Autor: Rosana Lima

  • Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    Dor no joelho: o que pode ser, como saber se é grave e o que fazer

    O joelho é uma das articulações mais complexas do corpo humano e, justamente por participar de movimentos como subir escadas e agachar, ele está constantemente exposto a sobrecargas, impactos e desgastes ao longo do tempo.

    Tudo isso pode causar sintomas como dor, rigidez e limitação dos movimentos, interferindo diretamente nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida.

    Afinal, o que pode ser a dor no joelho?

    O desconforto no joelho pode surgir por diferentes motivos, desde impactos e traumas até alterações progressivas que se desenvolvem com o tempo. Entre as principais causas, é possível destacar:

    • Excesso de esforço ou sobrecarga no joelho;
    • Fraqueza dos músculos das pernas;
    • Postura inadequada ao caminhar, sentar ou praticar atividades;
    • Desgaste da articulação, como na artrose;
    • Inflamações, como tendinite ou bursite;
    • Lesões, como problemas no menisco ou nos ligamentos;
    • Movimentos repetitivos ou impacto frequente.

    O excesso de peso também pode contribuir para o surgimento da dor no joelho, de acordo com a fisioterapeuta Rosana Lima, uma vez que articulações, cartilagens e ossos não estão preparados para sustentar esse peso extra, o que acaba gerando inflamações e desgaste na região.

    “Além disso, o sobrepeso altera a biomecânica do nosso corpo, ou seja, mudamos a forma realizar tarefas da vida diária, como sentar, levantar, andar, fazendo com que nosso corpo se adapte, e gerando sobrecargas desnecessárias, aumentando o risco de dores e lesões”, complementa a especialista.

    Quando é importante ir ao médico?

    A avaliação profissional se torna necessária sempre que a dor no joelho surge após um trauma, como quedas, torções ou acidentes, especialmente quando há inchaço importante, dificuldade para apoiar o peso do corpo ou limitação dos movimentos.

    Também é indicado buscar atendimento quando a dor persiste por vários dias, piora com o tempo ou apresenta intensidade elevada, interferindo nas atividades diárias.

    Vale ressaltar que a avaliação pode ser realizada tanto por um médico quanto por um fisioterapeuta, já que o fisioterapeuta é um profissional de primeiro contato, segundo Rosana, capacitado para avaliar o quadro, iniciar o tratamento e, quando necessário, encaminhar para avaliação médica.

    Como é feito o diagnóstico de dor no joelho?

    O diagnóstico da dor no joelho começa com uma avaliação clínica, na qual o profissional investiga quando a dor surgiu, a intensidade, localização e fatores que pioram ou aliviam o desconforto.

    Também são considerados hábitos do dia a dia, prática de atividades físicas e histórico de lesões. Em seguida, é feito o exame físico, avaliando inchaço, mobilidade, força muscular e estabilidade do joelho.

    Em alguns casos, a realização de exames de imagem, como radiografia, tomografia ou ressonância magnética, pode ser solicitada para confirmar a causa da dor e orientar o tratamento mais adequado. Eles ajudam na identificação de lesões, processos inflamatórios, desgaste articular ou alterações estruturais.

    Como aliviar a dor no joelho?

    O alívio da dor no joelho depende da causa e da intensidade do problema. Em casos leves, medidas como repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional, ajudam a reduzir a inflamação e o desconforto.

    A fisioterapia também pode contribuir, com o uso de recursos não farmacológicos, como terapia manual, eletroterapia e fortalecimento muscular, de acordo com Rosana. Por meio de exercícios específicos, o fortalecimento muscular e a melhora da mobilidade contribuem para reduzir a sobrecarga no joelho e prevenir novas crises.

    Em casos mais graves, quando o tratamento conservador não é suficiente, a cirurgia pode ser indicada para corrigir lesões estruturais e restaurar a função da articulação.

    Quando a cirurgia é necessária?

    De acordo com Rosana, a cirurgia é indicada apenas quando há lesões irreversíveis. Nesses casos, o procedimento cirúrgico tem como objetivo aliviar a dor, restaurar a função da articulação e melhorar a qualidade de vida do paciente, sempre após uma avaliação criteriosa e individualizada.

    Em muitos casos, as medidas como fisioterapia e fortalecimento muscular já são suficientes para controlar a dor, recuperar a função do joelho e evitar procedimentos mais invasivos.

    Como prevenir a dor no joelho?

    A prevenção da dor no joelho envolve cuidados simples no dia a dia, voltados principalmente para reduzir a sobrecarga sobre a articulação e manter a musculatura fortalecida, como:

    • Prática regular de atividade física: ajuda a manter a articulação ativa, melhora a circulação local e reduz a rigidez, além de contribuir para a saúde geral do corpo;
    • Fortalecimento dos músculos das pernas e do quadril: músculos mais fortes oferecem maior estabilidade ao joelho, diminuindo a sobrecarga sobre a articulação durante os movimentos;
    • Atenção à postura ao caminhar, sentar e se exercitar: uma postura adequada distribui melhor o peso do corpo e evita compensações que podem gerar dor no joelho;
    • Evitar movimentos repetitivos e impactos excessivos: esforços repetidos ou impactos constantes aumentam o risco de inflamações, lesões e desgaste articular ao longo do tempo;
    • Controle do peso corporal: manter o peso adequado reduz a pressão exercida sobre o joelho a cada passo, prevenindo desgaste e dor;
    • Realização de alongamentos com regularidade: alongar a musculatura ajuda a manter a flexibilidade, reduz tensões e melhora a amplitude de movimento da articulação;
    • Respeito aos limites do corpo: evitar forçar o joelho diante de dor ou desconforto é essencial para prevenir lesões mais graves;
    • Orientação profissional ao iniciar ou intensificar exercícios: acompanhamento especializado garante que os exercícios sejam feitos de forma segura, adequada às necessidades individuais.

    “A atividade física sempre influência o corpo de uma maneira geral positiva. Ela auxilia no ganho de mobilidade e força, aumenta a vascularização e lubrificação das articulações gerando a prevenção ou alívio das dores”, finaliza Rosana.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes

    Caminhar é bom para o joelho?

    Sim, desde que não haja dor intensa ou lesão aguda. A caminhada ajuda a manter a articulação em movimento, melhora a circulação e fortalece a musculatura de forma leve. O ideal é respeitar os limites do corpo, usar calçados adequados e evitar terrenos irregulares quando há dor.

    Como saber se a dor no joelho é grave?

    A dor no joelho pode ser considerada mais grave quando surge após trauma, vem acompanhada de inchaço intenso, dificuldade para apoiar o peso do corpo, travamento da articulação ou não melhora com o passar dos dias. Nesses casos, a avaliação profissional é indicada.

    O que é tendinite patelar e como tratá-la?

    A tendinite patelar é uma inflamação do tendão que liga a patela ao osso da perna, comum em pessoas que realizam movimentos repetitivos ou impacto frequente. O tratamento inclui repouso relativo, controle da inflamação e fisioterapia para fortalecimento e correção de sobrecargas.

    Quais exercícios ajudam a aliviar a dor no joelho?

    Os exercícios de fortalecimento dos músculos da coxa e do quadril costumam ajudar a aliviar a dor, pois reduzem a sobrecarga sobre a articulação. Alongamentos também contribuem para diminuir a rigidez e melhorar a mobilidade, sempre com orientação profissional.

    Com que idade os joelhos começam a doer?

    Não existe uma idade exata. A dor no joelho pode surgir em jovens, adultos ou idosos, dependendo de fatores como nível de atividade física, histórico de lesões, postura, peso corporal e presença de desgaste articular.

    Dor no joelho pode ser sinal de artrose?

    Sim, a artrose é uma causa comum de dor no joelho, especialmente em pessoas acima de 50 anos, mas também pode afetar adultos mais jovens. Ela costuma provocar dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos simples.

    A aplicação de gelo ou calor pode aliviar a dor no joelho?

    Sim! O gelo é indicado em casos de trauma, dor aguda, inchaço e sinais de inflamação, especialmente nas primeiras 48 horas. Já o calor é mais indicado para promover o relaxamento muscular e aliviar dores crônicas.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

  • Costuma acordar com dores?  Saiba qual a melhor posição para dormir

    Costuma acordar com dores? Saiba qual a melhor posição para dormir

    Dor no pescoço, nas costas, ou até mesmo um formigamento no braço são sinais que podem surgir quando dormimos em posições que mantêm a coluna desalinhada por muitas horas, comprimem nervos ou sobrecarregam músculos e articulações.

    Durante o sono, o corpo permanece praticamente imóvel por longos períodos, o que faz com que pequenas tensões se acumulem e se manifestem ao acordar.

    Na maioria dos casos, o desconforto não aparece de forma imediata, mas se instala aos poucos, especialmente quando a postura adotada durante a noite força o pescoço a ficar muito inclinado, a coluna lombar sem apoio adequado ou os ombros comprimidos contra o colchão.

    Com o passar do tempo, essa sobrecarga pode resultar em dor persistente, rigidez matinal e sensação de cansaço mesmo após uma noite inteira de descanso.

    Afinal, qual a posição recomendada para dormir?

    De acordo com a fisioterapeuta Rosana Lima, a melhor posição para dormir é o decúbito lateral (deitado de lado), preferencialmente sobre o lado esquerdo, em razão do posicionamento dos órgãos internos.

    Nessa posição, é recomendado o uso de um travesseiro adequado sob a cabeça e outro entre os joelhos, o que ajuda a manter o alinhamento da coluna e a reduzir a sobrecarga nas articulações do quadril e da região lombar.

    Outra alternativa indicada é o decúbito dorsal, conhecido como dormir de barriga para cima. Nessa posição, a coluna tende a permanecer mais alinhada ao longo do colchão, desde que seja utilizado um travesseiro que ofereça suporte adequado à cabeça e ao pescoço, contribuindo para a diminuição de tensões musculares e desconfortos ao acordar.

    Dormir de barriga para baixo faz mal?

    Quando se torna um hábito frequente, dormir de barriga para baixo pode ser prejudicial para a saúde. Isso ocorre devido à sobrecarga mecânica que acontece ao longo da coluna, começando na região lombar e se estendendo até a cervical, onde a pressão é ainda maior.

    A postura força a coluna a assumir uma curvatura inadequada, o que pode resultar em dores nas costas, pescoço e até gerar desconfortos de longo prazo.

    No caso de pessoas que estão tentando mudar a postura para dormir e tem dificuldade para se adaptar, Rosana sugere começar a noite deitando da forma correta, permanecendo o maior tempo possível, ainda acordado, na posição adequada, até que o corpo vá se acostumando com o tempo.

    Existe diferença na postura ideal para gestantes?

    A postura ideal para a gestante dormir é de lado, preferencialmente do lado esquerdo. Isso ajuda a evitar a compressão da veia cava inferior, o que pode reduzir o fluxo sanguíneo para o feto e para os órgãos maternos. Dormir de lado também pode melhorar a circulação e ajudar a prevenir o desconforto que muitas pessoas sentem durante a gravidez.

    Qual o colchão e travesseiro ideal para evitar dor?

    O colchão e o travesseiro ideais para evitar dor são aqueles que permitem que a coluna permaneça alinhada durante o sono, respeitando as curvas naturais do corpo e proporcionando conforto sem gerar pontos de pressão excessivos.

    No caso do colchão, a escolha depende do peso corporal, da posição em que a pessoa costuma dormir e da sensação de conforto individual. Mas, de forma geral, colchões de firmeza intermediária costumam atender melhor a maioria das pessoas, oferecendo suporte adequado sem rigidez excessiva.

    Já o travesseiro exerce papel fundamental na coluna cervical. “O ideal são travesseiros nem tão rígidos e nem tão moles, com uma densidade média e altura onde, quando a cabeça repousar, se mantenha reta posicionando o nariz e queixo alinhados com o teto”, explica Rosana.

    Vale apontar que o mais importante é perceber como o corpo responde. Se, ao acordar, há menos dor, rigidez ou desconforto, o colchão e o travesseiro escolhidos provavelmente estão adequados às necessidades individuais.

    Alongamentos antes de dormir ajudam a reduzir as dores?

    No dia a dia, alguns alongamentos simples podem ajudar a aliviar a tensão muscular e reduzir dores antes de dormir, como movimentos suaves para o pescoço, alongamentos da região lombar deitado de costas com os joelhos flexionados em direção ao peito e alongamentos dos ombros, cruzando um braço à frente do corpo e mantendo a posição por alguns segundos.

    No entanto, é importante que esses exercícios sejam feitos de maneira apropriada e orientados por um profissional, para evitar lesões e garantir benefícios adequados para cada pessoa.

    Lembre-se de praticar atividades físicas!

    O movimento regular na rotina fortalece a musculatura que sustenta o corpo, melhora a flexibilidade, favorece o alinhamento postural e reduz a sobrecarga sobre articulações e discos intervertebrais.

    Além disso, a atividade física estimula a circulação sanguínea, o que contribui para a oxigenação dos tecidos e para a recuperação muscular, ajudando a diminuir tensões acumuladas ao longo do dia

    Por isso, associar hábitos de movimento à rotina diária, mesmo com exercícios leves ou moderados, pode ter impacto mais significativo na prevenção das dores do que mudanças isolados na postura ao dormir, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

    Leia também: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes

    1. Pessoas com dor cervical devem seguir orientações específicas ao dormir?

    Sim, para pessoas com dor cervical, o posicionamento ao dormir é importante, mas a postura ao longo do dia também influencia. O uso de colchão e travesseiro adequados pode ajudar a melhorar o sono e aliviar os sintomas. A orientação de um profissional de saúde é fundamental para prevenção de dores persistentes.

    2. A postura inadequada pode agravar condições como hérnia de disco ou escoliose?

    A postura inadequada pode agravar condições como hérnia de disco ou escoliose, especialmente quando mantida de forma repetitiva ao longo do tempo. Contudo, cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde, que poderá orientar sobre posições mais adequadas para dormir.

    3. A postura ao dormir pode causar formigamento nos braços?

    Sim, posições que comprimem nervos, como dormir sobre o braço ou manter o pescoço muito inclinado, podem causar formigamento, dormência e sensação de peso nos membros superiores ao acordar.

    4. É normal acordar com dor mesmo dormindo bem?

    Em muitos casos, a dor ao acordar está relacionada a hábitos diários, como longos períodos sentado, má postura ao trabalhar, estresse e falta de atividade física, e não apenas à posição adotada durante o sono.

    5. Quando procurar um profissional por dor ao dormir?

    Quando a dor é persistente, intensa, acompanha formigamento, perda de força ou limitações de movimento, é importante procurar um profissional de saúde. A avaliação individual permite identificar causas específicas e orientar ajustes adequados na rotina, no sono e nos hábitos diários.

    6. Ficar muito tempo sentado pode causar dor nas costas?

    Sim, ficar sentado por longos períodos, especialmente sem apoio adequado, aumenta a pressão sobre a coluna lombar e enfraquece a musculatura de sustentação. Com o tempo, isso favorece dores nas costas, sensação de peso e rigidez ao final do dia.

    7. Fazer pausas ao longo do dia ajuda a prevenir a dor?

    Sim, pequenas pausas para se levantar, caminhar ou mudar de posição ajudam a reduzir a rigidez muscular e melhoram a circulação, prevenindo dores relacionadas à postura estática.

    Confira: 5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco