Autor: Mariana Del Bosco

  • APLV: o que é, sintomas e quando desconfiar da condição em um bebê

    APLV: o que é, sintomas e quando desconfiar da condição em um bebê

    Uma das alergias alimentares mais comuns da infância, a APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca) afeta cerca de 350 mil crianças no Brasil, principalmente bebês e crianças nos primeiros anos de vida.

    Apesar de frequentemente confundida com a intolerância à lactose, ela não tem relação com a digestão do açúcar do leite, mas sim com uma reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca.

    Quando a criança com APLV consome leite de vaca ou alimentos que contêm derivados do leite, o organismo identifica aquelas proteínas como uma ameaça e reage contra elas. Como resultado, podem surgir diferentes sintomas, que variam de leves a mais intensos e afetam a pele, o sistema digestivo e até o sistema respiratório.

    O que é a APLV?

    A APLC é uma reação específica do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca, como a caseína, a alfa-lactoalbumina e a beta-lactoglobulina. Na presença da alergia, o organismo da criança reconhece aquelas proteínas como se fossem uma ameaça e inicia uma resposta de defesa, o que provoca diferentes sintomas no corpo.

    De acordo com a nutricionista Mariana del Bosco, a condição ocorre principalmente em bebês e crianças pequenas, porque está relacionada a uma imaturidade tanto do trato gastrointestinal quanto do sistema imunológico.

    A reação pode atingir diversos órgãos, sendo mais comum no sistema digestivo, na pele e nas vias respiratórias, causando sintomas que podem variar de acordo com o tipo de reação imunológica envolvida.

    Quais os sintomas do APLV?

    A alergia alimentar pode ocorrer por três mecanismos imunológicos diferentes, de acordo com Mariana. Cada um apresenta características próprias, incluindo o tipo de reação do organismo e o momento em que os sintomas aparecem depois do consumo do alimento.

    Alergia não mediada por IgE

    Na alergia não mediada por IgE, não existe participação direta do anticorpo IgE. Por isso, muitas vezes a alergia não aparece nos exames de sangue, já que o organismo não produz níveis detectáveis do anticorpo.

    Nesse tipo de reação, o processo acontece por meio da liberação de citocinas inflamatórias, substâncias que provocam inflamação no organismo. Os sintomas costumam surgir de forma tardia, podendo aparecer muitas horas ou até alguns dias depois do consumo de leite de vaca ou de alimentos que contêm proteína do leite.

    Os sintomas costumam atingir principalmente o sistema digestivo, como:

    • Cólicas frequentes;
    • Diarreia;
    • Presença de sangue ou muco nas fezes;
    • Refluxo ou vômitos;
    • Distensão abdominal;
    • Irritabilidade após as mamadas.

    Alergia mediada por IgE

    Na alergia mediada por IgE, o anticorpo imunoglobulina E (IgE) participa diretamente da reação alérgica. Na maior parte dos casos, a presença do anticorpo pode ser identificada em exames laboratoriais.

    Uma exceção pode ocorrer em bebês muito pequenos, pois a quantidade do anticorpo no sangue ainda pode ser baixa e difícil de detectar.

    Nesse tipo de alergia, os sintomas aparecem de forma imediata, normalmente poucos minutos após o contato com o alimento, sendo eles:

    • Urticária (placas vermelhas na pele);
    • Coceira intensa;
    • Inchaço nos lábios, pálpebras ou rosto;
    • Vômitos logo após a ingestão;
    • Chiado no peito ou dificuldade para respirar.

    Nos casos mais graves, pode ocorrer anafilaxia, uma reação alérgica grave que envolve mais de um sistema do organismo e pode causar:

    • Dificuldade respiratória;
    • Queda da pressão arterial;
    • Tontura ou mal-estar;
    • Alterações cardiovasculares;
    • Risco de choque

    De acordo com Mariana, a APLV também pode se manifestar apenas com sintomas de pele, como a dermatite atópica. No entanto, ela também pode estar associada a outros alérgenos, inclusive não alimentares, como alérgenos de contato.

    Os sintomas respiratórios isolados normalmente não são típicos da alergia à proteína do leite de vaca. O sistema respiratório pode reagir a proteínas alimentares, mas quando os sintomas respiratórios aparecem sozinhos, é mais provável que estejam relacionados a outro tipo de alérgeno, como os aeroalérgenos.

    Alergia mista

    Na alergia mista, ocorre a participação de dois mecanismos imunológicos ao mesmo tempo: o anticorpo IgE e as citocinas inflamatórias. Como consequência, os sintomas podem apresentar características tanto das reações imediatas quanto das tardias.

    Nesse tipo de alergia, podem surgir manifestações como:

    • Dermatite atópica;
    • Coceira e lesões na pele;
    • Inflamação crônica no trato digestivo;
    • Refluxo persistente;
    • Dificuldade para ganhar peso;
    • Irritabilidade frequente em bebês.

    Importante apontar que o diagnóstico e o acompanhamento devem sempre ser feitos por um pediatra ou alergista. O profissional avalia os sintomas, orienta quais alimentos precisam ser retirados da alimentação e acompanha a criança ao longo do crescimento para verificar como a alergia evolui.

    Qual a diferença entre APLV e intolerância à lactose?

    Apesar de muitas vezes serem confundidas, a APLV e a intolerância à lactose são condições diferentes. A APLV acontece quando o sistema imunológico reage contra as proteínas presentes no leite, como se fossem uma ameaça.

    Já na intolerância à lactose, o organismo não produz quantidade suficiente de lactase, a enzima responsável por digerir o açúcar do leite. Quando a lactose não é digerida corretamente, ela fermenta no intestino e provoca sintomas como enjoo, dor abdominal, diarreia e gases.

    Ou seja, na APLV existe uma reação imunológica, enquanto na intolerância à lactose existe uma dificuldade de digestão.

    Em quem cada condição é mais comum?

    A intolerância à lactose é mais comum em crianças mais velhas, adolescentes, adultos e idosos, segundo Mariana, porque muitas pessoas têm uma predisposição genética chamada não persistência da lactase, condição em que a produção da enzima diminui ao longo da vida.

    A intolerância também pode surgir de forma secundária, quando aparece como consequência de outra condição de saúde, como doença inflamatória intestinal ou doença celíaca. Nesses casos, o intestino inflamado reduz temporariamente a produção da lactase. Quando a inflamação é tratada, a produção da enzima pode voltar ao normal.

    A APLV, por outro lado, é mais comum em bebês e crianças pequenas, principalmente nos primeiros anos de vida, período em que o sistema imunológico e o sistema digestivo ainda estão em desenvolvimento.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da alergia à proteína do leite de vaca é feito por um pediatra ou alergista, a partir de uma avaliação clínica completa, em que o profissional analisa os sintomas do bebê, a história alimentar e também o histórico de alergias na família.

    Quando existe suspeita de APLV, o profissional normalmente orienta uma dieta de exclusão, que consiste em retirar o leite de vaca e todos os derivados da alimentação por um período de duas a seis semanas:

    • Se o bebê usa fórmula infantil, o leite é substituído por fórmulas especiais;
    • Se o bebê é amamentado, a mãe precisa retirar leite e derivados da própria alimentação.

    Durante o período, Mariana aponta que é observado se os sintomas desaparecem. Caso haja melhora, o próximo passo é realizar o teste de provocação oral, que consiste em reintroduzir o leite na alimentação.

    O objetivo do teste é verificar se os sintomas voltam após o consumo do leite. Se os sintomas reaparecerem, o diagnóstico de APLV é confirmado e o leite precisa ser novamente retirado da dieta.

    O diagnóstico pode ser mais desafiador em bebês muito pequenos, porque alguns sintomas da alergia podem se confundir com manifestações comuns da fase inicial da vida, como cólicas e fezes mais líquidas. A presença de sangue nas fezes, por exemplo, costuma ser um sinal mais sugestivo de alergia.

    Como tratar a APLV?

    O tratamento da APLV consiste principalmente na retirada completa das proteínas do leite de vaca da alimentação da criança. Isso significa evitar leite de vaca e todos os alimentos que contêm derivados do leite.

    A forma de conduzir o tratamento depende da alimentação do bebê:

    • Quando o bebê usa fórmula infantil, o pediatra pode indicar fórmulas especiais, desenvolvidas para crianças com alergia alimentar. Entre as opções estão as fórmulas extensamente hidrolisadas ou as fórmulas à base de aminoácidos, que reduzem o risco de reação alérgica;
    • Quando o bebê é amamentado, a mãe precisa retirar da própria alimentação o leite de vaca e todos os derivados, como queijo, manteiga, iogurte e outros produtos que contenham proteína do leite. Isso acontece porque pequenas quantidades das proteínas podem passar para o leite materno.

    Durante o tratamento, também é importante ler os rótulos dos alimentos, já que muitos produtos industrializados podem conter ingredientes derivados do leite.

    Alimentos que podem conter derivados do leite

    A proteína do leite de vaca pode estar presente em muitos alimentos além do leite líquido, como:

    • Leite em pó;
    • Leite condensado;
    • Leite evaporado;
    • Creme de leite;
    • Manteiga;
    • Margarina com leite;
    • Iogurte;
    • Queijos (de todos os tipos);
    • Requeijão;
    • Coalhada.

    Também é comum encontrar derivados do leite em diversos alimentos industrializados, como:

    • Bolos e misturas prontas para bolo;
    • Pães e pães de forma;
    • Biscoitos e cookies;
    • Chocolates e bombons;
    • Sorvetes;
    • Sobremesas lácteas;
    • Cereais matinais;
    • Purê de batata instantâneo;
    • Molhos prontos;
    • Sopas industrializadas;
    • Alimentos empanados;
    • Alguns embutidos, como salsicha e presunto.

    Como ler rótulos e evitar o “leite oculto”?

    A legislação brasileira exige que todos os ingredientes estejam listados no rótulo do alimento. Na presença de APLV, é importante observar se aparecem termos relacionados às proteínas do leite, como:

    • Caseína;
    • Caseinato de sódio ou de cálcio;
    • Soro de leite;
    • Proteína do soro do leite (whey);
    • Lactoalbumina;
    • Lactoglobulina;
    • Leite em pó;
    • Leite condensado;
    • Creme de leite.

    No Brasil, os rótulos também precisam trazer um aviso sobre os principais alergênicos alimentares. Normalmente, a informação aparece logo abaixo da lista de ingredientes, como “contém leite” e “contém derivados de leite”.

    O que a criança com APLV pode comer?

    Mesmo com a restrição do leite de vaca e todos os alimentos que contêm proteína do leite, é possível manter uma alimentação variada e saudável, adequada para o crescimento da criança. Diversos alimentos naturais não contêm proteína do leite e podem fazer parte da rotina alimentar da criança, como:

    • Frutas;
    • Verduras e legumes;
    • Arroz;
    • Feijão e outras leguminosas, como lentilha e grão-de-bico;
    • Carnes, frango e peixe;
    • Ovos;
    • Batata, mandioca e inhame;
    • Macarrão sem leite na composição;
    • Pães e bolos preparados sem leite ou derivados.

    Também existem bebidas vegetais que podem ser utilizadas em preparações, como arroz, aveia, coco e amêndoas.

    No caso de bebês que utilizam fórmula infantil, o pediatra pode indicar fórmulas especiais, como as extensamente hidrolisadas ou as fórmulas à base de aminoácidos, desenvolvidas para crianças com alergia alimentar.

    Crianças com APLV podem continuar mamando?

    Bebês com APLV podem e devem continuar mamando. O leite materno é o melhor alimento para a saúde e desenvolvimento do pequeno, e o diagnóstico não exige o desmame.

    A mãe deve apenas realizar uma dieta de exclusão total de leite e derivados, evitando alimentos que contenham proteínas do leite, sob orientação de um pediatra ou nutricionista.

    APLV tem cura?

    Na maioria das situações, a APLV é uma condição passageira. Com o acompanhamento médico adequado, muitas crianças passam a tolerar novamente a proteína do leite de vaca com o passar do tempo.

    Algumas começam a apresentar tolerância por volta do primeiro ano de vida. Outras desenvolvem essa tolerância apenas mais tarde, até cerca dos cinco anos. No entanto, vale reforçar que cada caso é único e o tempo e a evolução da APLV variam de criança para criança.

    Leia mais: Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

    Perguntas frequentes

    1. Bebê que mama apenas no peito pode tener APLV?

    Sim, as proteínas do leite de vaca consumidas pela mãe podem passar para o bebê através do leite materno. Nesses casos, a mãe precisa fazer uma dieta de exclusão rigorosa.

    2. Leite sem lactose serve para quem tem APLV?

    Não, o leite sem lactose apenas retira o açúcar (carboidrato), mas mantém as proteínas intactas. Para quem tem APLV, o leite zero lactose causa a mesma reação alérgica que o leite comum.

    3. Quanto tempo demora para os sintomas sumirem após tirar o leite?

    Normalmente, os sintomas começam a melhorar em 3 a 5 dias, mas a inflamação intestinal total pode levar até 2 a 4 semanas para desaparecer completamente após a exclusão total da proteína.

    4. APLV pode causar baixo peso e dificuldade de crescimento?

    Sim, a inflamação constante no intestino impede a absorção correta de nutrientes, o que pode levar ao déficit de ganho de peso e estatura se não for tratada.

    5. Criança com APLV pode tomar vacina da gripe ou tríplice viral?

    Sim, pois algumas vacinas utilizam proteína do ovo, não do leite. No entanto, é importante avisar ao posto de saúde, pois raríssimas vacinas podem conter traços de gelatina ou lactose, embora raramente causem reações em alérgicos à proteína.

    6. O leite de soja é seguro para bebês com APLV?

    Para bebês menores de 6 meses, a soja não é recomendada como substituto principal, pois é um forte alérgeno e pode causar reações cruzadas. Após os 6 meses, o uso deve ser avaliado pelo alergista

    Confira: Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

  • Comer em frente a telas faz mal? Conheça os riscos e como diminuir o hábito

    Comer em frente a telas faz mal? Conheça os riscos e como diminuir o hábito

    Seja para colocar as notícias em dia ou para distrair as crianças durante as refeições, o uso de telas (celular, televisão ou tablets) enquanto se come se tornou rotina de várias famílias, ainda mais quando o dia a dia é atribulado.

    Pode até parecer prático, já que o ambiente fica silencioso e tudo parece fluir com menos esforço, mas o hábito interfere diretamente na forma como o cérebro percebe o ato de comer.

    Para se ter uma ideia, um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que, quanto mais tempo os adolescentes passam diante de celulares, TVs ou tablets, pior tende a ser a alimentação deles. O uso prolongado de telas também está associado a um risco maior de sobrepeso e obesidade, além de menos atividade física, menos horas de sono e uma sensação geral de bem-estar mais baixa.

    Durante as refeições, isso é especialmente prejudicial, pois a atenção se desloca totalmente para a tela, e o contato com o prato fica superficial. A mente entra em modo automático, e você come mais do que precisa sem notar, criando um padrão que favorece o excesso de calorias ao longo do dia.

    O que o uso de telas faz com o cérebro durante a refeição?

    Quando você come olhando para uma tela, o cérebro passa a concentrar quase toda a atenção no conteúdo que está sendo visto ou ouvido. A refeição deixa de ser uma experiência sensorial completa, porque mastigar, sentir a textura dos alimentos, perceber o sabor e engolir deixam de ser processados com clareza.

    “Quando comemos distraídos, o único foco que temos é no que está sendo assistido ou jogado. Assim, o cérebro recebe menos informações sensoriais sobre o ato de comer (mastigar, engolir…) e, consequentemente, os sinais de saciedade demoram mais tempo para aparecer”, explica a nutricionista Mariana Del Bosco.

    No caso das crianças, o uso de telas durante a refeição ativa o sistema dopaminérgico, ligado à sensação de recompensa. O estímulo visual e sonoro é tão marcante que toda a atenção se volta para o conteúdo da tela, deixando a comida em segundo plano.

    A criança passa a perceber menos os sinais do próprio corpo, reduz a autorregulação e demora mais para identificar quando já está satisfeita. O resultado é uma refeição automática, com maior risco de comer além do necessário.

    Comer na frente de telas interfere na qualidade da alimentação

    Além de comer mais do que o necessário, a nutricionista explica que o hábito causa maior preferência por alimentos ultraprocessados e fáceis de consumir — durante um jogo, por exemplo, é muito mais simples comer um salgadinho ou biscoito do que um prato completo de comida.

    O impacto é ainda maior em crianças pequenas, pois nessa fase, elas ainda estão formando a base do comportamento alimentar. Quando a refeição acontece sempre acompanhada de distração, o cérebro aprende a associar comida a estímulos externos, o que dificulta a construção de uma relação saudável com os alimentos.

    Quais os riscos do hábito em crianças e adolescentes?

    Quando a atenção da criança e adolescente se volta exclusivamente para o celular, a TV ou o tablet, o ato de comer deixa de ser consciente, abrindo espaço para problemas como:

    • Comer além do necessário, já que os sinais de saciedade ficam mais difíceis de perceber;
    • Mastigação rápida e insuficiente, o que pode causar desconforto e piorar a digestão;
    • Preferência crescente por alimentos ultraprocessados, mais fáceis de consumir durante o uso de telas;
    • Redução do interesse por frutas, legumes e preparações que exigem mais atenção;
    • Associação entre comida e entretenimento, criando o hábito de comer por tédio e não por fome real;
    • Aumento do risco de sobrepeso e obesidade ao longo do tempo;
    • Dificuldade para desenvolver autonomia alimentar, especialmente nas fases iniciais da infância;
    • Piora da qualidade geral da dieta, com escolhas menos nutritivas e maior ingestão calórica.

    Vale apontar que os hábitos alimentares aprendidos na infância e na adolescência tendem a acompanhar a pessoa ao longo da vida, o que pode elevar o risco de problemas de saúde no futuro, como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e obesidade.

    Como criar um ambiente mais consciente na hora da refeição

    A redução do uso de telas durante as refeições pode ser feita com pequenas mudanças no cotidiano, que ajudam a transformar o momento da comida em algo mais tranquilo. Veja algumas dicas:

    • Fazer as refeições sempre à mesa, com todos sentados juntos, sem celular, TV ou tablet por perto;
    • Estabelecer horários fixos para comer, criando uma rotina previsível que ajuda a criança a entender quando é hora da refeição;
    • Servir porções menores no início, permitindo que a criança tenha autonomia para repetir se ainda estiver com fome;
    • Envolver a criança em conversas durante a refeição, perguntando sobre o dia ou pedindo que ela conte alguma história;
    • Usar pratos, copos e talheres infantis e coloridos, que chamem a atenção para o alimento e deixem o momento mais interessante;
    • Quando possível, convidar a criança para participar do preparo dos alimentos, o que aumenta o vínculo com a comida e estimula a curiosidade pelos ingredientes.

    “Lembrando que a criança aprende a comer por exemplificação, então é muito importante que ela consiga se basear nos pais”, complementa Mariana.

    Quando buscar orientação de um profissional de saúde

    A busca por orientação profissional pode ser necessária quando o uso de telas durante as refeições começa a interferir na rotina alimentar, no comportamento ou na saúde da criança ou do adolescente.

    Os ajustes no dia a dia costumam ajudar, mas alguns sinais mostram que o apoio de um nutricionista, pediatra ou psicólogo pode ser necessário, como:

    • Dificuldade constante de comer sem telas, com irritação intensa ou recusa alimentar quando o aparelho é retirado;
    • Aumento rápido de peso ou risco de sobrepeso e obesidade;
    • Perda de apetite ou preferência quase exclusiva por alimentos ultraprocessados;
    • Problemas frequentes de digestão, como dores abdominais, engasgos ou mastigação insuficiente;
    • Uso de telas em todas as refeições, mesmo após tentativas de mudança da rotina.

    O acompanhamento profissional ajuda a entender o comportamento alimentar, ajustar hábitos familiares e orientar estratégias adequadas para cada idade. Com o tempo, é possível criar uma relação mais saudável com a comida, prevenindo o surgimento de problemas futuros à saúde.

    Qual o tempo máximo recomendado de telas para crianças?

    Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o limite de tempo para crianças estarem em contato com esses aparelhos são determinados pela faixa etária, sempre com supervisão:

    • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
    • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
    • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
    • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

    Para substituir o uso de telas, o ideal é incentivar esportes, brincadeiras ao ar livre e contato com a natureza. As atividades físicas e ambientes externos oferecem estímulos mais variados, ajudam a gastar energia, melhoram o humor e fortalecem a convivência com outras crianças.

    Leia também: Capacete para criança: por que ele é importante nos esportes?

    Perguntas frequentes

    Comer na frente de telas também é ruim para adultos?

    O comportamento afeta pessoas de todas as idades, pois a distração durante a refeição reduz a atenção plena ao alimento, aumenta a ingestão calórica e favorece escolhas menos nutritivas.

    Os adultos que comem diante de celulares ou televisões também têm maior risco de exagerar nas porções e sentir fome novamente pouco tempo depois. A ausência de presença na hora da comida prejudica qualquer faixa etária, apesar do impacto sobre o desenvolvimento infantil ser mais significativo.

    O que fazer quando a criança só aceita comer com tela?

    A mudança precisa ser gradual, já que a retirada brusca da tela pode gerar frustração intensa na criança. Uma dica é reduzir o tempo de exposição durante a refeição ou desligar a tela apenas em momentos específicos, aumentando esse intervalo progressivamente.

    Comer com tela pode prejudicar o sono?

    O uso frequente de telas, especialmente no período da noite, interfere no sono por causa da luz azul emitida pelos aparelhos, que reduz a produção de melatonina.

    Quando o hábito se associa às refeições tardias, o corpo recebe estímulos demais no momento em que deveria estar desacelerando. O cérebro permanece ativo, processando imagens e sons, e a digestão fica mais pesada, dificultando o adormecer.

    Como consequência, as crianças e adolescentes tendem a dormir mais tarde, ter despertares frequentes e apresentar cansaço durante o dia.

    Por que comer distraído prejudica a digestão?

    A mastigação reduzida é um dos efeitos imediatos da distração. Pedaços maiores chegam ao estômago, dificultando a digestão e aumentando a possibilidade de refluxo, gases e desconforto abdominal.

    Além disso, o corpo não entra totalmente no estado de “modo digestivo”, no qual hormônios e enzimas são liberados de forma mais eficiente. A refeição automática resulta em digestão mais lenta e incômoda.

    Qual o horário ideal do jantar das crianças à noite?

    O horário ideal do jantar das crianças à noite costuma ser cerca de três horas antes de dormir, porque o organismo precisa de tempo para digerir a refeição com calma, evitando refluxo, desconforto abdominal e sono agitado.

    Confira: Vacinação infantil: proteção que começa cedo e dura a vida toda

  • Obesidade infantil: o que é, causas e como prevenir

    Obesidade infantil: o que é, causas e como prevenir

    Você sabia que a obesidade infantil é um fator de risco importante para doenças crônicas na vida adulta, como diabetes tipo 2 e hipertensão? No Brasil, uma em cada três crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos está acima do peso, segundo levantamento nacional com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS). A taxa de sobrepeso nessa faixa etária cresceu quase 9% em dez anos.

    A exposição prolongada ao excesso de gordura corporal na infância pode desencadear uma série de problemas de saúde mais cedo, além de causar outras complicações a curto e longo prazo — afetando o desenvolvimento físico e psicológico da criança. Vamos entender mais, a seguir!

    O que é obesidade infantil?

    A obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, acima do recomendado para a idade e altura, em crianças de até 12 anos de idade.

    A condição acontece quando o corpo recebe mais calorias do que gasta, o que pode ocorrer em uma alimentação rica em ultraprocessados e aliada ao pouco movimento no dia a dia, o grande tempo sentado e o uso excessivo de telas — que fazem o corpo armazenar gordura com facilidade.

    Quais os tipos de obesidade infantil?

    A obesidade infantil pode ser classificada de duas formas principais pela causa:

    Exógena: é causada pela soma de ambiente alimentar desregulado, consumo alto de ultraprocessados, bebidas açucaradas e rotina com pouco movimento. A criança vive em um ambiente que facilita comer muito e gastar pouco;

    Endógena: é provocada por alterações internas do organismo. A criança pode ter distúrbios hormonais (como problemas de tireoide ou síndrome de Cushing) ou usar remédios que favorecem ganho de peso, como corticoides.

    A obesidade infantil também pode ser dividida pela gravidade, medida pelo IMC para idade e sexo:

    • Sobrepeso, aparece quando o IMC está acima do percentil 85 e abaixo do percentil 95;
    • Obesidade, aparece quando o IMC está acima do percentil 95;
    • Obesidade grave (ou obesidade mórbida) costuma ser usada quando o IMC está em 40 kg/m² ou mais, refletindo acúmulo muito elevado de gordura corporal.

    O que causa a obesidade em crianças?

    A obesidade é uma doença multifatorial, o que significa que ela é influenciada por uma série de fatores biológicos, comportamentais e sociais, como:

    Alimentação inadequada

    O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados é uma das principais causas do acúmulo excessivo de gordura corporal em crianças.

    Refrigerantes, biscoitos, salgadinhos e fast food, por exemplo, são ricos em calorias, gorduras saturadas, açúcar e sódio — mas pobres em nutrientes, como fibras, vitaminas e minerais. Com o tempo, o desequilíbrio favorece o ganho de peso e prejudica o desenvolvimento adequado do organismo.

    Além disso, o consumo frequente desses produtos altera o paladar infantil, fazendo com que a criança prefira alimentos muito doces, salgados ou gordurosos, e rejeite opções mais naturais, como frutas, verduras e legumes.

    Sedentarismo

    O sedentarismo em crianças é caracterizado por longos períodos de inatividade, como assistir televisão, jogar videogame ou usar o celular. O comportamento ficou cada vez mais comum nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e a redução das brincadeiras ao ar livre, o que faz com que as crianças gastem menos energia do que consomem.

    Quando a baixa movimentação é somada com uma alimentação rica em ultraprocessados e pobre em nutrientes, o resultado é o acúmulo de gordura corporal e o aumento do peso. O sedentarismo também interfere no desenvolvimento muscular, na coordenação motora e na saúde emocional, podendo causar irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração.

    A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos de atividade física por dia, incluindo brincadeiras, esportes e jogos.

    Fatores genéticos e hormonais

    As crianças filhas de pais com obesidade têm maior predisposição genética a desenvolver o mesmo quadro, já que herdam genes que influenciam o metabolismo, o apetite e a forma como o corpo armazena gordura.

    Além da herança genética, o ambiente familiar também tem grande impacto: hábitos alimentares inadequados, pouca prática de atividade física e rotina sedentária tendem a ser reproduzidos pelas crianças.

    Para complementar, distúrbios hormonais, como hipotireoidismo, síndrome de Cushing e resistência à insulina podem interferir no metabolismo, diminuindo o gasto energético e favorecendo o ganho de peso.

    Fatores emocionais

    Não é incomum que algumas crianças utilizem a comida como uma forma de compensar sentimentos de tristeza, ansiedade, solidão ou até tédio. O comportamento, conhecido como “fome emocional”, faz com que o alimento se torne uma válvula de escape para lidar com emoções difíceis.

    Com o tempo, isso pode gerar um ciclo de dependência: a criança come para se sentir melhor, mas logo sente culpa ou desconforto, o que leva a novos episódios de compulsão alimentar.

    Sono inadequado

    O sono inadequado na infância altera o equilíbrio hormonal e o funcionamento do metabolismo, aumentando o risco de obesidade. Durante o sono, o corpo regula hormônios importantes relacionados ao apetite, como a leptina (que sinaliza saciedade) e a grelina (que estimula a fome).

    Quando a criança dorme pouco, há uma redução da leptina e um aumento da grelina, o que faz com que ela sinta mais fome e tenha maior tendência a consumir alimentos calóricos e ultraprocessados.

    Crianças que dormem mal também tendem a ficar mais irritadas, dispersas e cansadas durante o dia, o que reduz a disposição para se movimentar, praticar esportes ou brincar, aumentando o comportamento sedentário e, consequentemente, o risco de obesidade.

    Por que a obesidade infantil tem crescido tanto nos últimos anos?

    A obesidade infantil no Brasil é um problema de saúde pública crescente, com cerca de um em cada três crianças entre 5 e 9 anos estando acima do peso. Para se ter uma ideia, pela primeira vez na história, o excesso de peso grave superou a desnutrição como a maior forma de má nutrição infantil, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas.

    Mas afinal, por que isso está acontecendo? De acordo com a nutricionista Mariana Del Bosco, o país vive uma realidade com ambientes cada vez mais obesogênicos. As crianças estão mais sedentárias, a questão da segurança tende a impedir atividade física e há uma enorme oferta de alimentos de alta densidade energética.

    O consumo de ultraprocessados cresceu, e os produtos têm alto teor de açúcar e gordura que aumentam a ingestão calórica e o risco de a obesidade aparecer.

    “Todas as esferas da sociedade têm o seu papel. O governo, por exemplo, com políticas que poderiam proteger as crianças, com regulamentação de rotulagem e de publicidade para produtos de criança; a escola, promovendo uma cantina mais saudável, podendo ser um ambiente de educação alimentar e nutricional; as indústrias fazendo uma comunicação clara, melhorando a qualidade de produtos, e a família com uma parcela dessa responsabilização”, explica a nutricionista.

    Sintomas de obesidade infantil

    A obesidade infantil pode se desenvolver de forma gradual, e nem sempre o quadro é percebido de imediato pelos pais. O principal sintoma é o acúmulo excessivo de gordura corporal, além de sinais como:

    • Aumento rápido de peso desproporcional ao crescimento da altura;
    • Acúmulo de gordura em regiões como abdômen, braços, coxas e rosto;
    • Roupas apertando com frequência ou necessidade de trocar de tamanho fora do padrão esperado para a idade;
    • Falta de fôlego ou cansaço durante atividades simples, como subir escadas ou correr;
    • Dores nas articulações, especialmente joelhos e tornozelos, devido à sobrecarga do peso.

    A criança também pode apresentar sinais comportamentais e emocionais, como:

    • Preferência por alimentos ultraprocessados e rejeição a frutas, verduras e refeições caseiras;
    • Sedentarismo e desinteresse por atividades físicas;
    • Uso excessivo de telas (celular, TV, videogame);
    • Baixa autoestima e isolamento social, muitas vezes por causa de bullying;
    • Alterações de humor, ansiedade e compulsão alimentar.

    Riscos da obesidade infantil

    O excesso de gordura corporal na infância pode causar diversos problemas de saúde ainda nessa fase e aumentar o risco de doenças graves na vida adulta. Entre os principais riscos, é possível destacar:

    • Diabetes tipo 2;
    • Colesterol e triglicerídeos elevados;
    • Hipertensão arterial;
    • Doenças cardiovasculares precoces;
    • Problemas respiratórios, como apneia do sono;
    • Alterações hormonais e puberdade precoce;
    • Dores nas articulações e deformidades ósseas;
    • Esteatose hepática (gordura no fígado);
    • Dificuldades de locomoção e baixa resistência física;
    • Transtornos alimentares e ansiedade;
    • Baixa autoestima e isolamento social;
    • Maior probabilidade de obesidade na vida adulta.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da obesidade infantil é feito pelos pediatras através da avaliação do peso, da altura e outros fatores ligados ao crescimento e à composição corporal da criança. O principal parâmetro utilizado é o Índice de Massa Corporal (IMC), cujo valor é comparado com curvas de crescimento específicas para idade e sexo, de acordo com Mariana.

    Além do IMC, a avaliação pode incluir também composição corporal, percentual de gordura, circunferências e análise do padrão alimentar. Em muitos casos, são solicitados exames complementares, como:

    • Glicemia e insulina;
    • Colesterol total e frações (HDL, LDL);
    • Triglicerídeos;
    • Função hepática (TGO, TGP);
    • Função tireoidiana.

    Vale ressaltar que o diagnóstico não se baseia apenas em números e é fundamental compreender o contexto alimentar, o nível de atividade física e fatores emocionais e sociais que podem estar contribuindo para o ganho de peso.

    Nesse contexto, Mariana explica que o pediatra está na linha de frente dessa triagem, porque acompanha peso e estatura pelo menos uma vez por ano. A observação da curva de crescimento é um dos sinais mais precoces: mesmo antes de cruzar as linhas de sobrepeso ou obesidade, a tendência de subida já é alerta de risco e já justifica avaliação mais detalhada.

    Tratamento de obesidade infantil

    O tratamento da obesidade infantil deve ser sempre individualizado e supervisionado por profissionais de saúde, envolvendo médico, nutricionista, educador físico e, quando necessário, psicólogo. O objetivo principal não é apenas a perda de peso, mas a mudança de hábitos e a promoção de um estilo de vida saudável que possa ser mantido a longo prazo.

    Ele envolve uma série de medidas, como:

    Alimentação equilibrada: basear as refeições em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras. Deve-se reduzir o consumo de ultraprocessados, refrigerantes, doces e fast-food;

    Rotina alimentar estruturada: manter horários regulares para as refeições e evitar “beliscar” o tempo todo. Fazer as refeições à mesa, sem distrações como TV ou celular, ajuda a reconhecer quando está satisfeito;

    Atividade física diária: incentivar pelo menos 60 minutos de movimento por dia, incluindo brincadeiras, esportes e atividades ao ar livre. O objetivo é aumentar o gasto energético e fortalecer músculos e ossos;

    Uso de medicamentos (em casos específicos): indicado apenas sob orientação médica, quando há doenças associadas ou obesidade grave que não responde a outras medidas;

    Sono adequado: a privação de sono desequilibra os hormônios da fome (grelina e leptina) e favorece o ganho de peso;

    Redução do tempo de tela: limitar o uso de televisão, celular e videogame a no máximo duas horas por dia, conforme recomendação da OMS;

    Apoio psicológico: ajudar a criança a lidar com sentimentos de ansiedade, frustração e baixa autoestima que podem levar à compulsão alimentar.

    Segundo Mariana, se a criança entra na puberdade com peso adequado, o risco de manter obesidade na vida adulta diminui de forma significativa. Por isso, o cuidado precisa começar assim que o risco aparece, e não apenas quando o problema já está instalado.

    Dieta restritiva é necessária no tratamento de obesidade infantil?

    A dieta restritiva não é indicada no tratamento da obesidade infantil. A criança precisa comer bem para crescer, se desenvolver e construir relação saudável com o alimento. De acordo com Mariana, o foco não é cortar alimentos de forma rígida, mas melhorar a qualidade do que está na rotina da família.

    A orientação nutricional busca organizar o entorno: o que entra no carrinho de supermercado, o que está disponível em casa, como a família faz as refeições e como o alimento aparece no dia a dia.

    Assim, a rotina será mais equilibrada, com mais alimentos nutritivos e menos ultraprocessados, sem comprometer o desenvolvimento do pequeno. A inclusão de indulgências eventuais, como um sorvete no fim de semana ou uma festinha, faz parte do plano. O resultado vem da mudança sustentada de comportamento, e não de restrição radical.

    Quanto de atividade física para crianças é recomendado?

    De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, as recomendações variam conforme a idade e o estágio de desenvolvimento da criança:

    • Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia em posição de bruços (“de barriga para baixo”), distribuídos ao longo do dia, em diferentes momentos;
    • Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, divididas ao longo do dia;
    • Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, sendo no mínimo 1 hora de intensidade moderada a vigorosa.

    A atividade física para crianças pode acontecer principalmente por meio de jogos, brincadeiras e movimentos espontâneos, mas também pode envolver atividades mais estruturadas, como aulas de educação física, escolinhas de esportes e natação — sempre supervisionadas por pais, responsáveis ou professores.

    Alguns exemplos de atividades por faixa etária:

    • Até 1 ano: brincadeiras que estimulem movimentos como rolar, engatinhar, sentar, puxar, empurrar, equilibrar-se e alcançar objetos;
    • De 1 a 2 anos: atividades que envolvam andar, correr, pular, escalar, lançar e segurar bolas, girar e equilibrar-se;
    • De 3 a 5 anos: jogos e brincadeiras como caminhar, correr, chutar, saltar, arremessar e atravessar obstáculos. Nessa fase, a criança também pode participar de esportes, danças, ginástica, lutas e deslocamentos ativos (a pé ou de bicicleta, sempre acompanhada por um adulto).

    Confira: Como montar um prato saudável em buffets? Veja algumas dicas

    É possível prevenir a obesidade infantil?

    A obesidade infantil pode ser prevenida, principalmente com hábitos saudáveis adotados desde os primeiros anos de vida. A prevenção começa em casa, com o exemplo dos pais, e deve envolver alimentação equilibrada, prática de atividade física e um ambiente emocional saudável. Veja alguns cuidados:

    • Oferecer frutas, verduras, legumes, grãos integrais e alimentos naturais no dia a dia, evitando ultraprocessados, refrigerantes, doces e fast-food;
    • Manter horários regulares, comer à mesa e evitar distrações como TV e celular durante as refeições.
    • Manter a amamentação exclusiva e em livre demanda até os 6 meses, o que ajuda a regular o apetite e reduzir o risco de obesidade futura;
    • Crianças maiores de 6 meses devem beber água antes, durante e após a atividade física.
    • Estimular brincadeiras ativas, esportes e atividades ao ar livre diariamente, como caminhadas, corridas, danças e ginásticas;
    • Reduzir o tempo em frente à televisão, computador e celular a no máximo duas horas por dia.

    Quanto mais cedo os hábitos forem incorporados à rotina familiar, maiores serão as chances de a criança crescer saudável e manter um peso adequado na vida adulta.

    Leia também: Delivery saudável: nutricionista dá dicas para escolher bem

    Perguntas frequentes

    Como saber se meu filho está acima do peso?

    O peso isolado não é suficiente para avaliar a obesidade infantil. O pediatra utiliza o IMC (peso dividido pela altura ao quadrado) e compara com curvas de crescimento específicas para cada faixa etária. Quando o valor ultrapassa o percentil 97, a criança é considerada obesa.

    O acúmulo de gordura no abdômen, os hábitos alimentares, o nível de atividade física e o histórico familiar também entram na avaliação. Por isso, manter acompanhamento regular com o especialista é importante para identificar fatores de risco de forma precoce.

    A obesidade infantil tem cura?

    Sim, é possível reverter o quadro de obesidade infantil com mudanças de estilo de vida. Na infância, o organismo ainda está em formação, o que facilita o controle do peso quando há intervenção precoce.

    O tratamento envolve alimentação equilibrada, estímulo à atividade física e acompanhamento médico e nutricional. O foco não é apenas emagrecer, mas adotar hábitos que possam ser mantidos por toda a vida.

    Quando procurar ajuda profissional?

    Os pais devem procurar um pediatra ou nutricionista quando perceberem ganho de peso acelerado, cansaço, falta de disposição para brincar ou sinais de baixa autoestima.

    Mesmo em casos leves, o acompanhamento profissional é importante para evitar que o quadro se agrave. Quanto mais cedo o diagnóstico e a orientação, maiores as chances de sucesso.

    A obesidade infantil pode continuar na vida adulta?

    Sim! Pesquisas mostram que cerca de 70% das crianças com obesidade se tornam adultos obesos, principalmente quando o problema não é tratado precocemente. Isso aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Assim, a infância é a fase mais importante para agir e tratar a condição.

    A amamentação ajuda a prevenir a obesidade infantil?

    Sim, pois o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade ajuda a regular o apetite da criança e favorece o desenvolvimento de um metabolismo saudável. O leite materno contém todos os nutrientes necessários e estimula o bebê a reconhecer os sinais de fome e saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro.

    Crianças obesas podem praticar qualquer tipo de esporte?

    Sim, desde que respeitadas suas condições físicas e sob orientação de um profissional. Esportes como natação, caminhada, ciclismo e dança são boas opções, pois reduzem o impacto nas articulações e estimulam o prazer pelo movimento.

    O mais importante é que a criança se divirta e mantenha a regularidade, sem sentir que o exercício é uma punição.

    Veja mais: Fome emocional: o que é, sintomas e como controlar

  • Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

    O café da manhã é uma das refeições mais importantes do dia, responsável por repor energia depois do sono e preparar o corpo para as atividades do dia. Mas, para pessoas que têm intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, podem surgir algumas dúvidas sobre como montar um cardápio adequado.

    Apesar do café normalmente conter muitos alimentos com leite ou derivados, a nutricionista Mariana Del Bosco aponta que o segredo está em escolher versões sem lactose dos alimentos comuns ou buscar substitutos vegetais e proteicos que garantam o mesmo valor nutricional. Entenda mais como fazer um café da manhã sem lactose a seguir!

    O que é lactose?

    A lactose é o açúcar natural presente no leite e em seus derivados, formada por dois açúcares simples: glicose e galactose. No organismo humano, ela é digerida pela enzima lactase, produzida no intestino delgado.

    Quando existe alguma deficiência ou baixa atividade da enzima, o corpo não consegue quebrar a lactose de forma adequada — o que leva ao aparecimento dos sintomas de intolerância à lactose, como dor abdominal, gases, inchaço e diarreia.

    Vale destacar que intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são condições diferentes. No caso da intolerância, ocorre uma má digestão do açúcar do leite, não uma reação imunológica.

    Já na alergia, o corpo identifica as proteínas do leite como invasoras, provocando respostas mais sérias, como coceira, inchaço e até dificuldade para respirar. Nesses casos, todos os laticínios devem ser cortados da dieta.

    O que comer em um café da manhã sem lactose?

    O café da manhã é a refeição que mais tem a presença de leite e derivados, como iogurte e queijos. Mas, de acordo com Mariana, ele não precisa ser restritivo e pode continuar muito parecido com o de quem consome leite tradicional — apenas com algumas substituições simples.

    É possível manter o hábito de tomar leite, comer queijo e iogurte, desde que em versões sem lactose. Elas passam por um processo em que se adiciona a enzima lactase, responsável por quebrar a lactose em glicose e galactose, tornando o alimento mais fácil de digerir para quem tem intolerância.

    Mariana explica que o leite sem lactose tem um sabor levemente mais adocicado, mas mantém as mesmas propriedades nutricionais do leite comum, incluindo proteínas, cálcio e vitaminas importantes para o organismo.

    Outras alternativas para compor o café da manhã:

    • Ovos: fonte de proteína, vitaminas e minerais (mexidos, cozidos, pochê ou omelete com legumes);
    • Frutas frescas: fornecem fibras, vitaminas e energia leve (banana, mamão, maçã, frutas vermelhas);
    • Pães, tapiocas e cereais integrais: garantem energia e saciedade; prefira opções com fibras e menos aditivos;
    • Pastas e acompanhamentos: homus, tahine, pasta de amendoim e guacamole substituem manteiga e requeijão; o tahine é boa fonte de cálcio;
    • Oleaginosas e sementes: castanhas, nozes, amêndoas, chia e linhaça adicionam gorduras boas e antioxidantes.

    Com essas opções, dá para preparar combinações variadas, como pão integral com homus e suco natural, omelete com legumes e iogurte sem lactose com frutas e granola. O importante é manter o equilíbrio de nutrientes e evitar excesso de industrializados.

    Bebidas vegetais podem substituir o leite tradicional?

    As bebidas vegetais são produzidas a partir de grãos, sementes ou oleaginosas e podem ser usadas em cafés, vitaminas, mingaus e receitas em geral, mas, nutricionalmente, não são iguais ao leite.

    De acordo com Mariana, apesar de chamadas de “leite vegetal”, elas costumam conter menos proteínas e cálcio. Vale verificar se há cálcio adicionado no rótulo.

    A nutricionista recomenda variar o tipo de bebida para evitar excesso de um único ingrediente. Pesquisas apontam que bebidas de arroz podem ter índices elevados de arsênio — mais um motivo para moderação e rodízio alimentar.

    Intolerantes à lactose precisam cortar a lactose completamente?

    Não necessariamente. Diferente da alergia ao leite, a intolerância é dose-dependente e varia conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade individual.

    Segundo Mariana, muitas pessoas toleram pequenas porções — por exemplo, até cerca de 12 g de lactose/dia (aprox. um copo de leite ou um pote de iogurte). Queijos duros (parmesão, provolone) tendem a ter pouca lactose e podem ser melhor tolerados.

    E quem tem alergia à proteína do leite?

    Na APLV, recomenda-se evitar completamente laticínios — inclusive versões sem lactose, pois ainda contêm as proteínas que causam a reação. Foque em alternativas vegetais e outras fontes proteicas:

    • Ovos (cozidos, mexidos, omeletes);
    • Homus (grão-de-bico com tahine);
    • Pasta de frango desfiado;
    • Tofu (grelhado ou batido com frutas);
    • Sementes (chia, linhaça, gergelim) e castanhas;
    • Bebidas vegetais com cálcio adicionado;
    • Tahine (rico em cálcio);
    • Folhas verde-escuras (couve, brócolis);
    • Leguminosas (feijão, lentilha).

    Planeje o cardápio com acompanhamento nutricional — sobretudo para crianças, gestantes e idosos. Em muitos casos, pode-se indicar suplementação.

    Como identificar produtos sem lactose no mercado

    Leia o rótulo. Você poderá encontrar:

    • “Sem/zero/não contém lactose”: até 100 mg por 100 g/ml;
    • “Contém lactose”: acima de 100 mg por 100 g/ml;
    • “Baixo teor de lactose”: entre 100 mg e 1 g por 100 g/ml.

    Se ainda houver dúvida, cheque a lista de ingredientes: “leite”, “sólidos de leite”, “soro de leite”, “lactose”.

    Cuidados ao escolher produtos industrializados

    Mesmo sem lactose, alguns industrializados podem ter excesso de açúcar, gorduras e aditivos. Dicas:

    • Prefira listas de ingredientes curtas e reconhecíveis;
    • Desconfie de muitos corantes, conservantes e aromatizantes;
    • Verifique o teor de açúcar adicionado;
    • Compare marcas (cálcio e proteína variam bastante);
    • Priorize alimentos frescos.

    Para intolerância, a lista de ingredientes é menos crítica do que na APLV, mas continua essencial para avaliar a qualidade nutricional.

    Como funciona o suplemento de lactase?

    O suplemento de lactase fornece a enzima que quebra a lactose em glicose e galactose, facilitando a absorção e evitando fermentação no intestino grosso (gases, dor, inchaço, diarreia).

    Segundo Mariana Del Bosco, é útil quando não há opção sem lactose (comer fora, viagens). Deve-se ingerir o comprimido/cápsula imediatamente antes da refeição com lactose.

    O suplemento não cura a intolerância, apenas ajuda a digestão e amplia a flexibilidade alimentar. Converse com nutricionista ou médico para ajustar dose e produto.

    Confira: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

    Perguntas frequentes

    Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

    Geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo: inchaço abdominal, gases, cólicas, diarreia, náuseas e desconforto digestivo. A intensidade depende da dose e do grau de intolerância.

    A intolerância à lactose tem cura?

    Não há cura definitiva. Contudo, é possível controlar com ajustes na dieta, versões sem lactose e, se necessário, suplemento de lactase. Por ser dose-dependente, muitas pessoas toleram pequenas quantidades.

    O que causa a intolerância à lactose?

    Principalmente a queda natural da produção de lactase após a infância. Pode surgir também por lesões/ inflamações intestinais (ex.: doença celíaca, gastroenterite, SII). Há forma congênita rara em que o bebê já nasce sem lactase.

    Quais alimentos contêm lactose?

    Leite e derivados (queijos, iogurtes, manteiga, requeijão, creme de leite, leite condensado) e vários industrializados (pães, bolos, molhos, sopas prontas, chocolates, biscoitos).

    Quais são os sintomas da alergia à proteína do leite?

    Podem aparecer minutos ou horas após o consumo: urticária, coceira, vermelhidão, inchaço de lábios/pálpebras, dor abdominal, vômitos, diarreia, chiado, falta de ar. Nos casos graves, anafilaxia (emergência médica).

    Quais alimentos devem ser evitados em caso de APLV?

    Além de leite e derivados, atenção a industrializados que escondem proteínas do leite: pães e bolos prontos, chocolates e sobremesas, margarinas e molhos, embutidos, sopas e purês industrializados. Procure no rótulo a advertência obrigatória: “Alérgicos: contém leite” (RDC 26/Anvisa).

    Leia também: Intolerância à lactose: quando o leite vira desconforto

  • Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia? 

    Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia? 

    Você sabe o que é intolerância à lactose? A condição é caracterizada pela dificuldade parcial ou total do organismo em digerir a lactose, o açúcar natural do leite. Como consequência, podem surgir sintomas desconfortáveis após o consumo de leite e derivados, como gases, dores abdominais, diarreia e náuseas.

    Dependendo do caso, a intensidade pode variar: algumas pessoas conseguem consumir pequenas quantidades de queijos curados ou iogurtes, enquanto outras precisam cortar completamente a lactose da dieta.

    Por isso, é fundamental entender o seu nível de tolerância e buscar alternativas seguras no dia a dia, para manter um cardápio equilibrado e saudável. Entenda mais a seguir!

    O que é intolerância à lactose?

    A intolerância à lactose é a dificuldade parcial ou total do organismo em digerir a lactose. Isso acontece porque a enzima lactase, responsável por quebrar esse açúcar, está em menor quantidade no intestino de quem convive com a condição.

    Sem lactase suficiente, a lactose não é digerida corretamente e acaba fermentando no intestino, causando sintomas como:

    • Gases e inchaço abdominal;
    • Cólicas e dor abdominal;
    • Diarreia;
    • Náusea e mal-estar.

    Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite?

    A intolerância à lactose não é a mesma coisa que a alergia ao leite. Na alergia, há uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite, gerando sintomas imediatos (como urticária e falta de ar) ou tardios (como problemas gastrointestinais). Já na intolerância, não há envolvimento do sistema imunológico, mas sim dificuldade de digerir a lactose pela baixa produção da lactase.

    Na prática:

    • Alergia ao leite: deve-se evitar totalmente leite e derivados.
    • Intolerância à lactose: é preciso apenas restringir a lactose. Produtos sem lactose ou com a enzima lactase adicionada podem ser consumidos.

    O que não comer na intolerância à lactose?

    Nem sempre é necessário cortar todos os derivados. Tudo depende do nível individual de tolerância. Porém, alguns alimentos devem ser evitados:

    • Leite integral, desnatado ou em pó;
    • Iogurtes tradicionais;
    • Queijos frescos, como minas padrão e requeijão;
    • Manteiga e creme de leite;
    • Sorvetes feitos com leite;
    • Molhos e cremes prontos com leite em pó ou soro;
    • Produtos de confeitaria (bolos, biscoitos, chocolates ao leite);
    • Pães industrializados que contenham leite.

    Cardápio para intolerância à lactose

    Café da manhã

    • Leite ou iogurte sem lactose;
    • Queijos frescos (minas frescal, ricota) ou queijos com lactase adicionada;
    • Iogurtes vegetais e bebidas de amêndoas, aveia, coco ou castanhas;
    • Receitas adaptadas, como panquecas, tapiocas, bolos e smoothies.

    Almoço e jantar

    As refeições principais podem ser mantidas, apenas adaptando preparações que levem creme de leite. Exemplos:

    • Arroz integral e feijão;
    • Frango grelhado;
    • Salada de folhas com azeite;
    • Brócolis refogado;
    • Sopa de legumes;
    • Pães e saladas variadas.

    Lanches

    • Frutas com castanhas;
    • Iogurte vegetal com granola;
    • Smoothie de frutas com bebida vegetal;
    • Pão integral com homus ou guacamole;
    • Biscoitos integrais ou cookies caseiros;
    • Barras de cereal sem lactose;
    • Tapioca com queijo sem lactose ou pasta de amendoim;
    • Mix de castanhas e frutas secas.

    Lactose pode trazer benefícios?

    Para quem não tem intolerância, sim. A lactose pode ajudar na digestão e absorção de cálcio. Cortá-la sem necessidade pode reduzir a produção de lactase e até gerar intolerância transitória. O ideal é restringir apenas quando houver sintomas, sempre com orientação médica ou nutricional.

    Confira: Proteína para ganhar massa muscular: veja quanto você precisa por dia

    Fontes de cálcio além dos laticínios

    • Bebidas vegetais enriquecidas com cálcio (soja, aveia, coco, castanha);
    • Sementes de gergelim e tahine;
    • Verduras verde-escuras (couve, brócolis, espinafre);
    • Leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha);
    • Oleaginosas (amêndoas, castanhas).

    Dieta sem lactose emagrece?

    Não há evidências de que retirar lactose por si só cause emagrecimento. A perda de peso pode ocorrer indiretamente, ao cortar alimentos calóricos que contêm lactose. Versões magras de laticínios, inclusive, podem ajudar na saciedade e na perda de peso dentro de uma dieta equilibrada.

    Perguntas frequentes sobre intolerância à lactose

    1. Quais os sintomas?

    Dor abdominal, gases, inchaço, diarreia, náusea e mal-estar, geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo.

    2. Como saber se tenho intolerância?

    O diagnóstico é feito por avaliação médica, baseado nos sintomas. Existem testes específicos (teste de tolerância à lactose, teste genético), mas a confirmação depende da relação entre ingestão e sintomas.

    3. Pode surgir em qualquer idade?

    Sim. Costuma aparecer na adolescência ou vida adulta, mas também pode ser secundária a outras doenças. Em casos raros, existe a intolerância congênita, presente desde o nascimento.

    4. Tem cura?

    Não há cura definitiva. A forma secundária pode ser revertida quando a doença de base é tratada. Já a forma genética persiste, mas pode ser controlada com ajustes na dieta.

    5. Quem tem intolerância pode comer chocolate?

    O chocolate ao leite contém lactose. Já os meio amargos ou amargos têm menos e podem ser tolerados. Existem também chocolates sem lactose no mercado.

    6. Posso tomar café com leite?

    Sim, desde que seja usado leite sem lactose ou bebida vegetal. Algumas pessoas toleram pequenas quantidades de leite comum.

    7. O que acontece se continuar consumindo lactose?

    Pode haver sintomas como dor, gases e diarreia, mas não há lesões permanentes no intestino. O principal impacto é a queda na qualidade de vida.

    Leia mais: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores