Categoria: Doenças & Condições

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  • Hipoglicemia: saiba como reconhecer os sintomas e o que fazer na hora da crise 

    Hipoglicemia: saiba como reconhecer os sintomas e o que fazer na hora da crise 

    A hipoglicemia é um dos quadros clínicos que mais preocupam endocrinologistas e pacientes com diabetes. Popularmente chamada de “queda de açúcar no sangue”, a condição acontece quando a glicose atinge níveis abaixo do necessário para garantir energia suficiente para os órgãos vitais. Dependendo da gravidade, pode causar desde tremores e suor frio até perda de consciência e convulsões.

    Segundo o endocrinologista André Colapietro, a condição pode ocorrer tanto em pessoas com diabetes quanto em não diabéticos em situações específicas (como jejum prolongado). Com as orientações do médico, vamos entender como reconhecer os sintomas de hipoglicemia e o que fazer na hora da crise.

    O que é hipoglicemia e como identificar

    A hipoglicemia acontece quando a quantidade de glicose (açúcar) no sangue fica abaixo do normal. A glicose é o combustível principal do corpo, especialmente do cérebro. Sem energia suficiente, o organismo começa a dar sinais de alerta. Na prática clínica, considera-se:

    • Glicemia < 70 mg/dL: já caracteriza hipoglicemia.
    • Glicemia < 54 mg/dL: indica hipoglicemia grave, especialmente quando há alteração do nível de consciência.

    Mais importante do que o número isolado é o conjunto de sintomas. Muitas vezes, o paciente sente os sinais de glicemia baixa antes mesmo de confirmar no aparelho, e isso deve ser levado a sério. Afinal, é uma condição que pode se agravar rapidamente.

    Quem pode ter hipoglicemia?

    A maioria dos casos de hipoglicemia ocorre em pessoas com diabetes em tratamento com insulina ou medicamentos que aumentam o risco de quedas de glicose. No entanto, não se trata de uma condição exclusiva desse grupo.

    “Em não diabéticos, pode ocorrer em situações de jejum prolongado, prática intensa de exercícios, consumo excessivo de álcool ou, raramente, em alguns distúrbios hormonais ou tumores pancreáticos”, explica o endocrinologista.

    Em resumo, qualquer pessoa pode, em determinadas circunstâncias, apresentar uma queda de glicose e ter hipoglicemia. Por isso, conhecer os sinais e saber como agir é fundamental.

    Sintomas de hipoglicemia mais comuns

    A glicemia baixa geralmente dá sinais visíveis que podem ser reconhecidos precocemente. Esses sintomas de hipoglicemia aparecem porque o corpo tenta compensar a falta de glicose, acionando hormônios como a adrenalina.

    Os sinais mais típicos incluem:

    • Tremores
    • Sudorese (suor frio)
    • Palpitações
    • Fome intensa
    • Ansiedade
    • Tontura e fraqueza

    “Atenção, porque alguns desses sintomas de hipoglicemia podem ser semelhantes aos da pressão baixa, então é importante, sempre que possível, aferir a pressão e também a glicemia capilar para evitar confusão com a causa dos sintomas”, enfatiza André.

    Após os primeiros sinais, se a glicemia continuar caindo, o paciente pode até evoluir para sintomas neurológicos mais sérios, como dificuldade de raciocínio, alteração da fala e desmaio.

    Leia também: Diabetes gestacional: o que é, sintomas, o que causa e como evitar

    Hipoglicemia assintomática: o risco silencioso

    Nem todos percebem os sintomas de hipoglicemia. Alguns pacientes, principalmente aqueles com diabetes de longa duração, podem ter episódios sem qualquer sintoma perceptível.

    “Principalmente pacientes que apresentaram múltiplos episódios de hipoglicemia ao longo da vida podem se tornar menos sensíveis e evoluir com hipoglicemias assintomáticas”, explica Colapietro.

    Esse fenômeno, chamado de hipoglicemia inadvertida, é particularmente perigoso porque aumenta o risco de crises graves sem aviso prévio. Para esses pacientes, o monitoramento frequente da glicemia é indispensável.

    O que fazer na hora da crise de hipoglicemia

    Uma crise de hipoglicemia exige ação imediata, com medidas simples que podem salvar vidas. O protocolo inicial inclui três passos básicos:

    1. Medir a glicemia, se possível. Essa confirmação ajuda a diferenciar de outras condições.
    2. Consumir carboidratos de ação rápida. Os líquidos doces são os mais indicados, pois são rapidamente absorvidos pelo organismo. Entre as opções estão suco de fruta, refrigerante comum, água com açúcar ou mel.
    3. Ficar em local seguro. Evitar dirigir, operar máquinas ou realizar atividades que ofereçam risco até que a glicemia esteja normalizada.

    “Depois disso, deve-se repetir a medição da glicemia capilar em 15 minutos. Se não melhorar, é indicado repetir a ingestão de carboidrato e procurar um serviço de pronto-atendimento”. Na prática, recomenda-se a chamada regra dos 15: ingerir cerca de 15 g de glicose rápida. Isso pode ser feito com:

    • 3 a 4 balas de doce
    • Meio copo de suco de fruta
    • 1 colher de sopa de açúcar ou mel

    “Depois, a pessoa pode comer um lanche com carboidrato + proteína (um misto quente, por exemplo) para manter a glicemia estável”. Esse cuidado evita um novo episódio pouco tempo depois da correção inicial, garantindo que a glicemia se mantenha equilibrada.

    Veja mais: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

    Hipoglicemia grave: quais os sinais?

    Algumas crises podem ser corrigidas em casa seguindo essas indicações do médico, porém, em alguns casos, a hipoglicemia se torna uma emergência médica.

    Situações que caracterizam hipoglicemia grave incluem:

    • Perda ou rebaixamento da consciência
    • Convulsões
    • Incapacidade de ingerir alimentos sozinho

    “Em casos graves, pode ser necessário glucagon injetável ou atendimento hospitalar”, afirma Colapietro. O uso de glucagon, que eleva a glicose rapidamente, deve ser prescrito e ensinado pelo médico para situações de emergência.

    Como prevenir episódios em pessoas com diabetes

    Para quem vive com diabetes, a prevenção é o pilar central do cuidado. Pequenas mudanças no dia a dia reduzem muito o risco de quedas de glicose. Entre as principais medidas estão:

    • Monitoramento regular da glicemia: ajuda a identificar quedas antes que causem sintomas.
    • Ajuste da medicação: sempre em parceria com o médico, para usar o menor número possível de fármacos de alto risco.
    • Padrão estável de atividade física: manter rotina equilibrada, evitando mudanças bruscas de intensidade.
    • Alimentação adequada: evitar jejum prolongado e manter horários regulares de refeição.
    • Reconhecimento precoce dos sintomas: agir rápido assim que aparecerem os primeiros sinais.

    Para pessoas com diabetes, a prevenção deve ser parte do cuidado diário, enquanto para a população em geral, conhecer os sinais é uma forma de evitar emergências.

    Embora seja uma condição comum, nunca deve ser banalizada. O acompanhamento médico é essencial para ajustar o tratamento, orientar condutas de emergência e reduzir os riscos a longo prazo.

    Perguntas e respostas sobre hipoglicemia

    1. O que é hipoglicemia?

    É a queda do nível de glicose no sangue abaixo de 70 mg/dL. Quando chega a menos de 54 mg/dL, já pode ser considerada grave.

    2. Quem pode ter hipoglicemia?

    É mais comum em pessoas com diabetes que usam insulina ou certos medicamentos, mas pode ocorrer em não diabéticos em casos como jejum prolongado, exercício intenso ou consumo excessivo de álcool.

    3. Quais são os sintomas mais comuns?

    Tremores, suor frio, palpitações, fome intensa, ansiedade, tontura e fraqueza. Em casos mais graves, pode causar dificuldade de raciocínio e até desmaios.

    4. Existe hipoglicemia sem sintomas?

    Sim. Pacientes com diabetes de longa duração podem perder a sensibilidade aos sinais, apresentando crises silenciosas, o que aumenta o risco de complicações.

    5. O que fazer durante uma crise?

    Consumir carboidratos de rápida absorção, como suco, refrigerante comum, açúcar ou mel. Depois, repetir a glicemia em 15 minutos e reforçar a alimentação com carboidrato e proteína.

    6. Quando a hipoglicemia é considerada grave?

    Quando causa perda de consciência, convulsões ou incapacidade de se alimentar sozinho. Nessas situações, pode ser necessário glucagon injetável ou atendimento hospitalar.

    7. Como prevenir novos episódios?

    Monitorar a glicemia com frequência, ajustar medicamentos com orientação médica, evitar jejum prolongado, manter alimentação regular e reconhecer os sintomas logo no início.

    Leia também: Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos

  • Alergia à poeira doméstica: por que acontece e como aliviar os sintomas?

    Alergia à poeira doméstica: por que acontece e como aliviar os sintomas?

    Se você é alérgico à poeira, sabe como ela pode atrapalhar o dia a dia: espirros, tosse e nariz entupido costumam aparecer — principalmente durante a faxina. A poeira acumulada em móveis, cortinas, roupas de cama e até no ar carrega ácaros, fungos, restos de pele e outros microrganismos que irritam o sistema respiratório e podem desencadear crises de rinite, asma ou dermatite.

    Com alguns cuidados simples é possível reduzir os sintomas e ganhar qualidade de vida. Entenda!

    Por que a poeira doméstica causa alergia?

    A “poeira” não é só o pó visível: trata-se de uma mistura de partículas microscópicas, como:

    • Restos de pele humana e de animais;
    • Fragmentos de insetos (ex.: baratas);
    • Esporos de mofo;
    • Poluentes que entram pelas janelas;
    • Ácaros e seus resíduos (fezes e partes do corpo).

    Segundo a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, em pessoas predispostas essa exposição ativa uma resposta IgE-mediada. O organismo libera histamina, gerando inflamação nas mucosas do nariz, garganta e olhos; casos mais intensos alcançam os brônquios e agravam a asma.

    Qual o papel dos ácaros na alergia à poeira?

    Os ácaros são os maiores vilões. As proteínas de suas fezes e dos próprios corpos são potentes alérgenos. Eles penetram e se acumulam em:

    • Tapetes e carpetes;
    • Cortinas grossas;
    • Sofás e estofados;
    • Colchões e travesseiros.

    Ambientes quentes e úmidos favorecem sua proliferação (≈20–25 °C e umidade > 60%). Com o tempo, esses locais viram “reservatórios”, dificultando o controle.

    Sintomas mais comuns de alergia a poeira

    • Espirros em sequência (frequentes ao acordar);
    • Nariz entupido ou coriza clara;
    • Coceira em nariz, garganta e olhos;
    • Olhos vermelhos e lacrimejando;
    • Tosse seca persistente;
    • Chiado e falta de ar em asmáticos;
    • Lesões de pele em quem tem dermatite atópica sensível a ácaros.

    Atenção: se os sintomas durarem > 2 semanas, forem recorrentes em faxinas/troca de roupa de cama/lugares fechados, procure avaliação médica.

    Cuidados domésticos para reduzir poeira e ácaros

    Limpeza adequada

    • Use pano levemente úmido ou aspirador com filtro HEPA (evite varrer a seco);
    • Aspire sofás, poltronas, colchões e cantos com regularidade.

    Controle da umidade

    • Mantenha a umidade entre 40% e 50% (ventile a casa diariamente);
    • Conserte infiltrações e trate mofo em paredes/teto.

    Redução de reservatórios de poeira

    • Prefira superfícies lisas e fáceis de limpar;
    • Troque tapetes felpudos, cortinas pesadas e bichos de pelúcia por alternativas laváveis.

    Higienização da roupa de cama

    • Lave lençóis e fronhas semanalmente em água quente (≥ 54 °C);
    • Evite colchões/travesseiros muito antigos e enchimentos naturais (penas/lã);
    • Faça trocas regulares da roupa de cama.

    Capas antiácaro

    Capas para colchões e travesseiros, com trama fechada, funcionam como barreira física e reduzem sintomas, especialmente em rinite/asma frequentes.

    Purificadores de ar ajudam?

    Sim, com ressalvas. Modelos com HEPA reduzem partículas suspensas (benefício mais notável em quartos fechados). Não substituem a limpeza nem o controle de umidade e o efeito clínico é modesto. Evite ionizadores/ozonizadores (irritantes).

    Confira: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Como é feito o tratamento da alergia a poeira?

    • Anti-histamínicos: aliviam espirros e coceira;
    • Corticoides nasais: reduzem inflamação;
    • Broncodilatadores: em asma, para abrir as vias aéreas;
    • Imunoterapia (dessensibilização): microdoses do alérgeno por injeções ou via sublingual, conforme indicação médica.

    O plano terapêutico deve ser individualizado, considerando histórico, intensidade dos sintomas e condições associadas (rinite, asma, dermatite).

    Perguntas frequentes sobre alergia a poeira doméstica

    1. O que são ácaros?

    São microrganismos que vivem em colchões, travesseiros, tapetes e estofados, alimentando-se de restos de pele. Suas fezes e fragmentos provocam resposta inflamatória intensa em pessoas sensíveis.

    2. Crianças têm mais risco?

    Sim. O sistema imune ainda está em desenvolvimento e a exposição é maior (brincadeiras no chão, pelúcias, objetos na boca). Reforce limpeza e ventilação dos quartos.

    3. Como diferenciar alergia de resfriado?

    Resfriado (vírus) dura 7–10 dias e pode ter febre/secreção amarelada. Alergia pode durar semanas/meses, com coriza clara, espirros em salva, coceira e sem febre.

    4. Qual aspirador é melhor?

    Com HEPA (retém até 99,97% das partículas < 0,3 μm). Aspiradores comuns podem devolver partículas finas ao ar e piorar sintomas.

    5. Existe cura definitiva?

    Não para a predisposição genética, mas é possível controlar muito bem os sintomas com medidas ambientais, medicamentos e, em alguns casos, imunoterapia.

    6. Como manter os sintomas sob controle?

    • Ventile a casa diariamente;
    • Aspire 2x/semana com HEPA e passe pano úmido;
    • Controle a umidade (desumidificadores quando preciso);
    • Lave roupa de cama semanalmente em água quente;
    • Use capas antiácaro e evite acumuladores de poeira;
    • Faça lavagem nasal diária com soro fisiológico.

    7. Por que piora à noite?

    Colchões, travesseiros e roupas de cama concentram ácaros; o contato prolongado durante o sono intensifica espirros, obstrução e tosse.

    8. Máscara ajuda em ambientes empoeirados?

    Sim. Máscaras com filtro (PFF2/N95) reduzem a inalação de poeira/ácaros durante faxinas, mudanças e locais com muita poeira ou poluição.

    Leia mais: Vacina para alergia: entenda como funciona a imunoterapia

  • Infarto ou angina? Saiba quais são os principais sinais e fique atento 

    Infarto ou angina? Saiba quais são os principais sinais e fique atento 

    A dor no peito é sempre um sinal de alerta. Entre as causas mais conhecidas estão a angina e o infarto agudo do miocárdio. Embora possam parecer semelhantes, não são a mesma coisa. Saber diferenciar se é infarto ou angina é essencial para procurar ajuda rapidamente.

    Ambas fazem parte da doença arterial coronariana, relacionadas à isquemia miocárdica (redução do fluxo de sangue e oxigênio ao coração). Mas existem diferenças fundamentais em como surgem, são diagnosticadas e tratadas.

    O que é angina e como ela acontece

    A angina é caracterizada por dor ou aperto no peito causado por um desequilíbrio transitório entre a oferta e a demanda de oxigênio ao coração. É um quadro geralmente passageiro, que não causa aumento nos marcadores de lesão cardíaca (como a troponina).

    Tipos de angina

    • Angina estável: aparece durante esforço físico (subir escadas, caminhar rápido) ou estresse emocional. Melhora com repouso ou medicação.
    • Angina instável: pode surgir em repouso, é mais imprevisível e representa risco elevado de evoluir para infarto.

    Sintomas mais comuns da angina

    • Aperto ou pressão no peito;
    • Dor que pode irradiar para braço, mandíbula, pescoço ou costas;
    • Alívio dos sintomas com repouso ou uso de remédios prescritos.

    Confira: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

    O que é infarto

    O infarto acontece quando a isquemia é tão intensa e prolongada que causa morte das células do coração. Geralmente ocorre por obstrução súbita de uma artéria coronária por trombo, após ruptura de uma placa de gordura.

    O diagnóstico é confirmado por sintomas de isquemia + aumento de biomarcadores cardíacos (como troponina) e, muitas vezes, alterações no eletrocardiograma (ECG).

    Sintomas típicos do infarto

    • Dor forte no peito que dura mais de 20 minutos;
    • Dor que não melhora com repouso ou medicação;
    • Podem aparecer suor frio, falta de ar, náusea, tontura ou sensação de fraqueza intensa.

    Diferença entre angina e infarto

    • Angina: dor mais leve e curta, que melhora com repouso.
    • Infarto: dor intensa, prolongada e que não passa.

    Quando procurar atendimento? Sempre que houver dor forte no peito, diferente do habitual ou sem melhora com repouso, procure ajuda médica imediatamente.

    Exames e diagnóstico

    • Angina: pode ser investigada com teste ergométrico, ecocardiograma ou exames de imagem. Avaliação geralmente feita em consultório.
    • Infarto: exige diagnóstico de urgência, com eletrocardiograma e exames de sangue para confirmar lesão cardíaca.

    Tratamento da angina

    O tratamento se baseia em três pilares:

    • Mudança de hábitos: parar de fumar, controlar pressão, diabetes e colesterol, praticar exercícios, manter peso saudável.
    • Medicamentos: nitratos para crises, betabloqueadores, aspirina, estatinas e outros para prevenir complicações.
    • Procedimentos: angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização, indicados quando os sintomas persistem ou o risco é maior.

    Tratamento do infarto

    O infarto é uma emergência médica. O objetivo é desobstruir a artéria o quanto antes, para salvar o músculo cardíaco:

    • Angioplastia: idealmente em até 90 minutos após a chegada ao hospital.
    • Trombólise: uso de medicamentos que dissolvem o coágulo, indicada quando não há acesso imediato à angioplastia.

    Saiba mais: Infarto em mulheres: sintomas silenciosos para ficar atenta

    Fatores de risco e prevenção

    O que aumenta o risco

    • Pressão alta, colesterol elevado, diabetes;
    • Tabagismo;
    • Sedentarismo e obesidade;
    • Histórico familiar de doenças cardíacas.

    O que fazer para prevenir

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter uma alimentação equilibrada;
    • Controlar pressão, glicemia e colesterol;
    • Evitar o cigarro;
    • Realizar consultas médicas de rotina.

    Em resumo: a angina é um alerta de que há falta de oxigênio no coração, mas sem morte celular. Já o infarto é a consequência mais grave, em que ocorre necrose do tecido cardíaco. Reconhecer os sinais e buscar ajuda imediata pode salvar vidas.

    Perguntas frequentes sobre angina e infarto

    1. Como saber se a dor no peito é infarto ou angina?

    A angina geralmente é mais leve, dura poucos minutos e melhora com repouso ou medicação. Já o infarto causa dor forte, prolongada, que não melhora com descanso e pode vir acompanhada de suor frio, falta de ar, náusea ou tontura.

    2. Angina pode virar infarto?

    Sim. A angina instável pode evoluir para um infarto, já que indica que o coração não está recebendo sangue de forma adequada.

    3. Existe exame específico para diferenciar angina e infarto?

    Sim. Na angina, os médicos podem solicitar testes de esforço, ecocardiograma ou exames de imagem. No infarto, o diagnóstico é feito com eletrocardiograma e exames de sangue que detectam lesão no coração, como a troponina.

    4. Quais são os sinais de alerta que exigem ajuda médica imediata?

    Dor intensa no peito ou diferente do habitual, que não melhora com repouso, especialmente se acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea ou desmaio, deve levar a uma busca imediata por atendimento médico.

    5. Quais hábitos ajudam a prevenir infarto ou angina?

    Praticar exercícios regularmente, manter uma alimentação equilibrada, controlar pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar e realizar acompanhamento médico frequente são medidas fundamentais para reduzir os riscos.

    6. Quem já teve infarto pode ter angina depois?

    Sim. Muitas pessoas que já tiveram infarto podem apresentar angina, indicando que ainda há obstrução nas artérias do coração. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

  • Hiperplasia prostática benigna (HPB): quando o aumento da próstata deixa de ser normal e exige atenção médica 

    Hiperplasia prostática benigna (HPB): quando o aumento da próstata deixa de ser normal e exige atenção médica 

    O aumento da próstata é uma condição que acompanha milhões de homens ao redor do mundo, especialmente após os 50 anos. Popularmente chamada de “próstata aumentada”, a hiperplasia prostática benigna (HPB) é considerada um processo natural do envelhecimento masculino, mas pode trazer sintomas que comprometem o bem-estar e, em casos mais graves, a saúde dos rins e da bexiga.

    Embora seja um diagnóstico frequente nos consultórios, ainda gera muitas dúvidas e medos, sobretudo pela associação equivocada com o câncer. Para esclarecer os principais pontos, conversamos com o urologista Luciano Teixeira, que explica o que é a HPB, quando procurar ajuda e quais os tratamentos disponíveis.

    O que é a hiperplasia prostática benigna?

    A próstata é uma glândula pequena, localizada abaixo da bexiga, que envolve a uretra, canal por onde a urina passa. Com o avançar da idade, ela pode aumentar de tamanho e dificultar a saída da urina. “Do ponto de vista médico, trata-se de um processo benigno, ligado ao envelhecimento e a questões hormonais, especialmente da testosterona e seus derivados”, explica Luciano.

    Apesar disso, a HPB merece atenção, já que pode afetar a rotina e trazer complicações se não for monitorada. “Embora seja uma condição comum e, em geral, parte do envelhecimento masculino, merece atenção porque pode impactar a qualidade de vida e, em casos avançados, até a saúde dos rins e da bexiga.

    É importante reforçar que HPB não é câncer, como muitos pensam. “Esse crescimento não tem relação com o câncer, mas pode trazer incômodos. Por isso, a condição precisa ser acompanhada para evitar complicações e para aliviar sintomas que, muitas vezes, atrapalham o dia a dia”, destaca o médico.

    A próstata sempre aumenta com a idade?

    Assim como outros órgãos, a próstata passa por mudanças ao longo da vida. De acordo com o urologista, a partir dos 40 ou 50 anos é comum que ela comece a crescer. “Do ponto de vista científico, sabemos que quase metade dos homens acima de 50 anos já apresenta algum grau de aumento prostático. Aos 80 anos, essa proporção pode chegar a 80%”, explica.

    No entanto, nem todos terão sintomas. Muitos homens convivem com uma próstata aumentada sem perceber alterações significativas. O fator decisivo, segundo o médico, é se o aumento está comprimindo a uretra e prejudicando o esvaziamento da bexiga. “Podemos dizer que o aumento da próstata faz parte do envelhecimento masculino, e só preocupa quando causa sintomas ou traz risco de complicações”.

    Sintomas da hiperplasia prostática benigna que indicam alerta

    Segundo o urologista, a HPB começa a se tornar preocupante quando passa a interferir no ato de urinar. Os sintomas da hiperplasia prostática benigna mais comuns são:

    • Jato urinário fraco, com demora para começar a urinar;
    • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
    • Aumento da frequência urinária, especialmente à noite;
    • Urgência para urinar, com dificuldade em segurar.

    “Esses sinais indicam que a próstata pode estar comprimindo a uretra e dificultando a saída da urina”, diz o médico, que explica que, em alguns casos, outros sintomas podem estar presentes, como sangue na urina, infecções recorrentes ou até retenção urinária aguda (quando o paciente não consegue mais urinar).

    Esses sintomas da hiperplasia prostática significam que a bexiga está trabalhando sob pressão e que pode sofrer danos ao longo do tempo. “Por isso, o acompanhamento com o urologista é fundamental. Quanto antes identificarmos o problema, mais simples e eficaz tende a ser o tratamento”.

    HPB e câncer de próstata podem ter alguma relação?

    Uma das maiores preocupações dos homens é se a próstata aumentada significa câncer. O médico é enfático: são doenças distintas. “A hiperplasia prostática benigna é um crescimento benigno da próstata, resultado do envelhecimento e da ação hormonal. Já o câncer de próstata é um tumor maligno, com comportamento completamente diferente”.

    O especialista ressalta ainda que a HPB também não aumenta o risco de câncer. Porém, como ambas as doenças afetam a mesma glândula e podem causar sintomas parecidos, a avaliação urológica é indispensável para diferenciá-las. “Ou seja, a próstata aumentada por HPB não ‘vira’ câncer. Mas só o urologista, com os exames adequados, pode dar essa segurança ao homem”.

    Quando procurar o urologista?

    A recomendação é clara: todos os homens devem procurar o urologista a partir dos 50 anos, mesmo sem sintomas. Já quem tem histórico familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) ou faz parte de grupos de risco, como homens negros, deve iniciar aos 45. “Além da idade, é fundamental procurar o urologista sempre que houver sintomas urinários, independentemente da fase da vida”, ressalta Luciano.

    Entre os sinais que merecem atenção imediata estão: dificuldade para urinar, dor, infecção, sangue na urina e episódios de retenção urinária. “O acompanhamento regular permite identificar precocemente tanto a hiperplasia prostática benigna quanto o câncer de próstata, aumentando a eficácia dos tratamentos e permitindo opções menos agressivas”, completa o médico.

    Quais exames são usados para diagnosticar a HPB?

    O diagnóstico da hiperplasia prostática benigna envolve análise do histórico clínico do paciente, além de exame físico e testes complementares. Entre os principais:

    • Toque retal: avalia tamanho, consistência e presença de nódulos;
    • Exame de sangue PSA: mede a proteína produzida pela próstata. Pode estar alterado tanto na HPB quanto no câncer;
    • Ultrassonografia: avalia o volume prostático e repercussões na bexiga e rins;
    • Urofluxometria: mede a força e a velocidade do jato urinário;
    • Urodinâmica: avalia o comportamento da bexiga durante enchimento e esvaziamento;
    • Exames de urina e função renal: ajudam a identificar complicações.

    Com esse conjunto de informações, o urologista consegue distinguir HPB de outras doenças e indicar o tratamento mais adequado.

    Leia também: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

    Tratamento para hiperplasia prostática benigna: quais são as opções?

    O tratamento para hiperplasia prostática benigna depende da gravidade dos sintomas e do impacto na vida do paciente. Segundo o especialista, as principais abordagens incluem:

    • Acompanhamento clínico: indicado quando os sintomas são leves e não causam prejuízos; o paciente é apenas monitorado regularmente;
    • Medicamentos: que relaxam a musculatura da próstata, facilitando a passagem da urina, e que reduzem o tamanho da glândula;
    • Cirurgias minimamente invasivas: como ressecção transuretral da próstata (RTU), Laser GreenLight e técnicas de enucleação com laser (HoLEP);
    • Cirurgia aberta ou robótica: reservadas para próstatas muito volumosas.

    O objetivo de todas as opções de tratamento para hiperplasia prostática benigna acima citadas é o mesmo: aliviar os sintomas, proteger a função da bexiga e dos rins, e devolver qualidade de vida ao paciente.

    Lembrando que o tratamento é mais eficaz com o diagnóstico precoce. Por isso, a mensagem final é clara: homens devem vencer o tabu e buscar acompanhamento urológico regular, sobretudo após os 50 anos.

    Perguntas e respostas sobre hiperplasia prostática benigna

    1. O que é a hiperplasia prostática benigna (HPB)?

    É o aumento benigno da próstata, comum com o envelhecimento. Não é câncer, mas pode causar sintomas urinários e afetar rins e bexiga.

    2. Hiperplasia prostática benigna é a mesma coisa que câncer?

    Não, a HPB é benigna e não aumenta o risco de câncer. Os sintomas podem ser parecidos, por isso é importante a avaliação médica.

    3. A próstata sempre aumenta com a idade?

    É comum que cresça a partir dos 40–50 anos, mas nem todos terão sintomas; a situação preocupa apenas quando afeta a bexiga.

    4. Quais os sintomas mais comuns?

    Jato urinário fraco, demora para urinar, sensação de bexiga cheia, urinar várias vezes à noite e urgência para urinar.

    5. Quando procurar o urologista?

    Aos 50 anos (ou aos 45 se for do grupo de risco). Também sempre que surgirem sintomas como dor, sangue na urina ou retenção.

    6. Quais exames são feitos?

    Toque retal, PSA, ultrassonografia, urofluxometria, urodinâmica e exames de urina/função renal.

    7. Quais os tratamentos disponíveis?

    Acompanhamento clínico, medicamentos, cirurgias minimamente invasivas (RTU, Laser, HoLEP) ou, em casos grandes, cirurgia aberta/robótica.

    Leia também: 7 sintomas iniciais de câncer que não devem ser ignorados

  • Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica 

    Você conhece os diferentes tipos de sinusite? A condição, que ocorre por uma inflamação da mucosa dos seios da face, pode provocar sintomas que afetam diferentemente o bem-estar no dia a dia, como nariz entupido, dor ou pressão na região da face, secreção espessa e dor de cabeça.

    Ela pode ser causada por uma série de fatores, como vírus, bactérias e até fungos — cada uma com particularidades, tempo de duração e formas específicas de tratamento. Por isso, é importante entender as diferenças, reconhecer os sintomas e saber quando procurar ajuda médica. Esclarecemos tudo para você, a seguir!

    1. Sinusite viral

    A sinusite viral é um dos tipos de sinusite e é a forma mais comum. Na maioria dos casos, surge como uma complicação passageira de um resfriado. Ela ocorre quando vírus típicos de infecções respiratórias, como o rinovírus e a Influenza, atingem a mucosa dos seios paranasais, causando inflamação e produção excessiva de muco.

    De acordo com o médico otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, a evolução típica inclui piora nos primeiros três dias, com melhora gradual e resolução em um período de 7 a 10 dias. Os sintomas incluem:

    • Coriza clara ou aquosa no início, que pode se tornar amarelada nos dias seguintes;
    • Congestão nasal moderada;
    • Sensação de pressão na face, mas sem dor intensa;
    • Dor de garganta leve e mal-estar;
    • Febre baixa, quando presente;
    • Tosse seca ou com pouco muco, pior durante a noite.

    Como é feito o tratamento de sinusite viral?

    O tratamento de sinusite viral é feito para aliviar os sintomas e, em geral, a condição desaparece sozinha após alguns dias. Entre as medidas indicadas, estão:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico várias vezes ao dia, para fluidificar o muco e facilitar a drenagem;
    • Inalação com vapor de água ou soluções salinas, que ajudam a reduzir a congestão;
    • Repouso e boa hidratação, fundamentais para o corpo se recuperar;
    • Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol e dipirona, para dor e febre;
    • Descongestionantes nasais tópicos, usados com cautela e por no máximo 3 dias, para evitar efeito rebote.

    Se os sintomas persistirem por mais de 10 dias ou piorarem após uma melhora inicial, pode haver evolução para uma sinusite bacteriana, que requer acompanhamento médico.

    Sinusite bacteriana

    A sinusite bacteriana é um dos tipos de sinusite e frequentemente surge como uma complicação de infecções virais, como o resfriado. A inflamação da mucosa e o acúmulo de secreções cria um ambiente quente e úmido, propício à proliferação de bactérias — resultando em um quadro mais prolongado e com sintomas mais intensos.

    Segundo Giuliano, a sinusite pode se manifestar com piora dos sintomas após a melhora inicial, ou com sintomas persistentes por mais de duas semanas. Entre os principais sinais de alerta da sinusite bacteriana, podemos destacar:

    • Sintomas que duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Febre alta, geralmente acima de 38 °C;
    • Dor intensa e localizada na face, muitas vezes em apenas um lado;
    • Secreção nasal abundante, espessa e com odor desagradável;
    • Tosse persistente, principalmente à noite.

    As bactérias mais frequentemente envolvidas são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Em alguns casos, especialmente após infecções dentárias, podem estar presentes bactérias anaeróbias (isto é, que sobrevivem e se multiplicam na ausência de oxigênio).

    Como é feito o tratamento da sinusite bacteriana?

    Os cuidados no tratamento de sinusite bacteriana são semelhantes aos da viral, mas nesse quadro, é necessário o uso de remédios antibióticos para combater a infecção. As principais medidas incluem:

    • Lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor;
    • Corticoides tópicos nasais para reduzir inflamação e melhorar a ventilação.

    Quanto aos antibióticos, a escolha mais comum é a amoxicilina, utilizada por 7 a 14 dias, dependendo da gravidade. Em pacientes com alergia à penicilina, podem ser prescritos outros medicamentos.

    É fundamental destacar que o uso inadequado de antibióticos favorece a resistência bacteriana. Por isso, a prescrição deve ser feita somente por médicos, após uma avaliação criteriosa.

    Sinusite fúngica

    Forma mais rara da sinusite, acontece quando fungos conseguem crescer e se desenvolver nos seios paranasais, e são classificados em quadros crônicos. Ela pode afetar qualquer pessoa, mas aquelas com o sistema imunológico comprometido são mais suscetíveis a quadros graves — como é o caso de pessoas imunossuprimidas.

    Dependendo do caso, a sinusite fúngica pode se apresentar de três formas principais:

    • Bola fúngica (aspergiloma): é o crescimento localizado de fungos dentro de um seio paranasal;
    • Sinusite fúngica alérgica: é a reação exagerada do sistema imunológico à presença de fungos, com formação de pólipos nasais e secreção viscosa;
    • Sinusite fúngica invasiva (mucormicose): é a forma mais grave, em que o fungo invade tecidos vizinhos, podendo atingir olhos e cérebro.

    O otorrinolaringologista Giuliano ressalta que os fungos estão presentes no nariz da maioria das pessoas, mas nem todos desenvolvem a doença. A predisposição genética também desempenha um papel importante.

    Entre os sintomas mais comuns da sinusite fúngica, estão:

    • Congestão nasal persistente;
    • Secreção espessa, por vezes com sangue;
    • Dor e pressão facial constante;
    • Inchaço ao redor dos olhos;
    • Febre e sinais sistêmicos nos casos invasivos;
    • Alterações visuais, quando o fungo atinge a órbita ocular.

    Como é feito o tratamento de sinusite fúngica?

    O tratamento de sinusite fúngica depende do tipo:

    • Nos casos de bola fúngica, a principal medida é a cirurgia endoscópica, para remover o material fúngico e melhorar a drenagem;
    • Na sinusite fúngica alérgica, além da cirurgia, são usados corticoides para controlar a inflamação;
    • Já na forma invasiva, o tratamento é emergencial e inclui cirurgia associada a remédios antifúngicos potentes, como anfotericina B.

    Se não tratada rapidamente, a sinusite fúngica pode ser fatal, então é fundamental estar atento aos sinais de alerta, que ajudam no diagnóstico precoce.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

    Quando a sinusite é grave?

    Na maioria dos casos, a sinusite se manifesta de forma leve e autolimitada, e o quadro se resolve a partir de cuidados simples. Contudo, existem situações em que a condição causa sintomas intensos e persistentes, o que exige atendimento médico.

    De acordo com Giuliano, as complicações da sinusite incluem complicações intracranianas, como meningite e abscessos cerebrais, complicações ósseas, como osteomielite, e complicações orbitárias, que podem variar de inflamações nas pálpebras a abscessos orbitários, com potencial de comprometer a visão.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento médico quando notar os seguintes sinais de alerta:

    • Os sintomas duram mais de 10 dias sem melhora;
    • Há febre alta ou dor intensa na face;
    • Os sintomas pioram após uma melhora inicial;
    • O problema se repete várias vezes ao ano;
    • O paciente tem condições crônicas, como asma, diabetes ou imunodeficiência.

    O diagnóstico da sinusite é clínico, baseado em um exame físico e nos sintomas que a pessoa apresenta. O médico ainda pode solicitar exames complementares em alguns casos, quando ainda há dúvida quanto ao diagnóstico.

    Perguntas frequentes sobre tipos de sinusite

    1. Sinusite pode causar dor de dente?

    Sim. Quando a sinusite atinge os seios da face, principalmente os maxilares, que ficam logo acima dos dentes de cima, a inflamação pode gerar pressão e causar dor que se confunde com dor de dente.

    Por isso, nem sempre a dor vem de um problema no dente em si, e pode ser reflexo de um quadro de sinusite. Ah, e o contrário também acontece: uma infecção dentária pode se espalhar e provocar sinusite.

    2. Descongestionantes nasais são perigosos?

    Os descongestionantes nasais podem ajudar no alívio rápido da congestão, mas não devem ser usados por tempo prolongado, pois podem causar efeito rebote. Isso significa que, em vez de melhorar, a mucosa passa a inchar ainda mais quando o remédio é interrompido, criando dependência do medicamento.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por médico, e preferencialmente substituído por medidas mais seguras, como lavagem nasal com soro fisiológico.

    3. A sinusite pode voltar várias vezes ao ano?

    Sim. O quadro é chamado de sinusite recorrente, quando a pessoa apresenta quatro ou mais episódios de sinusite aguda em um período de 12 meses. Isso pode estar relacionado a fatores predisponentes, como alergias mal controladas, desvio de septo, pólipos nasais ou imunidade baixa.

    Nessas situações, o otorrinolaringologista pode recomendar exames complementares, tratamento preventivo ou até cirurgia para corrigir alterações anatômicas que dificultam a drenagem dos seios.

    4. Qual é a diferença entre sinusite aguda, subaguda, crônica e recorrente?

    A principal diferença está na duração do quadro:

    • Aguda dura até 4 semanas e está frequentemente ligada a infecções virais que se resolvem espontaneamente;
    • Subaguda é a continuação de um quadro que não foi totalmente resolvido, com duração entre 4 e 12 semanas;
    • Crônica é definida quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, mesmo após tratamento adequado;
    • Recorrente ocorre quando o paciente apresenta pelo menos quatro episódios agudos por ano, com intervalos de melhora completa entre as crises.

    5. Quando a cirurgia é indicada no tratamento da sinusite?

    A cirurgia, geralmente feita por via endoscópica, é indicada quando o tratamento clínico não é suficiente, em casos de sinusite crônica grave, sinusite fúngica ou quando há complicações, como abscessos.

    O procedimento é feito para melhorar a drenagem dos seios, remover pólipos e permitir ventilação adequada. Contudo, a cirurgia não impede que novas crises aconteçam se os fatores de risco não forem controlados.

    6. Sinusite tem cura?

    A sinusite crônica dificilmente tem cura, mas pode ser controlada a partir de um tratamento orientado pelo especialista. Ele depende especialmente da causa principal: quando há alterações estruturais, como desvio de septo ou presença de pólipos, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir a obstrução.

    Já nos casos ligados a alergias ou inflamações persistentes, o tratamento inclui o uso de remédios específicos, lavagens nasais frequentes e acompanhamento médico contínuo. Ele contribui para reduzir as crises, aliviar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

    Leia também: Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Nariz entupido, dor de cabeça, pressão no rosto e uma sensação de mal-estar são alguns dos principais sintomas de sinusite, que pode surgir após uma crise alérgica, infecção viral ou até mesmo por mudanças bruscas de clima. Causada pela inflamação dos seios paranasais da face, ela pode comprometer a qualidade de vida e atrapalhar diversas atividades do cotidiano.

    Para entender por que ela acontece, o tratamento e como diferenciar a sinusite de outros quadros, conversamos com um especialista e esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir!

    O que é sinusite?

    A sinusite, também chamada de rinossinusite, é uma inflamação que atinge os seios paranasais, pequenas cavidades ocas localizadas ao redor do nariz, maçãs do rosto, olhos e testa. Elas são revestidas por uma mucosa que produz muco, responsável por filtrar o ar, aquecê-lo e impedir a entrada de impurezas.

    Quando ocorre uma inflamação da mucosa, a drenagem natural do muco é prejudicada — o que provoca acúmulo de secreção e facilita a proliferação de microrganismos, como vírus, bactérias e, em alguns casos, fungos. Isso leva ao surgimento de sintomas como congestão nasal, dor de cabeça, sensação de pressão no rosto e dificuldade para respirar.

    Causas da sinusite

    A sinusite acontece por uma combinação de fatores, como características individuais da pessoa, ambiente em que ela vive e presença de microrganismos. Entre as causas mais comuns, podemos destacar:

    • Infecções respiratórias: gripes, resfriados e outras doenças do trato respiratório inflamam e engrossam as membranas nasais, bloqueando a drenagem natural do muco. Isso favorece a proliferação de vírus, bactérias ou até fungos, resultando num quadro de sinusite.
    • Alergias respiratórias: pessoas com rinite alérgica apresentam inflamação frequente da mucosa nasal, o que facilita a obstrução e torna o organismo mais vulnerável a episódios repetidos de sinusite. Alguns dos gatilhos incluem poeira, pólen, mofo e pelos de animais.
    • Fatores anatômicos: alterações estruturais como desvio de septo, pólipos nasais ou conchas aumentadas podem dificultar a drenagem natural das secreções, favorecendo o surgimento de inflamação e infecção.
    • Fatores ambientais e hábitos: poluição, fumaça de cigarro, uso excessivo de ar-condicionado, mudanças bruscas de temperatura e ambientes fechados ou úmidos aumentam o risco de crises de sinusite.

    Sinusite aguda x sinusite crônica

    Primeiro, é importante ressaltar que sinusite aguda e a crônica não são a mesma coisa, e se diferem especialmente pelo tempo de duração dos sintomas.

    De acordo com o otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, enquanto a sinusite aguda costuma durar até 12 semanas, a sinusite crônica se prolonga por mais tempo — e normalmente ocorre em pessoas que já têm predisposição genética ou alterações na mucosa.

    Os sintomas são parecidos nos dois tipos: nariz entupido, secreção, dor no rosto, tosse e alteração do olfato. A diferença está no tempo de duração e, no caso da forma crônica com pólipos, a obstrução nasal e a perda de olfato tendem a ser mais intensas.

    Alguns fatores como rinite, asma e tabagismo também aumentam o risco de desenvolver sinusite crônica.

    Quais os sintomas de sinusite?

    • Nariz entupido (obstrução nasal);
    • Secreção nasal espessa, amarelada ou esverdeada;
    • Dor ou pressão facial, especialmente na testa, maçãs do rosto e ao redor dos olhos;
    • Diminuição ou perda do olfato;
    • Tosse, mais comum à noite;
    • Febre baixa em alguns casos;
    • Mau hálito devido ao acúmulo de secreção.

    Como diferenciar a sinusite de um resfriado?

    Para diferenciar a sinusite e o resfriado, esteja atento à duração e intensidade dos sintomas.

    O resfriado é uma condição viral que costuma piorar nos primeiros três dias e, em seguida, melhora gradualmente. O tempo médio de duração é de 7 a 10 dias, podendo se estender um pouco mais em alguns casos, mas faz parte do curso normal da doença, conforme explica Giuliano Bongiovanni.

    No caso da sinusite, os sintomas tendem a persistir por mais de dez dias, com secreção nasal espessa e amarelada, dor no rosto, pressão na cabeça e sensação de congestão intensa. Isso implica que a inflamação nos seios paranasais se instalou e a pessoa pode precisar de tratamento específico.

    Sintomas de sinusite em crianças e idosos

    A sinusite pode afetar todas as idades, mas em crianças e idosos os sinais podem ser um pouco diferentes. No caso de pessoas mais velhas, os sinais tendem a ser parecidos com os dos adultos jovens, mas complicações podem ser mais sérias devido à imunidade reduzida ou presença de outras condições de saúde.

    Já no caso de crianças, Giuliano Bongiovanni aponta que a tosse costuma aparecer com mais frequência. Isso acontece porque a secreção que sai do nariz pode escorrer para a garganta, irritando a região e provocando o reflexo da tosse.

    O muco também pode ir para as vias respiratórias em pequenas quantidades, o que aumenta ainda mais a vontade de tossir.

    Leia também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da sinusite é clínico, ou seja, feito principalmente pela análise dos sintomas e exame físico realizado pelo médico.

    Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como endoscopia nasal, que permite visualizar a região de drenagem dos seios.

    “Quando não é possível avaliar bem, pode-se pedir tomografia dos seios paranasais. Normalmente não é necessário fazer os dois exames ao mesmo tempo”, complementa Giuliano.

    Como tratar a sinusite?

    O tratamento de sinusite depende da gravidade do quadro, mas normalmente envolve o alívio dos sintomas a partir de:

    • Uso de analgésicos para aliviar a dor facial e a pressão na cabeça;
    • Uso de antitérmicos em caso de febre;
    • Lavagem nasal com solução salina para fluidificar secreções e melhorar a respiração;
    • Hidratação adequada e repouso para favorecer a recuperação.

    Só quando os sintomas são muito intensos, duram mais de 10 dias sem melhora ou pioram depois de alguns dias é que pode haver necessidade de antibiótico, sempre prescrito por um médico.

    E a sinusite crônica?

    A sinusite crônica é uma condição inflamatória, geralmente associada a fatores como rinite, pólipos nasais ou até tabagismo. Nesses casos, o tratamento é baseado principalmente no uso contínuo de corticoide nasal para controlar a inflamação.

    Em algumas situações, quando há presença de pólipos ou quando o tratamento clínico não é suficiente, pode ser indicada a cirurgia endoscópica dos seios da face, que melhora a ventilação e a drenagem.

    Mesmo após a cirurgia, porém, a pessoa geralmente precisa manter o uso do corticoide nasal, porque a sinusite crônica não tem cura definitiva, mas pode ser controlada.

    Hoje em dia, também existem imunobiológicos que atuam nas vias inflamatórias da mucosa nasal, conforme aponta Giuliano. São medicamentos indicados em casos selecionados, principalmente para pacientes com pólipos nasais e inflamação refratária. Não é para todos os casos, mas é uma opção de tratamento mais recente.

    Sinusite é grave?

    A gravidade da sinusite varia de pessoa para pessoa, de acordo com Giulliano. Em alguns casos, ela pode causar complicações mais sérias, como problemas nos olhos ou até no cérebro, mas isso é menos comum.

    De modo geral, é considerado grave quando os sintomas são intensos — como nariz muito entupido, secreção em excesso, dor forte ou mal-estar.

    Na maioria dos casos, a sinusite melhora apenas com analgésicos e lavagem nasal, mas se os sintomas forem intensos, o ideal é procurar um médico, pois pode ser necessário usar remédios específicos ou antibióticos.

    Perguntas frequentes

    1. A sinusite é contagiosa?

    A sinusite em si não é considerada uma doença contagiosa, pois se trata de uma inflamação dos seios paranasais. No entanto, a infecção viral que pode desencadear a condição, como um resfriado ou gripe, é transmissível.

    Isso significa que você não “pega sinusite” de outra pessoa, mas pode contrair o vírus que, em alguns casos, evolui para um quadro de sinusite. Portanto, manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar contato direto com pessoas gripadas, é fundamental para reduzir o risco.

    2. Qual a diferença entre sinusite e rinite?

    As duas são condições respiratórias, mas não são iguais. A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, geralmente causada por alergias, e se manifesta com sintomas como espirros, coriza clara e coceira no nariz.

    Já a sinusite é a inflamação dos seios paranasais (cavidades ósseas ao redor do nariz), podendo gerar dor facial, secreção espessa e sensação de pressão. Muitas vezes, as duas condições podem ocorrer ao mesmo tempo, dificultando o diagnóstico.

    3. Sinusite crônica tem cura?

    A sinusite crônica pode ser controlada e tratada, mas não tem cura. Quando está associada a fatores estruturais, como desvio de septo ou pólipos nasais, pode ser necessário realizar cirurgia para corrigir o problema.

    Em casos relacionados a alergias, o controle é feito com medicamentos, lavagens nasais e acompanhamento médico, com o objetivo de reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

    4. Tenho sinusite, quando devo procurar um médico?

    É indicado procurar um médico se os sintomas de congestão, secreção espessa e dor no rosto persistirem por mais de 10 dias sem melhora, ou se houver febre alta, inchaço ao redor dos olhos, dor de cabeça muito forte ou visão turva. Os sinais podem indicar complicações que precisam de atenção imediata.

    5. Posso tratar sinusite em casa?

    Sim, em muitos casos é possível aliviar os sintomas em casa. Medidas como hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico, inalações com vapor e repouso ajudam bastante. No entanto, é importante não substituir a orientação médica, principalmente quando os sintomas são persistentes ou graves.

    6. Por que os seios paranasais ficam inflamados?

    Os seios paranasais inflamam quando a mucosa que os reveste incha e dificulta a drenagem natural do muco. Isso pode acontecer após resfriados virais, crises de rinite alérgica ou por alterações anatômicas, como desvio de septo.

    O acúmulo de secreção cria um ambiente favorável para vírus, bactérias ou fungos, o que desencadeia os sintomas.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

  • Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Você sabe o que é asma alérgica? A condição, que é comum durante a infância e adolescência, acontece quando o organismo reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, pólen, mofo ou pelos de animais. Isso causa inflamação das vias aéreas, deixando a respiração mais difícil.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é que cerca de 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, sendo a asma alérgica uma das formas mais comuns.

    Apesar de crônica, a condição pode ser controlada a partir de acompanhamento médico, tratamento adequado e mudanças no estilo de vida. Entenda mais, a seguir.

    O que causa a asma alérgica?

    A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é desencadeada quando o sistema imunológico identifica como perigosa uma substância inofensiva, chamada de alérgeno. Ao entrar em contato com o agente, o corpo reage liberando substâncias químicas que causam inflamação nos brônquios e estreitamento das vias respiratórias.

    Entre alguns dos principais alérgenos, estão:

    • Ácaros da poeira doméstica, encontrados em colchões, travesseiros, cortinas e tapetes;
    • Mofo e umidade, que são comuns em casas pouco arejadas;
    • Pelos e epitélio de animais de estimação, como gatos, cães e até roedores;
    • Cheiros fortes, como perfumes, produtos de limpeza, tintas e solventes;
    • Fumaça de cigarro;
    • Poluição do ar;
    • Pólen.

    Além dos alérgenos clássicos, alguns alimentos podem provocar reações em pessoas sensíveis, como leite, ovos, frutos do mar, amendoim e nozes. Eles são menos comuns do que alérgenos inalados, mas crises causadas por alimentos podem ser mais graves.

    Quais os sintomas de asma alérgica?

    Os sintomas da asma alérgica podem variar de pessoa para pessoa. De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, eles podem variar ao longo do tempo e tendem a surgir ou piorar em situações específicas, como exposição a alérgenos, prática de esforço físico, contato com ar frio ou durante infecções respiratórias.

    Os sinais mais comuns incluem:

    • Falta de ar;
    • Chiado no peito (som semelhante a um assobio ao respirar);
    • Tosse persistente, especialmente à noite ou de manhã cedo;
    • Aperto no peito;
    • Respiração rápida e cansada.

    Se a pessoa também tiver rinite ou outras alergias, podem surgir sintomas como coriza constante, coceira nos olhos, nariz entupido e irritação na pele.

    Além disso, em situações mais graves, quando o alérgeno é ingerido (por exemplo, alimentos), os sintomas podem evoluir para:

    • Urticária;
    • Inchaço nos lábios, rosto ou língua;
    • Dificuldade para engolir;
    • Anafilaxia: uma reação alérgica grave, que exige atendimento médico imediato.

    Como diferenciar a falta de ar da asma alérgica de outras condições?

    A falta de ar é um sintoma que pode estar presente em diversas doenças respiratórias e cardíacas — então, para evitar confusão, é importante estar atento a alguns sinais.

    Em casos de asma alérgica, Brianna aponta que é possível observar que:

    • A falta de ar geralmente vem acompanhada de chiado no peito e tosse;
    • Os sintomas melhoram após o uso de broncodilatadores (medicações inalatórias);
    • Pode haver piora durante a noite, esforço físico ou contato com alérgenos.

    Já em outras condições, como doenças cardíacas ou DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), a falta de ar tem características diferentes: além de não responder tão bem ao broncodilatador, ela pode estar associada a inchaço nas pernas, dor no peito ou histórico de tabagismo prolongado.

    Leia também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de asma alérgica é feito por um médico, geralmente pneumologista ou alergista, a partir de uma avaliação clínica, histórico de sintomas e exames complementares.

    Segundo Brianna, entre os exames que ajudam na identificação da condição, estão:

    • Espirometria: mede a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, verificando se existe obstrução das vias aéreas;
    • Pico de fluxo expiratório: teste simples para acompanhar a variação da respiração ao longo do tempo;
    • Testes alérgicos (cutâneos ou IgE específica): ajudam a identificar quais alérgenos desencadeiam as crises;
    • Exames de inflamação tipo 2: como FeNO e eosinofilia, que ajudam a mostrar quando a asma tem origem alérgica.

    Como é feito o tratamento de asma alérgica?

    O tratamento da asma alérgica é feito para controlar a inflamação dos pulmões, aliviar os sintomas e evitar crises. De acordo com Brianna e o Ministério da Saúde, os principais cuidados são:

    1. Remédios de controle

    O uso de corticoides inalatórios é a forma mais eficaz de reduzir a inflamação das vias aéreas. Em alguns casos, podem ser combinados com o formoterol, um broncodilatador de ação prolongada. Eles devem ser utilizados de forma contínua, mesmo em períodos sem sintomas, pois ajudam a manter a doença sob controle.

    2. Remédios para aliviar os sintomas

    Os remédios broncodilatadores de curta duração são usados em situações de crise, quando há falta de ar ou chiado no peito. Eles promovem melhora rápida da respiração, mas não substituem o tratamento clínico indicado pelo médico.

    3. Evitar gatilhos e tratar comorbidades

    Identificar e reduzir o contato com alérgenos como poeira, mofo, pólen e pelos de animais é um dos principais passos para evitar crises. Além disso, Brianna destaca que o tratamento de condições associadas, como rinite alérgica e dermatite atópica, pode melhorar significativamente o controle da asma.

    4. Imunoterapia (vacinas de alergia)

    Em alguns casos, a imunoterapia sublingual (SLIT) ou subcutânea (SCIT) pode ser indicada. O tratamento consiste na aplicação gradual de doses do alérgeno, ajudando o organismo a desenvolver tolerância. A abordagem pode reduzir os sintomas, a frequência das crises e até a necessidade de remédio.

    Asma alérgica tem cura?

    Segundo explica a alergista Brianna Nicoletti, a asma é uma doença crônica, o que significa que ela não tem cura. Contudo, algumas pessoas podem passar anos sem sintomas ou com sintomas muito leves — isso é chamado de remissão clínica. Mesmo assim, existe a chance de a doença voltar, por isso é importante manter o acompanhamento médico.

    Perguntas frequentes

    1. Posso praticar atividade física mesmo tendo asma alérgica?

    Sim! A prática regular de exercícios físicos é recomendada, pois melhora a capacidade pulmonar e fortalece o organismo. O ideal é conversar com o médico para ajustar o tratamento e, se necessário, usar a medicação preventiva antes das atividades. Alguns esportes, como natação, costumam ser bem tolerados.

    2. A asma alérgica pode piorar à noite?

    Sim. Muitas pessoas percebem que a tosse e o chiado ficam mais intensos durante a madrugada — e isso pode estar relacionado à posição de dormir, à exposição a ácaros nos travesseiros ou ao maior contato com poeira acumulada no quarto. Algumas medidas simples no dia a dia, como trocar a roupa de cama semanalmente e manter o ambiente limpo, ajudam com os sintomas.

    3. O cigarro pode piorar a asma alérgica?

    Com certeza. A fumaça do cigarro é um dos principais irritantes das vias respiratórias, mesmo para pessoas que não têm asma. Em pessoas alérgicas, ela aumenta as crises e reduz o efeito dos medicamentos. Por isso, evitar o tabagismo ativo e passivo é uma das recomendações mais importantes no tratamento.

    4. O que fazer em caso de crise de asma alérgica?

    Durante uma crise, a pessoa deve usar imediatamente o medicamento de alívio prescrito pelo médico, geralmente o broncodilatador inalatório. É importante manter a calma, sentar-se ereto para facilitar a respiração e evitar esforço físico.

    Se não melhorar após o uso da medicação ou se os sintomas forem muito intensos, é fundamental procurar atendimento de emergência.

    5. A asma alérgica pode desaparecer com o tempo?

    Em algumas pessoas, principalmente crianças e adolescentes, os sintomas podem diminuir ou até desaparecer por alguns anos, o que é conhecido como remissão clínica. No entanto, como a asma é crônica, existe sempre a possibilidade de os sintomas voltarem em algum momento da vida.

    6. Mudanças climáticas influenciam na asma alérgica?

    O frio intenso, a mudança repentina de temperatura e até períodos de baixa umidade podem agravar os sintomas de asma. Por isso, é comum que as crises aumentem durante o inverno ou em dias muito secos.

    7. Existe relação entre rinite e asma alérgica?

    Pessoas com rinite alérgica têm maior chance de desenvolver asma, já que ambas as condições estão ligadas ao mesmo mecanismo inflamatório das vias respiratórias. Além disso, tratar a rinite é fundamental para melhorar o controle da asma, pois elas compartilham os mesmos gatilhos, como poeira, mofo, pólens e pelos de animais.

    Quando a rinite está bem controlada, a frequência e a intensidade das crises de asma tendem a diminuir, facilitando o tratamento.

    8. Qual a diferença entre bronquite e asma alérgica?

    A bronquite é a inflamação dos brônquios, que pode ser aguda (curta duração) ou crônica (geralmente em fumantes). Já a asma alérgica é uma doença crônica de origem alérgica, caracterizada por crises repetidas de falta de ar e chiado, que melhoram com tratamento específico.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

  • Cirurgia de coluna: 5 condições em que ela pode ser necessária 

    Cirurgia de coluna: 5 condições em que ela pode ser necessária 

    A dor na coluna é um dos problemas de saúde mais comuns da atualidade e, normalmente, está associada a hábitos de vida inadequados, como a má postura, o sedentarismo e até mesmo a sobrecarga física causada por esforços repetitivos.

    Na maioria dos casos, o tratamento conservador, que envolve o uso de remédios e fisioterapia, é suficiente para controlar os sintomas e devolver qualidade de vida ao paciente. Porém, em situações mais graves, pode ser necessária a realização de uma cirurgia de coluna para corrigir o problema.

    Para entender melhor as indicações de cirurgia, como funciona e os cuidados, conversamos com uma especialista e reunimos algumas orientações práticas a seguir.

    Quais condições podem exigir uma cirurgia de coluna?

    A primeira coisa a entender é que nem toda dor nas costas é motivo para cirurgia. Na verdade, a grande maioria das dores melhora sem necessidade de intervenção cirúrgica. Ainda assim, existem algumas condições em que a cirurgia pode ser indicada, sempre com avaliação cuidadosa e individualizada pelo médico.

    1. Hérnia de disco

    A hérnia de disco é uma das causas mais frequentes de indicação de cirurgia de coluna, de acordo com a neurocirurgiã Ana Gandolfi, da Escola Paulista de Medicina. A condição ocorre quando o disco intervertebral, que funciona como uma espécie de almofada entre as vértebras, se desloca ou se rompe.

    Quando isso acontece, ele pode pressionar os nervos próximos e gerar uma série de sintomas, como dor intensa na coluna — que muitas vezes se irradia para braços ou pernas, além de formigamento, perda de sensibilidade e até fraqueza muscular.

    “Normalmente, se o quadro é apenas de dor e conseguimos um bom controle com analgésicos, mesmo que sejam aplicados localmente e não apenas pela boca, conseguimos dispensar a cirurgia. Já nos casos em que há um déficit de sensibilidade persistente ou um déficit motor, realmente precisamos recorrer a ela”, explica a especialista.

    2. Estenose da coluna

    A estenose da coluna acontece quando o canal vertebral, por onde passam a medula espinhal e os nervos, fica mais estreito do que o normal. O estreitamento pode ser provocado por artrose, espessamento de ligamentos, hérnias de disco ou até pelo crescimento de pequenas projeções ósseas.

    Quando o espaço se reduz, os nervos acabam sendo comprimidos, o que provoca uma série de sintomas, como dor lombar ou cervical, dificuldade para caminhar longas distâncias, sensação de peso nas pernas, formigamento, dormência e até fraqueza muscular.

    3. Traumas e fraturas

    Acidentes de carro, quedas de grande impacto ou traumas durante a prática esportiva podem provocar fraturas e instabilidade na coluna. Quando isso acontece, existe o risco de comprometimento da medula espinhal e dos nervos, o que pode causar dor intensa, perda de movimentos ou até paralisia.

    Nessas situações, muitas vezes a cirurgia precisa ser realizada de forma emergencial. O objetivo principal é estabilizar a coluna rapidamente, corrigir a fratura e evitar danos neurológicos permanentes, permitindo que a pessoa tenha melhores condições de recuperação.

    4. Tumores ou infecções

    Embora sejam causas menos frequentes, tumores e infecções podem comprometer a estrutura óssea da coluna ou pressionar diretamente os nervos e a medula. Nessas situações, a cirurgia pode ser indicada para remover a lesão, aliviar os sintomas e, ao mesmo tempo, estabilizar a coluna, prevenindo complicações mais graves.

    5. Deformidades da coluna

    Alterações como escoliose, cifose ou outras deformidades podem, nos casos mais graves, exigir tratamento cirúrgico. A correção é considerada principalmente quando a curvatura interfere na respiração, prejudica a postura ou provoca dor intensa e incapacitante.

    O objetivo da cirurgia é alinhar a coluna, melhorar a função e oferecer mais qualidade de vida ao paciente.

    Quando a cirurgia de coluna é realmente necessária?

    A cirurgia de coluna só é necessária em situações específicas, que não melhoram com o tratamento conservador — como remédios e fisioterapia. Na maioria dos casos, mesmo quem tem hérnia de disco ou outras alterações consegue controlar os sintomas sem precisar operar.

    No entanto, existem algumas situações em que a cirurgia passa a ser indicada:

    • Déficit motor persistente: quando o paciente perde força em algum membro (como braço ou perna) e a fraqueza não melhora. Isso indica que o nervo está sendo comprimido de forma importante;
    • Déficit de sensibilidade persistente: quando há perda de sensibilidade que não regride com o tratamento clínico;
    • Dor intratável: quando a dor é tão intensa que não melhora mesmo com o uso de analgésicos potentes, fisioterapia ou outras medidas.

    Nessas situações, a cirurgia tem como objetivo aliviar a compressão nervosa, de modo que a dor costuma melhorar imediatamente após o procedimento, a força muscular tende a se recuperar em dias a semanas, e a sensibilidade, em semanas a meses.

    É importante lembrar que cada caso é avaliado individualmente pelo médico, que considera não apenas os sintomas neurológicos e de dor, mas também as condições clínicas gerais do paciente para garantir segurança no procedimento.

    Veja também: Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Como funcionam as cirurgias minimamente invasivas na coluna?

    Segundo a neurocirurgiã Ana Gandolfi, as cirurgias minimamente invasivas na coluna são realizadas com cortes menores, tanto na pele quanto na musculatura — o que reduz o trauma cirúrgico.

    Com o trauma cirúrgico menor, a tendência é ter menos dor no pós-operatório, menor sangramento e tempo de internação. A recuperação também tende a ser mais rápida, e o paciente geralmente consegue retomar atividades do dia a dia e iniciar a fisioterapia em menos tempo quando comparado a uma cirurgia tradicional.

    A abordagem é especialmente indicada em casos como hérnia de disco, estenose (estreitamento do canal da coluna) ou pequenas instabilidades vertebrais. Nessas situações, a cirurgia minimamente invasiva pode oferecer os mesmos resultados de uma cirurgia aberta tradicional, mas com menor impacto físico e emocional para o paciente.

    Avaliação pré-operatória da cirurgia de coluna

    Antes de recomendar a cirurgia, o médico avalia não só o quadro neurológico (perda de força, sensibilidade, intensidade da dor), mas também as condições clínicas gerais da pessoa. Muitas vezes, é necessário passar por uma consulta com um clínico geral ou anestesista para a chamada avaliação pré-anestésica.

    O preparo é fundamental para verificar se o paciente tem condições de ser submetido ao procedimento com segurança. Dependendo do caso, podem ser pedidos exames laboratoriais, de imagem e cardíacos, além de ajustes em medicamentos de uso contínuo.

    Pós-operatório: quais os principais cuidados?

    A recuperação após a cirurgia de coluna depende de vários fatores, como idade da pessoa, estado físico antes da cirurgia e tipo de procedimento realizado, segundo Ana Gandolfi. Ela aponta algumas orientações:

    • Em casos de cirurgia para hérnia de disco, em cerca de 15 dias o paciente já apresenta melhora significativa, voltando a se movimentar quase que normalmente;
    • É recomendado evitar carregar peso por pelo menos 30 dias. Após o período, já é possível retomar atividades do dia a dia, inclusive academia, de forma gradual;
    • Em cirurgias mais complexas, como a fixação (artrodese com parafusos), o tempo de recuperação é maior e depende da extensão e localização da intervenção.

    Em todos os casos, o acompanhamento médico e a fisioterapia são fundamentais para garantir uma boa cicatrização e prevenir complicações.

    Quais os riscos da cirurgia de coluna?

    Apesar de a cirurgia de coluna ser considerada segura quando bem indicada, alguns riscos ainda precisam ser levados em conta. Como explica a neurocirurgiã Ana Gandolfi, existe a possibilidade de ocorrer uma lesão acidental durante o procedimento, o que poderia levar à piora dos sintomas — embora seja uma complicação menos frequente.

    Outro risco é a fístula liquórica, que acontece quando o líquido natural que circula entre o cérebro e a coluna vaza durante ou após a operação. Se esse escape for percebido ainda na cirurgia, pode ser corrigido no mesmo momento, garantindo boa recuperação do paciente.

    No entanto, em alguns casos o vazamento só se manifesta no pós-operatório, até mesmo quando o paciente já está em casa. Nesse caso, ele precisa ser internado novamente, seja para uma nova abordagem surgica ou para um procedimento que auxilie na cicatrização, impedindo que o líquido continue saindo.

    E as vantagens da cirurgia de coluna?

    A cirurgia de coluna, quando bem indicada, traz benefícios importantes e perceptíveis para qualidade de vida da pessoa que sofria com dor ou limitações. De acordo com a neurocirurgiã Ana Gandolfi, muitos pacientes acordam sem a dor intensa que sentiam anteriormente, o que representa um grande alívio imediato.

    Além disso, quando o déficit motor não é completo, a força muscular tende a se recuperar de forma gradual, em questão de dias a semanas. Já a sensibilidade, embora seja um pouco mais lenta, também costuma melhorar progressivamente — geralmente ao longo de semanas a meses.

    Ao mesmo tempo, o paciente também recupera a autonomia no dia a dia e a melhora funcional permite retomar atividades simples, como caminhar, trabalhar e se exercitar de maneira segura.

    Confira: Má postura pode causar lesões na coluna? Saiba como corrigir a postura

    Perguntas frequentes sobre cirurgia de coluna

    1. Quem tem hérnia de disco sempre precisa operar?

    Não. A maioria das pessoas com hérnia de disco melhora apenas com tratamento clínico, que inclui remédios, fisioterapia, repouso e ajustes na rotina.

    A cirurgia só é indicada quando as medidas não funcionam ou quando o paciente apresenta perda de força ou sensibilidade em braços ou pernas. Isso acontece porque a hérnia pode comprimir os nervos da coluna.

    2. O problema pode voltar depois da cirurgia?

    Pode. A cirurgia melhora o quadro atual, mas não impede que o problema volte em outro ponto da coluna ou até no mesmo local. O desgaste natural, a idade e o sedentarismo podem favorecer o aparecimento de novas hérnias ou outras condições.

    Por isso, mesmo depois da cirurgia, é fundamental manter cuidados no dia a dia, como praticar exercícios físicos, fortalecer a musculatura que sustenta a coluna, controlar o peso e evitar esforços excessivos.

    3. Quanto tempo preciso ficar internado após a cirurgia de coluna?

    Na maioria das cirurgias simples, como a de hérnia de disco, o paciente costuma ficar internado de um a dois dias.

    Já em cirurgias mais complexas, como as de fixação com parafusos, o tempo de internação pode ser maior, variando de quatro a cinco dias, dependendo da evolução. A duração exata depende do tipo de cirurgia, da gravidade da condição e do estado de saúde do paciente.

    4. Posso dirigir depois da cirurgia de coluna?

    Não imediatamente. O recomendado é esperar entre duas e quatro semanas antes de voltar a dirigir (ou o tempo recomendado pelo médico), pois a coluna ainda está em processo de cicatrização. Tentar dirigir antes desse período pode trazer riscos, como abrir a cicatriz, causar dor ou até comprometer a recuperação.

    O tempo exato depende do tipo de cirurgia e da resposta de cada paciente. Por isso, o ideal é conversar com o médico na consulta de retorno para confirmar quando será seguro voltar ao volante.

    5. A fisioterapia é obrigatória após a cirurgia de coluna?

    Sim, na maioria dos casos. A fisioterapia ajuda a recuperar a força, melhorar a postura e acelerar a volta às atividades. Ela também reduz o risco de o problema voltar.

    O início da fisioterapia e o tipo de exercício variam conforme a cirurgia feita, mas geralmente começam algumas semanas depois do procedimento, quando o médico libera.

    6. A cirurgia de coluna deixa cicatriz grande?

    Depende da técnica utilizada. Nas cirurgias tradicionais, a cicatriz costuma ter alguns centímetros, variando de acordo com a extensão da área operada. Já nas cirurgias minimamente invasivas, feitas com cortes pequenos de cerca de dois a três centímetros, a marca na pele é muito menor.

    Além da questão estética, essas técnicas menos invasivas também costumam permitir uma recuperação mais rápida e menos dolorosa.

    Leia também: Quando a dor nas costas pode ser preocupante? Entenda os sinais de alerta

  • Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    A palavra arritmia costuma assustar, mas nem sempre ela representa um risco imediato. Antes de tudo, é importante entender o que significa: a arritmia é uma alteração no ritmo do coração, quando os batimentos ficam irregulares.

    O coração possui um sistema elétrico formado por células que geram e conduzem impulsos responsáveis pelos batimentos. Quando esse sistema falha, surgem as arritmias. Isso pode fazer com que o coração bata muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma completamente desordenada.

    Sintomas da arritmia cardíaca

    Os sintomas podem variar bastante: algumas pessoas percebem apenas palpitações (aquela sensação de coração acelerado ou fora de ritmo), enquanto outras apresentam sinais mais sérios, como tontura, fraqueza, falta de ar, dor no peito ou até desmaios.

    É importante lembrar que nem todo mundo com arritmia apresenta sintomas, por isso é importante se consultar com um médico de tempos em tempos.

    Quando a arritmia é perigosa?

    Muitas arritmias são benignas e não representam risco imediato. No entanto, em alguns casos, elas podem trazer complicações sérias, como:

    • Acidente Vascular Cerebral (AVC): quando o sangue se acumula no coração, podem se formar coágulos que migram para o cérebro;
    • Insuficiência cardíaca: arritmias podem reduzir a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente;
    • Parada cardíaca: em situações graves, a arritmia pode levar à interrupção total dos batimentos, sendo potencialmente fatal.

    Veja também: Eletrocardiograma: entenda para que serve e quem deve fazer o exame

    Sinais de alerta: quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda médica imediatamente se a arritmia vier acompanhada de:

    • Tontura intensa;
    • Desmaio ou perda de consciência;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar importante.

    Nessas situações, a avaliação rápida do médico é fundamental para reduzir riscos e evitar complicações.

    Tratamento da arritmia cardíaca

    O tratamento depende do tipo de arritmia e da gravidade dos sintomas. Em alguns casos, pode não ser necessário nenhum medicamento. Em outros, o médico pode indicar desde remédios até procedimentos mais específicos, sempre com o objetivo de regular o ritmo cardíaco e reduzir os riscos associados.

    Confira: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre arritmia cardíaca

    1. Arritmia cardíaca sempre é grave?

    Não. Muitas arritmias são benignas, mas algumas podem causar complicações sérias. A avaliação médica é essencial para diferenciar.

    2. Como saber se estou tendo uma arritmia?

    A sensação de palpitações, coração acelerado, tontura, falta de ar ou desmaios podem indicar arritmia. O diagnóstico definitivo é feito com exames como eletrocardiograma ou Holter 24h.

    3. Arritmia pode causar morte súbita?

    Sim, nos casos mais graves, a arritmia pode levar a uma parada cardíaca. Por isso, os sinais de alerta não devem ser ignorados.

    4. Quem tem arritmia pode praticar exercícios físicos?

    Depende do tipo e da gravidade da arritmia. O médico deve avaliar caso a caso antes de liberar atividades físicas.

    5. Qual a diferença entre taquicardia e arritmia?

    A taquicardia é quando o coração bate muito rápido. Já a arritmia é um termo mais amplo, que inclui esses batimentos rápidos, os lentos ou os irregulares.

    6. Existe prevenção para arritmia cardíaca?

    Manter hábitos saudáveis, tratar doenças como pressão alta, além de evitar o excesso de álcool, cafeína e cigarro, ajudam a reduzir o risco.

    7. Toda palpitação é sinal de arritmia?

    Não. Palpitações podem acontecer em situações de estresse, ansiedade ou esforço físico. Mas se forem frequentes ou acompanhadas de sintomas, é importante investigar.

    Leia também: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • Candidíase vaginal: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Candidíase vaginal: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Coceira intensa, corrimento branco e vermelhidão na área vaginal são alguns dos principais sintomas de candidíase, uma infecção fúngica causada predominantemente por espécies do gênero Candida — especialmente a Candida albicans.

    Normalmente, ela surge quando há um desequilíbrio na flora vaginal, que permite a proliferação excessiva do fungo, e pode impactar diretamente a qualidade de vida. Por isso, é fundamental saber reconhecer os sinais precocemente e buscar orientação médica para confirmar o diagnóstico.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Ana Paula Beck para esclarecer as principais dúvidas sobre a condição, como ela se manifesta e os métodos de tratamento. Confira!

    O que é candidíase vaginal?

    A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, especialmente a Candida albicans, que vive naturalmente no corpo humano, principalmente na boca, no intestino e na região genital.

    No entanto, em situações de desequilíbrio, como baixa imunidade, uso de antibióticos ou alterações hormonais, o fungo pode se multiplicar em excesso e causar a infecção. Apesar do Candida albicans ser o principal responsável pela condição, Ana Paula Beck aponta que outras espécies, como a C. glabrata, também possam estar envolvidas — principalmente em casos complicados ou recorrentes.

    Causas da candidíase vaginal

    A candidíase surge quando há desequilíbrio na flora vaginal, o que favorece o crescimento excessivo do fungo. Entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da candidíase estão:

    • Uso frequente de antibióticos, que reduzem a flora vaginal protetora;
    • Alterações hormonais, como gravidez, uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal;
    • Diabetes mal controlado;
    • Imunossupressão (HIV, quimioterapia, uso de corticoides);
    • Estresse e noites mal dormidas, que enfraquecem a imunidade;
    • Roupas íntimas sintéticas e apertadas, que aumentam a umidade e o calor local.

    “O fungo é parte da microbiota vaginal normal em até 20% das mulheres assintomáticas, mas pode causar doença quando há desequilíbrio local ou sistêmico”, complementa Ana Paula Beck.

    Quais são os sintomas da candidíase vaginal?

    Os sintomas da candidíase são bastante característicos, mas podem variar de intensidade de pessoa para pessoa. Segundo Ana Paula, os sinais mais comuns incluem:

    • Coceira intensa (prurido vulvar), normalmente é o sintoma mais incômodo;
    • Corrimento branco e espesso: com aspecto semelhante ao leite coalhado, sem odor;
    • Ardência e dor ao urinar;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Irritação, vermelhidão e inchaço na vulva;
    • Possíveis fissuras e escoriações na pele da região íntima.

    Como diferenciar candidíase de outras infecções vaginais?

    Para diferenciar a candidíase de outras infecções vaginais, é importante observar as características de cada uma. A ginecologista Ana Paula Beck aponta:

    • Candidíase: pH vaginal geralmente normal (<4,5), corrimento branco e grumoso, sem odor;
    • Vaginose bacteriana: corrimento acinzentado e com odor desagradável (semelhante a peixe);
    • Tricomoníase: corrimento amarelado ou esverdeado, espumoso, pH elevado (>4,5), e sintomas como dor abdominal.

    O diagnóstico definitivo pode ser feito pelo médico com exames laboratoriais, como a microscopia ou cultura de Candida.

    A candidíase só acontece durante a menstruação?

    A candidíase pode surgir em qualquer fase do ciclo menstrual. No entanto, muitas mulheres relatam sintomas mais intensos alguns dias antes da menstruação, possivelmente devido a alterações hormonais que favorecem o crescimento do fungo.

    Veja também: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Como é feito o diagnóstico de candidíase vaginal?

    O diagnóstico da candidíase vaginal é feito a partir da história clínica e do exame ginecológico. O médico avalia os sintomas relatados pela pessoa e observa características como corrimento, vermelhidão e lesões.

    Para confirmar, ele pode solicitar alguns exames, como:

    • Microscopia com KOH: mostra a presença do fungo Candida, como leveduras e filamentos (hifas ou pseudohifas);
    • Cultura vaginal: usada em casos de candidíase recorrente ou resistente;
    • Medição do pH vaginal: ajuda a diferenciar de outras infecções.

    É importante ressaltar que a automedicação pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico. Por isso, procurar atendimento médico é fundamental quando os sintomas persistem.

    Como tratar a candidíase vaginal?

    O tratamento da candidíase geralmente é feito com antifúngicos, que podem ser aplicados direto na região íntima, como cremes e óvulos, ou tomados por via oral, como o remédio fluconazol. Em gestantes, a recomendação é usar apenas os medicamentos locais.

    Em casos causados por fungos diferentes do mais comum (Candida albicans), como a Candida glabrata, pode ser preciso usar outras opções, como cápsulas vaginais de ácido bórico ou outros medicamentos, de acordo com Ana Paula.

    Candidíase recorrente: o que é e por que acontece?

    A candidíase de repetição, também conhecida como candidíase recorrente, é quando uma pessoa tem quatro ou mais episódios de candidíase ao longo de um ano. De acordo com Paula, ela pode acontecer devido às seguintes situações:

    • Aumento dos níveis de estrogênio, tais como o uso de anticoncepcionais orais ou durante a gravidez;
    • Uso de antibióticos;
    • Diabetes;
    • Imunossupressão;
    • Uso de corticosteroides;
    • Predisposição genética.

    Em casos de candidíase de repetição, o médico pode indicar um tratamento mais longo: primeiro para controlar os sintomas e depois uma fase de manutenção, com fluconazol semanal por alguns meses. Mesmo assim, cerca de metade das mulheres pode ter nova recaída depois que o remédio é suspenso.

    “Novos agentes, como oteseconazol, estão aprovados pelo FDA nos Estados Unidos para prevenção de candidíase recorrente em mulheres que não estejam em planejamento de gravidez”, complementa a ginecologista.

    É possível prevenir a candidíase?

    Nem sempre é possível prevenir um quadro de candidíase, mas algumas mudanças de hábitos no dia a dia ajudam a diminuir o risco, como:

    • Evitar duchas vaginais e uso excessivo de sabonetes íntimos;
    • Optar por roupas íntimas de algodão e mais soltas;
    • Manter a região íntima seca sempre que possível;
    • Reduzir o consumo excessivo de açúcares, já que a glicose favorece a proliferação do fungo;
    • Usar antibióticos apenas quando realmente necessário e com acompanhamento médico;
    • Avaliar, junto ao ginecologista, outras opções de anticoncepcionais, caso haja relação com os episódios.

    Candidíase vaginal tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. A ginecologista e obstetra Ana Paula explica que a candidíase aguda e não complicada costuma responder bem ao tratamento com antifúngicos, seja em creme vaginal (clotrimazol, miconazol) ou comprimido oral (fluconazol em dose única).

    Contudo, quando a candidíase é recorrente, o tratamento precisa ser mais longo, geralmente com antifúngico por semanas, seguido de doses de manutenção para evitar novas crises.

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    Perguntas frequentes

    1. Candidíase é uma infecção sexualmente transmissível?

    A candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível. Ela é causada pelo crescimento descontrolado do fungo Candida albicans, que vive naturalmente no corpo, devido a fatores que desequilibram a flora natural.

    A infecção pode ser transmitida durante a relação sexual, mas é um caso raro. O tratamento de parceiros só é indicado se houver sintomas, como coceira, irritação ou lesões, ou em casos de candidíase recorrente.

    2. A candidíase pode aparecer durante a gravidez?

    Sim, e é até mais comum nesse período, devido a alterações hormonais e diminuição da imunidade da gestante. O tratamento deve ser sempre feito com medicamentos tópicos, como cremes, já que os comprimidos orais não são recomendados para gestantes.

    3. Existe relação entre candidíase e estresse?

    Sim! O estresse intenso pode enfraquecer o sistema imunológico e alterar o equilíbrio da flora vaginal, facilitando o crescimento da Candida.

    Além disso, situações de estresse costumam vir acompanhadas de má alimentação, noites mal dormidas e uso excessivo de estimulantes, como café, o que pode aumentar ainda mais o risco de crises.

    4. Qual a relação entre candidíase e antibióticos?

    O uso de antibióticos de amplo espectro pode desequilibrar a flora natural da boca ou da vagina. Isso acontece porque o remédio elimina várias bactérias que normalmente controlam o crescimento de fungos, como a Candida.

    Quando essa “barreira protetora” some, o fungo encontra espaço para se multiplicar. Por isso, pessoas que usam antibióticos com frequência ou passam por tratamentos longos no hospital têm maior risco de desenvolver candidíase, seja na região íntima ou na boca.

    5. O uso de roupas apertadas aumenta o risco de candidíase?

    Sim, pois roupas muito justas e de tecido sintético dificultam a ventilação da região íntima, retêm calor e umidade — criando um ambiente perfeito para o crescimento do fungo. O ideal é usar calcinhas de algodão e evitar o uso prolongado de roupas como calças jeans muito justas ou biquínis molhados.

    6. Probióticos ajudam a prevenir a candidíase?

    Os probióticos podem ajudar a equilibrar a flora vaginal e intestinal, reforçando as bactérias de defesa. Ainda não existem evidências científicas fortes de que eles possam prevenir definitivamente a candidíase, mas algumas pesquisas indicam benefícios como redução da recorrência. Eles não substituem o tratamento médico, mas podem ser usados como complemento.

    7. Homens podem ter candidíase?

    A resposta é sim. O fungo Candida está presente em todos os corpos e, quando cresce em excesso, pode causar a infecção. A região da virilha, inclusive, é mais vulnerável por causa da umidade e das dobras de pele. Na maioria dos casos, a candidíase peniana surge após relação sexual sem preservativo com uma parceira infectada.

    Os sintomas podem ser sutis, mas incluem vermelhidão, placas brancas no pênis e coceira ou ardência. No surgimento dos sintomas, é importante procurar um médico para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

    8. Quais os primeiros sinais de candidíase?

    Os primeiros sinais mais comuns de candidíase costumam ser bem característicos, como:

    • Coceira intensa na região íntima, que pode piorar à noite ou após urinar;
    • Ardência ou queimação na vulva ou vagina;
    • Corrimento branco espesso e grumoso, parecido com leite talhado, geralmente sem odor forte;
    • Vermelhidão e inchaço na região genital;
    • Desconforto ou dor durante a relação sexual;
    • Em alguns casos, dor leve ao urinar.

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