Categoria: Doenças & Condições

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  • Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    A diástase do reto abdominal é uma condição relativamente comum, especialmente após a gestação, mas que também pode ocorrer em outras situações. Muitas pessoas percebem uma barriga saliente persistente e não sabem que isso pode estar relacionado ao afastamento dos músculos abdominais.

    Embora nem sempre cause sintomas importantes, a diástase pode impactar a postura, a força do corpo e até o bem-estar no dia a dia. Entender o que é, por que acontece e como tratar ajuda a lidar melhor com a condição.

    O que é a diástase do reto abdominal

    Os músculos retos abdominais ficam na parte anterior do abdome e são unidos por uma estrutura chamada linha alba.

    Na diástase:

    • Ocorre afastamento desses músculos;
    • A distância entre eles aumenta;
    • Pode surgir uma saliência no abdome, principalmente ao fazer esforço.

    Esse afastamento pode variar de leve a mais acentuado.

    Principais causas da diástase

    A diástase geralmente está relacionada ao aumento da pressão dentro do abdome.

    Entre as principais causas estão:

    • Gestação, especialmente múltipla ou com bebês maiores;
    • Ganho de peso significativo;
    • Obesidade;
    • Esforço físico excessivo ou inadequado;
    • Enfraquecimento da musculatura abdominal.

    Durante a gravidez, o crescimento do útero e alterações hormonais favorecem essa separação.

    Quais são as consequências da diástase

    Nem todas as pessoas apresentam sintomas, mas podem ocorrer:

    • Abaulamento abdominal persistente;
    • Fraqueza na musculatura;
    • Dor lombar;
    • Alterações posturais;
    • Sensação de instabilidade no tronco.

    Em casos mais acentuados, pode haver aumento do risco de hérnias abdominais.

    Como identificar a diástase

    Alguns sinais podem levantar suspeita:

    • Abaulamento no centro do abdome ao fazer esforço;
    • Sensação de separação entre os músculos;
    • Dificuldade de contrair o abdome.

    O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, em alguns casos, exames de imagem como ultrassonografia.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do grau de diástase e dos sintomas.

    1. Tratamento conservador

    Na maioria dos casos, é a primeira abordagem.

    Esse tipo de tratamento envolve:

    • Exercícios específicos orientados por fisioterapeuta;
    • Reeducação postural;
    • Fortalecimento do core (músculos do tronco).

    Evitar exercícios inadequados é fundamental, pois alguns podem piorar o quadro. Por isso, é preciso ter orientação para fazer exercícios de musculação para que eles estejam adequados para a condição.

    2. Tratamento cirúrgico

    Indicado em situações mais graves.

    • Aproxima os músculos abdominais;
    • Reforça a parede abdominal.

    Em alguns casos, pode ser associado à abdominoplastia.

    A diástase pode voltar ao normal?

    Em alguns casos, especialmente após o parto, pode haver melhora espontânea.

    Quando persiste:

    • Exercícios orientados costumam trazer bons resultados;
    • Casos mais avançados podem exigir avaliação cirúrgica.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre diástase do reto abdominal

    1. Diástase é comum após a gravidez?

    Sim. É bastante frequente no pós-parto.

    2. É apenas estética?

    Não. Pode causar dor, fraqueza e alterações posturais.

    3. Exercícios ajudam?

    Sim. Exercícios específicos são uma das principais formas de tratamento.

    4. Abdominal tradicional piora?

    Pode piorar, principalmente nas fases iniciais.

    5. Quando a cirurgia é indicada?

    Quando há diástase importante ou falha do tratamento conservador.

    6. Homens podem ter diástase?

    Sim. Apesar de mais comum em mulheres, também pode ocorrer em homens.

    7. Pode causar hérnia?

    Sim. Em alguns casos, está associada a maior risco de hérnias.

    Veja mais: Terceiro trimestre de gravidez: entenda quando começa, sintomas e cuidados no período

  • Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    Verme do sushi: entenda o que é anisaquíase e como se proteger

    O consumo de peixe cru, como sushi, sashimi e ceviche, se tornou cada vez mais comum. Embora esses alimentos sejam seguros quando preparados corretamente, existe um risco pouco conhecido: a anisaquíase, uma infecção causada por um parasita presente em peixes contaminados, também conhecido por “verme do sushi”.

    Apesar de nem todos os casos provocarem sintomas, algumas pessoas podem desenvolver dor abdominal intensa poucas horas após a ingestão. Entenda como essa infecção acontece e o que você pode fazer para preveni-la, especialmente se você é uma pessoa que consome peixe cru com frequência.

    O que é a anisaquíase

    A anisaquíase é uma infecção parasitária causada por larvas do gênero Anisakis.

    • Esses parasitas fazem parte do ciclo de vida de animais marinhos;
    • Podem estar presentes em peixes e lulas;
    • O ser humano se infecta ao consumir alimentos crus ou mal cozidos.

    No organismo humano, as larvas não completam seu ciclo, mas podem provocar inflamação no trato gastrointestinal.

    Como acontece a infecção

    A infecção ocorre principalmente pela ingestão de:

    • Peixe cru ou mal cozido;
    • Frutos do mar contaminados;
    • Preparações como sushi, sashimi e ceviche.

    Após serem ingeridas, as larvas podem:

    • Penetrar na mucosa do estômago ou intestino;
    • Provocar inflamação local;
    • Desencadear sintomas digestivos agudos.

    Em alguns casos, também pode ocorrer reação alérgica.

    Principais sintomas do verme do sushi

    Os sintomas costumam surgir rapidamente, geralmente poucas horas após a ingestão.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor abdominal intensa e súbita;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensação de mal-estar;
    • Distensão abdominal.

    Em alguns casos, podem ocorrer:

    • Reações alérgicas, como urticária;
    • Quadros mais raros de obstrução intestinal.

    A intensidade pode variar de leve a grave.

    A anisaquíase é uma infecção grave?

    Na maioria das vezes, é uma condição autolimitada.

    No entanto, pode exigir avaliação médica quando:

    • A dor é intensa;
    • As larvas se fixam na mucosa do trato digestivo;
    • Há inflamação importante ou complicações.

    Em situações específicas, pode ser necessária endoscopia para remover o parasita.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica.

    Exames podem ser utilizados, como:

    • Endoscopia digestiva, que pode identificar e remover a larva;
    • Exames de imagem, quando há suspeita de complicações.

    O relato de ingestão recente de peixe cru é uma informação importante.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade dos sintomas.

    As principais abordagens incluem:

    • Remoção do parasita por endoscopia, quando possível;
    • Uso de medicamentos para alívio dos sintomas;
    • Observação clínica em casos leves.

    Na maioria dos casos, não é necessário uso de antiparasitários.

    Como prevenir a anisaquíase

    A prevenção está diretamente relacionada ao preparo adequado dos alimentos.

    Entre as principais medidas estão:

    • Consumir peixe cru apenas de estabelecimentos confiáveis;
    • Garantir congelamento adequado antes do consumo;
    • Evitar peixe cru de origem desconhecida;
    • Cozinhar bem o peixe sempre que possível.

    O congelamento adequado é uma das formas mais eficazes de eliminar as larvas.

    Veja também: Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre anisaquíase

    1. Todo peixe cru tem risco?

    Não necessariamente, mas existe risco se não houver preparo adequado.

    2. Congelar o peixe elimina o parasita?

    Sim. O congelamento em temperaturas adequadas pode matar as larvas.

    3. A anisaquíase é comum?

    É relativamente rara, mas pode ocorrer com o aumento do consumo de peixe cru.

    4. Quais alimentos podem transmitir?

    Principalmente peixe cru ou mal cozido, como sushi, sashimi e ceviche.

    5. Precisa tomar vermífugo?

    Na maioria dos casos, não.

    6. Pode causar alergia?

    Sim. Algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver dor intensa, vômitos persistentes ou sintomas após consumir peixe cru.

    Veja também: Intoxicação alimentar por alimentos crus: como se proteger

  • Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    Quando é preciso reverter a cirurgia bariátrica? Entenda os casos

    A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e costuma trazer benefícios importantes para a saúde. Na maioria das vezes, os resultados são duradouros e não exigem novas intervenções.

    No entanto, em situações específicas, pode ser necessário realizar uma reversão de cirurgia bariátrica ou até mesmo uma revisão da cirurgia. Esses procedimentos são menos comuns e geralmente indicados quando surgem complicações ou dificuldades relacionadas à cirurgia original.

    O que é a reversão da cirurgia bariátrica

    A reversão da cirurgia bariátrica é um procedimento realizado para desfazer ou modificar uma cirurgia anterior.

    Dependendo do caso, os objetivos podem incluir:

    • Restaurar a anatomia original do estômago e do intestino;
    • Corrigir complicações da cirurgia anterior;
    • Converter uma técnica bariátrica em outra mais adequada.

    Esse tipo de cirurgia é mais complexo e costuma ser realizado por equipes especializadas.

    Em quais situações a reversão pode ser necessária

    A reversão ou revisão bariátrica é indicada apenas em situações específicas.

    Entre as principais estão:

    • Complicações cirúrgicas persistentes;
    • Deficiências nutricionais graves que não respondem ao tratamento clínico;
    • Síndrome de dumping muito intensa;
    • Problemas anatômicos, como estenoses ou úlceras recorrentes;
    • Perda de peso excessiva associada à desnutrição.

    Nesses casos, o objetivo é corrigir o problema e melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Diferença entre reversão e revisão bariátrica

    Embora os termos sejam semelhantes, eles não significam exatamente a mesma coisa.

    1. Reversão da bariátrica

    • Busca restaurar a anatomia original do sistema digestivo;
    • Pode desfazer as alterações da cirurgia inicial.

    2. Revisão ou conversão bariátrica

    • Modifica a técnica utilizada anteriormente;
    • Pode transformar uma cirurgia em outra técnica diferente.

    Em alguns casos, uma técnica é convertida para outra que ofereça melhores resultados ou menos complicações.

    Como é feito o procedimento de reversão de cirurgia bariátrica

    A forma como a reversão é realizada depende do tipo de cirurgia inicial.

    De maneira geral, o procedimento pode envolver:

    • Reconstrução do estômago original;
    • Reconexão das alças intestinais ao trajeto normal.

    Assim como na bariátrica, a cirurgia pode ser feita por videolaparoscopia, com pequenas incisões.

    Por ser mais complexa, a decisão de realizar a reversão exige avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

    Como é a recuperação após a reversão de cirurgia bariátrica

    A recuperação pode variar conforme o procedimento realizado.

    De forma geral, envolve:

    • Internação hospitalar para monitorização;
    • Adaptação gradual da alimentação;
    • Acompanhamento médico e nutricional contínuo.

    O acompanhamento multidisciplinar continua sendo essencial para uma recuperação segura.

    Veja mais: Como a genética influencia o risco de obesidade? Endocrinologista explica

    Perguntas frequentes sobre reversão da cirurgia bariátrica

    1. A cirurgia bariátrica pode ser revertida?

    Em alguns casos, sim, principalmente quando há complicações relevantes.

    2. A reversão é comum?

    Não. A maioria das cirurgias não necessita reversão.

    3. Qualquer técnica pode ser revertida?

    Depende da técnica e da condição clínica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

    4. A reversão é uma cirurgia complexa?

    Sim. É considerada mais complexa que a cirurgia original.

    5. É possível voltar ao peso anterior?

    Pode ocorrer ganho de peso após a reversão, dependendo do caso.

    6. A reversão resolve todos os problemas?

    Nem sempre. O objetivo é tratar ou reduzir as complicações.

    7. Quem decide pela reversão?

    A decisão é médica, baseada em sintomas, exames e avaliação clínica.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

  • O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    O que é citomegalovirose e quando ela preocupa

    A citomegalovirose é uma infecção causada pelo citomegalovírus (CMV), um vírus bastante comum que pertence à família dos herpesvírus, a mesma do herpes simples e do vírus da varicela.

    Apesar de o nome parecer desconhecido para muitas pessoas, a infecção é bastante frequente. Estimativas indicam que grande parte da população entra em contato com o vírus ao longo da vida.

    Na maioria dos casos, a infecção passa despercebida e não causa sintomas importantes. Ainda assim, existem situações específicas em que a citomegalovirose merece mais atenção. Entenda mais abaixo.

    O que é o citomegalovírus?

    O citomegalovírus é um vírus que pode infectar diferentes células do organismo.

    Depois da primeira infecção, o vírus permanece no corpo em estado latente, ou seja, inativo. Isso é semelhante ao que acontece com outros vírus da família herpes.

    Na maioria das pessoas saudáveis, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle.

    Como ocorre a transmissão?

    O citomegalovírus pode ser transmitido por contato com fluidos corporais, como:

    • Saliva;
    • Urina;
    • Sangue;
    • Secreções genitais;
    • Leite materno.

    A transmissão pode ocorrer, por exemplo, em situações de:

    • Contato próximo entre pessoas;
    • Relações sexuais;
    • Transfusão de sangue;
    • Transplante de órgãos;
    • Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez.

    Quais são os sintomas da citomegalovirose?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa sintomas. Quando aparecem, os sinais podem ser semelhantes aos de uma gripe ou mononucleose.

    Sintomas mais comuns

    Entre os sintomas possíveis estão:

    • Febre;
    • Cansaço;
    • Dor de garganta;
    • Aumento de gânglios (ínguas);
    • Dores musculares.

    Esses sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

    Infecção silenciosa

    Muitas pessoas descobrem que já tiveram contato com o vírus apenas por meio de exames laboratoriais.

    Isso acontece porque a infecção frequentemente ocorre sem sintomas perceptíveis, ou se parece com um resfriado comum.

    Quem deve se preocupar mais com a citomegalovirose?

    Embora geralmente seja uma infecção leve, algumas pessoas precisam de atenção especial.

    Gestantes

    A infecção por citomegalovírus durante a gravidez pode ser transmitida para o bebê.

    Em alguns casos, isso pode causar citomegalovirose congênita, que pode levar a complicações como:

    • Perda auditiva;
    • Problemas neurológicos;
    • Atraso no desenvolvimento.

    Por isso, gestantes devem receber orientação médica sobre prevenção.

    Pessoas com imunidade comprometida

    Pessoas com sistema imunológico enfraquecido podem desenvolver formas mais graves da doença.

    Isso envolve:

    • Pacientes transplantados;
    • Pessoas em tratamento oncológico;
    • Pessoas vivendo com HIV avançado.

    Nesses casos, o vírus pode afetar órgãos como pulmões, olhos e trato gastrointestinal.

    Recém-nascidos

    Bebês infectados durante a gestação podem apresentar sintomas ao nascer ou desenvolver complicações posteriormente.

    Por isso, o acompanhamento pediátrico é importante quando há suspeita de infecção.

    Como prevenir a infecção?

    Não existe vacina disponível para o citomegalovírus.

    Algumas medidas simples podem reduzir o risco de transmissão:

    • Lavar as mãos com frequência;
    • Evitar compartilhar utensílios;
    • Ter cuidado com contato com secreções de crianças pequenas;
    • Adotar práticas sexuais seguras.

    Essas medidas são especialmente importantes para gestantes.

    Existe tratamento?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a citomegalovirose não requer tratamento específico. O organismo costuma controlar o vírus naturalmente.

    Em casos mais graves, principalmente em pacientes imunossuprimidos, podem ser utilizados medicamentos antivirais específicos.

    Veja mais: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

    Perguntas frequentes sobre citomegalovirose

    1. Citomegalovirose é comum?

    Sim. Muitas pessoas entram em contato com o vírus ao longo da vida.

    2. A infecção sempre causa sintomas?

    Não. Muitas vezes é assintomática.

    3. Citomegalovírus é perigoso?

    Para pessoas saudáveis geralmente não, mas pode ser preocupante na gravidez e em pessoas imunossuprimidas.

    4. Existe vacina contra citomegalovírus?

    Atualmente não há vacina disponível.

    5. Como saber se já tive citomegalovírus?

    Exames de sangue podem detectar anticorpos contra o vírus.

    6. A infecção pode voltar?

    O vírus pode permanecer latente no organismo e reativar em algumas situações.

    7. Gestantes devem fazer exames para citomegalovírus?

    A avaliação depende da orientação médica e do contexto clínico.

    Confira: 9 mitos e verdades sobre analgesia de parto normal (e quando ela é indicada)

  • Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    Vou precisar de ostomia? Entenda quando ela é indicada

    A ostomia é um procedimento cirúrgico que pode gerar dúvidas e inseguranças, especialmente quando surge como parte do tratamento de uma doença. No entanto, em muitos casos, ela é essencial para preservar a saúde e permitir a recuperação do organismo.

    De forma simples, a ostomia cria uma nova via para eliminação de fezes ou urina quando o trajeto natural não pode ser utilizado. Abaixo você vai entender como ela funciona e em quais situações é indicada.

    O que é a ostomia

    A ostomia é uma cirurgia que cria uma comunicação entre um órgão interno e a superfície da pele.

    • Nas ostomias intestinais, permite a saída de fezes diretamente para uma bolsa coletora;
    • Nas ostomias urinárias, permite a drenagem da urina quando o sistema urinário não funciona adequadamente.

    Essa abertura é chamada de estoma e fica conectada a uma bolsa que coleta o conteúdo eliminado.

    Tipos mais comuns de ostomia

    Existem diferentes tipos de ostomia, dependendo do órgão envolvido.

    1. Colostomia

    A colostomia é feita a partir do intestino grosso.

    • Permite a eliminação das fezes pelo abdome;
    • A consistência das fezes varia conforme a região do intestino utilizada.

    2. Ileostomia

    A ileostomia é realizada a partir do intestino delgado.

    • O conteúdo eliminado tende a ser mais líquido;
    • Isso ocorre porque não passa pelo intestino grosso, onde há absorção de água.

    3. Urostomia

    A urostomia é indicada quando o sistema urinário não consegue funcionar normalmente.

    • A urina passa a ser eliminada por uma abertura no abdômen;
    • É coletada por uma bolsa externa.

    Em quais casos a ostomia é necessária

    A ostomia pode ser indicada em diferentes situações médicas.

    As principais são:

    • Câncer colorretal ou de bexiga;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa;
    • Diverticulite complicada;
    • Perfuração intestinal;
    • Traumas abdominais graves;
    • Malformações congênitas.

    Em muitos casos, o objetivo é proteger o organismo ou permitir a recuperação após uma cirurgia.

    A ostomia é permanente?

    Nem sempre.

    1. Ostomia temporária

    • Utilizada para proteger o intestino após cirurgia;
    • Permite cicatrização adequada;
    • Pode ser revertida posteriormente.

    2. Ostomia permanente

    • Indicada quando não é possível restabelecer o trajeto natural;
    • Pode ocorrer após retirada definitiva de parte do intestino ou da bexiga.

    A decisão depende da condição de base e da avaliação médica.

    Como é viver com uma ostomia

    Apesar do impacto inicial, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa e com qualidade.

    Com orientação adequada, é possível:

    • Aprender a cuidar da bolsa coletora;
    • Manter alimentação equilibrada;
    • Praticar atividade física;
    • Retomar atividades sociais e profissionais.

    O acompanhamento com equipe especializada, incluindo enfermeiros estomaterapeutas, é fundamental.

    Confira: 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    Perguntas frequentes sobre ostomia

    1. O que é uma bolsa de ostomia?

    É um dispositivo que coleta fezes ou urina eliminadas pelo estoma.

    2. Toda ostomia é permanente?

    Não. Muitas são temporárias e podem ser revertidas.

    3. Quem tem ostomia pode ter vida normal?

    Sim. Com cuidados adequados, é possível retomar atividades do dia a dia.

    4. A bolsa precisa ser trocada com frequência?

    Sim. A troca regular evita irritações e mantém a higiene.

    5. É possível fazer exercícios físicos?

    Na maioria dos casos, sim, após liberação médica.

    6. A alimentação muda?

    Pode haver adaptações, principalmente no início.

    7. Quem orienta os cuidados?

    Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros especializados.

    Veja mais: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Sepse: o que é e por que ela é tão perigosa

    Muitas pessoas já ouviram o termo sepse, mas nem sempre entendem o que isso significa na prática. A sepse, também chamada popularmente de infecção generalizada, é justamente uma resposta exagerada do organismo a uma infecção, que pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é uma das principais causas de morte evitável no mundo. O grande desafio é que os sintomas podem começar de forma aparentemente leve, mas evoluir rapidamente. Por isso, reconhecer os sinais de alerta é muito importante.

    O que é sepse?

    A sepse é uma condição em que o organismo reage de forma descontrolada a uma infecção. Em vez de combater apenas o agente infeccioso, o corpo desencadeia uma resposta inflamatória intensa que pode afetar vários órgãos.

    Isso pode causar:

    • Disfunção de órgãos;
    • Queda da pressão arterial;
    • Comprometimento da circulação;
    • Risco de morte.

    O que causa sepse?

    A sepse sempre começa com uma infecção. As mais comuns são:

    • Pneumonia;
    • Infecção urinária;
    • Infecção abdominal;
    • Infecção de pele.

    Qualquer infecção pode evoluir para sepse, especialmente se não for tratada rapidamente.

    Quem tem maior risco de desenvolver sepse?

    Alguns grupos são mais vulneráveis:

    • Idosos;
    • Recém-nascidos;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Pacientes com imunidade baixa;
    • Pessoas hospitalizadas.

    Nesses casos, a evolução pode ser mais rápida.

    Sintomas de sepse: sinais de alerta

    Os sintomas podem variar, mas alguns sinais indicam gravidade, por isso é importante ficar bem atento.

    Alterações gerais

    • Febre ou temperatura muito baixa;
    • Calafrios;
    • Fraqueza intensa.

    Alterações no corpo e no comportamento

    • Confusão mental;
    • Sonolência excessiva;
    • Dificuldade de concentração.

    Alterações respiratórias

    • Respiração acelerada;
    • Falta de ar.

    Alterações cardiovasculares

    • Batimentos acelerados;
    • Pressão baixa;
    • Tontura.

    Alterações urinárias

    • Diminuição do volume da urina;
    • Urina escura.

    A combinação desses sintomas com uma infecção deve ser considerada uma emergência médica.

    Por que a sepse é tão perigosa?

    A gravidade da sepse está na rapidez com que ela pode evoluir. A resposta inflamatória descontrolada pode causar:

    • Falência de múltiplos órgãos;
    • Choque séptico;
    • Alterações graves na circulação;
    • Morte.

    O choque séptico é a forma mais grave, quando a pressão arterial cai de forma crítica e não responde adequadamente ao tratamento inicial.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico e baseado em exames.

    Podem ser utilizados:

    • Exames de sangue;
    • Avaliação de sinais vitais;
    • Identificação da infecção de origem;
    • Monitoramento de órgãos.

    O tempo é um fator muito importante no diagnóstico e no tratamento.

    Como é o tratamento da sepse?

    A sepse é uma emergência médica e exige atendimento imediato. O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, soro intravenoso, medicamentos para estabilizar a pressão e internação em UTI, quando necessário.

    Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação.

    É possível prevenir a sepse?

    Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam:

    • Tratar infecções precocemente;
    • Manter vacinação em dia;
    • Higienizar as mãos regularmente;
    • Evitar automedicação.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure ajuda imediata se houver:

    • Sintomas de infecção associados a mal-estar intenso;
    • Confusão mental;
    • Respiração acelerada;
    • Queda de pressão;
    • Redução da urina.

    É importante saber que a sepse é uma emergência médica e não se deve esperar os sintomas piorarem.

    Leia também: Pneumonia adquirida na comunidade: entenda como se pega e quando procurar ajuda

    Perguntas frequentes sobre sepse

    1. Sepse é o mesmo que infecção generalizada?

    É um termo popular, mas a sepse é uma resposta grave do organismo à infecção.

    2. Toda infecção vira sepse?

    Não, mas qualquer infecção pode evoluir para sepse.

    3. Sepse tem cura?

    Sim, especialmente quando tratada precocemente.

    4. Sepse é contagiosa?

    Não. O que pode ser contagioso é a infecção inicial.

    5. Quais órgãos podem ser afetados?

    Pulmões, rins, coração e cérebro.

    6. Quanto tempo leva para evoluir?

    Pode evoluir rapidamente, em horas.

    7. Sepse sempre leva à morte?

    Não, mas é uma condição grave que exige tratamento urgente.

    Veja também: Infecção hospitalar: o que é, tipos e quais os cuidados necessários para evitar

  • Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    Hérnia inguinal: o que você precisa saber 

    A hérnia inguinal é uma condição bastante comum e costuma chamar atenção pelo aparecimento de um caroço na região da virilha. Muitas vezes, esse abaulamento surge ao fazer esforço, tossir ou ficar muito tempo em pé, o que pode gerar dúvida e preocupação.

    Embora nem sempre cause dor intensa no início, a hérnia inguinal pode aumentar ao longo do tempo e, em alguns casos, levar a complicações. Venha entender o que é essa condição, por que ela aparece e como é tratada.

    O que é a hérnia inguinal

    A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de outro tecido abdominal atravessa uma área de fraqueza na parede muscular da virilha.

    Essa protrusão acontece através do canal inguinal, uma estrutura natural localizada na parte inferior do abdome.

    Quando há fraqueza muscular ou aumento da pressão interna, o conteúdo abdominal pode se deslocar por esse canal, formando o abaulamento característico.

    Esse volume pode aparecer apenas em alguns momentos ou permanecer visível continuamente.

    Principais causas da hérnia inguinal

    A hérnia inguinal pode surgir por fatores que enfraquecem a musculatura abdominal ou aumentam a pressão dentro do abdome.

    Entre os principais estão:

    • Fraqueza natural da musculatura abdominal;
    • Esforço físico intenso ou levantamento de peso;
    • Tosse crônica;
    • Constipação com esforço para evacuar;
    • Envelhecimento da musculatura.

    Em alguns casos, a condição pode estar presente desde o nascimento (origem congênita).

    Quem tem maior risco de desenvolver hérnia inguinal

    Algumas pessoas têm maior predisposição para desenvolver hérnia inguinal.

    Entre os principais fatores de risco estão:

    • Sexo masculino;
    • Histórico familiar de hérnia;
    • Idade avançada;
    • Obesidade ou excesso de peso;
    • Atividades com esforço físico intenso.

    Situações que aumentam a pressão abdominal de forma repetida também contribuem para o surgimento da hérnia.

    Quais são os sintomas mais comuns

    O principal sinal da hérnia inguinal é o aparecimento de um abaulamento na região da virilha.

    Outros sintomas incluem:

    • Sensação de peso ou desconforto local;
    • Dor leve ou moderada, principalmente ao esforço;
    • Aumento do volume ao tossir ou levantar peso;
    • Sensação de queimação ou pressão.

    Em alguns casos, o abaulamento pode desaparecer ao deitar e reaparecer ao ficar em pé.

    Possíveis complicações da hérnia inguinal

    Embora muitas hérnias sejam inicialmente pouco sintomáticas, algumas complicações podem ocorrer.

    Entre as principais estão:

    • Hérnia encarcerada, quando o conteúdo fica preso;
    • Hérnia estrangulada, quando há comprometimento da circulação sanguínea.

    Nessas situações, podem surgir:

    • Dor intensa;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dificuldade de reduzir a hérnia.

    Esses sinais exigem avaliação médica urgente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento definitivo da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico.

    A cirurgia tem como objetivo:

    • Reposicionar o conteúdo abdominal;
    • Reforçar a parede muscular enfraquecida.

    Geralmente, utiliza-se uma tela cirúrgica para reduzir o risco de recorrência.

    O procedimento pode ser feito por:

    • Cirurgia aberta;
    • Cirurgia laparoscópica (minimamente invasiva).

    A escolha depende das características da hérnia e das condições do paciente.

    Veja também: Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Perguntas frequentes sobre hérnia inguinal

    1. A hérnia inguinal pode desaparecer sozinha?

    Não. Uma vez formada, a hérnia não desaparece espontaneamente.

    2. Toda hérnia precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, sim, especialmente quando há sintomas ou risco de complicações.

    3. A hérnia causa dor?

    Nem sempre. Algumas pessoas apresentam apenas o abaulamento.

    4. Exercício físico pode causar hérnia?

    Esforços intensos podem contribuir, principalmente se já houver fraqueza muscular.

    5. A hérnia pode voltar após cirurgia?

    Pode, mas as técnicas atuais reduzem bastante esse risco.

    6. É possível viver com hérnia sem operar?

    Em alguns casos, sim, quando pequena e sem sintomas, sempre com avaliação médica.

    7. Quando procurar um médico com urgência?

    Se houver dor intensa, aumento súbito do volume, náuseas ou dificuldade de reduzir a hérnia.

    Leia mais: Hérnia de disco: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Cisto no fígado apareceu no ultrassom: e agora? Devo me preocupar? 

    Descobrir um cisto no fígado em um exame de rotina costuma gerar preocupação. Muitas vezes, esse achado aparece em um ultrassom solicitado por outro motivo, como dor abdominal ou check-up, e vem acompanhado de dúvidas sobre gravidade e necessidade de tratamento.

    Na maioria dos casos, porém, os cistos hepáticos são benignos, não causam sintomas e não representam risco à saúde. Entender o que eles significam e quando merecem atenção ajuda a reduzir a ansiedade e a conduzir o acompanhamento de forma adequada.

    O que são cistos hepáticos

    Os cistos hepáticos são pequenas bolsas cheias de líquido que se formam no tecido do fígado.

    Na maior parte das vezes, correspondem a cistos simples, que têm características benignas e não estão relacionados ao câncer.

    Essas estruturas costumam apresentar:

    • Conteúdo líquido claro;
    • Paredes finas e regulares;
    • Aspecto típico em exames de imagem.

    Geralmente são identificadas em ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética.

    Por que os cistos hepáticos aparecem

    A causa dos cistos simples nem sempre é totalmente conhecida.

    Acredita-se que eles estejam relacionados a pequenas alterações no desenvolvimento dos ductos biliares.

    Entre os fatores associados estão:

    • Alterações congênitas do fígado;
    • Envelhecimento do tecido hepático;
    • Condições genéticas específicas em casos raros.

    Na maioria das pessoas, os cistos aparecem de forma isolada e sem impacto clínico.

    Tipos de cistos hepáticos

    Nem todos os cistos são iguais, embora o tipo simples seja o mais comum.

    1. Cisto hepático simples

    É o tipo mais frequente e geralmente não causa sintomas.

    Suas características incluem:

    • Conteúdo líquido;
    • Paredes finas;
    • Ausência de sinais de inflamação ou tumor.

    Na maioria dos casos, não requer tratamento.

    2. Doença policística hepática

    É uma condição mais rara caracterizada pela presença de múltiplos cistos no fígado.

    Pode estar associada a doenças genéticas, como a doença policística renal.

    Dependendo do volume de cistos, pode causar:

    • Desconforto abdominal;
    • Aumento do fígado.

    3. Cistos parasitários (hidatidose)

    São menos comuns e relacionados a infecções parasitárias.

    Apresentam características específicas nos exames e podem necessitar de tratamento.

    Cistos hepáticos causam sintomas?

    Na maioria das pessoas, não causam sintomas.

    Quando os cistos são maiores, podem surgir:

    • Sensação de peso abdominal;
    • Distensão abdominal;
    • Dor na parte superior direita do abdome.

    Mesmo nesses casos, os sintomas costumam ser leves.

    Cistos hepáticos precisam de tratamento?

    Na maior parte das situações, não.

    Quando o cisto tem aspecto benigno e não causa sintomas, a conduta costuma ser apenas acompanhamento.

    O tratamento pode ser indicado em casos como:

    • Cistos muito grandes;
    • Presença de sintomas importantes;
    • Dúvida diagnóstica;
    • Suspeita de complicação.

    As opções incluem:

    • Drenagem do cisto;
    • Procedimentos cirúrgicos em situações específicas.

    Quando procurar avaliação médica

    Mesmo sendo geralmente benignos, é importante acompanhamento médico.

    Procure avaliação se houver:

    • Dor abdominal persistente;
    • Crescimento do cisto ao longo do tempo;
    • Alterações atípicas no exame de imagem;
    • Dúvidas sobre o diagnóstico.

    Na maioria dos casos, os cistos permanecem estáveis e não exigem intervenção.

    Confira: Gordura no fígado: conheça os sintomas e como tratar essa doença

    Perguntas frequentes sobre cistos hepáticos

    1. Cisto hepático é câncer?

    Não. O cisto hepático simples é benigno e não está relacionado ao câncer.

    2. Cistos no fígado são comuns?

    Sim. São achados frequentes em exames de imagem.

    3. O cisto pode desaparecer sozinho?

    Geralmente permanece estável, mas sem causar problemas.

    4. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. A cirurgia é indicada apenas em situações específicas.

    5. Pode causar dor?

    Pode, principalmente quando o cisto é grande.

    6. É necessário repetir exames?

    Em alguns casos, o médico pode recomendar acompanhamento com exames periódicos.

    7. Posso ter vários cistos?

    Sim. Isso pode ocorrer, especialmente em condições como a doença policística hepática.

    Veja também: Quando o fígado dá sinais: entenda a cirrose e seus riscos

  • Coceira vaginal é normal? Saiba o que causa, como aliviar e quando buscar ajuda

    Coceira vaginal é normal? Saiba o que causa, como aliviar e quando buscar ajuda

    A coceira vaginal é um dos sintomas mais comuns do dia a dia e pode surgir em qualquer fase da vida da mulher, desde a infância até a pós-menopausa. Normalmente, ela é temporária e está associada a causas como o uso de produtos inadequados para a higiene íntima ou o contato com tecidos sintéticos.

    No entanto, quando persiste ou vem acompanhada de outros sintomas, como corrimento, ardência ou odor diferente do habitual, ela pode indicar uma condição que precisa de atenção médica.

    Para te ajudar, conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza sobre o que pode causar a coceira vaginal, quando é necessário procurar um médico e quais medidas ajudam a prevenir o desconforto.

    O que pode causar a coceira vaginal?

    As causas da coceira vaginal são variadas e vão desde infecções até reações a produtos de uso cotidiano. Entre elas, é possível destacar:

    1. Reações alérgicas ou irritativas

    O contato com determinados produtos pode irritar a pele sensível da vulva e provocar coceira, vermelhidão e ardência, mesmo sem a presença de infecção. Os principais agentes irritantes incluem:

    • Cremes e géis íntimos;
    • Desodorantes e sprays íntimos;
    • Absorventes perfumados ou com componentes sintéticos;
    • Sabonetes com fragrância ou pH inadequado;
    • Papel higiênico perfumado;
    • Tecidos sintéticos ou materiais que retêm calor e umidade na região;
    • Látex de preservativos, em mulheres com sensibilidade ao material.

    Vale destacar que, nesses casos, a coceira não indica infecção e, portanto, não responde ao uso de antifúngicos ou antibióticos. O alívio costuma vir com a simples identificação e retirada do produto irritante, aliada a uma higiene adequada.

    2. Doenças dermatológicas

    As doenças dermatológicas são condições que afetam a pele, os cabelos, as unhas e as mucosas do corpo. Em alguns casos, elas podem afetar a região vulvar e causar coceira pessoal, e precisam de diagnóstico médico para ter o tratamento adequado. Andreia aponta as mais comuns:

    • Líquen escleroatrófico: é uma doença inflamatória crônica da pele, mais frequente em mulheres no climatério e após a menopausa, mas que pode aparecer em qualquer fase da vida. Além da coceira, também pode causar ressecamento e esbranquiçamento da pele da vulva;
    • Psoríase na vulva: é uma doença da pele de origem imunológica que pode surgir na região genital, causando placas avermelhadas, irritação e coceira. É frequentemente confundida com infecções fúngicas, o que atrasa o diagnóstico correto;
    • Dermatite de contato: é uma reação inflamatória provocada pelo contato direto da pele com alguma substância irritante ou alérgena. Na região vulvar, pode causar coceira intensa, vermelhidão, inchaço e ardência.

    Como as doenças dermatológicas da região vulvar têm tratamentos bastante específicos, a avaliação médica é necessária para identificar a condição correta e indicar a abordagem mais adequada.

    3. Infecções por fungos

    Os fungos estão entre as causas mais comuns de coceira vaginal, uma vez que se proliferam com facilidade em ambientes quentes e úmidos e podem afetar tanto a mucosa interna da vagina quanto a pele externa da vulva.

    De acordo com Andreia, as principais infecções fúngicas relacionadas ao sintoma são:

    • Candidíase vaginal: é provocada pelo fungo Candida albicans, que já existe naturalmente no organismo, mas pode se multiplicar em excesso quando a flora vaginal entra em desequilíbrio. Além da coceira, costuma causar ardência e corrimento branco e grumoso, parecido com leite coalhado;
    • Tinea cruris (micose da virilha): é uma infecção fúngica que atinge a pele da virilha e da vulva externa, diferente da candidíase, que afeta a mucosa interna. Ela provoca coceira, vermelhidão e descamação da pele, sendo mais comum em climas quentes e úmidos. O uso de roupas justas e tecidos sintéticos favorecem o surgimento da condição.

    Apesar de ambas serem causadas por fungos, candidíase e micose da virilha são condições diferentes, de modo que o tratamento não é o mesmo. Em todos os casos, procure um médico antes de iniciar qualquer tratamento.

    4. Herpes genital

    O herpes genital é uma infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV), normalmente pelo tipo HSV-2, embora o tipo HSV-1 também possa provocar a doença. A transmissão ocorre principalmente por meio do contato íntimo durante relações sexuais com uma pessoa infectada.

    De acordo com Andreia, o herpes genital pode causar coceira na região vaginal, principalmente no início da infecção, antes mesmo de qualquer lesão aparecer. Depois, costumam surgir pequenas bolhas agrupadas que podem romper e causar feridas dolorosas.

    Os sintomas costumam ser mais intensos no primeiro episódio e podem voltar ao longo da vida, especialmente em momentos de estresse ou queda de imunidade.

    5. Alterações da flora vaginal, como a vaginose citolítica

    A vaginose citolítica é uma alteração da flora vaginal causada pelo crescimento excessivo das bactérias chamadas Lactobacillus, também conhecidas como Lactobacillus de Döderlein.

    De acordo com Andreia, as bactérias fazem parte da flora vaginal normal e ajudam a proteger a região íntima contra infecções, mas quando ocorre uma proliferação exagerada, o excesso de acidez pode irritar a mucosa vaginal. Como consequência, aparecem sintomas semelhantes à candidíase, como a coceira vaginal intensa, ardência na região íntima e corrimento.

    A ginecologista explica que o tratamento também pode envolver creme vaginal, mas com uma substância totalmente diferente da utilizada no tratamento da candidíase. Por isso, como existem doenças com sintomas muito parecidos, o exame médico é importante para identificar corretamente a causa.

    6. Alterações hormonais

    As variações nos níveis de hormônios, principalmente do estrogênio, influenciam diretamente a saúde da mucosa vaginal e o equilíbrio da flora da região íntima.

    O estrogênio ajuda a manter a vagina hidratada, com boa elasticidade e com uma flora vaginal equilibrada. Quando ocorre uma queda ou mudança na quantidade desse hormônio, a mucosa vaginal pode ficar mais seca, fina e sensível, o que favorece a coceira na região íntima.

    Uma das situações mais comuns em que isso acontece é durante o climatério e a menopausa, fases em que há redução natural do estrogênio, além da gravidez e do período pré-menstrual.

    Parasitas podem causar coceira na vulva?

    Na maioria das vezes, parasitas como o oxiúro não costumam causar coceira vaginal.

    O oxiúro é um pequeno verme branco, parecido com uma linha fina, que vive no intestino. Durante a noite, as fêmeas saem pelo ânus para depositar ovos na região perianal — e é esse movimento do verme, junto com a presença dos ovos, que provoca coceira intensa na região anal, e não vaginal.

    Segundo Andreia, eventualmente pode acontecer alguma colonização próxima à região vaginal e provocar coceira, mas a coceira anal costuma ser tão intensa que normalmente não deixa dúvidas de que a causa principal está na região anal, e não na vaginal.

    Quando procurar um médico?

    A coceira vaginal ocasional, sem outros sintomas associados, muitas vezes se resolve sozinha com alguns ajustes simples, como trocar o sabonete íntimo ou evitar roupas muito justas. No entanto, vale procurar um ginecologista quando a coceira:

    • For intensa ou persistir por mais de alguns dias;
    • Vier acompanhada de corrimento com cor, cheiro ou consistência diferente do habitual;
    • Causar ardência, inchaço ou vermelhidão na região;
    • Aparecer junto com feridas, bolhas ou lesões visíveis na vulva;
    • Piorar após as relações sexuais;
    • Se repetir com frequência, mesmo após tratamentos anteriores.

    Além disso, mulheres grávidas devem buscar avaliação médica assim que notarem qualquer sintoma, sem esperar para ver se melhora. Algumas infecções, quando não tratadas durante a gestação, podem trazer riscos para a mãe e para o bebê.

    O mesmo vale para quem tem diabetes ou alguma condição que comprometa a imunidade. Nesses casos, infecções como a candidíase tendem a ser mais recorrentes e podem precisar de um tratamento mais prolongado.

    O que é bom para coceira vaginal?

    Antes de qualquer coisa, vale destacar que o tratamento da coceira vaginal depende da causa. Não existe uma única medida que consegue resolver todos os casos, já que diferentes condições podem provocar o sintoma. O tratamento pode envolver o:

    • Uso de medicamentos antifúngicos quando a coceira é causada por candidíase. O tratamento pode ser feito com comprimidos por via oral ou com cremes vaginais prescritos pelo médico;
    • Uso de antibióticos específicos nos casos de vaginose bacteriana ou outras alterações da flora vaginal, que também precisam de avaliação médica para diagnóstico correto;
    • Suspender produtos que possam causar irritação, como sabonetes perfumados, desodorantes íntimos, cremes, duchas vaginais e absorventes que provoquem alergia ou sensibilidade na pele da vulva;
    • Uso de medicamentos tópicos anti-inflamatórios ou dermatológicos, quando a coceira está relacionada a doenças de pele, como líquen escleroatrófico ou psoríase;
    • Tratamento de alterações hormonais, principalmente durante o climatério ou menopausa, que pode incluir hidratantes vaginais ou terapias hormonais indicadas pelo ginecologista;
    • Uso de medicamentos antiparasitários, caso a coceira esteja relacionada a infecções por parasitas, como o oxiúrus.

    Por isso, diante de uma coceira vaginal persistente, intensa ou acompanhada de outros sintomas, como corrimento, odor forte, dor ou irritação, o mais indicado é procurar avaliação médica.

    Como aliviar a coceira vaginal em casa?

    A coceira vaginal pode ser bastante desconfortável, mas algumas medidas podem ajudar a aliviar o incômodo em casa enquanto a causa não é identificada, como:

    • Manter a região íntima limpa e bem seca após o banho;
    • Usar roupas íntimas de algodão, que permitem melhor ventilação da região;
    • Evitar roupas muito apertadas ou tecidos sintéticos;
    • Evitar sabonetes perfumados, desodorantes íntimos e duchas vaginais;
    • Trocar roupas de banho molhadas o mais rápido possível;
    • Evitar coçar a região para não provocar irritação ou pequenas lesões na pele;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com menor consumo de açúcar e carboidratos em excesso.

    Os cuidados podem ajudar especialmente quando a coceira é causada por reações alérgicas ou irritativas, em que o agente causador já é suficiente para resolver o problema. Mas, quando a origem é uma infecção ou uma condição dermatológica, elas não substituem a avaliação médica.

    Como prevenir a coceira vaginal?

    Nem sempre é possível evitar a coceira vaginal, já que algumas causas, como alterações hormonais, independem dos hábitos do dia a dia. Mas, em alguns casos, pequenas mudanças podem ajudar a reduzir as chances da coceira aparecer, como:

    • Lavar a região íntima com água e sabonete neutro, sem usar esponjas;
    • Evitar duchas vaginais e produtos perfumados na região íntima;
    • Usar roupas íntimas de algodão, folgadas e trocadas diariamente;
    • Evitar ficar muito tempo com roupas de banho molhadas;
    • Evitar leggings e calças muito justas, especialmente em dias quentes;
    • Optar por absorventes, papel higiênico e produtos íntimos sem fragrância;
    • Usar camisinha nas relações sexuais;
    • Reduzir o consumo de açúcar e carboidratos refinados na alimentação.

    Por fim, lembre-se de manter as consultas ginecológicas em dia, pois várias condições que causam coceira vaginal podem estar presentes sem sintomas evidentes por um longo período, e só são identificadas durante um exame de rotina.

    A recomendação geral é realizar ao menos uma consulta por ano, mas mulheres com histórico de infecções recorrentes ou outras condições ginecológicas podem precisar de acompanhamento mais frequente, conforme orientação médica.

    Confira: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a coceira é por fungo ou bactéria?

    Normalmente, a candidíase (fungo) causa coceira intensa e um corrimento branco espesso, semelhante a coalhada. A vaginose (bactéria) costuma causar um odor forte e corrimento acinzentado, com coceira menos intensa. Só um exame clínico confirma com precisão.

    2. O que pode ser a coceira apenas na parte externa (vulva)?

    Pode ser uma dermatite de contato. O uso de calças muito justas, sabonetes novos, amaciantes de roupa agressivos ou absorventes externos pode irritar a pele sensível da vulva.

    3. Por que sinto coceira logo após a menstruação?

    O sangue menstrual altera o pH vaginal (deixa-o menos ácido). Isso pode desequilibrar a flora e causar um leve crescimento de fungos ou bactérias logo após o ciclo.

    4. Existe algum remédio caseiro que ajuda?

    O banho de assento com bicarbonato de sódio (1 colher de sopa para 1 litro de água morna) ajuda a aliviar a coceira da candidíase ao alcalinizar levemente a região, mas ele alivia o sintoma, não cura a infecção sozinho.

    5. A depilação total pode causar coceira?

    Sim, pois os pelos formam uma barreira de proteção. Além disso, o atrito da lâmina ou da cera causa microlesões que, ao cicatrizar ou ao nascer o pelo, geram coceira e irritação.

    6. Quando a coceira vaginal é considerada grave?

    Quando ela vem acompanhada de feridas, bolhas, inchaço excessivo, dor ao urinar ou febre. Nesses casos, a busca por um ginecologista deve ser imediata.

    7. Coceira na gravidez é normal?

    É comum devido às alterações hormonais que mudam o pH vaginal, mas deve ser sempre relatada ao obstetra para evitar que uma infecção suba para o colo do útero.

    Leia mais: Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

  • Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Enjoo ao andar de carro ou ônibus: por que acontece e como evitar 

    Sentir náusea, tontura e mal-estar durante viagens é uma experiência comum para muitas pessoas. Esse desconforto é conhecido como cinetose, ou enjoo de movimento, e pode ocorrer em trajetos de carro, ônibus, barco ou avião.

    Embora não seja uma condição grave, a cinetose pode atrapalhar bastante o bem-estar, principalmente em viagens mais longas.

    O que é a cinetose

    A cinetose é um distúrbio que ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento.

    O corpo utiliza três sistemas principais para se orientar:

    • Visão, que informa ao cérebro o que está sendo visto;
    • Sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio;
    • Sistema proprioceptivo, que informa a posição do corpo.

    Quando esses sistemas enviam sinais diferentes entre si, o cérebro interpreta como um desequilíbrio, o que pode desencadear sintomas como náusea e tontura.

    Principais sintomas do enjoo de movimento

    Os sintomas podem variar de intensidade, dependendo da pessoa e das condições da viagem.

    Entre os mais comuns estão:

    • Náusea;
    • Tontura;
    • Palidez;
    • Sudorese fria;
    • Sensação de mal-estar;
    • Vômitos em casos mais intensos.

    Em geral, os sintomas melhoram quando o movimento cessa.

    Quem tem mais chance de ter cinetose

    A cinetose pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns grupos são mais suscetíveis.

    Entre eles estão:

    • Crianças, especialmente entre 2 e 12 anos;
    • Mulheres, principalmente durante a gravidez;
    • Pessoas com histórico de enxaqueca;
    • Pessoas com maior sensibilidade do sistema vestibular.

    Situações que podem desencadear a cinetose

    O enjoo de movimento pode surgir em diferentes situações do dia a dia.

    Entre as mais comuns:

    • Viagens de carro ou ônibus, especialmente em estradas com curvas;
    • Viagens de barco, devido ao balanço constante;
    • Voos com turbulência;
    • Uso de realidade virtual ou videogames.

    Além disso, ler ou usar o celular durante a viagem pode intensificar os sintomas.

    O que fazer para melhorar a cinetose

    Algumas estratégias simples ajudam a reduzir o desconforto durante viagens.

    Entre elas estão:

    • Sentar em locais com menor movimento, como banco dianteiro ou próximo às asas do avião;
    • Olhar para o horizonte durante o trajeto;
    • Evitar leitura ou uso de celular;
    • Manter o ambiente ventilado;
    • Evitar refeições muito pesadas antes da viagem.

    Essas medidas ajudam a reduzir o conflito de informações percebidas pelo cérebro.

    Tratamentos e medicamentos

    Quando a cinetose é frequente ou intensa, pode ser necessário o uso de medicamentos.

    Entre as opções mais utilizadas estão:

    • Antieméticos, como ondansetrona ou metoclopramida;
    • Antihistamínicos com efeito anti-vertiginoso, como dimenidrinato e difenidramina.

    Esses medicamentos geralmente são usados antes da viagem, especialmente quando a pessoa já sabe que tem tendência ao enjoo.

    Veja mais: 7 sintomas comuns na gravidez (e o que NÃO é normal)

    Perguntas frequentes sobre cinetose

    1. O que causa a cinetose?

    Ela ocorre quando o cérebro recebe informações conflitantes sobre movimento vindas dos olhos, do ouvido interno e do corpo.

    2. Por que algumas pessoas têm enjoo em viagem e outras não?

    Algumas pessoas têm maior sensibilidade do sistema vestibular, o que aumenta a chance de desenvolver cinetose.

    3. Ler durante a viagem piora o enjoo?

    Sim. Ler ou usar o celular intensifica o conflito entre visão e movimento.

    4. Crianças têm mais enjoo de movimento?

    Sim. A cinetose é mais comum em crianças entre 2 e 12 anos.

    5. Medicamentos podem ajudar?

    Sim. Existem medicamentos que ajudam a prevenir ou reduzir os sintomas.

    6. Olhar para o horizonte ajuda?

    Sim. Fixar o olhar em um ponto distante ajuda a alinhar as informações sensoriais.

    7. A cinetose pode desaparecer com o tempo?

    Em muitos casos, sim. Algumas pessoas tornam-se menos sensíveis com o passar dos anos.

    Veja também: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?