Categoria: Bem-estar & Estilo de Vida

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  • Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios 

    Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios 

    A correria do dia a dia, dividida entre trabalho, estudos e vida pessoal, costuma deixar pouca margem para cuidar da saúde — e a prática de atividades físicas, por exemplo, acaba ficando para depois. A falta de movimento afeta não apenas o condicionamento físico, mas também o equilíbrio mental, a disposição e até o funcionamento dos órgãos.

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, criar uma rotina de exercícios não significa longas horas na academia ou mudanças drásticas na rotina. De acordo com Tamara Andreato, profissional de Educação Física, o resultado não depende da duração do treino, mas da qualidade e da intensidade dos movimentos realizados.

    Mesmo em sessões curtas, de 20 a 30 minutos, o corpo já começa a responder aos estímulos, o metabolismo acelera e, em pouco tempo, você já consegue sentir um aumento na disposição. Mas afinal, como (e por onde) começar? Entenda mais, a seguir.

    É possível melhorar a saúde mesmo com treinos curtos?

    O treino não precisa durar tanto para trazer benefícios à saúde, e ter isso em mente é importante para pessoas que estão começando não desanimarem no início.

    Segundo um estudo publicado no European Heart Journal, praticar atividades vigorosas por apenas 15 minutos por semana, divididas em várias sessões curtas (apenas dois minutos de exercício por dia) pode reduzir significativamente o risco de doenças cardíacas, câncer e morte precoce.

    E os resultados também são visíveis com o tempo: uma pesquisa publicada no European Journal of Applied Physiology demonstrou que treinamentos curtos usando o peso do próprio corpo podem melhorar força, flexibilidade, resistência e saúde mental.

    Isso mostra que pequenos períodos de atividade já podem marcar o início de uma rotina mais ativa, principalmente para quem ainda encontra resistência em começar treinos longos ou complexos.

    À medida que o corpo se acostuma ao movimento, a energia e a motivação aumentam — é provável que a pessoa se sinta ainda mais motivada a elevar a intensidade do treino, fortalecendo o hábito no dia a dia.

    Como começar uma rotina de exercícios com pouco tempo?

    O primeiro passo para criar a própria rotina de exercícios é entender que ela deve se adaptar à vida de cada um, e não o contrário. No caso de pessoas que têm pouco tempo disponível, é importante manter uma constância mesmo que os treinos sejam curtos — e pequenas atitudes diárias fazem diferença e ajudam o corpo a criar ritmo. Isso pode ser feito seguindo alguns passos simples:

    • Definir um objetivo claro: ter um propósito torna o processo mais motivador. Por exemplo, o foco pode ser aumentar a disposição, reduzir gordura corporal, melhorar o sono, aliviar o estresse ou simplesmente se movimentar mais;
    • Escolher o tipo de treino: cada pessoa se identifica melhor com uma atividade. Algumas boas ideias são caminhadas rápidas, treinos funcionais, musculação, pilates, dança, ciclismo ou até pular corda. O importante é escolher algo prazeroso, que se encaixe na rotina;
    • Começar aos poucos: tentar fazer tudo de uma vez pode causar frustração — é mais recomendado começar com 15 minutos por dia e evoluir gradualmente do que treinar uma hora e abandonar na semana seguinte;
    • Aproveitar as pausas do dia: pequenos intervalos podem se transformar em oportunidades para se movimentar. Alongar-se entre tarefas, subir escadas, fazer polichinelos ou caminhar até o trabalho são formas práticas de incluir exercícios na rotina.

    De acordo com Tamara, para pessoas que gostam do ambiente da academia, é possível encontrar uma grande variedade de equipamentos, acompanhamento profissional e possibilidade de trabalhar a progressão de carga — algo difícil de alcançar usando apenas o peso corporal. Por isso, quem busca hipertrofia (ganho de massa muscular) pode se beneficiar mais do treino em academia.

    Contudo, nem todos têm fácil acesso à academia ou condições financeiras para isso. Nesse sentido, a especialista lembra que quem treina em casa hoje tem muito acesso à informação e pode encontrar orientações de qualidade online, em vídeos e plataformas especializadas. Isso democratiza o acesso à prática de exercícios.

    Afinal, treinar em casa funciona?

    Com a variedade de treinos disponíveis e orientações online, treinar em casa é uma alternativa prática para quem tem o dia cheio — ainda mais aqueles que trabalham em home office. Dá para montar uma rotina eficiente com o peso do próprio corpo e objetos simples, como elásticos, colchonete e garrafas cheias de água no lugar de halteres.

    Alguns exemplos de treinos que funcionam bem em casa são:

    • Exercícios funcionais: movimentos como agachamento, prancha e flexão ativam vários grupos musculares, combinando força, equilíbrio e resistência;
    • Treinos curtos de alta intensidade (HIIT): alternam períodos rápidos de esforço e descanso, elevando a queima calórica em poucos minutos;
    • Alongamentos e ioga: melhoram a mobilidade, reduzem a tensão e ajudam a prevenir dores;
    • Dança e exercícios com música: além de divertidos, elevam a frequência cardíaca e melhoram o humor — podendo, inclusive, ser praticados ao lado de outras pessoas na casa.

    Independentemente do exercício, lembre-se de aquecer antes, respeitar os limites do corpo e finalizar com um breve relaxamento.

    Se você tiver histórico de doenças cardíacas, lesões ou dores articulares, o ideal é buscar orientação médica antes de iniciar qualquer tipo de atividade física.

    Aproveite atividades ao ar livre

    De acordo com Tamara, treinar ao ar livre é uma excelente alternativa para cuidar do corpo e também da mente. O contato com o ambiente externo, seja em um parque, na praia ou até caminhando na rua, ajuda a desconectar dos problemas e se concentrar naquele momento.

    A especialista aponta que uma boa estratégia é alternar: treinar em casa em alguns dias e, quando possível, fazer algo fora, especialmente nos fins de semana. O importante é se manter ativo!

    Como encaixar o treino na rotina corrida?

    Em muitos casos, você não encontra tempo para treinar por não saber distribuir o tempo de forma organizada. Para isso, existem algumas estratégias que podem ajudar, como:

    • Agendar o exercício como compromisso fixo, assim como uma reunião ou consulta médica;
    • Treinar logo cedo, antes das tarefas do dia a dia acumularem — o corpo ainda está descansado, e o exercício matinal ajuda a despertar;
    • Dividir o treino: quem não consegue treinar 30 minutos de uma vez pode dividir em duas sessões de 15 minutos (manhã e noite). O resultado é o mesmo;
    • Transformar deslocamentos em atividade física, como subir escadas, descer um ponto antes ou ir de bicicleta ao trabalho;
    • Aproveitar pausas curtas para fazer alongamentos, que já ajudam a aliviar a tensão muscular.

    Segundo o Ministério da Saúde, a rotina pode se tornar mais ativa com pequenas escolhas diárias, como fazer deslocamentos a pé ou de bicicleta, passear com o animal de estimação e subir escadas em vez de usar o elevador, entre várias outras atitudes simples que estimulam o movimento.

    E para quem trabalha sentado o dia todo?

    A falta de movimento em pessoas que passam longos períodos sentadas traz diversos riscos à saúde. Pesquisas mostram que o hábito está ligado a um aumento no risco de hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2 — fatores que, com o tempo, elevam a probabilidade de complicações sérias.

    Além disso, a imobilidade compromete a saúde muscular e postural, provocando dores, rigidez, sobrecarga na coluna e até enfraquecimento das articulações. Permanecer por horas em uma mesma posição faz com que os músculos fiquem menos ativos, reduzindo a flexibilidade e a força ao longo do tempo.

    Assim, existem algumas orientações práticas para movimentar o corpo durante o trabalho:

    • Levantar a cada hora, ficando em pé por alguns minutos, dando passos ou alongando as pernas;
    • Alongar os ombros e o pescoço;
    • Ajustar a postura: o monitor deve ficar na altura dos olhos e os pés apoiados no chão ou em um suporte;
    • Usar alarmes de lembrete para se movimentar;
    • Fazer pequenas séries de movimento, como agachamentos e flexões de braço apoiadas na mesa.

    Mesmo o pouco movimento ajuda a aliviar a tensão acumulada e aumenta a concentração no trabalho ou estudos.

    Qual o melhor horário para treinar?

    Não existe um melhor momento para treinar — o ideal é encontrar o horário em que o corpo se sente mais disposto e a rotina permita constância.

    Para quem prefere começar o dia com energia, treinar logo cedo estimula o metabolismo, melhora o humor e ajuda na concentração ao longo do dia. Realizar atividades físicas antes das obrigações diárias também reduz o risco de imprevistos que podem levar ao adiamento do treino.

    Para quem opta pela noite, o exercício pode funcionar como um antídoto contra o estresse acumulado do dia. Atividades como musculação leve, caminhadas ou yoga ajudam a relaxar, reduzem a tensão e favorecem o sono — desde que sejam realizadas pelo menos uma ou duas horas antes de dormir.

    De qualquer forma, o mais importante é manter a regularidade. O corpo se adapta à rotina escolhida e, com o tempo, o exercício passa a fazer parte do dia de forma natural.

    Veja mais: É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso

    Como manter o foco na rotina de exercícios a longo prazo?

    Para evitar frustrações no início, Tamara aponta que o ideal é estabelecer metas alcançáveis. Quando o exercício se torna uma obrigação, é comum perder o prazer pela prática e abandonar não muito depois. Assim, começar com períodos menores e mais intensos ajuda a sentir o resultado mais rápido, graças à liberação de hormônios que trazem bem-estar.

    Também é importante tornar o treino prazeroso: Tamara recomenda ouvir música, podcast, audiolivro, ou até assistir a algo leve. Quem gosta de acompanhar resultados pode anotar as metas, fazer planilhas e avaliações físicas periódicas para observar os avanços — tanto no corpo quanto na saúde.

    Mas é importante lembrar: haverá dias em que não vai dar tempo, pois imprevistos acontecem. O importante é ter flexibilidade, não se cobrar demais e retomar o ritmo assim que possível. Com o tempo, isso transforma a atividade física em parte natural da rotina.

    Leia também: Dicas para começar na academia: saiba o que fazer e erros a evitar

    Perguntas frequentes sobre rotina de exercícios

    1. Quanto de atividade física é recomendado?

    A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem pelo menos:

    • 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana; ou
    • 75 a 150 minutos de atividade vigorosa.

    A atividade pode ser distribuída ao longo dos dias, em sessões curtas de 20 a 30 minutos. O ideal é que o movimento seja constante, com variação entre exercícios aeróbicos (como caminhada, corrida, natação) e atividades de fortalecimento muscular, pelo menos duas vezes na semana.

    2. Quantos dias por semana devo treinar?

    O ideal é se movimentar todos os dias, mesmo que por poucos minutos. Mas, quando o objetivo é melhorar o condicionamento físico, a recomendação mínima é de três a cinco dias por semana. Em alguns dias, o foco pode ser em atividades leves, como alongamentos ou caminhadas, e em outros, em treinos mais intensos.

    O importante é manter o corpo ativo de forma contínua. O sedentarismo prolongado (ficar muitas horas sem se movimentar) tem efeitos negativos mesmo para quem treina regularmente. Por isso, pequenas pausas de movimento durante o dia também contam.

    3. Como saber se o treino está funcionando?

    Quando o corpo responde bem à rotina de exercícios, é comum perceber mais disposição, melhora no sono, humor equilibrado e menos dores no corpo. A frequência cardíaca tende a se estabilizar com o tempo e o cansaço diminui.

    Os resultados físicos, como ganho de massa magra ou perda de gordura, podem levar algumas semanas para aparecer. Por isso, o recomendado é observar primeiro os sinais internos antes dos externos. Se houver melhora no bem-estar geral, significa que o treino está funcionando.

    4. Qual é a diferença entre atividade física e exercício físico?

    A atividade física é qualquer movimento corporal que gasta energia, como caminhar até o trabalho, subir escadas, varrer a casa, brincar com os filhos. Já o exercício físico é uma forma planejada, estruturada e repetitiva de atividade, com o objetivo de melhorar o condicionamento físico, a força, a resistência ou a flexibilidade.

    Ou seja, toda sessão de treino é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um treino. Na prática, ambos são importantes: o exercício melhora a performance e a saúde muscular, enquanto a atividade física cotidiana ajuda a combater o sedentarismo e mantém o corpo ativo durante o dia todo.

    5. Existe uma idade ideal para começar a fazer atividade física?

    Não. A atividade física deve ser realizada por todas as pessoas e em todas as idades, e o ideal é começar o quanto antes. Crianças e adolescentes devem ser estimulados a brincar, correr, pular e praticar esportes, pois isso ajuda no desenvolvimento motor, ósseo e cognitivo.

    Já em adultos, o foco é manter a vitalidade e prevenir doenças. Na terceira idade, o exercício continua sendo necessário para melhorar o equilíbrio, reduzir o risco de quedas, preservar a força muscular e estimular a memória.

    6. Quem tem problema cardíaco pode praticar atividade física?

    Sim, mas sempre com acompanhamento médico e orientação profissional. A prática regular de exercícios é uma das melhores formas de fortalecer o coração, melhorar a circulação e reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares — como infarto e insuficiência cardíaca descompensada.

    As atividades recomendadas variam conforme o quadro de saúde, mas podem incluir caminhadas leves, bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e alongamentos.

    Confira: Exercícios para fortalecer a coluna: o guia completo para proteger sua postura e prevenir dores

  • Carboidratos nos treinos: veja a importância e como incluir na dieta

    Carboidratos nos treinos: veja a importância e como incluir na dieta

    Se você pratica esportes ou treina com frequência, provavelmente sabe que os carboidratos são a principal fonte de energia durante atividades de moderada a alta intensidade — responsáveis por manter o desempenho e retardar a fadiga. Eles também garantem foco, disposição e recuperação muscular após o esforço, sendo úteis antes, durante e depois do treino.

    Tanto atletas quanto praticantes de atividades físicas precisam manter uma ingestão adequada de carboidratos nos treinos de acordo com o tipo, a duração e a intensidade do exercício. Sem um equilíbrio, o corpo perde eficiência, o rendimento cai e a recuperação se torna mais lenta.

    Para entender por que os carboidratos são tão indispensáveis para o desempenho esportivo, a nutricionista Serena Del Favero explica qual é a função do macronutriente no corpo, quais são os melhores tipos e em quais momentos do dia ou do treino eles devem ser consumidos para garantir energia, resistência e recuperação adequadas. Confira!

    O que são carboidratos e qual o papel deles no corpo?

    Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo durante atividades de moderada a alta intensidade. Isso significa que, quando você está correndo, pedalando, nadando ou levantando peso, é a glicose, derivada dos carboidratos, que alimenta os músculos e o cérebro.

    Durante o exercício, o corpo transforma o carboidrato em glicogênio, uma forma de energia armazenada nos músculos e no fígado. Quanto maiores os estoques de glicogênio, maior a capacidade de manter o desempenho e retardar a fadiga.

    “Além disso, eles preservam a função cognitiva em treinos e competições de longa duração e favorecem a recuperação ao acelerar a ressíntese de glicogênio no período pós-exercício”, explica Serena.

    Por que os carboidratos são importantes para quem treina?

    Durante o exercício, especialmente em treinos de alta intensidade ou longa duração, o corpo depende quase totalmente dos carboidratos, pois eles são a fonte de energia que o organismo utiliza mais rapidamente.

    Quando há pouco glicogênio disponível, a pessoa sente fadiga, queda de rendimento, dificuldade de concentração e, em casos extremos, pode até desmaiar. Para completar, os carboidratos ajudam na recuperação muscular pós-treino, pois reabastecem os estoques de glicogênio e otimizam a síntese proteica, acelerando a regeneração dos tecidos musculares.

    E quem faz dieta cetogênica?

    A dieta cetogênica, que restringe o consumo de carboidratos e prioriza gorduras, pode até funcionar para perda de peso em alguns casos, mas não melhora o desempenho esportivo. Isso porque, sem carboidratos suficientes, o corpo perde sua principal fonte de energia rápida.

    “A dieta cetogênica não costuma trazer ganhos de desempenho esportivo. Na melhor das hipóteses, o efeito é neutro — ou seja, não atrapalha, mas também não melhora. Porém, na maioria dos estudos, ela acaba prejudicando o rendimento, principalmente em atletas de alto rendimento”, complementa Serena.

    Além disso, quem pratica esportes intensos pode sentir mais fadiga, perda de força e dificuldade de recuperação muscular ao seguir esse tipo de dieta por muito tempo.

    Quais são os melhores tipos de carboidratos antes do treino?

    No geral, existem dois tipos de carboidratos, sendo eles:

    • Carboidratos simples: são rapidamente absorvidos pelo organismo, fornecendo energia quase imediata. Estão presentes em frutas, mel, açúcar, sucos e bebidas esportivas — ideais antes ou durante o treino, quando o corpo precisa de energia rápida;
    • Carboidratos complexos: são digeridos mais lentamente e liberam energia de forma gradual. Encontrados em batata-doce, arroz integral, aveia, quinoa e grãos, são recomendados para refeições principais e para o pré-treino de quem vai se exercitar por longos períodos.

    De acordo com Serena, a escolha antes do treino depende do tempo e da atividade realizada:

    • Refeição feita com antecedência de 2 a 4 horas: prefira carboidratos complexos, pois liberam energia de forma gradual, mantêm os níveis de glicose estáveis e ajudam na saciedade durante o exercício;
    • Treino em até 1 hora: opte por carboidratos simples, que são digeridos rapidamente, fornecendo energia imediata sem causar desconforto gastrointestinal.

    “Em ambos os casos, a tolerância individual deve ser respeitada para evitar problemas gastrointestinais e garantir melhor desempenho”, explica a nutricionista.

    E após o treino, existem benefícios?

    O consumo de carboidratos no pós-treino contribui para acelerar a recuperação, principalmente por favorecer a reposição das reservas de glicogênio muscular.

    Após o exercício, o corpo está em um estado ideal para absorver nutrientes — é o que chamamos de janela metabólica, que dura cerca de 30 a 60 minutos após o treino. Esse é o momento ideal para repor energia e iniciar o processo de recuperação muscular.

    Além do carboidrato, combine proteínas na alimentação para potencializar o resultado. Elas fornecem aminoácidos para reparar as microlesões musculares causadas pelo esforço físico, enquanto o carboidrato estimula a liberação de insulina, que melhora a absorção desses aminoácidos pelas células.

    Cortar carboidratos pode prejudicar o desempenho esportivo?

    No caso de pessoas que praticam atividades físicas, a falta de carboidratos pode prejudicar drasticamente o desempenho, fazendo com que o corpo:

    • Entre em catabolismo, quebrando massa muscular para obter energia;
    • Diminua o estoque de glicogênio, levando à fadiga precoce;
    • Comprometa a recuperação pós-treino;
    • Afete o sistema imunológico, aumentando o risco de adoecimento.

    Além disso, a falta de carboidratos pode afetar o humor e a concentração, especialmente em treinos longos ou competições.

    Quais alimentos ricos em carboidratos devem estar na dieta?

    Para um desempenho ideal, prefira carboidratos de boa qualidade — ricos em fibras, vitaminas e minerais. Alguns exemplos incluem:

    • Arroz integral, quinoa, batata-doce, mandioca;
    • Aveia, pão integral, macarrão integral;
    • Frutas (banana, maçã, uva, laranja, manga);
    • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
    • Mel, melado e frutas secas (tâmara, uva-passa).

    Evite exageros em açúcares refinados e ultraprocessados, que podem causar picos de glicose e queda de energia logo depois.

    O que é “carbo load” e quando faz sentido fazer?

    O carbo load (ou carbohydrate loading) é uma estratégia usada para supercompensar os estoques de glicogênio antes de competições longas. “Ela faz sentido em provas de longa duração, acima de 90 minutos de exercício contínuo, como maratonas, triatlos e ciclismo de longa distância”, explica Serena.

    A técnica consiste em aumentar gradualmente o consumo de carboidratos 3 a 4 dias antes da prova, ao mesmo tempo em que se reduz a intensidade do treino. Isso faz com que os músculos armazenem mais glicogênio do que o normal, garantindo energia extra durante o evento.

    Vale lembrar que a técnica deve ser feita com acompanhamento profissional, especialmente em atletas de alta performance ou provas longas. Se feita de forma exagerada ou com alimentos pesados, pode causar desconforto gastrointestinal, inchaço e até prejudicar o rendimento.

    Leia também: Alimentação pré e pós-treino: guia completo para potencializar a musculação

    Perguntas frequentes sobre carboidratos nos treinos

    1. Fazer exercício em jejum ajuda a queimar mais gordura?

    O treino em jejum não é recomendado para todos e pode até reduzir o rendimento. O corpo realmente tende a usar mais gordura como fonte de energia quando está em jejum, mas isso não significa que você vá perder mais gordura corporal ao longo do tempo.

    Sem glicogênio suficiente, o desempenho cai, e o corpo pode até usar músculo como combustível. Para quem busca performance e recuperação, o ideal é comer algo leve antes do treino — especialmente se for de média ou alta intensidade.

    2. Carboidrato engorda ou é mito?

    O carboidrato por si só não engorda. O ganho de peso vem do excesso calórico, independentemente do nutriente. Além disso, os carboidratos têm papel vital na produção de energia e na manutenção da massa magra, evitando que o corpo use proteína muscular como combustível.

    A dica é escolher fontes de qualidade, como frutas, grãos integrais e tubérculos, e ajustar as quantidades conforme o gasto energético.

    3. Qual é a diferença entre carboidrato simples e complexo?

    Os carboidratos simples, como frutas, mel e pães brancos, são rapidamente digeridos e fornecem energia imediata — ideais para antes ou durante o treino. Já os complexos, como aveia, batata-doce e arroz integral, têm digestão mais lenta e liberam energia gradualmente, sendo ótimos para refeições principais e para manter a saciedade.

    4. Qual é o melhor horário para consumir carboidratos?

    O horário de consumo depende do seu objetivo e rotina. No pré-treino, os carboidratos servem como fonte de energia. Durante treinos longos, ajudam a manter a performance, e no pós-treino, contribuem para a recuperação muscular.

    Para quem busca emagrecer, concentrar carboidratos em torno do treino é uma boa estratégia. Já quem treina pesado precisa mantê-los distribuídos ao longo do dia.

    5. Quem faz treinos leves também precisa de carboidrato?

    Sim. Mesmo quem treina de forma leve, como caminhadas, yoga, pilates ou pedaladas curtas, precisa de carboidratos. Eles garantem energia suficiente para o corpo se manter ativo e ajudam na função cerebral. A diferença é apenas na quantidade, que pode ser menor.

    6. Quais sinais mostram que estou comendo pouco carboidrato?

    Alguns sintomas clássicos de falta de carboidratos na dieta incluem:

    • Falta de energia;
    • Irritabilidade e mudanças de humor;
    • Dores de cabeça;
    • Queda de rendimento nos treinos;
    • Tontura;
    • Dificuldade de concentração;
    • Desejo intenso por doces.

    Esses sinais indicam que o corpo está sem glicose suficiente. O ideal é ajustar a dieta e incluir boas fontes de carboidrato ao longo do dia.

    Leia também: Como evitar cãibras musculares com a alimentação?

  • 7 erros comuns que atrapalham a saúde do coração 

    7 erros comuns que atrapalham a saúde do coração 

    As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que uma pessoa morra a cada 90 segundos por causas relacionadas ao coração, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Grande parte desses casos, porém, poderia ser evitada com mudanças simples no estilo de vida.

    Muitos dos fatores de risco estão ligados a hábitos que temos no dia a dia, aparentemente inofensivos, mas que, com o tempo, aumentam a pressão arterial, os níveis de colesterol e o risco de infarto e AVC. Veja, a seguir, os 7 erros mais comuns que colocam a saúde do coração em perigo e como corrigi-los a tempo.

    1. Levar uma vida sedentária

    Ficar longos períodos sentado e não praticar atividade física regularmente é um dos maiores inimigos do coração. O sedentarismo reduz a capacidade cardiovascular, eleva a pressão arterial e facilita o ganho de peso.

    De acordo com a American Heart Association (AHA), o ideal é praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana — o equivalente a 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. Caminhar, nadar, pedalar ou dançar já fazem diferença.

    2. Comer alimentos ultraprocessados com frequência

    Produtos industrializados, como embutidos, salgadinhos, refrigerantes e biscoitos recheados, são de fato gostosos, mas são ricos em gordura saturada, açúcar, sódio e aditivos químicos. O consumo frequente desses alimentos está intimamente ligado ao aumento do colesterol ruim (LDL) e à pressão alta.

    A recomendação médica é priorizar alimentos naturais e minimamente processados, como frutas, verduras, grãos integrais, feijão e azeite de oliva, seguindo o modelo da dieta mediterrânea, considerada uma das mais protetoras para o coração.

    3. Exagerar na gordura saturada e nas frituras

    Mesmo dentro de casa, o excesso de gordura saturada, presente em carnes gordas, manteiga, queijos amarelos e frituras, prejudica a saúde do coração. Essas gorduras aumentam a formação de placas nas artérias, que podem levar a um infarto e AVC.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o ideal é que menos de 7% das calorias diárias venham de gordura saturada. Trocar frituras por preparações assadas, cozidas ou grelhadas já faz uma grande diferença.

    4. Viver sob estresse constante

    O estresse crônico libera hormônios como adrenalina e cortisol, que elevam a pressão arterial e favorecem a inflamação nas artérias. Com o tempo, isso aumenta o risco de doenças como pressão alta, arritmia e até insuficiência cardíaca.

    Aprender a controlar o estresse com pausas, meditação, atividade física e sono de qualidade é essencial para manter o coração protegido.

    Leia também: Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    5. Dormir pouco ou mal

    Dormir menos de 7 horas por noite afeta a pressão arterial, os níveis de açúcar no sangue e o controle do apetite, fatores que impactam diretamente o coração. Estudos mostram que pessoas com insônia ou apneia do sono têm maior risco de desenvolver pressão alta e doenças coronarianas.

    Manter horários regulares, evitar telas antes de dormir e criar um ambiente silencioso e escuro ajudam a ter um sono mais tranquilo e restaurador.

    6. Ignorar a pressão alta e o colesterol elevado

    Muita gente só descobre que tem pressão alta ou colesterol alto depois de um susto. O problema é que essas condições são silenciosas e não causam sintomas no início, mas são os principais fatores de risco para infarto e AVC.

    Fazer check-ups periódicos, medir a pressão regularmente e manter um acompanhamento médico é muito importante para detectar e tratar ainda cedo qualquer alteração.

    7. Fumar — e até conviver com quem fuma

    O cigarro é um dos piores inimigos do coração. Ele danifica as paredes dos vasos sanguíneos, reduz o oxigênio no sangue e aumenta a formação de coágulos. Mesmo quem não fuma, mas convive com fumantes, tem risco maior de doenças cardíacas.

    A boa notícia é que parar de fumar traz benefícios imediatos: em 20 minutos, a pressão arterial começa a normalizar; em 24 horas, o risco de infarto já diminui; e, após um ano, o risco de doenças cardíacas cai pela metade.

    Hoje, há diversos tratamentos para ajudar a parar de fumar, inclusive gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Perguntas frequentes sobre saúde do coração

    1. Qual é o principal vilão para a saúde do coração?

    O conjunto de maus hábitos, como sedentarismo, alimentação ruim e estresse, é mais perigoso do que um único fator isolado.

    2. Existe uma alimentação ideal para o coração?

    Sim. A dieta mediterrânea e a DASH (voltada para quem tem pressão alta) são as mais indicadas, pois priorizam frutas, verduras, grãos integrais e gorduras boas.

    3. Beber vinho ajuda o coração?

    Não. Hoje sabe-se que, apesar do vinho conter resveratrol, um bom antioxidante, não há benefícios para o coração em consumi-lo justamente por conta do álcool.

    4. Quem faz exercícios pode dispensar exames de rotina?

    Não. Mesmo pessoas ativas precisam de acompanhamento médico regular para avaliar pressão, colesterol e glicemia.

    5. O estresse pode causar infarto?

    Sim. O estresse libera hormônios que aumentam a pressão e podem favorecer espasmos nas artérias coronárias.

    6. Dormir bem realmente faz diferença para o coração?

    Sim. O sono regula hormônios e mantém a pressão estável. Dormir menos de 7 horas por noite eleva o risco de pressão alta e infarto.

    Veja mais: 7 dicas de um médico para ser mais produtivo e ter menos estresse

  • Como evitar cãibras musculares com a alimentação? 

    Como evitar cãibras musculares com a alimentação? 

    Seja no meio da noite, durante o treino ou até enquanto você caminha, as cãibras são contrações musculares súbitas que causam dor intensa, rigidez e uma sensação de “travamento” por alguns segundos ou minutos.

    Elas são mais comuns nas pernas (especialmente nas panturrilhas), mas também podem atingir pés, coxas, mãos e abdômen, dependendo do esforço e da fadiga muscular.

    Além do cansaço e de alterações nos reflexos nervosos, a alimentação influencia na ocorrência das contrações: o que você come (e bebe) afeta o equilíbrio dos eletrólitos, fundamentais para o funcionamento dos músculos.

    Mas será que dá para evitar cãibras apenas ajustando a dieta? Conversamos com a nutricionista Serena Del Favero para entender como pequenas mudanças alimentares podem reduzir a frequência e a intensidade das cãibras.

    Qual a relação entre cãibra e alimentação?

    A relação passa pelo equilíbrio de água e eletrólitos — sódio, potássio, magnésio e cálcio — que mantêm o bom funcionamento muscular e nervoso. Quando há desequilíbrio entre hidratação, sais minerais e energia disponível, o músculo pode se contrair de forma involuntária e dolorosa.

    • Sódio, potássio, magnésio e cálcio regulam impulsos nervosos e o ciclo de contração–relaxamento muscular.
    • Dietas restritas ou ricas em ultraprocessados reduzem micronutrientes e elevam o risco de desequilíbrio eletrolítico.
    • Hidratação inadequada também pesa. “Quando há perdas elevadas de sódio pelo suor e a reposição é só com água, o risco de cãibras pode aumentar. Bebidas com sais minerais são mais eficazes do que água isolada para reduzir essa suscetibilidade”, explica Serena.

    Importante: as cãibras nem sempre têm origem nutricional. Muitos episódios estão ligados à fadiga muscular e a alterações nos reflexos neuromusculares desencadeadas pelo esforço intenso.

    O que causa cãibras?

    As causas são variadas e podem ser nutricionais ou neuromusculares. Entre as mais comuns:

    • Fadiga muscular: esforço além da capacidade, sobretudo em treinos intensos.
    • Alterações de reflexos: esforço excessivo mantém o músculo contraído, sem relaxar.
    • Medicamentos: diuréticos, laxantes e alguns anti-hipertensivos podem reduzir minerais no sangue.
    • Condições clínicas: diabetes, disfunções renais e hepáticas, entre outras.

    Na prática, a cãibra aparece quando o músculo já está fatigado e o corpo não dispõe de energia ou minerais suficientes para manter o equilíbrio elétrico celular — resultando em contração involuntária e intensa.

    Quais alimentos ajudam a reduzir a frequência de cãibras?

    Uma alimentação variada e rica em micronutrientes é aliada contra cãibras. Serena destaca:

    • Ricos em potássio: banana, abacate, batata, água de coco — ajudam no equilíbrio da contração/relaxamento.
    • Fontes de magnésio: castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, espinafre — favorecem condução nervosa e relaxamento muscular.
    • Fontes de cálcio: leite, iogurte, queijos, folhas verdes — participam da contração muscular e mantêm tônus/força.
    • Sódio (sal): em pequenas quantidades e com moderação, é essencial para a transmissão nervosa e o equilíbrio hídrico.

    Em exercícios > 60 minutos ou de alta intensidade, bebidas esportivas podem repor água e eletrólitos rapidamente. Para atividades leves, água + dieta balanceada costumam bastar.

    Pessoas ativas precisam de cuidados específicos

    Atletas e praticantes regulares de exercícios têm maior risco, pela combinação de fadiga, perda de eletrólitos pelo suor e intensidade do esforço. Cãibras são comuns em esportes de resistência (maratonas, triatlo, ciclismo) e também em esportes coletivos.

    Estratégias preventivas:

    • Hidratar antes, durante e após o treino.
    • Repor sais em treinos longos, sobretudo no calor.
    • Manter cardápio rico em frutas, verduras e castanhas.
    • Progredir gradualmente a intensidade (evitar saltos bruscos).
    • Priorizar descanso e alongamento pós-exercício.

    Idade avançada, histórico de cãibras e uso de certos fármacos exigem atenção extra. Ajustes na dieta com um nutricionista esportivo podem ser necessários.

    Quando procurar atendimento médico ou nutricional?

    Geralmente, cãibras são benignas. Procure orientação quando:

    • Os episódios são muito frequentes, intensos ou atrapalham o sono/rotina.
    • dor persistente, fraqueza ou inchaço após a cãibra.
    • Ocorrem mesmo com boa alimentação e hidratação.
    • Existe histórico familiar de doenças musculares/metabólicas.
    • Há uso contínuo de diuréticos, laxantes ou anti-hipertensivos.

    No consultório, investiga-se histórico de doenças neurológicas, renais, hepáticas ou metabólicas, além do uso de medicamentos. A avaliação nutricional verifica ingestão de magnésio, potássio, cálcio, sódio e a hidratação. Dietas muito restritivas elevam o risco de carências — ajuste profissional evita complicações.

    Leia também: Creatina: benefícios, como tomar e cuidados importantes

    Perguntas frequentes

    1. Beber mais água realmente evita as cãibras?

    Ajuda. A água mantém o volume sanguíneo, transporta nutrientes e regula a condução elétrica músculo–nervo. Em suor intenso, só água pode diluir o sódio; bebidas com eletrólitos são úteis em atividades prolongadas ou sob calor. Excesso de água sem sais também desequilibra.

    2. Cãibras noturnas são sinal de doença?

    Na maioria, relacionam-se a postura, falta de alongamento ou desidratação. Se forem frequentes/persistentes, podem indicar problemas circulatórios, neuromusculares ou metabólicos (ex.: doença renal, diabetes, hipotireoidismo, alterações hepáticas) — vale investigar.

    3. Suplementar magnésio evita cãibras?

    Pode ajudar quando há deficiência confirmada, mas não deve ser iniciado sem orientação. Dieta equilibrada costuma suprir; excesso pode causar diarreia e queda de pressão.

    4. Banana alivia cãibra na hora?

    Não. A banana (rica em potássio) é ótima para prevenção e recuperação, mas não resolve o episódio imediato.

    5. O que fazer na hora da cãibra?

    • Pare a atividade.
    • Alongue suavemente o músculo por ~30 segundos e repita.
    • Massageie a região e aplique compressa morna.
    • Depois, hidrate-se e faça alongamento leve.

    Se a dor persistir por muito tempo ou houver inchaço/incapacidade funcional, busque avaliação médica para descartar lesões.

    Confira: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

  • 7 dicas de um médico para ser mais produtivo e ter menos estresse 

    7 dicas de um médico para ser mais produtivo e ter menos estresse 

    Produtividade não significa fazer mais tarefas em menos tempo. Do ponto de vista da medicina comportamental, o segredo é fazer o que importa com equilíbrio físico e mental — e isso já leva a um desempenho muito maior, sem pagar o preço do burnout.

    A seguir, o médico especializado na área, Marcelo Dratcu, explica o que a ciência já sabe sobre foco, energia e desempenho, e como pequenas mudanças na rotina podem render muito mais do que café e força de vontade.

    O que é a medicina comportamental e como ela ajuda na produtividade

    A medicina comportamental é uma área que aplica os princípios da ciência do comportamento à saúde. Diferente da medicina tradicional, que apenas orienta o que fazer, essa abordagem ensina estratégias práticas para colocar em ação hábitos que melhoram o bem-estar físico e mental — como sono, alimentação, movimento, controle do estresse e adesão aos tratamentos médicos.

    Segundo o médico Marcelo Dratcu, especialista em medicina comportamental e fundador do Instituto CALM, o foco está nas decisões compartilhadas entre médico e paciente. Assim, a mudança de hábito não depende apenas de força de vontade, mas de técnicas que tornam o processo prazeroso e constante.

    Confira as principais dicas do especialista:

    1. Priorize o sono: ele é o maior “hack” de produtividade

    Durante o sono, corpo e mente se reorganizam. Os hormônios se equilibram, os músculos relaxam e a memória se consolida. Dormir pouco para “ganhar tempo” compromete a atenção, o raciocínio e o controle emocional.

    Como dormir melhor:

    • Mantenha horários regulares de sono;
    • Evite cafeína após o meio da tarde;
    • Diminua a luminosidade e o brilho das telas;
    • Desligue dispositivos eletrônicos antes de dormir;
    • Prefira um quarto escuro, ventilado e silencioso.

    “O sono é super subestimado, mas é ele que prepara o corpo e o cérebro para funcionar bem durante o dia”, explica Dratcu.

    2. Mexa o corpo — mesmo que não vá à academia

    Antes de pensar em treinar, pense em se movimentar. O corpo humano foi feito para se mexer, e longos períodos sentado favorecem o cansaço e a perda de energia.

    Exemplos simples de movimento:

    • Levantar-se a cada hora;
    • Subir escadas em vez de usar o elevador;
    • Caminhar após o almoço;
    • Dançar, tocar instrumentos ou brincar com as crianças.

    De acordo com o médico, 150 a 300 minutos semanais de atividade leve já transformam a saúde e a disposição, quando distribuídos ao longo da semana.

    3. Faça pausas curtas ao longo do dia

    Pausas estratégicas aumentam o foco e reduzem o cansaço mental. “É como reiniciar um computador que travou”, compara Dratcu.

    Alguns minutos longe da tela ajudam a:

    • Evitar dores de cabeça e problemas de postura;
    • Reduzir tensão muscular e fadiga ocular;
    • Recuperar energia e concentração.

    Vale levantar, respirar fundo, olhar pela janela ou se alongar. O importante é interromper o modo automático e dar um reset na mente.

    4. Tenha momentos de prazer todos os dias

    Produtividade não combina com esgotamento. Reservar alguns minutos diários para o prazer é essencial. Ouvir música, conversar com alguém querido, sentar ao ar livre ou assistir a uma série ajudam a reduzir o estresse e a recuperar o equilíbrio emocional.

    Segundo o especialista, “um dos hábitos mais importantes é o de sentir satisfação no dia a dia, mesmo que o tempo seja curto”.

    5. Cuide da saúde emocional e dos relacionamentos

    Relacionamentos saudáveis e boa comunicação têm impacto direto na produtividade. Técnicas usadas nas terapias cognitivo-comportamental, dialética e racional-emotiva ajudam a lidar melhor com conflitos e emoções difíceis.

    Menos estresse significa mais clareza, foco e produtividade — tanto na vida pessoal quanto no trabalho.

    6. Combata a procrastinação com recompensas pequenas

    Procrastinar é comum, mas tem solução. O segredo está em entender o próprio perfil e usar a neurociência a favor.

    Dicas para vencer a procrastinação:

    • Divida grandes tarefas em partes menores;
    • Intercale atividades difíceis com pequenas recompensas (como uma pausa ou um café);
    • Crie um plano de ação simples e visualize seu progresso;
    • Comece pelo mínimo viável: poucos minutos já mudam o ritmo mental.

    Se o padrão de adiamento for constante, procure ajuda profissional. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem bons resultados nesse tipo de caso.

    7. Planeje antes de agir e evite o impulso de “fazer logo”

    Um erro comum é agir no impulso, sem planejar. Fazer pausas curtas para definir o que, como e por que fazer algo ajuda a evitar retrabalho e melhora a qualidade do resultado.

    Outros erros apontados pelo médico:

    • Confundir rapidez com produtividade — mais horas não significam melhores resultados;
    • Ignorar corpo e mente — saúde física e mental caminham juntas;
    • Automedicar-se com estimulantes para TDAH sem diagnóstico — pode causar irritabilidade, insônia e queda de desempenho.

    Equilíbrio é o novo conceito de ser produtivo

    A verdadeira produtividade vem de consistência e autocuidado, não de exaustão. Com sono adequado, movimento diário, pausas regulares e atenção à saúde emocional, é possível render mais e viver melhor — sem depender de cafeína ou remédios milagrosos.

    Leia também: Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    Perguntas frequentes sobre produtividade

    1. O que é medicina comportamental?

    É uma área que aplica a ciência do comportamento à saúde e ajuda a transformar orientações médicas em hábitos reais e sustentáveis.

    2. Dormir bem realmente aumenta a produtividade?

    Sim. O sono regula hormônios, melhora a memória, o humor e a capacidade de foco durante o dia.

    3. Preciso ir à academia para me movimentar?

    Não. Atividades simples como caminhar, subir escadas ou dançar já trazem benefícios à disposição e à saúde.

    4. Pausas atrapalham o trabalho?

    Pelo contrário. Pausas curtas melhoram a concentração, previnem dores físicas e mantêm o desempenho constante.

    5. Como vencer a procrastinação?

    Divida as tarefas, celebre pequenas conquistas e, se o padrão persistir, procure ajuda profissional para aprender técnicas eficazes de mudança de comportamento.

    6. Estresse pode diminuir o rendimento?

    Sim. O estresse prejudica foco, memória, atenção e humor. Aprender a gerenciá-lo é essencial para manter o desempenho e o equilíbrio.

    7. Tomar remédios para TDAH sem diagnóstico ajuda na produtividade?

    Não. Pode piorar o desempenho, causar insônia e aumentar a ansiedade. A produtividade saudável depende de equilíbrio, descanso e hábitos sustentáveis.

    Leia mais: Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde

  • Vitamina B1 (tiamina): energia para o corpo e alerta para a memória 

    Vitamina B1 (tiamina): energia para o corpo e alerta para a memória 

    Você já ouviu falar da vitamina B1, também chamada de tiamina? Talvez ela não receba tanta atenção quanto a vitamina C ou a vitamina D, mas é fundamental para manter o corpo em um bom funcionamento. Essa pequena molécula é muito importante na transformação de energia dos alimentos e no bom desempenho do sistema nervoso e muscular.

    Apesar de essencial, a deficiência de vitamina B1 ainda é uma realidade em todo o mundo, principalmente em pessoas com consumo excessivo de álcool, dietas restritivas ou doenças que dificultam a absorção de nutrientes. E quando falta, os sinais podem ser sérios, pois podem afetar desde a memória até o coração.

    O que é a vitamina B1 (tiamina)?

    A vitamina B1 é uma vitamina hidrossolúvel do complexo B. Ou seja, ela não fica armazenada no corpo por muito tempo e precisa ser obtida regularmente pela alimentação. Ela participa de reações fundamentais no metabolismo dos carboidratos e ajuda a transformar a glicose em energia.

    Como se não bastasse, a tiamina atua na transmissão nervosa e no bom funcionamento muscular, incluindo o músculo cardíaco.

    Benefícios da vitamina B1

    • Energia: ajuda a converter carboidratos em glicose, combustível para as células;
    • Sistema nervoso: participa da condução de impulsos nervosos e da saúde do cérebro;
    • Função muscular e cardíaca: é importante para o bom funcionamento dos músculos e do coração;
    • Metabolismo: também ajuda no uso de proteínas e gorduras pelo organismo.

    Alimentos ricos em vitamina B1

    A vitamina B1 pode ser encontrada em diversos alimentos:

    • Carnes magras (especialmente carne de porco);
    • Peixes;
    • Fígado;
    • Leguminosas (feijão, lentilha, ervilha);
    • Grãos integrais (arroz integral, aveia, trigo integral);
    • Sementes e castanhas;
    • Ovos.

    Dica: o processamento de alimentos, como a retirada da casca de grãos, pode reduzir bastante a quantidade de tiamina. Por isso, versões integrais costumam ser melhores fontes do nutriente.

    Deficiência de vitamina B1: sinais de alerta

    A carência de vitamina B1 pode trazer problemas sérios, conhecidos principalmente como beribéri. Essa condição pode afetar tanto o sistema nervoso quanto o coração.

    Sinais e sintomas mais comuns:

    • Fadiga e fraqueza;
    • Irritabilidade e alterações de humor;
    • Perda de memória e dificuldade de concentração;
    • Dormência ou formigamento nos pés e mãos;
    • Perda de apetite;
    • Falta de ar e palpitações;
    • Inchaço nas pernas.

    Em casos graves, pode levar ao beribéri úmido (com insuficiência cardíaca) ou beribéri seco (com degeneração nervosa). Pessoas com alcoolismo crônico podem desenvolver a síndrome de Wernicke-Korsakoff, que compromete seriamente a memória e a coordenação motora.

    Excesso de vitamina B1 faz mal?

    Como é uma vitamina hidrossolúvel, o excesso de vitamina B1 é eliminado principalmente pela urina. Casos de toxicidade são raríssimos. No entanto, suplementar sem necessidade não traz benefícios extras.

    Confira: Delivery saudável: nutricionista dá dicas para escolher bem

    Suplementação de vitamina B1

    A suplementação de tiamina pode ser indicada em situações específicas, como:

    • Deficiência diagnosticada em exames;
    • Casos de alcoolismo crônico;
    • Gestantes e lactantes com baixa ingestão alimentar;
    • Pessoas em nutrição parenteral (alimentação por via intravenosa).

    A suplementação sempre deve ser feita com orientação de médico ou nutricionista, já que a necessidade varia de acordo com idade, sexo, condição de saúde e dieta.

    Valores ideais de vitamina B1

    Os valores séricos considerados normais de vitamina B1 no sangue variam entre 2,5 e 7,5 µg/dL, dependendo do método laboratorial. Já a ingestão diária recomendada (IDR) é de:

    • Homens adultos: cerca de 1,2 mg/dia;
    • Mulheres adultas: cerca de 1,1 mg/dia;
    • Gestantes e lactantes: até 1,4 mg/dia.

    Perguntas frequentes sobre a vitamina B1

    1. A deficiência de vitamina B1 é comum?

    Ela é mais frequente em pessoas com alcoolismo crônico, desnutrição ou dietas muito restritivas.

    2. O que é beribéri?

    É a doença clássica da falta de vitamina B1, podendo afetar nervos, músculos e o coração.

    3. Quem deve se preocupar mais com a carência de tiamina?

    Idosos, pessoas que consomem muito álcool, indivíduos em hemodiálise ou que passaram por cirurgia bariátrica.

    4. Posso repor vitamina B1 sozinho?

    Não. A suplementação deve ser feita apenas com recomendação médica ou nutricional.

    5. Quais alimentos ajudam a prevenir a deficiência?

    Carnes magras, leguminosas, grãos integrais, sementes e ovos são boas fontes.

    6. Tomar mais vitamina B1 dá mais energia?

    Não. Se você já tem níveis normais, o excesso não aumenta energia. O corpo só usa o que precisa.

    7. Existe risco em cozinhar alimentos ricos em B1?

    Sim, a tiamina é sensível ao calor e à água. Cozinhar por muito tempo pode reduzir a quantidade disponível.

    Leia também: Vitamina B12: o que é, para que serve e como identificar carência ou excesso

  • Libido na menopausa: é possível recuperar?

    Libido na menopausa: é possível recuperar?

    Ondas de calor, alterações de humor, insônia e ressecamento vaginal estão entre os sintomas mais comuns da menopausa, fase que marca o fim definitivo da menstruação. O período está diretamente ligado à queda na produção dos hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis por diversas funções de equilíbrio no corpo feminino — incluindo o desejo sexual.

    A falta de libido na menopausa é uma das questões mais frequentes do período, e envolve uma série de aspectos físicos e hormonais, que podem impactar na autoestima, qualidade de vida e bem-estar emocional da mulher. Entenda mais!

    O que é a libido e por que ela diminui na menopausa?

    A libido é o desejo sexual, um impulso natural que envolve o corpo e a mente. Na menopausa, ela é impactada principalmente pela queda dos níveis de estrogênio e testosterona — hormônios responsáveis por manter a lubrificação vaginal, a elasticidade dos tecidos e a sensibilidade sexual.

    Com a redução hormonal, o corpo passa a apresentar sinais que dificultam a resposta ao estímulo, como:

    • Ressecamento vaginal e dor durante a relação;
    • Alterações no humor e aumento da ansiedade;
    • Redução da lubrificação natural;
    • Diminuição da sensibilidade genital;
    • Fadiga e alterações no sono.

    Além disso, fatores como estresse, problemas de sono e autoestima abalada também contribuem para a diminuição do interesse sexual.

    Como aumentar a libido na menopausa?

    A queda da libido é muito comum na menopausa, mas existem formas de melhorar o desejo sexual e tornar a vida íntima mais prazerosa. Veja algumas medidas:

    Terapia de reposição hormonal

    A queda do estrogênio é uma das principais causas da baixa libido na menopausa, de modo que a terapia de reposição hormonal (TRH) pode contribuir para aumentar seus níveis hormonais, seja por comprimidos, adesivos, géis, implantes ou injeções.

    Além do estrogênio, a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza explica que existe a tibolona, uma molécula que já mostrou, em estudos, melhora na libido de mulheres na menopausa. Ela atua de forma ampla, ajudando não apenas no desejo, mas também em sintomas como ondas de calor e alterações de humor.

    É importante lembrar que a reposição hormonal deve sempre ser indicada e acompanhada por um médico, já que cada caso é único.

    Hormônios e a libido feminina

    O hormônio feminino (estrogênio) é o principal responsável pela libido da mulher. Quando usado na reposição hormonal, ele ajuda a recuperar o desejo sexual e a qualidade da vida íntima. No entanto, existe um mito de que o hormônio masculino (testosterona) aumentaria a libido feminina. Na prática, Andreia Sapienza aponta que não é verdade.

    Isso acontece porque boa parte da testosterona no corpo da mulher passa por um processo chamado aromatização, que a transforma em estrogênio. Isto é, o que realmente faz diferença para a libido feminina é o hormônio feminino, e não a testosterona ou outros andrógenos.

    No Brasil, não existem produtos de testosterona registrados para uso feminino — e nenhuma sociedade médica recomenda o uso rotineiro. Andreia explica que, em casos muito específicos, quando todos os recursos já foram tentados sem resultado, o médico pode avaliar a testosterona como opção para tratar o desejo sexual hipoativo (falta persistente de desejo).

    Tratamento da secura vaginal

    Um dos fatores que mais prejudicam a vida sexual na menopausa é a secura vaginal, que, como explica Andreia, faz parte da chamada síndrome geniturinária da menopausa.

    A queda do estrogênio afina o tecido vaginal e reduz a lubrificação natural, o que pode causar dor e desconforto durante a relação sexual. Isso provoca um ciclo negativo: a mulher sente dor, antecipa que vai sofrer de novo — e acaba perdendo ainda mais o desejo.

    Nesse caso, o tratamento mais indicado é a estrogenização local, que consiste no uso de estrogênio aplicado diretamente na vagina (em forma de creme, gel ou óvulos). O método melhora a lubrificação, a elasticidade e o conforto durante o sexo.

    Para mulheres que não podem usar hormônio, como pacientes que tiveram câncer de mama, existem outras alternativas, como lubrificantes, hidratantes vaginais e até tecnologias como laser, radiofrequência ou ultrassom microfocado, que estimulam a produção de colágeno e melhoram a lubrificação.

    Psicoterapia

    Além do aspecto hormonal, o lado emocional e afetivo desempenha um peso enorme na vida sexual da mulher. Muitas vezes, a queda do desejo está ligada a inseguranças, estresse, baixa autoestima ou até a dificuldades no relacionamento.

    Nesses casos, a terapia cognitivo-comportamental pode contribuir para devolver a confiança, melhorar a resposta sexual e tornar a intimidade mais prazerosa. Ela consiste em um tipo de psicoterapia focada e de curta duração, que ajuda a mudar padrões de pensamento e comportamento que atrapalham a vida sexual.

    Estilo de vida saudável

    De acordo com Andreia, a função sexual também está relacionada a mudanças no estilo de vida. Isso envolve uma série de hábitos, como:

    • Prática regular de exercícios físicos: além de aumentar a disposição no dia a dia, os exercícios melhoram a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos, o que favorece a sensibilidade genital e a resposta sexual. Também estimulam a liberação de endorfinas e serotonina, neurotransmissores ligados ao prazer, ao bem-estar e ao controle da ansiedade;
    • Controle de doenças crônicas: condições como diabetes e hipertensão podem comprometer a vascularização da região genital, reduzindo a sensibilidade e dificultando o prazer. Mantê-las sob controle ajuda a preservar a saúde sexual e geral;
    • Sono de qualidade: dormir bem restaura a energia física, equilibra os hormônios e mantém a disposição. O descanso adequado previne a fadiga e a falta de motivação para a intimidade, funcionando como um aliado natural da libido;
    • Alimentos para aumentar a libido na menopausa: a dieta tem papel central na regulação hormonal e no bom funcionamento do organismo. Incluir alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes ajuda a reduzir inflamações, manter o equilíbrio metabólico e favorecer a produção adequada de hormônios.

    Comunicação e estímulo adequado

    A libido também envolve fatores psicológicos, afetivos e emocionais, principalmente no caso das mulheres. Segundo Andreia, a forma de estímulo sexual feminino é diferente da masculina: é preciso que o aspecto emocional e afetivo esteja bem trabalhado.

    Enquanto algumas mulheres sentem o chamado desejo espontâneo, em que a vontade de intimidade surge de forma natural e frequente, outras possuem um perfil mais responsivo. Ou seja, elas não sentem vontade no primeiro momento, mas, quando recebem atenção, carinho e estímulo adequados, acabam entrando no clima e aproveitando a relação de forma positiva e prazerosa.

    Por isso, conversar abertamente com o parceiro (a) faz muita diferença no dia a dia. Falar sobre desejos, inseguranças e limites fortalece a confiança e aproxima o casal. Além disso, buscar novas formas de carinho, investir em preliminares mais longas, experimentar diferentes estímulos e valorizar pequenos gestos de afeto ajudam a manter o interesse sexual vivo e presente na rotina.

    Quando procurar ajuda médica?

    As alterações na libido que ocorrem na menopausa são comuns, mas quando elas afetam o bem-estar e a qualidade de vida, é fundamental procurar ajuda médica. Marque uma consulta com o ginecologista se você apresentar:

    • Dor ou desconforto frequente durante as relações sexuais;
    • Ressecamento vaginal persistente, mesmo com uso de lubrificantes;
    • Queda acentuada no desejo sexual que afeta a autoestima ou o relacionamento;
    • Alterações emocionais importantes, como tristeza, irritabilidade ou falta de interesse pela vida íntima;
    • Sintomas de insônia, ondas de calor e fadiga intensa que comprometem o bem-estar geral;
    • Histórico de doenças crônicas (como hipertensão ou diabetes), que exigem acompanhamento no ajuste dos tratamentos.

    O especialista poderá avaliar de forma individualizada se a paciente precisa de reposição hormonal, uso de estrogênio local, psicoterapia ou outras abordagens complementares.

    Vale lembrar que cada mulher vive a menopausa de forma única, então buscar acompanhamento médico não é apenas para tratar sintomas, mas também para prevenir complicações, melhorar a qualidade de vida e resgatar a confiança no próprio corpo.

    Confira: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes sobre libido na menopausa

    1. Como o ressecamento vaginal afeta a vida sexual?

    O ressecamento vaginal é um dos sintomas mais incômodos da menopausa e ocorre porque a queda de estrogênio afina as paredes vaginais, reduz a lubrificação natural e aumenta a sensibilidade à dor. Isso pode tornar a relação sexual desconfortável ou até dolorosa, fazendo com que a mulher evite a relação sexual.

    2. O que é menopausa precoce?

    A menopausa precoce ocorre quando os ciclos menstruais cessam antes dos 40 anos. Isso pode acontecer de forma espontânea, por falência ovariana, ou induzida, após cirurgias que retiram os ovários ou tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

    A menopausa precoce exige atenção especial, já que aumenta os riscos de osteoporose e doenças cardiovasculares em idade mais jovem. O tratamento geralmente envolve reposição hormonal e acompanhamento multidisciplinar.

    3. Existe idade certa para entrar na menopausa?

    Não há uma idade exata, mas a média é de 51 anos. Algumas mulheres podem entrar na menopausa mais cedo, antes dos 40 anos, como é o caso da menopausa precoce. Já outras podem manter ciclos menstruais até os 55 anos ou mais. Fatores como genética, histórico familiar, tabagismo, cirurgias ginecológicas e certas doenças podem antecipar o início da menopausa.

    4. Como diferenciar menopausa de climatério?

    O climatério é o período de transição que antecede a menopausa, geralmente começando a partir dos 40 anos. Nele, os ciclos menstruais se tornam irregulares e os sintomas começam a aparecer devido às oscilações hormonais. Já a menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação.

    5. O que é a síndrome geniturinária da menopausa?

    A síndrome geniturinária da menopausa é um conjunto de sinais e sintomas que surgem devido à queda dos níveis de estrogênio após a menopausa e que afetam a região genital, urinária e sexual da mulher. Eles incluem ressecamento vaginal, coceira, dor durante a relação sexual, urgência urinária e infecções recorrentes.

    6. Toda mulher precisa de reposição hormonal?

    Não, a reposição hormonal deve ser individualizada. Nem todas as mulheres apresentam sintomas que justifiquem seu uso.

    Além disso, existem algumas contraindicações importantes, como histórico de câncer de mama, trombose ou doenças cardíacas graves. O médico avalia os riscos e benefícios antes de prescrever o tratamento. Muitas vezes, mudanças no estilo de vida e tratamentos não hormonais já trazem resultados positivos no dia a dia.

    Leia também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

  • Delivery saudável: nutricionista dá dicas para escolher bem

    Delivery saudável: nutricionista dá dicas para escolher bem

    O delivery se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros. Seja pela praticidade, pela falta de tempo para cozinhar ou pelo aumento da oferta de restaurantes nos aplicativos, pedir comida pronta é uma realidade cada vez mais frequente. Mas surge uma questão importante: é possível manter uma alimentação equilibrada quando se recorre ao delivery com frequência?

    De acordo com a nutricionista Hagata Ramos, a resposta é sim, desde que haja atenção e planejamento. “Hoje muitos restaurantes oferecem opções saudáveis, o problema é que normalmente não são muito acessíveis”, ressalta.

    A seguir, mostramos como identificar escolhas mais adequadas, quais preparações evitar para um delivery saudável e de que forma montar pedidos equilibrados mesmo em refeições fora de casa.

    Como manter uma alimentação equilibrada com delivery frequente?

    Ao contrário da ideia de que pedir comida pronta é sinônimo de exagero, existem caminhos para manter uma rotina saudável. A chave está em escolher com consciência. Segundo Hagata, o delivery pode ser adaptado: é possível montar refeições completas e nutritivas se o consumidor souber analisar o cardápio.

    Ela explica que escolher bem começa pelo olhar crítico sobre a composição dos pratos, como “dar preferência a pratos com legumes, proteínas grelhadas, arroz integral e opções assadas ou cozidas em vez de frituras”.

    Para ela, a análise não deve se restringir apenas ao título “fit” ou “saudável” destacado nos aplicativos. É preciso checar os acompanhamentos, os molhos usados, o tipo de preparo e a variedade de grupos alimentares incluídos se a ideia é buscar um delivery saudável.

    “Pratos fit”: cuidado com os detalhes e saiba o que evitar

    Nos aplicativos, muitos restaurantes criaram linhas de pratos fit para atender à demanda de consumidores preocupados com a saúde. Mas nem sempre a promessa corresponde à realidade.

    “Temos que nos atentar à composição. Na lista de ingredientes devem constar alimentos que você reconhece como comida e de preferência sem aditivos, excesso de sódio, corantes e conservantes”.

    Nesse momento, é importante dar atenção aos detalhes da escolha:

    • Leia a lista de ingredientes: desconfie de nomes técnicos ou aditivos artificiais;
    • Observe o sódio: pratos industrializados ou prontos muitas vezes têm excesso de sal;
    • Evite conservantes e corantes: quanto mais natural, melhor para a saúde;
    • Priorize alimentos reconhecíveis: grãos, legumes, proteínas magras e preparações simples.

    “Se é uma pessoa que pede delivery com frequência, também é melhor evitar frituras, molhos muito cremosos, pratos com excesso de queijo, embutidos e alimentos muito processados”, reforça a nutricionista.

    O que não pode faltar em um delivery saudável e completo

    Para transformar o delivery em um aliado, alguns grupos alimentares são indispensáveis. A nutricionista sugere focar nesses grupos alimentares e opções listadas a seguir:

    • Proteína: frango, peixe, carne magra ou leguminosas (feijão, grão-de-bico, soja);
    • Vegetais: salada fresca ou legumes assados/cozidos;
    • Carboidrato: arroz integral, quinoa, batata, purês ou massas integrais.

    Ou seja, o segredo está em buscar variedade, respeitando a tríade proteína + vegetais + carboidrato. Isso garante saciedade, equilíbrio nutricional e energia ao longo do dia.

    Outro ponto de atenção são as bebidas. A substituição do refrigerante por sucos naturais já é um grande avanço, mas é preciso atenção. “Quem busca restrição calórica deve optar por sucos com mais água, como maracujá e acerola. O suco de laranja geralmente não é diluído em água e vai ser mais calórico”.

    Veja mais: Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    Self-service x delivery: diferenças na montagem do prato

    Em restaurantes self-service há maior controle sobre as escolhas e a quantidade de cada alimento. Já no delivery, esse processo é limitado. “No delivery recebemos uma quantidade média, que temos que adaptar para a nossa necessidade”, explica Hagata.

    Isso significa que, no delivery, é ainda mais importante avaliar porções, observar o nível de saciedade e não consumir tudo apenas por estar no prato.

    “É comum pacientes que não têm uma boa noção de fome e saciedade e que, ao optarem por pratos prontos, acabam exagerando”.

    Com escolhas inteligentes, é possível manter uma alimentação equilibrada, mesmo em uma rotina corrida. Como ressalta Hagata, o segredo é adaptar as opções disponíveis, respeitar os sinais do corpo e não abrir mão do planejamento alimentar.

    Veja mais: 10 alimentos ricos em fibras para regular o intestino

    Perguntas e respostas sobre delivery saudável

    1. É possível manter uma alimentação equilibrada pedindo delivery com frequência?

    Sim. Com planejamento e atenção ao cardápio, é possível montar refeições completas e saudáveis, escolhendo preparações mais naturais e nutritivas.

    2. O que observar no cardápio para escolher melhor?

    Prefira pratos com legumes, proteínas grelhadas, arroz integral e opções assadas ou cozidas em vez de frituras.

    3. “Pratos fit” nos aplicativos são sempre saudáveis?

    Não. É preciso olhar os ingredientes: evitar excesso de sódio, conservantes, corantes e dar preferência a alimentos reconhecíveis, como grãos, legumes e proteínas magras.

    4. Quais preparações devem ser evitadas no delivery?

    Frituras, molhos muito cremosos, pratos com excesso de queijo, embutidos e alimentos muito processados.

    5. O que não pode faltar em um delivery saudável?

    A tríade proteína + vegetais + carboidrato. Exemplos: frango ou peixe, salada ou legumes e arroz integral ou batata.

    6. Bebidas também fazem diferença?

    Sim. Substituir refrigerantes por sucos naturais é melhor, mas, se tiver em restrição de calorias, é importante escolher sucos com mais água, como maracujá e acerola, e ter cautela com o de laranja, que é mais calórico.

    7. Quais as diferenças entre montar um prato no self-service e pedir delivery?

    No self-service há mais liberdade para ajustar porções e combinações. Já no delivery, a quantidade vem pré-definida, o que exige atenção aos sinais de fome e saciedade para evitar exageros.

    Confira: Como montar um prato saudável em buffets? Veja algumas dicas

  • 5 atividades físicas para quem tem problemas na coluna 

    5 atividades físicas para quem tem problemas na coluna 

    Pessoas que convivem com problemas na coluna, como hérnia de disco e escoliose, podem se beneficiar (e muito!) da prática constante de atividades físicas. Exercícios adequados ajudam a reduzir a dor, aumentam a flexibilidade, fortalecem os músculos que sustentam a coluna e melhoram a qualidade de vida no dia a dia, de acordo com o Ministério da Saúde.

    Além disso, manter o corpo ativo contribui para prevenir crises recorrentes e evitar o avanço das lesões, proporcionando mais autonomia e bem-estar a longo prazo. O importante é sempre respeitar os limites do próprio corpo e seguir as orientações do médico.

    Pensando nisso, reunimos orientações de um especialista e sugestões de atividades para incluir no dia a dia, além dos cuidados necessários para que a prática seja segura. Confira, a seguir!

    Por que as atividades físicas são importantes para quem tem problemas na coluna?

    A coluna é o eixo central do corpo humano, responsável por sustentar o tronco, permitir movimentos e proteger a medula espinhal. Quando está enfraquecida ou sobrecarregada, é comum o surgimento de dores e limitações.

    De acordo com o Ministério da Saúde, a prática regular de atividades físicas pode contribuir para:

    • Fortalecer os músculos de sustentação da coluna (abdômen, quadris e costas);
    • Melhorar a postura, reduzindo a sobrecarga nas vértebras;
    • Aumentar a flexibilidade e o equilíbrio, prevenindo quedas e movimentos bruscos;
    • Diminuir o peso corporal, reduzindo a pressão sobre a lombar;
    • Ativar a circulação e liberar endorfina, o que ajuda no controle da dor;
    • Reduzir o estresse e melhorar o sono, fatores que influenciam diretamente na percepção da dor.

    Veja mais: Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas

    Quais as atividades físicas indicadas para problemas na coluna?

    O médico ortopedista Caio Gonçalves de Souza esclarece que as atividades mais recomendadas tendem a ser aquelas de baixo impacto, que minimizam as forças compressivas e de cisalhamento sobre os discos intervertebrais e articulações facetárias – ao mesmo tempo que promovem o fortalecimento do core (centro do corpo), a mobilidade articular e a consciência postural.

    Entre algumas atividades recomendadas, podemos destacar:

    1. Musculação

    Quando feita de maneira adequada, a musculação pode contribuir para o fortalecimento muscular e na prevenção de dores e problemas na coluna. Ela aumenta a estabilidade da região lombar e cervical, fortalece os músculos responsáveis pela sustentação da coluna e auxilia tanto na reabilitação quanto na prevenção de novas crises.

    Quais os cuidados?
    “É fundamental começar com cargas leves, priorizar a forma correta, utilizar um bom controle respiratório e progredir gradualmente. Exercícios compostos podem ser excelentes, mas exigem domínio técnico e um core forte”, orienta Caio.

    2. Caminhada

    A caminhada é uma das formas mais acessíveis e seguras de se manter ativo. Ela contribui para melhorar a circulação, controlar o peso corporal, fortalecer os músculos das pernas e do abdômen e aliviar tensões acumuladas na coluna.

    Além disso, estimula a lubrificação natural das articulações, favorece a postura e a mobilidade e ainda reduz a sobrecarga em comparação a atividades de maior impacto.

    Quais os cuidados?
    Mantenha a coluna ereta, ombros relaxados e olhar à frente. Use tênis com bom amortecimento. Caminhe em terrenos planos e seguros, evitando superfícies muito irregulares ou escorregadias, principalmente em períodos de dor mais intensa. Comece com distâncias e tempos menores e aumente gradualmente. Bastões de caminhada podem ajudar.

    3. Natação

    A natação é considerada um dos exercícios mais completos para quem apresenta dores ou alterações na coluna. Dentro da água, o peso corporal é reduzido, diminuindo a pressão sobre articulações e discos intervertebrais.

    Assim, é possível trabalhar todos os grupos musculares sem impacto, fortalecer a musculatura de sustentação da coluna e ainda melhorar a respiração, que influencia diretamente na postura.

    Quais os cuidados?
    Alguns estilos exigem atenção especial. No nado peito, manter a cabeça fora da água pode causar hiperextensão cervical e lombar. O borboleta e rotações exageradas no crawl podem não ser ideais em hérnia de disco ou instabilidade. O nado de costas ou um crawl bem executado tendem a ser mais seguros. A hidroginástica é alternativa eficaz e de baixo impacto.

    Pilates

    O pilates integra fortalecimento, alongamento e respiração, com foco na estabilização do tronco. Beneficia o core, melhora alinhamento e consciência postural e reduz o risco de crises de dor.

    Quais os cuidados?
    Pratique com instrutor qualificado, que adapte os exercícios. Evite movimentos bruscos e respeite limites. “A execução correta e a adaptação às limitações individuais são essenciais para evitar compensações que possam prejudicar a coluna. O pilates de solo pode ser mais desafiador por exigir maior controle do próprio corpo”, explica Caio.

    5. Yoga

    A yoga combina posturas físicas, respiração e meditação. Aumenta a flexibilidade, fortalece músculos profundos, melhora o equilíbrio e reduz o estresse — fator que pode agravar dores lombares e cervicais.

    Quais os cuidados?
    Evite posturas muito avançadas ou dolorosas. Prefira modalidades suaves (Hatha, Restaurativa) e informe limitações ao instrutor para adaptações seguras.

    Leia também: Alongamentos simples para aliviar dores musculares: veja quando e como praticar

    Quanto tempo de atividade física deve ser feito?

    De acordo com o Ministério da Saúde, adultos devem realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividades moderadas ou 75 minutos de vigorosas (ou combinação). Para quem tem problemas na coluna, comece leve, aumente gradualmente e respeite os sinais do corpo.

    Quais atividades devem ser evitadas?

    • Corrida de alta intensidade em solo duro;
    • Esportes de impacto ou contato (futebol, basquete, lutas);
    • Exercícios com torções bruscas ou levantamento de peso excessivo;
    • Abdominais tradicionais sem orientação, que podem aumentar a pressão na lombar.

    A forma mais segura de começar é com avaliação individual (ortopedista, fisioterapeuta e, quando indicado, educador físico). Eles consideram tipo de lesão, inflamação, condição física e sintomas neurológicos para definir um plano adequado. Seguir orientação evita complicações, ajuda na reabilitação, fortalece a coluna e promove uma vida mais ativa e com menos dor.

    Perguntas frequentes sobre atividades físicas para problemas na coluna

    1. Alongamento e fortalecimento realmente ajudam a coluna?

    Sim. O fortalecimento do core (abdômen, lombar, glúteos e assoalho pélvico) cria uma “cinta natural” que estabiliza a coluna. O alongamento devolve flexibilidade, melhora a postura e reduz rigidez. Juntos, reduzem dores e aumentam a segurança dos movimentos.

    2. Como diferenciar dor normal de treino de um sinal de alerta da coluna?

    A dor muscular tardia surge 24–48h após o treino, é difusa e melhora com movimentos leves. A dor de alerta aparece durante ou logo após o exercício, é aguda, localizada e pode irradiar para braços ou pernas. Se vier com dormência, formigamento, fraqueza ou alterações urinárias, procure avaliação médica imediata.

    3. Quem já fez cirurgia na coluna pode voltar a se exercitar?

    Sim — e é recomendado. Após liberação médica, inicie com caminhadas leves, exercícios respiratórios e fortalecimento básico. Progrida para pilates, hidroginástica e musculação adaptada conforme a recuperação. O retorno completo pode levar semanas ou meses e deve ser supervisionado.

    4. Como incluir mais movimento no dia a dia?

    Qualquer movimento conta. Exemplos:

    • Usar escadas (de forma moderada e segura);
    • Caminhar pequenas distâncias em vez de usar o carro;
    • Levantar-se a cada hora para alongar;
    • Praticar respiração/relaxamento no trabalho;
    • Fazer tarefas domésticas ativas, jardinagem ou passear com o pet.

    5. Trabalhar sentado o dia todo pode prejudicar a coluna?

    Sim. Ficar horas sentado aumenta a pressão nos discos intervertebrais e favorece lombalgia. Levante-se a cada hora por alguns minutos para se alongar, caminhar ou mudar de posição. Ajuste cadeira, monitor e apoio lombar para postura correta.

    6. Como aliviar a dor na coluna no dia a dia?

    • Postura correta: sente-se com coluna ereta, use apoio lombar e evite longos períodos na mesma posição;
    • Pausas frequentes: levante-se a cada hora, caminhe e alongue;
    • Alongamentos leves: foque lombar, pescoço e pernas;
    • Compressas mornas: relaxam a musculatura em tensão;
    • Atividades leves: caminhada, pilates ou hidroginástica ajudam a circulação e liberam endorfina;
    • Evite o sedentarismo: manter-se ativo diariamente previne crises recorrentes.

    Confira: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

  • Cravos: como se formam, por que aparecem e quais os melhores tratamentos 

    Cravos: como se formam, por que aparecem e quais os melhores tratamentos 

    Os cravos são uma das queixas mais comuns em consultórios dermatológicos. Apesar de muitas vezes estarem associados à adolescência, eles podem persistir na vida adulta e, se não tratados corretamente, evoluir para acne inflamatória. Mas, afinal, o que são os cravos, como se formam e como podem ser tratados?

    Conversamos com a dermatologista Gabriela Capareli, que explica nesta reportagem como se dá a formação dos cravos, os tipos comuns — como cravo preto e cravo branco — e qual é a melhor forma de lidar com esse incômodo.

    O que são os cravos e como se formam

    “Os cravos são nomes populares para o que nós chamamos de comedões, que são formações de acúmulo das secreções das glândulas sebáceas”, fala a médica.

    Existem dois tipos principais de cravos, segundo a especialista:

    • Comedão aberto (cravo preto): acontece quando o poro entupido fica exposto ao ar. O sebo e as células mortas oxidam, ganhando a coloração escura característica.
    • Comedão fechado (cravo branco): forma-se quando a obstrução fica sob a pele. O sebo acumulado cria pequenas elevações esbranquiçadas ou amareladas, sem contato com o ar.

    Eles aparecem principalmente quando há obstrução dos poros por excesso de sebo, células mortas e impurezas ambientais. Esse bloqueio impede que o óleo natural da pele seja eliminado de forma adequada, formando o cravo. A oleosidade excessiva da pele é um dos principais fatores de risco, segundo a médica.

    Diferença entre acne, cravos e espinhas

    Cravos, espinhas e acne costumam ser usados como sinônimos, mas na prática representam estágios diferentes de um mesmo problema de pele.

    • Acne: é a doença crônica da pele que causa oleosidade excessiva e entupimento dos poros, podendo se manifestar de forma leve ou grave.
    • Cravos: são lesões de acne sem inflamação, resultado do acúmulo de sebo e células mortas nos poros, sem vermelhidão ou dor.
    • Espinhas: são lesões de acne inflamatórias, quando o poro obstruído se infecta, causando inchaço, dor, vermelhidão e, em muitos casos, pus.

    Assim, podemos dizer que os cravos são o primeiro estágio, enquanto as espinhas são a evolução inflamada da acne. Reconhecer essa diferença é essencial, porque a presença de muitos cravos pode evoluir para espinhas e, se não tratada, para formas graves de acne, com cicatrizes permanentes.

    O papel da limpeza de pele

    A limpeza de pele é um dos procedimentos mais indicados para o controle de cravos, pois permite a extração segura dos comedões em consultório. Essa técnica evita complicações e complementa o tratamento dermatológico. “A limpeza de pele ajuda muito na extração dos comedões, auxiliando muito no controle, mas é fundamental que o paciente continue e mantenha o tratamento domiciliar”, enfatiza.

    Ou seja, o procedimento de limpeza de pele especializado é eficaz, mas não deve ser encarado como solução única para remover os cravos. A manutenção diária, com produtos adequados prescritos pelo dermatologista, é essencial para evitar o reaparecimento dos comedões.

    Tratamento para cravos domiciliar: ácidos e skincare

    Dermatologistas recomendam o uso regular de produtos à base de ácidos no tratamento para cravos. Eles ajudam a renovar a pele, desobstruir os poros e reduzir a oleosidade.

    • Ácido retinoico: estimula a renovação celular e reduz a formação de comedões.
    • Ácido salicílico: possui ação esfoliante e anti-inflamatória, ideal para peles oleosas.
    • Ácido glicólico: melhora a textura da pele e ajuda no controle da oleosidade.

    “Lembrando que não se deve extrair os cravos em casa sob risco de infecções de pele e formação de cicatrizes”, orienta Gabriela. O uso de cosméticos deve ser sempre recomendado por um dermatologista, de acordo com o tipo de pele de cada paciente.

    Tratamento para cravos avançado

    Quando os cravos se tornam persistentes, o dermatologista pode indicar tratamentos combinados, já que o tratamento depende do grau de acometimento.

    “No grau 1, que é aquela pele oleosa com cravos, recomendamos limpeza de pele e, eventualmente, peelings com ácido salicílico ou retinoico, luz de LED e alguns lasers anti-inflamatórios”, explica Gabriela.

    Nos casos em que a acne já evoluiu para inflamações (grau 2 em diante), pode ser necessário incluir antibióticos tópicos ou orais. Para acne severa, com risco de cicatrizes, o tratamento pode incluir a isotretinoína oral (Roacutan), sempre com acompanhamento médico rigoroso.

    Prevenção: hábitos que fazem diferença

    A prevenção dos cravos depende principalmente de uma rotina de skincare adequada e de hábitos saudáveis. Algumas medidas importantes incluem:

    • Higienizar o rosto duas vezes ao dia com sabonetes específicos para pele oleosa;
    • Evitar dormir com maquiagem e remover sempre todos os resíduos;
    • Usar protetor solar oil free;
    • Aplicar cosméticos adequados recomendados pelo dermatologista.

    A especialista reforça que não se trata de eliminar completamente a oleosidade, mas de mantê-la sob controle. Lavar o rosto em excesso, por exemplo, pode provocar o efeito rebote, estimulando ainda mais a produção de sebo.

    Lembrando que o acompanhamento profissional é essencial para indicar o melhor tratamento para cada tipo de pele e evitar complicações.

    Perguntas e respostas sobre cravos

    1. O que são cravos?

    São obstruções dos poros causadas pelo acúmulo de sebo e células mortas. Podem aparecer como pontos escuros ou pequenas elevações esbranquiçadas.

    2. Por que os cravos aparecem?

    Eles surgem pelo excesso de oleosidade, associado ao acúmulo de células mortas e impurezas que bloqueiam os poros.

    3. Qual a diferença entre acne, cravos e espinhas?

    A acne é a doença que causa excesso de oleosidade e obstrução dos poros. Os cravos são o estágio inicial, sem inflamação. Já as espinhas surgem quando esses poros entupidos inflamam, causando vermelhidão, dor e pus.

    4. A limpeza de pele resolve o problema dos cravos?

    A limpeza de pele ajuda a remover os cravos existentes, mas precisa ser combinada com tratamento contínuo em casa para evitar o reaparecimento.

    5. Quais são os principais tratamentos para cravos?

    Incluem produtos com ácidos como retinoico, salicílico e glicólico, além de peelings, laser, LED e, em casos mais graves, antibióticos ou isotretinoína oral.

    6. É seguro espremer os cravos em casa?

    Não é recomendado, pois pode causar infecções, inflamações e deixar cicatrizes permanentes.

    7. Como prevenir os cravos no dia a dia?

    Manter a pele higienizada duas vezes ao dia, remover maquiagem antes de dormir, usar protetor solar oil free e seguir uma rotina de skincare adequada.