Autor: Susana Targino

  • Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Apesar de ser mais conhecida como um hormônio masculino, a testosterona também é produzida naturalmente pelas mulheres, principalmente nos ovários e nas glândulas suprarrenais, mas em quantidades bem menores.

    No corpo feminino, o hormônio participa de várias funções, como a manutenção dos músculos e dos ossos, o metabolismo e a função sexual.

    Nos últimos anos, a suplementação de testosterona ganhou espaço com promessas de aumentar a libido e a disposição, ajudar no emagrecimento e facilitar o ganho de massa muscular. Os “chips da beleza” e os implantes personalizados são alguns exemplos divulgados nas redes sociais e em clínicas de estética e bem-estar.

    Com tantas promessas, pode parecer que usar testosterona é uma forma simples de melhorar a saúde e a qualidade de vida. Mas, na prática, a suplementação é indicada apenas em situações específicas, e o uso sem necessidade ou em doses elevadas pode causar efeitos colaterais importantes.

    Para que serve a testosterona no corpo da mulher?

    No organismo feminino, a testosterona participa de diferentes funções relacionadas ao equilíbrio hormonal, ao metabolismo, à manutenção da massa muscular e da força, à saúde dos ossos e à função sexual, além de contribuir para alguns processos ligados à disposição e ao bem-estar.

    Por ser um hormônio androgênico, a testosterona precisa permanecer dentro dos níveis fisiológicos esperados para as mulheres, já que tanto a produção natural quanto o uso externo em quantidades elevadas podem causar mudanças no organismo.

    Quando as concentrações ficam muito acima do adequado, podem surgir alterações na pele, nos cabelos, na distribuição dos pelos e até na voz, além de possíveis impactos no sistema cardiovascular e no metabolismo.

    É preciso fazer exame para medir a testosterona feminina?

    O exame de testosterona não é indicado como teste de rotina para mulheres, principalmente porque um valor isolado no exame não permite determinar, com segurança, se existe falta do hormônio no organismo feminino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a dosagem da testosterona deve ser solicitada de acordo com a avaliação médica e, principalmente, quando existem sinais ou sintomas que levantam a suspeita de alguma condição capaz de alterar os níveis hormonais.

    A investigação não deve se basear apenas em sintomas inespecíficos, como cansaço, falta de disposição ou redução da libido, já que diferentes fatores físicos, emocionais e relacionados ao estilo de vida também podem provocar sinais semelhantes.

    Por que os exames comuns de laboratório não são confiáveis para mulheres?

    Uma das dificuldades para avaliar níveis muito baixos de testosterona está relacionada ao próprio método utilizado pelos laboratórios. Andreia explica que muitos exames convencionais foram desenvolvidos principalmente para analisar concentrações encontradas no organismo masculino, que costumam ser muito superiores às observadas nas mulheres.

    Quando os mesmos métodos são utilizados para medir concentrações naturalmente muito baixas, a precisão pode ser menor, porque determinados exames não apresentam sensibilidade suficiente para diferenciar pequenas variações dentro da faixa feminina.

    Na prática, a margem de erro pode deixar mais difícil a interpretação dos valores e impedir que um número isolado seja usado para diagnosticar uma suposta deficiência de testosterona em mulheres.

    Quando a dosagem de testosterona é indicada?

    A dosagem da testosterona pode ser útil principalmente quando existe a suspeita de níveis elevados do hormônio, especialmente diante de sinais como aumento de pelos em áreas incomuns, acne intensa, queda de cabelo, alterações menstruais ou outras manifestações relacionadas ao excesso de andrógenos.

    Andreia esclarece que o exame pode fazer parte da investigação de doenças capazes de aumentar a produção de testosterona, incluindo alterações nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, algumas doenças ovarianas e condições metabólicas.

    A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, pode estar associada ao aumento dos níveis de andrógenos e, dependendo dos sintomas apresentados pela paciente, a dosagem hormonal pode ajudar o médico a complementar a investigação.

    Quando o excesso é identificado, o tratamento depende da causa e pode envolver medidas destinadas a controlar a produção hormonal ou reduzir os efeitos provocados pelos níveis elevados.

    Quando a suplementação de testosterona é realmente necessária?

    A suplementação de testosterona em mulheres possui indicações bastante restritas e deve ser realizada somente após uma avaliação médica cuidadosa, que considere os sintomas, o histórico de saúde e as possíveis causas das alterações apresentadas.

    Segundo a especialista, a única indicação com respaldo científico está relacionada ao Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), em mulheres na pós-menopausa, sempre utilizando doses baixas e próximas das concentrações fisiológicas femininas.

    Por outro lado, o uso da testosterona apenas com a promessa de melhorar a disposição, aumentar a energia, facilitar o ganho de massa muscular ou recuperar a libido, sem uma investigação adequada, não conta com respaldo científico e pode expor a mulher a riscos desnecessários.

    Na prática, algumas mulheres podem perceber mudanças na energia, na disposição ou no desejo sexual durante o uso, mas uma melhora percebida não significa necessariamente que havia falta de testosterona ou que a suplementação seja indicada.

    Diferença da reposição de estrogênio no climatério e a suplementação de testosterona

    A principal diferença está no objetivo de cada tratamento e nas situações em que os hormônios são indicados. No climatério e na menopausa, a produção de estrogênio diminui naturalmente, o que pode favorecer sintomas como ondas de calor, alterações no sono, ressecamento vaginal e desconforto durante as relações sexuais.

    Quando há indicação médica, a terapia hormonal com estrogênio pode ajudar a controlar os sintomas relacionados à queda hormonal e melhorar a qualidade de vida.

    Já a suplementação de testosterona não é indicada de forma rotineira para tratar os sintomas do climatério, nem deve ser utilizada apenas para aumentar a disposição, melhorar o desempenho físico ou facilitar o ganho de massa muscular.

    Nas mulheres, o uso possui indicações bastante específicas e deve ser feito em doses baixas, com acompanhamento médico.

    Riscos do excesso de testosterona no organismo feminino

    A presença de testosterona em níveis muito superiores aos fisiológicos pode provocar diferentes alterações no organismo feminino, como:

    • Queda acentuada de cabelo, acompanhada pelo aumento da acne e da oleosidade da pele;
    • Hirsutismo, caracterizado pelo crescimento de pelos grossos em áreas como o rosto, o tórax e outras regiões em que os pelos costumam ser menos frequentes nas mulheres;
    • Aumento do risco de alterações cardiovasculares e mudanças nas taxas de colesterol;
    • Clitoromegalia, caracterizada pelo aumento do tamanho do clitóris, além do engrossamento da voz.

    Algumas alterações relacionadas à pele e aos cabelos podem diminuir depois da interrupção do uso do hormônio, mas mudanças como o engrossamento da voz e o aumento do clitóris podem ser irreversíveis.

    Como identificar e evitar golpes com hormônios?

    Os tratamentos hormonais devem ser indicados por um médico, de acordo com os sintomas, o histórico de saúde e, quando necessário, os exames.

    Os “chips da beleza”, a “modulação hormonal” e os implantes personalizados podem parecer atraentes, mas isso não significa que tenham eficácia comprovada ou segurança estabelecida, principalmente quando envolvem promessas de mais disposição, emagrecimento, aumento da libido ou ganho de massa muscular.

    Para reduzir o risco de aderir a tratamentos inadequados, alguns sinais merecem atenção:

    • Promessas milagrosas: tratamentos que prometem ganho rápido de massa muscular, aumento imediato da energia, emagrecimento ou melhora da libido sem uma investigação completa das causas dos sintomas;
    • Uso de anabolizantes associados: prescrições que combinam testosterona com substâncias como gestrinona ou oxandrolona podem aumentar os riscos à saúde e precisam de uma avaliação médica criteriosa;
    • Doses não estudadas: concentrações muito superiores às fisiológicas podem provocar efeitos colaterais importantes e possuem riscos que ainda não são totalmente conhecidos no uso prolongado;
    • Profissionais sem formação adequada: os tratamentos hormonais devem ser conduzidos por médicos capacitados para avaliar alterações hormonais, identificar contraindicações e acompanhar possíveis efeitos adversos.

    Queda da libido nem sempre é problema hormonal

    Segundo Andreia, a libido é influenciada por diferentes fatores e depende não apenas das condições físicas, mas também do bem-estar emocional, da saúde mental, da qualidade dos relacionamentos, da rotina e da forma como cada pessoa vivencia a própria sexualidade.

    Quando a redução do desejo está ligada a fatores emocionais, psicológicos ou relacionados à rotina, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, mudanças no estilo de vida, revisão de medicamentos e outras estratégias definidas de acordo com cada caso, sem que o uso de hormônios seja necessariamente indicado.

    Quando procurar um médico especialista?

    A consulta com um ginecologista ou endocrinologista pode ser indicada quando aparecem alterações menstruais, sinais de excesso de pelos, queda intensa de cabelo, acne importante, sintomas intensos durante o climatério ou mudanças persistentes na libido e na qualidade de vida.

    Durante a avaliação, o profissional poderá investigar diferentes causas para os sintomas, analisar o histórico de saúde, revisar os medicamentos utilizados e solicitar exames quando houver indicação clínica.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    1. Usar testosterona ajuda a emagrecer ou ganhar massa magra com segurança?

    Não de forma segura. O uso focado em fins estéticos exige doses acima do normal, o que traz riscos graves à saúde.

    2. O que são os chamados “chips da beleza”?

    São implantes hormonais manipulados que prometem fins estéticos e de libido, mas que não possuem regulamentação ou segurança comprovada.

    3. Quais são os riscos da testosterona para o coração?

    Doses altas alteram o perfil de colesterol (reduzem o HDL e elevam o LDL) e aumentam o risco de hipertensão e eventos cardiovasculares.

    4. A testosterona pode ser associada a anabolizantes como oxandrolona ou gestrinona?

    Não é recomendado, pois a mistura potencializa a toxicidade no fígado e eleva o risco do desenvolvimento de tumores hepáticos e de mama.

    5. A reposição de estrogênio na menopausa é a mesma coisa que tomar testosterona?

    Não. A reposição clássica utiliza estrogênio (e progesterona, quando necessário) para tratar fogachos e ressecamento; a testosterona é apenas um adjuvante pontual.

    6. Remédios de uso contínuo podem afetar a libido feminina?

    Sim. Antidepressivos, anti-hipertensivos e anticoncepcionais orais estão entre os medicamentos que frequentemente reduzem o desejo sexual.

    7. Qual profissional deve avaliar a necessidade desse hormônio?

    O acompanhamento deve ser feito estritamente por um ginecologista ou endocrinologista atualizado pelas diretrizes das sociedades médicas oficiais.

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

  • Quais as diferenças entre um remédio autorizado, falsificado e experimental?

    Quais as diferenças entre um remédio autorizado, falsificado e experimental?

    Quando precisamos comprar um remédio, o caminho mais comum é ir até uma farmácia, apresentar a receita quando necessário e escolher um medicamento que tenha sido autorizado para venda no Brasil. No entanto, nem todos os produtos anunciados como medicamentos passaram pelo mesmo caminho antes de chegar até o consumidor.

    Enquanto os medicamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam cumprir uma série de exigências relacionadas à qualidade, à segurança e à eficácia antes de serem comercializados, os medicamentos experimentais ainda estão sendo estudados e podem ser utilizados apenas em situações específicas, seguindo regras próprias.

    Já os produtos falsificados ou clandestinos circulam de maneira irregular e podem apresentar desde uma quantidade diferente do princípio ativo até substâncias desconhecidas, colocando a saúde de quem os utiliza em risco.

    Mas então como saber se um medicamento é realmente autorizado? Um remédio experimental pode ser usado por qualquer pessoa? Esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir.

    O que é um remédio autorizado pela Anvisa?

    Um remédio autorizado, ou medicamento registrado, é aquele que foi avaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser comercializado no Brasil. Para conseguir o registro, a empresa responsável precisa apresentar informações e estudos que permitam avaliar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto para a finalidade indicada.

    Basicamente, são os remédios que podemos encontrar nas farmácias e drogarias, vendidos com ou sem receita médica, dependendo do tipo de produto.

    Antes de chegar às prateleiras, o medicamento precisa atender a uma série de exigências relacionadas à qualidade, à segurança e à eficácia para a finalidade indicada. A Anvisa também estabelece regras para a fabricação e o controle de qualidade, garantindo que o produto seja produzido de acordo com as normas sanitárias do país.

    Depois de aprovado, o medicamento recebe um registro na Anvisa e pode ser vendido legalmente no Brasil, seguindo as condições estabelecidas pela agência.

    O que é um remédio experimental?

    Um remédio experimental é um medicamento ou uma substância que ainda está sendo estudada e, por isso, ainda não recebeu a aprovação definitiva para ser vendida nas farmácias para determinada finalidade.

    Os pesquisadores realizam diferentes testes para entender se o medicamento funciona, quais doses devem ser utilizadas e quais efeitos colaterais podem aparecer.

    Antes de chegar ao mercado, um novo remédio percorre várias etapas de pesquisa, que incluem estudos pré-clínicos e ensaios clínicos com voluntários. Ao longo do processo, os cientistas reúnem informações para avaliar os possíveis benefícios e riscos do tratamento.

    Como o medicamento ainda está em fase de estudo, existem mais incertezas sobre o seu uso do que em um produto já aprovado, principalmente porque alguns efeitos colaterais e riscos de longo prazo podem ainda não ser totalmente conhecidos.

    Quando o uso de remédios experimentais é permitido?

    O acesso a medicamentos experimentais segue regras específicas para proteger a segurança dos pacientes. Uma das formas de utilizar um tratamento que ainda está sendo estudado é participar de uma pesquisa clínica autorizada. O paciente recebe informações sobre os possíveis benefícios e riscos e é acompanhado de perto pela equipe responsável pelo estudo.

    Em algumas situações, pacientes com doenças graves ou que colocam a vida em risco também podem ter acesso a medicamentos ainda não registrados no Brasil por meio de programas específicos, como o uso compassivo e o acesso expandido, seguindo as regras estabelecidas pela Anvisa.

    Para permitir o acesso, alguns fatores podem ser considerados:

    • A falta de outras opções de tratamento disponíveis;
    • A gravidade da doença e o estado de saúde do paciente;
    • As informações já disponíveis sobre os possíveis benefícios e riscos do medicamento;
    • A avaliação e o acompanhamento da equipe médica responsável.

    É importante lembrar que um medicamento experimental não é um remédio clandestino ou falsificado. O medicamento experimental está sendo pesquisado e segue regras de segurança e controle, enquanto o produto clandestino ou falsificado é produzido ou comercializado de forma irregular, sem seguir as exigências das autoridades sanitárias.

    O que é um remédio falsificado ou clandestino?

    Um medicamento falsificado é um produto feito para imitar um remédio verdadeiro e enganar o consumidor, podendo copiar a embalagem, o nome e até a aparência do medicamento original. Já os medicamentos clandestinos são aqueles fabricados, importados ou vendidos de forma irregular, sem seguir as regras exigidas pelas autoridades sanitárias.

    Como não existe um controle adequado sobre a produção, não há garantia de que o produto tenha realmente os ingredientes informados na embalagem. Ele pode conter uma quantidade errada do princípio ativo, não ter a substância necessária para fazer efeito ou até apresentar ingredientes desconhecidos e contaminantes, colocando a saúde de quem utiliza o produto em risco.

    Quais os riscos de tomar um remédio não autorizado?

    Como não existe garantia sobre a composição, a qualidade e a procedência, o uso de medicamentos sem registro ou de produtos clandestinos pode desencadear:

    • Intoxicação: ingredientes desconhecidos, contaminantes ou doses incorretas podem provocar uma intoxicação;
    • Reações alérgicas: substâncias que não aparecem na embalagem podem causar reações inesperadas;
    • Efeitos colaterais graves: dependendo da composição do produto, podem surgir complicações que exigem atendimento médico;
    • Falta de efeito: o medicamento pode não funcionar, fazendo com que a doença continue sem o tratamento adequado e piore com o tempo.

    Vale lembrar que um remédio sem registro na Anvisa não é, automaticamente, falsificado. Existem situações específicas envolvendo medicamentos experimentais, importados ou oferecidos por programas especiais, que seguem regras próprias das autoridades sanitárias.

    Como saber se um remédio é autorizado pela Anvisa?

    A forma mais segura de verificar a situação de um fármaco é consultar diretamente os canais oficiais da Anvisa. A pesquisa pode ser feita pelo nome do produto, pelo princípio ativo, pela empresa responsável ou pelo número de registro, dependendo das informações disponíveis.

    Também é importante observar os dados presentes na embalagem e comprar medicamentos somente em farmácias, drogarias e canais de venda confiáveis e regularizados. Se houver qualquer dúvida sobre a procedência do produto, você pode pedir orientação ao farmacêutico antes de utilizá-lo.

    Sinais de que o remédio pode ser falsificado

    Antes de utilizar um medicamento, vale observar atentamente a embalagem e a aparência do produto. Os principais sinais de podem indicar irregularidade incluem:

    • Erros de ortografia, impressão borrada ou informações pouco legíveis na embalagem;
    • Embalagem diferente daquela normalmente utilizada pelo fabricante;
    • Número do lote ou data de validade com sinais de alteração;
    • Diferenças entre as informações presentes na caixa e na embalagem interna;
    • Comprimidos com aparência, formato, tamanho ou cor diferentes do habitual;
    • Lacres violados ou embalagens danificadas;
    • Preço muito abaixo do praticado normalmente no mercado;
    • Venda por sites, redes sociais ou estabelecimentos sem procedência confiável.

    Se você desconfiar que um remédio é falsificado ou irregular, não utilize o produto e procure a orientação de um farmacêutico ou médico. Também é possível denunciar a suspeita à Anvisa ou à Vigilância Sanitária para que o produto seja investigado.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

    Perguntas frequentes

    1. Onde posso comprar um remédio experimental?

    Os remédios experimentais não são vendidos em farmácias. O acesso a eles só ocorre por meio da participação em pesquisas clínicas gratuitas ou por autorização especial de uso compassivo da Anvisa.

    2. Um médico pode receitar um remédio experimental?

    Apenas em situações excepcionais e graves, quando não há mais tratamentos disponíveis no mercado e o paciente aceita os riscos assinando um termo de consentimento.

    3. Fitoterápicos e suplementos também precisam de autorização da Anvisa?

    Sim. Para serem vendidos como tratamentos de saúde com promessas terapêuticas, eles precisam de registro ou notificação válida na Anvisa.

    4. Remédio genérico é um remédio autorizado?

    Sim. O medicamento genérico passa pelos mesmos testes de qualidade e eficácia da Anvisa que o remédio de referência (de marca) e é totalmente seguro.

    5. Qual a diferença entre vacina emergencial e vacina experimental?

    A vacina emergencial já teve seus testes concluídos com eficácia comprovada e foi liberada para uso rápido na população em uma crise de saúde. A experimental ainda está na fase de testes em voluntários.

    6. O que significa a tarja preta em um remédio autorizado?

    Significa que o medicamento tem ação no sistema nervoso central e oferece riscos de dependência física ou psíquica. Ele é autorizado, mas o uso exige controle rígido e receita médica especial.

    7. Um remédio autorizado em outro país pode ser usado no Brasil?

    Apenas se ele também for registrado pela Anvisa ou se houver uma autorização especial de importação excepcional para uso pessoal, emitida pela própria agência.

    Confira: Remédios que podem ser perigosos quando combinados

  • Terapia ABA: o que é e como funciona o tratamento padrão-ouro para o autismo?

    Terapia ABA: o que é e como funciona o tratamento padrão-ouro para o autismo?

    A Análise do Comportamento Aplicada, conhecida pela sigla ABA, é um método baseado em evidências científicas que ajuda a criança a aprender novas habilidades e a reduzir comportamentos que dificultam o desenvolvimento.

    Apesar de ser mais conhecida pela importância no acompanhamento do transtorno do espectro autista (TEA), a abordagem também pode ser utilizada em outras situações que envolvem dificuldades de aprendizagem, comunicação ou comportamento. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é a terapia ABA e para que serve?

    ABA é a sigla para Applied Behavior Analysis, expressão em inglês que significa Análise do Comportamento Aplicada.

    Ela consiste em uma área da ciência que estuda como as pessoas aprendem novos comportamentos. A partir disso, os profissionais ensinam habilidades importantes e ajudam a reduzir comportamentos que podem atrapalhar o desenvolvimento da criança.

    Atualmente, a terapia ABA é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por diversas entidades médicas internacionais como o tratamento com maior nível de evidência científica para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

    Segundo a neuropediatra Bárbara Macedo, diversos estudos mostram que a intervenção ajuda a criança a desenvolver a comunicação, melhorar a interação com outras pessoas, conquistar mais independência nas atividades do dia a dia e reduzir comportamentos que dificultam a aprendizagem e a convivência.

    Para quem a terapia ABA é indicada?

    A ABA é indicada principalmente para pessoas com autismo, independentemente do grau de suporte. As crianças pequenas costumam apresentar uma resposta muito positiva porque o cérebro ainda está em uma fase de grande desenvolvimento, mas adolescentes e adultos também podem se beneficiar do tratamento.

    Dependendo da necessidade de cada pessoa, a terapia pode ajudar no desenvolvimento da fala, na interação social, na autonomia, na adaptação à escola, no controle das emoções e na redução de comportamentos que colocam a criança em risco ou dificultam a aprendizagem.

    Como funciona o tratamento com a metodologia ABA na prática?

    Na terapia ABA, cada paciente recebe um plano totalmente individualizado, criado de acordo com a idade, as habilidades que já desenvolveu e as dificuldades que ainda precisam ser trabalhadas.

    Antes de iniciar o acompanhamento, a equipe médica faz uma avaliação completa para entender quais objetivos serão mais importantes naquele momento do desenvolvimento.

    Segundo Bárbara, o tratamento costuma acontecer em algumas etapas.

    1. Avaliação inicial

    No começo, uma avaliação detalhada é necessária para identificar o que a criança já consegue fazer e quais habilidades ainda precisam ser estimuladas.

    Durante a fase, o profissional também observa quais comportamentos podem dificultar o aprendizado, como a dificuldade para permanecer sentado durante uma atividade, a sensibilidade exagerada a sons ou a irritação diante de pequenas mudanças na rotina.

    2. Plano de intervenção (PI)

    Depois da avaliação, a equipe elabora um Plano de Intervenção, conhecido como PI. Nesse documento ficam definidos objetivos bem específicos para os próximos meses, sempre de uma forma que permita acompanhar a evolução da criança.

    As metas podem ser simples, como responder quando alguém chama pelo nome, olhar para quem está falando ou aprender a fazer um gesto de despedida ao chegar ou sair da terapia.

    3. Reforço positivo

    O reforço positivo é um princípio que consiste em adicionar um estímulo desejável ou recompensador logo após a emissão de um comportamento

    Na prática, sempre que a criança consegue realizar uma atividade ou faz um esforço para aprender uma nova habilidade, ela recebe uma recompensa que seja importante para ela, como um elogio, uma brincadeira, um brinquedo favorito ou qualquer outra atividade que desperte interesse.

    Aos poucos, o cérebro aprende que repetir aquele comportamento traz uma experiência agradável, aumentando as chances de que ele aconteça novamente.

    4. Aprender um passo de cada vez

    Na terapia ABA, as habilidades são ensinadas aos poucos, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança. Quando o objetivo é desenvolver uma tarefa mais complexa, como pedir água, por exemplo, o aprendizado é dividido em pequenas etapas para facilitar a compreensão e evitar frustrações.

    Primeiro a criança aprende a olhar para a pessoa, depois faz um som, em seguida aprende a falar a palavra e, aos poucos, consegue fazer o pedido de forma espontânea. Cada conquista se transforma na base para aprender a seguinte, tornando o desenvolvimento mais natural e consistente.

    Papel da equipe multidisciplinar na terapia ABA

    Para que a criança tenha um bom desenvolvimento, vários profissionais precisam trabalhar juntos, conversar entre si e seguir os mesmos objetivos durante todo o tratamento. Cada um deles desempenha um papel diferente:

    • Analista do comportamento: organiza todo o tratamento, define os objetivos, acompanha os resultados e orienta os profissionais que realizam as sessões;
    • Fonoaudiólogo: trabalha o desenvolvimento da fala, da linguagem, da comunicação e também ensina formas alternativas de comunicação quando necessário;
    • Terapeuta ocupacional: ajuda a criança a desenvolver a coordenação motora, a autonomia nas atividades do dia a dia e a lidar melhor com os estímulos do ambiente, como sons, texturas, cheiros e luzes;
    • Outros profissionais: dependendo das necessidades da criança, também podem participar fisioterapeutas, psicomotricistas, musicoterapeutas e profissionais de equoterapia, ampliando os estímulos durante o tratamento.

    De acordo com Bárbara, não adianta cada profissional trabalhar de forma separada, porque a criança aprende melhor quando recebe os mesmos estímulos em todos os ambientes e durante todas as terapias.

    Quantas horas de terapia ABA o bebê precisa por semana?

    Segundo Bárbara, a resposta depende das necessidades de cada criança. Como o cérebro infantil aprende rápido nos primeiros anos de vida, a repetição dos estímulos ajuda a fortalecer novas conexões e favorece o desenvolvimento.

    A recomendação geral costuma variar entre 10 e 40 horas por semana. A quantidade de horas é definida depois da avaliação e leva em consideração as dificuldades apresentadas, os objetivos do tratamento e a intensidade dos atrasos no desenvolvimento.

    Como identificar se a terapia ABA do seu filho é de qualidade?

    Com o aumento na busca por tratamentos para o TEA nos últimos anos, o mercado de saúde passou por um processo de precarização. No Brasil, a profissão de analista do comportamento ainda não é devidamente regulamentada, o que exige dos pais um olhar muito atento e crítico para garantir que o serviço contratado seja ético e eficiente.

    Segundo Bárbara, uma das principais falhas atuais é a colocação de estudantes ou profissionais sem experiência na função de aplicadores diretos da terapia, sem que haja uma retaguarda adequada.

    Antes de escolher onde o filho será atendido, vale a pena observar alguns pontos que ajudam a identificar se o tratamento realmente tem qualidade:

    • A equipe conta com um profissional qualificado: o tratamento deve ser acompanhado por um analista do comportamento com formação e experiência na área, responsável por planejar o atendimento e acompanhar a evolução da criança;
    • Existe supervisão frequente: quando as sessões são feitas por aplicadores ou terapeutas, o trabalho precisa ser acompanhado de perto pelo supervisor, que analisa os resultados e faz os ajustes necessários no plano de tratamento;
    • A família participa do processo: uma boa terapia também orienta os pais. A equipe deve explicar o que foi trabalhado durante a semana, ensinar como estimular a criança em casa e ouvir as dúvidas e observações da família;
    • O atendimento é acolhedor e respeita a criança: a terapia nunca deve utilizar punições, causar medo ou gerar sofrimento. Um bom tratamento respeita o ritmo da criança, utiliza estratégias positivas de aprendizagem e acolhe tanto o paciente quanto a família durante todo o processo.

    A equipe também deve explicar quais habilidades estão sendo trabalhadas, mostrar aos pais como continuar os estímulos em casa e ouvir como a criança se comporta no dia a dia.

    Quando os responsáveis participam ativamente do tratamento e dão continuidade às atividades fora da clínica, a criança tem mais oportunidades de praticar o que aprendeu e generalizar as habilidades para diferentes situações da rotina.

    Veja também: Atraso na fala: o excesso de telas pode estar por trás do problema?

    Perguntas frequentes

    1. Por que a ABA é considerada o “padrão-ouro” para o autismo?

    Porque é a abordagem terapêutica com o maior volume de evidências científicas comprovadas no mundo, mostrando resultados reais na evolução de crianças dentro do espectro.

    2. A terapia ABA serve apenas para quem tem autismo?

    Não. Apesar de famosa no tratamento do TEA, a ABA pode ser aplicada no manejo de TDAH, transtornos de aprendizagem, no ambiente escolar e até em treinamentos de grandes empresas.

    3. A partir de qual idade a criança pode começar a terapia ABA?

    Não há idade mínima. Se o bebê apresentar sinais de risco ou atrasos no desenvolvimento (mesmo antes de 1 ano), a intervenção baseada em ABA já pode e deve ser iniciada.

    4. Por que a terapia ABA precisa de tantas horas por semana?

    Porque o cérebro de uma criança autista precisa de mais repetição e intensidade para consolidar aprendizados e criar novas conexões neurais em comparação com crianças neurotípicas.

    5. Quanto tempo dura o tratamento com a terapia ABA?

    Não há prazo fixo. O tratamento dura o tempo necessário para que a criança minimize seus prejuízos e ganhe autonomia nas atividades diárias, podendo durar meses ou anos.

    6. Qual a diferença entre a ABA e a terapia com psicólogo comum?

    A psicologia tradicional costuma focar na fala e na elaboração interna de sentimentos no consultório. A ABA foca na observação direta do comportamento e na modificação de ações práticas do dia a dia, medindo o progresso por meio de dados e gráficos.

    Leia mais: É possível investigar TDAH em crianças bem pequenas?

  • Cremes e remédios para varizes realmente funcionam para sumir com as veias?

    Cremes e remédios para varizes realmente funcionam para sumir com as veias?

    Se você convive com vasinhos ou varizes, provavelmente já encontrou algum creme que promete melhorar a circulação, diminuir o inchaço e até fazer as veias sumirem. Nas farmácias e na internet, também existem diversos medicamentos vendidos para aliviar o peso, a dor e o cansaço nas pernas.

    Mas até onde os produtos realmente conseguem agir? Apesar dos cremes e dos remédios ajudarem a aliviar alguns sintomas, eles não conseguem fazer uma veia que já está dilatada voltar ao normal ou desaparecer.

    As varizes estão relacionadas a mudanças no funcionamento das próprias veias, um problema que não pode ser corrigido apenas com um produto aplicado na pele ou com um comprimido.

    Como ele acontece dentro dos vasos sanguíneos, o tratamento para eliminar as varizes pode exigir procedimentos que atuem diretamente nas veias afetadas, fechando ou retirando os vasos que não estão funcionando corretamente.

    Como surgem os vasinhos e as varizes?

    Os vasinhos e as varizes aparecem quando as veias das pernas começam a ter dificuldade para levar o sangue de volta ao coração. Para fazer o sangue subir, o corpo conta com a ajuda dos músculos das pernas, principalmente os da panturrilha, e de pequenas válvulas dentro das veias, que ajudam a impedir que ele volte para baixo.

    Quando as válvulas não funcionam bem, parte do sangue pode ficar acumulada nas pernas, aumentando a pressão dentro das veias. Com o tempo, os vasos podem ficar dilatados e mais aparentes, dando origem às varizes.

    Já os vasinhos, também chamados de telangiectasias, são vasos bem pequenos e superficiais, que costumam ter uma aparência avermelhada ou arroxeada. Apesar de também aparecerem nas pernas, eles são diferentes das varizes maiores e não necessariamente vão crescer e se transformar em uma variz.

    O histórico familiar é o principal fator de risco para o desenvolvimento das condições, mas elas também podem surgir devido à gravidez, às alterações hormonais, ao excesso de peso, ao envelhecimento e ao hábito de ficar muito tempo sentado ou em pé.

    Cremes para varizes somem com as veias?

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Bellini Dalio, os cremes para varizes não conseguem fazer as veias dilatadas desaparecerem. Eles agem apenas na superfície da pele ou proporcionam alívio temporário para sintomas como peso nas pernas, cansaço, queimação e coceira, principalmente no final do dia.

    O especialista aponta que alguns cremes também proporcionam uma sensação de refrescamento e conforto, mas não diminuem o tamanho das varizes, não impedem o aparecimento de novas veias e não tratam a causa do problema. Por isso, os produtos que prometem “secar” ou eliminar varizes não substituem os tratamentos indicados pelo cirurgião vascular.

    E os remédios para varizes, funcionam?

    A resposta é sim, mas é importante entender o que os medicamentos conseguem fazer e quais são os seus limites. Segundo Marcelo, os remédios usados no tratamento da doença venosa podem ajudar a aliviar sintomas bastante comuns, como dor, inchaço, sensação de peso e cansaço nas pernas, cãibras e desconforto no final do dia.

    Dependendo do caso, eles podem ser usados junto com outras medidas, como a prática de exercícios, as meias de compressão e mudanças nos hábitos do dia a dia.

    Por outro lado, tomar um remédio não faz uma variz desaparecer e também não consegue fazer uma veia que já está dilatada voltar ao tamanho normal. O cirurgião vascular explica que os medicamentos ajudam principalmente no controle dos sintomas, mas não corrigem o problema que fez a veia se tornar uma variz.

    Quais são os tratamentos que realmente eliminam as varizes?

    Quando existe a necessidade de remover uma veia doente, podem ser indicados outros tratamentos específicos, dependendo do tipo e do tamanho das varizes, dos sintomas e das características de cada pessoa.

    1. Escleroterapia

    A escleroterapia, também conhecida como “aplicação para varizes” ou “secagem”, costuma ser utilizada principalmente para tratar os vasinhos menores. Marcelo explica que uma substância é aplicada dentro do vaso para fazer com que ele se feche e seja absorvido gradualmente pelo organismo.

    2. Laser e radiofrequência

    O laser e a radiofrequência podem ser usados para tratar veias maiores e, em alguns casos, a veia safena. Segundo Marcelo, as técnicas utilizam calor para fechar a veia por dentro e podem ser realizadas por meio de pequenas punções, permitindo uma recuperação mais rápida do que algumas técnicas cirúrgicas tradicionais.

    3. Cirurgia de varizes

    A cirurgia convencional continua sendo uma opção para determinados casos, principalmente quando existem veias maiores e bastante dilatadas. Retirar ou fechar uma veia doente não costuma prejudicar a circulação, pois o sangue passa a seguir por outras veias saudáveis.

    Uso de meia de compressão

    A meia de compressão faz uma pressão suave e controlada nas pernas, que costuma ser maior nos tornozelos e vai diminuindo conforme sobe. Isso ajuda o sangue a circular de volta para o coração e pode aliviar sintomas como inchaço, sensação de peso, cansaço e dor nas pernas.

    Além de melhorar o desconforto, a meia pode fazer parte do tratamento da doença venosa e ajudar a controlar os sintomas ao longo do dia. Porém, existem diferentes tipos e níveis de compressão, por isso é importante escolher o modelo adequado para cada pessoa, principalmente quando há algum problema na circulação arterial.

    O que fazer para prevenir o aparecimento de novas varizes?

    A genética tem bastante influência no aparecimento das varizes, então nem sempre é possível evitar completamente o problema. Mesmo assim, Marcelo explica que alguns hábitos simples ajudam a melhorar a circulação das pernas e podem diminuir os fatores que favorecem o surgimento de novas varizes, como:

    • Praticar exercícios regularmente: caminhar, correr, pedalar e fazer musculação ajudam a fortalecer os músculos das pernas, principalmente a panturrilha, que participa do retorno do sangue para o coração;
    • Evitar ficar muito tempo na mesma posição: se você trabalha sentado ou em pé, tente mudar de posição e movimentar as pernas ao longo do dia;
    • Fazer pequenas pausas: levantar e caminhar por alguns minutos durante o expediente ajuda a movimentar as pernas e melhorar a circulação;
    • Manter um peso saudável: o excesso de peso pode aumentar a pressão sobre as veias das pernas e favorecer o aparecimento das varizes;
    • Manter uma rotina ativa: além dos exercícios, pequenas atitudes, como caminhar mais no dia a dia e evitar longos períodos parado, também ajudam a circulação.

    Quando procurar o cirurgião vascular?

    Segundo Marcelo, alguns sinais podem indicar que a circulação das pernas precisa ser avaliada, como:

    • Dor frequente;
    • Sensação de peso;
    • Inchaço nos tornozelos;
    • Aparecimento de varizes ou muitos vasinhos.

    O cirurgião vascular pode avaliar as veias e, quando necessário, pedir exames como o ultrassom Doppler para entender como o sangue está circulando.

    A avaliação também se torna especialmente importante quando aparecem alterações como escurecimento ou endurecimento da pele, feridas que demoram para cicatrizar ou um aumento importante do inchaço, pois os sinais podem estar relacionados a fases mais avançadas da doença venosa.

    Leia mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre varizes e vasinhos (telangiectasias)?

    Vasinhos são finos, avermelhados ou arroxeados e ficam na camada mais superficial da pele. Varizes são veias maiores, salientes, mais profundas e podem causar sintomas físicos.

    2. O que causa o aparecimento de varizes?

    A principal causa é a pré-disposição genética. No entanto, fatores como envelhecimento, gravidez, uso de anticoncepcionais, obesidade e sedentarismo aceleram o processo.

    3. Quais são os principais sintomas das varizes?

    Sensação de peso, dor, cansaço nas pernas, inchaço nos tornozelos, queimação, coceira e cãibras noturnas.

    4. Quanto tempo dura a recuperação do tratamento?

    Em procedimentos modernos (laser, espuma, escleroterapia), o retorno às atividades normais costuma ser imediato ou em poucos dias. Na cirurgia tradicional, pode levar de 1 a 2 semanas.

    5. Massagens ou drenagem linfática eliminam varizes?

    Não, elas ajudam a reduzir o inchaço e a retenção de líquidos nas pernas, trazendo alívio temporário, mas não somem com as veias dilatadas.

    6. Varizes podem voltar no mesmo lugar depois de operadas?

    A veia que foi retirada ou eliminada não volta. O que acontece é que veias saudáveis ao redor podem se dilatar com o tempo devido à natureza crônica da doença.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Você limpa o umbigo de maneira correta? Veja como fazer em 4 etapas simples

    Assim como outras áreas do corpo, a região do umbigo também precisa de cuidados de limpeza no dia a dia para prevenir o acúmulo de sujeira, suor, células mortas e fiapos de roupa, que podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias.

    Como o umbigo possui pequenas dobras e costuma permanecer mais abafado ao longo do dia, a região cria um ambiente propício para o acúmulo de umidade e microrganismos. Quando a higiene é negligenciada, podem surgir sintomas como mau cheiro, coceira, irritação, vermelhidão e desconforto local.

    Em situações mais sérias, a falta de limpeza adequada também pode contribuir para o desenvolvimento de infecções e inflamações, principalmente em pessoas com umbigos mais profundos, excesso de suor ou piercings na região.

    Por que é importante limpar o umbigo regularmente?

    A limpeza regular do umbigo é necessária porque o formato anatômico da região, principalmente nos umbigos para dentro, favorece o acúmulo de suor, células mortas da pele, fiapos de roupa, poeira e óleos naturais do corpo.

    Por ser uma área que costuma ficar abafada, quente e úmida, ela se torna o ambiente ideal para complicações como:

    • Proliferação de micro-organismos: o umbigo funciona como uma pequena região abafada e úmida, o que facilita o crescimento excessivo de fungos e bactérias que já vivem naturalmente na pele. Quando existe acúmulo de sujeira e umidade, o equilíbrio da flora local pode ser alterado;
    • Mau cheiro: a combinação de suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados favorece a ação das bactérias, que decompõem a matéria orgânica. O processo é o principal responsável pelo odor desagradável na região;
    • Infecções (onfalite): quando a higiene é negligenciada por muito tempo, podem surgir infecções bacterianas ou fúngicas, como a candidíase cutânea. Entre os sintomas mais comuns estão vermelhidão, coceira, dor, sensibilidade e, em casos mais intensos, secreção com pus;
    • Formação de onfolito: em situações extremas e após anos de acúmulo de resíduos, a sujeira pode endurecer e formar uma massa escura conhecida como onfolito, popularmente chamada de pedra no umbigo. Em alguns casos, a remoção precisa ser feita por um profissional de saúde.

    Como limpar o umbigo de forma correta?

    A forma correta de limpar o umbigo depende do formato da anatomia de cada pessoa, já que o acúmulo de sujeira muda se a região é mais profunda ou saltada. Em todos os casos, o ideal é manter a delicadeza, já que a pele do umbigo é muito fina e sensível.

    Umbigo para dentro

    Por ser mais profundo, o umbigo para dentro (presente em cerca de 90% das pessoas) é o que mais acumula resíduos e precisa de uma atenção extra, de preferência durante ou logo após o banho, quando a sujeira está mais macia. Veja o passo a passo:

    • Passo 1: Use uma haste flexível (cotonete) limpa, umedecida com água morna e um pouco de sabonete líquido neutro para facilitar a remoção da sujeira acumulada no umbigo;
    • Passo 2: Faça movimentos suaves e circulares na região, sem esfregar com força ou empurrar o cotonete profundamente, para evitar irritações e pequenas lesões na pele;
    • Passo 3: Retire completamente o excesso de sabonete usando água corrente do chuveiro ou o outro lado da haste umedecido apenas com água;
    • Passo 4: Seque muito bem o umbigo após a limpeza com uma haste seca, gaze ou toalha limpa, já que a umidade favorece o crescimento de fungos, bactérias e o aparecimento de mau cheiro.

    Umbigo para fora

    Algumas pessoas simplesmente possuem a cicatriz umbilical naturalmente virada para fora por questões de anatomia. Nesse caso, como ele não possui dobras profundas onde a sujeira possa se esconder, o passo a passo de higiene é mais simples:

    • Passo 1: Lave a região durante o banho com água e sabonete neutro, utilizando a ponta dos dedos ou uma esponja macia para fazer a limpeza de maneira delicada;
    • Passo 2: Higienize o umbigo com movimentos suaves ao redor da região para ajudar a remover suor, oleosidade, células mortas e resíduos acumulados ao longo do dia;
    • Passo 3: Enxágue bem para retirar completamente o sabonete;
    • Passo 4: Depois do banho, seque o umbigo cuidadosamente com uma toalha limpa para evitar excesso de umidade no local.

    Vale ressaltar que você nunca deve usar objetos pontiagudos (como unhas, pinças ou tampas de caneta) para cutucar o umbigo, pois podem causar ferimentos e abrir portas para infecções graves.

    Também evite o uso de álcool ou produtos químicos fortes na rotina diária, a menos que haja recomendação médica, pois eles podem ressecar e irritar a pele sensível da região.

    Cuidados e limpeza do umbigo com piercing

    O piercing no umbigo é um dos que mais demora para cicatrizar completamente e o processo pode levar de 6 meses a 1 ano. Por ficar em uma região de dobra e sofrer muito atrito com as roupas, a higiene diária precisa ser rigorosa para evitar infecções, inflamações ou a rejeição da joia.

    Durante o período de cicatrização, o local funciona como uma ferida aberta e deve ser limpo 2 vezes ao dia:

    • Passo 1: Lave bem as mãos com sabonete antibacteriano antes de começar;
    • Passo 2: No banho, deixe a água morna correr gentilmente sobre a joia para amolecer as casquinhas de secreção, que são normais. Nunca arranque as casquinhas a seco;
    • Passo 3: Aplique um sabonete líquido neutro ou antibacteriano na região, massageando de leve sem mover a joia bruscamente;
    • Passo 4: Enxágue completamente até remover todo o sabão;
    • Passo 5: Fora do banho, aplique soro fisiológico 0,9% com o auxílio de uma haste flexível de algodão limpa ao redor dos furos (superior e inferior);
    • Passo 6: Seque muito bem a região dando batidinhas leves com uma gaze limpa ou papel toalha descartável. Evite toalhas de banho, pois acumulam bactérias e os fios podem enroscar no piercing.

    Durante a cicatrização do piercing no umbigo, é importante evitar roupas apertadas, como calças de cintura alta e peças muito justas, já que o atrito e a pressão podem irritar a região e dificultar a cicatrização.

    Também é recomendado não ficar mexendo ou girando a joia sem necessidade, porque isso aumenta o risco de lesões e contaminação por bactérias das mãos.

    Com que frequência o umbigo deve ser limpo?

    A frequência de limpeza do umbigo depende da anatomia. No dia a dia, basta fazer uma higiene básica durante o banho e secar bem a região com a toalha. Para quem tem o umbigo para dentro, o ideal é fazer uma limpeza mais profunda com uma haste flexível e sabonete neutro de 1 a 2 vezes por semana para remover fiapos e pele morta.

    Sinais de alerta: quando o mau cheiro ou a sujeira indicam problemas?

    O acúmulo de fiapos e um leve odor são comuns pela falta de higiene no umbigo, mas você deve ficar atento a alguns sinais que podem indicar infecções ou inflamações na pele, como:

    • Mau cheiro forte e persistente que não desaparece mesmo após lavar e secar a região corretamente;
    • Saída de pus amarelado ou esverdeado acompanhado de odor desagradável;
    • Presença de líquido transparente ou esbrançado que deixa o local constantemente úmido;
    • Sangramento sem causa aparente na região interna ou nas bordas;
    • Vermelhidão intensa, inchaço e pele quente ao toque ao redor da área;
    • Coceira constante, descamação ou rachaduras na pele;
    • Dor, pontadas ou sensibilidade extrema ao tocar no local para fazer a higiene;
    • Formação de uma crosta escura e endurecida que causa dor ao tentar remover.

    Se você apresentar um ou mais desses sinais de alerta, evite tentar limpar a região com força ou usar produtos caseiros. O ideal é consultar um médico para diagnosticar o problema (como a onfalite) e indicar o tratamento correto, que pode incluir o uso de pomadas antifúngicas ou antibióticos.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Por que o umbigo fede mesmo lavando no banho?

    O mau cheiro ocorre porque a água do chuveiro muitas vezes não alcança as dobras mais profundas do umbigo, deixando resíduos de suor e pele morta acumulados. Se o odor persistir mesmo após a limpeza correta, pode ser sinal de uma infecção por fungos ou bactérias.

    2. É normal sair um líquido transparente do umbigo?

    Não é normal. A liberação de um líquido transparente ou esbranquiçado geralmente indica que a região está inflamada ou com uma infecção leve, quase sempre causada pelo excesso de umidade que favoreceu a proliferação de fungos.

    3. Posso usar álcool em gel para limpar o umbigo?

    Não é recomendado. O álcool em gel contém substâncias espessantes e fragrâncias que podem irritar e ressecar a pele sensível do umbigo. Para a higiene de rotina, use apenas água e sabonete neutro ou soro fisiológico.

    4. Como tirar a sujeira preta do umbigo que não sai no banho?

    Não tente remover a sujeira à força com as unhas ou objetos pontiagudos. Umedeça uma haste flexível (cotonete) em óleo infantil, óleo de amêndoas ou soro fisiológico morno e passe suavemente pelas dobras para amolecer e desprender a sujeira sem ferir a pele.

    5. Por que sinto uma fisgada ou dor ao limpar o umbigo?

    A pele do fundo do umbigo é muito fina e fica logo acima de terminações nervosas ligadas ao abdômen. Se você sentir dor ou fisgadas, pode ser que esteja aplicando força excessiva na limpeza ou que a região esteja inflamada.

    6. O que acontece se eu nunca limpar o umbigo?

    A negligência total da higiene causa o acúmulo crônico de secreções e resíduos, gerando um mau cheiro muito forte. Com o tempo, o bloqueio da região pode evoluir para infecções dolorosas (onfalite) ou para a formação de um onfolito (massa endurecida de sujeira).

    7. Posso usar vinagre ou bicarbonato para limpar o umbigo?

    Não! O vinagre e o bicarbonato de sódio alteram o pH natural da pele e podem causar queimaduras químicas, irritabilidade extrema ou dermatite de contato em uma região tão sensível quanto o umbigo.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

  • O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    O que pode ser a língua branca? Saiba quando você deve procurar um médico

    Você já notou uma camada esbranquiçada cobrindo a sua língua ao se olhar no espelho? Na maioria das vezes, a língua branca é apenas um sinal de que restos de alimentos e bactérias se acumularam sobre as papilas linguais, formando a chamada saburra.

    No entanto, você deve ficar atento se a mancha não sair facilmente com a escovação ou se vier acompanhada de sintomas como dor, ardência ou mau hálito persistente. Nesses casos, a alteração pode indicar desde uma desidratação até infecções por fungos, como a candidíase oral.

    O que pode ser a língua branca?

    A língua branca costuma surgir quando a higiene bucal não é feita de forma adequada, como quando a língua não é escovada ou o fio dental não é usado regularmente. Consequentemente, restos de alimentos e células mortas se acumulam entre as papilas, formando uma camada esbranquiçada que, inclusive, pode causar mau hálito.

    Em casos menos comuns, a língua branca também pode ser causada por:

    • Candidíase oral: infecção fúngica, popularmente conhecida como sapinho, que forma placas esbranquiçadas semelhantes a leite coalhado;
    • Leucoplasia: manchas brancas que surgem na mucosa da boca e na língua, sendo mais frequentes em pessoas que fumam;
    • Líquen plano: uma condição inflamatória que gera linhas ou manchas brancas, podendo causar sensibilidade a alimentos ácidos;
    • Sífilis: a doença, quando em estágio secundário, pode apresentar feridas e manchas brancas na cavidade oral;
    • Desidratação: a falta de ingestão de água reduz a produção de saliva, facilitando o acúmulo de detritos na superfície lingual.

    Como limpar a língua corretamente?

    O ideal é fazer a limpeza da língua todos os dias, preferencialmente pela manhã e antes de dormir, junto com a escovação dos dentes. Para isso, você pode usar um raspador lingual ou a própria escova de dentes:

    • Posicione o raspador ou a escova na parte mais posterior da língua, indo até onde for confortável, sem causar náuseas. Com o tempo, o reflexo tende a diminuir;
    • Faça movimentos de trás para frente, deslizando suavemente em direção à ponta da língua, com leve pressão, repetindo de 3 a 5 vezes e cobrindo toda a superfície, incluindo as laterais;
    • Enxágue o instrumento após cada passada em água corrente para remover os resíduos acumulados;
    • Finalize com um bochecho com água para eliminar os detritos e, se quiser, utilize um enxaguante bucal sem álcool.

    Vale destacar que muitas escovas de dente já vêm com um raspador de língua na parte de trás da cabeça, o que facilita ainda mais. Além disso, lembre-se de manter uma boa hidratação ao longo do dia e não esquecer do uso do fio dental.

    Se você notar acúmulo excessivo de saburra e mau hálito persistente, pode ser necessário aumentar a frequência da limpeza.

    Como tratar a língua branca?

    O tratamento para a língua branca depende do que está causando a alteração. Quando o motivo é a higiene bucal inadequada, limpar a língua todos os dias e beber bastante água já costuma ser suficiente para reduzir a mancha.

    Mas, em casos de infecções, pode ser necessário o acompanhamento médico e o uso de medicamentos específicos:

    • Candidíase oral (sapinho): tratada com antifúngicos, que podem ser em forma de gel, solução ou comprimidos, conforme orientação médica;
    • Infecções bacterianas: podem exigir o uso de antibióticos, dependendo da avaliação do profissional;
    • Líquen plano oral: pode necessitar de medicamentos anti-inflamatórios ou imunomoduladores para controlar os sintomas;
    • Leucoplasia: requer acompanhamento profissional, já que pode estar associada a alterações celulares e, em alguns casos, requer uma investigação mais detalhada.

    Além disso, é importante tratar fatores que contribuem para o problema, como boca seca, uso de determinados medicamentos, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

    Quando ir ao médico?

    Procure um médico nas seguinte situações:

    • A mancha não desaparece mesmo após uma semana de higiene rigorosa com raspadores ou escova;
    • Sensação de queimação constante, especialmente ao comer alimentos ácidos ou picantes;
    • Presença de aftas, úlceras ou caroços que não cicatrizam em até 15 dias;
    • Problemas ou desconforto ao mastigar, engolir ou falar;
    • A língua sangra facilmente ao ser escovada ou ao tentar remover as placas brancas;
    • Manchas que parecem rígidas, ásperas ou que apresentam relevos incomuns (como as da leucoplasia);
    • Presença de febre, gânglios inchados no pescoço ou perda de peso sem causa aparente.

    Nesses casos, a avaliação profissional é importante para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

    Como prevenir o aparecimento de manchas na língua?

    Para evitar o surgimento da camada esbranquiçada e manter a saúde da boca em dia, algumas mudanças simples na rotina ajudam, como:

    • Manter a higiene bucal completa, escovando a língua diariamente e usando fio dental;
    • Beber bastante água ao longo do dia para manter a boca hidratada e estimular a produção de saliva;
    • Evitar hábitos irritantes, como fumar e consumir álcool em excesso;
    • Ter uma alimentação equilibrada, com frutas e vegetais que ajudam na limpeza natural da boca;
    • Evitar o consumo excessivo de açúcar, que favorece o crescimento de fungos;
    • Manter bons níveis de vitaminas, como ferro e vitamina B12;
    • Ir regularmente ao dentista para avaliação e limpeza profissional.

    Sempre que terminar de escovar os dentes, dê uma olhada rápida no espelho: uma língua saudável deve ser rosada e limpa. Se notar qualquer mudança que dure mais de uma semana, é hora de reforçar a limpeza ou buscar orientação médica.

    Leia mais: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

    Perguntas frequentes

    1. O que causa a língua branca em bebês?

    Pode ser candidíase oral (sapinho) ou resíduos de leite. Se não sair ao passar uma gaze úmida, deve-se consultar o pediatra.

    2. Por que a língua fica branca durante o jejum?

    A falta de mastigação e a menor produção de saliva durante o jejum diminuem a autolimpeza da boca, favorecendo o acúmulo de detritos.

    3. Língua branca pode ser sinal de HIV?

    Pode ser um sintoma indireto, já que o vírus enfraquece a imunidade, facilitando o surgimento de candidíase oral ou leucoplasia pilosa.

    4. Língua branca causa mau hálito?

    Sim, a saburra lingual é uma das principais causas de halitose, pois as bactérias ali presentes liberam gases com odor forte.

    5. Qual o melhor raspador de língua: plástico ou metal?

    Ambos funcionam, mas os de metal (aço inox ou cobre) são mais duráveis, fáceis de esterilizar e acumulam menos bactérias com o tempo.

    6. Língua branca pode ser câncer?

    É bastante raro, mas manchas brancas que não saem (leucoplasia) devem ser avaliadas, pois podem ser lesões pré-cancerígenas, especialmente em fumantes.

    7. Quanto tempo demora para a língua voltar ao normal?

    Se for apenas higiene, a melhora é imediata após a raspagem. Se for infecção, o tratamento com remédios costuma se resolver em 7 a 14 dias.

    Veja também: Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca?

  • Oncofertilidade: como funciona a preservação da fertilidade antes de tratamento de câncer? 

    Oncofertilidade: como funciona a preservação da fertilidade antes de tratamento de câncer? 

    O tratamento de câncer, seja para tumores sólidos ou para doenças onco-hematológicas, é feito com terapias que atuam eliminando as células doentes, como a quimioterapia, a radioterapia e, em alguns casos, a cirurgia. Mas, apesar de necessárias no controle da doença, elas podem afetar também células saudáveis, incluindo as reprodutivas.

    No caso das mulheres, isso pode significar uma redução da reserva de óvulos ou até a perda da função ovariana, dependendo do tipo de tratamento e da idade. Já para os homens, os tratamentos podem comprometer a produção de espermatozoides, levando à diminuição da fertilidade ou até à infertilidade temporária ou permanente.

    Em razão disso, antes de começar qualquer tratamento oncológico, são consideradas alternativas que permitem preservar a fertilidade, dependendo do tipo de câncer, a urgência para começar o tratamento, as condições de saúde da paciente e o desejo de ter filhos no futuro.

    O que é oncofertilidade?

    A oncofertilidade é uma área da medicina que combina a oncologia à medicina reprodutiva para preservar a capacidade de ter filhos em pacientes diagnosticados com câncer.

    Como os tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias podem causar infertilidade temporária ou permanente, a especialidade atua no planejamento de estratégias de preservação antes do início das intervenções oncológicas.

    A decisão envolve uma equipe multidisciplinar, normalmente com oncologista e especialista em reprodução humana, para garantir segurança e alinhamento com o plano de tratamento.

    Como o tratamento de câncer pode afetar a fertilidade?

    Uma boa parte dos tratamentos oncológicos é tóxica para os tecidos e pode levar a uma infertilidade temporária ou definitiva, de acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    Eles funcionam, em sua maioria, atacando células que se multiplicam rapidamente, que é uma característica principal dos tumores. No entanto, o mecanismo também afeta outras células saudáveis do corpo com comportamento semelhante, como as células germinativas responsáveis pela produção de óvulos e espermatozoides.

    • Quimioterapia: o uso de medicamentos citotóxicos pode reduzir drasticamente a reserva ovariana nas mulheres ou interromper a produção de esperma nos homens, podendo levar à infertilidade temporária ou permanente (menopausa precoce ou azoospermia);
    • Radioterapia: quando aplicada na região pélvica ou próxima às gônadas, a radiação pode danificar de forma irreversível os tecidos dos ovários ou testículos;
    • Cirurgias: procedimentos para retirada de tumores no sistema reprodutor ou em órgãos próximos podem exigir a remoção total ou parcial de órgãos essenciais para a concepção.

    Como não é possível prever se a infertilidade será definitiva, já que isso depende do tipo de tratamento e da resposta da paciente, Andreia orienta que é sempre válido considerar a preservação da fertilidade antes do início da terapia.

    Quais os principais métodos de preservação da fertilidade?

    Os métodos de preservação da fertilidade variam de acordo com a idade, o tipo de câncer e o tempo disponível antes do início do tratamento, mas alguns são mais comuns:

    1. Congelamento de óvulos

    O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação de oócitos, é uma técnica de reprodução assistida em que os óvulos são coletados dos ovários e congelados para uso futuro.

    A terapia é feita a partir da estimulação ovariana, feita por meio de hormônios, para que o corpo produz um número maior de óvulos em um único ciclo. Durante a fase, a paciente é acompanhada com exames de sangue e ultrassonografias para monitorar o desenvolvimento dos folículos.

    Quando os óvulos atingem o estágio adequado, é realizada a coleta por um procedimento simples, guiado por ultrassom e feito com sedação. Após a coleta, os óvulos maduros são congelados em laboratório por uma técnica chamada vitrificação, que permite a preservação das células sem formação de cristais de gelo.

    Os óvulos podem ser utilizados no futuro, quando a paciente deseja engravidar, por meio da fertilização in vitro. Segundo Andréia, ele é indicado especialmente para mulheres que não têm parceiro ou não desejam formar embriões naquele momento.

    2. Congelamento de embriões

    O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é uma técnica da fertilização in vitro (FIV) em que os embriões formados em laboratório são preservados para uso futuro.

    Após a coleta dos óvulos e a fertilização com o sêmen do parceiro ou de um doador, os embriões são cultivados por alguns dias e, em seguida, congelados em condições controladas, normalmente em nitrogênio líquido a -196 °C. A técnica mais utilizada é a vitrificação, a mesma utilizada no congelamento de óculos.

    Os embriões podem ficar armazenados por tempo indeterminado e, quando a pessoa decide engravidar, podem ser descongelados e transferidos para o útero.

    3. Congelamento de tecido ovariano

    O congelamento de tecido ovariano consiste na retirada de pequenos fragmentos do ovário por meio de uma cirurgia. O tecido é congelado e pode ser reimplantado no corpo da paciente após o término do tratamento oncológico.

    A ideia é que o ovário volte a funcionar, permitindo a produção de hormônios e, em alguns casos, a ovulação natural.

    O método pode ser uma alternativa quando não há tempo para realizar a estimulação ovariana ou em situações específicas, sempre com avaliação criteriosa do tipo de câncer. Segundo Andreia, em casos de tumor de ovário, não se recomenda a retirada e o reimplante do tecido, já que há risco de presença de células cancerígenas.

    4. Supressão ovariana com medicamentos

    A supressão ovariana é feita com o uso de medicamentos que bloqueiam os sinais cerebrais que estimulam os ovários durante o tratamento, especialmente durante a quimioterapia. Com isso, os ovários ficam menos ativos e, teoricamente, mais protegidos contra os efeitos tóxicos do tratamento oncológico.

    Os remédios são aplicados por injeções, que podem ser mensais ou trimestrais, e costumam ser iniciados antes do começo da quimioterapia e mantidos durante o tratamento. No período, a mulher pode apresentar sintomas semelhantes aos da menopausa, como ondas de calor, alterações de humor e ausência de menstruação.

    Após o término do tratamento contra o câncer, em muitos casos, os ovários podem voltar a funcionar aos poucos. No entanto, é importante entender que a terapia não substitui os métodos de congelamento e nem sempre garante a preservação da fertilidade.

    Por isso, costuma ser utilizada como uma forma complementar de cuidado, e não como única alternativa.

    Quando considerar a preservação da fertilidade?

    A preservação da fertilidade deve ser considerada imediatamente após o diagnóstico de câncer, assim que houver a indicação de tratamentos que possam comprometer a reserva de óvulos ou a produção de espermatozoides.

    Contudo, Andreia explica que a possibilidade de preservar a fertilidade depende de alguns fatores, como o tipo de câncer, a urgência para começar o tratamento, a idade, as condições de saúde da paciente e o desejo de ter filhos no futuro.

    Por exemplo, se a mulher já decidiu que não quer engravidar, a ginecologista aponta que não faz sentido indicar o procedimento.

    Em alguns casos, o tratamento precisa começar rápido e não há tempo para fazer a preservação, especialmente se a paciente estiver mais debilitada ou se o câncer exigir tratamento imediato. Nesses casos, pode não ser indicado esperar.

    Em todos os casos, a decisão deve ser tomada em conjunto com o ginecologista, especialista em reprodução, oncologista e cirurgião. Segundo Andréia, tudo deve ser feito o mais rápido possível para não atrasar o início do tratamento.

    Quando iniciar o processo de preservação?

    O processo de preservação da fertilidade deve começar o quanto antes, logo após a confirmação do diagnóstico de câncer. Os tratamentos oncológicos podem começar a agir nas células reprodutoras (óvulos e espermatozoides) logo no início.

    Se o paciente espera o tratamento começar para depois pensar na preservação, o estoque ou a qualidade das células já pode ter sido prejudicado.

    O ideal é que, na mesma semana em que você recebeu o diagnóstico e o plano de tratamento do oncologista, você já agende uma consulta com um especialista em reprodução humana. Eles vão trabalhar juntos para encaixar a coleta de gametas no intervalo de tempo que você tem antes de iniciar o combate ao tumor.

    Quanto tempo dura o processo?

    O tempo do processo de preservação da fertilidade pode variar de acordo com a técnica escolhida, mas eles costumam ser curtos. O congelamento de óvulos ou embriões, por exemplo, costuma levar entre 10 dias e duas semanas. O período inclui a estimulação dos ovários com hormônios, o acompanhamento com exames e a coleta dos óvulos.

    Já o congelamento de tecido ovariano pode ser ainda mais rápido, pois envolve apenas um procedimento cirúrgico para retirada del tecido, sem necessidade de estimulação hormonal.

    Quando a preservação da fertilidade é contraindicada?

    A preservação da fertilidade pode ser contraindicada em algumas situações, como:

    • O tratamento precisa começar imediatamente: em casos mais agressivos ou avançados, em que não é possível adiar o início da terapia nem por alguns dias, a prioridade é tratar o câncer;
    • A paciente está clinicamente debilitada: quando o estado de saúde não permite a realização de procedimentos, como a estimulação ovariana ou uma cirurgia, a preservação pode não ser segura;
    • O tumor é hormônio-dependente: alguns tipos de câncer, como certos tumores de mama, ovário ou endométrio, podem crescer com estímulo hormonal. Nesses casos, o uso de hormônios para estimular os ovários pode ser contraindicado;
    • Há risco de reintrodução de células cancerígenas: no caso do congelamento de tecido ovariano, por exemplo, não é indicado quando existe risco de o tecido conter células do câncer, como em tumores de ovário;
    • Não há desejo reprodutivo: se a paciente não deseja ter filhos no futuro, não há indicação para realizar o procedimento.

    É possível fazer a preservação da fertilidade em crianças?

    Na criança, não é possível realizar a preservação da fertilidade da mesma forma. Segundo Andreia, o processo envolve, no mínimo, o congelamento de óvulos, e a criança ainda não está na fase de ovulação.

    Para que isso fosse possível, seria necessário induzir uma puberdade precoce, o que não é adequado e pode trazer prejuízos para o crescimento e para a saúde óssea.

    Por isso, o que se faz é o acompanhamento ao longo da adolescência. Caso surja algum distúrbio hormonal, existem tratamentos para correção, mas a preservação, nessa fase, não é possível.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes

    1. Para os homens, como funciona a preservação da fertilidade?

    A melhor opção é a criopreservação de sêmen. O homem realiza a coleta através da masturbação e a amostra fica congelada por tempo indeterminado.

    2. Quanto tempo os óvulos podem ficar congelados?

    Não existe um prazo de validade. Os óvulos e o sêmen permanecem preservados em nitrogênio líquido e mantêm a qualidade por muitos anos.

    3. A preservação da fertilidade pode fazer o câncer voltar?

    Não há evidências científicas de que a coleta de gametas aumente o risco de recidiva da doença.

    4. Quem já começou a quimioterapia ainda pode congelar óvulos ou sêmen?

    O ideal é fazer antes. Após o início, a qualidade das células pode estar comprometida, mas cada caso deve ser avaliado individualmente pelo especialista.

    5. É possível engravidar naturalmente após o câncer?

    Sim, algumas pessoas recuperam a função reprodutiva após o término das terapias. Porém, como não há garantias, o congelamento funciona como um seguro.

    6. Homens trans ou mulheres trans com câncer também podem preservar?

    Com certeza. O direito à parentalidade futura é para todos, e os procedimentos de coleta seguem protocolos semelhantes, respeitando a identidade de cada pessoa.

    7. O procedimento de coleta de óvulos dói?

    A coleta é realizada sob sedação leve, de modo que a paciente não sente dor durante o processo. Após o procedimento, pode haver um leve desconforto abdominal, semelhante a uma cólica menstrual, que costuma passar em pouco tempo.

    8. É possível preservar a fertilidade em casos de leucemia?

    Sim, pacientes com cânceres hematológicos podem realizar a preservação. No entanto, o médico precisa avaliar o estado geral de saúde e os níveis de plaquetas para garantir que a coleta ocorra com total segurança.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Beber água ajuda a controlar a pressão arterial? Entenda a relação entre hidratação e saúde do coração

    Beber água ajuda a controlar a pressão arterial? Entenda a relação entre hidratação e saúde do coração

    A água participa de praticamente todos os processos vitais do corpo humano, desde o transporte de nutrientes e oxigênio até a regulação da temperatura corporal, mas você sabia que ela também pode ajudar a controlar a pressão arterial?

    Isso acontece porque o volume de líquidos no organismo influencia diretamente a quantidade de sangue que circula pelos vasos e o esforço que o coração precisa fazer para bombear o sangue.

    Por isso, quando a hidratação no dia a dia é adequada, a pressão arterial tende a se manter mais estável.

    Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para esclarecer como a hidratação influencia a pressão arterial, qual a quantidade de água indicada no dia a dia e quais sinais podem indicar desidratação. Confira!

    Por que beber água ajuda a controlar a pressão arterial?

    A água participa da composição do sangue e contribui para manter o volume circulante equilibrado no organismo. Por isso, beber água suficiente ajuda no controle da pressão arterial.

    De acordo com Juliana, quando estamos bem hidratados, os vasos sanguíneos permanecem mais relaxados, o sangue flui de forma adequada e o coração trabalha com menos esforço, o que favorece a estabilidade da pressão.

    Já em situações de desidratação, a redução do volume sanguíneo ativa mecanismos de compensação do corpo, como a liberação de substâncias, entre elas a vasopressina, que promove a contração dos vasos sanguíneos e a retenção de sódio.

    Isso pode levar à elevação da pressão arterial e fazer com que o coração bata de forma mais acelerada para garantir a circulação adequada do sangue. Como consequência, o organismo passa a trabalhar em um estado de maior sobrecarga.

    Beber pouca água pode causar tontura e queda de pressão?

    Quando o organismo não recebe líquidos suficientes, em casos de desidratação, o volume de sangue diminui, dificultando a adaptação da circulação ao mudar de posição, como ao levantar da cama ou da cadeira.

    Isso pode causar uma condição chamada hipotensão ortostática, segundo Juliana, que provoca sintomas como queda da pressão, sensação de tontura, escurecimento da visão e até desmaio.

    Quantos litros de água beber por dia?

    Na prática, a quantidade ideal de água varia de acordo com o peso corporal, segundo Juliana, Para um adulto saudável, o recomendado é consumir cerca de 30 a 35 ml de água por quilo de peso por dia.

    Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, precisa de aproximadamente dois a dois litros e meio de líquido diariamente.

    De forma geral, o ideal seria, no mínimo, oito copos de água por dia. Vale lembrar que, em situações de prática de atividade física ou em dias muito quentes, a quantidade deve ser aumentada.

    Recomendações para pessoas com problemas cardíacos ou renais

    Em casos de insuficiência renal, quando os rins não conseguem filtrar adequadamente, o excesso de água pode ficar retido no organismo, aumentando a pressão arterial e provocando sintomas como inchaço e mal-estar.

    Nesses casos, o nefrologista é quem deve definir a quantidade máxima de líquido permitida ao longo do dia.

    Já em quadros de insuficiência cardíaca, Juliana explica que o coração tem dificuldade para bombear grandes volumes de sangue, de modo que o consumo excessivo de líquidos pode levar ao acúmulo de água nos pulmões e nos membros, causando falta de ar e inchaço.

    Por isso, muitas vezes é indicada a restrição hídrica, sempre baseada em avaliação médica, considerando o estágio da doença e as condições clínicas de cada pessoa.

    Além da água, quais outras bebidas podem ajudar a hidratar o corpo?

    A água é sempre a melhor opção para manter a hidratação no dia a dia, mas o consumo periódico de outras bebidas também pode ajudar no processo, como:

    • Água de coco, que contribui para a reposição de eletrólitos, como o potássio;
    • Chás naturais claros, como camomila e erva-cidreira, que auxiliam na hidratação sem efeito estimulante;
    • Água aromatizada com frutas ou ervas, desde que sem adição de açúcar.

    Por outro lado, é importante ter cuidado com algumas bebidas. Refrigerantes, bebidas alcoólicas e aquelas ricas em açúcar ou cafeína, por exemplo, não são consideradas boas fontes de hidratação e podem, inclusive, contribuir para a perda de líquidos ou para oscilações da pressão arterial.

    Sinais de desidratação para ficar atento

    Quando bebemos pouca água no dia a dia, alguns sinais simples podem indicar desidratação, como:

    • Boca seca ou sensação constante de sede;
    • Pele mais seca que o normal;
    • Dor de cabeça, principalmente no fim do dia;
    • Tontura ou sensação de fraqueza;
    • Coração batendo mais rápido, como forma de compensar a falta de líquido;
    • Urina escura ou muito concentrada.

    Em geral, Juliana aponta que a urina deve ter coloração clara. Quando fica escura, costuma ser um sinal de que o organismo precisa de mais água.

    Confira: Pedra nos rins: descubra como é feito o tratamento

    Perguntas frequentes

    Existe um melhor horário do dia para beber água?

    O ideal é distribuir a ingestão de água ao longo do dia. Beber pequenas quantidades regularmente é mais eficiente do que consumir grandes volumes de uma só vez.

    Bebidas alcoólicas desidratam?

    Sim, pois o álcool tem efeito diurético, aumentando a perda de líquidos e favorecendo a desidratação, além de poder interferir no controle da pressão arterial.

    É melhor beber água aos poucos ou em grande quantidade de uma vez?

    O ideal é beber água aos poucos, distribuindo a ingestão ao longo do dia. Consumir grandes volumes de uma só vez não hidrata melhor e pode até causar desconforto gastrointestinal.

    Beber muita água pode fazer mal?

    Sim. O excesso de líquido, conhecido como hipervolemia, pode elevar a pressão arterial, pois pode ultrapassar a capacidade dos rins de filtrar adequadamente o volume sanguíneo.

    Além disso, uma grande quantidade de água pode levar à diluição do sangue, reduzindo os níveis de sódio no organismo.

    A alimentação pode influenciar na pressão arterial?

    Sim, o consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados e ricos em sódio favorece a elevação da pressão arterial, enquanto uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes contribui para o controle da pressão.

    Pressão alta pode causar sintomas?

    Na maioria das vezes, não. A hipertensão costuma ser silenciosa, mas em alguns casos pode causar dor de cabeça, tontura, palpitações ou visão turva.

    Quando procurar um médico por causa da pressão arterial?

    Sempre que houver valores persistentemente elevados ou muito baixos, sintomas frequentes ou dificuldade para controlar a pressão com as medidas habituais, a avaliação médica é fundamental.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?