Categoria: Prevenção & Longevidade

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  • Sedentarismo faz mal ao coração? Veja em quanto tempo o risco aumenta

    Sedentarismo faz mal ao coração? Veja em quanto tempo o risco aumenta

    Apesar da praticidade, os dias atuais também aumentaram significativamente o tempo em que as pessoas permanecem paradas. A rotina com longas horas sentado no trabalho, nos estudos ou em frente a telas está diretamente ligada ao sedentarismo, que basicamente significa ficar tempo demais sem se mover.

    Isso faz o corpo gastar menos energia, o sangue circular mais devagar e o coração trabalhar com mais esforço — o que aumenta o risco de doenças cardíacas graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

    Mas afinal, como esse processo acontece e em quanto tempo? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares e reunimos as principais informações de como a falta de movimento afeta o coração e em quanto tempo os danos começam a aparecer.

    O que acontece com o coração quando o corpo permanece parado?

    A permanência prolongada em posição sentada ou deitada provoca uma redução imediata da atividade muscular. A contração dos músculos das pernas é muito importante para impulsionar o sangue de volta ao coração, de modo que, quando isso não acontece, a circulação fica lenta e o coração precisa bater mais forte para manter o sangue circulando.

    A falta de movimento também diminui o gasto de energia do corpo, o que favorece o acúmulo de gordura no sangue. Como consequência, ocorre o aumento do colesterol ruim (LDL) e redução do colesterol bom (HDL), facilitando a formação de placas nas artérias e dificultando a circulação.

    Isso coloca o organismo em um estado de inflamação constante, alterando o funcionamento do coração e contribuindo para o endurecimento dos vasos sanguíneos.

    Devido a todos esses fatores, o corpo passa a receber menos oxigênio, a pressão arterial aumenta e as artérias envelhecem mais rapidamente. Para compensar a má circulação, o coração passa a bater mais vezes por minuto, aumentando o desgaste do músculo cardíaco.

    Por que o sedentarismo é tão prejudicial para o coração?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, a inatividade contribui para o aumento de peso e pode levar à obesidade, o que eleva o risco de doenças como diabetes tipo 2. Além disso, ela aumenta os níveis de colesterol, com redução do colesterol HDL e elevação do colesterol LDL, o que favorece a formação de placas nas artérias.

    A falta de movimento também está associada a um estado de inflamação crônica no organismo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Para se ter uma ideia, um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC) apontou que passar mais de 10 horas por dia em comportamento sedentário pode aumentar significativamente o risco de insuficiência cardíaca e morte cardiovascular — mesmo entre pessoas que praticam exercícios regularmente.

    Quando o tempo parado começa a prejudicar o corpo?

    Quando a pessoa deixa de atingir a meta mínima recomendada de 150 minutos semanais de exercícios moderados, o corpo já começa a apresentar alterações negativas quase que imediatamente — na circulação, no funcionamento do coração e no metabolismo.

    A redução do estímulo físico faz com que o coração trabalhe com menor eficiência, diminuindo a capacidade de bombear sangue e distribuir oxigênio para os tecidos. Isso acontece mesmo em pessoas previamente saudáveis, indicando que o sistema cardiovascular depende do movimento contínuo para se manter em equilíbrio.

    Além disso, em termos de condicionamento físico, Juliana explica que é possível notar perda de capacidade cardiorrespiratória em poucas semanas — normalmente após uma ou duas semanas sem exercícios.

    Aliás, um estudo feito pela Universidade de Liverpool descobriu que apenas duas semanas de inatividade, mesmo em pessoas jovens e saudáveis, podem reduzir a massa muscular e causar alterações metabólicas que aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2, problemas cardíacos e até morte prematura.

    Inatividade é perigosa mesmo para quem pratica atividades físicas

    O sedentarismo prolongado, que envolve passar muitas horas do dia sentado ou deitado, aumenta o risco de doenças cardiovasculares mesmo em pessoas que praticam atividades físicas regularmente. Isso porque o corpo precisa de movimento constante ao longo do dia para manter o funcionamento adequado do coração, do metabolismo e da circulação.

    Por isso, segundo Juliana, não adianta praticar uma hora de atividade física e passar o restante do dia em total inatividade. O ideal é fazer pequenas pausas durante o dia: levantar-se a cada 30 minutos, caminhar um pouco ou alongar-se já faz diferença para o organismo.

    Quanto de atividade física é recomendado?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam:

    • 150 a 300 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada, como caminhadas rápidas, pedalar ou dançar;
    • ou 75 a 150 minutos semanais de atividade intensa, como corrida, HIIT ou esportes competitivos;

    A OMS também orienta incluir atividades de fortalecimento muscular, como musculação, pilates ou exercícios com peso corporal, em pelo menos dois dias da semana. Isso ajuda a proteger o coração, controlar o açúcar no sangue, fortalecer os ossos e prevenir doenças crônicas.

    Vale ressaltar que qualquer movimento conta: subir escadas, caminhar no trabalho, levantar-se com frequência e evitar longos períodos sentado também fazem parte da recomendação para manter o corpo saudável.

    Quem tem problemas cardíacos pode fazer atividades físicas?

    Na maioria dos casos, quem tem problemas cardíacos pode e deve fazer atividades físicas, desde que com orientação médica. O exercício regular é uma das principais formas de tratamento para melhorar a circulação, fortalecer o coração e reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares.

    Juliana explica que o ideal é iniciar com atividades leves, em intensidade progressiva, com acompanhamento de um profissional de saúde e, preferencialmente, de um cardiologista.

    Quais os sinais de alerta do sedentarismo?

    Ficar por muito tempo sem se mover faz com que o corpo comece a apresentar sinais de que algo está errado, como:

    • Aumento da fadiga mesmo após atividades simples;
    • Sensação de pernas pesadas ou inchaço nos tornozelos;
    • Falta de ar ao subir poucos degraus;
    • Alterações no sono e dificuldade para descansar;
    • Palpitações cardíacas ou batimentos acelerados em repouso;
    • Ganho de peso mesmo com alimentação habitual;
    • Dores nas costas, rigidez muscular e perda de flexibilidade;
    • Queda de disposição mental, com dificuldade de concentração.

    A presença dos sintomas indica que o coração está trabalhando em excesso para suprir um corpo parado e metabolicamente lento. O organismo começa a operar em modo de economia de energia, reduzindo a circulação, acumulando gordura e limitando a entrega de oxigênio aos tecidos.

    Como reduzir o tempo parado no dia a dia?

    A redução do comportamento sedentário pode começar com algumas atitudes simples, como:

    • A cada 30 minutos sentado, levantar e caminhar por dois ou três minutos;
    • Utilizar escadas em vez de elevadores;
    • Levantar-se para atender telefonemas ou fazer reuniões em pé;
    • Estacionar o carro em vagas mais distantes para aumentar o tempo de caminhada;
    • Realizar alongamentos durante o expediente;
    • Fazer pequenas caminhadas após as refeições para estimular a digestão e a circulação;
    • Utilizar aplicativos ou alarmes para lembrar de se movimentar.

    Com o tempo, você pode incluir mais atividades na rotina, como caminhadas regulares ao ar livre, aulas de dança, hidroginástica, musculação leve ou bicicleta. O importante é começar com o que está ao seu alcance e manter a regularidade.

    Veja também: 5 atividades físicas para quem tem problemas na coluna

    Perguntas frequentes sobre sedentarismo

    1. Caminhar só nos fins de semana é suficiente para evitar o sedentarismo?

    Em geral, realizar atividade física apenas em um ou dois dias da semana é melhor do que permanecer totalmente parado, mas não é o ideal para manter o coração saudável, pois o corpo precisa de estímulos contínuos. Quando a atividade ocorre apenas de forma pontual, os benefícios se perdem nos dias seguintes de inatividade.

    A Organização Mundial da Saúde recomenda distribuir os minutos de exercício ao longo da semana justamente para manter o metabolismo ativo e reduzir o risco cardiovascular. Caminhadas regulares, mesmo curtas, feitas diariamente, são mais eficazes do que longas caminhadas apenas nos fins de semana.

    2. Sedentarismo engorda mesmo quando a pessoa se alimenta pouco?

    A falta de movimento reduz bastante o metabolismo, fazendo o corpo gastar menos calorias para manter as funções vitais. Logo, mesmo comendo pouco, o organismo passa a estocar gordura mais facilmente, principalmente na região abdominal.

    Além disso, o sedentarismo altera o equilíbrio hormonal, reduz a produção de substâncias que promovem a queima de gordura e aumenta a inflamação interna. Tudo isso facilita o ganho de peso.

    3. Quais são os primeiros sinais de que algo está errado com o coração?

    Os primeiros sinais costumam ser discretos, mas é importante ficar de olho em:

    • Falta de ar ao realizar atividades simples;
    • Cansaço excessivo;
    • Palpitações;
    • Dores ou pressão no peito;
    • Inchaço nas pernas e tornozelos;
    • Tontura;
    • Sensação de aperto no pescoço ou mandíbula.

    Os sintomas indicam que o coração está trabalhando com dificuldade para bombear o sangue.

    4. Quem tem hipertensão pode praticar atividade física?

    Quem tem hipertensão deve praticar atividade física, desde que com acompanhamento médico. Os movimentos regulares ajudam a controlar a pressão, aumentar a elasticidade das artérias e reduzir o uso de medicamentos. Os mais indicados são os exercícios aeróbicos, como caminhada e bicicleta. O sedentarismo, por outro lado, aumenta os níveis de pressão e sobrecarrega o coração.

    5. Qual é a melhor atividade para fortalecer o coração?

    As atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida leve, natação, dança e pedalada, são as mais eficazes para fortalecer o coração, pois trabalham a respiração, aumentam a circulação de sangue e ajudam a reduzir a gordura nas artérias. O ideal é escolher algo que traga prazer, pois a constância é mais importante do que a intensidade.

    6. Atividades domésticas contam como exercício físico para o coração?

    Atividades como varrer, lavar, cuidar do jardim ou subir escadas ajudam a movimentar o corpo e evitar o sedentarismo. No entanto, para garantir proteção cardiovascular, é importante praticar exercícios estruturados, com tempo e intensidade suficientes para elevar levemente os batimentos cardíacos.

    Confira: 7 erros comuns que atrapalham a saúde do coração

  • O que você precisa saber sobre o seu tipo de sangue 

    O que você precisa saber sobre o seu tipo de sangue 

    Um simples exame pode fazer toda a diferença entre uma transfusão segura e uma reação grave: a tipagem sanguínea. Descoberto no início do século XX, o sistema ABO revolucionou a medicina ao mostrar que nem todo sangue é igual, e que misturar tipos incompatíveis pode ser perigoso.

    Mais do que uma informação de laboratório, o tipo sanguíneo é um dado vital. Ele orienta transfusões, cirurgias e até investigações genéticas e forenses. Conhecer o próprio tipo e entender como funciona a compatibilidade é uma forma de cuidar da saúde e ajudar a salvar vidas.

    O que são os grupos sanguíneos

    O sistema ABO divide o sangue em quatro tipos principais: A, B, AB e O. Essa classificação se baseia em duas substâncias:

    • Antígenos: presentes na superfície das hemácias (glóbulos vermelhos);
    • Anticorpos: que ficam no plasma (parte líquida do sangue).

    A combinação entre eles determina o tipo sanguíneo:

    Tipo de sangue Antígenos na hemácia Anticorpos no plasma
    A A Anti-B
    B B Anti-A
    AB A e B Nenhum
    O Nenhum Anti-A e Anti-B

    Esses anticorpos começam a ser produzidos por volta dos seis meses de idade. Por isso, recém-nascidos ainda não têm anticorpos próprios e precisam de atenção especial em transfusões.

    Como o tipo sanguíneo é determinado

    O tipo de sangue é herdado geneticamente dos pais. Cada pessoa recebe dois alelos, um do pai e outro da mãe, que podem ser IA, IB ou i.

    As combinações determinam o tipo sanguíneo:

    • Tipo A: IA + IA ou IA + i;
    • Tipo B: IB + IB ou IB + i;
    • Tipo AB: IA + IB;
    • Tipo O: i + i.

    Os alelos IA e IB são dominantes, enquanto o i é recessivo. Isso explica, por exemplo, como pais de tipos diferentes podem ter filhos com sangue distinto do deles.

    Por que é importante saber o tipo de sangue

    Antes de qualquer transfusão de sangue, é feita a tipagem sanguínea, que identifica o tipo e verifica a compatibilidade entre doador e receptor — uma medida essencial para evitar reações graves.

    O exame é feito com dois testes complementares:

    • Tipagem direta: identifica os antígenos nas hemácias;
    • Tipagem reversa: detecta os anticorpos presentes no plasma.

    Esse duplo controle garante segurança durante transfusões, cirurgias e emergências.

    Compatibilidade entre os tipos sanguíneos

    Em casos de urgência, saber quem pode doar para quem pode salvar vidas:

    Tipo de sangue Pode doar para Pode receber de
    O A, B, AB, O O
    A A, AB A, O
    B B, AB B, O
    AB AB A, B, AB, O

    O tipo O é chamado de doador universal, pois pode doar para todos. O tipo AB é o receptor universal, pois pode receber de qualquer tipo.

    Nos recém-nascidos com menos de 4 meses, há um cuidado especial: os anticorpos no sangue do bebê ainda vêm da mãe, por isso o tipo materno também é considerado nas transfusões.

    Relação com doenças e condições clínicas

    O tipo sanguíneo também está relacionado à saúde. Pesquisas mostram que certos tipos podem ter maior predisposição a doenças como tromboses, câncer, doenças cardíacas e infecções.

    Além disso, há situações de incompatibilidade entre o sangue da mãe e do bebê. Quando os anticorpos maternos atacam as hemácias do feto, o bebê pode nascer com anemia e icterícia (pele amarelada). No caso do sistema ABO, essas reações costumam ser mais leves e tratáveis.

    Reações transfusionais

    Uma das complicações mais graves é a reação transfusional hemolítica, que ocorre quando o paciente recebe sangue incompatível. Os sintomas incluem:

    • Febre e calafrios;
    • Dor nas costas;
    • Urina escura;
    • Queda de pressão e insuficiência renal.

    Nessas situações, a transfusão deve ser imediatamente interrompida, e o sangue deve ser testado novamente para confirmar a compatibilidade.

    A importância do trabalho em equipe

    A segurança das transfusões depende do trabalho conjunto entre médicos, enfermeiros e profissionais do banco de sangue. Cada etapa — da coleta e análise até a aplicação — exige atenção rigorosa.

    Esse cuidado integrado garante que o paciente receba o sangue mais seguro e adequado, evitando complicações e salvando vidas todos os dias.

    Veja também: Exames de rotina para homens: como cuidar da saúde urológica?

    Perguntas frequentes sobre o sistema ABO

    1. O que é o sistema ABO?

    É a classificação dos tipos de sangue em A, B, AB e O, de acordo com os antígenos nas hemácias e os anticorpos no plasma.

    2. Como saber qual é o meu tipo de sangue?

    Através de um exame de tipagem sanguínea, feito em laboratórios ou bancos de sangue.

    3. Por que o sangue tipo O é considerado doador universal?

    Porque não possui antígenos A ou B, o que evita reações em receptores de outros tipos.

    4. O tipo sanguíneo pode mudar ao longo da vida?

    Não. O tipo é determinado geneticamente e permanece o mesmo.

    5. É perigoso receber sangue incompatível?

    Sim. Pode causar reações graves, com destruição das hemácias e risco de insuficiência renal.

    6. Qual tipo sanguíneo é mais raro?

    Depende da população, mas em geral o tipo AB negativo é o mais raro.

    7. O tipo sanguíneo influencia doenças?

    Alguns estudos mostram associação entre certos tipos e maior risco de trombose, úlceras ou doenças cardiovasculares.

    8. O que significa compatibilidade sanguínea?

    É a relação entre o tipo de sangue do doador e do receptor que garante transfusões seguras, sem reações adversas.

    Confira: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

  • Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes para quem vive sozinho?

    Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes para quem vive sozinho?

    O envelhecimento é um processo natural marcado por mudanças que afetam a força, o equilíbrio, a memória e até o humor. Com o passar dos anos, os cuidados médicos também precisam ser adaptados para garantir que os idosos tenham acesso a cuidados de qualidade — que promovam não apenas o tratamento de doenças, mas também a prevenção, o bem-estar e a autonomia no dia a dia.

    No caso de idosos que moram sozinhos, a ausência de uma rede de apoio próxima pode aumentar o risco de acidentes domésticos, atrasar diagnósticos e dificultar o acesso aos serviços de saúde.

    Por isso, é fundamental que o acompanhamento médico seja contínuo e que envolva não apenas o controle de doenças crônicas, mas também a avaliação das condições de segurança, nutrição, cognição e saúde mental. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que consultas regulares são importantes?

    A terceira idade é um período em que o organismo passa por mudanças que afetam diversos sistemas, como cardiovascular, metabólico, musculoesquelético e cognitivo. Mesmo que a pessoa se sinta bem, doenças silenciosas podem se desenvolver ao longo do tempo, como hipertensão, diabetes e alterações hormonais.

    No caso de idosos que vivem sozinhos, o acompanhamento regular é ainda mais importante, porque a ausência de alguém no dia a dia que perceba pequenas mudanças (como tonturas, esquecimentos, perda de peso ou alterações de humor) pode atrasar o diagnóstico de problemas importantes. As consultas periódicas ajudam a manter o controle de doenças crônicas, ajustar medicamentos e prevenir complicações.

    Além disso, o médico pode identificar fatores de risco no ambiente doméstico, orientar sobre alimentação, sono, atividade física e uso seguro de medicamentos. O médico de família, em especial, tem uma visão ampla da saúde e consegue integrar os aspectos físicos, mentais e sociais, garantindo um cuidado completo.

    “O médico de família acompanha a trajetória de vida do paciente, integra informações sobre saúde física, mental e contexto social, e propõe cuidados individualizados. Esse vínculo fortalece a autonomia, favorece o envelhecimento ativo e promove segurança ao idoso que mora sozinho”, explica Lilian Ramaldes, médica de família e comunidade.

    Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes?

    O acompanhamento dos idosos que vivem sozinhos deve incluir consultas periódicas com diferentes especialidades, conforme o histórico e as condições de saúde de cada pessoa. Entre algumas das principais, é possível destacar:

    • Médico de família: acompanha os idosos de forma integral, coordena o cuidado, solicita exames e monitora doenças crônicas. Também avalia aspectos mentais, emocionais e sociais, propondo intervenções além da prescrição de medicamentos;
    • Geriatra: especialista que atua no processo de envelhecimento, avalia a capacidade funcional, o uso de medicamentos, o estado nutricional, a memória e o equilíbrio. Ele também orienta adaptações em casa e estratégias para prevenir quedas;
    • Cardiologista: realiza avaliações da pressão arterial, colesterol e ritmo cardíaco. O acompanhamento regular previne complicações graves, como infarto e AVC;
    • Oftalmologista e otorrinolaringologista: cuidam da visão e da audição, fundamentais para a autonomia e a segurança. Alterações nesses sentidos aumentam o risco de quedas e isolamento social;
    • Nutricionista: avalia o estado nutricional e ajusta a dieta conforme as necessidades individuais, prevenindo desnutrição e deficiências nutricionais;
    • Dentista: consultas semestrais ajudam a prevenir infecções, ajustar próteses e tratar inflamações que interferem na alimentação e na fala;
    • Psicólogo: oferece apoio emocional para lidar com perdas, solidão e mudanças na rotina, reduzindo sintomas de depressão e ansiedade.

    “Idosos que vivem sozinhos necessitam de um cuidado integral, que abranja não apenas doenças já existentes, mas também prevenção. É fundamental avaliar condições crônicas (como pressão alta e diabetes), estado nutricional, uso correto de medicamentos, além da saúde mental e do suporte social disponível”, aponta Lilian.

    Quais exames básicos de rotina não podem faltar?

    Os exames preventivos ajudam a identificar doenças logo no início, quando o tratamento é mais simples. Lilian aponta os principais:

    • Exames laboratoriais de sangue e urina;
    • Avaliação cardiovascular (como eletrocardiograma e controle da pressão arterial);
    • Controle do diabetes (glicemia e hemoglobina glicada);
    • Rastreamento de cânceres prevalentes (mama, próstata e intestino);
    • Exames de imagem, conforme indicação médica;
    • Avaliação regular da visão e da audição.

    Como o médico avalia a cognição e a saúde mental dos idosos?

    A saúde cognitiva, que inclui memória, atenção, raciocínio e linguagem, precisa de acompanhamento constante para preservar a autonomia e a capacidade de comunicação na terceira idade. Pequenas falhas de memória podem ser normais, mas quando se tornam frequentes ou interferem nas atividades diárias, precisam de avaliação.

    Durante a consulta, o médico pode aplicar testes simples que medem atenção, orientação temporal e capacidade de lembrar informações.

    “O acompanhamento da cognição pode detectar precocemente quadros de demência e garantir intervenções que preservem a qualidade de vida”, aponta Lilian.

    A saúde mental também é observada por meio de conversas sobre sono, apetite, humor e engajamento social. O isolamento é um dos maiores fatores de risco para o declínio cognitivo e deve ser enfrentado com empatia, estímulo e acompanhamento profissional.

    Com que frequência os idosos devem fazer consultas médicas?

    A periodicidade das consultas depende do estado de saúde dos idosos. Para pessoas saudáveis e independentes, recomenda-se pelo menos uma avaliação médica completa a cada seis meses.

    Já aqueles com doenças crônicas, limitações físicas ou alterações cognitivas devem ser avaliados com maior frequência, conforme orientação do profissional de saúde. Em alguns casos, o acompanhamento é mensal ou trimestral.

    Além das consultas programadas, o idoso deve procurar o médico se notar sintomas estranhos, como tonturas, perda de peso inexplicada, quedas, esquecimento acentuado, falta de apetite ou mudanças de humor.

    Quais sinais indicam que o idoso precisa de mais atenção médica?

    É importante que o médico de família esteja atento aos seguintes sinais:

    • Perda de peso não intencional;
    • Fraqueza ou fadiga constante;
    • Lentidão nos movimentos;
    • Quedas frequentes;
    • Diminuição do apetite;
    • Esquecimentos mais intensos;
    • Mudanças de humor ou isolamento.

    Esses sintomas podem indicar um quadro de fragilidade, que aumenta o risco de quedas, internações e perda de independência. O médico deve avaliar força, equilíbrio, marcha e o ambiente da casa — tapetes soltos, escadas e pouca luz são riscos que podem ser evitados com adaptações simples.

    Como prevenir quedas e acidentes em casa?

    A segurança doméstica é uma das principais preocupações para quem vive sozinho, especialmente idosos. Algumas adaptações na casa podem fazer grande diferença, como:

    • Retirar tapetes e fios soltos;
    • Instalar barras de apoio no banheiro;
    • Garantir boa iluminação em corredores e escadas;
    • Evitar calçados escorregadios;
    • Manter os objetos mais usados ao alcance das mãos.

    O médico ou fisioterapeuta pode avaliar a necessidade de exercícios específicos para equilíbrio e coordenação. A prática regular de atividades físicas é uma das formas mais eficazes de evitar quedas e preservar a autonomia.

    Veja também: Envelhecimento saudável: 6 hábitos para manter a autonomia

    Perguntas frequentes

    1. Quais vacinas são obrigatórias para pessoas com 60 anos ou mais?

    Para pessoas com 60 anos ou mais no Brasil, o calendário de vacinação do SUS inclui as vacinas contra gripe (anual), pneumocócica 23-valente, dupla adulto (difteria e tétano – dT) e hepatite B, além da febre amarela para quem vive em áreas endêmicas.

    Também existem vacinas recomendadas, mas disponíveis apenas na rede privada, como as de herpes zóster e vírus sincicial respiratório (VSR). É importante manter o cartão de vacinação atualizado, respeitando reforços e complementos indicados.

    2. Como deve ser a alimentação ideal para idosos que vivem sozinhos?

    A alimentação na terceira idade precisa ser variada, equilibrada e adaptada às necessidades individuais. À medida que o metabolismo desacelera e o apetite diminui, é comum a ingestão de nutrientes cair — o que pode levar à perda de massa muscular, fraqueza e deficiências vitamínicas.

    O ideal é manter refeições leves, distribuídas ao longo do dia, com boa presença de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, proteínas magras e laticínios. Quanto mais colorido o prato, melhor!

    Já os alimentos ultraprocessados, ricos em sal e gordura saturada, devem ser evitados. E não se deve esquecer da hidratação: o idoso deve beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.

    3. Os idosos precisam tomar vacina contra a febre amarela?

    Sim, mas com cautela. A vacina contra a febre amarela é recomendada para idosos acima de 60 anos que não foram vacinados, mas apenas após avaliação médica, pois a vacina contém vírus vivo atenuado e pode, em alguns casos, causar reações adversas.

    4. Quais atividades físicas são mais indicadas para idosos que vivem sozinhos?

    Para quem vive sozinho, os exercícios físicos ajudam não apenas na mobilidade e equilíbrio, mas também na saúde emocional e social. Caminhadas leves, alongamentos, hidroginástica, yoga e musculação supervisionada estão entre as atividades mais recomendadas nessa fase da vida.

    O ideal é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, divididos em sessões curtas e regulares. Exercícios de força também ajudam a preservar a massa muscular e evitar quedas.

    5. O que fazer para evitar doenças crônicas?

    A prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, envolve a prática de exercícios, alimentação saudável, controle de peso, abandono do tabagismo e moderação no consumo de álcool. O acompanhamento médico regular também reduz complicações como infarto e AVC.

    6. Como identificar os primeiros sinais de perda de memória?

    Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento, mas é importante observar mudanças mais marcantes, como repetir perguntas com frequência, esquecer compromissos recentes, perder-se em locais familiares ou apresentar dificuldade para realizar tarefas do dia a dia.

    Esses sinais podem indicar um comprometimento cognitivo leve ou o início de demência. O diagnóstico precoce, realizado pelo médico de família ou geriatra, permite planejar o tratamento e adotar estratégias que retardam a progressão dos sintomas.

    Para manter o cérebro ativo, o idoso pode investir em leitura, jogos de raciocínio, conversas e aprendizado de novas habilidades — ótimas formas de socializar e fortalecer as conexões neurais.

    Veja mais: Médico de família e clínico geral: conheça as diferenças

  • Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    A colonoscopia é um dos exames mais importantes para cuidar da saúde intestinal. Por meio de um tubo fino e flexível com uma microcâmera na ponta — o colonoscópio —, o médico consegue observar o interior do intestino grosso e, em alguns casos, a parte final do intestino delgado.

    Além de diagnosticar doenças, o exame também permite tratar pequenas lesões, como pólipos e sangramentos, no mesmo procedimento. Por isso, é considerado o método mais completo e eficaz para prevenir o câncer colorretal.

    O que é a colonoscopia

    A colonoscopia é um exame endoscópico que permite visualizar o cólon e o reto em tempo real. O médico introduz o colonoscópio pelo ânus e o conduz cuidadosamente pelo intestino grosso, registrando imagens detalhadas da mucosa intestinal.

    Durante o exame, é possível observar inflamações, úlceras, pólipos, tumores e outras alterações. Também podem ser feitas biópsias (pequenas amostras de tecido) e até procedimentos terapêuticos, como a retirada de pólipos.

    Preparação para o exame

    A preparação é fundamental para garantir que o exame seja preciso e seguro. Ela consiste principalmente em limpar completamente o intestino, para que o médico tenha boa visibilidade.

    Cuidados principais

    • Dieta: dois dias antes, prefira alimentos leves e de fácil digestão. Na véspera, adote líquidos claros como caldos, sucos coados, gelatina e água;
    • Laxantes: o médico pode indicar laxativos específicos para auxiliar na limpeza intestinal;
    • Medicações: pacientes que usam anticoagulantes, antidiabéticos ou remédios contínuos devem informar o médico, pois alguns precisam ser suspensos temporariamente;
    • Jejum: normalmente de 8 a 12 horas antes do exame;
    • Acompanhante: o exame é feito sob sedação, portanto é obrigatório ir acompanhado.

    Como o exame é feito

    O paciente é deitado de lado e recebe uma sedação leve ou moderada por via venosa, que o deixa relaxado e sem dor. O colonoscópio é introduzido com cuidado pelo ânus e percorre todo o intestino grosso, transmitindo imagens em alta definição.

    Durante o exame, o médico pode:

    • Visualizar o revestimento interno do intestino;
    • Fazer biópsias;
    • Remover pólipos;
    • Tratar pequenos sangramentos.

    O procedimento dura de 20 a 40 minutos e, em geral, causa apenas leve desconforto abdominal, que desaparece rapidamente.

    Quando a colonoscopia é indicada

    A colonoscopia é indicada tanto para investigação de sintomas quanto para rastreamento preventivo.

    Investigação de sintomas

    • Sangue nas fezes ou sangramento anal;
    • Dor ou cólica abdominal persistente;
    • Diarreia crônica ou constipação prolongada;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia sem causa aparente;
    • Diagnóstico e acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa e doença de Crohn).

    Rastreamento e prevenção

    • Prevenção do câncer colorretal, geralmente a partir dos 45 ou 50 anos;
    • Histórico familiar de câncer de cólon ou pólipos intestinais;
    • Seguimento de câncer colorretal após o tratamento.

    Colonoscopia terapêutica

    A colonoscopia não serve apenas para diagnosticar — ela também pode tratar durante o mesmo exame.

    Entre as intervenções mais comuns estão:

    • Retirada de pólipos (polipectomia);
    • Cauterização de pequenos sangramentos;
    • Dilatação de áreas estreitadas (estenoses);
    • Remoção de corpos estranhos.

    Esses procedimentos evitam cirurgias e ajudam a prevenir complicações futuras.

    Contraindicações

    Embora seja um exame seguro, a colonoscopia não deve ser feita em casos de:

    • Perfuração intestinal suspeita ou confirmada;
    • Diverticulite aguda;
    • Colite fulminante;
    • Ausência de consentimento do paciente.

    Possíveis complicações

    As complicações são raras, mas podem incluir:

    • Sangramento leve, após biópsia ou retirada de pólipo;
    • Reações à sedação, como queda de pressão ou sonolência prolongada;
    • Perfuração intestinal (rara);
    • Desconforto abdominal ou gases, que costumam passar em poucas horas.

    Recuperação após o exame

    Após a colonoscopia, o paciente permanece em observação até acordar completamente da sedação.

    As principais recomendações incluem:

    • Ir para casa acompanhado;
    • Evitar dirigir, trabalhar ou operar máquinas no mesmo dia;
    • Procurar atendimento médico se houver dor intensa, febre ou sangramento.

    Importância da colonoscopia

    A colonoscopia é o método mais eficaz para prevenir o câncer de intestino, pois permite detectar e remover lesões antes que se tornem malignas. Com preparo adequado e equipe especializada, o exame é seguro, rápido e salva vidas.

    Leia mais: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

    Perguntas frequentes sobre colonoscopia

    1. O que é colonoscopia?

    É um exame que permite visualizar o interior do intestino grosso por meio de uma câmera acoplada a um tubo fino e flexível.

    2. A colonoscopia dói?

    Não. O exame é feito sob sedação, e o paciente não sente dor.

    3. Quando devo fazer a colonoscopia?

    A partir dos 45 a 50 anos, como exame preventivo. Também é indicada para investigar sintomas intestinais.

    4. Preciso fazer dieta antes?

    Sim. É necessário seguir uma dieta leve nos dias anteriores e adotar líquidos claros na véspera.

    5. Quanto tempo dura o exame?

    De 20 a 40 minutos, em média.

    6. Quais são os riscos?

    As complicações são raras, mas podem incluir sangramento leve e, muito raramente, perfuração intestinal.

    7. A colonoscopia pode prevenir o câncer de intestino?

    Sim. O exame detecta e remove pólipos antes que evoluam para câncer, sendo o principal método de prevenção.

    Confira: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

  • Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

    Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

    Indispensável, a vitamina B6, também chamada de piridoxina, é uma das vitaminas que fazem o corpo funcionar em harmonia. Ela atua no cérebro, ajuda na produção de neurotransmissores, que são as substâncias que regulam o humor e o sono, e participa de reações que ajudam o corpo a obter energia a partir dos alimentos.

    Mesmo em pequenas quantidades, sua presença é muito importante. A deficiência pode causar sintomas como irritabilidade, fadiga, queda de imunidade e até problemas de pele. Por outro lado, manter bons níveis de vitamina B6 ajuda no equilíbrio físico e mental.

    O que é a vitamina B6

    A vitamina B6 é uma vitamina hidrossolúvel do grupo B, o que significa que não é armazenada em grandes quantidades no corpo e precisa ser obtida diariamente pela alimentação. Ela participa de mais de 100 reações químicas diferentes no organismo, com destaque para:

    • Metabolismo das proteínas e aminoácidos: ajuda o corpo a aproveitar melhor os alimentos;
    • Produção de neurotransmissores: serotonina, dopamina e GABA, que influenciam o humor, o sono e a concentração;
    • Síntese da hemoglobina: proteína que transporta oxigênio no sangue;
    • Sistema imunológico: ajuda na função imunológica.

    Para que serve a vitamina B6

    A piridoxina é importante para vários sistemas do corpo:

    • Função cerebral e emocional: ajuda na produção de serotonina e dopamina, que controlam o humor e a ansiedade;
    • Metabolismo energético: transforma proteínas, gorduras e carboidratos em energia;
    • Saúde do sangue: importante para a formação da hemoglobina;
    • Sistema imunológico: ajuda nas defesas naturais do organismo.

    Sinais de deficiência

    A carência de vitamina B6 não é comum, mas pode acontecer em dietas muito restritivas, alcoolismo ou uso prolongado de certos medicamentos, como anticonvulsivantes.

    Os principais sintomas são:

    • Fadiga e fraqueza;
    • Irritabilidade, ansiedade ou alterações de humor;
    • Feridas nos cantos da boca e rachaduras nos lábios;
    • Dermatite ou descamação da pele;
    • Dificuldade de concentração;
    • Formigamento nas mãos e pés (neuropatia periférica).

    Fontes alimentares de vitamina B6

    A piridoxina está presente em diversos alimentos, tanto de origem animal quanto vegetal. Boas fontes são:

    • Carnes magras: frango, porco, fígado;
    • Peixes: atum, salmão, sardinha;
    • Grãos integrais: aveia, arroz integral;
    • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico;
    • Frutas: banana, abacate, melancia;
    • Nozes e sementes.

    Por ser solúvel em água, parte da vitamina pode ser perdida no cozimento. Variar as fontes e preferir preparações menos prolongadas ajuda a manter o aporte.

    Quanto consumir por dia

    As necessidades diárias variam de acordo com idade e sexo, mas, para adultos saudáveis em geral, a recomendação gira em torno de 1,3 a 1,7 mg/dia. Gestantes e lactantes têm necessidade ligeiramente maior.

    Como o corpo não armazena a vitamina B6, é importante mantê-la presente na alimentação todos os dias.

    Suplementação: quando é necessária

    A suplementação deve ser feita apenas sob orientação médica. Pode ser indicada em casos de:

    • Deficiência comprovada;
    • Uso prolongado de medicamentos que reduzem seus níveis;
    • Gravidez e lactação, quando há aumento da necessidade;
    • Transtornos do metabolismo ou condições neurológicas específicas.

    O excesso de suplementação pode causar formigamentos e danos nos nervos, por isso é importante não ultrapassar a dose recomendada.

    Veja também: O que acontece no corpo quando falta vitamina A

    Perguntas frequentes sobre vitamina B6

    1. Vitamina B6 e piridoxina são a mesma coisa?

    Sim. Piridoxina é o nome químico da vitamina B6, usada em suplementos e alimentos fortificados.

    2. A vitamina B6 melhora o humor?

    Sim. Ela ajuda na produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e dopamina.

    3. É possível ter excesso de vitamina B6?

    Sim, mas apenas com suplementação em altas doses. O excesso pode causar formigamento e danos nervosos.

    4. Vegetarianos precisam se preocupar com a B6?

    Não necessariamente, pois ela está presente em leguminosas, cereais integrais, banana e abacate — mas é importante manter variedade na dieta.

    5. B6 ajuda na imunidade?

    Sim, pois a vitamina B6 é necessária para a síntese de linfócitos e anticorpos, que fortalecem a resposta imune.

    Veja mais: Vitamina B3: o que essa vitamina faz pelo seu corpo

  • Como aferir a pressão arterial em casa? Cardiologista explica

    Como aferir a pressão arterial em casa? Cardiologista explica

    A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil. De acordo com a pesquisa Vigitel 2023, ela afeta cerca de 27,9% da população adulta brasileira — e muitas pessoas sequer percebem que têm o problema. Isso acontece porque, em muitos casos, a pressão alta não causa sintomas perceptíveis, evoluindo de forma silenciosa por anos até provocar complicações mais sérias.

    Nesse contexto, aliado ao acompanhamento médico regular, aferir a pressão arterial em casa é uma das formas mais eficazes de monitorar a saúde, além de ajudar a compreender como o corpo reage em diferentes situações do dia a dia, como momentos de estresse, descanso, sono ou após o consumo de café e sal.

    Conversamos com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, desde a escolha do aparelho até a forma correta de aferir a pressão em casa.

    Por que devemos medir a pressão arterial em casa?

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia para todo o corpo.

    Quando a pressão está muito alta, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, o que, com o tempo, pode danificar os vasos sanguíneos e sobrecarregar o coração, os rins e o cérebro. Se a elevação é constante, caracteriza-se a hipertensão arterial, uma condição que aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca — mesmo sem sintomas aparentes.

    Portanto, medir a pressão arterial em casa ajuda a identificar alterações antes que causem problemas graves para a saúde e, segundo Giovanni, “permite acompanhar a pressão em diferentes momentos do dia, o que dá uma visão mais real da saúde cardiovascular e ajuda no ajuste do tratamento.”

    Ela também ajuda a evitar o “efeito do jaleco branco”, de acordo com o cardiologista, um fenômeno em que a pressão arterial da pessoa sobe momentaneamente quando ela é medida no consultório médico ou em um ambiente hospitalar.

    Normalmente, isso acontece porque algumas pessoas ficam ansiosas ou tensas na presença do profissional de saúde, do ambiente clínico ou do próprio ato de medir a pressão. A reação faz o corpo liberar adrenalina e outros hormônios do estresse, que aumentam temporariamente a frequência cardíaca e a pressão.

    Qual o melhor aparelho para medir a pressão em casa?

    Os aparelhos digitais automáticos de braço são os mais confiáveis para medir a pressão arterial em casa, orienta Giovanni. Eles oferecem resultados precisos, são fáceis de usar e não exigem nenhum treinamento técnico.

    Existem também os modelos de pulso, que são mais portáteis e leves. No entanto, eles podem sofrer interferências, principalmente se o braço não estiver apoiado corretamente na altura do coração, e por isso devem ser utilizados apenas quando não for possível medir no braço — como em pessoas com circunferência de braço muito grande ou limitações de movimento.

    Independentemente do tipo escolhido, é fundamental que o equipamento tenha certificação e seja validado por sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) ou entidades internacionais equivalentes. Isso garante que o aparelho passou por testes de precisão e qualidade.

    Também vale lembrar que o manguito (braçadeira) deve ser adequado ao tamanho do braço, cobrindo cerca de 80% da circunferência, pois tamanhos inadequados alteram o resultado da medição.

    Como medir a pressão arterial em casa?

    É bastante simples medir a pressão em casa, mas você deve ter alguns cuidados para que a leitura seja correta.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto orienta que, antes da medição, é importante descansar por pelo menos 5 minutos em ambiente tranquilo. Evite fazer o teste logo após esforço físico, café, cigarro, bebidas alcoólicas ou refeições — pois isso pode alterar os valores temporariamente.

    Depois, siga o seguinte passo a passo:

    • Sente-se corretamente: fique sentado, com as costas apoiadas, pés no chão (sem cruzar as pernas) e o braço apoiado na altura do coração. O manguito deve estar ajustado cerca de 2 a 3 cm acima do cotovelo, com o tubo voltado para baixo;
    • Fique em silêncio e imóvel: durante a medição, não fale, não se mova e não mexa o braço, pois pequenas distrações podem alterar a pressão momentaneamente e comprometer a leitura;
    • Repita a aferição: faça duas ou três medições, com intervalo de 1 minuto entre elas. Depois, calcule a média das leituras — ela representa o valor mais fiel da sua pressão;
    • Anote os resultados: registre as medições em um caderno, planilha ou aplicativo e leve o histórico às consultas médicas. Assim, o profissional poderá avaliar as variações e ajustar o tratamento, se necessário.

    Existe um horário do dia melhor para medir a pressão?

    O ideal é medir a pressão arterial sempre nos mesmos horários, para garantir comparações confiáveis entre as medições. Os momentos mais indicados são pela manhã, antes do café da manhã e antes de tomar qualquer medicamento, e à noite, antes de dormir e após alguns minutos de descanso.

    Medir nesses períodos ajuda a observar como a pressão se comporta ao longo do dia e a identificar variações que possam indicar hipertensão ou hipotensão.

    Valores de referência

    Veja abaixo os valores médios recomendados conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2023):

    Classificação Pressão arterial sistólica (mmHg) Pressão arterial diastólica (mmHg)
    Normal Menor que 120 Menor que 80
    Pré-hipertensão 120 – 139 80 – 89
    Hipertensão arterial estágio 1 140 – 159 90 – 99
    Hipertensão arterial estágio 2 160 – 179 100 – 109
    Hipertensão arterial estágio 3 180 ou mais 110 ou mais

    De acordo com a nova diretriz brasileira de hipertensão arterial, os valores de 12 por 8 (120/80 mmHg) até 13,9 por 8,9 (139/89 mmHg) passam a ser classificados como pré-hipertensão, uma condição que exige atenção e acompanhamento médico, embora o tratamento medicamentoso normalmente não seja o primeiro passo.

    A meta de tratamento para pessoas hipertensas também foi endurecida, passando a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg).

    É importante lembrar que uma medida isolada alta não confirma o diagnóstico de hipertensão. O ideal é observar os valores ao longo de dias diferentes, em condições semelhantes, e discutir os resultados com o médico.

    Quando procurar um médico?

    A aferição em casa não substitui o acompanhamento médico, mas ajuda a identificar quando algo está fora do esperado. Giovanni orienta procurar atendimento de urgência se a pressão estiver persistentemente acima de 180/110 mmHg ou se vier acompanhada de sintomas como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Visão turva;
    • Fraqueza em um lado do corpo;
    • Dor de cabeça súbita e intensa.

    Esses sinais podem indicar crise hipertensiva, uma emergência que exige avaliação médica rápida.

    É possível usar smartwatch ou aplicativo para medir a pressão?

    Os relógios inteligentes e aplicativos de celular podem ser bastante úteis no acompanhamento do estilo de vida, mas Giovanni aponta que eles não substituem os aparelhos validados de braço.

    Esses dispositivos estimam a pressão por sensores ópticos e algoritmos, o que pode gerar variações consideráveis. Até o momento, nenhum smartwatch é considerado confiável para diagnóstico ou controle médico da hipertensão.

    “Para diagnóstico e acompanhamento confiável, apenas aparelhos aprovados por órgãos de saúde devem ser usados”, orienta o cardiologista.

    Cuidados contínuos para controlar a pressão arterial

    No dia a dia, tanto para pessoas com diagnóstico de hipertensão quanto para aquelas que não têm a condição, alguns hábitos simples ajudam a fortalecer o sistema cardiovascular e manter o equilíbrio entre corpo e mente — contribuindo para o controle da pressão arterial. Entre os principais, podemos destacar:

    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais — alimentos in natura fornecem potássio, magnésio e fibras, nutrientes que ajudam a regular a pressão;
    • Reduzir o consumo de sal, embutidos, molhos prontos e ultraprocessados — o excesso de sódio retém líquidos e aumenta o volume de sangue circulante, elevando a pressão;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, ciclismo, natação ou musculação leve — o exercício melhora a circulação e fortalece o coração;
    • Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool, que prejudicam os vasos sanguíneos e elevam a pressão arterial com o tempo;
    • Dormir bem e controlar o estresse, pois noites mal dormidas e tensão emocional constante aumentam a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que podem elevar a pressão.

    Confira: 12×8 já não é normal: nova diretriz muda o que entendemos por pressão alta

    Perguntas frequentes

    1. O que é hipertensão arterial?

    A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que o sangue exerce uma força maior do que o normal contra as paredes das artérias. A pressão elevada faz o coração trabalhar mais intensamente para bombear o sangue e, com o tempo, pode causar danos aos vasos sanguíneos, coração, cérebro, rins e olhos.

    O problema é que a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram o diagnóstico após anos de alterações. Por isso, o controle e a medição regular são fundamentais para a prevenção de complicações.

    2. Quais são os sintomas da pressão alta?

    A pressão alta normalmente não causa sintomas aparentes, mas algumas pessoas podem apresentar sinais quando a pressão sobe demais, como:

    • Dores no peito;
    • Dor de cabeça;
    • Tonturas;
    • Zumbido no ouvido;
    • Fraqueza;
    • Visão embaçada;
    • Sangramento nasal.

    O ideal é não esperar sentir nada para medir a pressão, já que o corpo pode se adaptar aos valores altos e mascarar os sintomas.

    3. O que é a pré-hipertensão?

    A pré-hipertensão é uma fase intermediária entre a pressão normal e a pressão alta. De acordo com a nova diretriz brasileira, valores entre 120–139 mmHg (sistólica) e/ou 80–89 mmHg (diastólica) indicam atenção e risco aumentado de evolução para hipertensão.

    Nessa fase, normalmente não há necessidade de medicamentos, mas o médico orienta mudanças de hábitos, como reduzir o sal, praticar exercícios e controlar o estresse, para evitar que o quadro evolua. É o momento ideal para agir e prevenir complicações futuras.

    4. A alimentação pode influenciar a pressão arterial?

    Sim, e muito! O consumo excessivo de sal é um dos principais fatores que favorecem a pressão alta, pois o sódio retém líquidos e aumenta o volume de sangue circulante. O ideal é reduzir o sal do preparo dos alimentos e evitar produtos ultraprocessados — que costumam ter alto teor de sódio escondido.

    Por outro lado, frutas, verduras, legumes e grãos integrais ajudam a controlar a pressão por serem ricos em potássio, magnésio e fibras. Beber bastante água, evitar álcool em excesso e manter o peso corporal adequado também são atitudes que fazem a diferença.

    5. Quais são os riscos de não tratar a hipertensão?

    Com o tempo, a pressão elevada danifica as artérias e reduz o fluxo de sangue para órgãos vitais, o que aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e perda de visão. Além disso, a hipertensão acelera o envelhecimento dos vasos e prejudica a memória e a concentração. Mesmo sem sintomas, o corpo está sendo afetado lentamente.

    6. O que fazer em caso de crise hipertensiva?

    Uma crise hipertensiva ocorre quando a pressão atinge valores muito altos, geralmente acima de 180/110 mmHg, e pode vir acompanhada de dor no peito, falta de ar, visão turva, dor de cabeça intensa ou fraqueza em um lado do corpo.

    Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico imediato. Tentar resolver o problema em casa, tomando remédios por conta própria, pode agravar a situação. Após o controle da crise, o médico investigará as causas e ajustará o tratamento.

    Veja também: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

  • Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes 

    Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes 

    Assim como muitas outras, a vitamina K é também muito importante para o organismo. E não é à toa: ela é indispensável para que o sangue coagule corretamente, o que evita sangramentos excessivos, e também ajuda o corpo a manter os ossos saudáveis. Sem ela, pequenas feridas podem demorar a cicatrizar, e o risco de fraturas pode aumentar.

    Presente em alimentos simples, como folhas verdes e alguns óleos vegetais, essa vitamina também é produzida em parte pelas bactérias intestinais. Apesar disso, nem sempre o corpo consegue obtê-la nas quantidades ideais.

    O que é a vitamina K

    A vitamina K é um grupo de compostos lipossolúveis que exercem funções muito importantes no corpo.

    Os tipos mais estudados são:

    • Vitamina K1 (filoquinona): encontrada em plantas verdes, especialmente folhas escuras.
    • Vitamina K2 (menaquinonas, como MK-4, MK-7, etc.): encontrada em alimentos fermentados, em alguns produtos animais e também produzida por bactérias intestinais.

    Apesar de ambas serem vitamina K, os subtipos K1 e K2 podem ter diferenças em absorção, distribuição no corpo e funções extras além da coagulação.

    Funções principais da vitamina K

    1. Coagulação do sangue

    A função mais conhecida da vitamina K é ajudar o sangue a coagular, ou seja, a formar aquela “casquinha” natural que impede um corte de sangrar demais. Ela ativa proteínas que fazem o sangue fechar o ferimento e interromper o sangramento.

    Quando falta vitamina K, esse mecanismo não funciona direito. Pequenos machucados podem demorar mais para estancar e, em casos graves, o risco de sangramentos aumenta.

    No organismo, a vitamina K é parte importante da produção de vários fatores de coagulação, que são substâncias presentes no fígado que tornam esse processo possível.

    2. Saúde óssea e metabolismo do cálcio

    Nos ossos e nos tecidos conectivos, a vitamina K também participa da ativação de proteínas que regulam o uso do cálcio — ou seja, ajuda que o cálcio vá para onde é necessário, nos ossos, e não acabe depositado em locais indesejados, como as artérias.

    Níveis corretos de vitamina K estão associados a um osso mais saudável e menor risco de fraturas.

    Causas e fatores de risco para deficiência de vitamina K

    A deficiência de vitamina K não é tão comum em pessoas saudáveis, mas pode ocorrer em certas situações.

    Alguns fatores de risco são:

    • Problemas no intestino, que dificultam a absorção das gorduras dos alimentos e, junto com elas, da vitamina K;
    • Uso prolongado de antibióticos, que pode eliminar as bactérias boas do intestino — são elas que ajudam a produzir uma parte da vitamina K2;
    • Alimentação pobre em verduras e legumes verdes, como couve, brócolis e espinafre, que são as principais fontes da vitamina;
    • Doenças no fígado, já que esse órgão precisa estar saudável para usar a vitamina e produzir substâncias que ajudam o sangue a coagular;
    • Uso de certos remédios anticoagulantes (como a varfarina), que interferem no efeito da vitamina K e exigem acompanhamento médico;
    • Recém-nascidos, porque ainda não têm as bactérias do intestino totalmente formadas. Por isso, logo após o parto, o bebê recebe uma injeção de vitamina K para evitar sangramentos.

    Quando há falta de vitamina K, alguns sinais que podem aparecer são: sangramentos frequentes (hematomas, sangramento nas gengivas, sangramentos prolongados) e elevação do tempo de coagulação nos exames de sangue.

    Fontes alimentares de vitamina K

    É possível conseguir boa parte da vitamina K por meio da alimentação. Aqui vão algumas fontes importantes:

    • Vegetais verdes escuros: couve, espinafre, brócolis, agrião, rúcula;
    • Óleos vegetais: óleo de soja, óleo de canola;
    • Alimentos fermentados ou fermento natural: natto (soja fermentada — especialmente rico em K2) e certos queijos maturados;
    • Fígado e algumas carnes: principalmente fontes de K2;
    • Ovos e laticínios integrais: em menor grau.

    A parte que o corpo consegue absorver varia conforme o tipo de vitamina K, o alimento e o contexto da dieta.

    Como saber se está recebendo o suficiente

    Não existe um exame de sangue comum que mostre exatamente quanto de vitamina K a pessoa tem no corpo. Mas o médico pode desconfiar da falta da vitamina ao observar alguns sinais e exames.

    Quando o sangue demora mais para coagular, isso pode aparecer nos exames de coagulação. O profissional também avalia se a pessoa tem sangramentos frequentes, manchas roxas que surgem com facilidade ou alimentação pobre em verduras.

    Em alguns casos, pode ser necessário investigar mais a fundo, mas quase sempre uma boa alimentação é o suficiente para manter os níveis adequados.

    Suplementação e tratamento

    Se for identificada deficiência ou risco alto, o médico ou nutricionista pode recomendar suplementação ou ajustes na dieta. Algumas observações importantes:

    • Suplementos de vitamina K podem ter formas K1 ou K2 — a escolha depende do objetivo e do perfil da pessoa;
    • A dose e a forma ideal ainda são objeto de estudo para muitos usos, especialmente para ossos;
    • Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes devem ter acompanhamento rigoroso, pois a vitamina K pode interferir no efeito desses medicamentos;
    • A suplementação não substitui uma dieta saudável e balanceada;
    • Em alguns casos específicos (por exemplo, em recém-nascidos), administra-se injeção de vitamina K para prevenir hemorragias.

    Cuidados e riscos

    A vitamina K dos alimentos é segura e não faz mal, mesmo quando consumida todos os dias. O problema pode aparecer quando alguém toma suplementos por conta própria, em doses altas, ou mistura com remédios anticoagulantes sem orientação médica.

    Quem tem problemas no fígado ou já teve reações alérgicas deve conversar com o médico antes de usar qualquer tipo de suplemento. E atenção: nunca pare nem mude o uso de remédios que afinam o sangue (como varfarina) sem falar com o profissional que acompanha seu tratamento.

    Quando procurar um médico ou nutricionista

    Procure orientação profissional se você:

    • Tiver sangramentos fora do normal, como nariz sangrando, gengivas que sangram com facilidade ou manchas roxas que aparecem do nada;
    • Sofrer de ossos fracos ou já tiver tido diagnóstico de osteopenia ou osteoporose;
    • Usar remédios anticoagulantes e tiver dúvidas sobre o que pode comer;
    • Ou perceber sinais de má alimentação, como fraqueza e cansaço sem motivo.

    Confira: O que acontece no corpo quando falta vitamina A

    Perguntas frequentes sobre a vitamina K

    1. Posso exagerar na dose de vitamina K?

    A vitamina K que vem dos alimentos não faz mal. O cuidado deve ser com suplementos em excesso, que podem atrapalhar o efeito de remédios anticoagulantes.

    2. Quem usa anticoagulante pode comer alimentos ricos em vitamina K?

    Pode sim, mas é importante manter uma alimentação equilibrada e constante. Comer demais ou de menos de uma vez pode atrapalhar o controle da medicação.

    3. Qual a quantidade ideal por dia?

    A necessidade varia de pessoa para pessoa, mas os especialistas recomendam cerca de 90 a 120 microgramas por dia para adultos saudáveis. Isso pode ser alcançado com uma boa alimentação.

    4. A vitamina K ajuda a evitar fraturas?

    Alguns estudos mostram que sim, que ela pode fortalecer os ossos e reduzir o risco de fraturas, mas os cientistas ainda pesquisam mais sobre isso.

    5. Grávidas e mulheres que amamentam podem tomar vitamina K?

    Sim, a vitamina K é importante nessas fases. Mas qualquer suplemento deve ser indicado pelo médico, para garantir a dose certa e a segurança da mãe e do bebê.

    6. Dá para conseguir vitamina K só com a alimentação?

    Na maioria das vezes, sim. Comer verduras de folhas verdes, brócolis, couve e alimentos fermentados costuma trazer a vitamina que o corpo precisa.

    Leia mais: Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

  • Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo 

    Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo 

    O ferro é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do organismo. Ele é essencial para a produção das células do sangue, transporte de oxigênio e até metabolismo cerebral. Quando está em falta, o corpo sofre uma série de consequências, como cansaço, fraqueza e queda de desempenho físico e mental.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum do mundo e afeta principalmente mulheres em idade fértil, gestantes e crianças pequenas. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a anemia ferropriva, causada pela falta de ferro, tem prevalência de 50% em crianças menores de cinco anos.

    O que é o ferro e por que ele é essencial

    O ferro é um mineral essencial que o corpo humano não consegue produzir sozinho e, por isso, precisa ser obtido pela alimentação.

    A principal função do ferro é formar a hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos que transporta o oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.

    Além disso, o ferro:

    • Faz parte da produção de energia nas células;
    • Age na função muscular e no desenvolvimento cerebral;
    • É importante para o funcionamento correto do sistema imunológico;
    • É essencial durante o crescimento, gestação e lactação.

    O que acontece quando o ferro está baixo

    A deficiência de ferro reduz a produção de hemoglobina e, consequentemente, a oxigenação dos tecidos. O resultado é a anemia ferropriva, que se manifesta com sintomas como:

    • Cansaço constante e falta de energia;
    • Palidez;
    • Tontura e dor de cabeça;
    • Queda de cabelo e unhas fracas;
    • Falta de ar;
    • Dificuldade de concentração e aprendizado.

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que, em crianças, a falta de ferro pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e motor. Já em adultos, a carência está associada à queda de produtividade e à maior suscetibilidade a infecções.

    Quais são as principais causas da deficiência de ferro

    Os motivos mais comuns para a falta de ferro são:

    • Alimentação pobre em ferro ou com baixa absorção;
    • Perdas de sangue por conta de menstruação intensa, úlceras, hemorroidas ou cirurgias;
    • Gestação, em decorrência do aumento da necessidade do mineral;
    • Doenças intestinais que prejudicam a absorção, como doença celíaca e gastrite atrófica;
    • Dietas restritivas sem acompanhamento nutricional.

    Alimentos ricos em ferro

    O ferro pode ser encontrado em alimentos de origem animal e vegetal.

    • Fontes animais (ferro heme): carne vermelha, fígado, frango, peixe e frutos do mar — é o tipo mais facilmente absorvido pelo corpo;
    • Fontes vegetais (ferro não heme): feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, espinafre, couve e cereais integrais.

    O ferro heme, de origem animal, costuma ter uma biodisponibilidade maior, ou seja, é mais bem aproveitado pelo organismo.

    Para melhorar a absorção do ferro vegetal (ferro não heme), é importante consumir alimentos ricos em vitamina C, como laranja, acerola, kiwi e morango, junto das refeições.

    Excesso de ferro: também faz mal

    Assim como a falta, o excesso de ferro pode causar problemas. A sobrecarga pode acontecer em pessoas que fazem suplementação sem orientação médica ou têm doenças como hemocromatose, que causam acúmulo do mineral no fígado e em outros órgãos.

    O excesso de ferro pode provocar:

    • Danos no fígado;
    • Alterações hormonais;
    • Problemas no pâncreas e no coração.

    Por isso, a suplementação deve ser feita apenas com prescrição médica, após avaliação com exame de sangue.

    Como manter bons níveis de ferro no corpo

    • Tenha uma alimentação variada e equilibrada;
    • Combine alimentos ricos em ferro com fontes de vitamina C;
    • Evite exagerar no consumo de café e chá preto junto às refeições, pois eles reduzem a absorção de ferro;
    • Gestantes, lactantes e crianças devem fazer acompanhamento médico ou nutricional regular;
    • Em caso de sintomas de anemia, procure orientação profissional antes de usar suplementos.

    Veja mais: Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    Perguntas frequentes sobre o ferro

    1. Qual é a principal função do ferro no corpo?

    O ferro é essencial para formar a hemoglobina, proteína que transporta o oxigênio no sangue. Sem ele, o corpo fica sem energia e as células não funcionam bem. Em longo prazo, essa falta pode ser perigosa.

    2. Quais são os sintomas da falta de ferro?

    Cansaço, fraqueza, palidez, falta de ar, tontura, unhas frágeis e queda de cabelo são sinais comuns de deficiência.

    3. Quem precisa de mais ferro?

    Crianças, adolescentes, gestantes e mulheres com menstruação intensa têm maior necessidade do mineral.

    4. É verdade que o ferro da carne é melhor que o do feijão?

    Sim. O ferro da carne (ferro heme) é absorvido mais facilmente pelo corpo do que o ferro vegetal (não heme).

    5. Posso tomar suplemento de ferro por conta própria?

    Não. O excesso de ferro pode ser tóxico. A suplementação deve ser feita apenas com orientação médica e após exames.

    6. Como aumentar a absorção do ferro dos vegetais?

    Basta combinar com alimentos ricos em vitamina C, por exemplo, feijão com laranja ou couve com limão.

    7. Café e chá atrapalham a absorção do ferro?

    Sim. As substâncias taninos e cafeína reduzem a absorção. Por isso, evite essas bebidas junto às principais refeições.

    Leia também: Anemia carencial: o que acontece quando faltam nutrientes no sangue

  • Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue 

    Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue 

    Quando pensamos em combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, imaginamos grandes poças de água ou pneus abandonados. Mas a verdade é que muitos dos criadouros da dengue estão bem ao nosso alcance, em quintais, vasos, caixas d’água ou pratos de plantas.

    De acordo com o Ministério da Saúde, esse mosquito é doméstico, ou seja, vive dentro ou ao redor de residências ou ambientes frequentados por pessoas. Com isso em mente, adotar uma rotina de inspeção e eliminação de focos vira uma das armas mais poderosas que temos em casa.

    Neste texto, mostramos 7 lugares que você deve checar com frequência, explicamos como o mosquito da dengue se adapta ao ambiente urbano e por que uma pequena poça já basta para dar início a uma nova geração de mosquitos e finalizamos com uma rotina semanal simples, fácil de fazer por qualquer morador. Vamos lá!

    7 lugares que o mosquito da dengue gosta e todo mundo esquece de olhar

    1. Pratos de vaso de plantas

    Se o prato acumula água, vira hotel para ovos e larvas do mosquito da dengue. Mas não é preciso se desfazer das plantas, basta colocar areia no prato ou virá-lo quando não estiver usando. E, claro, toda semana lave-o bem.

    2. Calhas e lajes planas

    Água que fica empoçada por horas ou dias é prato cheio para o mosquito se reproduzir. Escove com sabão ou limpe semanalmente.

    3. Caixas d’água, tonéis e barris com tampa solta ou filtro danificado

    Se esses recipientes não estiverem bem tampados, viram facilmente criadouros da dengue. Verifique-os toda semana para impedir que o mosquito se reproduza.

    4. Bebedouros de animais

    Esses parecem inofensivos, mas água limpa e parada é o prato cheio para o Aedes aegypti. Não basta só trocar a água, é preciso lavar os recipientes toda semana, esfregando-os bem.

    5. Embalagens plásticas, latas ou garrafas vazias em quintais ou jardins

    Com chuva ou um pouco de água deixada, já servem de criadouros da dengue.

    6. Piscinas pouco usadas ou infláveis

    Se a água estiver parada, sem cloro ou filtragem, fique atento. Mesmo que a piscina seja pequena, pode ser foco do mosquito da dengue.

    7. Pratos de suporte de geladeiras externas ou máquinas de ar-condicionado

    A cada limpeza desses aparelhos, vale checar por água acumulada e lavar bem o recipiente.

    Como o mosquito se adapta a ambientes urbanos

    O Aedes aegypti é especialista em morar perto de pessoas. Ele prefere depositar ovos em água limpa, parada, em ambientes urbanos ou residenciais, não necessariamente em águas sujas.

    Ou seja, não adianta olhar apenas áreas externas grandes, o criadouro costuma estar dentro da casa ou no quintal, acessível, aproveitando recipientes comuns. O Ministério da Saúde reforça que uma inspeção simples de 10 minutos por semana pode fazer toda a diferença.

    Pequenas poças já são suficientes para a reprodução

    Mesmo que a poça de água seja minúscula, como aquele pratinho de planta ou a tampa de garrafa com água, ela já serve para completar o ciclo do mosquito. Os ovos podem aderir às paredes do recipiente e aguardar até que fique cheio de água para eclodirem.

    Isso significa que eliminar grandes depósitos de água é importante, mas não o bastante. Tenha atenção também aos pequenos reservatórios, pouco visíveis, mas altamente eficazes para o Aedes aegypti.

    Rotina semanal para evitar focos no lar

    Aqui vai um plano simples para você aplicar em casa ou no prédio:

    • Escolha um dia da semana para fazer a inspeção, por exemplo, o sábado pela manhã;
    • Olhe bem todos os vasos, pratos, calhas, caixas d’água, tonéis e recipientes no quintal;
    • Vire ou elimine água acumulada nos pratos de plantas, garrafas, latas, entre outros recipientes;
    • Tampe bem caixas d’água, limpe calhas e dê atenção às lajes planas;
    • Use areia nos pratos de plantas ou recipientes que você não quer eliminar;
    • Avise vizinhos ou condomínio sobre o problema — a ação em conjunto amplia a eficácia.

    Veja mais: Dengue no Brasil: por que a doença volta todo ano

    Perguntas frequentes sobre criadouros da dengue

    1. Preciso fazer isso mesmo se moro em apartamento?

    Sim. O Aedes aegypti vive dentro ou ao redor de domicílios, ou seja, apartamentos também podem ser criadouros da dengue. Lembre-se: qualquer recipiente que acumule água pode virar foco.

    2. Quanto tempo demora para os ovos virarem mosquitos?

    Depende de temperatura e umidade, mas o ciclo que transforma o ovo em um mosquito pode ocorrer em poucos dias, quando as condições são favoráveis. Por isso, a prevenção deve acontecer toda semana.

    3. E se eu faço a inspeção, mas meu vizinho ou o condomínio não ajudam? Isso atrapalha?

    Sim. A luta contra o criadouro da dengue exige coletividade. Mesmo que você cuide da sua casa perfeitamente, um criadouro próximo pode manter a infestação. A mobilização de vizinhos ou condomínio ajuda bastante.

    4. A limpeza semanal realmente faz diferença?

    Sim. O próprio Ministério da Saúde sugere dedicar ao menos 10 minutos por semana para eliminar os focos do mosquito. Isso reduz muito as chances de ele encontrar local para se reproduzir.

    Leia também: Dengue hemorrágica: quando os sintomas indicam alerta máximo

  • Mamografia no SUS pode ser feita a partir dos 40 anos: veja como era e como fica

    Mamografia no SUS pode ser feita a partir dos 40 anos: veja como era e como fica

    A mamografia é um dos exames mais importantes para a saúde da mulher. Realizada com um aparelho de raio X, permite identificar alterações sutis nas mamas — como nódulos e microcalcificações — antes mesmo de serem perceptíveis ao toque. Esse diagnóstico precoce é essencial para detectar o câncer de mama em estágios iniciais, quando as chances de cura são muito maiores.

    Com o avanço da tecnologia, o exame tornou-se mais rápido, preciso e confortável. Hoje, existem versões digitais e tridimensionais (3D), que oferecem imagens mais nítidas e detalhadas, tornando a mamografia um dos pilares da prevenção e do autocuidado feminino.

    Como o exame surgiu e evoluiu

    Os primeiros aparelhos de mamografia produziam imagens simples, em preto e branco. Com o tempo, surgiram os equipamentos digitais, que oferecem melhor qualidade e armazenamento eletrônico, e a mamografia 3D (tomossíntese), que cria imagens em camadas e facilita a detecção de pequenas alterações.

    Esses avanços aumentaram a precisão e o conforto do exame, reduzindo diagnósticos equivocados e ampliando a eficácia na detecção precoce do câncer de mama.

    Tipos de mamografia

    • Mamografia convencional: utiliza filme radiográfico para registrar as imagens;
    • Mamografia digital: usa sensores eletrônicos, com melhor qualidade e armazenamento digital;
    • Mamografia 3D (tomossíntese): cria imagens em camadas e permite visualizar detalhes milimétricos, aumentando a precisão diagnóstica.

    Quando a mamografia é indicada

    O exame é indicado tanto para rastreamento preventivo quanto para investigação de sintomas.

    Prevenção (rastreamento)

    Em geral, deve ser feita a partir dos 40 anos e repetida anualmente ou a cada dois anos até os 74 anos. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou outros fatores de risco podem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica.

    Investigação de sintomas

    A mamografia também é indicada em casos de:

    • Presença de nódulo, dor ou secreção mamilar;
    • Alterações percebidas no autoexame;
    • Assimetria entre as mamas.

    Preparação para o exame

    • Agende o exame na primeira quinzena após o ciclo menstrual, quando as mamas estão menos sensíveis;
    • Evite desodorantes, cremes, talcos e perfumes nas axilas e mamas no dia do exame;
    • Leve exames anteriores para comparação;
    • Use roupas de duas peças (como calça e blusa) para facilitar o procedimento.

    Como o exame é feito

    Durante o exame, a mulher permanece de pé, de frente para o aparelho. O técnico posiciona a mama sobre uma placa de acrílico e a comprime por alguns segundos, etapa necessária para espalhar o tecido mamário e obter imagens nítidas com menor dose de radiação.

    São feitas duas incidências por mama, registrando ângulos diferentes. O procedimento dura poucos minutos e pode causar leve desconforto, mas não deve provocar dor intensa. Após o exame, as imagens são analisadas por um radiologista, que emite o laudo com o resultado.

    Possíveis achados no exame

    A mamografia pode identificar:

    • Nódulos;
    • Cistos mamários;
    • Microcalcificações (pequenos depósitos de cálcio);
    • Alterações suspeitas que podem exigir biópsia.

    Nem toda alteração é sinal de câncer. Muitas são benignas e apenas precisam de acompanhamento médico regular.

    Contraindicações e limitações

    • Não deve ser realizada durante a gravidez, exceto em situações de extrema necessidade e com proteção adequada;
    • Em mulheres abaixo dos 35 anos, o tecido mamário mais denso pode dificultar a leitura — nesses casos, o médico pode indicar ultrassonografia como alternativa.

    Possíveis desconfortos e riscos

    A mamografia é segura, com baixa exposição à radiação. Os principais incômodos possíveis são:

    • Leve dor ou sensibilidade durante a compressão;
    • Pequenos hematomas (raros);
    • Ansiedade antes do exame, que pode ser reduzida com explicações da equipe médica.

    Após o exame

    A paciente pode retomar suas atividades imediatamente. Os resultados ficam prontos em poucos dias. Se houver alterações, o médico pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou biópsia.

    A importância da mamografia

    Realizar a mamografia regularmente é uma das formas mais eficazes de detectar o câncer de mama precocemente, muitas vezes antes de qualquer sintoma. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos.

    Veja também: Autoexame: como detectar precocemente diferentes tipos de câncer

    Perguntas frequentes sobre mamografia

    1. A mamografia dói?

    Pode causar leve desconforto durante a compressão, mas a dor é passageira e depende da sensibilidade individual.

    2. Com que frequência devo fazer o exame?

    Em geral, a partir dos 40 anos, anualmente ou a cada dois anos. Mulheres com risco aumentado devem seguir orientação médica.

    3. A mamografia pode causar câncer por causa da radiação?

    Não. A dose de radiação é muito baixa e considerada segura.

    4. É preciso fazer mamografia antes dos 40 anos?

    Apenas se houver histórico familiar de câncer de mama ou recomendação médica específica.

    5. Posso fazer mamografia durante a amamentação?

    Não é o ideal, pois as mamas estão mais sensíveis e o exame pode ser menos preciso.

    6. A mamografia substitui o autoexame?

    Não. O autoexame ajuda a conhecer o próprio corpo, mas não substitui os exames de imagem recomendados.

    7. O que fazer se o resultado der alterado?

    Não se assuste. Muitas alterações são benignas. O médico indicará os exames complementares adequados para confirmar o diagnóstico.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar