Categoria: Prevenção & Longevidade

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  • Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Qualidade do sono, redução do estresse e sensação maior de bem-estar não são os únicos benefícios da meditação, uma prática mental que favorece o relaxamento, melhora a atenção no momento presente e contribui para o equilíbrio entre corpo e mente.

    No dia a dia, pessoas que convivem com a hipertensão podem encontrar na meditação um apoio de autocuidado para o controle da pressão arterial, principalmente quando a prática é associada a hábitos saudáveis de vida e ao acompanhamento médico adequado.

    Quando a meditação é regular, ela favorece o equilíbrio do sistema nervoso, reduz a resposta do organismo ao estresse e promove maior relaxamento vascular — fatores que podem contribuir para níveis pressóricos mais estáveis ao longo do tempo. Mas como isso funciona? Vamos entender mais, a seguir.

    Como a meditação influencia a pressão arterial?

    A influência da meditação na pressão arterial ocorre principalmente através da modulação do sistema nervoso autónomo e da redução da resposta do corpo ao estresse. Quando a mente desacelera, o corpo também responde com mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular, como:

    1. Redução do estresse

    O estresse crônico estimula a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina, substâncias que preparam o organismo para situações de alerta e, como consequência, podem elevar a pressão arterial de forma persistente. A prática regular da meditação contribui para reduzir a ativação em excesso, favorecendo o relaxamento do corpo e da mente.

    Com o tempo, o corpo e a mente passam a reagir de forma mais tranquila às situações estressantes do dia a dia, o que ajuda a evitar aumentos frequentes da pressão e traz uma sensação maior de controle emocional.

    2. Relaxamento dos vasos sanguíneos

    Durante a meditação, o corpo costuma entrar em um estado de relaxamento mais profundo, o que também favorece o relaxamento dos vasos sanguíneos. Isso pode facilitar a circulação do sangue e ajudar a manter a pressão arterial mais equilibrada.

    Mesmo sem substituir os tratamentos médicos, a meditação contribui para um maior equilíbrio do organismo, o que faz bem para a saúde do coração.

    3. Melhora da respiração

    Diversas técnicas de meditação são feitas a partir de uma respiração lenta e consciente, o que ajuda a desacelerar o coração, melhora a oxigenação do corpo e traz uma sensação maior de calma.

    Além disso, a respiração controlada influencia o sistema nervoso, ajudando o organismo a reagir melhor ao estresse e contribuindo para o controle da pressão arterial ao longo do tempo.

    4. Equilíbrio do sistema nervoso

    A meditação estimula mais a atuação do sistema nervoso ligado ao descanso e à recuperação do corpo. Isso ajuda a reduzir a tensão física, diminui a sobrecarga no coração e faz o organismo reagir de forma mais equilibrada ao estresse do dia a dia.

    Como resultado, a prática pode ajudar a manter a pressão arterial mais estável e trazer uma sensação maior de calma diante das demandas da rotina.

    Importante: a meditação não substitui o uso de remédios prescritos, não dispensa o acompanhamento médico e funciona melhor quando acompanhada de uma alimentação saudável, atividades físicas e um sono de qualidade.

    Quais as melhores técnicas de meditação?

    As técnicas de meditação que mais ajudam no controle da pressão arterial são aquelas que promovem um relaxamento mais profundo, reduzindo o estresse e ajudando o corpo a desacelerar. Algumas das práticas mais indicadas incluem, segundo estudos:

    1. Mindfulness

    A meditação mindfulness, também chamada de atenção plena, consiste em treinar a mente para ficar presente no momento atual, sem julgamento. Mas como fazer? Veja um passo a passo simples:

    • Escolha um lugar tranquilo e sente-se confortavelmente;
    • Mantenha a coluna ereta, mas sem rigidez;
    • Feche os olhos ou deixe o olhar relaxado;
    • Concentre-se na respiração natural, sem forçar;
    • Observe pensamentos, sensações ou emoções que surgirem;
    • Quando a mente se distrair (o que é normal), volte gentilmente à respiração;
    • Comece com 5 minutos e aumente gradualmente até 15 ou 20 minutos.

    2. Respiração diafragmática

    A respiração diafragmática é uma técnica que utiliza o diafragma para respirar de forma mais profunda e eficiente. Para incluí-la no dia a dia, é simples:

    • Sente-se ou deite-se confortavelmente;
    • Coloque uma mão no peito e outra na barriga;
    • Inspire lentamente pelo nariz, deixando o abdômen expandir;
    • Evite levantar o peito durante a inspiração;
    • Expire devagar pela boca ou pelo nariz;
    • Mantenha um ritmo lento e confortável por alguns minutos.

    3. Meditação transcendental

    A meditação transcendental envolve a repetição silenciosa de um mantra, que pode ser uma palavra, som ou frase curta da sua escolha. Veja como fazer:

    • Sente-se confortavelmente, com olhos fechados;
    • Escolha um mantra simples e neutro;
    • Repita mentalmente de forma suave, sem esforço;
    • Deixe pensamentos passarem naturalmente;
    • Se perder o foco, volte ao mantra com tranquilidade;
    • Pratique cerca de 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

    4. Visualização guiada

    A visualização guiada é uma técnica de meditação que utiliza a imaginação para criar cenários tranquilos e positivos. Para fazer em casa:

    • Sente-se ou deite-se em um ambiente silencioso e confortável;
    • Feche os olhos e comece com algumas respirações lentas e profundas;
    • Imagine um local que te acalma, como uma praia, floresta, campo ou montanha;
    • Tente visualizar cores, sons, cheiros, temperatura e texturas;
    • Mantenha a atenção na cena por alguns minutos, explorando os detalhes;
    • Se pensamentos surgirem, volte gentilmente à imagem escolhida.

    Benefícios da meditação para o coração

    Além dos benefícios no controle da pressão arterial, a meditação regular pode provocar mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular:

    • Redução da frequência cardíaca: ao acalmar o sistema nervoso, o coração trabalha de forma mais eficiente e com menor sobrecarga;
    • Diminuição da rigidez arterial: favorece a elasticidade dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação;
    • Controle do estresse oxidativo: ajuda a reduzir a produção de substâncias inflamatórias e radicais livres;
    • Melhora da variabilidade da frequência cardíaca: indica uma maior capacidade do organismo de se adaptar ao estresse.

    Quanto tempo de meditação praticar por dia?

    A regularidade costuma ser mais importante do que a duração de uma única sessão. No geral, 15 a 20 minutos por sessão, uma ou duas vezes ao dia, costuma ser suficiente.

    Se você está começando, sessões de 5 a 10 minutos já podem ajudar. O mais importante é criar o hábito sem transformar a prática em uma fonte de ansiedade. Em média, os efeitos na pressão arterial começam a ser percebidos após cerca de quatro a oito semanas de prática regular.

    Outras dicas naturais para baixar a pressão alta

    Além da meditação, alguns hábitos simples contribuem para a saúde cardiovascular:

    • Reduzir o consumo de sal, usando ervas naturais e temperos como alho e cebola;
    • Aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio (banana, abacate, folhas verdes);
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhadas;
    • Consumir alimentos com magnésio (castanhas, sementes, chocolate amargo);
    • Considerar chás que auxiliam no controle, como hibisco ou alho, sob orientação profissional.

    Leia também: Dicas para equilibrar a vida pessoal e o trabalho

    Perguntas frequentes

    1. Posso parar de tomar remédio se a minha pressão baixar com a meditação?

    Nunca. A meditação é uma terapia complementar. Qualquer alteração na dosagem ou interrupção do medicamento deve ser feita exclusivamente pelo seu cardiologista.

    2. Qual o melhor horário para meditar para o coração?

    Não existe um horário obrigatório, mas muitos especialistas recomendam logo ao acordar ou antes de dormir.

    3. Crianças e idosos hipertensos podem meditar?

    Sim, a meditação é segura para todas as idades e não possui efeitos colaterais.

    4. É normal sentir tontura ao meditar?

    Algumas pessoas sentem um relaxamento profundo que pode causar uma leve tontura ao levantar. Ao terminar, abra os olhos devagar e aguarde um minuto antes de ficar de pé.

    5. Posso meditar ouvindo música clássica?

    Sim, sons suaves podem ajudar a abafar distrações externas e facilitar o relaxamento.

    6. Existe alguma roupa ideal para meditar e baixar a pressão?

    O ideal são roupas largas e confortáveis que não apertem a região abdominal ou o pescoço, facilitando a respiração e a circulação.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Você já ouviu alguém dizer que tem o metabolismo lento ou que gasta poucas calorias por dia? A verdade é que o metabolismo pode, sim, variar de pessoa para pessoa — e existe um exame capaz de medir isso de forma precisa: a calorimetria indireta.

    Muito utilizada em consultórios de nutrição, endocrinologia e medicina esportiva, a calorimetria indireta é considerada o método mais confiável para avaliar o gasto energético em repouso. Mas afinal, como ela funciona e para quem é indicada?

    O que é calorimetria indireta?

    A calorimetria indireta é um exame que mede a quantidade de oxigênio que o corpo consome e a quantidade de gás carbônico que elimina.

    Com base nesses dados, é possível calcular a taxa metabólica basal (TMB), ou seja, a quantidade de calorias que o corpo gasta apenas para manter funções vitais, como:

    • Batimentos cardíacos;
    • Respiração;
    • Funcionamento dos órgãos;
    • Regulação da temperatura corporal.

    Esse gasto acontece mesmo quando a pessoa está em repouso absoluto.

    Por que o exame é chamado de “indireto”?

    Ele é chamado de indireto porque não mede o calor produzido diretamente pelo corpo. Em vez disso, estima o gasto energético a partir da troca de gases respiratórios.

    Quanto maior o consumo de oxigênio, maior o gasto energético. Essa relação permite calcular, com boa precisão, quantas calorias o organismo utiliza em repouso.

    Para que serve a calorimetria indireta?

    Ajustar planos alimentares

    O exame ajuda a calcular com mais precisão quantas calorias uma pessoa realmente precisa consumir, seja para emagrecer, ganhar massa muscular ou manter o peso.

    Avaliar metabolismo em pessoas com dificuldade para emagrecer ou ganhar peso

    Em alguns casos, o metabolismo pode estar abaixo ou acima do esperado para idade, peso e composição corporal. A calorimetria ajuda a esclarecer essa dúvida.

    Acompanhar atletas

    Permite ajustar estratégias nutricionais conforme o gasto energético real, otimizando desempenho e recuperação.

    Avaliar pacientes hospitalizados

    Em ambiente hospitalar, é utilizada para ajustar o suporte nutricional em pacientes críticos, evitando tanto déficit quanto excesso de calorias.

    Como é feito o exame?

    O procedimento é simples e não invasivo.

    Geralmente envolve:

    • Permanecer em repouso por cerca de 20 a 30 minutos;
    • Uso de máscara ou bocal conectado a um aparelho;
    • Ambiente silencioso e com temperatura controlada.

    Para maior precisão, costuma-se recomendar:

    • Jejum de algumas horas;
    • Evitar exercícios físicos antes do exame;
    • Não consumir cafeína no dia da avaliação.

    Quem pode se beneficiar?

    • Pessoas em processo de emagrecimento;
    • Atletas;
    • Pessoas com obesidade;
    • Pacientes com doenças metabólicas;
    • Indivíduos com suspeita de metabolismo alterado.

    A calorimetria substitui cálculos tradicionais?

    Não necessariamente, mas é mais precisa.

    Muitas dietas são elaboradas com base em fórmulas estimadas, que utilizam idade, peso, altura e sexo. Essas equações funcionam bem para a maioria das pessoas, mas podem não refletir o metabolismo real em todos os casos.

    A calorimetria indireta reduz essa margem de erro e permite um plano mais individualizado.

    O metabolismo pode mudar ao longo da vida?

    Sim. O gasto energético é influenciado por vários fatores, como:

    • Idade;
    • Massa muscular;
    • Sexo;
    • Hormônios;
    • Nível de atividade física;
    • Doenças associadas.

    Por isso, em alguns casos, repetir o exame pode ser útil, especialmente quando há mudanças importantes no peso, na composição corporal ou no estado de saúde.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes sobre calorimetria indireta

    1. O exame dói?

    Não. É simples, não invasivo e não causa dor.

    2. Quanto tempo dura?

    Em média, de 20 a 30 minutos.

    3. Precisa estar em jejum?

    Geralmente sim, conforme orientação do profissional responsável.

    4. Ele mede quantas calorias gasto no dia todo?

    Ele mede o gasto em repouso. O gasto energético total depende também do nível de atividade física.

    5. É indicado para qualquer pessoa?

    Pode ser útil, mas deve ter indicação profissional, especialmente quando há objetivos específicos de saúde ou desempenho.

    6. Pessoas com tireoide alterada podem fazer?

    Sim. O exame pode ajudar na avaliação metabólica nesses casos.

    7. O metabolismo lento é comum?

    Na maioria das pessoas, o metabolismo está dentro do esperado. Porém, hábitos, composição corporal e condições hormonais influenciam bastante o gasto energético.

    Leia mais: Por que as dietas restritivas não funcionam (e os riscos para a saúde)

  • Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Manteiga, queijo amarelo, carnes gordurosas, embutidos. As gorduras saturadas fazem parte da alimentação de muitas pessoas e também estão no centro de debates sobre saúde do coração. Afinal, existe um limite seguro para consumir esse tipo de gordura?

    A resposta não é cortar totalmente, mas sim controlar a quantidade. Diversos estudos apontam que o excesso de gorduras saturadas está associado ao aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e ao maior risco de doenças cardiovasculares.

    Entender qual é o limite recomendado ajuda a fazer escolhas mais equilibradas no dia a dia.

    O que são gorduras saturadas?

    As gorduras saturadas são um tipo de gordura presente principalmente em:

    • Carnes vermelhas gordurosas;
    • Pele de frango;
    • Embutidos (salsicha, linguiça, bacon);
    • Manteiga;
    • Queijos amarelos;
    • Leite integral;
    • Óleo de coco e óleo de palma.

    Elas costumam ser sólidas em temperatura ambiente.

    Por que o consumo excessivo preocupa?

    Diversos estudos associam o consumo elevado de gorduras saturadas ao aumento do colesterol LDL.

    O LDL elevado favorece o acúmulo de placas nas artérias (aterosclerose), aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Doença arterial periférica.

    A relação entre gordura saturada e risco cardiovascular é reforçada por diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    Qual é o limite seguro segundo os consensos?

    Organização Mundial da Saúde (OMS)

    Recomenda que as gorduras saturadas representem menos de 10% do total de calorias diárias.

    American Heart Association (AHA)

    Para pessoas com colesterol elevado ou maior risco cardiovascular, o ideal é limitar para até 6% das calorias diárias.

    Diretrizes Brasileiras de Dislipidemia (SBC)

    Reforçam a recomendação de manter consumo reduzido, especialmente em pacientes com risco cardiovascular aumentado.

    Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 10% equivalem a cerca de 20 gramas de gordura saturada.

    Todas as gorduras saturadas são iguais?

    O impacto pode variar conforme a fonte alimentar e o padrão geral da dieta.

    Por exemplo:

    • Laticínios fermentados parecem ter impacto diferente de carnes processadas;
    • O padrão alimentar como um todo (quantidade de fibras, frutas, vegetais e gorduras boas) também influencia o risco.

    Ainda assim, a recomendação é manter moderação.

    O que acontece quando reduzimos gorduras saturadas?

    Estudos mostram que substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas (como as presentes em azeite, abacate, castanhas e peixes) pode:

    • Reduzir o LDL;
    • Melhorar o perfil lipídico;
    • Diminuir o risco cardiovascular.

    A troca é mais eficaz do que simplesmente reduzir calorias totais.

    Como reduzir na prática?

    Prestar atenção à composição dos alimentos consumidos aumenta bastante a chance de diminuir a ingestão de gordura saturada. Veja algumas estratégias:

    • Prefira cortes magros de carne;
    • Retire a gordura visível;
    • Substitua manteiga por azeite;
    • Reduza o consumo de embutidos;
    • Prefira leite e derivados com menor teor de gordura;
    • Aumente o consumo de fibras.

    Pequenas mudanças no dia a dia fazem diferença a longo prazo.

    Preciso cortar totalmente?

    Não. O foco é equilíbrio.

    Dietas extremamente restritivas não são necessárias para a maioria das pessoas. O mais importante é manter o consumo dentro dos limites recomendados e priorizar um padrão alimentar saudável como um todo.

    Quem tem risco cardiovascular aumentado deve conversar com médico ou nutricionista para ajustar melhor a quantidade permitida de gordura saturada por dia.

    Confira: Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento

    Perguntas frequentes sobre gorduras saturadas

    1. Gordura saturada aumenta colesterol?

    Sim, especialmente o colesterol LDL (“ruim”).

    2. Óleo de coco é saudável?

    Apesar de natural, é rico em gordura saturada e deve ser consumido com moderação.

    3. Posso comer carne vermelha?

    Sim, mas com moderação e preferindo cortes magros.

    4. Margarina é melhor que manteiga?

    Depende da composição. Muitas versões atuais têm menos gordura saturada, mas é importante ler o rótulo.

    5. Crianças precisam evitar gordura saturada?

    Devem consumir dentro das recomendações adequadas à idade, sem excessos.

    6. Quem tem colesterol alto deve reduzir mais?

    Sim, geralmente a recomendação é mais restritiva, especialmente se houver outros fatores de risco.

    7. Dieta low carb libera gordura saturada?

    Mesmo em dietas com menos carboidrato, é preciso atenção à quantidade de gordura saturada e evitar ultrapassar o limite diário recomendado.

    Leia também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, está entre os tipos mais comuns no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele figura entre os três mais incidentes tanto em homens quanto em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. A boa notícia é que, diferente de outros tumores, ele pode ser amplamente prevenido.

    Grande parte dos casos está relacionada a fatores modificáveis, como alimentação, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Além disso, o rastreamento permite identificar lesões precursoras antes que se transformem em câncer. Ou seja: informação e prevenção salvam vidas.

    O que é o câncer colorretal?

    O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto. Na maioria das vezes, começa como pequenos pólipos, que são lesões benignas que podem crescer lentamente ao longo dos anos e, se não removidas, evoluir para câncer.

    É justamente essa evolução lenta que permite a prevenção por meio de exames de rastreamento.

    10 formas de prevenir o câncer colorretal

    1. Realizar exames de rastreamento na idade recomendada

    O rastreamento é a principal estratégia preventiva. Diretrizes internacionais recomendam iniciar exames aos 45 ou 50 anos (dependendo do país), mesmo sem sintomas.

    Os principais exames são:

    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
    • Colonoscopia.

    Pessoas com histórico familiar devem iniciar antes, conforme orientação médica.

    2. Manter alimentação rica em fibras

    Fibras presentes em frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais ajudam no funcionamento intestinal e estão associadas a menor risco de câncer colorretal.

    3. Reduzir o consumo de carnes processadas

    Carnes processadas (como salsicha, bacon, presunto e embutidos) são classificadas pela Organização Mundial da Saúde como carcinogênicas para o intestino. O ideal é evitar.

    Carnes vermelhas também devem ser consumidas com moderação.

    4. Praticar atividade física regularmente

    O sedentarismo está associado a maior risco de câncer colorretal. A atividade física regular ajuda no controle do peso, da inflamação e do metabolismo.

    A recomendação geral é pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada.

    5. Manter peso saudável

    A obesidade aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal, especialmente em homens.

    6. Evitar o tabagismo

    Fumar não está relacionado apenas ao câncer de pulmão. O tabagismo também aumenta o risco de câncer colorretal e de pólipos intestinais.

    7. Reduzir o consumo de álcool

    O consumo frequente e excessivo de álcool está associado a maior risco de câncer de intestino.

    8. Controlar doenças inflamatórias intestinais

    Pessoas com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn devem manter acompanhamento rigoroso, pois o risco é maior.

    9. Conhecer o histórico familiar

    Ter parentes de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco. Nesses casos, o rastreamento deve começar mais cedo.

    10. Não ignorar sinais e sintomas

    Embora o objetivo seja prevenir, é fundamental procurar avaliação médica se houver:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração persistente do hábito intestinal;
    • Dor abdominal contínua;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia.

    Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura.

    O câncer colorretal pode ser totalmente evitado?

    Nem todos os casos são preveníveis, especialmente os relacionados à predisposição genética. No entanto, estudos mostram que grande parte poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e adesão ao rastreamento adequado.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes sobre prevenção do câncer colorretal

    1. Câncer colorretal dá sintomas no início?

    Geralmente não. Por isso o rastreamento é tão importante.

    2. Colonoscopia dói?

    O exame é feito com sedação, o que reduz significativamente o desconforto.

    3. Sangue nas fezes sempre é câncer?

    Não, mas deve sempre ser investigado por um profissional de saúde.

    4. Jovens podem ter câncer colorretal?

    Sim, embora seja mais comum após os 50 anos, casos em pessoas mais jovens têm aumentado.

    5. Comer carne causa câncer?

    O consumo excessivo, especialmente de carnes processadas, está associado a maior risco.

    6. Exercício realmente protege?

    Sim, a prática regular de atividade física está associada a menor incidência de câncer colorretal.

    7. Quem tem histórico familiar deve fazer exame antes dos 50?

    Sim. O início do rastreamento deve ser antecipado conforme orientação médica.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Dor de garganta, tosse, febre ou nariz escorrendo costumam gerar uma dúvida comum: “será que preciso de antibiótico?”. Muitas pessoas ainda associam infecção automaticamente a esse tipo de medicamento, mas, na maioria das vezes, ele não é necessário.

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

  • Seu corpo ama rotina: por que dormir sempre no mesmo horário faz diferença

    Seu corpo ama rotina: por que dormir sempre no mesmo horário faz diferença

    Dormir tarde em alguns dias, acordar cedo em outros, compensar o cansaço no fim de semana. Para muita gente, essa é a rotina. O problema é que o corpo não funciona bem no improviso. Ele gosta de previsibilidade, especialmente quando o assunto é sono.

    Manter horários fixos para acordar e dormir pode parecer apenas um detalhe, mas é uma estratégia importante para melhorar a saúde do corpo e da mente. A regularidade do sono pode influenciar desde o humor até o risco de doenças cardiovasculares.

    O que acontece quando você dorme em horários irregulares?

    Nosso organismo funciona com base no chamado ritmo circadiano, um ciclo biológico de aproximadamente 24 horas que regula sono, temperatura corporal, hormônios, apetite e metabolismo.

    Quando você varia muito o horário de dormir e acordar, o corpo entra em um estado semelhante a um “mini jet lag social”. Isso pode causar:

    • Dificuldade para pegar no sono;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Irritabilidade;
    • Falta de concentração;
    • Alterações no apetite.

    Com o tempo, a irregularidade pode afetar a saúde metabólica e cardiovascular.

    Por que manter horários fixos melhora o sono?

    Regula o relógio biológico

    Dormir e acordar nos mesmos horários ajuda o cérebro a entender quando deve liberar hormônios importantes, como a melatonina (que induz o sono) e o cortisol (que ajuda no despertar).

    Melhora a qualidade do sono profundo

    A regularidade favorece ciclos de sono mais organizados, com melhor aproveitamento das fases restauradoras.

    Facilita o despertar

    Quando o horário é previsível, o corpo acorda com menos esforço e com menor sensação de “ressaca” do sono.

    Benefícios do sono regular além do descanso

    Proteção cardiovascular

    Estudos associam sono irregular a maior risco de hipertensão, inflamação e eventos cardiovasculares.

    Controle do peso

    A privação e a irregularidade do sono podem interferir nos hormônios da fome, como leptina e grelina, aumentando o apetite.

    Saúde mental mais estável

    A regularidade do sono ajuda a reduzir sintomas de ansiedade, oscilações de humor e irritabilidade.

    Imunidade fortalecida

    Dormir bem e de forma consistente melhora a resposta do sistema imunológico.

    Dormir bem no fim de semana compensa?

    Não totalmente. O chamado “jet lag social”, que é dormir muito tarde e acordar tarde aos fins de semana, pode bagunçar o ritmo biológico e dificultar o retorno à rotina na segunda-feira.

    De forma geral, a diferença ideal entre dias úteis e fins de semana não deveria ultrapassar 1 hora.

    Como criar uma rotina de horários fixos?

    Escolha um horário realista

    Não adianta definir um horário impossível de manter. O ideal é que ele seja compatível com sua rotina de trabalho e compromissos.

    Ajuste aos poucos

    Antecipe ou atrase o horário de dormir em blocos de 15 a 30 minutos por dia até alcançar o horário desejado.

    Evite telas antes de dormir

    A luz azul emitida por celulares, tablets e computadores interfere na produção de melatonina e pode atrasar o início do sono.

    Priorize a luz natural pela manhã

    A exposição à luz solar nas primeiras horas do dia ajuda a regular o relógio biológico e sinaliza ao corpo que é hora de ficar alerta.

    Mantenha o horário mesmo após noites ruins

    Dormir muito tarde no dia seguinte para compensar pode piorar o ciclo. Tente manter o horário habitual de despertar.

    Quando procurar ajuda?

    É importante buscar avaliação médica se houver:

    • Insônia persistente;
    • Roncos intensos;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Despertares frequentes;
    • Alterações importantes de humor.

    Um profissional de saúde pode avaliar a presença de distúrbios do sono e orientar o tratamento adequado.

    Leia mais: Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde

    Perguntas frequentes sobre horários fixos de sono

    1. Preciso dormir exatamente 8 horas?

    Não. A maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas por noite, mas a necessidade pode variar.

    2. Posso variar o horário de vez em quando?

    Sim, mas grandes variações frequentes prejudicam o ritmo biológico.

    3. Dormir tarde faz mal?

    O problema maior costuma ser a irregularidade, não apenas o horário em si.

    4. Cochilos atrapalham?

    Se forem longos ou feitos no fim do dia, podem dificultar o sono noturno.

    5. Insônia pode ser causada por rotina irregular?

    Sim, a irregularidade é um fator comum associado à dificuldade para dormir.

    6. Exercício ajuda a regular o sono?

    Sim, principalmente quando praticado em horários regulares e não muito próximo da hora de dormir.

    7. Trabalhar em turnos prejudica o sono?

    Pode prejudicar, pois altera o ritmo circadiano e dificulta a manutenção de horários consistentes.

    Leia mais: Dormir pouco engorda? Entenda a relação entre sono, fome e metabolismo

  • 7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, que acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou quando a insulina produzida não funciona corretamente.

    O hormônio é responsável por permitir a entrada do açúcar nas células para gerar energia. Quando ocorre falha no processo, a glicose se acumula no sangue.

    Existem principalmente dois tipos mais comuns: a diabetes tipo 1, de origem autoimune, e a diabetes tipo 2, muito associada ao estilo de vida, especialmente à alimentação e ao sedentarismo. A forma tipo 2 representa a maioria dos casos e pode ser prevenida ou controlada com hábitos saudáveis de vida.

    Por que a alimentação influencia diretamente no risco de diabetes?

    Os alimentos consumidos diariamente afetam os níveis de glicose no sangue, o funcionamento da insulina e o metabolismo como um todo.

    Uma dieta rica em açúcares, farinhas refinadas e produtos ultraprocessados pode provocar picos frequentes de glicemia, sobrecarregando o organismo e favorecendo o desenvolvimento da resistência à insulina, condição que aumenta o risco de diabetes tipo 2.

    O excesso calórico associado a escolhas alimentares pouco nutritivas também contribui para o ganho de peso, especialmente o acúmulo de gordura abdominal. A gordura visceral está ligada a alterações hormonais e inflamatórias que dificultam a ação da insulina, tornando mais provável o aumento persistente da glicose no sangue.

    Por outro lado, escolhas mais saudáveis no dia a dia contribuem para o melhor equilíbrio da glicose no sangue e para o funcionamento adequado da insulina.

    Como prevenir o diabetes a partir da alimentação?

    1. Consuma frutas, legumes e verduras preferencialmente crus

    Uma das principais orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira é adicionar alimentos in natura na rotina. O consumo regular de frutas, legumes e verduras contribui para o fornecimento de fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes importantes para o equilíbrio metabólico.

    A ingestão preferencial na forma crua preserva parte dos nutrientes e favorece maior saciedade, além de ajudar no controle da glicemia. O ideal é que o prato esteja o mais colorido possível, o que indica uma maior diversidade nutricional.

    2. Fique atento aos carboidratos de alto índice glicêmico

    O índice glicêmico é uma medida que indica a velocidade com que um alimento rico em carboidratos eleva a glicose no sangue após o consumo. Em termos simples, ele mostra se um alimento libera açúcar rapidamente ou de forma mais lenta na circulação.

    Alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, arroz refinado, doces e bebidas açucaradas, costumam provocar elevação rápida da glicose, o que pode exigir maior liberação de insulina pelo organismo.

    A preferência por versões integrais e pela combinação com fibras, proteínas ou gorduras saudáveis ajuda a reduzir a velocidade da absorção do açúcar e favorece maior equilíbrio glicêmico.

    3. Aumente o consumo de fibras

    As fibras alimentares são um tipo de carboidrato presente principalmente em alimentos de origem vegetal que o organismo não consegue digerir totalmente.

    Elas contribuem para o controle da glicose, pois ajudam a retardar a absorção dos carboidratos e favorecem o funcionamento intestinal. Alguns exemplos de alimentos ricos em fibras incluem:

    • Feijões (preto, carioca, branco, fradinho);
    • Lentilha;
    • Grão-de-bico;
    • Aveia (em flocos ou farelo);
    • Quinoa;
    • Chia;
    • Linhaça (dê preferência à triturada para melhor absorção);
    • Frutas com casca;
    • Brócolis e couve-flor;
    • Couve, espinafre e acelga;
    • Cenoura e beterraba (preferencialmente cruas).

    A ingestão adequada também contribui para o controle do colesterol e para a manutenção do peso.

    4. Inclua proteínas e gorduras boas na refeição

    A presença de proteínas magras e de gorduras saudáveis nas refeições ajuda a aumentar a saciedade, reduz a fome ao longo do dia e contribui para evitar oscilações nos níveis de glicose no sangue.

    Os nutrientes desaceleram a digestão dos carboidratos, favorecendo uma liberação mais gradual da glicose na corrente sanguínea e ajudando no equilíbrio metabólico.

    Alguns exemplos incluem carnes magras, ovos, laticínios com menor teor de gordura, azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e atum.

    5. Controle as porções e horário das refeições

    A quantidade dos alimentos ingeridos e a regularidade das refeições influenciam bastante o controle da glicose. As pessoas que exageram nas refeições ou passam longos períodos sem comer podem apresentar variações importantes nos níveis de açúcar no sangue, com picos ou quedas bruscas da glicemia.

    O ideal é manter os horários das refeições mais organizados e ter atenção às porções. As refeições distribuídas ao longo do dia, com combinações equilibradas de carboidratos, proteínas, fibras e gorduras boas, costumam ajudar na estabilidade da glicose e no controle da saciedade.

    6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

    O consumo frequente das bebidas alcoólicas pode interferir no metabolismo da glicose e favorecer o ganho de peso. Muitas bebidas apresentam alto teor calórico e açúcar adicionado, fator que pode contribuir para o aumento da glicemia e para maior risco metabólico.

    Além disso, o álcool pode alterar a percepção da fome e da saciedade, levando a escolhas alimentares menos equilibradas. A moderação ou a redução do consumo tende a trazer benefícios para a saúde metabólica e para o equilíbrio geral do organismo.

    7. Reduza e evite o consumo de ultraprocessados

    Os alimentos ultraprocessados costumam conter excesso de açúcar, gorduras saturadas, sódio e diversos aditivos químicos, como corantes, conservantes e aromatizantes artificiais. O consumo frequente está associado ao ganho de peso, à resistência à insulina e ao aumento do risco de doenças metabólicas, incluindo a diabetes tipo 2.

    8. Beba bastante água

    A ingestão adequada de água ajuda no funcionamento geral do organismo, incluindo o metabolismo da glicose. A hidratação adequada auxilia no transporte de nutrientes, no funcionamento dos rins e na regulação de diversas funções corporais.

    Além disso, beber água ao longo do dia pode ajudar na sensação de saciedade e evitar a confusão entre sede e fome, situação relativamente comum. Uma dica é manter uma garrafinha de água sempre por perto, e usar lembretes no celular ou smartwatch para lembrar.

    Não esqueça das atividades físicas!

    Ao lado da alimentação, a prática de atividades físicas também é necessária para prevenir o diabetes tipo 2. Os exercícios ajudam o organismo a usar melhor a glicose como fonte de energia, melhoram a ação da insulina e contribuem para o controle do peso corporal, fatores importantes para reduzir o risco da doença.

    De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação para adultos é realizar:

    • Entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida, bicicleta ou dança;
    • Ou entre 75 e 150 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos mais vigorosos. A combinação de diferentes intensidades também é válida.

    A OMS também orienta a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, envolvendo grandes grupos musculares, como pernas, braços, costas e abdômen.

    Você não precisa começar com atividades muito intensas. Atividades como caminhada, bicicleta, dança, musculação ou qualquer exercício que proporcione movimento já traz vários benefícios quando feitos com regularidade.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar um médico quando aparecem sinais que podem indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue, como:

    • Sede excessiva ao longo do dia;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Fome constante, mesmo após as refeições;
    • Cansaço frequente ou sem motivo claro;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Visão embaçada;
    • Dificuldade para cicatrizar feridas.

    Mesmo sem sintomas, os exames de rotina são importantes para acompanhar a glicose e avaliar a saúde metabólica. O acompanhamento médico pode te orientar quanto à alimentação, estilo de vida, atividades físicas e cuidados necessários para prevenir condições de saúde.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

    A principal diferença está na forma como o organismo lida com a insulina.

    Na diabetes tipo 1, o organismo praticamente não produz insulina. A condição costuma ter origem autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico ataca as células responsáveis pela produção do hormônio.

    Na diabetes tipo 2, a mais comum, o organismo ainda produz insulina, mas ela não funciona adequadamente ou é produzida em quantidade insuficiente. A condição está muito ligada aos hábitos de vida, principalmente à alimentação, ao excesso de peso e ao sedentarismo.

    2. O que é a pré-diabetes?

    A pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue estão mais altos que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar a diabetes. Ela funciona como um sinal de alerta de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar a glicose.

    3. Quem deve fazer o exame de rastreamento?

    Pessoas acima de 45 anos ou adultos de qualquer idade que estejam acima do peso e tenham um fator de risco adicional (como pressão alta ou histórico familiar).

    4. Quem tem diabetes pode comer frutas?

    Sim! Frutas são saudáveis, mas contêm frutose (açúcar natural). A dica é preferir frutas com casca e bagaço (fibras) e evitar sucos coados, que elevam a glicemia muito rápido.

    5. Produtos “diet” são liberados à vontade?

    É preciso ter cuidado, pois muitos produtos “diet” retiram o açúcar, mas aumentam a quantidade de gordura para manter o sabor e a textura, sendo muito calóricos. Além disso, alguns adoçantes em excesso podem causar desconforto intestinal.

    6. Como ocorre o diagnóstico da diabetes?

    O diagnóstico geralmente acontece por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose em jejum, a hemoglobina glicada ou o teste de tolerância à glicose.

    7. Quais complicações podem surgir sem controle da diabetes?

    Sem controle adequado, a doença pode afetar os olhos, os rins, o coração, os nervos e a circulação. O acompanhamento médico e os hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • Beber água demais é perigoso para a saúde? Veja qual a quantidade ideal 

    Beber água demais é perigoso para a saúde? Veja qual a quantidade ideal 

    Você é uma pessoa que bebe bastante água? Ela está presente em praticamente todas as funções do organismo, desde a regulação da temperatura corporal até o transporte de nutrientes, e precisa ser consumida todos os dias para que o corpo funcione corretamente.

    Mas, apesar de essencial para a vida, isso não significa que ela deve ser consumida sem critério! Na verdade, a quantidade ideal pode variar conforme o peso, a idade, o nível de atividade física, a temperatura ambiente e também algumas condições de saúde.

    Quando você consome mais água do que o necessário em um curto espaço de tempo, os rins não são capazes de filtrá-la em tempo hábil, o que pode causar alguns prejuízos para o organismo. É o que vamos destrinchar melhor, a seguir.

    Quais os riscos de beber água em excesso?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, os rins possuem um limite de filtragem de água, entre 800 ml e 1 L de água por hora. Quando a ingestão ultrapassa a capacidade em um curto intervalo de tempo, o organismo pode não conseguir eliminar o excesso adequadamente.

    Nessa situação, ocorre uma diluição do sangue, quadro conhecido como hiper-hidratação ou intoxicação por água. O principal risco é a hiponatremia, caracterizada pela queda dos níveis de sódio no sangue. Como o sódio é importante para o equilíbrio dos fluidos dentro e fora das células, a redução pode levar ao inchaço celular.

    Quando o inchaço atinge os músculos, podem surgir câimbras e fraqueza. Já quando envolve o cérebro, a situação se torna mais grave, pois o crânio é uma estrutura rígida, sem espaço para expansão. Isso pode provocar alguns sinais como:

    • Dor de cabeça;
    • Náuseas e vômitos;
    • Confusão mental ou dificuldade de concentração;
    • Sensação de inchaço;
    • Fraqueza muscular ou câimbras;
    • Urina muito clara e em grande volume;
    • Convulsões, nos casos mais graves, e até óbito.

    Como saber se a hidratação está adequada?

    A coloração da urina é um ótimo parâmetro para avaliar o nível de hidratação. De acordo com Juliana, muitas pessoas podem pensar que a sede é um indicador adequado, mas, quando sentimos sede, o organismo já pode estar em um estado inicial de desidratação.

    No nível ideal de hidratação, a urina deve apresentar uma cor amarelo bem clara. Quando há desidratação, a urina costuma ficar amarelo-escura, com coloração âmbar.

    Já quando existe excesso de água, a urina tende a ficar totalmente transparente, parecendo água, e o número de micções costuma aumentar, com idas frequentes ao banheiro ao longo do dia.

    Qual a quantidade ideal de água por dia?

    Existe uma recomendação geral para adultos de cerca de 35 ml de água por quilo de peso corporal por dia. Por exemplo, uma pessoa com 70 kg teria uma necessidade média aproximada de 2,4 a 2,5 litros de água diariamente.

    No entanto, Juliana explica que o valor serve apenas como referência, já que a necessidade de hidratação pode variar de acordo com características individuais e fatores do ambiente.

    Crianças, por exemplo, possuem maior proporção de água corporal e tendem a desidratar com mais facilidade. Já os idosos costumam apresentar redução da percepção de sede, o que torna importante a ingestão regular de líquidos ao longo do dia, mesmo sem vontade de beber água, sempre com atenção para evitar sobrecarga dos rins.

    Em relação à temperatura e à atividade física, nos dias mais quentes ou durante exercícios intensos, a perda de água pelo suor aumenta. Nesses casos, é fundamental repor água e, eventualmente, soluções isotônicas para repor os sais minerais perdidos.

    Quem precisa ter atenção ao consumo de água?

    Algumas condições de saúde, idade ou rotina podem alterar a necessidade de líquidos do organismo, o que exige mais atenção tanto para evitar a desidratação quanto para não exagerar no consumo de água.

    Entre os grupos que costumam precisar de maior cuidado estão as pessoas com:

    • Doenças renais: pois os rins podem ter dificuldade para eliminar o excesso de líquidos, favorecendo inchaço e aumento da pressão arterial;
    • Insuficiência cardíaca: já que o excesso de líquido pode sobrecarregar o coração e provocar acúmidos nos pulmões, causando falta de ar.

    Nessas condições, Juliana aponta que o limite diário de líquidos costuma ser estabelecido pelo médico, geralmente entre 1L e 1,5L por dia, considerando o total de líquidos ingeridos.

    Sinais que você está bebendo água demais

    O corpo pode apresentar vários sinais de excesso de hidratação, como:

    • Urina muito clara, quase transparente;
    • Número elevado de micções, geralmente mais de 10 vezes ao dia;
    • Náuseas e vômitos, como tentativa do organismo de eliminar o excesso de água;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço e fraqueza muscular, provocados pelo desequilíbrio de eletrólitos, como o sódio;
    • Inchaço nas mãos e nos pés, indicando retenção de líquido.

    É importante procurar um médico quando surgirem sintomas persistentes ou mais intensos, como dor de cabeça forte, náuseas, inchaço, confusão mental ou falta de ar. Pessoas com doenças renais ou cardíacas também devem ter orientação médica para ajustar o consumo de água com segurança.

    Perguntas frequentes

    1. Água com gás hidrata tanto quanto a água sem gás?

    Sim, a hidratação é a mesma. A única diferença é o gás carbônico, que em algumas pessoas pode causar um leve desconforto gástrico ou distensão abdominal.

    2. Beber água durante as refeições faz mal?

    Não faz necessariamente mal, mas pode atrapalhar quem tem problemas digestivos ou quer controlar o peso. O líquido em excesso dilui o suco gástrico e pode retardar a digestão. O recomendado é não passar de um copo pequeno (200ml).

    3. Chás e sucos substituem a água pura?

    Eles ajudam na hidratação, mas não devem ser a única fonte. Os sucos são fontes de calorias e chás podem ter efeito diurético (como o chá preto ou verde), o que faz você urinar mais. A água pura é a única que limpa o organismo sem sobrecarga.

    4. Posso substituir a água por água de coco todos os dias?

    A água de coco é excelente para repor eletrólitos, mas contém açúcar natural (frutose) e potássio. Para o dia a dia, a água comum deve ser a base, deixando a água de coco para momentos de atividade física ou calor intenso.

    5. Qual é o melhor tipo de garrafa para usar no dia a dia?

    Prefira garrafas de vidro ou aço inoxidável. Se usar plástico, certifique-se de que é livre de BPA (Bisfenol A), uma substância que pode migrar para a água e interferir nos hormônios.

    6. Qual o papel da água no controle da pressão arterial?

    A água ajuda a manter o volume sanguíneo adequado. Quando estamos desidratados, o sangue fica mais “espesso” e o corpo libera hormônios que contraem os vasos, o que pode elevar a pressão.

  • Índice glicêmico: o que é, como funciona e quais alimentos influenciam a glicose

    Índice glicêmico: o que é, como funciona e quais alimentos influenciam a glicose

    Se você é uma pessoa que convive com diabetes ou outra condição que precisa do controle da glicose, já deve saber que alguns alimentos podem elevar o nível glicêmico mais rápido do que outros depois de uma refeição.

    Mas, para entender esse efeito, vale observar a posição dos alimentos na escala do índice glicêmico — que é capaz de mostrar a rapidez com que eles aumentam o açúcar no sangue após o consumo.

    Os alimentos com índice glicêmico alto elevam a glicose rapidamente, enquanto alimentos com índice glicêmico baixo liberam o açúcar de forma gradual. A diferença influencia a saciedade, o controle do peso, o risco de diabetes e também a saúde do coração. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é índice glicêmico?

    O índice glicêmico (IG) é uma classificação usada para medir a velocidade com que um alimento rico em carboidratos aumenta a glicose no sangue após o consumo. Isso significa que quanto maior o índice glicêmico, mais rápida costuma ser a elevação da glicemia.

    Vale apontar que o índice não avalia a quantidade de carboidrato presente na porção consumida, apenas a velocidade com que a glicose chega à corrente sanguínea.

    Por isso, um alimento pode apresentar índice glicêmico alto e, ainda assim, não provocar grande impacto glicêmico quando ingerido em pequenas quantidades.

    Como o índice glicêmico funciona?

    Nem todo carboidrato se comporta da mesma maneira no corpo. Enquanto alguns alimentos são absorvidos rapidamente e elevam a glicose em pouco tempo, outros passam por uma digestão mais lenta, liberando energia de forma gradual.

    O índice glicêmico é usado justamente para entender a diferença, ajudando a entender quais alimentos elevam a glicose mais rápido e quais mantêm níveis mais estáveis. Ele é dividido em três faixas:

    • Alto índice glicêmico (≥ 70): alimentos com índice glicêmico alto são digeridos rapidamente. A glicose sobe rápido no sangue e, depois, costuma cair também com mais rapidez. Isso pode causar cansaço, fome precoce ou vontade de comer doce pouco tempo depois;
    • Médio índice glicêmico (56 – 69): alimentos desse grupo têm absorção moderada. Eles podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, principalmente quando consumidos com fibras, proteínas ou gorduras, que ajudam a reduzir o impacto na glicose;
    • Baixo índice glicêmico (≤ 55): alimentos com baixo índice glicêmico são absorvidos mais lentamente. A glicose sobe de forma gradual, o que ajuda a manter energia por mais tempo e maior sensação de saciedade.

    É importante ressaltar que o efeito de um alimento pode mudar conforme a forma de preparo e a combinação no prato. Por exemplo, refeições com fibras, proteínas e gorduras tendem a reduzir a velocidade de absorção da glicose, o que contribui para um equilíbrio maior ao longo do dia.

    Qual a diferença entre índice glicêmico e carga glicêmica de um alimento?

    O índice glicêmico e a carga glicêmica são formas de avaliar como os alimentos influenciam a glicose no sangue, mas cada um analisa um aspecto diferente.

    O índice glicêmico indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são digeridos e absorvidos, elevando a glicose após o consumo. Quanto maior o índice glicêmico, mais rápido costuma ocorrer esse aumento.

    A carga glicêmica, por sua vez, avalia dois pontos ao mesmo tempo: a velocidade de absorção e a quantidade de carboidrato presente na porção consumida. Logo, o cálculo dá uma visão mais próxima do impacto real do alimento na glicemia.

    Exemplo: um alimento pode ter índice glicêmico alto, mas carga glicêmica baixa se a quantidade de carboidrato for pequena. Por outro lado, um alimento pode apresentar índice glicêmico moderado ou até baixo, mas ter carga glicêmica elevada quando consumido em grandes quantidades.

    O que influencia o índice glicêmico de um alimento?

    O índice glicêmico do alimento pode mudar completamente dependendo de como ele é preparado, colhido ou acompanhado. É possível apontar os seguintes fatores:

    • Quantidade de fibras: alimentos ricos em fibras costumam ter digestão mais lenta, reduzindo a velocidade de absorção da glicose;
    • Grau de processamento: produtos refinados e ultraprocessados tendem a elevar a glicose mais rapidamente do que alimentos integrais ou naturais;
    • Forma de preparo: cozinhar demais, triturar ou amassar alimentos pode facilitar a absorção dos carboidratos;
    • Presença de proteínas e gorduras: os nutrientes retardam a digestão e ajudam a diminuir picos glicêmicos;
    • Tipo de carboidrato: carboidratos simples são absorvidos mais rápido do que carboidratos complexos;
    • Combinação dos alimentos: consumir carboidratos junto com fibras, proteínas e gorduras reduz o impacto glicêmico da refeição;
    • Quantidade consumida: porções maiores aumentam o efeito na glicose, mesmo quando o índice glicêmico não é elevado.

    Alimentos com baixo, médio e alto índice glicêmico

    Para te ajudar, listamos alguns exemplos de alimentos divididos por suas categorias de índice glicêmico (IG):

    Alimentos de baixo índice glicêmico

    • Feijão, lentilha e grão-de-bico;
    • Maçã, pera, morango e pêssego;
    • Aveia em flocos e quinoa;
    • Iogurte natural sem açúcar e leite;
    • Amendoim, castanhas e nozes;
    • Vegetais verdes (brócolis, espinafre, abobrinha);
    • Cereja e ameixa fresca.

    Alimentos de médio índice glicêmico

    • Arroz integral e arroz parboilizado;
    • Milho e cuscuz;
    • Uva, manga, mamão e abacaxi;
    • Batata cozida com casca;
    • Farinha de trigo integral;
    • Pipoca (sem adição de açúcar ou excesso de gordura);
    • Uva-passa e figo.

    Alimentos de alto índice glicêmico

    • Pão francês e pão de forma branco;
    • Arroz branco e tapioca;
    • Batata inglesa (especialmente purê ou assada);
    • Melancia e tâmara;
    • Açúcar de mesa, mel e refrigerantes;
    • Biscoitos de arroz e cereais matinais refinados;
    • Macarrão instantâneo e bolos feitos com farinha branca.

    Vale lembrar que índice glicêmico sozinho não define se um alimento é saudável ou não. Outros fatores também contam, como qualidade nutricional, quantidade consumida, forma de preparo e combinação com outros alimentos no prato.

    O mais importante é ser o equilíbrio na alimentação, priorizando alimentos naturais ou minimamente processados, ricos em fibras, vitaminas e minerais.

    Quem deve prestar mais atenção ao índice glicêmico?

    O monitoramento do índice glicêmico é importante para qualquer pessoa prevenir doenças metabólicas no futuro, mas ele é indispensável para grupos específicos cujo corpo tem dificuldade em lidar com oscilações bruscas de açúcar, como:

    • Pessoas com diabetes ou pré-diabetes;
    • Quem tem resistência à insulina ou síndrome metabólica;
    • Quem busca emagrecimento ou controle do peso;
    • Pessoas que querem evitar picos de glicose e manter energia mais estável ao longo do dia.

    Como montar refeições equilibradas?

    Primeiro de tudo, a ideia é combinar diferentes grupos de alimentos para garantir energia, saciedade e nutrientes importantes ao longo do dia, além de ajudar a evitar picos de glicose. Isso pode ser feito com pequenas escolhas no dia a dia, com:

    • Inclua uma fonte de carboidrato de preferência integral, como arroz integral, aveia, batata-doce ou pão integral;
    • Acrescente proteínas, como ovos, carnes, peixe, frango, tofu, feijão ou lentilha;
    • Não esqueça das fibras, presentes em verduras, legumes, frutas e grãos integrais;
    • Inclua gorduras boas, como azeite, castanhas, abacate ou sementes;
    • Evite excesso de alimentos ultraprocessados, açúcar e farinhas refinadas.

    Outra dica é misturar carboidratos com fibras, proteínas e gorduras ajuda a reduzir a velocidade de absorção da glicose, favorecendo maior saciedade e níveis de energia mais estáveis.

    Leia mais: ‘Dietas da moda’ x alimentação equilibrada: o que realmente funciona a longo prazo

    Perguntas frequentes

    1. Comer alimentos de baixo índice glicêmico ajuda a emagrecer?

    Pode ajudar, porque costuma aumentar a saciedade e evitar picos de fome ao longo do dia. Ainda assim, o emagrecimento depende de uma alimentação equilibrada e do estilo de vida.

    2. Alimento doce sempre tem alto índice glicêmico?

    Nem sempre. Algumas frutas doces, por exemplo, têm fibras que reduzem a velocidade de absorção do açúcar. O impacto depende da composição e da quantidade consumida.

    3. Qual a diferença entre carboidratos simples e complexos?

    Os simples possuem cadeias moleculares curtas e são absorvidos rapidamente (energia imediata). Os complexos possuem cadeias longas e fibras,

    4. Como baixar o índice glicêmico de um pão francês?

    Uma dica é combiná-lo com fibras (alface), proteínas (ovo, frango) ou gorduras boas (azeite), o que atrasa a digestão total da refeição.

    5. O que acontece no corpo após comer um alimento de alto índice glicêmico?

    Ocorre um pico de glicose, seguido de um pico de insulina. Logo depois, a glicose cai bruscamente, o que pode causar tontura, sono e fome.

    6. Qual chocolate tem o menor índice glicêmico?

    O chocolate com alto teor de cacau (acima de 70%) tem IG baixo, pois possui mais gordura do cacau e menos açúcar. Já o chocolate ao leite ou branco tem IG alto.

    7. O índice glicêmico é igual para todo mundo?

    Não exatamente. Embora o valor do alimento seja padronizado, a resposta glicêmica é individual e depende da sua genética, flora intestinal, nível de atividade física e saúde do pâncreas.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Como a genética influencia o risco de obesidade? Endocrinologista explica

    Como a genética influencia o risco de obesidade? Endocrinologista explica

    A obesidade é uma doença crônica com origem multifatorial, o que significa que ela resulta da interação entre diferentes fatores, inclusive os genéticos. A presença de determinados genes pode influenciar o metabolismo, o controle do apetite, a forma como o corpo armazena gordura e até a resposta emocional aos alimentos.

    Para se ter uma ideia, pesquisas indicam que a herança genética pode explicar entre 40% e 70% da predisposição ao ganho de peso. Na prática, parte da facilidade para engordar ou manter o peso está ligada aos genes herdados — embora os fatores ambientais e comportamentais também façam diferença tanto no risco quanto no controle do peso.

    Por que algumas pessoas engordam com facilidade e outras não?

    A diferença pode acontecer por uma combinação de fatores genéticos e metabólicos. Segundo a endocrinologista Denise Orlandi, pessoas que não ganham peso com facilidade podem apresentar algumas características, como:

    • Metabolismo basal mais acelerado: o organismo tende a gastar mais calorias mesmo em repouso, apenas para manter funções vitais, como respiração, circulação e regulação da temperatura corporal. Isso pode facilitar o equilíbrio do peso ao longo do tempo;
    • Genética mais favorável: algumas variações genéticas ajudam a regular melhor o apetite, a saciedade e o metabolismo energético, além de dificultarem o acúmulo excessivo de gordura em determinadas pessoas;
    • Maior quantidade de massa muscular: o tecido muscular consome mais energia do que o tecido gorduroso, inclusive em repouso. Por isso, quem tem mais massa muscular costuma apresentar um gasto calórico diário mais elevado;
    • NEAT mais elevado (termogênese de atividade não relacionada ao exercício): movimentos espontâneos do dia a dia, como gesticular, mudar de posição, subir escadas ou caminhar pequenas distâncias, também aumentam o gasto energético total sem necessariamente envolver exercícios formais.

    Por outro lado, quem engorda com mais facilidade pode ter uma predisposição genética para um metabolismo mais “econômico”, que tende a armazenar energia com maior eficiência.

    Quais genes aumentam o risco de obesidade?

    Um dos genes mais estudados é o gene FTO, associado ao acúmulo de gordura corporal. Segundo Denise, algumas variações parecem influenciar a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa sinta fome com mais frequência ou tenha maior preferência por alimentos mais calóricos.

    Na prática, a endocrinologista explica que os genes não funcionam como um botão simples de “liga e desliga”, mas podem influenciar vários processos importantes do organismo, como:

    • Regulação do apetite, pois alguns genes interferem na produção e na ação de hormônios ligados à fome e à saciedade;
    • Sensação de saciedade, que podem reduzir a percepção de que o corpo já recebeu energia suficiente;
    • Metabolismo energético, que influencia a velocidade com que o organismo gasta calorias;
    • Armazenamento de gordura, que podem facilitar ou dificultar a formação e o acúmulo de células de gordura.

    “Muitos genes associados à obesidade atuam no cérebro, modulando a percepção da fome, a resposta de recompensa a alimentos saborosos (o prazer ao comer) e a sensibilidade aos hormônios que nos dizem para parar de comer, como a leptina”, complementa Denise.

    Ter pais com obesidade significa que a pessoa também terá?

    Ter pais com obesidade aumenta o risco, mas não significa que a pessoa necessariamente também terá obesidade. A genética influencia o metabolismo, o apetite e a forma como o corpo armazena gordura, mas a obesidade também envolve fatores como a alimentação, o nível de atividade física, a qualidade do sono e até a forma de lidar com o estresse.

    Quando existe predisposição genética, manter uma rotina saudável desde cedo pode ajudar bastante a reduzir o risco e favorecer a manutenção de um peso adequado ao longo da vida.

    É possível prevenir a obesidade mesmo com predisposição genética?

    É possível prevenir a obesidade mesmo quando existe uma predisposição genética, uma vez que ela não é capaz de determinar sozinha o desenvolvimento da doença. “Embora a predisposição genética possa tornar o controle do peso mais desafiador, as escolhas de estilo de vida são ferramentas poderosas para superar essa tendência”, explica Denise.

    Entre algumas das medidas para prevenir a obesidade, é possível destacar:

    • Manter uma alimentação equilibrada: priorizar alimentos naturais e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras. Reduzir o consumo frequente de ultraprocessados, bebidas açucaradas e alimentos muito ricos em gordura e açúcar contribui para o controle do peso e da saúde metabólica;
    • Praticar atividade física regularmente: a combinação de exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida ou bicicleta, com treino de força ajuda no gasto calórico, na manutenção da massa muscular e na melhora do metabolismo ao longo do tempo;
    • Cuidar da qualidade do sono: dormir poucas horas ou ter um sono irregular pode alterar hormônios ligados à fome e à saciedade, favorecendo o aumento do apetite e a preferência por alimentos mais calóricos;
    • Gerenciar o estresse e a saúde emocional: situações de estresse prolongado podem estimular a fome emocional e alterar o funcionamento hormonal, o que influencia diretamente o peso corporal;
    • Evitar longos períodos de sedentarismo: pequenas movimentações ao longo do dia, como levantar mais vezes, caminhar curtas distâncias ou usar escadas, também ajudam no gasto energético diário.

    O acompanhamento com profissionais de saúde, como nutricionista, endocrinologista e educador físico, também pode ajudar na construção de hábitos mais saudáveis e sustentáveis.

    Com a orientação adequada, fica mais fácil identificar as dificuldades individuais, ajustar a alimentação, organizar uma rotina de atividade física segura e acompanhar possíveis alterações metabólicas.

    Leia também: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

    Perguntas frequentes

    1. O que é obesidade monogênica?

    É uma forma grave e rara (cerca de 1% a 5% dos casos) de obesidade causada pela mutação em um único gene, geralmente na via da leptina-melanocortina. Nesses casos, a pessoa sente uma fome voraz (hiperfagia) desde os primeiros meses de vida.

    2. Como a genética influencia o apetite?

    Muitos genes ligados à obesidade não atuam no estômago, mas no cérebro (hipotálamo). Eles determinam a sensibilidade aos sinais de fome e saciedade, regulando o quanto você precisa comer para se sentir satisfeito.

    3. Existe um exame genético que avalia o risco de obesidade?

    Alguns testes genéticos conseguem identificar variantes associadas ao risco aumentado de obesidade, principalmente em casos específicos ou raros. Porém, na prática clínica, os exames ainda têm uso limitado, porque o ganho de peso costuma depender de muitos fatores além dos genes.

    4. A genética pode influenciar a forma como o corpo distribui gordura?

    Sim, certas características hereditárias determinam se a gordura tende a se concentrar mais na região abdominal, nos quadris ou em outras áreas. A gordura abdominal, por exemplo, costuma ter maior associação com riscos metabólicos.

    5. Crianças com predisposição genética devem ter cuidados diferentes?

    O ideal é incentivar hábitos saudáveis desde cedo, como alimentação equilibrada, rotina ativa e bom padrão de sono. Isso não envolve uma restrição extrema, mas criar um ambiente favorável ao desenvolvimento saudável.

    6. Medicamentos podem ser indicados quando há predisposição genética?

    Em alguns casos, sim. Quando existe dificuldade importante para controlar o peso apenas com mudanças no estilo de vida, o médico pode avaliar a indicação de tratamento medicamentoso.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença