medicamentos indicados por amigos ou familiares;
    • Reaproveitar receitas antigas;
    • Tomar sobras de tratamentos anteriores;
    • Escolher o remédio apenas com base nos sintomas.

    No Brasil, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas farmácias por pessoas que estão se automedicando, o que aumenta os riscos de efeitos colaterais, erros no tratamento e problemas mais graves para a saúde.

    Quais são os riscos da automedicação?

    Usar remédios sem orientação profissional pode causar problemas imediatos e também consequências a longo prazo, como:

    1. Reações alérgicas

    Alguns medicamentos podem provocar reações alérgicas inesperadas, mesmo em pessoas que nunca tiveram alergia antes. Em casos mais graves, as reações podem colocar a vida em risco. Os sintomas mais comuns incluem:

    • Coceira na pele;
    • Vermelhidão ou manchas;
    • Inchaço nos lábios, olhos ou rosto;
    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
    • Chiado no peito;
    • Tontura ou sensação de desmaio.

    2. Resistência aos remédios

    A resistência medicamentosa é quando micro-organismos, como bactérias, vírus, fungos ou parasitas, deixam de responder aos medicamentos usados para combatê-los. Com isso, remédios que antes funcionavam passam a ter pouco ou nenhum efeito, dificultando o tratamento das doenças.

    O problema surge, principalmente, pelo uso incorreto dos medicamentos, como automedicação, doses erradas, interrupção do tratamento antes do tempo indicado ou uso sem necessidade.

    A resistência medicamentosa torna as infecções mais difíceis de tratar e representa um risco sério para a saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    3. Intoxicação

    O uso de doses maiores do que o recomendado ou a combinação de vários medicamentos sem orientação pode causar intoxicação — o que sobrecarrega órgãos como fígado e rins e pode causar sintomas como náuseas, vômitos, confusão mental e, em casos graves, falência de órgãos.

    4. Dependência

    Alguns medicamentos, principalmente analgésicos, calmantes e relaxantes musculares, podem causar dependência quando usados com frequência. Com o tempo, a pessoa passa a precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito, o que aumenta ainda mais os riscos.

    5. Interação medicamentosa

    A interação medicamentosa acontece quando dois ou mais remédios são usados ao mesmo tempo e interferem um no efeito do outro. Isso pode reduzir a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos colaterais e reações adversas.

    6. Efeitos colaterais intensos

    Sem orientação médica, os efeitos adversos podem ser mais frequentes e intensos, como:

    • Náuseas e vômitos;
    • Dor no estômago ou queimação;
    • Diarreia ou constipação;
    • Tontura e dor de cabeça;
    • Sonolência excessiva ou agitação;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Alterações no ritmo do coração;
    • Cansaço intenso;
    • Irritação na pele ou coceira.

    7. Agravamento do quadro

    O uso de um remédio inadequado pode piorar a doença em vez de ajudar. Quando o remédio não é indicado para o problema, os sintomas tendem a aumentar, a infecção pode avançar e o estado de saúde pode se tornar mais sério.

    Para completar, a automedicação pode atrasar o início do tratamento correto, fazendo com que a doença avance sem controle. Isso torna a recuperação mais lenta, exige tratamentos mais complexos e aumenta o risco de complicações, internações e danos à saúde.

    O que deve ser evitado?

    Independentemente do medicamento, o uso precisa ser feito com cuidado e responsabilidade. Por isso, é importante evitar algumas atitudes no dia a dia:

    • Uso de remédios indicados por amigos, familiares ou vizinhos;
    • Reaproveitamento de receitas antigas ou sobras de tratamentos anteriores;
    • Alteração da dose por conta própria;
    • Mistura de medicamentos sem orientação profissional;
    • Uso de antibióticos para tratar gripe, resfriado ou outras viroses;
    • Ignorar efeitos colaterais ou reações adversas;
    • Armazenamento e compartilhamento de antibióticos.

    Vale destacar que, durante um tratamento, o uso dos medicamentos não deve ser interrompido antes do tempo indicado, mesmo que os sintomas melhorem. Isso pode impedir a cura, fazer a doença voltar e aumentar o risco de resistência aos remédios, principalmente aos antibióticos.

    Leia também: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes

    Automedicação pode causar dependência emocional?

    Sim, algumas pessoas passam a usar medicamentos sempre que sentem desconforto, criando uma dependência psicológica e dificultando outras formas de cuidado com a saúde.

    Medicamentos naturais também oferecem riscos?

    Sim. Os produtos naturais, chás e fitoterápicos também têm substâncias ativas que podem causar efeitos colaterais, interações e contraindicações, especialmente quando usados sem orientação.

    Remédios vencidos ainda funcionam?

    Os remédios vencidos podem perder eficácia ou se tornar perigosos. O uso pode não tratar a doença e ainda causar reações adversas.

    Qual o risco de misturar remédio com álcool?

    O álcool pode reduzir o efeito do medicamento ou aumentar seus efeitos colaterais, afetando o fígado, o sistema nervoso e o coração.

    Por que seguir horários de remédios é tão importante?

    Os horários mantêm a quantidade certa do medicamento no organismo. Atrasos ou esquecimentos reduzem a eficácia do tratamento.

    Como identificar que um medicamento não está funcionando?

    Quando os sintomas persistem, pioram ou surgem novos sinais após o início do uso, é importante procurar orientação profissional para reavaliar o tratamento.

    Como reduzir o hábito da automedicação?

    Buscar orientação profissional, evitar estoques de medicamentos em casa e entender que nem todo sintoma exige remédio são passos importantes para reduzir esse hábito.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Usados para tratar infecções causadas por bactérias, os antibióticos são remédios que funcionam eliminando os micro-organismos ou impedindo que elas se multipliquem, ajudando o organismo a combater a infecção e a se recuperar — desde que sejam utilizados da forma certa, na dose indicada e pelo tempo recomendado pelo profissional de saúde.

    Quando usados de forma incorreta e sem orientação médica, os antibióticos podem causar resistência bacteriana, fazendo com que as bactérias deixem de responder ao tratamento. Isso torna as infecções mais difíceis de curar, mais longas e muito mais perigosas. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que os antibióticos não devem ser usados sem prescrição?

    O uso inadequado de antibióticos pode causar diversos riscos à saúde, principalmente o desenvolvimento da resistência aos medicamentos, um problema considerado grave em todo o mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela pode acontecer com bactérias, vírus, fungos e parasitas, mas é especialmente preocupante no caso das bactérias.

    Um estudo da revista The Lancet estima que mais de 39 milhões de pessoas podem morrer até 2050 por causa da resistência aos antibióticos. Isso acontece quando as bactérias deixam de responder aos remédios que antes faziam efeito, se adaptam e passam a sobreviver ao tratamento, dificultando a cura e aumentando o risco de infecções mais graves, prolongadas e difíceis de tratar.

    Com menos opções de medicamentos eficazes, muitos tratamentos se tornam mais complexos, exigindo antibióticos mais fortes, internações mais longas e elevando o risco de complicações e mortes, tanto em ambientes hospitalares quanto na comunidade.

    Como surge a resistência bacteriana?

    A resistência bacteriana surge quando as bactérias passam por mudanças que permitem sobreviver à ação dos antibióticos. Isso acontece, principalmente, por causa do uso incorreto dos medicamentos, como nas seguintes situações:

    • Automedicação, sem prescrição ou acompanhamento médico;
    • Uso de antibióticos para tratar doenças causadas por vírus, como gripe e resfriado;
    • Interrupção do tratamento antes do tempo indicado, mesmo com melhora dos sintomas;
    • Uso de doses menores ou maiores do que as recomendadas;
    • Utilizar o medicamento fora dos horários indicado;
    • Reaproveitamento de sobras de antibióticos de tratamentos anteriores;
    • Compartilhamento de medicamentos com outras pessoas.

    Quando um antibiótico é usado de forma errada, algumas bactérias não são eliminadas do organismo. As que sobrevivem se adaptam, se multiplicam e se tornam mais fortes, fazendo com que o remédio deixe de funcionar em tratamentos futuros.

    Segundo o Ministério da Saúde, o problema já interfere no controle de diversas doenças, como infecções urinárias, respiratórias e sexualmente transmissíveis, além de pneumonias, tuberculose e muitas outras infecções que se tornam cada vez mais difíceis de tratar.

    Quais os riscos da resistência bacteriana?

    A resistência bacteriana representa um risco crescente para a saúde pública e afeta tanto pacientes quanto sistemas de saúde. Entre os principais riscos, é possível destacar:

    • Infecções mais prolongadas e com resposta limitada ao tratamento;
    • Dificuldade para controlar doenças comuns, que antes eram facilmente tratáveis;
    • Maior risco de complicações graves, como infecções generalizadas e falência de órgãos;
    • Necessidade de antibióticos mais potentes, caros e com maior chance de efeitos adversos;
    • Aumento do tempo de internação hospitalar;
    • Maior demanda por procedimentos invasivos e cuidados intensivos;
    • Elevação do risco de morte;
    • Maior propagação de bactérias resistentes entre pessoas;
    • Impacto direto em cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos;
    • Sobrecarga dos sistemas de saúde e aumento dos custos médicos.

    Efeitos colaterais do uso inadequado de antibióticos

    O uso inadequado de antibióticos pode provocar diferentes efeitos colaterais, que variam de leves a mais graves. Entre os mais comuns estão náuseas, diarreia, dor abdominal e reações alérgicas, que podem surgir mesmo em pessoas que nunca apresentaram alergia antes.

    Além disso, os medicamentos podem alterar a flora intestinal, prejudicando bactérias benéficas e favorecendo o surgimento de infecções oportunistas.

    Quando o uso de antibióticos é realmente necessário?

    Os antibióticos são usados apenas para tratar infecções causadas por bactérias, como algumas infecções urinárias, pneumonias, amigdalites e infecções de pele. Já doenças causadas por vírus, como gripe, resfriado e outras viroses, não melhoram com o uso dos remédios.

    Por isso, a necessidade de tomar antibiótico deve sempre ser avaliada por um profissional de saúde. Ele analisa os sintomas, o histórico do paciente e, quando necessário, solicita exames. Usar antibiótico sem orientação pode esconder sinais da doença, atrasar o tratamento correto e piorar o quadro de saúde.

    Como usar antibióticos de forma segura?

    Para que o tratamento funcione bem e seja seguro, os antibióticos devem ser usados exatamente como o médico orientou. Isso significa tomar a dose certa, nos horários corretos e durante todo o período indicado, mesmo que os sintomas melhorem antes.

    Também é importante não dividir antibióticos com outras pessoas, não usar sobras de tratamentos antigos e nunca tomar o medicamento por conta própria. Se surgirem efeitos colaterais ou dúvidas durante o uso, o ideal é procurar um profissional de saúde.

    Leia mais: Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Posso parar o antibiótico quando me sentir melhor?

    Não. Mesmo que os sintomas melhorem, o tratamento deve ser feito até o fim. Parar antes do tempo pode deixar bactérias vivas no organismo, favorecendo a resistência e a volta da infecção.

    2. O que acontece se eu tomar antibiótico errado?

    O antibiótico pode não funcionar, os sintomas podem piorar e o risco de resistência bacteriana aumenta. Além disso, podem surgir efeitos colaterais desnecessários.

    3. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

    Os efeitos mais frequentes incluem náuseas, diarreia, dor abdominal, enjoo e reações alérgicas. Alguns antibióticos também podem causar alterações na flora intestinal.

    4. Antibióticos enfraquecem o sistema imunológico?

    Não diretamente. Porém, o uso inadequado de antibióticos pode desequilibrar bactérias benéficas do organismo, o que pode afetar a saúde intestinal e a imunidade.

    5. Gestantes podem usar antibióticos?

    Alguns antibióticos podem ser usados na gravidez, mas apenas com prescrição médica. Outros são contraindicados e podem causar riscos ao bebê.

    6. A resistência bacteriana pode ser revertida?

    Na maioria dos casos, não. Quando uma bactéria se torna resistente, o antibiótico deixa de funcionar contra ela, e a reversão é difícil ou impossível.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica